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Lisboa 6 de Maio de 2017
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Fevereiro, as coisas boas ...


A felicidade aparece nas nossas vidas de tantas formas, mas nem sempre todas elas muito evidentes. Para a vermos, para a sentirmos, precisamos de estar atentos, despertos para a receber. Desde que me lembro que procuro ser feliz. E a razão da minha felicidade reside no sabor das coisas simples. Procuro a cada dia que passa ou que chega, valorizar tudo de bom que tenho e que recebo.

Vivo com entusiasmo a escolha das flores que alegram as jarras da sala ou da cozinha. Todas as semanas procuro comprar flores frescas, novas, que me ajudam a sentir mais energia. As flores transmitem-nos uma tranquilidade tão especial. Em Fevereiro comprei gerbérias, rosas, malmequeres e cravos para alegrar os meus dias.


Em Fevereiro procurei fazer coisas que me ajudam a ser um bocadinho mais feliz. Gosto de olhar para o céu. Simplesmente, olhar. De ver as formas e as cores das nuvens. De perceber os diferentes tons de azul que o céu nos oferece. E se os dias são cinzentos e chuvosos, procuro também perceber a beleza de um céu zangado, bravo.

Num dos sábados de manhã, de Fevereiro, passei pelo mercado biológico do Príncipe Real. Adoro visitar este mercado. Encontro sempre produtos diferentes. Desta vez trouxe mizuna, beterrabas brancas com veios avermelhados - que comemos cruas, cortadas em fatias finas, numa deliciosa salada - raiz de curcuma, topinambos - que usei numa deliciosa sopa com couve-flor e alho-francês. A ver, se um destes dias, volto a fazer e partilho convosco. Fica mesmo muito boa!

Uma das coisas que me ajuda a ser feliz é a leitura. Acho que ando sempre a ler um ou mais livros. Todos os meses escolho um romance para ler. Em Fevereiro escolhi a obra A Improbabilidade do Amor, uma história feliz com muitas peripécias à volta de um quadro. Lê-se muito bem. Li também A Revolução SmartFood, um livro que nos chama a atenção para o modo como nos alimentamos e destaca alguns alimentos com características muito benéficas para a nossa saúde. Tive também ainda tempo para ler O Diabo na Cozinha de Marco Pierre White. Um livro fantástico sobre a ascensão deste grande chef, que inspirou e formou muitos dos actuais chefs estrela de Inglaterra, incluindo Gordon Ramsay. Uma obra biográfica que nos mostra como se vive e trabalha nas cozinhas profissionais. Muito bem escrito, com sentido de humor, mesmo nas situações mais dramáticas. Um livro que recomendo a quem procura saber mais sobre grandes chefs e sobre o modo como se chega ao mundo das estrelas Michelin.

Fevereiro é um mês muito especial. Foi num dia feliz de Fevereiro, em 2006, que decidi criar um blogue de comida e viagens a que dei o nome de Cinco Quartos de Laranja. Fez, este ano, 11 anos! Que idade tão bonita. Quase a entrar na adolescência! :)

Usei pela primeira vez arandos. Fiz um fantástico bolo de arandos e laranja que fez as delícias cá de casa e de quem teve a oportunidade de o provar. Experimentei também, pela primeira vez, a couve kale. Em chips fica tão boa!

Estive na festa de apresentação do Festival do Butelo e das Casulas, num jantar maravilhoso realizado no restaurante Nobre pela chef Justa Nobre, um dos grandes nomes femininos da cozinha portuguesa da actualidade. Fui conhecer as tendências de sabor da Margão num jantar memorável confeccionado pelo chef ribatejano, Rodrigo Castelo n'Apartamento. Este jantar foi uma viagem de sabores incrível.


Em Fevereiro passei pelo mercado do chocolate que teve lugar a praça de touros do Campo Pequeno. Quase todos os anos visito este certame. Tive a oportunidade de conhecer algumas marcas portuguesas e de provar os chocolates do Peru, entre outras deliciosas experiências, que começaram logo no cocktail de apresentação do evento.


Em Fevereiro fiz pão. Pão bom. Com pré-fermentos, que amassei com a força das minhas mãos e que partilhei com a minha família. Nem imaginam como se sinto feliz quando para um encontro ou almoço da família me pedem para levar um pão! Quem já começou a fazer pão em casa? Foi em Fevereiro que fiz o meu primeiro workshop de pão.


Aos domingos, cá em casa, é dia de pequeno-almoço melhorado. É uma forma de nos mimarmos, de podermos desfrutar de uma manhã com calma. De podermos quebrar a rotina da azáfama do dia-a-dia sempre com a agenda preenchida. É um momento para rirmos. Para falarmos das coisas boas da vida.

Em Fevereiro procurei a felicidade nos sorrisos dos outros. Nos dias bonitos de sol e de céu azul, nas tardes passadas em frente à lareira. Nos passeios pelo campo, entre as folhas caídas das árvores e o latir da Patanisca. Num cartucho de castanhas assadas quentinhas, comprado na baixa. Numa caminhada ao final do dia, de mão dada. E como diz Carlos Drummond de Andrade, « Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade ».

Que Março nos traga muitos sorrisos e dias felizes!

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