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Porto 28 de Outubro de 2017
Sábado:
15h30 - 19h00      Workshop Vamos Fazer Pão?
Lisboa 4 de Novembro de 2017
Sábado:
10h00 - 13h00      Workshop Vamos Fazer Risoto?
Inscrições: escola@istofaz-se.pt   218 078 640 IstoFaz-se

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Pão de chocolate com ameixas secas


Todas as semanas faço pão cá em casa. Há semanas em que faço dois a três pães. É elemento presente nos pequenos-almoços cá de casa e faz parte também de muitos dos nossos lanches. Adoro pão! Na família, de há uns tempos para cá, sempre que há festa à volta da mesa, lá tenho que responder aos pedidos e levar um pão quentinho para nos deliciarmos antes da refeição.

Costumo fazer pão usando o método directo e o método indirecto, com os pré-fermentos e o fermento natural. Procuro ter sempre levedura seca e fermento fresco de padeiro, que se encontra nos supermercados em cubos. E tenho duas prateleiras nos armários da cozinha com frascos cheios de diferentes farinhas. Adoro fazer pão com mistura de farinhas e ando sempre à procura de novas farinhas. Um destes dias, fui até uma feira com expositores internacionais à procura de farinha de batata-doce e farinha de ervilha. Esta é uma das grandes vantagens de fazermos o nosso pão! Fazermos a nossa própria mistura e termos um pão único.

Para além do pão salgado, faço muitas vezes pão doce. Fica tão bom! A sugestão que vos deixo, hoje, junta dois ingredientes muito especiais, chocolate e ameixas secas. Gostam da ideia? Vamos fazer pão?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Salada fria de polvo


Os dias quentes de Verão trazem o sabor doce das férias. E quando passava férias, em família, no Algarve, na zona de Tavira, havia sempre comida típica dos nossos dias junto ao mar. Era tradição uma sopa de beldroegas, compradas no mercado, peixe fresco grelhado, amêijoas à Bulhão Pato e uma salada fria de polvo que se comia com fatias generosas de pão compradas na taberna da D. Clotilde.

Deixo-vos, hoje, uma versão da salada de polvo que se come tão bem num dia bonito de Verão e que preparei para a rubrica Pescanova.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Arroz de safio com camarão


Adoro o Verão. Dos dias quentes. Das comidas frescas. Das ida à praia. De comer gelados sem fim. Adoro o Verão, com calor. Com dias de sol e céu azul. De andar com chinelos nos pés. De vestir calções e camisolas de alsas. Gosto do Verão, mas não gosto destes dias que me fazem lembrar o Outono, de céu ora azul, ora cinzento, com o vento a passar apressado por entre as árvores e gotas de chuva grossas a caírem com força das nuvens negras que parecem ter saudades do Inverno.

E se os dias ficam mais frescos, cá em casa optamos por pratos mais quentes. Para o almoço, na segunda-feira, preparei um arroz de peixe, com um sabor a mar intenso e feliz.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Como fazer lemon curd?


O lemon curd é um creme feito com sumo de limão, ovos, açúcar e manteiga. É bom para rechear bolos, usar em tartes ou nas sobremesas de copinhos. Fica delicioso misturado com iogurte, barrado em tostas ou em fatias de pão para um lanche. Fica tão bem servido com panquecas para os pequenos-almoços de domingo. Pelos seus múltiplos usos é bom ter um frasco de lemon curd no frigorífico pronto a usar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Salada de requeijão com morangos e frutos secos


É tempo de festejar a chegada do Verão. Todos os anos penso numa pequena lista de coisas que gostaria de fazer durante os meses em que a rotina abranda e a vontade de aproveitar o sol e o mar, é mais que muita. Este ano, entre as coisas que quero fazer, conto voltar à universidade, para umas formações de curta duração. Espero fazer mais fotos de frutas e de legumes que me chegam da horta. Gostava de viver um pouco mais a cidade, de ir a exposições, de me levantar cedo num dos fins-de-semana que se aproximam e ir tomar um café numa das esplanadas da Gulbenkian, sítio que tanto adoro e do qual já tenho saudades. Conto retomar as minhas caminhadas dos 10.000 passos, duas vezes por semana, agora que os dias são mais inspiradores. E já estou a fazer uma lista de leituras com sabor a Verão!

Na cozinha, cá em casa, festeja-se o Verão com sumos, gelados, sopas frias e muitas saladas deliciosas. A última que preparei foi para a rubrica da Oliveira da Serra que lançou recentemente quatro novos vinagres feitos com frutas portuguesas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com arandos e trigo sarraceno


Vamos fazer pão? Às sextas-feiras, há sempre pão fresco aqui no Cinco Quartos de Laranja. Pode ser um pão doce simples ou enriquecido. Pode ser um pão feito usando o método directo, ou seja misturar todos os ingredientes, amassar, deixar levedar, enrolar, levedar mais um pouco e levar ao forno. Ou com pré-fermentos. Tenho feito pão com poolish e com biga. Já vos expliquei como faço o meu fermento natural de centeio (conhecido também como isco, mãe, levedura líquida, crescente, etc..). Partilhei convosco as vantagens de fazer pão usando um tacho de ferro fundido. Para quem faz pão regularmente em casa, aconselho o investimento num bom tacho ou panela. Faz mesmo a diferença, na cozedura do pão, deixa a crosta muito estaladiça.

Podemos fazer pão de várias maneiras. Volto, hoje, a falar-vos da autólise. Este método foi divulgado pelo professor francês Raymond Calvel nos anos 70 do século passado, que estudou os benefícios de misturar a farinha com a água e deixá-la descansar durante, aproximadamente, 20 a 30 minutos, antes de adicionar o sal, o fermento ou outros elementos que queiramos colocar na massa para enriquecer o nosso pão. Durante o período de descanso a massa começa a desenvolver-se. Ou seja, a água vai « ligar as proteínas formadoras de glúten, além de iniciar a atividade enzimática nativa na farinha: amílase, convertendo açúcares; e protease, quebrando as proteínas promovendo extensibilidade (capacidade da massa se prolongar), balanceando então a elasticidade (capacidade de retrair) afim de permitir uma massa mais expansível. » Este processo deixa a massa elástica o que facilita imenso o nosso trabalho ao amassar. Depois de fazerem pão usando este método, vão ver que amassar à mão se torna tão fácil! Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Biscoitos de limão com aveia


Se há coisa que adoro é biscoitos. Procuro ter sempre um frasco com biscoitos cá em casa. Para acompanhar um café, a meio da manhã, ou para colocar na mesa, a seguir ao jantar. Acompanham tão bem uma chávena de chá. Há dias, enquanto preparo o almoço ou o jantar, coloco a mão dentro do frasco e tiro um biscoito. É daqueles prazeres inocentes, que sabem tão bem!

Deixo-vos, hoje, a receita dos últimos biscoitos que fiz para ter cá em casa.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bifes de peru na frigideira


Abro a janela da sala e olho os campos em volta. Curioso como em poucos dias a vegetação verde, viçosa, deu lugar a um manto em tons de terra. É a chegada do Verão.

E Verão é sinal de tempo quente. De férias. De idas à praia. De noites dormidas com a janela aberta. De comidas frescas. Cá em casa, nestes dias de grande calor, pouco se cozinha. Fazem-se saladas, sopas frias ou outras alternativas que se revelem rápidas de preparar.

Um destes dias, para o jantar, fiz uns bifes de peru na frigideira com uma mão cheia de ervas, sumo de limão e dentes de alho. Souberam tão bem com uma salada de verdes. Preparam-se num instante!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Doce de nêspera com Moscatel


Sinto-me muito grata por ter um quintal com uma horta e árvores de fruto. Desde que lembro que os meus pais cuidam da horta. Ao longo dos anos, foram escolhendo as árvores de fruto a plantar. Para terem uma ideia, no nosso quintal, temos pessegueiros, e este ano estão carregados de pêssegos, ameixoeiras de pelo menos três variedades, laranjeiras, um limoeiro, oliveiras, uma pereira, um marmeleiro, figueiras, dois diospireiros, e nespereiras, duas delas, na rua, frente à casa.

Quando estão maduras, quem passa na rua, não resiste a parar e a apanhar duas ou três nêsperas. Talvez por isso, todos os anos estas árvores se enchem de fruta. Dão, felizmente, tantas nêsperas que chegam para toda a gente. Nos finais de Maio quando passei por Santarém trouxe uma caixa com nêsperas. Guardei-as no frigorífico. Fomos comendo, e num destes dias, decidi usar as que restavam num delicioso doce com vinho Moscatel.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gaspacho Andaluz


Os dias quentes trazem-me à memória as férias grandes da escola, quase intermináveis, passadas na aldeia, onde nasci, no Ribatejo. Nesses verões, o calor era tanto, que depois da hora de almoço, dormia-se a sesta. Fazia-se silêncio. Nas estradas não se ouvia passar um carro a guinchar ou uma mota apressada. O calor era tanto que até o alcatrão parecia começar a derreter. No ar o cheiro ligeiro a substâncias derretidas que vinha das estradas, a fazer lembrar o plástico, o carvão e madeiras resinosas, misturava-se com os aromas da terra seca, que cedia sem forças ao poder do tempo quente.

Às vezes até custava respirar. O vento adormecido, não mexia nem uma palha seca nem agitava as folhas de uma qualquer árvore crescida ao acaso nos quintais das casas. Silêncio e calor. Calor! Fechavam-se as janelas e as portas. Punham-se as ventoinhas a funcionar. Nestes dias de grande calor não se ligava o fogão, nem se faziam brasas. Trazia-se da horta tomate maduro, pepino, abria-se uma lata do que houvesse ou cortavam-se umas fatias de presunto curado na salgadeira, às vezes ainda fresco. O frigorífico era aberto mil e uma vezes, em busca da água fresca.

Ainda, hoje, são assim os dias de grande calor. Não nos impulsionam a ir para a cozinha. Só as comidas frescas e refrescantes nos sabem bem. Por isso, hoje, deixo-vos uma sopa fria de tomate, ou melhor, um gaspacho Andaluz, que preparei para a rubrica da Oliveira da Serra com o novo vinagre de tomate. Uma sopa fria de tomate sabe tão bem em dias de grande calor!

A Oliveira da Serra lançou recentemente um conjunto de quatro novos vinagres de fruta com sabores portugueses. Encontram agora vinagre de tomate, vinagre de figo, vinagre de maçã e vinagre de pêra Rocha.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Como fazer um fermento natural

Há vários anos que faço pão em casa. O pão é um alimento fantástico que faz parte dos meus dias. Adoro pão! Às vezes, até como pão sem nada!

Comecei por fazer pão de forma directa, com farinha, água, sal e fermento de padeiro de compra, a chamada levedura fresca. Com duas fermentações e ia para o forno. Este é o método talvez mais simples de fazer pão. Depois de compreender, um pouco mais as massas, decidi fazer pão com pré-fermentos. Uso o poolish e a biga. Mas, para mim, o grande desafio assim que comecei a fazer pão, era e continua a ser, o pão feito com fermento natural. Pão lêvedo feito sem recurso a fermentos industriais. Pura magia!

A fermentação natural, em panificação, é o resultado da acção de micro-organismos que se alimentam da farinha e da água. Consomem os açúcares da farinha e em troca produzem gás carbónico, álcool e ácidos. Para criarmos um fermento natural basta expormos ao ar uma massa feita com farinha e água e esperar que ela seja dominada por uma complexa flora microscópica presente no ar e na farinha, composta por leveduras selvagens (fungos) e bactérias (boas!). Foi assim, que sempre se fez pão, pelos menos a partir do momento em que os egípcios descobriram a fermentação, pois até então fazia-se o chamado pão ázimo, sem fermentação. No século XIX surge o fermento industrial. Pela sua facilidade de uso, foi rapidamente adoptado, dado que a fermentação natural é um processo demorado, com vontade própria, e que não se adapta, de uma forma geral, à vida apressada dos nossos dias. Nos últimos anos têm surgido, pelo mundo fora, impulsionadores do pão artesanal feito com fermento natural, ou como dizem os franceses, pain au levain naturel. Portugal não é excepção.

O fermento natural é feito com farinha e água num processo que dura alguns dias. É muito fácil prepará-lo em casa. Mas, como em tudo, há sempre mais do que uma maneira de o fazer. Por isso, há quem, em vez da água, use sumo de abacaxi coado, água da maceração de maçãs biológicas ou de passas de uva. Há processos de preparação do fermento que, ao longo, dos dias a quantidade de farinha e água se alteram. Mas, para quem quer começar em casa a fazer pão com fermento natural, a receita ou o método que partilho, hoje, convosco é, penso eu, o mais simples. Esta massa de base para fazer pão, preparada ao longo de cinco dias, que no fundo é uma cultura de fermento, é também conhecida como isco, fermento natural, crescente, massa azeda ou mãe. O facto de ter muitas designações, por vezes, pode gerar alguma confusão. Preparados? Vamos então fazer um fermento natural?

Cultura de fermento, fermento natural ou isco de centeio

Dia 1
Colocar num copo alto 25 g de farinha de centeio biológica, 25 g de água mineral (sem cloro) e 1,25 ml de mel. Mexer muito bem, de preferência com uma vara de arames. Tapar o copo com película aderente e fazer uns furinhos com a ajuda de um garfo no topo. Guardar em local abrigado, numa zona mais quente da cozinha. Passadas 12 horas, mexer a mistura. Ao olharem para a massa parece que ainda não aconteceu nada. Aconselho usarem um copo ou frasco de vidro transparente para poderem observar as alterações que a massa irá sofrer ao longo dos dias.


Dia 2, 3 e 4
Acrescentar em cada um dos dias 25 g de farinha e 25 ml de água. Mexer sempre muito bem. Ao segundo dia, vão ver que a massa já cresceu. E que há coisas a acontecer! É uma massa com vida! Procurem alimentar a massa, de preferência, sempre à mesma hora.


Dia 5
A cultura está pronta.Usar ou colocar num frasco. Guardar no frigorífico.


Sempre que pretenderem fazer pão, deverão refrescar o fermento. Refrescar significa alimentarmos o nosso isco. Depois de alimentado e de ter crescido, à temperatura ambiente, poderá então ser usado na confecção do pão. Para verem se o isco tem ou não força coloquem uma colher de chá de massa, depois de ter crescido, num copo com água. Se boiar, é porque está pronto a ser usado.

Como alimentar a cultura de fermento ou isco
A cultura deve ser alimentada, pelo menos, uma vez por semana, na seguinte proporção 2: 1: 1. Retirar 50 g de cultura e adicionar 25 g de farinha de centeio e 25 g de água mineral. Pode ser alimentada todos os dias, caso façam pão com muita regularidade.

Se só alimentarem o vosso isco uma vez por semana, quando quiserem fazer pão, devem começar a alimentá-lo três ou quatro dias antes de modo a controlarem a acidez. Ao alimentarem é importante retirar a porção de massa indicada, que podem usar ou descartar. Caso não retirem, o vosso isco vai crescendo e o alimento, com o passar do tempo, torna-se pouco para a quantidade de massa que têm no frasco.

Com este isco ou starter, como se diz em inglês, preparo a massa-mãe. Mas este tema será conversa para outro apontamento. Para já, vamos experimentar fazer o fermento natural em casa?

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Impressões de Paris


O convite para viajar até Paris chegou através do Office du Turism et des Congrès de Paris. A viagem teve lugar nos finais de Abril. Confesso que tudo em Paris me fascina. As ruas, os edifícios, as lojas, os monumentos, e claro, os vinhos e a comida. Quando se fala em gastronomia, França é uma das grandes referências.

Durante os dias que estive em Paris, fiquei alojada em Montmartre. Sempre que pude, acordava cedo e dava um passeio a pé pelo bairro. Adoro passear a pé, é uma forma de sentir as cidades, de perceber como se vive em cada um dos locais por onde passo. É uma maneira de olhar e ver pormenores que de outro modo nos passariam ao lado.


Um dos bolos característicos de Paris são os macarons. Existem diferentes tipos de macarons, dependendo das regiões francesas onde são confeccionados. Os coloridos, apetecíveis, que nos preenchem o imaginário como se fossem peças de roupa de alta costura, ou pequenas jóias, são os macarons de Paris.

Em Paris, tive a possibilidade de participar num workshop de macarons no atelier Le Cuisine de Paris, um espaço fantástico. Fazer macarons, ali, pareceu muito fácil. Merengue italiano, farinha de amêndoa passada numa peneira e corante alimentar. A mim, calhou-me fazer os de framboesa com ganache de maracujá. Confesso, que não me saí nada mal. Agora só me falta experimentar cá em casa!


Em Paris, tive também a possibilidade de visitar algumas lojas. Uma que me encantou foi Chez Virginie, uma loja só de queijos franceses. Assim que entrei que cheirinho bom. Cá em Portugal, não conheço nenhuma loja com estas características. Nesta viagem tive a possibilidade de provar os caramelos de Henri Le Roux, de conhecer os Macarons Gourmand, de vários sabores, desde vinagre balsâmico, passando pelos clássicos de fruta, até ao de foie gras. Uma loja encantadora!


No último dia desta viagem a Paris, visitei também o mercado internacional de Rungis. Um mercado gigante, o maior do mundo, com vários pavilhões. Ali encontra-se de tudo o que possam imaginar para abastecer lojas, restaurantes ou bistrots. O primeiro pavilhão que visitei foi o do peixe e marisco. Encontramos peixes e mariscos de todos os tamanhos, feitios e proveniências.


A secção da carne, foi talvez a que mais me impressionou. Para além dos pavilhões com as carcaças, de vaca, de porco, de borrego, existe um pavilhão só de miudezas, com tripas, mioleiras, pés, molejas, entre tudo o resto que imaginam relacionado com as entranhas. Nunca tinha visto o desmanche de uma cabeça de vaca. É impressionante.

O pavilhão dos queijos é um mundo maravilhoso. Eu que muitas vezes digo, em tom de brincadeira, que poderia viver de queijo, pão e vinho, confesso que me apetecia provar ou trazer muitos dos queijos que ali vi! E, como imaginam, ali há todos os tipos de queijo, principalmente franceses. O pavilhão tem uma cave de queijos, com temperatura controlada, que tivemos a possibilidade de visitar.

Visitei ainda as secções de frutas, de legumes, de ervas aromáticas. Tudo muito fresco, viçoso, apetitoso. E com uma variedade incrível.

Quase no final da visita ao mercado de Rungis, tivemos a possibilidade de provar diferentes tipos de caviar e de beber um copo de champanhe, isto por volta das sete horas da manhã. Uma experiência única e tão especial! Lá há mesmo de tudo!

Paris, tem o dom de nos fazer sonhar! É uma cidade maravilhosa!

Ler também:
- Onde Comer em Paris? Os melhores bistrots

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Maio, maduro Maio, quem te pintou ...


« Maio, maduro Maio, quem te pintou (...) », é assim que começa a música de Zeca Afonso. Maio é um mês cheio de cor. Os dias chegam cedo e a noite começa tarde. Os campos enchem-se de flores e isso traz-nos uma alegria especial.

Os mercados enchem-se de frutas como se fossem uma tela colorida. É um mês de abundância. Encontramos, morangos, nêsperas, alperces, cerejas, ginjas entre muitas outras frutas. Ainda temos ervilhas e apanham-se as últimas favas da horta.

Em Maio fui até ao Douro. Uma viagem em jeito de férias para saborear as paisagens bonitas da região. Há alturas em que sabe bem parar. Fugir um pouco da rotina. Todos, de vez em quando, precisamos de desligar, recarregar baterias para depois recomeçarmos cheios de energia e vontade para continuar.


As férias pelo Douro foram marcadas por muitas e inesquecíveis refeições. Não resistimos a provar a conhecida posta de vitela, um naco de carne feito na grelha, ou o arroz de salpição. Este arroz é tão bom!


Em Maio estive num workshop na cervejaria/marisqueira Ribadouro, na Avenida da Liberdade, cá em Lisboa. A aula foi sobre marisco. E para mim, foi uma das mais interessantes a que tive o privilégio de assistir nos últimos tempos. Os mestres marisqueiros apresentaram, um a um, os mariscos que servem na casa, para além de explicarem as origens de cada um deles, disseram-nos como é que os cozinham. O cuidado que colocam na escolha e confecção do marisco servido faz toda a diferença. Depois do workshop seguiu-se um memorável almoço onde pudemos degustar muito dos mariscos servidos na casa. Tudo tão bom! Um espaço a que quero voltar, muito brevemente.


No mês de Maio, continuámos, cá em casa, com os pequenos-almoços demorados de domingo. Todos os dias tomamos o pequeno-almoço em casa. É um hábito que adquirimos desde sempre. Mas aos domingos procuramos que seja especial. Colocamos na mesa ovos, pão fresco, queijos, sumos, compotas, café, uma vez por outra panquecas, frutas ou um miminho doce, como queques ou umas fatias de bolo. Estes pequenos-almoços tornam-se um oásis belo e acolhedor que nos ajuda a quebrar a rotina das semanas. Também fazem o mesmo?

Maio levou-me até à loja de cozinhas Mob/Vista Alegre, onde assisti a uma apresentação do conhecido chefe Ljubomir Stanisic que preparou um falso tomate que nos deixou a sonhar com dias de praia e ceú azul. Estive na Tasca da Esquina, na apresentação da nova gama de vinagres da Oliveira da Serra com ingredientes portugueses, com o chef Vítor Sobral. Para este Verão podemos usar nos nossos pratos vinagre de tomate, de figo, de pêra Rocha e de maçã. Acho que um dos próximos pratos, cá em casa, vai ser uma salada com vinagre de figo! Ou com pêra Rocha! Confesso que estou cheia de vontade em usar estes novos vinagres com sabores tão nossos!

Em Maio fiz pão. Apanhei ervilhas na horta. Olhei para o céu azul. Fui ao mercado. Estive no Porto, para um showcooking no shopping Cidade do Porto onde apresentei receitas para petiscar nos dias quentes de Verão. O carinho com que fui recebida encheu-me de alegria. Obrigada a todos os que fizeram questão de me fazer companhia.

Em Maio, li a obra A Gorda de Isabela Figueiredo. Que recomendo. Uma obra deliciosa sobre uma mulher, gorda, que é determinada e forte.

Maio foi um mês bom. Cheio de cor. Em que os dias me trouxeram sorrisos e paz.


Que Junho nos traga a beleza e a felicidade dos dias de céu azul. Que nos traga o desejo de molhar os pés na água salgada do mar. Que nos traga a possibilidade de continuar a sonhar!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com chouriço e orégãos


Junho traz dias de festa. Nesta altura do ano, montam-se arraiais, assam-se sardinhas, prepara-se o vinho e enchem-se os jarros de sangria. Por toda a cidade já se fazem preparativos. O dia de Santo António está a chegar!

Os Santos Populares merecem a alegria das festas, das marchas a desfilar pela avenida e do cheirinho a manjerico! Quando tinha quintal, para festejar o Santo António, fazíamos sempre sardinhas assadas e a acompanhar uma travessa de salada com pimentos assados. Mas nem só de sardinhas se fazem as festas populares. Uma das coisas que adoro comer sempre que há feiras ou festas, é pão com chouriço. E se estiver morninho, sabe ainda melhor! É uma verdadeira festa de sabores, com a gordurinha do chouriço a molhar o pão. Tão bom! Vamos fazer pão? ... Com chouriço? Quem aceita este desafio?

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O workshop Vamos Fazer Pão em Lisboa foi assim


Parece quase magia. É apenas um instante. Misturamos água, farinha, sal e fermento. E depois tudo começa a acontecer. Fazer pão é uma verdadeira alegria. E quando juntamos um grupo de pessoas que já fazem pão ou que querem começar a fazer, é mesmo uma verdadeira festa. E foi isso que aconteceu no workshop Vamos Fazer Pão? que teve lugar, cá em Lisboa, escola de cake design IstoFaz-se.

Nos meus workshops amassa-se à mão. Toda a gente coloca as mãos na massa. Quando percebemos a consistência das massas, quando as conseguimos domar de acordo com a nossa vontade, fazer pão torna-se ainda mais divertido.


Depois da massa levedar, voltamos a juntar-nos e enrolámos os nossos pães. Neste workshop fizemos pão de duas maneiras. Usando um método directo e recorrendo a pré-fermentos, poolish e biga. Fizemos pão com diferentes taxas de hidratação, para no final podermos avaliar as diferenças. Preparámos também pão doce, que sabe sempre tão bem! E cozemos os nossos pães no tabuleiro do forno e em tachos de ferro fundido, sempre com o intuito de ajudar quem quer fazer bom pão em casa.

No final, colocámos manteiga na mesa, cortámos enchidos e abrimos diferentes compotas, que acompanharam de forma gulosa os pães quentinhos que preparámos. Antes de nos despedirmos, ainda houve tempo para um brinde às coisas boas da vida e ao prazer de fazer pão bom.


No próximo dia 18 de Junho, das 10h30 às 13h30, vamos ter um novo workshop, desta vez, dedicado a Receitas Frescas para o Verão. Vamos preparar muitas coisas boas! Quem me faz companhia?

Quem aceita o desafio?

Inscrições e mais informações:
escola@istofaz-se.pt   218 078 640

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Salada de ervilhas com queijo feta e massa


Num dos últimos fins-de-semana de Maio, estive em Santarém e trouxe algumas das coisas boas que temos na horta. Uma dessas coisas foi um saco de ervilhas que tive o prazer de ir apanhar com a minha mãe. As ervilhas da nossa horta são sempre tão especiais. São semeadas com muito carinho. E quando chega a altura de as colhermos é uma verdadeira alegria. Adoro ir apanhar ervilhas! E quando temos um produto criado com orgulho, temos que lhe dar um destino feliz.

Um destes dias, para um almoço, cá em casa, decidi usar as ervilhas da horta e fazer uma super salada. Soube-nos tão bem!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão doce com creme de cacau e avelãs


Fazer pão é uma deliciosa aventura. Todas as semanas faço pão. O pão é um ingrediente que faz parte dos pequenos-almoços cá em casa e de muitos lanches. É a companhia perfeita para um petisco, para acompanhar um prato de sopa ou simplesmente para saborear com umas azeitonas temperadas. Adoro pão!

Costumo fazer pão misturando diferentes tipos de farinhas. Umas vezes, uso legumes, outras, misturo-lhe frutos secos para os tornar ainda mais especiais. Faço muitos dos meus pães com pré-fermentos, uso a biga ou o poolish. Os pré-fermentos, para além de deixarem o pão mais saboroso, são uma forma de utilizar muito menos fermento na preparação das nossas massas. Menos fermento, mais fácil será a digestão.

Para momentos especiais gosto de fazer pão doce. A receita de hoje é muito gulosa. Perfeita para servir em dias de festa ou para os dias em que nos apetece uma coisinha doce. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Robalo no forno com tomate cereja


Junho cheira a manjericos e a sardinhas assadas. Cheira a dias de sol e a festas populares. Junho traz a vontade de ir à praia, de passear à beira-mar, de comer gelados e rir até ao anoitecer. Junho cheira a Verão. A refeições prolongadas. A bebidas frescas e a limonadas. Sabe a fruta madura. A saladas de tomate com pimentos assados. Sabe a abraços. A beijos doces e a namoricos. Sabe a gelados de melancia. E a festas até ser dia.

Junho costuma ser um mês feliz. Cheio de luz. Bem-vindo querido mês de Junho. Para festejar a chegada deste delicioso mês, deixo-vos um robalo acabado de sair do forno. Bom apetite!