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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Tarte de cogumelos com queijo Roquefort para o Ano Novo


2013 foi o ano em que mais me dediquei a desenvolver receitas para marcas. O desenvolvimento de receitas tem sido um verdadeiro desafio e que me obriga a pensar, a investigar, a usar a imaginação e a criatividade. Depois de tudo isso, a cozinha transforma-se num verdadeiro laboratório de experiências, cheiros e muitas coisas boas. Para mim, desenvolver receitas é um desafio. É dar vida a um produto, materializando-o numa ideia saborosa que todos podem experimentar.

As minhas inspirações resultam de livros, revistas, blogues de comida, viagens e receitas de família. Programas de cozinha na televisão e workshops ou cursos são também elementos importantes que me ajudam a melhorar e a criar ou recriar receitas. Às vezes neste processo, até uma fotografia de um prato me pode levar a fazer uma receita.

Este ano desenvolvi receitas para as Batatas de França, para os supermercados biológicos Brio, para a Calvé, para as Conservas Nero, para o Continente, para a Milaneza, para a Terrius e continuei com a minha colaboração mensal, na secção de alimentação, na revista Saber Viver.

Outra das marcas com a qual trabalhei nos últimos seis meses foi a Président. E hoje, deixo-vos mais uma receita que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir, uma deliciosa tarte de cogumelos com queijo Roquefort para servir à mesa no primeiro dia do Ano Novo:


Ingredientes para o recheio:
300 g de cogumelos Portobello
100 g de queijo Roquefort Président
30 ml de azeite
1 cebola pequena
3 dentes de alho
1 colher de chá de tomilho seco
4 ovos
2 dl de natas
Sal e pimenta-preta q.b.

1. Levar ao lume uma frigideira com o azeite, os dentes de alho e a cebola picada. Deixar frigir um pouco.

2. Adicionar os cogumelos cortados às fatias. Polvilhar com o tomilho e temperar com sal e pimenta preta a gosto. Mexer. Deixar cozinhar os cogumelos durante um a dois minutos, sem nunca deixar que comecem a deitar água.

3. Retirar do lume e deixar arrefecer um pouco.

4. Colocar os cogumelos na tarteira forrada com a massa. Por cima, dispor o queijo Roquefort desfeito com a ponta dos dedos.

5. Bater os ovos com as natas. Temperar com um pouco de sal e pimenta preta a gosto.

6. Regar os cogumelos com a mistura de ovos.

7. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 minutos.

Ingredientes para a massa:
200 g de farinha
70 g de manteiga sem sal fria
0,5 dl de água fria
Sal e pimenta-preta q.b.

1. Trabalhar, com a ponta dos dedos, a manteiga com a farinha, sal e pimenta a gosto.

2. Juntar a água e misturar tudo muito bem.

3. Formar uma bola com a massa, envolver com película aderente e levar ao frigorífico por 20 minutos.

4. Estender a massa numa superfície polvilhada com farinha e forrar uma forma de tarte, com fundo amovível de 26 cm.

5. Picar o fundo da tarte com um garfo.


Esta tarte de cogumelos e queijo Roquefort fica cheia de sabor. Faz lembrar um passeio, em boa companhia, numa floresta num dia de Outono com os raios de sol a espreitarem pela folhagem das árvores e em que os pés vão deixando marcas num tapete de verde que cobre os caminhos por onde se passa.

A todos até para o ano. Votos de um ano de 2014 cheio de dias felizes à volta da mesa!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Salada de couve-flor com salmão e as minhas leituras


Todos os anos gosto de olhar para trás e fazer um balanço. Todos os anos percorro as folhas da minha agenda cheia de pequenas notas, que não passam de registos do que fiz, do que gostaria de fazer ou ideias que quero colocar em prática. Ter uma agenda transformou-se numa necessidade. Todos os anos em Dezembro, procuro comprar uma que preencha alguns dos meus requisitos. Apesar de ter também um calendário no telemóvel, a agenda em papel tem um valor especial. Nunca entro num novo ano sem ter uma agenda, pronta a ser escrita. É quase como uma superstição.

Ao folhear a minha agenda de 2013, encontro um resumo breve do que foi a minha vida neste ano. Desde jantares com amigos, os aniversários da família, listas de coisas que quero fazer, desde obrigações até às que me dão prazer, encontro frases soltas, poemas que li e registei, encontro listas de tarefas, listas de livros que quero ler ou que li, listas de filmes, as séries de cozinha que não quero perder, até aos meus compromissos profissionais ou actividades ligadas ao Cinco Quartos de Laranja. E como Dezembro está quase a chegar ao fim, a agenda de 2014, já cá está em casa.

Os últimos dias do ano são, sempre para mim, dias de balanço. Gosto de rever o que fiz. Gosto de perceber se consegui fazer com que os meus dias fossem felizes e preenchidos com as coisas que me dão prazer. E à semelhança de outros anos, começo também por fazer o balanço dos livros de gastronomia que li ou que chegaram à minha cozinha neste ano.


As minhas leituras gastronómicas de 2013 foram (por ordem de leitura):

- Cozinhar com Jamie - um livro sobre técnicas de cozinha, desde molhos, massas, passando pelo peixe, carne até às sobremesas.

- Cozinhar com Identidade de Fausto Airoldi - um livro de receitas numa viagem pelos sabores portugueses;

- Tratado do Petisco de Virgílio Nogueiro Gomes - um livro indispensável a quem se interessa por gastronomia e história da alimentação portuguesa;

- Alimentos ao Sabor da História e Os Mistérios do Abade de Priscos de Fortunato da Câmara. Cada vez mais acho interessante viajar pela história dos alimentos ou das receitas;

- Small Plates & Sweet Treats de Aran Goyoaga. Adoro o blogue Cannelle e Vanille e assim que vi que tinha publicado um livro, não resisti. As fotografias são lindas e as receitas, simplesmente inspiradoras. Gostei de descobrir que a autora trabalhou durante uns tempos em Cascais;

- Da Horta para a Mesa de Cláudia Villax - um livro cheio de dicas para quem quer ter uma horta. Para além dos vários conselhos sobre o que plantar e que cuidados se devem ter, desde a preparação dos solos, como evitar algumas pragas até receitas que se podem fazer para dar destino ao que se produz. Aconselho vivamente a experimentarem os morangos com açúcar de hortelã-pimenta, são tão bons. O açúcar com o sabor da hortelã eleva os morangos para um patamar de sabor surpreendente;

- The Sprouted Kitchen de Sara Forte - mais um livro de uma blogger. Gosto de algumas das combinações menos usais que esta autora coloca nos seus pratos de cozinha, principalmente vegetariana.

Para além dos livros de receitas e de gastronomia, adoro ler romances em que a comida é um elemento importante. Em 2013, a gastronomia em livros de ficção passou por A Rainha dos Gelados de Anthony Capella. Um romance à volta da história da preparação de gelados, com reis, rainhas e muitas traições.

Li ainda Comer e Amar em Paris que não é um livro de ficção, mas uma história verídica deliciosa de uma americana que se apaixona e casa com um francês. O livro trata da adaptação da autora ao estilo de vida francês. As idas ao mercado são deliciosas e o modo como vai descobrindo a cozinha francesa, despertou-me ainda mais a vontade de conhecer Paris.

Os livros fazem parte da minha vida. Não me imagino sem livros por perto ou sem andar a ler um livro, às vezes até mais do que um. Escolhidos para ler em 2014, de cozinha, tenho cá em casa:

- Sabores do Ar e do Fogo de Fátima Moura - uma viagem pelos sabores do fumeiro português;

- A História da Invenção na Cozinha de Bee Wilson - livro que nos fala sobre a evolução de muitos dos utensílios de cozinha;

- The Smitten Kitchen Cookbook de Deb Perelman - confesso que gosto de comprar livros de bloggers;

- What Katie Ate de Katie Quinn Davies - um livro lindo, lindo. Para além das receitas, as fotos deixam-nos a sonhar;

- Franny's - Simple, Seasonal, Italian de Andrew Feinberg, Francine Stephens e Melissa Clark - um livro de cozinha italiana do restaurante Franny's em Brooklyn. Vou buscar muitas das minhas inspirações à cozinha italiana. O gosto pelas flores de curgete, por exemplo, vem das minhas viagens a este país;

- Secrets of the Best Chefs de Adam Roberts. O autor do blogue Amateur Gourmet cozinha com vários chefs e amigos, revelando truques e dicas;

- The Kinfolk Table de Nathan Williams - um livro com receitas, de pessoas de várias partes do mundo (chefs, bloggers, etc.);

- A Year in My Kitchen de Skye Gyngell - um livro que acompanha o ritmo das estações com várias receitas.


É curioso ver que há cada vez mais bloggers a publicaram livros de comida. Penso que é um bom sinal. E enquanto o ano novo não chega, por cá estamos rendidos às sopas e às saladas, para equilibramos os excessos cometidos no Natal e para nos prepararmos para os que vamos cometer na passagem de ano.

Salada de couve-flor e salmão grelhado

Ingredientes:
400 g de couve-flor
330 g de couve-flor romanesca
4 postas do lombo de salmão
200 g de bulgur
1 dl de azeite
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar as couves em floretes. Cozer os floretes em água a ferver temperada com sal. Depois de a couve cozida, retirar da água e reservar.

2. Cozer o bulgur no caldo onde se cozeu a couve. Depois de cozido, escorrer e colocar o bulgur numa taça.

3. Juntar os floretes de couve ao bulgur.

4. Grelhar os lombos de salmão, temperados com sal e pimenta.

5. Numa taça emulsionar o azeite com o vinagre, sal e pimenta-preta a gosto.

6. Regar a salada de bulgur com o molho. Mexer. Se necessário retificar o sal e a pimenta.

7. Servir a salada com o salmão grelhado.


A todos, votos de boas leituras em 2014!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal


Queridos leitores,

a todos, votos de um Feliz e Santo Natal na companhia dos que vos são mais queridos.

Um beijinho.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Queijo Brie panado com compota de frutos vermelhos


A minha casa cheira a Natal. A mesa da sala, foi campo de uma linha de montagem. Recortar e escrever etiquetas. Embrulhar e colocar fitas nos presentes de Natal. Na cozinha estende-se uma parafernália, de formas e outros utensílios. No ar, sente-se um cheirinho bom a mel, azeite e especiarias, que nos enche os sentidos sempre que ali vamos fazer alguma coisa.

O Natal é família. E nesta altura faço questão de passar a noite da consoada com os meus sogros e no dia de Natal viajo até Santarém. Sou eu sempre que faço os doces para a mesa de Natal em casa dos meus pais, com excepção dos coscorões, que a minha mãe faz como ninguém. Nos doces, a minha mãe adora bolos de fatia e este ano o eleito será um bolo de mel e azeite. Depois do almoço, sentamo-nos à volta da lareira e entre um café ou um copo de ginjinha - dependendo para onde está a nossa motivação - haverá muita, muita conversa, e tenho a certeza que o bolo vai saber muito bem.

Mas antes de voltar para a cozinha, deixo-vos uma sugestão de entrada para o almoço de Natal, queijo Brie panado com compota de frutos vermelhos que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.

Queijo Brie panado com compota de frutos vermelhos

Ingredientes:
1 queijo Brie Président
50 g de pão ralado
2 g de alho granulado (em pó)
Uma pitada de pimenta-de-caiena
Pimenta-preta q.b.
1 ovo
30 g de manteiga sem sal


1. Colocar o queijo durante 30 a 40 minutos no congelador, para depois se cortar mais facilmente.

2. Numa taça misturar o pão ralado com o alho e as pimentas.

3. Bater o ovo.

4. Cortar o queijo.

5. Passar o queijo pelo ovo e de seguida envolver no pão ralado.

6. Levar ao lume uma frigideira com a manteiga. Assim que derreter, colocar o queijo. Deixar alourar de ambos os lados.

7. Colocar o queijo panado em papel absorvente, à medida que se retira da frigideira.

8. Servir o queijo quente com compota de frutos vermelhos.


Compota de frutos vermelhos

Ingredientes:
450 g de frutos vermelhos (congelados)
450 g de açúcar amarelo
1 pau de canela
1 dl de vinho do Porto Ruby


1. Colocar todos os ingredientes num tacho e levar ao lume.

2. Deixar ferver até obter o ponto estrada. Retirar o pau de canela e triturar a mistura com a varinha mágica.

3. Passar o doce por uma rede.

4. Guardar num frasco.



O queijo quente, com a crosta de pão ralado, servido com o doce ligeiramente ácido fica muito bom. A todos, votos de um Natal muito feliz.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Cozinha para Dias Felizes premiado como Best Blogger Cookbook em Portugal


Há notícias que transformam os nossos dias. E hoje recebi uma notícia que me deixou a pular de felicidade. O meu livro, Cozinha para Dias Felizes, foi distinguido como o melhor livro em Portugal na categoria de Best Blogger Cookbook pela organização do Gourmand World Cookbooks Awards 2014.

Numa altura, em que cada vez mais bloggers publicam livros de cozinha, este reconhecimento é muito gratificante. Dá-me mais força para continuar a trabalhar e apostar naquilo que gosto de fazer.

Hoje, sinto-me tão feliz! Obrigada a todos os que me ajudaram a tornar este livro uma realidade.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Um almoço com Assinatura do chef João Sá


O Outono em Lisboa enche a cidade de folhas douradas caídas pela calçada. Enche a cidade de luz. E foi num dia bonito de Outono, que fui almoçar ao restaurante Assinatura. Estava curiosa em voltar a este restaurante agora com o chef João Sá na cozinha, dado que já tinha visitado este restaurante por várias vezes, mas pela mão do chef Henrique Mouro. Foi com muito agrado que aceitei o convite para este almoço.

Em vez de escolhermos à carta, colocámos essa decisão nas mãos do chef, optando pelo menu surpresa. Enquanto pensávamos no que nos iriam servir, chegou à mesa o couvert, com diferentes manteigas (noisette com flor de sal e manteiga com mistura de marisco, amendoins e frutos secos) acompanhada com diferentes fatias de pão e azeite Origem Transmontana virgem extra. A textura da noisette de manteiga assemelhava-se a uma mousse, com um ligeiro sabor a avelãs que contrastava de forma gulosa com a flor de sal. Eu comi e repeti.

O chef saudou-nos com um creme de castanhas servido com germinados de rúcula e azeite de trufa, acompanhado de um macaron de azeitona com manteiga de anchova. Eu deixei o macaron para o fim e foi uma surpresa. Quando este se derreteu na boca senti o sabor a azeite e a manteiga revelou-se muito cremosa. Este entretém de boca, foi um despertar dos sentidos para o que vinha a seguir.


A entrada foi um caldo verde. Mas, desconstruído, por assim dizer, ao estilo de uma obra de arte dita pós-moderna. Espuma de batata, chouriço desidratado, sonhos de caldo verde, pão torrado, azeite de chouriço e caldo verde fumado. Tem tudo o que as nossas referências nos dizem que é um caldo verde, os sabores e os ingredientes, mas apresentado como uma grande obra de um mestre pintor/cozinheiro. As entradas foram acompanhadas por um vinho branco Casa Albuquerque Dão de 2012, com um aroma fresco e suave.


No prato de peixe fomos surpreendidos por um espadarte rosa de Sesimbra com massoto (técnica do risoto aplicada à massa) de tinta de choco e queijo da Ilha de São Jorge, servido com algas akamé marinadas com sementes de sésamo e óleo de soja, e caviar de peixe voador. Um prato de mar. As algas eram tenras, macias e ao mesmo tempo crocantes, a dar textura ao prato. O espadarte de Sesimbra foi uma boa surpresa, tão fresco. Descobri que o tom rosa da carne do peixe é dada pelo marisco e pelos salmonetes de que este peixe se alimenta.


Rabo de boi estufado com vinho tinto e legumes, foi o prato de carne escolhido pelo chef para o nosso almoço. A carne estava tão tenra e cheia de sabor. Foi estufada, desossada, voltou a ser integrada e depois foi selada na frigideira. O rabo de boi foi servido com beterraba cozida, beterraba desidratada que ficou crocante, nabo caramelizado e molejas ou timos salteadas em azeite e alho. A decorar, rebentos de sorrel.


A acompanhar os pratos de peixe e carne, um vinho tinto Post Scriptum de 2011, um vinho com estrutura, que para mim, é sempre uma boa escolha.

Para sobremesa, fomos surpreendidos com uma sobremesa de Outono. Gelado de castanhas, mousse de chocolate, bagos e espuma de romã, marron glacé feito no restaurante, e areia de chocolate.


Depois do almoço, tive a possibilidade de conversar e conhecer o chef João Sá que aposta nos produtos sazonais na sua cozinha, gosta de trabalhar e testar novos produtos e gosta muito de ver os pratos a evoluírem. No Assinatura o menu vai mudando, ao ritmo das estações e o gosto dos clientes. Para acompanhar o gosto de quem passa pelo Assinatura, tem todo o ano na carta, por exemplo, pratos de bacalhau.

Mas, João Sá gosta também de fugir ao dito tradicional ou "normal". Ali serve também um prato que fiquei cheia de curiosidade em experimentar, lingueirão aberto à Bulhão Pato com moelas de pato e puré de cebola. Ao meu ar de surpresa, o chef respondeu: "É um prato terra e mar. Toda a base tem um sentido lógico. Não tem que ser só porco com amêijoas!"

Para criar os seus pratos, João Sá, parte de um sabor e vai à procura de outras combinações. O bom da cozinha, dizia-me, é a liberdade de expressão, de mostrarmos a nossa mente, mais vanguardista ou mais conservadora. Somos o que quisermos no mundo.


A conversa com este promissor chef nomeado candidato a Chef do Ano 2013 pela revista Timeout, que muito ainda tem para dar à cozinha portuguesa, prolongou-se pelo resto da tarde. Da minha parte, ficou a vontade de voltar a este novo Assinatura.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Suflé de queijo Roquefort


Não me lembro quando foi a primeira vez que provei suflé na minha vida. Mas sei, que desde que provei que adoro. É algo delicado, que não espera por ninguém. É bom acabadinho de sair do forno, alto e fofo.

Agora, que as festas de Natal se aproximam, deixo-vos uma sugestão de um suflé com queijo Roquefort que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir, que pode ser uma excelente ideia para uma entrada, servido com uma salada de verdes e tomate.


Ingredientes:
200 g de queijo Roquefort Président
60 g manteiga sem sal
65 g de farinha
100 g de cenoura ralada finamente
4 ovos
3 dl de leite
1 colher de sopa de sumo de limão
Uma pitada de pimenta-de-caiena
Uma pitada de noz moscada
1 colher de sopa de pão ralado
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Levar a manteiga ao lume num tacho. Assim que derreter, adicionar a cenoura ralada. Deixar cozinhar um pouco.

2.
Polvilhar a cenoura com a farinha e mexer muito bem, até a cenoura ter absorvido a farinha.

3. Juntar metade do leite e misturar muito bem. Adicionar o restante leite e continuar a mexer.

4. Retirar do lume e adicionar o queijo Roquefort cortado em pedaços. Mexer muito bem de modo a que o queijo se desfaça e se incorpore a mistura.

5. Adicionar as gemas uma a uma, mexendo entre cada adição.

6. Temperar com sal, pimenta preta, nos moscada a gosto e uma pitada de pimenta de caiena.

7. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal e o sumo de limão.

8. Adicionar com cuidado, as claras à mistura de queijo Roquefort.

9. Untar uma forma de suflé ou oito ramequins com manteiga. Polvilhar com pão ralado.

10. Distribuir a massa pelas formas.

11. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 minutos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma conferência sobre a blogoesfera portuguesa, em Lisboa


No passado sábado participei no evento #ABC - A Bloggers Conference, num painel constituído também por outros bloggers nacionais. Foram eles, a Catarina Beato do Dias de uma princesa, o Filipe Gil do Correr na Cidade, a Marta Valente do It's Monday But it's OK!, o Pedro Rolo Duarte e a Sofia Castro Fernandes do Às nove no meu blogue. A conversa começou com cada um de nós a explicar as diferentes motivações que nos levaram a criar um blogue, de seguida passámos para questões relacionadas com a exposição que um blogue traz, falando pouco ou muito, acabamos por passar aspectos da nossa vida pessoal e dos que nos rodeiam. Isso traz perigos? - todos achámos que não. Os casos relatados de algumas experiências resultantes dessa exposição foram, até agora, todas positivas.


O que é um blogue de sucesso? Foi uma questão que acabou por gerar vários pontos de vista. Quem cria um blogue é porque quer ser lido, dizia Catarina Beato, e eu concordo. Quando alguém cria um blogue é porque quer partilhar algo - pensamentos, fotografias, receitas, ideias, etc. - e deseja que o que partilha chegue a outras pessoas, aos seus leitores. Os blogues têm revelado diversos talentos, que de outra forma dificilmente seriam (tão) conhecidos e isso é muito positivo.

A blogoesfera tem vindo a mudar. Quando entrei neste mundo, em 2005, os blogues de referência para mim, eram o Abrupto de Pacheco Pereira, o Aviz e mais tarde A Origem das Espécies de Francisco José Viegas, Miss Pearls de Isabel Goulão e o Bomba Inteligente de Carla Hilário Quevedo, daqueles que me lembro assim de momento. De cozinha, desta altura, juntamente com o Cinco Quartos de Laranja, a publicar continuamente, que eu saiba, só restam o Elvira's Bistrot e o As Minhas Receitas. No entanto, se uns desapareceram, muitos mais viram a luz do dia. E hoje em dia, há tantos blogues de cozinha em Portugal que, foi sendo impossível ir acompanhando todos os que marcam presença neste mundo virtual. E ainda bem. Eu adoro descobrir blogues de comida portugueses, que trazem coisas novas, que fazem a diferença. Nas outras áreas, penso que deve acontecer o mesmo fenómeno.

O forte crescimento da blogoesfera, em Portugal, trouxe outras questões. Hoje em dia temos blogues pessoais e blogues profissionais. Todos têm o seu espaço. Um dos critérios referidos para o impacto de um blogue é sem dúvida a credibilidade da informação que apresenta, outro a qualidade dos conteúdos (textos, imagens, etc.) que publica, outro ainda o modo como as pessoas se identificam com o que é publicado. Podem ser todos estes aspectos em simultâneo ou apenas um, que leve a que determinado blogue seja lido ou muito lido. Referi também que, que para além destes aspectos, os números são importantes. O número de visitas diárias, o número de páginas vistas e outras estatísticas associadas. Um blogue com 800 visitas diárias tem um impacto diferente de um com 8.000, que é muito diferente de um com 20.000 ou 60.000. Os números valem o que valem, se por um lado fazem diferença, também se sabe que em certos casos, não. O impacto de um blogue ou do blogger não é linear. Pode até depender de quem o faz, como tem acontecido recentemente com algumas figuras públicas.

Também por isto, os blogues são apetecíveis comercialmente. Sabemos que há bloggers a viver do trabalho que fazem através do blogue ou que conseguiram mudar de vida potenciados pelo blogue. Os casos conhecidos em Portugal, cingem-se - que eu saiba - ao mundo da moda/lifestyle. Para muitos bloggers que querem seguir esse caminho, é um sinal de esperança.

Uma senhora na assistência, dizia-nos que se cansa, quando vai a um blogue e vê publicidade a um produto, visita outro blogue e a mesma publicidade. E naquele dia, mais quatro ou cinco blogues a falar do mesmo produto (ou com o mesmo tipo de passatempo). Curiosamente achava que os bloggers eram pagos para isso. A verdade, é que a grande maioria dos blogues não recebe dinheiro pela publicidade que faz.

Quem quer viver do trabalho que faz no blogue não pode fugir da relação com as marcas e com a publicidade. Mesmo aqueles que podem não ter essa ambição acabam por ter publicidade. Os bloggers são convidados para eventos diversos. Muitos desses convites são aceites, porque efetivamente são interessantes, há oportunidades únicas e é normal que se queira partilhar com os leitores. É inevitável fazer publicidade. Ao falar de um workshop, uma visita a uma quinta, a ida a uma fábrica, etc., ou nem que seja publicar no Facebook a foto de um produto que se acabou de receber. Já fui visitar restaurantes, já comprei livros, já adquiri produtos, já visitei lojas porque houve bloggers que me os deram a conhecer ou os referiram. Eu própria o faço aqui no Cinco Quartos de Laranja. Gosto de falar das minhas viagens, de visitar e falar de restaurantes, gosto de dar a conhecer novos produtos, gosto de partilhar com os leitores algumas experiências que tenho tido e de expressar a minha opinião sobre elas e cada vez mais gosto de desenvolver receitas para marcas, o que tem sido um verdadeiro desafio e que desejo muito continuar. Dar ideias de locais a visitar, dar sugestões de como usar alguns produtos em receitas. E como disse na conferência, sinto-me completamente apaixonada pelo trabalho que faço com o Cinco Quartos de Laranja. O investimento e a satisfação são tão grandes, que afinal descobrimos o que nos faz verdadeiramente feliz e gostaríamos de o continuar a fazer. Mas sem retorno financeiro, é muito difícil, para não dizer impossível.

De uma forma ou outra, a publicidade é incontornável e tudo depende do que se pretende com o blogue. Penso que é importante gerir de forma equilibrada a relação com as marcas. É importante que a publicidade esteja de acordo com a linha editorial do blogue e com os valores que o blogger deseje comunicar. Mas cada blogger sabe de si e do projecto que queira seguir.

A questão bloggers versus jornalistas foi também debatida. Os bloggers são muitas vezes tratados como jornalistas, mas a verdade é que estamos presente dois perfis diferentes. Um jornalista segue um código deontológico com algumas regras bem precisas do que pode e não pode fazer. O blogger não. Neste aspecto referi, que para mim, os jornalistas da área de comida são uma referência. Gosto de ler, crítica gastronómica e isso faço-o procurando o que os jornais ou revistas publicam. Os bloggers têm um espaço e os jornalistas outro, e penso que até se podem complementar.

Uma das últimas questões prendia-se sobre o que é que cada um dos bloggers oradores achava que o seu blogue se distinguia dos restantes da sua área. Em relação ao Cinco Quartos de Laranja, aquilo que eu quero que os leitores encontrem aqui sempre que me visitam é uma mesa posta, onde nos podemos sentar e conversar sobre a vida, sobre filmes, sobre livros, sobre comida, restaurantes, viagens, sobre tudo o que nos possa ajudar a sermos felizes. Espero que quem me visita leve um sorriso de satisfação e um pensamento positivo. E que cada receita, seja um bocadinho de felicidade que ajude a fazer muitos sorrisos, seja com ou sem publicidade.


Da parte da tarde, assisti ao workshop de web design da Cláudia Casal, fotógrafa, web designer e autora do blogue A Place for Twiggs.

O bom deste dia, para além de tudo o que aprendi, foi conhecer e conviver com outros bloggers. Profissionais ou não, quem tem um blogue encontra sempre algo em comum. Eu adorei conhecer algumas pessoas que só via no mundo virtual e de conhecer outras que me levaram a descobrir blogues muito bonitos e que fiquei com vontade de acompanhar.

Muitos parabéns aos organizadores desta iniciativa, a Ana Dias, a Marta Valente e o André Casado. Que venham mais encontros e debates sobre a blogoesfera, para todos podermos aprender e evoluir.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Azeite aromatizado com zimbro e malaguetas


Esta semana foi mais uma semana cheia. Fui almoçar ao restaurante Buondi/Nobre da chef Justa Nobre numa iniciativa promovida pelos vinhos Muxagat. Foi um almoço com pratos de bacalhau harmonizados com estes vinhos do Douro.

Passei por um curso de receitas práticas de Natal no Instituto Vaqueiro. Sabe-me sempre bem voltar a fazer este tipo de cursos, principalmente acompanhada por bloggers que tornaram esta noite bem especial e divertida.

Passei ainda pelo restaurante Come Prima, para um jantar dedicado às trufas brancas de Alba. Adoro trufas. Este restaurante, todos os anos por esta altura, promove jantares com estes preciosos diamantes, vindos de Itália e que tornam cada prato ainda mais especial.

Esta semana comecei também a preparar a minha lista de livros a pedir ao Pai Natal cá de casa. Da lista inicial já retirei, Comer e Amar em Paris de Elizabeth Bard e O Pasteleiro Que Queria Ser Rei De Portugal de Ruth Mackay, ambos editados pela Marcador, que entretanto já recebi. Estava tão curiosa com o Comer e Amar em Paris que assim que lhe pus as mãos em cima, comecei logo a lê-lo.

Continuo a pensar e a organizar os presentes de Natal. Hoje deixo-vos mais uma sugestão de azeite aromatizado, que desenvolvi para a edição de Dezembro de 2012 da revista Saber Viver, que pode ser uma ideia interessante para oferecer aos amigos ou familiares.


Ingredientes:
15 bagas de zimbro
7 malaguetas secas
4 piripiri
1 haste de alecrim
1,5 dl de azeite


1. Colocar os ingredientes, com excepção do azeite numa garrafa.

2. Aquecer o azeite em lume brando sem deixar ferver, até atingir os 50ºC.

3. Colocar o azeite na garrafa e tapar.

4. Passadas duas semanas, retirar a haste de alecrim.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A cozinhar na Essência do Gourmet Natal 2013 no Porto


O Porto é uma cidade de encantos. Gosto de passear junto ao Douro, de atravessar a Avenida dos Aliados e de descobrir lojas a lembrar outros tempos. Adoro voltar ao Porto. Desta vez, fui, para participar na Essência do Gourmet Natal 2013 no Palácio da Bolsa.

A Essência do Gourmet é uma iniciativa que juntou no mesmo espaço vinhos, produtos de várias regiões do país, restaurantes, aulas de cozinha e showcookings. Eu tive a felicidade de ser convidada para realizar uma apresentação no Salão Árabe, um espaço encantador. Assim que entrei na sala pensei: "Eu vou cozinhar aqui!? Isto é um sonho!". O tema do evento era o Natal e decidi apresentar duas alternativas para cozinhar bacalhau, ingrediente preferido de muitas mesas portuguesas nesta quadra festiva.

O primeiro prato que confeccionei foi embrulhos de bacalhau no forno com pimento vermelho. Uma forma muito saborosa, prática, de confeccionar bacalhau e que pode ser uma excelente alternativa a quem não aprecia o tradicional bacalhau cozido. A segunda receita, optei por trazer para a mesa de Natal as lembranças de outros tempos, uma sopa que nos faz recordar a das nossas avós e que era comida à volta da lareira com uma fatia de bom pão. Sopa de bacalhau com tomate e ovo escalfado, onde procurei também explicar qual o segredo de um ovo bem escalfado. E o segredo, é sem dúvida a frescura do ovo, que não deve ter, de preferência, mais de uma semana.

Foi muito gratificante ter na assistência muitos leitores, alguns que reconheci outros que tive o prazer de conversar no final da apresentação. Este contacto com o público é para mim, das melhores coisas que o blogue e as apresentações de cozinha ao vivo me têm proporcionado. Adoro. Venho sempre com a alma cheia e com mais vontade de fazer coisas, de continuar a apostar neste caminho.


Depois da minha apresentação fui descobrir alguns dos expositores que marcaram presença no evento. Desde a Origem Transmontana, a que não resisti ao chamamento de um saco de cuscos, que adoro, à flor de sal da Salmarim, aos queijos da Aldeias da Beira, especialmente os queijos de cabra curado e de pasta mole com poejo - tão bons! Entre muitos outros, desde chocolates, fruta desidratada, conservas, mel, azeites e até utensílios para cozinha.

Tive também a possibilidade de assistir à harmonização da cerveja artesanal Super Bock Selecção 1927 Belgian Christmas Ale com o chef Renato Cunha do restaurante Ferrugem. O chef para esta harmonização preparou mini bolos-reis com lombo de porco marinado e compota de cebola. Que surpresa boa a do bolo rei com a carne de porco. E para sobremesa uma mousse de pudim Abade de Priscos servida com umas raspinhas de laranja que combinou muito bem com a cerveja.


Muito obrigada a todos os que fizeram questão de assistir à minha apresentação e à Cláudia Costa, à Sara Tavares e ao Leandro, alunos da Escola Profissional de Esposende, pela sua ajuda.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Salada de queijo Brie com dióspiro grelhado e presunto


A sazonalidade é algo que, devido a técnicas de produção e de conservação, em certos produtos até nos esquecemos que existe. É importante conseguirmos ter favas e ervilhas todo o ano, mas para mim, não as dispenso quando nos chegam na Primavera tenras e doces.

Agora é tempo de usarmos e abusarmos de tudo o que a natureza nos oferece no Outono, quase, quase a saber a Inverno. É tempo das nabiças, das couves, das abóboras, dos kiwis e dos dióspiros. Adoro esta "fruta dos deuses". Originária da China, «as suas variedades dividem-se em função da sua adstringência. As "adstringentes" - Coroa de Rei, Kaki tipo e Roxo Brilhante - são as mais comuns e necessitam de uma maturação adequada para poderem ser consumidas. As "não adstringentes" – Fuyo, Hana Fuyo, O Gosho, Giro, Cal-Fuyo, Fau-fau e Sharon - podem consumir-se de imediato, após a colheita.»

A minha preferida para comer ao natural é a Coroa de Rei. Este tipo de dióspiros têm que ser comidos bem maduros. E são tão doces, que às vezes um sabe a pouco! Para saladas salgadas ou de frutas, os ditos "para roer", são os ideais. Hoje, para a rubrica Momentos Président avec Plaisir, deixo-vos uma salada de Outono, com sabores quentes e muito reconfortantes.


Ingredientes:
1 queijo Brie Président
2 dióspiros (não adstringentes)
50 g de presunto fatiado
2 colheres de sopa de cebola frita
85 g de mistura de alfaces com rúcula
0,5 dl azeite
2 colheres de sopa de vinagre de framboesa
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar o queijo.

2. Descascar e cortar os dióspiros em fatias.

3. Levar uma chapa ao lume, assim que estiver quente dispor as fatias de dióspiro. Deixar grelhar durante um minutos ou até a fatia de dióspiro estar com as marcas da grelha e depois virar.

4. Colocar a mistura de alfaces e rúcula numa taça. Adicionar o queijo, o presunto, o dióspiro grelhado e a cebola frita.

5. Num copo, emulsionar o azeite com o vinagre, o sal e a pimenta a gosto.

6. Regar a salada com o molho. Mexer e servir.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Filetes de peixe espada preto com salada de cuscuz e abóbora


O fim-de-semana que passou estive no Porto para participar na Essência do Gourmet Natal 2013. E no domingo a seguir a um almoço de bifanas na mítica Conga, fui com uns amigos, passear pela baixa do Porto até ao Palácio da Bolsa, onde passei o resto da tarde, entre provas de queijos, vinhos e muitos produtos regionais.

Durante o passeio, fui entrando em algumas lojas, de produtos portugueses, com várias sugestões para oferecer no Natal. Desde cabazes, caixas com produtos alusivos a um tema, passando pelos sacos de bombons ou de bolachinhas até frascos cheios de conservas. E esta ideia, achei muito engraçada. O frasco é à escolha, maior ou mais pequeno, colocam-se as latas de conserva escolhidas. Fecha-se o frasco, decora-se a tampa com tecido ou papel colorido e já está. Um presente original e tão simples.

Eu a esta ideia, só acrescentaria mais uma, de modo a completar o presente. Por cada lata de conserva, juntava uma receita. Caso queiram aproveitar esta sugestão, deixo-vos uma de filetes de peixe espada preto de Sesimbra que desenvolvi para a rubrica Nero - Fish and Flavours.

Ingredientes:
175 g de abóbora manteiga assada
4 latas filetes de peixe espada preto em azeite Nero (uma lata por pessoa)
200 g de cuscuz
1 colher de chá de azeite
1 dl de água a ferver
40 g de amêndoa com pele
3 colheres de sopa de bagos de romã
100 g de rúcula selvagem
0,5 dl de azeite
2 colheres de sopa de condimento de vinagre balsâmico branco
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Colocar o cuscuz numa taça com a colher de chá de azeite. De seguida, regar com a água quente, onde previamente se adicionou uma pitada de sal. Tapar o recipiente e deixar descansar durante 5 minutos.

2. Com um garfo soltar os grão do cuscuz.

3. Numa saladeira juntar o cuscuz, a rúcula, a abóbora, a amêndoa cortada grosseiramente e os bagos de romã.

4. Num copo emulsionar 0,5dl de azeite com o condimento de vinagre, sal e pimenta preta a gosto. Regar a salada com este molho.

5. Distribuir a salada pelos pratos. Por cima dispor os filetes de peixe espada preto.


Fiz esta salada para entrada num almoço de família. E toda a gente quis repetir. Os filetes de peixe espada preto fizeram sucesso e combinam muito bem com os restantes ingredientes de Outono, como a abóbora e a romã.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Participações no desafio Essência do Gourmet Natal 2013 no Porto


O Cinco Quartos de Laranja e a Essência dos Eventos promoveram um desafio onde eram oferecidos 5 convites duplos para o Essência do Gourmet Natal 2013 que chegou ao fim. Publico agora as quarenta e oito participações submetidas por trinta e três leitores. Adorei ler cada frase. Senti um carinho enorme em cada palavra que escreveram. A todos que concorreram o meu muito obrigada!

#DataLeitorQuero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque ...
1 04/12/2013 10:42:44 Manuel Vidal porque sí, por aprender e por estar con ela (oxalá!) xa que hai moito tempo que a sigo. Disfrutar de Porto e da gastronomía non é motivo suficinte? De verdade hai que dar outros? Jeje Saúdos.
2 04/12/2013 10:51:19 Marcela Castro Visito TODOS os dias o seu blogue e amo cozinhar!!
3 04/12/2013 10:52:30 Marcela Castro O meu filho Tomé, de 4 anos, gostava de conhecer mais de perto alguns segredos da cozinha... ele que diz queres ser cozinheiro e meu ajuda todos os dias! ;)
4 04/12/2013 10:53:45 Marcela Castro ... me inspira e me acompanha sempre nos meus cozinhados...! Obrigada Laranjinha por tornares os dias da nossa família mais quentinhos e coloridos!
5 04/12/2013 10:54:41 Marcela Castro ... enchi a minha árvore de natal de laranjinhas fresquinhas e coloridas!
7 04/12/2013 10:56:23 Marcela Castro Adoro a laranjinha e preciso de inspiração renovada na minha mesa de natal!!!
6 04/12/2013 10:55:09 Helena Mouta Ando há anos para ver a Isabel num Workshop ou num Showcooking e ainda não consegui porque a minha agenda é completamente desencontrada com a dela :-)
8 04/12/2013 11:01:57 Luisa Almeida adoro o blog e gostava muito de conhecer a Laranja!!
9 04/12/2013 11:02:56 Luisa Almeida adoro os seu cozinhados!
10 04/12/2013 11:10:39 Jorge Moreira adorava ve-la a cozinhar!
11 04/12/2013 11:14:08 Ana Isabel Coimbra a Laranjinha vai apresentar alternativas de confeccionar sabores bem portugueses para o Natal.
12 04/12/2013 11:16:15 Isabel Martins ...é uma oportunidade há muito adiada de ter o privilégio de privar com tanta qualidade e poder comprovar in loco que realmente " o que é português é bom"!
29 04/12/2013 15:13:57 Isabel Martins se já a cada novo post se sente o aroma e cresce água na boca, ao vivo vai ser o delírio !!
13 04/12/2013 11:20:52 Henriqueta Negrão ...adorava vê-la ao vivo a confeccionar os pratos que me fazem babar!!!
14 04/12/2013 11:33:04 Babette quero com ela aprender a dar cor e sabor ao meu Natal!...
15 04/12/2013 11:34:34 Babette uma laranjinha natalícia é sempre especial ;)
16 04/12/2013 11:35:13 Babette quero descobrir os segredos de um Natal bem português!
17 04/12/2013 11:35:55 Babette um Natal gourmet com a laranjinha parece-me muito especial!...
18 04/12/2013 11:36:32 Babette quero conhecê-la ;)
19 04/12/2013 11:39:14 Marlene Teixeira num ambiente charmoso e de sofisticação num dos edifícios mais bonitos do Porto, terei oportunidade de ver ao vivo e a fazer o que mais gosto, que é cozinhar, de maneira a que me possa inspirar.
20 04/12/2013 12:58:34 Arminda de Lurdes Pires Leite Alves no seu ateliê está a boa comidinha!
21 04/12/2013 13:11:33 Maria Cristina Ferreira além de adorar o blog, gostava de a ver a cozinhar!
22 04/12/2013 13:28:16 Elisabete Pinto ...gosto da forma como nos mostra sempre que "gourmet" não significa "inacessível".
23 04/12/2013 14:29:37 Diana Rafaela Pedro todos os dias acompanho este blog e faço dele a inspiração naquilo que cozinho. Tenho 28 anos, deixei a profissão de Bióloga e decidi tirar um curso de Cozinha para fazer aquilo que todos os dias me faz sentir feliz e aquilo que todos os dias me faz querer aprender mais, experimentar coisas novas e procurar novas receitas e ideias. É com muito agradecimento que lhe digo que no pequeno restaurante onde trabalho já passaram muitas receitas inspiradas em si. Gostaria imenso da oportunidade de puder assistir às actividades deste evento e mais ainda à sua. Obrigada. Diana
24 04/12/2013 14:29:40 Sílvia Sousa a Laranjinha está para a essência do Gourmet, como os doces para o Natal, no centro das atenções e de todas as mesas!
25 04/12/2013 14:48:14 Sandra Cristina de Jesus Pereira Bastos ela presenteia-nos sempre com deliciosas iguarias.
26 04/12/2013 14:56:24 Sandra Cristina de Jesus Pereira Bastos ela é fantástica e surpreende-nos sempre com iguarias inovadoras e deliciosas!
27 04/12/2013 15:10:50 José Castro me apetece!
28 04/12/2013 15:11:18 Ana Carvalho Sou super fã do site da laranjinha, e claro, quero aprender uns truques deliciosos este natal :)
30 04/12/2013 15:17:32 Magda Do Vale Garcia Passaria a ser uma cozinheira Cinco... Estrelas...
42 04/12/2013 22:53:48 Magda Do Vale Garcia essa experiência vai tornar o meu dia muito feliz!
46 05/12/2013 09:30:42 Magda Do Vale Garcia quero transformar o Natal de minha casa verdadeiramente gourmet.
31 04/12/2013 15:38:16 Manuela Costa Porque ir ver a laranjinha vou aprender a tornar o meu Natal mais saboroso e especial !
32 04/12/2013 16:29:00 Cristina Ribeiro Cunha sou uma entusiasta seguidora do seu blog, mistura de pequenas histórias, reflexões e receitas culinárias que nos reconfortam a alma e despertam os sentidos.
33 04/12/2013 16:39:21 Victoria Esquível Adoro cozinhar, adoro aprender e adorava conhecer o Porto! Haverá melhor desculpa?
34 04/12/2013 16:57:55 Rogério Silva ....se temos a melhor gastronomia do mundo, o que será possível melhorar?
35 04/12/2013 17:46:24 Andreia Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque quero ver bem de perto o que ela tão bem sabe fazer.

Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque ao vivo e a cores é que vai dar para aprender!

Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque se não vou fico triste e sozinha e posso ir espreitar o blogue da vizinha...

Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque gostava muito de aprender a fazer uma refeição boa com muito prazer.

Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque sim!!!!!!!!
36 04/12/2013 17:56:10 Teresa Correia Quero ir ver a Laranjinha
à Essência do Gourmet,
porque uma bela sopinha
quero aprender a fazê!
37 04/12/2013 17:57:26 Graça Sabino Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque depois de tanto a ler, gostava muito de a ver no que ela tão bem sabe fazer!
38 04/12/2013 22:28:43 Silvia Carvalho é uma oportunidade única para conhecer a autora de receitas deliciosas e inspiradoras!!!
39 04/12/2013 22:32:29 Silvia Carvalho sabores novos e inspiradores, eu quero conhecer!!!
41 04/12/2013 22:40:29 Silvia Carvalho Com as suas receitas, a quadra natalicia será, sem duvida, recheada de saborosas sugestões que tornarão estes dias.. Dias mais felizes...
40 04/12/2013 22:38:50 Paulo Carvalho a arte de comer consiste em aventurar o prazer nas suas mais diversas possibilidades!
43 04/12/2013 23:02:37 Ilda Graça Ribeiro Gomes Viana Com este frio preciso de vitamina C.... :)
44 05/12/2013 00:19:27 Maria Joao Fernandes Quero ligar os cinco quartos da laranja aos cinco sentidos : visão, audição, olfacto, paladar e tacto.
45 05/12/2013 02:20:54 Paula Pina Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque só com uma cozinheira de mão cheia posso aprender como fazer um jantar de Natal delicioso e surpeendente para minha família.
47 05/12/2013 16:00:34 Natalia a sua frescura e leveza é inspiradora.
48 06/12/2013 09:20:51 Sara Sá para mim, não há nada de mais gratificante do que aprender e pôr em práticas novas receitas e truques culinários!

( Listagem de participações agrupada por participante )


As cinco participações contempladas através de sorteio, foram:
Muitos parabéns! Os cinco leitores contemplados serão em breve contactados. Conto vê-los a todos no sábado.

Azeite aromatizado com sálvia a pensar no Natal


Quando Dezembro chegou pensei para comigo: "Este vai ser um mês muito mais calmo. De certeza que vou ter menos compromissos". Mas felizmente tem sido ao contrário. Gosto de ter sempre a agenda preenchida. Sou do tipo de pessoa que tem que estar sempre a fazer alguma coisa. A vida só faz sentido para mim, quando a posso preencher. Carpe diem, é um dos meus lemas.

Comecei esta semana por estar presente na festa de abertura da Lojas das Conservas. O sector das conservas tem-se modernizado, desde embalagens bonitas que apetece coleccionar até combinações interessantes que resultam em produtos apetecíveis para os consumidores. Cá em casa, nunca faltam umas latinhas.

Fui também conhecer o espaço Vestigius, um wine bar polivalente no armazém A, no Cais do Sodré. Um espaço com uma garrafeira muito interessante e com uma vista privilegiada para o Tejo.

Fui pela primeira vez à Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril para um almoço de harmonização com as cervejas Estrella Damm, desde as entradas à sobremesa, tivemos a possibilidade de conhecer toda a gama desta marca .

Este fim-de-semana, vou estar no Porto, na Essência do Gourmet Natal 2013, onde às 13h45 de sábado irei realizar um showcooking. Conto com a vossa visita.


No meio de toda a azáfama, continuo a pensar e a preparar os meus presentes de Natal. Para quem ainda não pensou, deixo-vos duas sugestões. A primeira, o meu livro, Cozinha para Dias Felizes, que para além das receitas tem pequenas histórias sempre ligadas à comida e às coisas boas que nos deixam a sorrir. A segunda, um azeite aromatizado, numa garrafa bonita, é um presente que de certeza leva consigo momentos felizes. Desenvolvi esta receita para a edição de Dezembro de 2012 da revista Saber Viver, inserido num artigo sobre azeites.


Azeite com sálvia

Ingredientes:
1 raminho de sálvia fresca
10 g de pimenta-branca em grão
3 malaguetas
3,5 dl de azeite


1. Lavar o raminho de sálvia e secá-lo muito bem.

2. De seguida, colocá-lo dentro de uma garrafa, juntamente com a pimenta e as malaguetas.

3. Aquecer o azeite em lume brando sem deixar de ferver, até atingir os 50ºC. O azeite deve ficar apenas morno.

4. Colocar o azeite dentro da garrafa e tapar.


Passadas duas semanas, retirar a sálvia do azeite. A sálvia pode ser substituída por outra erva a gosto, por exemplo, alecrim, tomilho, Lúcia-lima, etc.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quem quer ir ao Essência do Gourmet Natal 2013 no Porto?


No próximo fim-de-semana, dias 7 e 8 de Dezembro, vou estar no Porto, cidade que tão bem me recebe e acarinha, a participar no evento Essência do Gourmet Natal 2013 que inclui um mercado de Natal e de onde destaco as mais de cinquenta aulas de cozinha em cada um dos dias que fazem parte do seu extenso programa de actividades.

No sábado, dia 7 de Dezembro de 2013, irei realizar um showcooking, às 13h45 no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, onde irei apresentar uma maneira alternativa de confeccionar sabores bem portugueses para o Natal.

Querem-se juntar a mim? Eu adorava ver-vos lá. O Cinco Quartos de Laranja e a Essência dos Eventos promovem um desafio onde serão oferecidos 5 convites duplos. Para tal, precisam de completar a seguinte frase:
Quero ir ver a Laranjinha à Essência do Gourmet, porque ...

O desafio está aberto a todos os leitores e para participar deverão:
- Preencher o formulário a seguir apresentado até às 12h de 6 de Dezembro de 2013;
- Indicar, obrigatoriamente, o nome, um eMail e um contacto de telemóvel para poderem ser eventualmente contactados;
- Cada leitor poderá submeter até 5 frases mas poderá apenas ganhar um convite duplo.

No dia 6 de Dezembro de 2013, da parte da tarde, serão anunciadas as cinco participações consideradas válidas e seleccionadas através de sorteio.

Participem!




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sopa de abóbora com pêra e queijo Roquefort


Não consigo imaginar o Natal sem frio, sem a lareira acesa, sem o aconchego de comida a fumegar. Talvez seja de nos habituarmos a ver o Pai Natal, de barbas brancas, longas, desde que somos pequenos, a viver no Pólo Norte, e a sair, com as suas renas, para distribuir os presentes a todos os meninos e meninas que se portaram bem durante o ano. Nessa viagem sobrevoa as chaminés, cujos telhados estão cheios de neve. Sorte a dele nunca encontrar uma lareira acesa! ;) O Natal é mesmo uma época mágica! E enquanto aguardamos ansiosamente a chegada do Natal, deixo-vos uma sopa quente, que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
900 g de abóbora descascada
1 cebola
4 dentes de alho
370 g peras
2 g de canela
4 g de gengibre
1 pitada noz moscada
1 dl de azeite
1 l de água quente ou caldo de legumes
Sal e pimenta-preta q.b.
100 g de queijo Roquefort Président
1 colher de café de pimenta-de-caiena


1. Colocar num tabuleiro de forno a abóbora cortada aos cubos, a pera com a pele mas sem os caroços e cortada, a cebola e os dentes de alho picados.

2. Temperar com sal, pimenta preta a gosto, a canela, o gengibre e a noz moscada. Mexer.

3. Regar com o azeite e levar ao forno, pré-aquecido, a 220ºC, a assar durante 40 minutos.

4. De seguida colocar a mistura numa panela. Adicionar a água quente ou o caldo de legumes e triturar com a ajuda de uma varinha mágica.

5. Servir a sopa com o queijo Roquefort esboroado e polvilhada com um pouco de pimenta-de-caiena.


Esta sopa resulta numa interessante mistura de sabores. O doce da abóbora e da pêra com as especiarias contrasta de forma deliciosa com o queijo Roquefort.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Gratinado de batata-doce


Dezembro chegou. E com ele o frio cortante que nos obriga a procurar o conforto de uma lareira, o aconchego de uma bebida quente e todos os pratos de forno que conseguirmos fazer. Gosto de Dezembro. Gosto das ruas enfeitadas, das árvores de Natal que dão vida a algumas praças, cheias de luzes a piscar. Gosto de ver as montras e de pensar nos presentes que quero oferecer aos que me são próximos e queridos.

Dezembro é tempo de partilha, de nos sentirmos gratos por tudo o que temos. Olharmos para a vida e agradecermos por cada dia, por cada pessoa boa que se cruza no nosso caminho, por cada sorriso que fazemos nos outros, pelos projectos que desejamos e que esperamos concretizar. Dezembro é tempo de lembrança. A mim, sabe-me tão bem receber postais, manuscritos de alguém que parou no meio deste frenesim que é cada vez mais a nossa vida e enviou-me palavras escritas cheias de coisas boas. Dezembro, é tempo de retribuir.

E enquanto por cá se monta a árvore de Natal, se escolhem os postais a enviar, deixo-vos uma sugestão quente, para encher de calor e alegria a vossa cozinha, que desenvolvi para a edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver, inserida num apontamento sobre "super-alimentos".


Ingredientes:
450 g de batata-doce
2 dl de leite
2 dl de natas
2 colheres de sopa de tomilho-limão fresco
50 g de queijo da Ilha
15 g de queijo parmesão
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Descascar e cortar com uma mandolina a batata-doce em rodelas finas.

2. Numa taça bater as natas com o leite, sal e pimenta preta a gosto.

3. Colocar uma camada de fatias de batata-doce num recipiente de forno untado com manteiga. Por cima polvilhas com as folhas de tomilho. Repetir a operação até terminar a batata-doce.

4. Regar a batata-doce com a mistura de natas e leite. Polvilhar com os queijos.

5. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos.


Quem preferir, pode substituir metade da batata-doce por batata, caso ache que fica "muito" doce. Este gratinado é uma excelente opção para acompanhar pratos de carne.