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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lisboa Restaurant Week V edição - restaurantes Terraço, Terreiro do Paço e Colares Velho



A semana de comer fora durante a iniciativa Lisboa Restaurant Week continuou. Na quinta-feira, dia sete de Abril, o restaurante escolhido foi o Terraço do Hotel Tivoli Lisboa. O restaurante está situado numa sala ampla, com uma agradável decoração e com umas portas envidraçadas que dão para um terraço. Ali funciona um bar que abre em Maio e funciona durante todo o Verão. Pareceu-me um sítio com um ambiente interessante no Verão, pelo menos as condições estão lá.

A minha refeição neste restaurante começou pelo couvert que consistiu em pães diferentes - não resisto ao de tomate e ao de passas! - gressinos e manteiga. Para entrada em vez da sopa de tomate branco com emulsão de basílico optei por um carpaccio de salmão com salada de citrinos, que me agradou bastante. Gostei da apresentação elegante e da mistura dos citrinos a cortar o sabor intenso do salmão. Esta é uma daquelas entradas que um destes dias quero reproduzir.

Para prato principal as opções eram risotto de pato fumado do mesmo, como me apaixonei pelo risotto de pato do restaurante Varanda do Hotel Ritz Four Seasons, achei melhor nem arriscar, nestas coisas o pior são sempre as expectativas e as minhas eram de tal maneira elevadas que optei pela tranche de robalo crocante de massa filo e salada de ervas. Houve qualquer coisa neste prato que não o fez brilhar! Gostei da ideia de enrolar o robalo na massa, mas houve entre os ingredientes uma falha que não contribuiu para um resultado à altura de um robalo! A nossa refeição foi acompanhada por um Tinto da Ânfora 2005.

Nas sobremesas optei por um crème brûlée de citronella com sorbet de framboesa, com o açúcar queimadinho como eu gosto e fresquinho soube bem, em vez dos papos de anjo com carpaccio de ananás em calda de poejo.

O serviço foi atencioso mas um pouco cansado. Como se sabe, as pessoas fazem uma casa. A impressão com que saímos de um restaurante é marcada não só pela comida, mas também pela simpatia e atenção com que nos recebem.

Na sexta-feira marcámos mesa no restaurante Terreiro do Paço. Situado num espaço nobre, arquitetónica e historicamente falando, encontra-se dividido em três espaços, uma das salas, pela decoração fez-me lembrar as antigas tascas, com as toalhas de plástico com motivos coloridos. O ambiente é simpático, moderno e descontraído. A mesa onde ficámos tinha, ao centro, um Galo de Barcelos, uma garrafa de azeite e um pote com flor de sal, tudo produtos portugueses. Parece-me que esta é uma aposta da casa, produtos portugueses e a cozinha tradicional portuguesa com um leve toque de inovação.

Como couvert foi-nos servido pão e mousse de salmão. Obviamente que não resistimos também a molhar o pão no azeite Quinta de São Vicente que estava desde o início na mesa. Como diz Miguel Esteves Cardoso, o azeite é para nós o "molho" primordial. Há quem não aprecie, mas eu gosto de molhar o pãozinho no azeite. Houve uma altura em que não gostava daquele azeite que pica na garganta, pois associava-o a um grau de acidez elevado, mas depois de o ano passado fazer uma prova de azeites, a minha relação com o azeite mudou e percebi, que este picar a garganta não estava relacionado com a acidez, mas com o tipo de azeitona usada.

Para entrada escolhi o carpaccio de rosbife com mostarda à antiga, que servido só assim achei um bocadinho pobre, mas ainda provei uma fatia de pissaladière de peperonata e queijo de cabra, uma espécie de pizza feita com massa folhada na base.

O prato principal que escolhi foi bochechas de porco com esmagada de batata com espinafres, que estava magnífico. A carne tenrinha, suculenta e a esmagada de batata combinava na perfeição com a bochecha. Em opção tínhamos salmão (mi-cuit) com açorda de caranguejo, lima e gengibre. Uma nota muito positiva para esta açorda de caranguejo que a personalidade vincada do gengibre não me deixou ficar indiferente. O vinho escolhido, foi um tinto Vinha do Meio Queijo de 2008.

Para sobremesa não resistimos a uma mousse de chocolate com salame. Mousse de chocolate com salame? - quem poderia resistir a semelhante pecado de boca? Na nossa mesa, ninguém! ;)

Não achei a música ambiente adequada. Muitos martelinhos misturados com o som das outras mesas acabaram por tornar o ambiente demasiado barulhento. Uma nota muito elevada para o serviço. Simpático, disponível e conhecedor.

No sábado, ao jantar, visitámos o restaurante Colares Velho, em Colares. O espaço é lindíssimo. Uma decoração fabulosa, a lembrar outros tempos, e com um toque de requinte e bom gosto a que não ficamos indiferentes. É de certeza um restaurante único pela decoração, que aproveitou uma antiga mercearia e lhe deu uma vida nova, incorporando os armários e o balcão na nova função deste espaço. O Colares Velho, para além do restaurante possui também um salão de chá.

Para o couvert serviram um pão rústico fabuloso que se comia de forma gulosa mesmo sem nada, manteiga aromatizada com ervas, salada de polvo e salada com orégãos e um shot quente de coentros. Para entrada tínhamos ovos mexidos ou com espargos ou com farinheira. Eu escolhi os ovos mexidos com espargos bravios, mas achei que os de farinheira estavam melhores, menos secos.

Para prato principal optei pelos filetes de polvo laminados servidos com açorda de coentros e tártaro de pickles e alcaparras em vez de rojões salteados na frigideira com molho à Bulhão Pato de amêijoas e camarões - que venham mais filetes e açorda de coentros, por favor! - senão estivesse tão cheia, era o que diria no final, de certeza. Os pratos foram acompanhados por um vinho Quinta de La Rosa.

Para sobremesa, uma generosa fatia de tarte de maçã de Colares e natas frescas batidas. Com o café serviram pérolas de Colares ou seja umas mini tartes de Colares, mas sem o queijo.

Em forma de balanço final da iniciativa posso dizer que notámos algumas incongruências. Há restaurantes que incluem o couvert no preço da refeição, outros não. Para que não hajam surpresas, talvez fosse bom, a organização, colocar esta informação na página da iniciativa quando fazem a apresentação dos restaurantes aderentes. Em alguns restaurantes, os menus são criados especificamente para a iniciativa, apesar de não ver nisso um problema poderá, no entanto, não dar a imagem exacta da cozinha praticada no dia-a-dia. Para os restaurantes, já sabemos, que é uma excelente forma de ganhar clientes. Independentemente de algumas observações que possam ser feitas, acho a iniciativa muito interessante e para mim, é uma excelente forma de ir conhecendo restaurantes, espaços novos, pratos confecionados por alguns nomes sonantes na nossa praça e não só. Para quem estiver interessado, a Lisboa Restaurant Week volta em Setembro.

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