Próximos Workshops
Porto 30 de Setembro de 2017
Sábado:
10h30 - 13h30      Receitas Rápidas para o Jantar
 
 
15h30 - 19h00      Vamos Fazer Pão?

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão com azeitonas


Para fazermos pão é preciso tempo. É preciso dar tempo às massas para ganharem sabor, para conseguirmos fazer um pão único e especial. E quando se começa a fazer pão apaixonamo-nos. Ganha-se um carinho enorme pelo produto que sai da força das nossas mãos. Fazer pão para mim é um entusiasmo. Uma alegria!

Para fazermos pão podemos usar dois métodos. O método directo em que juntamos os ingredientes, amassamos e depois de levedar vai para o forno. Ou o chamado método indirecto onde usamos pré-fermentos. E na categoria dos pré-fermentos encontramos a massa azeda, o poolish, usado pelos padeiros franceses, e a biga, desenvolvida pelos padeiros italianos. O poolish é um pré-fermento de curta duração com uma consistência semi-líquida, preparado usando a seguinte fórmula:

100% de farinha
100% de água
0,2% de fermento

No poolish a dose de fermento usado depende do tempo de fermentação, quanto maior for o tempo, menos fermento usamos. Se quisermos preparar um poolish de 8 horas, usamos 0,23% a 0,33% de fermento, se quisermos uma fermentação superior a 16 horas teremos que usar entre 0,03% a 0,08% de fermento. Também se pode fazer um poolish de 4 horas usando 1,5% de fermento. A referência para calcularem a quantidade de fermento a usar é a da farinha. Como sabem as massas sofrem a influência das temperaturas, por isso a quantidade de fermento a usar também estará relacionada com a temperatura ambiente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A cozinhar na inauguração do espaço Merenda 6000


Cozinhar em público para mim é sempre motivo de alegria, de partilha. Por isso aceitei de bom grado o convite para realizar um showcooking no Centro Comercial Alegro Castelo Branco no âmbito da inauguração do espaço de restauração Merenda 6000.

O espaço foi renovado e agora apresenta-se moderno, acolhedor, a fazer lembrar um mercado com diferentes lojas que apostam na gastronomia local e nos produtos regionais. Ao centro, um espaço com mesas e cadeiras para os clientes se sentarem. Ao entrar a decoração do espaço fez-me lembrar o renovado Mercado da Ribeira, aqui em Lisboa. Por curiosidade, 6000 é o código postal de Castelo Branco, daí integrar o nome da zona de restauração.


No âmbito da inauguração, que teve lugar no dia 23 de Setembro de 2016, decorreram vários eventos. Os showcookings, de domingo, tiveram lugar a meio da tarde. A Sílvia Martins do blogue Bocadinhos de Açúcar foi quem começou. Preparou uma deliciosa entrada com um enchido da região. Preparou vol-au-vents recheados com farinheira e maçã, e a acompanhar, uma salada de rúcula com vinagrete de vinagre balsâmico. A Maria João do blogue Ponto de Rebuçado deixou a audiência com água na boca ao confeccionar umas papas de carolo com maçã caramelizada e crumble.


Coube-me a mim, a preparação do prato principal. A gastronomia da região é rica. Um dos pratos emblemáticos é o maranho, bucho recheado com arroz e carne. É cozido e servido cortado em fatias. O borrego e o cabrito fazem parte de vários pratos tradicionais da zona. Lembrei-me que na região decorre um festival dedicado aos míscaros. Por outro lado, Castelo Branco é terra de bom queijo. Ao reunir os vários elementos decidi confeccionar um risoto de cogumelos desidratados com queijos da Beira Baixa e costeletas de borrego na frigideira com alho e alecrim. Um prato quente, com sabores fortes, a pensar nos dias frios de Outono.

Gostei do carinho com que fui recebida em Castelo Branco. Soube tão bem ter lá leitoras do Cinco Quartos de Laranja. Os lugares reservados para a audiência foram todos ocupados. Muitas famílias, algumas com crianças. No final, houve tempo para trocar opiniões, esclarecer dúvidas ou até mesmo tirar fotos.

Espero que o espaço Merenda 6000 seja um sucesso.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ravioli com molho de cogumelos e espinafres


No dia-a-dia, nem sempre há tempo para preparar uma refeição demorada. Ou há reuniões que se prolongam, ou apanhamos trânsito no regresso a casa, ou tivemos que ir a uma consulta que se atrasou, ou queremos despachar-nos rapidamente para vermos sentados no sofá uma das nossas séries favoritas. São tantos os motivos que muitas vezes nos levam a querer preparar uma refeição rápida mas que seja saborosa e que nos deixe satisfeitos. Pelo menos cá em casa é assim.

Quando aceitei o convite da Parmalat para criar uma receita com as suas natas com cogumelos pensei logo numa refeição rápida. Imaginei um prato prático, que não exigisse muito tempo na cozinha e fosse muito saboroso. Que fosse ideal para quem tem família ou para quem vive sozinho. O resultado foi um prato de massa com um delicioso molho. Espero que gostem!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Caril de pescada


Cá em casa adoramos peixe. Penso que, nos últimos tempos, até fazemos mais refeições de peixe do que de carne. Gostamos de peixe grelhado, estufado, assado no forno, escalfado e frito. Quando se fala em fazer peixe cozido com legumes, por exemplo, as opiniões dividem-se. Eu gosto. Mas há quem cá em casa torça logo o nariz assim que se fala em peixe cozido.

Em relação à comida procuro ser consensual e as refeições são um momento de partilha, devem-nos proporcionar prazer e alegria. Por isso, muitas vezes, tento encontrar alternativas ao peixe cozido. E foi isso que fiz quando a Pescanova me desafiou a preparar uma receita com as postas de pescada do Cabo. O resultado foi um delicioso caril de peixe.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Workshop Tartes, Massas e Pizas


Os workshops estão de regresso a Lisboa. No sábado, dia 8 de Outubro de 2016, vamos ter um workshop intitulado Tartes, Massas e Pizas, na ACPP - Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal.

Das 14h30 às 17h00, vamos preparar receitas com diferentes tipos de massas. Iremos fazer tartes e tartelettes com massas doces e salgadas usando diferentes recheios. Iremos fazer massa fresca para um prato de tagliatelle com molho de cogumelos. Vamos preparar a massa de piza e o molho de tomate com manjericão e depois a partir de uma selecção de ingredientes preparamos diferentes pizas. Vamos fazer Tartes, Massas e Pizas numa tarde divertida? Aceitam o desafio?

De manhã, das 10h30 às 13h00, teremos também o workshop Tapas e Petiscos. Quem se inscrever nos dois workshops terá 10% de desconto.

Conto convosco?

Inscrições e mais informações:
formacao@acpp.pt   21 362 2705   ACPP
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

Workshop Tapas e Petiscos em Lisboa


Os workshops do Cinco Quartos de Laranja estão de volta. Começamos com Tapas e Petiscos, já no próximo dia 8 de Outubro de 2016, na ACPP - Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal, aqui em Lisboa.

Das 10h30 às 13h00, iremos confeccionar várias receitas muito práticas para petiscar ou tapear com a família e os amigos. Vai ser uma manhã muito bem passada e cheia de sabor! Iremos preparar polvo à Galega, pão recheado com queijo, ceviche de bacalhau, tiras de pota à moda de Setúbal com maionese de ervas, tostinhas de queijo Brie com cebola roxa caramelizada, entre muitas outros petiscos de fazer crescer água na boca. Para além dos salgados, vamos preparar também sobremesas. Iremos ter musse de leite condensado, panna cotta e um tentador brownie de chocolate. Vamos petiscar?

À tarde, das 14h30 às 17h00, teremos o workshop Tartes, Massas e Pizzas. Quem se inscrever nos dois workshops terá 10% de desconto.

Conto convosco?

Inscrições e mais informações:
formacao@acpp.pt   21 362 2705   ACPP
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão Tigre


Um dos pães que encontramos facilmente à venda é o chamado Pão Tigre. É um pão com uma cobertura crocante de farinha de arroz, que quando vai ao forno racha, fazendo um padrão que faz lembrar a pele de ... um leopardo ou girafa. Mas o nome pelo qual este pão é mundialmente conhecido é como Pão Tigre. Em Inglaterra, a cadeia de supermercados Sainsbury's em resposta à carta de uma cliente de três anos, Lily Robinson, decidiu rebatizá-lo como Pão Girafa. Independente do nome, o que é certo é que é um pão que muita gente aprecia pela sua irresistível e tentadora cobertura.

Pode-se fazer um pão ou pequenos pães Tigre. Eu prefiro fazer em bolinhas. Depois de cozer o pão e deixá-lo arrefecer, congelo-o e durante a semana é mais fácil ir fazendo a gestão dos pequenos-almoços e lanches. É tão bom ter sempre pão fresco em casa. E feito por nós tem um valor tão especial. Vamos fazer pão? O desafio desta semana é Pão Tigre. Quem quer experimentar?

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

10 receitas de polvo que vão querer experimentar


O polvo é um ingrediente muito apreciado cá em casa. Gosto de o usar em arroz, saladas, guisados mas muitas vezes acaba assado no forno com batata branca ou com batata-doce. Nos últimos anos, para o almoço em família, no dia de Natal, o prato escolhido leva polvo. Adoramos!

Para quem gosta de polvo, deixo-vos, hoje, 10 receitas que vão querer experimentar:


Destas dez, qual a vossa receita preferida de polvo?

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Doce de melancia


A minha relação com a melancia nem sempre foi um caso de amor feliz. Quando como, gosto. Mas raramente penso em comprar melancia. Gosto de ver as fatias vermelhinhas cortadas. Lembro-me de pequenas guerras sempre que o meu pai descobria que tinham comido o coração à melancia. E não pensem que era eu! Havia sempre alguém que se antecipava a todos os nós. A minha mãe adora melancia!

Desde que comecei o blogue confesso que tenho tentado usá-la mais. Utilizei-a em saladas e em sumos. No meu livro, Cozinha para Dias Felizes, tenho até uma gelatina de melancia.

Como nesta altura do ano adoro usar a fruta da estação para fazer doces e compotas achei que estava na altura de fazer um doce de melancia. O resultado surpreendeu. O doce ficou com uma cor linda e quando alguém prova, faz um ar surpreendido e exclama: « De melancia?! Acho que nunca tinha provado doce de melancia! »

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Carne à Bolonhesa


Há receitas que faço muitas vezes e por um ou outro motivo ainda não tinha publicado aqui no blogue. Agora com o regresso à escola das crianças e ao trabalho dos adultos, partilho convosco uma receita de carne à Bolonhesa.

Sempre que faço carne à Bolonhesa faço em quantidade suficiente para fazer uma refeição e congelar em caixas o que sobrar. Se há receita prática para congelar em doses e depois ir usando nas refeições da semana, para a família, é esta.

Preparem uma boa quantidade de carne. Coloquem em caixas. Marquem em cada caixa a data de confecção, usando uma etiqueta. Congelem. A carne à bolonhesa tem mil e uma aplicações. Podem servi-la com esparguete ou outra massa que gostem, cá em casa gostamos de servi-la com couve-flor ou outros legumes cozidos em substituição dos hidratos de carbono. Podem usá-la em lasanhas, em cannelloni, numa pizza, num empadão, numa moussaka, em tartes ou pastéis, em tortilhas, usar para rechear curgetes, beringelas ou outros legumes, servir em tacos ou tortilhas, vol-au-vents, entre muitas outras aplicações. Ter a carne à Bolonhesa pronta é uma ajuda fabulosa para preparar as refeições da semana rapidamente. E claro, toda a gente vai adorar!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Chutney de figos


Adoro figos e nesta altura do ano procuro aproveitar da melhor forma a abundância de figos que os meus pais têm no quintal. São três figueiras imponentes. Uma delas, quase todos os anos parte um ou dois ramos porque não aguenta com o peso dos frutos. Em anos bons em que o bicho da fruta não ataca temos figos para toda a gente comer, incluindo as galinhas! A abundância é sempre bem-vinda.

Este ano entre o tradicional doce de figo, resolvi fazer chutney. O chutney é um condimento agridoce mas que pode ser também picante. É originário da Índia. É excelente para acompanhar carnes ou uma tábua de queijos. A receita que partilho convosco surpreendeu cá em casa. Fica realmente muito bom.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão sem amassar


Fazer pão em casa é um desafio. Eu adoro fazer pão e durante as próximas semanas, às sextas-feiras, Vamos fazer pão aqui no Cinco Quartos de Laranja. Já fizemos pãezinhos para o lanche (pão branco), pão de tomate e temos, hoje, pão de mistura sem amassar cozido na panela.

Ao fazermos pão em casa deparamo-nos com dois problemas. Por um lado, os nossos fornos não atingem as temperaturas dos fornos das padarias e não são tão eficazes a reter o calor. Por outro lado, a maioria dos fornos de casa não possui um sistema de vapor que permita dar um banho ao pão assim que o colocamos no forno como fazem os fornos profissionais, ajudando a tornar a crosta do pão brilhante, estaladiça e irresistível, como tanto gostamos. O vapor é importante nos primeiros minutos de o pão estar no forno pois é quando se forma a crosta.

Há várias técnicas para ultrapassar esta questão da humidade como borrifar as paredes do forno antes e depois de colocar o pão, colocar um tabuleiro no forno e na altura de colocarmos o pão vertermos água quente para o tabuleiro ou cubos de gelo, fechando rapidamente a porta para reter o vapor de água. Mas são técnicas em que se perdem sempre algum do calor do forno.

Em Novembro de 2006 deu-se uma pequena revolução no modo de fazer pão em casa. Mark Bittman publicou um artigo no New York Times a apresentar o trabalho de Jim Lahey, dono da Sullivan Street Bakery. Este padeiro profissional desenvolveu técnicas para fazer pão em casa usando as panelas de ferro, acabando assim por resolver os problemas do calor e da humidade que quem faz pão em casa se depara. Para além disso, mostrou-nos como fazer pão sem amassar e com pouco fermento. A sua receita consiste em misturar os ingredientes e a massa passar por uma fermentação longa. Uma técnica genial que simplificou a maneira de fazer pão em casa. Não há desculpas para não experimentar! Vamos fazer pão?

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

10 livros fininhos mas deliciosos


Setembro é para muitos o fim das férias e o regresso às rotinas do trabalho, da casa, da família. Prepara-se o regresso à escola das crianças, pensam-se nos almoços e jantares da semana, organizam-se as ementas. Se forem como eu, nestes primeiros dias há como que uma fase de adaptação que acaba por me deixar pouco tempo para as coisas que tanto gosto de fazer. E uma dessas coisas é ler.

Gosto de ler nos transportes públicos. Leio quando me sento para tomar café numa esplanada ou enquanto espero por uma consulta. Gosto de ler antes de me deitar. Como nesta altura do ano temos menos tempo para dedicar às leituras, deixo-vos 10 livros fininhos mas deliciosos que se lêem num abrir e fechar de olhos:

Crónica dos Bons Malandros de Mário Zambujal

Este é um livro fantástico. Já o tinha recomendado como leitura de férias de Verão e volto a agora a falar nele. Lê-se num instante e é muito, muito bem disposto!


Bartleby, O Escrivão de Herman Melville

O livro é apresentado assim: « Quando um advogado de Nova Iorque precisa de empregar um escrivão, é Bartleby quem responde ao anúncio. Apresenta-se «pálido e asseado, com um ar respeitável mas que inspirava compaixão, e claramente desamparado». Mostrando-se de início um empregado prestável, rapidamente começa a recusar trabalho, dizendo apenas: «Preferia não o fazer.» Assim começa a história de Bartleby — absurdamente passivo, paradoxalmente disruptivo -, uma história que rapidamente muda de registo de farsa para uma inexplicável tragédia. » É daquelas histórias que primeiro estranhamos mas depois ficamos cada vez mais curiosos com a atitude de Bartleby. Quem é ele? O que o faz recusar o trabalho? Tem família? O que está por detrás das suas recusas? O que diria Bartleby se fosse ele o narrador?


Vamos Comprar um Poeta de Afonso Cruz

Cheguei a este livro por uma recomendação na minha conta do Goodreads. Adorei! Todos deveríamos poder comprar um poeta para nos ajudar a ver a vida e a beleza das coisas com poesia. Um livro delicioso. Deveria ser de leitura obrigatória. A escrita de Afonso Cruz conquistou-me.


Os Assaltos à Padaria de Haruki Murakami

No primeiro conto temos dois amigos que decidem assaltar uma padaria. À medida que se aproximam, o cheiro bom a pão quente, aumenta-lhes a vontade de fazer mal. Mas nem tudo corre como esperado. No segundo conto temos um homem e uma mulher casados há pouco tempo que a meio da noite, cheios de fome, decidem assaltar uma padaria. Mas como não encontram uma padaria, a solução vai passar por uma outra estratégia. Duas histórias com sabor a pão quente que se lêem num instante.


História de um gato e de um rato que se tornaram amigos de Luís Sepúlveda

É uma história deliciosa sobre uma amizade improvável. Para leitores de todas as idades.


História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar de Luís Sepúlveda

Zorbas é um gato que recebe, de uma gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo, um ovo. Perante o pedido da gaivota moribunda, Zorbas promete cuidar do ovo e ensinar a futura gaivota a voar. Uma história com final feliz sobre altruísmo, sobre ajudar os outros, principalmente aqueles que são diferentes de nós. « Só voa quem se atreve a fazê-lo! »


Morreste-me de José Luís Peixoto

Um livro poderoso. As palavras de José Luís Peixoto à morte do pai não nos deixam indiferentes. Lemos e voltamos a reler. Há escritores assim, com o poder de nos agarrar aos livros, às ideias e aos sentimentos que nos transmitem. Há quem tenha chorado a ler este livro.


No teu deserto de Miguel Sousa Tavares

Nesta obra, o narrador relata-nos uma viagem ao deserto do Saara na companhia de uma jovem, Cláudia. É uma história linda de amor, mas que acabou por não ser vivida. A escrita é intensa, deliciosa. Leva-nos a reflectir sobre a importância das pessoas na nossa vida e de como lhe devemos dar valor enquanto estão ao nosso lado. Porque, às vezes, quando não o fazemos no tempo devido, podemos já não ter essa oportunidade.


O Caderno Vermelho de Paul Auster.

Um livro fininho de um autor que admiro. Houve uma altura que assim que saia um livro de Paul Auster lá ia eu a correr à livraria. Tive tanta pena de não conseguir ir vê-lo há uns bons anos à Culturgest. Quando cheguei, a fila para a bilheteira quase que dava a volta ao quarteirão. Fiquei a ouvi-lo durante um bom bocado num dos ecrãs onde estava a ser transmitido a sua apresentação e conversa com os leitores. Mas queria tanto lá ter estado! O Caderno Vermelho foi o meu primeiro livro de Paul Auster.


Um Homem: Klaus Klump de Gonçalo M. Tavares

É a história de Klaus Klump, um homem que passa por uma guerra, pela prisão e se transforma perante a força e a violência dos acontecimentos. No final, decide assumir os negócios da família, situação que no início renegava. Um livro sobre a natureza humana.


Destes dez já leram algum? Que outros livros fininhos mas deliciosos é que me recomendam? Fico a aguardar as vossas sugestões.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Arroz de pota com chouriço


Em tempo de tomate não há más cozinheiras, lá diz o ditado popular. O que é certo é que o tomate torna tudo mais saboroso. Eu adoro fazer pratos com tomate, especialmente agora que ele nos chega maduro e cheio de sabor.

Nestes últimos dias tenho tentado aproveitar as coisas boas da horta e uma delas é o tomate. Tomate cereja, tomate pêra amarelo, tomate redondo, tomate cacho e tomate coração de boi. Apesar de os podermos usar nos cozinhados de forma indistinta, o que é certo é que cada variedade de tomate brilha mais ou menos consoante a utilização que lhe damos. Por exemplo, para mim, o tomate coração de boi cortado em fatias, polvilhado com flor de sal e azeite é simplesmente maravilhoso!

Nesta altura do ano, usem e abusem do tomate. A receita que vos deixo, hoje, é um delicioso arroz de pota mas com muito tomate. Espero que gostem.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sumo de meloa cantaloupe com laranja e banana


Setembro traz a mudança do tempo. Já se nota que as manhãs estão mais frias e que a noite chega cada vez mais cedo. Cá por casa tento aproveitar a abundância de fruta que o Verão todos os anos, para nossa alegria, nos oferece. Para mim, é uma das épocas do ano que mais gosto.

Tenho a sorte de os meus pais terem um quintal e uma horta onde todos os anos cultivam legumes e fruta. A alegria de ir com a minha mãe à horta tem o sabor das coisas boas e doces. É tão, tão especial!

Da última ida a Santarém trouxe, entre diferentes frutas, uma meloa cantaloupe. Decidi usá-la num delicioso sumo com laranja e banana para o pequeno-almoço de domingo. Ficou tão bom!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Salada de tomate com abacate e queijo mozzarella


Há fins-de-semana em que nem sempre me apetece fazer pratos muito elaborados. No sábado fui visitar os meus pais a Santarém. E em casa da minha mãe come-se sempre tão bem. Para além disso, dá para matar também as saudades de algumas comidas que raramente faço em minha casa. Quando os visito, uns dias antes a minha mãe liga-me para me perguntar o que é que eu quero para o almoço. E logo a seguir, e para o jantar, o que queres que eu faça? O amor de mãe é o melhor do mundo!

Depois de um sábado cheio de comidinhas boas, no domingo procurei cá em casa fazer refeições mais leves. Uma das que preparei foi uma salada com o tomate cereja que trouxe da horta. Fresca, soube mesmo bem.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão de tomate no tacho


Quando comecei a fazer pão uma das minhas primeiras dúvidas foi: - que quantidade de água usar? Se usar 500g de farinha qual a quantidade de água? O fermento sempre temos uma referência, a indicada nas embalagens. Mas a água para mim era o problema. A minha mãe que tem feito pão toda a vida, só pesa a farinha e o fermento. A água vai juntando à medida que amassa e a experiência diz-lhe quando está pronto. Mas para quem começa este método não nos dá segurança. Por isso, tinha mesmo de perceber como deveria calcular a quantidade de água a usar. Mais alguém se confrontou com esta dúvida?

Entretanto apercebi-me que no mundo da panificação tudo funciona com fórmulas. As receitas são fórmulas. E a fórmula básica de pão é:

Farinha 100% 500 g
Água 60% 300 g
Fermento 3 a 4% 15 a 20 g
Sal 2% 10 g

A partir daqui comecei a pensar sempre em 600g ou 600 ml de água por cada quilo de farinha. E fazer pão tornou-se ainda mais fácil. A fórmula passou a ser a minha referência. Mas isto não quer dizer que não haja farinhas com maior e outras com menor capacidade de absorção de água, dependendo da humidade que têm resultante do modo como foram acondicionadas ou até da época do ano em que as usamos. Para fazerem as contas, o ingrediente principal é sempre a farinha e os restantes são calculados em função dele.

No caso do sal, em Portugal, a legislação foi alterada e só permite 14g de sal por 1kg de farinha, ou seja, 1,4%. Mas o pão precisa de sal e eu continuo a seguir a percentagem dos 2%.

Todas as semanas faço um pão diferente. O último que fiz foi de tomate cozido num tacho de ferro. Para a semana explico-vos porque gosto de cozer o pão no tacho. Entre os pequenos almoços, sandes para a praia, o pão não chegou ao final da semana. Adoro fazer pão! E vocês? Vamos fazer Pão?

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Parmigiana


A semana passada o Ricardo chegou a casa e disse-me: « A Paola [ colega italiana com quem trabalha ] disse-me que fez um prato que deve ser muito bom. Chama-se Parmigiana. São fatias de beringela frita com molho de tomate, queijo e manjericão. Depois vai ao forno! » O pedido estava feito.  Confesso que também fiquei curiosa e por isso decidi experimentar.

Parmigiana é um prato vegetariano originário da região da Sicília. Há também uma versão napolitana. A origem do nome reside no dialecto siciliano, onde parmigiana significa persiana. As camadas de beringela sobrepostas fazem lembrar as ripas de madeira das janelas.

A minha relação com a beringela nem sempre foi de amor, mas desde que a aprendi a cozinhar que não me importo nada de fazer pratos em que seja o ingrediente principal. Cá em casa a parmigiana é prato a repetir. Mesmo muito bom!

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Molho de tomate com tomilho e manjericão


A minha felicidade em ter uma horta com tomate é do tamanho de um sorriso feliz. Adoro ir à horta apanhar tomate, escolher o mais maduro. Sinto esta oportunidade como um verdadeiro privilégio!

Assim que chego a casa com o tomate, começo logo a pensar no que irei fazer, que destino irei dar a este ingrediente que tanto adoro. Faço sopas, guisados, asso-o no forno, junto-o a umas espetadas, entre outras coisas boas. Uma das coisas que costumo fazer sempre que tenho tomate em abundância, é molho de tomate. Fica tão saboroso! Deixo-vos, hoje, a última receita que fiz.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Espetadas de frango grelhadas com tomate e curgete


Setembro traz-nos a expectativa da mudança mas continua a brindar-nos com dias quentes, abafados. Traz-nos o regresso às aulas, às rotinas de sempre mas a vontade de ir à praia, permanece. Assim como a vontade de comer gelados, de andar de chinelos e com roupas leves. De dormir com a janela aberta para que entre a aragem fresca da noite.

Setembro traz-nos a mudança dos dias. A noite, pouco a pouco, chega mais cedo. Lá para os finais do mês e começamos a pensar em mudar o guarda-roupa. Por cá, começam-se a escolher as séries que quero ver nos próximos tempos. Alguma sugestão? Sem ser Walking Dead ou a Guerra dos Tronos! A última a que me rendi foi House of Cards. Fiquei fã. E continuo a acompanhar The Big Bang Theory. Isto sem falar das que passam na Fox Crime. Estou curiosa com algumas das séries de que fala o Observador.

Em Setembro continuamos a querer comidas frescas. Comidas cheias de sabor que nos ajudem a retomar o trabalho mas que nos façam sonhar com os dias de férias. Comidas que nos deixem felizes. Deixo-vos, hoje, umas espetadas grelhadas de frango. Muito práticas. Bem-vindo, Setembro!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Meu querido mês de Agosto ...


Agosto é sempre um mês doce. Um mês com sabor a figos maduros, a encontros com a família à volta da mesa, a passeios pela cidade ou pelo campo. É tempo de reencontros. Talvez por ter nascido em Agosto sinto sempre este mês de forma especial.


Este ano passei Agosto em Lisboa com apenas algumas idas ao fim-de-semana a Santarém. Por isso, aproveitei e recebi, em casa, uma querida amiga de longa data e durante uns dias andámos a passear pela cidade. Conversámos de manhã à noite. Rimos. Falámos da vida e dos sonhos. Seja em que idade for, é tão importante ter sonhos. Muitas vezes são o combustível para nos fazer andar. Receber os amigos em casa é sempre tão bom!

Agosto foi também um mês de leituras. Escolhi a A Vinha do Anjo de Sveva Casati Modignani. Um livro que não me desiludiu. Queria um romance simpático, de leitura fácil para os dias quentes de Agosto e A Vinha do Anjo foi uma óptima escolha. O romance leva-nos até Itália, onde conhecemos Angélica, descendente de uma família de vitivinicultores que descobre que o marido a traiu. E todo o desenrolar do romance começa aqui. Gostei da maneira como a autora nos foi apresentando os personagens e ao mesmo tempo desenvolvendo a história.

Agosto foi um mês de filmes. Escolhi ver Viver Depois de Ti, adaptação ao cinema do romance com o mesmo nome da autora inglesa Jojo Moyes. Uma história de amor muito especial. É difícil não simpatizar com as roupas coloridas e com o jeito divertido da Louisa, na minha opinião. A partir de uma certa altura do filme começamos a desejar um final feliz para o desenrolar da história. Queremos tanto ... mas o cerne do filme é a decisão de uma pessoa que depois de sofrer um acidente, ficando tetraplégico, decide morrer. Vale a pena ver. Quando dava aulas discutia o tema da eutanásia, com os meus alunos, a partir do filme Mar Adentro, baseado na história verídica de Ramon Sampedro. Vi também O Homem que Viu o Infinito um filme sobre Srinivasa Ramanujan, um génio de matemática indiano que viaja até Cambridge onde procura apresentar e expôr as suas teorias. E por fim vi também Quarto, adaptação da obra O Quarto de Jack de Emma Donoghue. Um filme que não nos deixa indiferentes. Imagino o livro. Já alguém o leu?

Fiz um piquenique de manhã cedo para a Renascença na companhia do simpático Renato Duarte, onde apresentei várias sugestões para saborear ao ar livre e falei do meu livro Delicioso Piquenique.


Em Agosto fiz águas aromatizadas para suportar os dias quentes cá em casa. Experimentei curar salmão. Fiz doces de ameixa, gelatinas com fruta e muitas saladas boas. Sentei-me à mesa a dois, umas vezes com a família e outras com os amigos de sempre. Agosto foi um mês bom!


Setembro é um mês de recomeços, de mudanças. Espero que Setembro nos traga a todos novidades. Das boas! Haja fé!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Vamos fazer pão: Pãezinhos para o lanche


Vamos fazer pão? Este é o desafio que vos quero lançar nas próximas sexta-feiras. Desde que me lembro que adoro fazer pão em casa. Talvez influenciada pela minha mãe que ainda hoje faz pão todas as semanas para a família, em forno de lenha. O pão era feito num dos dias do fim-de-semana, altura em que tinha mais tempo e que preparava este precioso alimento para iremos comendo durante as refeições da semana.

Fazer pão, em minha casa, sempre se revestiu de uma certa magia. O pão, ainda hoje, é amassado num alguidar de barro. Nos Invernos rigorosos, a massa ficava a levedar durante a noite. O alguidar era coberto com mantas grossas. E a lareira ficava acesa até a lenha arder. Amassava-se sempre pelo menos 10 kg de farinha. Para além do pão para a família, havia sempre pão quente para oferecer. Ora era para uma prima, uma tia, uma amiga ou para agradecer um favor. Fui tantas vezes fazer de moça de entregas nesses dias. E que alegria é ver o sorriso de alguém a receber um pão quente acabado de fazer!

Aos poucos e poucos, comecei a fazer pão em casa. Houve dias em que correu bem e outros em que não correu como esperado. Mas fazer pão é isso mesmo. É uma questão de paciência e de tempo. Aprender a misturar a farinha com o sal, o fermento e a água de forma a obter um pão saboroso tem muito que se lhe diga, apesar de parecer tão simples. Mas é tão gratificante colocar na mesa um pão feito por mim. Um pão que não se encontra à venda em lado nenhum. Um pão amassado pela força das minhas mãos. Um pão feito a pensar na satisfação daqueles com quem o vou partilhar, só pode ser o melhor pão das redondezas!

Ao longo das próximas semanas iremos fazer pão utilizando o método directo e o método indirecto (poolish, biga, massa fermentada e massa mãe ou isco). Iremos fazer pães especiais, pão sem amassar e no tacho. E claro, pão doce que tanto adoro.

A receita de hoje é uma receita muito simples de pão branco. O objectivo é que experimentem a amassar à mão. Que sintam a massa. Que vejam a consistência.

Vamos fazer pão? Quem é que resiste ao cheirinho do pão quente?

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Mousse de chocolate branco com framboesas


Setembro traz-nos o cheiro dos cadernos novos, dos lápis acabados de afiar, das borrachas por estrear. Lembro-me tão bem da excitação que era o regresso às aulas, a uma rotina que me levava de encontro a novos e velhos amigos. Havia sempre uns sapatos ou peças de roupa nova. Setembro era um mês de novidades.

Em Setembro começam as vindimas. Apanham-se os primeiros marmelos para assar ou para colocar, cortados, numa panela com açúcar e que se deixam a apurar. Todos os anos gosto de fazer marmelada. É um ritual que me reconforta. Apanhamos também da horta os últimos tomates. Começamos a pensar nas castanhas assadas.

O tempo começa a mudar em Setembro. Os dias quentes dão a vez a dias mais frescos. A noite chega mais cedo. Sente-se no ar a expectativa da mudança.

Setembro é um mês de recomeços, de renovações. Para mim é como começar um novo ciclo, um novo ano. Traço objectivos. Envolvo-me em novos projectos, mas procuro que todos os dias sejam de aprendizagem, que me tragam coisas novas.

Para que Setembro seja um mês doce e feliz deixo-vos, hoje, uma mousse de chocolate branco com framboesas. Para além da receita, têm também um vídeo. Sabe bem começar Setembro com coisas novas. Espero que gostem.