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Loures 24 de Junho de 2017
Sábado:
16h00 - 17h00      Showcoking receitas frescas para o verão
 
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma ida ao campo apanhar curgetes


Ser madrinha da Rua da Curgete no Mega Pic-Nic do Continente, levou-me a visitar um dos membros do Clube de Produtores do Continente, a Origem do Campo, em Loures.

A visita começou com o João e o Paulo Matias a explicarem o ciclo de produção da curgete, mostraram-nos as flores masculinas e a sua função e que cada planta produz cerca de vinte abóbrinhas. Vimos plantas ainda no início do ciclo de crescimento e depois no fim. A Origem do Campo produz também alfaces, couves, beringelas, pepinos, espinafres entre outros.

Nesta visita acompanharam-me a Margarida do blogue Style It Up, madrinha da Rua do Morango, e o Roberto do Quiosque do Ken, padrinho da Rua do Tomate. A visita foi muito divertida, apanhámos curgetes, não resistimos a sentarmo-nos num dos tratores da quinta usado na lavoura, e claro, sempre com cada um de nós a apresentar as vantagens do seu fruto ou legume, argumentando com ideias de comidinhas boas onde os podemos utilizar.


A curgete, é dos legumes mais versáteis que conheço. Podemos usá-la grelhada, salteada, cozida e até frita. Pode ser usada em sopas, guisados, assados, açordas, doces e em bolos. E as flores, podem ser consumidas em saladas, frittatas, panadas e até em pesto, ideia que tenho que colocar em prática um destes dias. No final ficou a sugestão de fazermos uma salada misturando as ruas dos três padrinhos. Imaginem uma salada de curgete grelhada ou salteada, com tomate, morangos, queijo feta ou mozzarella, umas folhinhas de manjericão e regada com bom azeite. Parece-vos bem? Ora experimentem.

E como a rua mais fabulosa do Mega Pic-Nic do Continente será sem dúvida a da Curgete, deixo-vos algumas receitas com este legume que devem experimentar com carácter de urgência, de tão boas que são:

Amanhã, sábado, passem pela Rua da Curgete no Mega Pic-Nic do Continente no Terreiro do Paço. Lá vos espero.


Ver ainda:
- 30 receitas com curgete.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Batatas salteadas com sementes de cominhos


Uma das coisas que gosto de fazer quando me sobram batatas cozidas, é salteá-las com um pouco de cominhos e alho, ideia que aprendi com a minha sogra. Ficam tão boas, que se comem num instante. Estas batatas são um excelente acompanhamento para pratos de carne para além de ser uma maneira prática e económica de utilizar este tubérculo.

Produzi esta receita para as Batatas de França.

Ingredientes:
500 g de batatas cozidas com a pele
1 dl de azeite
1 dente de alho
1 colher de chá de sementes de cominhos
sal e pimenta preta q.b.


1. Retirar a pele às batatas e cortá-las em gomos.

2. Levar uma frigideira ao lume com azeite e o dente de alho picado.

3. Quando o alho começar a frigir, adicionar as batatas.

4. Polvilhar com as sementes de cominhos. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

5. Deixar saltear até começarem a ficar douradas.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Showcooking no MAR Shopping


No passado sábado voltei ao Porto. Sabe bem voltar à cidade onde fiz pela primeira vez um showcooking e onde sou sempre recebida de forma muito carinhosa. Desta vez, regressei para uma outra apresentação no MAR Shopping, em Matosinhos, inserida numa série de sessões que se iniciam às 16h de cada sábado nos meses de Junho e Julho de 2013 neste espaço comercial intitulada Look & Cook.

O tema do meu showcooking foi Receitas para Quatro, ou seja para a família ou para quando se recebe amigos. Decidi apresentar uma receita de ovos mexidos com vinho do Porto, que faz as delícias de todos os que provam, de seguida preparei uma açorda com courgette servida com lascas de bacalhau assado no forno, receita publicada na pág. 152 do livro Cozinha para Dias Felizes, que surpreendeu todos os que assistiram e por fim, uma sobremesa que se faz num abrir e fechar de olhos e que bem fresca, tenho a certeza que ninguém resiste. Ora, experimentem e digam se tenho ou não razão.


Foi muito bom ter pessoas que conheci através do blogue a assistirem e muitas outras que nesse dia descobriram o Cinco Quartos de Laranja. Gostei muito de ter estado na MAR Shopping com uma cozinha IKEA toda equipada, especialmente pelo carinho da plateia.

Um beijinho especial de agradecimento aos meus amigos Paula e Ricardo Abranches, que são a minha âncora nas idas ao norte.

Filetes de paloco com grelos salteados


Encontramos peixes congelados económicos nas nossas idas ao supermercado. Um desses peixes é o paloco, que se encontra habitualmente à venda já cortado em filetes.

Para responder ao desafio da revista Saber Viver, cozinhar com peixe barato, para edição de Março de 2013 decidi fazer uma receita de filetes de paloco no forno com ervas. Rápido e simples.


Ingredientes:
700 g de filetes de paloco
1g de tomilho seco
1g de manjericão seco
2g de pimenta rosa
60 g de manteiga
sumo de 1/2 limão
1 molho de grelos
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
sal q.b.


1. Temperar os filetes com sal e dispo-los num tabuleiro de forno.

2. Trabalhar a manteiga com o tomilho, o manjericão e a pimenta rosa.

3. Colocar a manteiga em pequenas nozes por cima dos filetes.

4. Regar com o sumo de limão.

5. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 12 minutos.

6. Cozer os grelos em água temperada com sal durante três a quatro minutos. Depois de cozidos, escorrer e passar por água bem fria. Escorrer muito bem.

7. Colocar o azeite num frigideira com os alhos picados. Saltear os grelos no azeite.

8. Servir os filetes com os grelos salteados.


Quem preferir pode substituir os grelos por espinafres ou couve salteada. Podem também servir os filetes de paloco com arroz ou até uma batata cozida.


Outra receita de filetes com ervas:
- Filetes com molho de ervas e citrinos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Frittata de bacon e cogumelos


Há receitas que resultam sempre bem. Para mim, as frittatas são uma dessas receitas. Resultam bem quando queremos aproveitar sobras, por exemplo de frango assado ou peixe cozido e até mesmo batatas. Saem bem quando temos ingredientes frescos e queremos fazer uma refeição rápida e leve. Também são óptimas para servir como amuse-bouche, cortadas em pequenos pedaços e servidas em colheres, numa festa de verão. Hoje, apresento-vos uma frittata de bacon e cogumelos com queijo Président Rondelé Nature, receita que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
8 ovos
125 g de bacon
1 embalagem de queijo Président Rondelé Nature
2 colheres de sopa de azeite
325 g de cogumelos portobello pequenos
1 dl de leite
15 g de cebolinho
sal e pimenta preta q.b.


1. Cortar o bacon em pequenos cubos.

2. Colocar o bacon numa frigideira e levar ao lume. Deixar saltear durante dois ou três minutos, mexendo.

3. Juntar as duas colheres de sopa de azeite e adicionar os cogumelos laminados. Cozinhar durante aproximadamente dois minutos e reservar.

4. Bater os ovos com o queijo Rondelé, o leite e o cebolinho picado. Temperar com sal e pimenta a gosto.

5. Juntar os cogumelos à mistura de ovos.

6. Levar o preparado numa tarteira, previamente untada com manteiga, ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 minutos.


Esta frittata foi acompanhada cá em casa com uma salada de verdes e tomate. Fica deliciosa.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A cozinhar na Praça da Alegria da RTP



( aos 12 min. )
Há semanas que por um motivo ou por outro são especiais. A semana que passou foi, para mim, uma semana que se tornou especial. Ir à televisão é sempre algo que me deixa muito feliz e essa semana foi especial por isso. Participei em dois programas de televisão da RTP. O primeiro, Acores.rtp.pt do jornalista Luciano Barcelos na RTP Açores, onde falei do meu livro Cozinha para Dias Felizes, da paixão pela comida e pelas bonitas ilhas açorianas.

Na quinta-feira voltei à Praça da Alegria, apresentada por Tânia Ribas Oliveira e João Baião, para sugerir três pratos para levar para a praia.

Como sugestões apresentei uns muffins de espinafres, muito saborosos e práticos, uma salada de cuscuz com frango assado que se torna muito fresca e espetadas de fruta, que se comem num instante.


As idas à televisão revestem-se sempre de alguma magia. São momentos vividos com muitas emoções boas. Os apresentadores, Tânia e João, extremamente bem dispostos colocaram-me muito à vontade, o que me fez sentir muito bem e com vontade de voltar à Praça da Alegria.


( aos 24m40s da 2ª parte | aos 4m30s da 3ª parte | aos 13m45s da 4º parte )

Sopa de courgette com beldroegas


Adoro sopas de todas as formas. Em cremes, com folhas verdes, com legumes picados, com carne ou com peixe, um prato de sopa é sempre bem-vindo. Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio encontrei beldroegas à venda. Frescas, viçosas, mesmo a pedir um delicioso destino. Uma das coisas que gosto no Brio é a possibilidade de encontrar produtos da estação menos comuns e que fazem tão bem à nossa saúde. Chegada a casa decidi usar as beldroegas numa deliciosa sopa.


Ingredientes:
850 g de courgette
2 cebola
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 dl de azeite
180 g de tomate bem maduro
135 g de cenoura
1 molho de beldroegas
1,5 l de água ou caldo de legumes
sal q.b.
4 ovos cozidos


1. Refogar a cebola picada no azeite juntamente com os dentes de alho picados e a folha de louro.

2. Acrescentar o tomate limpo de peles e sementes picado. Deixar refogar um pouco. Temperar com sal a gosto.

3. Juntar 550g de courgettes e a cenoura cortadas em pedaços. Regar com a água e deixar ferver até os legumes estarem cozidos.

4. Retirar a folha de louro e reduzir a mistura a puré com a ajuda da varinha mágica.

5. Adicionar 300g de courgette cortada em pedaços pequenos e as folhas de beldroegas.

6. Assim que a courgette estiver cozida, retirar do lume e servir com ovo cozido picado.


A sopa ficou mesmo ao meu gosto. Na base, a sentir-se o sabor ligeiro do tomate, e depois a textura, dada pelos pedaços de courgette e pelas folhas tenras das beldroegas. Que boa que esta sopa é!


Outras receitas com beldroegas:
- Ovos escalfados em molho de tomate e beldroegas;
- Salada de batata com beldroegas e alcaparras;
- Salada de beldroegas com pêssego e queijo fresco;
- Salada de beldroegas com tomate e cebola;
- Salada de figos com queijo roquefort, beldroegas e pinhões;
- Sopa de beldroegas com feijão cozido e tomate;
- Sopa de beldroegas com ovo e orégãos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Um piquenique para toda a família


Realiza-se, sábado, dia 29 de Junho de 2013, no Terreiro do Paço, em Lisboa, a quinta edição do Mega Pic-Nic do Continente. Esta iniciativa procura mostrar o melhor da produção nacional, aproximar as famílias urbanas à agricultura e incentivar o consumo do que é nacional. Neste dia os visitantes podem contactar com diferentes elementos que passam pela recriação de explorações agrícolas, frutícolas e pecuárias, com destaque para uma Mega Horta. Haverá também a possibilidade de aprender a fazer uma horta na varanda, algo que adoraria experimentar. No final do dia, às 20h30 o evento termina com a actuação do conhecido cantor Tony Carreira.

Antecipando o Mega Pic-Nic, no domingo, dia 23 de Junho, realiza-se a Mega Parada Pic-Nic de apoio à produção nacional, com um desfile entre o Terreiro do Paço e o Rossio. O desfile conta com elementos representativos da cultura portuguesa de várias regiões, Caretos, Cabeçudos das Feiras Novas, Fanfarra, campinos e muitos animais - rebanhos de ovelhas, cabras, porcos e bois em parelha. Vai ser um desfile do campo na cidade.

O Mega Pic-Nic estará organizado por ruas com nomes de vegetais e animais. Este ano conta com uma novidade, o Continente convidou alguns bloggers para apadrinharem as ruas. Entre as várias hipóteses, escolhi a Rua da Curgete. O Roberto do Quiosque do Ken, apadrinha a Rua do Tomate e a Cátia e a Margarida do Style It Up, a Rua do Morango. Mas entre o tomate e o morango, está certo que a curgete é rainha. Rainha de muitos cozinhados cá em casa, desde sopas, arrozes, saladas e até em bolos. E a flor de curgete, já experimentaram?

Quem sabe que surpresas irão encontrar nesta rua, com um vegetal tão versátil e usado em tantas das minhas receitas. No sábado, dia 29 de Junho, não se esqueçam de passar pela Rua da Curgete. Estarei à vossa espera!

Um desafio com sabor a Verão e uma salada de lulas com grão

Foto fornecida por Bela Vista Hotel & Spa

O Verão sabe a dias longos, idas à praia, banhos de sol, gelados, comidas leves e frescas. Sabe a momentos especiais para que nos preparamos durante o resto do ano. Momentos que servem para recarregar as energias, de preferência num local com um ambiente muito especial.

O Bela Vista Hotel & Spa, constituído por um palacete, a Casa Azul e uma novíssima ala designada Bela Vista Jardim localizado sobre o mar na Praia da Rocha, em Portimão, disponibiliza trinta e oito quartos e suites todos com uma decoração única com a assinatura de Graça Viterbo. A atmosfera que aqui se vive é simplesmente surpreendente.

O glamour do Bela Vista Hotel & Spa estende-se até à piscina, rodeada por um deck de madeira e espreguiçadeiras a convidar a momentos de puro lazer. Quem deseja estar na praia, o hotel tem acesso privado à Praia da Rocha. O Bela Vista Hotel manteve a traça original do palacete, construído em 1918, com madeiras e painéis de azulejos, tectos trabalhados e portas maciças, tudo envolvido por um design contemporâneo. Este belíssimo edifício conta com uma história rica na realização de eventos e por onde passaram inúmeros hóspedes ilustres.

Fotos da autoria de Francisco de Almeida Dias

Este palacete foi palco, durante a segunda guerra mundial, da passagem de muitas famílias em fuga dos nazis e de algumas peripécias com espiões. Numa altura em que Portugal politicamente se mantinha neutro, à Casa Azul, chegavam hóspedes misteriosos, com missões secretas que colocavam Portugal no mapa de muitos acontecimentos dignos de argumentos de Hollywood.

No palacete, encontra-se também o Vista Restaurante com uma vista fantástica sobre o mar e assinatura do chef Rogério Calhau, que permite revisitar a cozinha portuguesa interpretada com um toque contemporâneo.

Fotos da autoria de Francisco de Almeida Dias

Para que um dos leitores do blogue possa ter um miminho especial este verão, o Cinco Quartos de Laranja e o Bela Vista Hotel & Spa promovem um desafio onde serão oferecidos um jantar no Vista Restaurante e uma noite para duas pessoas no Bela Vista Hotel, com pequeno-almoço incluído.

O desafio consiste em elaborar um prato e é aberto a todos os leitores do Cinco Quartos de Laranja. Para participar deverão:

i) Fazer uma receita leve e fresca para o Verão;

ii) Tirar uma fotografia à receita confeccionada;

iii) Publicar a participação na página do Cinco Quartos de Laranja no Facebook:
- [obrigatório] Anexando a fotografia respectiva;
- [obrigatório] Indicando o nome da receita e as instruções de confecção;
- [opcional]     Quem tiver um blogue pode indicar adicionalmente o link para a respectiva publicação posterior a 21 de Junho de 2013 e com referência a este desafio.

iv) [obrigatório] Fazer Gostar/Like na página do Bela Vista Hotel & Spa no Facebook;

v) Cada leitor pode participar uma vez;

vi) O desafio decorre até às 24h do dia 30 de Junho de 2013;

vii) O chef Rogério Calhau, responsável pelo Vista Restaurante, irá selecionar a receita vencedora tendo em consideração os seguintes critérios: originalidade, inovação da receita e apresentação.

viii) No dia 10 de Julho de 2013 é anunciado(a) o(a) vencedor(a), que posteriormente será contactado(a) pelo Bela Vista Hotel & Spa. Serão oferecidos uma noite para duas pessoas, com pequeno-almoço e um jantar pré-definido pelo Bela Vista Hotel com seleção de bebidas no Vista Restaurante, válido entre 1 de Setembro e 31 de Outubro de 2013, mediante disponibilidade do hotel.


Participem! A visita a este hotel será com certeza uma experiência muito especial. Para vos inspirar, deixo-vos uma receita de uma salada de lulas com grão:


Ingredientes:
600 g de lulas
500 g de grão cozido
1,5 dl de azeite
2 dentes de alho
1 malagueta
250 g de tomate cereja
70 g de alface
1 ramo de salsa
Sal e pimenta preta q.b.


1. Colocar 1dl de azeite numa frigideira juntamente com a folha de louro, a malagueta cortada e os dois dentes de alho esmagados. Levar ao lume e deixar frigir um pouco.

2. Adicionar as lulas cortadas em rodelas. Temperar com sal e pimenta preta a gosto e deixar cozinhar.

3. Numa taça misturar as lulas, o grão cozido, a alface, o tomate cereja e a salsa. Temperar com o restante azeite e o vinagre. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Mexer e servir.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Showcooking no MAR Shopping


Queridos leitores,

no próximo sábado, 22 de Junho de 2013, vou estar no MAR Shopping, em Matosinhos, para um showcooking com o tema Receitas para Quatro.

Irei apresentar uma proposta de menu com entrada, prato principal, receita do livro Cozinha para Dias Felizes e uma sobremesa fresca que se faz num abrir e fechar de olhos.

Deixo o convite a todos os leitores e amigos da região norte a fazer-me companhia, a partir das 16h.

A todos, um beijinho e espero ver-vos no sábado.

Noite de fados com petiscos na Adega Machado


A identidade de uma cidade é dada por múltiplos aspectos, para além dos geográficos, o peso forte na balança é sempre a cultura e a gastronomia. Lembro-me das cidades por onde passo, pelo pulsar da vida nas ruas, pelos monumentos e claro, pela comida. Se Lisboa fosse um prato, de certo que haveria na hora de decisão a escolha das sardinhas assadas servidas no pão. Na pastelaria, penso que a decisão tenderia para os pastéis de nata. Qualquer visita a Lisboa sem experimentar um bom pastel de nata, é sempre uma visita incompleta. É como ir a Roma e não ver o Papa!

Se escolhêssemos para cada cidade uma música ou canção, a de Lisboa seria de certeza um fado. Um fado cantado pela voz vibrante da Amália com Povo que Lavas no Rio, do Carlos do Carmo com Lisboa Menina e Moça, Mariza com Gente da Minha Terra, Camané com Senhora do Livramento ou pelo promissor Pedro Moutinho com Fado Um Copo de Sol.



O fado faz parte da identidade de Lisboa. Sente-se nas ruas de Alfama ao Bairro Alto. E foi no Bairro Alto, que um destes dias tive uma noite de fados e petiscos. O restaurante e casa de fados, Adega Machado inaugurou a sala Fadistagem, onde se servem petiscos e se pode usufruir de uma noite de fados a preços acessíveis.

Tive o prazer de estar presente no dia da inauguração e para além de ouvir os fadistas - Carla Pires, Isabel Noronha, Joana Viega e Pedro Moutinho, acompanhados por Pedro Vieira, à guitarra portuguesa, Vasco Sousa no baixo e Daniel Sousa na viola - de provar os vários petiscos que ali se servem, pela mão do chef Alex Gregório.


O primeiro dos petiscos que nos serviram foi umas pataniscas de camarão, muito macias e uns pastéis de massa tenra recheados com tomate seco, mozzarella, azeitonas e orégãos. Apesar de ter gostado dos pastéis achei a massa um pouco dura. De seguida experimentámos sardinhas albardadas, que adoro, com creme de gaspacho fresco e escabeche de perdiz servido com pão frito, um puré de maçã com frutos silvestres e mel que fez um contraste interessante com os enchidos salteados.

Chegaram à mesa também uns cogumelos recheados com bacalhau, que se revelaram uma surpresa tão boa. Deliciosos. Espetadas de camarão com carne de vaca e tomate cereja, são de comer e pedir por mais. Dois dos melhores petiscos na minha opinião. Seguiu-se ainda preguinhos de vaca, croquetes de alheira e as tradicionais favas guisadas com enchidos e carne.

Terminámos a nossa ronda de petiscos com um elogio às tabernas, onde nos serviram creme de sapateira com pão frito, uma salada de bacalhau com grão e uns pipis guisados que nos souberam muito bem. O preço dos petiscos rondam os cinco euros cada. Acompanhámos a refeição com um vinho tinto Evel de 2010. Que boa escolha. Na sala fadistagem o vinho é também servido a copo.


Um espaço de fados e petiscos é uma ideia interessante a fazer lembrar as tabernas de antigamente, associadas a um espírito boémio e que já fazia falta para chegar a um público mais jovem, frequentador do Bairro Alto e que de certo irá apreciar este conceito.

Passar por uma casa de fados ajuda a compreender e a conhecer a identidade desta cidade fundada por Ulisses e a quem o destino para sempre ligou ao mar e ao Fado.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mini Laços com peitos de frango e brócolos


Cozinhar para crianças é sempre um desafio, principalmente para quem não tem filhos. Quando tenho que desenvolver receitas para crianças, uma das primeiras coisas que faço é falar com amigas com filhos e perceber o que os mais pequenos gostam, como é que preparam os pratos, se usam especiarias, ervas, se preferem carne ou peixe. E é tão curioso descobrir, por exemplo, que todos os pequenos uma das coisas que costumam adorar é massa.

Para experimentar os Mini Laços de vegetais da Milaneza, no âmbito da rubrica Milaneza alimenta a imaginação, resolvi cozinhar para a minha sobrinha Marta, que tem três anos. Percebi que gostou dos Mini Laços, feitos à sua medida. Na família, não conheciam esta massa e curiosamente a Marta adora laços. A solução encontrada para ela não se engasgar, era cortar os laços ao meio. Agora já não vai ser preciso.

Ingredientes:
200 g de Mini Laços com vegetais Milaneza
2 folhas de louro
3 dentes de alho
2 peitos de frango
0,5 dl de leite
1 dl de azeite
250 g de brócolos
sal q. b.


1. Cozer os Mini Laços em água, seguindo as indicações da embalagem, juntamente com uma folha de louro, 1 dente de alho com camisa esmagado e sal a gosto.

2. Cortar os peitos de frango em cubos. Colocar num prato. Temperar com sal e regar com 0,5dl de leite.

3. Cozer os brócolos cortados em floretes em água a ferver com um pouco de sal, durante aproximadamente 4 a 5 minutos. Depois de cozidos, escorrer e reservar.

4. Colocar o azeite numa frigideira e levar ao lume. Adicionar 2 dentes de alho esmagados sem a casca e uma folha de louro. Deixar frigir durante dois minutos e adicionar os peitos de frango cortados.

5. Adicionar os Mini Laços aos peitos de frangos juntamente com os brócolos cozidos. Mexer e servir.


Os Mini Laços ficam muito saborosos. Esta receita é fácil e muito prática. Em pouco tempo preparamos uma refeição para os mais pequenos - e não só! - num abrir e fechar de olhos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Peitos de frango recheados com espinafres e queijo


A Primavera anda envergonhada. Ora o sol espreita, como no dia seguinte temos chuva e frio. Com estas mudanças de tempo, sabe bem um prato de forno delicioso. Hoje, apresento-vos uns peitos de frango recheados com espinafres e queijo Président Rondelé Ail et Fines Herbes, receita que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
4 peitos de frango
1 embalagem de queijo Président Rondelé Ail et Fines Herbes
1 cebola
0,5 dl + 2 colheres de sopa de azeite
200 g de folhas de espinafres
15 g de panko ou pão ralado
Sumo de 1 limão
Sal e pimenta preta q. b.
Paprica q. b.


1. Levar 0,5dl de azeite ao lume numa frigideira. Adicionar a cebola picada e deixar frigir até a cebola quebrar.

2. Adicionar os espinafres e saltear. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

3. Abrir os peitos de frango ao meio sem os separar. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

4. Barrar o interior dos peitos de frango com queijo Rondelé. Rechear com os espinafres. Fechar os peitos de frango com palitos. Barrar também com o queijo a parte de cima da carne.

5. Regar um tabuleiro de forno com duas colheres de sopa de azeite. Dispor os peitos de frango recheados. Regar com o sumo de limão.

6. Polvilhar a carne com o panko e com um pouco de paprica.

7. Levar ao forno, pré-aquecido a 190ºC, durante 30 minutos.


O recheio torna estes peitos de frango deliciosos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bolo de mirtilos com requeijão


Nesta altura do ano é inevitável. Começo a sonhar com as férias. Com os dias grandes, vagarosos em que temos tempo para muito. Confesso que sinto falta de ler. Nos últimos tempos, cada vez mais dedicado à cozinha, mergulho nos livros e nas revista de gastronomia e pouco mais. Da Feira do Livro de Lisboa este ano, trouxe livros de Alfredo Saramago, há muito na minha lista de espera, Cozinha do Minho, Cozinha Transmontana, Cozinha da Beira Litoral e Cozinha da Beira Interior. Ficou-me a faltar a Cozinha Algarvia. Trouxe também o livro de Cláudia Villax, Da Horta para a Mesa, cheio de deliciosas sugestões para aproveitarmos os produtos bons e frescos que nos chegam a cada estação. E ainda um romance, a combinar com os dias quentes de verão, A Rainha dos Gelados de Anthony Capella, autor de que já aqui falei de outros livros.

Para além das leituras, sinto falta de passear junto ao mar, de sentir a brisa marítima, de ver as gaivotas no ar ao pôr-do-sol, de apanhar conchas e pedras com feitios diferentes. De combinar encontros com os amigos, de petiscar entre risos e muita conversa boa.

Sinto falta de me sentar ao final da tarde, olhar pela janela e saborear uma generosa fatia de bolo acompanhado de um perfumado café. Enquanto as férias não chegam, deixo-vos um delicioso bolo de mirtilos que fiz depois da minha última ida aos supermercados biológicos Brio, que vendem os melhores mirtilos que comi nos últimos tempos, de produção nacional e o requeijão da Quinta do Carapinhal que adoro, que uso muitas vezes, e que vos aconselho a experimentar.

Para quem sonha com as férias, com o mar e com a preguiça dos dias com tempo, aqui fica uma deliciosa fatia de bolo. Sirvam-se.

Ingredientes:
350 g de açúcar
6 ovos
170 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
1 requeijão
280 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
raspa de 1 limão
250 g de mirtilos
uma pitada de sal
açúcar em pó para polvilhar


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar as gemas uma a uma, batendo entre cada adição.

3. Juntar o requeijão e envolver muito bem.

4. Adicionar a farinha, o fermento e a raspa de limão.

5. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

6. Envolver as claras na massa, juntamente com 150g de mirtilos, envolvido num pouco de farinha.

7. Forrar uma forma redonda com papel vegetal. Verter a massa para a forma. Colocar por cima da massa os restantes mirtilos.

8. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 55 minutos. Desenformar depois de frio.

9. Servir polvilhado com açúcar em pó.


Este bolo fica ligeiramente húmido, macio. É irresistível. Transporta-nos para um dia de férias feliz, quente, em que depois de uma caminhada, descansamos à sombras das árvores.


Outras receitas biológicas Brio com requeijão:
- Creme de favas com coentros e requeijão;
- Tagliatelle de quinoa com brócolos e requeijão.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

1º Concurso de Pastéis de Santo António em Pernes


Junho é mês de santos populares, de sardinha assada, bifanas no pão, bailaricos e muitos manjericos para festejar. E é em Junho que se comemora o dia de Santo António de Lisboa. Organizam-se as marchas populares e festeja-se até ser dia. Mas associado a este santo popular e casamenteiro temos também outras tradições.

Na ribatejana vila de Pernes encontramos uns deliciosos pastéis em honra de Santo António. Mas como surgem estes pastéis de tradição conventual em Pernes? Conta-nos o gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes que no local onde hoje está a funcionar a Junta de Freguesia de Pernes se situou em tempos idos um convento. E como era tradição, as noviças davam o nome do santo ou dos santos a que eram devotas a alguns dos doces. E é assim que nascem os Pastéis de Santo António que agora Pernes quer recuperar, depois de registada a marca.


A junta de freguesia, inserido nas festas da localidade, organizou o 1º Concurso de Pastéis de Santo António. E foi assim que ontem, dia 13 rumei até Pernes, juntamente com o ilustre Virgílio Nogueiro Gomes e Carlos Braz Lopes, autor do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo para participarmos na escolha dos melhores Pastéis de Santo António através de uma prova cega.

Os pastéis são uma tentação. Por certo, as freiras conheciam o verdadeiro segredo da vida, quem sabe iluminadas por divinos desígnios, e divertiam-se por isso a fazer estes doces para nosso completo arrebatamento. Estes pastéis, forrados com uma massa estaladiça, crocante e por dentro um creme saboroso, que para além das gemas, açúcar, água e leite leva, curiosamente, também pão duro, obrigam-nos a provar um, a experimentar dois e a tentar resistir ao terceiro. São tão bons!


Para além dos Pastéis de Santo António, o júri teve também a tarefa de eleger as melhores Broas dos Santos ou de Pernes. Umas broas com especiarias, farinhas e mel. Mas Pernes guarda ainda outras tradições gastronómicas a reter, como os Rebuçados Perna de Noz, que tive a possibilidade de provar pela primeira vez. Um rebuçado com um caramelo translúcido com um pedaço de noz, embrulhados num papel bonito. Dizia-me Vicente Batalha, um dos responsáveis pelo concurso, que o segredo está no ponto e no vinagre que se adiciona para que o caramelo fique assim tão bonito. Algo que fiquei com imensa curiosidade em ver fazer, assim como os Pastéis de Santo António. Porque as receitas escritas são um elemento importante, material, mas depois a parte como se faz, o imaterial, só se ganha, aprende, ver fazendo, porque há sempre coisas que as mãos hábeis de quem faz bem nos contam, nos transmitem e que não está escrito em lado nenhum.


E para quem ficou, como eu, com vontade de experimentar fazer os deliciosos pastéis, aqui fica a receita:

Pastéis de Santo António

Ingredientes para o creme:
500 g de açúcar
125 g de pão duro
5 dl de leite
6 gemas de ovo
4 dl de água


Ingredientes para a massa:
250 g de farinha
50 g de manteiga
50 g de açúcar
2 ovos inteiros


Para o creme:
Põem-se a água ao lume com o açúcar e faz-se um ponto fraco (ponto espadana). Ferve-se o leite para escaldar o pão e passa-se por um passador fino para se desfazer bem. Junta-se o açúcar em ponto e por fim misturam-se as gemas dos ovos, com cuidado para não talharem. Leva-se novamente ao lume e quando levantar uma bolha ou duas está pronto.

Para a massa:
Amassa-se tudo muito bem com as pontas dos dedos, tende-se com o rolo da massa até obter uma massa fina. Corta-se com um copo por exemplo, e com o auxílio dos dedos molda-se à forma. Enchem-se com o creme. Coze em forno quente.


Nesta visita a Pernes tive ainda a possibilidade de conhecer o trabalho da Gradirripas, empresa que faz as tábuas de madeira usadas por Jamie Oliver. As tábuas têm um design apelativo e robusto. Cá em casa já temos uma. Mas ficou a vontade de ter mais umas quantas, já que são tão giras e práticas.


Agradeço à Junta de Freguesia de Pernes o convite e o modo amável com que nos receberam. Quem quiser provar estes deliciosos pastéis pode passar por Pernes e participar na festa de Santo António que decorre até domingo, 16 de Junho de 2013, quando serão dados a conhecer os primeiros classificados do Concurso de Pastéis de Santo António.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tarte de espinafres com tomate cereja


Para uma festa com a família e ou amigos, uma das coisas que gosto de fazer é uma tarte. A tarte pode ser servida quente ou fria. É excelente como entrada, basta acompanhar com uma salada de verdes e um molho vinagrete de mostarda, por exemplo, e já está. Simples, rápido e saboroso. Para a receita da tarte de hoje usei o queijo Président Rondelé Nature, em substituição das natas. O resultado final foi uma tarte muito mais cremosa e macia.


Ingredientes:
1 embalagem de massa folhada
200g (2 embalagens) de queijo Président Rondelé Nature
1 cebola
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
170 g de folhas de espinafres
4 ovos
1 dl de leite
15 g de salsa
150 g de tomate cereja
sal e pimenta-preta q.b.


1. Refogar a cebola e os dentes de alho picados no azeite.

2. Adicionar as folhas de espinafre, cortadas grosseiramente, e saltear.

3. Numa taça bater os ovos, com o queijo, leite, sal e pimenta preta a gosto.

4. Adicionar os espinafres salteados e a salsa picada. Mexer.

5. Colocar a massa folhada numa tarteira seguindo as indicações da embalagem.

6. Verter o preparado de espinafres para a tarteira e dispor o tomate cereja.

7. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 40 minutos.


O tomate cereja usado inteiro é uma verdadeira surpresa de sabor a cada pedaço que se come. Partilhei esta tarte com a família e todos adoraram. Curiosamente, notaram a diferença dada pelo queijo. Experimentem.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Um almoço no restaurante Real Cozinha


Há dias que convidam a um almoço com tempo, depois de um passeio pelas ruas bonitas de Lisboa. A semana passada, num dia envergonhado de Primavera, fui almoçar ao restaurante Real Cozinha do Hotel Real Parque, perto do Saldanha e a dois passos da Fundação Gulbenkian. Cheguei já passavam das duas da tarde e a sala tinha várias mesas ainda ocupadas. Assim que me sentei, gostei do espaço, da música ambiente, sem barulhos de fundo, dos candeeiros e da decoração.

Depois de ver a carta, o Ricardo e eu, decidimo-nos por uma sopa de melão com hortelã e iogurte escorrido, que chegou à mesa bem fresca. Adorámos o sabor doce do melão em contraste com o sabor ligeiramente azedo do iogurte. Esta sopa fria foi uma agradável surpresa. Escolhemos também para a entrada um estaladiço de queijo de cabra com mel de rosmaninho e salada de verduras. Esta é uma combinação de sucesso. Adoro o sabor intenso, salgado do queijo de cabra com a doçura do mel e o crocante da massa. Sabe sempre tão bem. Acompanhamos a entrada com um vinho verde Muralhas que veio para a mesa bem fresco.

Bacalhau meio sal escalfado em azeite com risotto de espargos e bife à Portuguesa foram os nossos pratos principais. Eu adoro bacalhau e este prato deixou-me boas memórias. O bife estava delicioso, servido com umas batatas que nos fizeram muito felizes. Da próxima vez que voltar ao Real Cozinha, este bife não me escapa. Acompanhámos estes pratos com um vinho tinto Esteva de 2011, que é sempre uma escolha segura.


Para sobremesa e por sugestão da simpática empregada de mesa, Paula Lemos, que neste dia nos foi aconselhando, vieram para a mesa dois pratos com várias das sobremesas da casa, farófias, arroz-doce, cheesecake, tarte de maçã, bolo de maçã e pudim abade de Priscos, que estava de comer e pedir por mais.

Este restaurante tem uma oferta variada. Na ementa encontramos os Pratos Estrela por dez euros e menus combinados que variam entre os treze e os quinze euros, se for durante a semana ou ao fim-de-semana, para além da oferta do menu com diversos pratos da cozinha portuguesa confeccionada com qualidade. Deixo também uma nota muito positiva em relação ao serviço, que se revelou competente, atencioso e prestável. O restaurante Real Cozinha merece uma visita.

A cozinhar na Feira do Livro de Lisboa


No passado domingo, dia 9 de Junho à tarde, voltei à Feira do Livro de Lisboa. Dentro de mim transportava o mesmo entusiasmo e alegria de quem vai fazer algo de que se gosta muito pela primeira vez.

Senti-me muito feliz ao ter este segundo convite para voltar à Feira do Livro e tentei aproveitá-lo da melhor forma possível. As coisas boas da vida devem ser aproveitadas como se fossem únicas, é isso que as torna verdadeiramente especiais. Nunca nos banhamos duas vezes na mesma água de um rio, já dizia Heráclito. Tudo está em mudança, por isso cada momento é sempre especial e diferente.

Desta vez, voltei a apresentar duas receitas do meu livro Cozinha para Dias Felizes, o delicioso e aromático bolo de tangerina e coco (pág. 188) e a já conhecida salada de batata-doce com quinoa-vermelha (pág. 171), que faz sorrisos de satisfação a quem a tem provado.


O contacto com os leitores e com o público é sempre muito gratificante. Adoro conversar sobre a minha paixão pela comida, o valor e a importância da escolha dos ingredientes, das receitas, que são apenas pontos de partida e do modo como a comida nos traz momentos felizes.

Foi muito bom estar rodeada de alguns leitores, de amigos e de muita gente simpática que descobriu na Feira do Livro de Lisboa o meu trabalho e o Cozinha para Dias Felizes.

Muito obrigada a todos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Arroz de espargos com tomate seco


Há alturas em que nas refeições cá de casa procuro fazer pratos sem carne e sem peixe. É uma resolução no sentido de encontrar um equilíbrio na alimentação cá de casa, e que nos sabe muito bem.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio trouxe arroz da Herdade da Carvalhoso que adoro, tomate seco produzido em Portugal e um molho de espargos. Este foi o resultado.

Ingredientes:
350 g de arroz
1 molho de espargos
30 g de tomate seco
1 cebola
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1,2 l de caldo de legumes
sumo de 1 limão pequeno
sal e pimenta preta q. b.


1. Colocar o tomate seco a demolhar durante pelo menos 15 minutos.

2. Arranjar os espargos e cortá-los aos pedaços, deixando as pontas.

3. Refogar no azeite a cebola e os alhos picados. De seguida adicionar o tomate seco demolhado picado.

4. Acrescentar o arroz, os espargos cortados sem as pontas e o caldo de legumes. Deixar cozer, mexendo de vez em quando, em lume médio.

5. Temperar o arroz com sal e pimenta a gosto.

6. Uns minutos antes de retirar o arroz do lume, adicionar as pontas dos espargos e sumo de um limão pequeno.