Próximos Workshops
Algés 23 de Setembro de 2017
Sábado:
10h30 - 13h30      Receitas para o Outono
Porto 30 de Setembro de 2017
Sábado:
10h30 - 13h30      Receitas Rápidas para o Jantar
 
 
15h30 - 19h00      Vamos Fazer Pão?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bolo de cenoura com nozes para a despedida de Fevereiro


Fevereiro chega ao fim. Este foi um mês feliz. Tive a possibilidade de fazer três showcookings, dois nas lojas de Loures e de Matosinhos do IKEA, e o terceiro n'O Chocolate em Lisboa. Cada vez mais adoro as demonstrações de culinária em público. São muito gratificantes. No dia 23 de Abril vou dar um workshop na Míele, onde todos poderão meter a mão na massa para confeccionar em conjunto uma bela refeição. As inscrições já estão abertas.

Durante este mês tive a possibilidade de revisitar alguns restaurantes - Nobre e o U Chiado - e de conhecer novos - 100 Vícios, O Talho, To.B e o Essência no Porto.

Participei num workshop da Margão sobre as tendências de sabores para 2014. Adoro especiarias e foi um prazer cozinhar ao lado da chef Justa Nobre. Este mês aprendi também mais sobre café. Estive presente numa acção de formação da Nespresso onde foram apresentados dois novos lotes de café colombianos. Foi muito interessante perceber a importância do terroir na qualidade dos cafés.

Esta semana começou a Portugal Restaurant Week que se prolongará até 9 de Março em cerca de 150 restaurantes por todo o país. Eu gosto de aproveitar esta semana para conhecer novos restaurantes.

Para despedida do mês de Fevereiro, deixo-vos um bolo de cenoura e nozes que preparei para a edição deste mês da revista Saber Viver.


Ingredientes:
160 g de cenoura ralada
0,5 dl de óleo
2 ovos grandes
200 g de farinha com fermento
180 g de açúcar amarelo
60 g de nozes picadas
Açúcar em pó para polvilhar


1. Colocar a cenoura ralada num copo. Adicionar o óleo e os ovos. Triturar a mistura com a varinha mágica.

2. Colocar o preparado numa taça. Adicionar o açúcar e a farinha. Mexer.

3. Polvilhar as nozes com um pouco de farinha. Mexer e adicionar à massa.

4. Colocar a massa numa forma untada com manteiga ou em pequenas formas e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos. Antes de retirar do forno verificar a cozedura com um palito.

5. Depois de desenformar, polvilhar os bolos com açúcar em pó.


O bolo fica muito saboroso e as nozes dão-lhe uma textura a que é impossível resistir.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Batatas à indiana


Há uns anos atrás organizei em casa, com amigos um almoço com sabores de Goa. Para além do xacuti de galinha, feita na perfeição pelo meu amigo Nuno, houve também na mesa umas batatas deliciosas e que nunca mais me esqueci.

Quando tive que produzir cinco receitas com especiarias para a edição de Fevereiro de 2014 da revista Saber Viver, lembrei-me das batatas desse encontro com amigos, que tanto adorei, e fiz uma versão, com especiarias que se encontram facilmente nas grandes superfícies.


Ingredientes:
700 g de batatas para cozer
20 g de sementes de mostarda
2 g de pimentão doce
2 g de coentros em pó
2 g de gengibre em pó
1 dl de azeite
10 g de coentros frescos
Sal e pimenta-preta q.b.
Uma pitada de pimenta-de-caiena


1. Colocar as batatas numa panela com água fria e levar ao lume. Temperar com sal.

2. Depois das batatas cozidas, retirar da panela e deixar arrefecer um pouco. Pelar as batatas e reservar.

3. Levar ao lume uma frigideira anti-aderente com o azeite e as sementes de mostarda. Assim que as sementes começarem a estalar, adicionar as restantes especiarias e mexer.

4. Juntar as batatas cozidas e cortadas em pedaços. Temperar com sal e pimenta a gosto. Saltear durante dois minutos.

5. Servir as batatas com coentros frescos picados.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Salada de quinoa vermelha com abóbora assada


Desde que comecei o Cinco Quartos de Laranja que cada vez mais procuro ler sobre comida e história da alimentação. Na última edição da revista Comer, Duarte Calvão, fala-nos das tendências no mundo dos sabores para 2014. No seu artigo expõe a opinião de quatro especialistas portugueses na área, Fátima Moura, Paulina Mata, José Bento dos Santos e Miguel Pires. De uma maneira geral, as tendências para 2014 continuam a ser ditadas por alguns chefs de renome que buscam novos produtos, ervas, bagas nas florestas do norte da Europa ou na Amazónia. O deslumbramento por novas técnicas parece estar a passar e dar lugar à procura de "produtos que contam uma história", muitas vezes servidos crus. Esta tendência naturalista está na moda, mas por cá os chefs parecem ainda não seguir muito este caminho. São apontadas ainda outras tendências como a descoberta gastronómica do continente africano, com muitas frutas e legumes a explorar, a "comida de rua" de chefs é algo muito comum lá fora e que pouco a pouco vai ganhando terreno entre nós e consideram também que os petiscos, talvez influenciados pelas tapas de nuestros hermanos, serão também uma tendência em 2014.

Pessoalmente, de uma maneira geral, sou da opinião que cada vez mais as pessoas se preocupam com a qualidade do que comem. A pouco e pouco essa será ou já é uma tendência. Há cada vez mais pessoas preocupadas com a origem e variedade das frutas, legumes, carnes e peixes que colocam à mesa. Tendência para "descobrir" novos cereais, como por exemplo, o teff, considerado a nova quinoa. A alimentação como potenciadora de saúde e bem estar, vai ser certamente uma tendência.

Independentemente das tendências, cá por casa adoramos saladas. Em todas as alturas do ano, uma salada é motivo de uma refeição saborosa. Hoje deixo-vos uma deliciosa salada de quinoa vermelha com abóbora assada que fiz para a edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver.


Ingredientes:
200 g de quinoa vermelha
500 g de abóbora Hokkaido
1 dl de azeite
1 colher de sopa de sementes de cominhos
30 g de salsa
50 g de amêndoa sem pele em palitos tostadas
100 g de folhas de espinafre (ou outras folhas verdes)
200 g de queijo feta
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar a abóbora em pequenos cubos. Polvilhar com as sementes de cominhos e regar com 0,5dl de azeite. Levar, num tabuleiro, ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 minutos. Deixar arrefecer.

2. Lavar a quinoa. Colocá-la numa panela com água e levar ao lume até estar cozida. De seguida escorrer e deixar arrefecer.

3. Numa taça colocar a abóbora assada, a quinoa cozida, o queijo feta cortado em cubos, as folhas de espinafres e a amêndoa tostada.

4. Polvilhar a salada com a salsa picada. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto. Regar com o restante azeite, mexer e servir.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Creme de couve lombarda, para comer e emagrecer


O apontamento da sopa para comer e emagrecer que publiquei a semana passada teve reacções muito positivas. Tive vários pedidos para continuar a publicar receitas que ajudem quem está a fazer dieta, ou para pessoas que de vez em quando gostam de fazer refeições sem hidratos de carbono. Confesso que fiquei com vontade de criar a rubrica Para Comer e Emagrecer. O que vos parece? Hoje, deixo-vos mais uma sugestão, um creme de couve lombarda. Espero que gostem.


Ingredientes:
650 g de couve lombarda (sem as folhas verdes)
270 g de cabeças de nabo
35 g de bolbo de funcho
60 g de folhas de agrião (ou de espinafres)
1 cebola
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1,5 l de água
Sal e pimenta-preta q.b.
Azeite trufado para servir


1. Colocar numa panela a couve lombarda cortada, as cabelas de nabo descascadas e cortadas, o funcho, as folhas de agrião, a cebola descascada e picada, os dentes e alho. Temperar com sal e regar com a água.

2. Levar ao lume e deixar cozinhar até os legumes estarem cozidos.

3. Adicionar o azeite e temperar com pimenta preta a gosto. Com a ajuda da varinha mágica triturar os legumes até obter um creme.

4. Servir o creme com um fio de azeite trufado.


A sopa é fundamental às refeições. Ao jantar, uma a duas vezes por semana, comer apenas sopa pode ajudar quem está a fazer dieta tendo em vista perda de peso.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tiras de laranja confitada com chocolate


Quando estive, há uns tempos, numa acção com o chocolate Valrhona no El Corte Inglés, tive um pedido especial de uma leitora, fazer uma receita de tiras de laranja com chocolate. O tempo foi passando e quando a revista Saber Viver me pediu cinco sugestões para um artigo de doces para oferecer no Natal para edição de Dezembro de 2013, decidi colocar em prática a ideia das orangettes.


Ingredientes:
170 g de casca de laranja cortadas em tiras
170 g de açúcar
7 dl de água
1 pau de canela
200 g de chocolate com 70% de cacau


1. Colocar um tacho ao lume com água. Quando ferver adicionar as tiras de cascas de laranja, sem a parte branca, e deixar cozer durante dois minutos. De seguida, escorrer a água e repetir a operação, para que a casca de laranja perca o sabor amargo.

2. Colocar a água ao lume num tacho com o açúcar e a canela. Quando levantar fervura adicionar as cascas de laranja e cozer durante uma hora, com o lume no mínimo. Desligar o fogão e deixar as cascas a repousar na calda durante uma hora.

3. Colocar as tiras de casca de laranja numa rede, para secarem. Deixar ficar de um dia para o outro.

4. Derreter 200g de chocolate em banho-maria. Mergulhar uma a uma as cascas de laranja no chocolate.

5. Colocar as cascas de laranja com chocolate num tabuleiro forrado com papel vegetal, até secarem.


Estes ingredientes dão para cerca de 90 tiras. O chocolate ao secar, tem tendência para perder parte do brilho. As tiras de laranja confitada com chocolate são óptimas para acompanhar um café, ou comer assim mesmo, num dia feliz.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Salada quente de acelgas


Depois do fim-de-semana passado no Porto, de conhecer novos restaurantes, de fazer uma caminhada junto ao mar, que para mim é sempre revigorante e inspirador, esta semana parece que foi curtinha. Para além de apresentar o livro da Catarina na terça-feira, ontem, assisti à cerimónia da entrega de prémios do concurso Lisboa à Prova. Ao ouvir o nome dos premiados, descobri novos restaurantes que fiquei com curiosidade de visitar e gostei de ver muitos que conheço terem o seu trabalho reconhecido. Estes prémios são muito importantes para reforçarem este sector. E ganhar uma distinção, é motivo de orgulho.

Cá por casa, esta semana, as comidas têm sido de conforto. Sopas, comidas de forno e saladas quentes. Por isso, hoje deixo-vos uma sugestão que fiz para a edição de Setembro de 2013 da revista Saber Viver, para aproveitaram as acelgas que agora também encontramos à venda, em molhos, nas grandes superfícies, mas servidas numa reconfortante salada.


Ingredientes:
300 g de acelgas
125 g de cuscuz
125 ml de água a ferver
115 g de bacon
300 g de grão cozido
1 cebola
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
25 g de manteiga sem sal
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Regar os cuscuz com a água quente. Tapar o recipiente com película aderente e deixar descansar aproximadamente cinco minutos. De seguida, juntar a manteiga e com um garfo separar os grãos. Reservar.

2. Cortar os talos e as folhas das acelgas em pedaços, separadamente.

3. Colocar numa frigideira o azeite e o alho. Levar ao lume e deixar frigir um pouco. Adicionar a cebola picada.

4. Juntar os talos das acelgas e o bacon cortado em cubinhos. Deixar cozinhar três a quatro minutos, mexendo de vez em quando.

5. Por fim, acrescentar as folhas das acelgas e mexer.

6. Adicionar os cuscuz e o grão cozido. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto. Mexer e servir.


A todos, votos de bom fim-de-semana!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sopa de couve-flor e coentros, para comer e emagrecer


Para mim, ontem, foi um dia especial. A Catarina Beato do blogue Dias de uma Princesa, lançou o seu segundo livro e endereçou-me um convite que me deixou muito feliz. O lançamento de um livro é sempre uma ocasião muito especial, e estar ao lado da autora a apresentar a sua obra, foi para mim, um motivo de orgulho. Apresento aqui o texto que preparei para ontem:

Há coisas importantes na nossa vida. Enumeramos facilmente que gostávamos de comprar um carro, ir de férias, mudar de casa. Mas uma dessas coisas mesmo importantes e que nem sempre valorizamos é a comida. O modo como nos relacionamos com ela determina muitos aspectos da nossa vida e principalmente o nosso bem-estar, a nossa motivação para fazermos aquilo que gostamos. Quando nos sentimos bem com nós mesmas, somos invencíveis. Tudo é possível.

A Catarina e eu temos a comida entre nós. Conhecemo-nos num jantar, e a empatia foi tão grande que parece que nos conhecíamos há muito tempo. Fez-me o convite para a apresentação também num almoço! Percebi que é uma mulher apaixonada pela família, pelos filhos, pela mãe que é o seu porto de abrigo e pelo pai, que nunca esquece. Uma das coisas que me marcou foi a sua força, a sua motivação em querer, mais do que emagrecer, queria comer melhor. Achei muito curiosa esta preocupação. A azáfama dos nossos dias, levam-nos a querer alimentar-nos e esquecemos da importância que é comer.

Em relação ao seu livro, Dieta das Princesas, que está super amoroso, com uma capa linda, e escrito de forma intimista, com a qual facilmente nos identificamos. É um livro, ou melhor, um diário de um percurso pessoal que levou a autora numa viagem não só para emagrecer mas para viver com qualidade, para se sentir bem com o seu corpo, para mudar os seus hábitos alimentares no sentido de comer melhor e consequentemente, ser feliz. Desejo partilhado com tantas mulheres.

A comida é muitas vezes uma forma de compensação, um refúgio, para acalmar um vazio, a ansiedade. Merecemos todos os quadrados de chocolate do mundo, os gelados, as fatias generosas de bolos que possamos imaginar. Todas nós sabemos o que isso é. Sabe tão bem!

Perante tudo o que efectivamente merecemos há uma altura em que o nosso corpo se ressente, "zanga-se connosco", como a Catarina refere. E há que agir no sentido de mudar. Dieta das Princesas é um guia que nos mostra que é possível mudar.

O caminho que a autora nos propõe é em primeiro lugar pessoal. Perceber que compensações procuramos na comida e o que estamos dispostos a fazer, que objectivos queremos atingir para nos sentirmos bem com o nosso corpo e aumentar a nossa auto-estima. Depois disto, a partir daqui, é seguir viagem.

Dieta das Princesas está organizado por semanas. Para cada semana existe sempre uma sugestão de ementa. Para além das ementas, o livro tem também receitas, fáceis de seguir. Sugestões muito práticas. As receitas ajudam imenso quem está a começar uma mudança na sua alimentação e muitas vezes não sabe o que fazer. Para além disso o livro ajuda também e apresenta um exemplo da primeira lista de compras.

O livro está cheio de dicas, práticas e fáceis que ajudam a atingir os objectivos. Uma das dicas que adorei, foi um pequeno conselho, registarmos ao final de cada dia o melhor desse dia, as coisas boas a que nos devemos agarrar para continuar. E criamos uma wish list, uma lista de desejos para nos premiarmos pelas metas alcançadas. Tem também testemunhos e explicações técnicas sobre os diferentes assuntos, nomeadamente a importância do exercício físico. Aconselha-nos também a rever o nosso guarda-roupa com a ajuda de uma consultora de moda. Confesso que adorei esta ideia. Este caminho que a Catarina traça é importante. Não é só fazermos dieta ou exercício, é importante envolver no processo quem nos ajude a conseguir os objectivos.

Este é um livro para todas as princesas que queiram ou que gostem de cuidar de si.

Mesmo que a vida se resolva sozinha, às vezes temos que lhe dar um empurrãozinho. A Catarina, sem saber foi uma inspiração para mim. Foi o empurrão que precisava. A força de vontade, a energia, o cuidado que teve em querer cuidar mais de si, do seu corpo levou-me também a perceber que estava na altura de embarcar numa viagem. Também eu me quero sentir mais feliz comigo. O equipamento para as corridas já está quase completo. Só me faltam os ténis!

Espero que este livro, seja para todas as mulheres um motor de motivação para cuidarem mais de si, melhorarem a sua alimentação e serem (ainda) mais felizes!


E como hoje se falou de dieta, deixo-vos uma sugestão para quando se quer emagrecer sem esforço. Introduzir no início das refeições, numa primeira fase, sopa sem batata, cenoura ou até abóbora.

Ingredientes:
750 g de couve-flor
380 g de alho-francês sem rama
2 cebolas
2 dentes de alho
1 dl de azeite
40 g de coentros
Água q.b.
Sal e pimenta-preta


1. Colocar numa panela, a couve-flor cortada, o alho-francês às rodelas, as cebolas e os dentes de alho picados grosseiramente. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto. Regar com água até cobrir os legumes e levar ao lume.

2. Quando os legumes estiverem cozidos, adicionar o azeite e o ramo de coentros. Triturar com a varinha mágica. Se necessário retificar os temperos. Servir quente.


Esta receita é inspirada numa sopa clássica francesa de batata e alho-francês.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Laços com molho de tomate, atum e azeitonas


Hoje é um dia especial para mim. Vou pela primeira vez apresentar um livro no seu lançamento. A Catarina Beato convidou-me e eu senti-me muito orgulhosa por fazer parte deste momento tão especial, para um autor, que é a apresentação do seu livro. Hoje, às 19h, vou estar na FNAC do Chiado ao lado da Catarina a apresentar o seu mais recente trabalho, Dieta das Princesas, edição da Marcador. Apareçam!


E como os dias de Inverno continuam frios, hoje, deixo-vos mais uma sugestão de comida de conforto. O molho de tomate e atum foi feito para um artigo sobre molhos para a edição de Novembro de 2013 da revista Saber Viver.

Ingredientes:
1,5 kg de tomate maduro
1 cebola
2 dentes de alho
1 cenoura
1 talo de aipo
2 folhas verdes de alho-francês
1 dl de azeite
2 latas de atum ao natural
80 g de azeitonas pretas às rodelas
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Escaldar o tomate em água a ferver durante 5 minutos. De seguida, escorrer a água quente, passar o tomate por água fria.

2. Limpar o tomate de peles e sementes.

3. Levar ao lume uma panela com a cebola e os dentes de alho picados, e o azeite. Assim que a cebola quebrar, adicionar o tomate picado, a cenoura aberta ao meio, o talo de aipo e as folhas de alho-francês. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

4. Deixar cozinhar, em lume brando, até parte do molho se ter evaporado ou até a cenoura estar cozida.

5. Retirar a cenoura, o talo de aipo e as folhas de alho-francês do molho. Juntar o atum previamente escorrido e as azeitonas. Cozinhar durante mais dois a três minutos e retirar do lume.

6. Servir o molho com 400 g de laços cozidos em água e sal, seguindo as indicações da embalagem. Depois da massa cozida, escorrer e envolver no molho.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Como fazer uma maionese?


Mais uma semana que começa. Uma das coisas que me ajuda a ser feliz, como várias vezes, já escrevi, é ter os dias preenchidos com actividades que me dão muito gosto fazer ou participar. Na semana que passou tive a possibilidade de participar no jantar, promovido pela Câmara Municipal de Bragança, no restaurante da chef Justa Nobre, para promover o Festival do Butelo e das Casulas de Bragança, que me deixou muito boas memórias.

Há tanta coisa para descobrir na nossa gastronomia. Eu comi pela primeira vez butelo e casulas, num almoço feliz, em casa da Fátima Moura, que publicou em 2013 um livro dedicado aos enchidos e presuntos portugueses. O ano passado tive também a possibilidade de o provar pela mão da chef Justa e de o tentar reproduzir cá em casa.

Este ano a chef Justa Nobre serviu várias entradinhas, degustadas em convívio, desde batatas recheadas com queijo terrincho, alheira e pão torrado com salpicão. Já na mesa, começámos este jantar de sabores transmontanos com azedo servido com grelos cozidos, que adoro. De seguida, o famoso butelo com as casulas. O butelo é um enchido feito com ossos e as casulas, é feijão seco com a casca, que depois de demolhado é cozido. Podem consultar aqui a receita. Este foi um dos jantares mais animados e divertidos que tive nos últimos tempos, sem sombra de dúvida.


A semana que passou foi marcada por receitas rápidas e muito práticas. Há alturas em que parece que os dias têm muito menos de vinte e quatro horas, que há duendes que aceleram os relógios e, divertidos, deixam os humanos sempre com mais coisas por fazer do que tempo para as concretizar.

Para algumas receitas que fiz, um dos ingredientes que usei foi maionese caseira, feita e consumida na hora, é tão boa. Já experimentaram?

Maionese com mostarda

Ingredientes:
1 gema de ovo
1 colher de chá de mostarda Dijon
2 dl de óleo
Sal e pimenta-preta q.b.
Sumo de 1/2 limão


1. Com uma vara de arames misturar a gema com a mostarda, o sal e a pimenta.

2. Sem parar de mexer, adicionar o óleo em fio.

3. Por fim, adicionar o sumo de limão e mexer. Se necessário rectificar os temperos.


Um dos truques para que a maionese resulte é usar todos os ingredientes à temperatura ambiente. A maionese também se pode fazer usando a varinha mágica. Colocar a varinha bem assente no copo, e sem mexer, triturar a mistura até a maionese começar a montar. Desta maneira, há quem utilize o ovo inteiro. Atenção, como leva ovo cru, a maionese deve ser consumida no momento.

A cozinhar no IKEA de Matosinhos


No passado sábado estive no Porto, a primeira vez em 2014. É sempre tão bom voltar a esta cidade, onde iniciei as minhas apresentações de cozinha com público. Voltar ao Porto é quase sempre um recomeço recheado de coisas boas. Esta ida prendeu-se com o meu segundo showcooking para a IKEA, desta vez na loja de Matosinhos. A apresentação começou às onze da manhã, com uma breve introdução ao novo sistema METOD aplicado às cozinhas IKEA. A seguir, tive o privilégio de ter uma sala ou melhor, uma cozinha cheia. As inscrições esgotaram rapidamente, e dos vinte e cinco lugares iniciais, ainda foram acrescentados mais cinco para dar resposta às solicitações, ficando assim o espaço reservado no limite. Sei que houve muitos leitores a tentarem inscrever-se e que já não conseguiram. De certo, irei voltar ao Porto em outras ocasiões.

Para esta apresentação preparei, à semelhança do que fiz na loja de Loures, receitas práticas para a família. Confeccionei um refresco de concentrado de flor-de-sabugueiro com lima e hortelã, que num dia de sol, fresquinho a sair do frigorífico é delicioso. Fiz um risoto de curgete com camarão. Procurei explicar os "segredos" deste prato e como se pode interromper o processo e depois finalizar o risoto. Terminei a apresentação com um miminho doce que se faz em três tempos, creme de iogurte grego com queijo ricotta e compota. Uma sobremesa rápida e muito prática, ideal para quando se tem pouco tempo e se quer surpreender a família ou os amigos.


A apresentação correu muito bem. Foi muito gratificante sentir o carinho de todos os que fizeram questão de assistir. Para mim, são estes momentos de contacto com o público que me dão ainda mais vontade de continuar. Trouxe também novas ideias para colocar em prática. Obrigada a todos os que tiveram presentes!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

25 receitas com ingredientes afrodisíacos

25 receitas com ingredientes afrodisíacos

Sempre gostei do Dia dos Namorados. Sinto que há uma magia especial no ar. É um dia em que gosto de sair, namorar à beira-mar ou numa esplanada de um café com uma vista bonita. Gosto de andar de mão dada na rua. Parar numa gelataria e conversar com o mesmo entusiasmo e alegria do que quando nos conhecemos.

Quando não podemos usufruir do dia fora de casa, procuro preparar uma refeição especial ou uma sobremesa bem doce para oferecer e surpreender quem faz parte da minha vida há tantos anos e que vejo sempre com os mesmos olhos apaixonados de uma miúda nos seus primeiros tempos de faculdade.

Para quem gosta de preparar um miminho especial neste dia dedicado aos apaixonados, deixo-vos vinte e cinco sugestões com ingredientes afrodisíacos:
Abacate:
- Rolinhos de espadarte fumado com puré de abacate.

Camarão:
- Açorda de camarão com tomate;
- Camarão picante com puré de ervilhas;
- Orecchiette com brócolos e camarão;
- Salada de camarão com grão.

Chocolate:
- Bolo de chocolate;
- Mousse de chocolate com café e cardamomo;
- Panna cotta de chocolate;
- Tarte húmida de chocolate.

Espargos:
- Bife de vaca grelhado com puré de abóbora, espargos e redução de vinho do Porto;
- Salada de espargos com ovo, salmão e mozzarella;
- Salada de ovo com mozzarella, espargos, alcaparras e pesto;
- Salmão com batatas novas, espargos e molho de iogurte com aneto.

Mel:
- Bolo de coco e mel;
- Costeletas de porco no forno com mel e sálvia;
- Lombos de salmão com mel e mostarda no forno.

Mexilhão:
- Mexilhões com limão;
- Mexilhões com vinho branco.

Morangos:
- Gelatina de morango;
- Risotto de morango;
- Salada de mozzarella com tomate, morangos e manjericão;
- Sumo de morangos e framboesas.

Vieiras:
- Risotto de camarão com vieiras e pesto de coentros;
- Vieiras com courgette e puré de feijão branco com abóbora;
- Vieiras gratinadas.


Feliz Dia dos Namorados!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cubos de marmelada com vinho do Porto


Ser feliz é viver cada dia com esperança. É olhar para a vida e pensar que o impossível só existe quando não lutamos.

Ser feliz é viver intensamente. É aproveitar cada momento sempre de forma especial e única. É sugar de cada experiência todas as coisas boas que podemos aproveitar.

Ser feliz é sonhar. É pensar que mesmo quando as coisas não nos correm de feição, é o sonho que alimenta a esperança.

Ser feliz é alegria. É acreditar que é possível sorrir todos os dias. Sorrir de amor, sorrir de felicidade, sorrir de esperança, sorrir na dor, sorrir de nós próprios.

Ser feliz é tirar dos pequenos momentos grandes emoções. É saborear o pôr-do-sol, é sentir a brisa do mar num passeio junto à praia, é caminhar descalços na relva molhada num dia tórrido de verão, é beber um chá quente em frente à lareira num dia frio.

Ser feliz é não desistir. É encontrarmos a cada momento forças para continuar.

Ser feliz é partilhar. É não pararmos de apostar em quem gosta de nós e nos apoia em todos os momentos. É rodearmo-nos de amigos verdadeiros.

Ser feliz é comer coisas doces em dias tristes, cinzentos e chuvosos. É ir para a cozinhar e perder a noção do tempo. É sentarmo-nos à mesa, enchermos o peito de alegria e satisfação com tudo o que fazemos.

Para sermos felizes, às vezes basta-nos um pequeno mimo, um gesto doce. E neste dia cinzento e chuvoso, deixo-vos um quadradinho de marmelada com vinho do Porto, para tornar o vosso dia mais feliz. Fiz esta receita para a edição de Dezembro de 2013 da revista Saber Viver, inserida num artigo com ideias de presentes para oferecer no Natal.


Ingredientes:
1,100 kg de marmelo limpo de peles e sementes
780 g de açúcar amarelo
1 dl de vinho do Porto ruby
Açúcar em pó q.b.


1. Cozer os marmelos em água.

2. Depois de cozidos escorrer a água e triturar os marmelos.

3. Adicionar o açúcar e o vinho do Porto e levar ao lume. Mexer de vez em quando até atingir o ponto estrada.

4. Dispor a marmelada num tabuleiro, de modo a que fique com, aproximadamente, 2 cm de altura. Deixar arrefecer.

5. Levar o tabuleiro de marmelada ao forno pré-aquecido a 140ºC durante aproximadamente 50 minutos, para secar.

6. Deixar arrefecer. Desenformar a marmelada e deixar secar mais um pouco, pelo menos de um dia para o outro.

7. Cortar a marmelada em cubos. Passar os cubos por açúcar em pó.

8. Envolver os cubos em papel vegetal ou em papel celofane.


Podem enrolar os cubos de marmelada no papel vegetal e moldá-los em forma de bombons ou rebuçados. Podem também cortar a marmelada em círculos e formar com o papel vegetal pequenos queijos, atar com um elástico colorido em volta para manter a forma. Ou então servir os cubos em formas de papel plissado para bombons. Assim apresentados, os cubos de marmelada podem ser uma excelente ideia de presente.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma tentação n'O Chocolate em Lisboa


Sou daquelas pessoas que adora chocolate. Não resisto a uma fatia de bolo ou até a uma mousse intensa, espessa, de chocolate. Que bom que é colocar um quadrado de chocolate na boca, empurrá-lo para o céu da boca e deixá-lo derreter lentamente. Gosto de chocolate de leite e chocolate negro até 70% de cacau. Com mais, já acho muito amargo para o meu gosto. Mas para conhecer os diferentes tipos de chocolate nada melhor do que feiras e eventos. E de 6 a 9 de Fevereiro de 2014, no Campo Pequeno em Lisboa, decorreu a iniciativa O Chocolate em Lisboa.

Visitei o certame no passado domingo. A minha ida prendeu-se com o convite do Cacau Clube de Portugal para realizar um showcooking. Escolher o que cozinhar revelou-se fácil. Nada melhor do que preparar num evento dedicado ao chocolate, uma receita com este ingrediente. A escolha recaiu no bolo tentação de chocolate, um bolo húmido, que fica quase como uma mousse espessa, em que o sabor do chocolate sobressai de forma gulosa.

Depois da preparação, o público teve a oportunidade de provar. E nada melhor para quem cozinha, do que receber muitos sorrisos de satisfação de quem prova, ou quando nos pedem a receita para a seguir irem reproduzir em casa.


Obrigada a todos os que estiveram presentes. Este carinho é muito gratificante. Um especial agradecimento à Rita, à Catarina e ao João, alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa que me deram uma ajuda preciosa durante a minha apresentação.

Receitas práticas na cozinha do IKEA em Loures


No passado sábado estive na loja do IKEA, em Loures, a cozinhar. Depois de uma breve apresentação sobre o novo sistema METOD aplicado para as cozinhas desta marca, realizei uma apresentação onde demonstrei três receitas muito práticas para fazer em família.

Neste showcooking confeccionei um refresco de flor de sabugueiro com lima e folhas de hortelã. Que servido bem frio, é sempre um verdadeiro sucesso. O prato principal recaiu num risoto de curgete com camarão. Aqui criou-se uma dinâmica muito interessante com o público que estava a assistir. Começaram a fazer questões sobre o tipo de arroz, o tempo de cozedura, sobre o caldo usado, entre muitas mais questões pertinentes. Finalizei a minha apresentação com uma sobremesa que se faz em três tempos, creme de iogurte grego com queijo ricotta servido com compota de mirtilo e de morango. Tão bom! Este contacto com o público, para mim, é sempre muito gratificante.


No próximo sábado rumo ao Porto. Vou estar a cozinhar às 11h na loja IKEA de Matosinhos.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma semana à mesa


Há semanas que são marcadas por momentos especiais. Apesar dos dias cinzentos e de chuva, participei em vários eventos que me deixaram feliz. Ser feliz é procurar viver intensamente tudo o que a vida nos oferece e por isso, esta foi uma semana especial.

Esta semana tive a oportunidade de ir para a cozinha do restaurante To.B preparar hambúrgueres com outras bloggers, nomedamente, a Suzana Parreira, a Catarina Beato e a Joana Soares. A experiência começou com a preparação da carne. No To.B os hambúrgueres são feitos com carne de vaca dos Açores. Usam carne da aba, do cachaço, do peito e do açém comprido. A carne é picada numa picadora com refrigeração. De seguida são moldadas bolas com 100g ou 160g. Vão ao frio e só depois seguem para grelhar na chapa, onde são temperados com apenas sal e pimenta. O conceito é smash burguer. E eu não resisti e tive que experimentar esmagar os hambúrgueres, com as espátulas. O que eu me divirto nestas ocasiões!

O pão usado para servir estes hambúrgueres é resultado de uma receita do chef Tomás Vasconcellos e tem uma aparência semelhante ao brioche, mas sem ser doce. Nem imaginam como é a torradeira. Nunca tinha visto uma máquina assim. De um lado, passamos o pão num cilindro que está sempre a rodar, para que fique barrado de manteiga. De seguida colocamo-lo numa espécie de escorrega e segue para a torradeira. Genial! Que perigo seria ter uma destas torradeiras cá em casa!?


Nesta visita ao To.B tivemos a possibilidade de perceber o cuidado que é colocado na confecção dos hambúrgueres. Percebi que os cuidados com o manuseamento da carne são muito minuciosos. Desde o modo como se prepara e que descrevi, até ao facto de as doses serem preparadas de acordo com as refeicções previstas ou seja quando sobra, essa carne picada terá que ter outro destino. Mas no To.B não são só os hambúrgueres que nos deixam satisfeitos. Aconselho-vos a provarem o crumble de maçã ou então uma fatia de brownie com gelado.

Uma das coisas que me agradou assim que entrei no restaurante foi a decoração e o ambiente. Mesas e cadeiras de materiais reciclados, em que o bom gosto é notório. Um ambiente que convida a trazer a família ou até ir ali lanchar numa tarde em que se tem tempo para desfrutar. Este é um espaço inspirador.

A meio da semana assisti ao lançamento do Guia de Restaurantes - Os melhores locais onde comer em todo o país da autoria dos críticos de gastronomia, Edgardo Pacheco e Fernando Melo. A apresentação decorreu no Continente de Cascais e no final houve uma degustação preparada pela chef Justa Nobre, que nos surpreendeu com uma sopa de lagosta com piri-piri e especiarias. O guia apresenta uma selecção de 1.200 restaurantes, classificados por um selo Continente que vai da mais alta, cinco, à mais baixa, um e inclui restaurantes para todas as carteiras. Os autores e uma equipa de colaboradores, fizeram durante um ano, um trabalho de recolha e classificação muito útil para quem gosta de boa comida. Definitivamente, uma ajuda preciosa na escolha de um restaurante em qualquer região de Portugal (continente e ilhas).


Durante a semana, ainda tive a possibilidade de ir almoçar ao restaurante U Chiado. Neste almoço buffet tive a simpática companhia da Catarina Beato, do blogue Dias de Uma Princesa. O restaurante mudou a sua decoração e organização desde a última vez que lá estive. Confesso que gosto muito mais do modo como está agora. Abandonou a predominância do branco e optou por cores mais acolhedoras, na minha opinião. A lareira ajuda a tornar o ambiente ainda mais reconfortante, principalmente num dia frio e de chuva como era o caso. Depois da refeição, pedimos um chá e foi tão bom estar ali, a ver a chuva a cair lá fora.


A semana ainda não tinha acabado e voltei a Cascais. O restaurante 100 Vícios organizou uma festa de inauguração, que decorreu ontem e terminou com um jantar. Durante a tarde, houve a possibilidade de provar diferentes gins e de degustar os deliciosos chocolates do chocolatier Francisco Siopa. Tão curiosa a ligação dos chocolates com vinho tinto que tive a oportunidade de provar!


Nesta festa, o chef António Alexandre serviu uma entradinha de carne de porco e de seguida um elogio ao mar, um prato de pampo com legumes salteados e salicórnia. O pampo suculento e delicioso, com os legumes a dar textura. O prato de carne desta noite de festa foi bochechas de porco, tenras, quase a desfazerem-se ao toque do garfo com puré de batata-doce e anchovas, que estava divino. As anchovas ajudam a cortar um pouco do doce da batata. Por fim, um clássico francês, tarte tatin com gelado de violetas. O gelado cremoso, perfumado, a lembrar passeios no campo num dia de Primavera acompanhou na perfeição a tarte morna. Esta foi uma noite animada, muito especial para o nosso anfitrião, cheia de boa conversa e que se prolongou noite dentro. Conhecendo já um pouco do trabalho do chef António e o modo como está a tentar trabalhar a equipa e o espaço, de certeza que o 100 Vícios vai dar muito que falar.


E a semana irá terminar, se tudo correr bem, com um showcooking no sábado, dia 8 Fevereiro, às 18h no IKEA de Loures, onde irei apresentar três receitas para a família, e no domingo às 17h no Campo Pequeno no evento O Chocolate em Lisboa, onde irei confeccionar uma irresistível receita com chocolate. Estão todos convidados. Apareçam!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Um jantar dedicado ao ouriço-do-mar


Rumei até Cascais, na passada sexta-feira à noite. A chuva e o trânsito caótico não me demoveram. O convite para o primeiro jantar, do ano de 2014, do projecto Endógenos, apresentava o ingrediente escolhido de forma peculiar, «Ele é esquisito, primitivo, espinhoso e de bonito não tem muito. Mas, se formos mais além dos espinhos, vamos descobrir a delícia dentro de um equinodermo. Ouriço-do-mar para os mais chegados». Até este jantar, acho que nunca tinha comido ouriço-do-mar e estava muito curiosa.

O projecto Endógenos procura promover alguns dos produtos existentes no nosso país, que de uma forma ou outra, têm vindo a ficar esquecidos. O primeiro jantar em que tive o prazer de participar, foi dedicado ao medronho. O próximo irá decorrer agora em Fevereiro e será dedicado aos cogumelos e terá como parceiros o nabo e as ostras. Este ano serão realizadas doze degustações, uma por mês, em local a definir. Uma das particularidades destes jantares ou degustações é que todos os pratos servidos incluem o produto endógeno escolhido, desde a bebida de boas vindas até à sobremesa.

O jantar dedicado ao ouriço-do-mar decorreu no restaurante 100 Vícios, projecto do chef António Alexandre, conhecido mais recentemente pela sua participação, enquanto professor, no programa TV Chefs' Academy, para além de ser o chef executivo do Hotel Marriot, em Lisboa.

Assim que cheguei fui calorosamente recebida com um bebida de boas vindas, um Ouriço Royal, a lembrar o Kir Royal, com vinho do Porto e ouriço-do-mar. É curioso ver a nossa expressão quando somos surpreendidos. Assim que ouvi o nome e peguei no copo perguntei à senhora que me servia, esta bebida tem ouriço-do-mar? Sim, foi a resposta. Penso que conseguem imaginar a minha cara de surpresa. Curiosamente, a bebida era muito agradável. A cada gole, sentia-se um sabor a mar, que lembrava o cheiro doce e salgado da maresia, numa manhã fresca.

Uma das questões que coloquei ao responsável pelo projecto Endógenos, Nuno Nobre, foi como é que o chef António Alexandre ia servir o ouriço na sobremesa. Conseguem imaginar uma sobremesa com ouriço-do-mar? A minha pergunta foi recebida com um simpático sorriso e o segredo só foi desvendado na altura certa.

Já sentados à mesa, fomos surpreendidos com um misterioso cartucho, a lembrar os embrulhos de papel pardo que antigamente se faziam nas mercearias. Como uma criança curiosa e impaciente abri logo o embrulho e descobri três pastéis mornos e estaladiços. Comecei pelo de batata-doce, de seguida escolhi o de chouriço e terminei com o de ouriço. De todos, o que achei com o sabor menos intenso, foi o da batata-doce. Os outros, maravilha. Os pastéis foram acompanhados por um vinho do Porto Burmester branco seco.


Ainda nas entradas, o ouriço chegou-nos em grande e abriu-nos ainda mais o apetite para tudo o que se seguiria. Que prato bonito, foi o que pensei quando me colocaram à frente a primeira entrada. O ouriço foi servido na sua casca espinhosa com sapateira, algas, espargos, sésamo, natas, ovas de salmão e uma folha de cerefólio. A acompanhar, garoupa com vinagrete e ouriço. Que sabor bom! A garoupa estava magnífica e depois de experimentar o recheio da casca do ouriço tive a certeza, afinal, gosto muito de ouriço-do-mar. Acompanhámos esta entrada, intitulada Douriço, com um vinho verde Quinta Azevedo.


E como a noite estava chuvosa, soube muito bem o caldo, quentinho, com ravióli de ouriço, lavagante e batata-doce. Um caldo cheio de mar.


Nos pratos principais, uma tranche de pampo servida com manteiga de ouriço-do-mar, acompanhada por um arroz cremoso de lima, algas e salicórnia, polvilhado com rama de funcho, transportou-nos para dias bonitos de praia e mergulhos no mar. O arroz tinha uma cremosidade deliciosa, deixando sobressair a textura crocante da salicórnia. O pampo, bem cozinhado, fez-nos sonhar com caminhadas na praia ao pôr-do-sol de mão dada e felicidade no ar. Aqui só faltou um pouco mais de ouriço, de resto, perfeito. Bebemos um vinho branco Quinta dos Carvalhais Duque de Viseu, muito agradável.


Codorniz recheada com queijo e ouriço, envolvida numa fatia de bacon e acompanhada por batata-doce e uma folha de espinafre, foi o prato de carne. A codorniz estava tenra e suculenta. A acompanhar a carne, foi servido um vinho tinto do Alentejo, Casa de Sabicos A.T.N.


E a revelação da noite, dada a minha curiosidade, foi em parte a sobremesa. O chef António Alexandre surpreendeu todos os convivas servindo um trio de leite creme. Leite creme de chouriço, leite creme de ostra e leite creme de ouriço-do-mar. Incrível. A imaginação e a criatividade dos grandes chefs deixa-nos de boca aberta. É esta a grande diferença entre a Cozinha e a Cozinha de Precisão. Assim que levei a primeira colherada do leite creme de chouriço à boca, só pensei: - isto é mesmo bom! O de ostra estava tentador, mas aquele que apetecia repetir uma e outra vez, era o do ouriço. Em cada colherada éramos surpreendidos por pedacinhos de ouriço-do-mar. Divino. O trio de leite creme foi acompanhado por um moscatel de Favaios.


Este jantar foi uma refeição com o sabor do mar sempre presente. Notou-se o cuidado e a atenção que o chef António Alexandre coloca na preparação dos seus pratos e o respeito que demonstra pelos produtos. No final do jantar, fez questão de nos apresentar a sua equipa.

O custo de uma refeição no projecto Endógenos é de vinte e cinco euros com as bebidas incluídas. Para além de ser uma noite de convívio, é principalmente uma experiência gastronómica única. Um jantar dedicado a um produto endógeno, a que dificilmente temos acesso. Nunca vi ouriços-do-mar à venda. E pelo que percebi, é um produto pouco valorizado por cá, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Espanha. Os ouriços que foram servidos neste jantar foram apanhados por pescadores da Ericeira, na zona do Cabo da Roca. Este projecto é também uma forma de promover e valorizar, para além dos produtos portugueses, os produtores e as regiões.

Encontramo-nos no próximo jantar do projecto Endógenos dedicado ao capão?


Outro olhar sobre este jantar:
- Ouriço do Mar - uma delícia protegida por espinhos por Paulina Mata.

Mais informações sobre o projecto Endógenos na respectiva página no Facebook.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Salada de agrião com pêra e queijo azul


Os dias de Inverno pedem pratos que gritem conforto. Bebidas a fumegar, comidas de forno que nos abrem o apetite. Mas há dias de Inverno em que chegamos a casa e não temos tempo. Impacientes por ter a comida na mesa e podermos descansar um pouco da azáfama do dia-a-dia. Não temos tempo para descascar, picar e cozer. Não temos tempo para temperar, deixar a marinar e colocar no forno. A opção para estes dias em que chego a casa sem tempo é muitas vezes uma salada com o que temos à mão. Hoje, deixo-vos uma sugestão com uma combinação vencedora, queijo azul e pêra que fiz para a edição de Setembro de 2013 da revista Saber Viver.


Ingredientes:
150 g de agrião
1 pêra grande
150 g de queijo azul
50 g de nozes
1/2 cebola roxa
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar a pera ao meio. Retirar o caroço e cortar em fatias muito finas.

2. Numa taça colocar o agrião, a pera cortada, o queijo azul cortado em pedaços, as nozes picadas grosseiramente e a cebola roxa cortada em meias luas.

3. Numa taça misturar o azeite, o vinagre, sal e pimenta preta a gosto. Mexer.

4. Regar a salada com o molho, mexer e servir.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Chocolate quente para dias frios


O Inverno vem coberto de um manto branco, a que chamamos frio. Traz as tempestades e os ventos fortes. Traz a chuva e a vontade de nos escondermos e agasalharmos no conforto de bebidas quentes.

O Inverno

Velho, velho, velho
Chegou o Inverno.

Vem de sobretudo,
Vem de cachecol,
O chão onde passa
Parece um lençol.

Esqueceu as luvas
Perto do fogão:
Quando as procurou,
Roubara-as um cão.

Com medo do frio
Encosta-se a nós:
Dai-lhe café quente
Senão perde a voz.

Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.

Eugénio de Andrade in Aquela Nuvem e Outras


E como no poema de Eugénio de Andrade, precisamos de casacos quentes, cachecóis, luvas e bebidas bem quentes para vencermos os dias frios de Inverno, deixo-vos aqui esta bebida, um delicioso chocolate quente, que preparei para a edição de Janeiro de 2014 da revista Saber Viver.

Ingredientes:
1 l de leite gordo
250 g de chocolate com 70% de cacau
2 paus de canela
4 cardamomos
2 colheres de sopa de extracto de baunilha
35 g de açúcar amarelo
10 g de amido de milho


1. Ralar o chocolate para uma taça. Adicionar o amido de milho, o açúcar e o extracto de baunilha.

2. Aquecer o leite com a canela e os cardamomos.

3. Regar o chocolate com o leite a ferver, retirando previamente a canela e o cardamomo. Mexer muito bem.

4. Levar ao lume novamente, mexendo, assim que levantar fervura, retirar e servir.

Este chocolate quente não fica muito doce. Quem gostar mais docinho, basta aumentar a quantidade de açúicar.