quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Cinque Terre e uma viagem de barco pelo Golfo dos Poetas


O dia acordou com o sol a brilhar num céu azul sonhador. O percurso para este dia estava definido, depois de uma reunião com os nossos amigos e companheiros de viagem, o Nuno e a Graciete, e de pelo meio termos ainda uma deliciosa conversa com o empregado de mesa do hotel sobre futebol. O modo como José Mourinho é amado pelos italianos é verdadeiramente comovente, ao ponto de deixar-nos orgulhosos e felizes por sermos portugueses.

De Montecatini iríamos até às Cinque Terre. A ideia que tinha das Cinco Terras, pequenas aldeias de pescadores situadas nas encostas escarpadas ao pé do Golfo dos Poetas, era algo de romântico e que me fazia sonhar com boa comida, ruas estreitas, casas coloridas e mulheres italianas a fazer pasta junto à entrada das casas.

Apanhámos o barco em La Spezia ao final da manhã. O sol era tão quente que tive que improvisar e fazer do casaco um chapéu para colocar na cabeça. A viagem durou aproximadamente uma hora. Partimos de La Spezia e fomos passando por Portovenere e pelas famosas Cinque Terre, a saber, Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare.


As casas penduradas nas rochas, pintadas com cores coloridas parecem verdadeiros postais. É curioso como conseguiram construir nestas encostas. Mas o que mais me impressionou foi ver a luta silenciosa e pacífica dos veraneantes por um bocado de rocha para estender a toalha e aproveitar o sol e o mar. Ali só pensei, que boas praias nós temos em Portugal!

Decidimos parar apenas em Monterosso al Mare. A última localidade do percurso de barco. Aqui deparámos com pessoas a aproveitarem o sol com as toalhas estendidas nas rochas, mas também uma praia com areal e muitos chapéus de sol. Decidimos ir almoçar, num bar/restaurante mesmo junto à praia.

Escolhemos uma salada de farro, meloa com presunto, mexilhões recheados e cerveja bem fresca. No final, pedimos ainda uma enorme taça de gelado que nos soube a dias frescos, às sombras das árvores e a grossas gotas de chuva gelada. Com o calor que se fazia sentir, estar a almoçar a ver e a sentir o aroma do mar transformou esta refeição num momento muito especial.


Depois do almoço pensámos em ir molhar os pés no mar, mas descobrimos que a praia era paga. Dezassete euros por dia com direito a chapéu e duas cadeiras. Com espreguiçadeira o valor passava para vinte e três euros.


Um pouco antes do pôr-do-sol apanhámos o barco de regresso. Na viagem, a sentir o aroma fresco da água do mar, pensei que também gostaria de fazer o percurso a pé pelo Caminho do Amor que liga as Cinque Terre ou até mesmo a respectiva viagem de comboio.

De La Spezia seguimos viagem por uma estrada cheia de curvas até Collecchio, nome que me fez lembrar um dos júris do programa americano de cozinha Top Chef. No dia seguinte, a viagem continuaria.

Este apontamento integra-se no relato da minha viagem, o ano passado, a Itália.

2 comentários:

  1. Laranjinha, também estive em Cinque Terre o ano passado em Julho, numa viagem que fiz a Florença e depois aproveitei. Gostei muito e tenho, tal como tu, fotos magníficas. Aliás, nem a propósito, postei há dias atrás uma pasta que comi lá e que consegui a receita.
    Quanto Às praias pagas, de facto isso acontece em locais onde o espaço escasseia e a procura é muita como é o caso do sul da Tailândia e das praias de New York. É aí que percebemos a sorte que temos com as nossas praias de livre acesso.
    Beijinhos
    Maria

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  2. Olá, Laranjinha! :-)

    Este post é um postal magnífico! Apetece ir até Itália e verificar in loco as aldeias que cresceram na encosta rochosa. Quanto às praias, tenho uma opinião muito parecida com a tua: ir para fora de Portugal em busca de praia não me parece sensato e nem bom gosto, porquanto por cá temos um litoral lindíssimo e com várias temperaturas de água e que, felizmente, ainda são de acesso gratuito.

    Gosto mesmo muito destes teus relatos.

    Bellisimo, cara mia! ;-)))

    Beijinho,

    Paula

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