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domingo, 4 de Outubro de 2009

Doces tentações em Londres ...

Quando estive em Londres não quis perder a oportunidade de conhecer os chocolates de fabrico artesanal Rococo, uma sugestão da Carlota, autora do blogue Tangerina Aderente.

Como fã de chocolate que sou, quis passar pelas três lojas que a marca possui em Londres. A primeira que visitei foi em Kings Road, no dia do meu aniversário, adorei a loja e nesse mesmo dia, comprámos uma caixa com diveros tipos de bombons de chocolate com que nos delicíamos, ao final da tarde, sentados no Hyde Park.

A segunda loja por onde passei foi a da Marylebone High Street. Aqui apenas me deliciei com a apelativa montra. Ali parada a contemplar, lembrei-me do filme Chocolate e do conde Reynaud dentro da montra da chocolataria de Vianne a enfrentar, quase em jeito de pecado, as tentações do chocolate. Será que me apetecia fazer o mesmo?

Nesse dia chovia. Sem chapéu de chuva vi-me obrigada a apressar o passo, acabando por entrar na loja Divertimenti, uma outra sugestão da querida Carlota. A Divertimenti é uma loja de produtos dedicados ao mundo da culinária. Para além dos tradicionais apetrechos para cozinhas, tachos, panelas, formas, aventais, talheres, vende também livros de cozinha, tem um espaço onde são leccionados cursos e possui uma cafetaria. Foi uma boa descoberta.

A terceira e última loja Rococo que visitei foi em Motcomb Street, junto à embaixada portuguesa em Londres. Aqui é possível, através do chão de vidro, ver a fábrica de chocolate. Mas dado que fui ao final do dia, não tive essa oportunidade. Esta loja também possui uma pequena esplanada. Aqui não resisti a trazer chocolates de cardamomo, de canela, de coco e de lavanda.

Nesse dia depois de sair da Rococo, descobri mesmo em frente uma loja da Ottolenghi com uma montra apelativa e extremamente apetitosa.

Depois de uma escolha difícil entre uma oferta toda ela tentadora, eu pedi um bolo de maracujá intitulado Passion e o Ricardo uma tarte de frutas.

Esta foi a nossa sobremesa depois de um jantar, em estilo de piquenique, no Hyde Park. Enquanto o Ricardo estava entretido a tirar as fotografias eu tive que afugentar um esquilo que, por certo, achou a minha sobremesa apetitosa e, destemidamente, andava a rondar ... a rondar e sempre a aproximar-se ... É o que se pode dizer, um esquilo com bom gosto! ;)

sábado, 19 de Setembro de 2009

Borough Market em Londres e o chef Arthur Potts Dawson

Na minha lista de locais a visitar, durante os dias que estive de férias em Londres, estava o Borough Market, que fica na margem sul do Tamisa. Este é um dos mais antigos mercados londrinos de comida e está localizado no mesmo sítio há 250 anos.

Antes de entrar no mercado comecei por assitir à gravação de um programa de televisão do chef inglês Arthur Potts Dawson, mesmo junto a uma das entradas do mercado.

Dawson, que já trabalhou no River Café e no Fifteen Restaurant, este último de Jamie Oliver, cozinhou salsichas com puré. É sempre interessante ver alguém cozinhar, especialmente alguém que já tem nome no meio gastronómico inglês. No final houve a possibilidade de provar o puré, mas como havia tanta gente a querer experimentar que acabei por nem tentar.

Depois de ver Dawson a cozinhar, seguimos para o mercado. Passámos pela zona dos vinhos, dos legumes e frutas, do peixe, dos chocolates, do pão, dos queijos, dos bolos e da comida, alguma confeccionada no local. Para além da variedade que é sempre imensa, a apresentação marca pontos.

Nota-se que têm cuidado com o que estão a vender.

Nos mercados ingleses uma das coisas que me fascina para além da diversidade de legumes e frutas é a possibilidade de comprar comida feita, pronta a comer. Por cá, encontramos pouco mais que o pão com chouriço, cachorros, farturas e algodão doce. Será que lá a ASAE funciona de outra maneira? Ou eu é que não percebo nada disto?

O Ricardo e eu acabámos por almoçar no mercado. Escolhemos uma focaccia com batata doce e um caril de frango.

Quando estávamos a sair do mercado, encontrámos uma venda de doces onde descobrimos os nossos tradicionais pastéis de nata, o que inevitavelmente nos fez esboçar um sorriso. Entre tanta variedade, acabámos por escolher para sobremesa uma tarte de framboesa. Deliciosa.

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

St. John, em Londres

Em Londres, o Ricardo convidou-me a ir almoçar ao restaurante St. John (ao lado de Smithfield Market) de Fergus Henderson, um amante da boa comida com formação inicial em arquitectura e que ajudou a reabilitar a cozinha "tradicional" inglesa.

Descobrimos o St. John através de Anthony Bourdain e do seu programa de televisão No Reservations. Um dos episódios (época 4 episódio 6: "London/Edinburgh") foi dedicado à gastronomia inglesa e escocesa. E ficámos surpreendidos e curiosos com a ementa do restaurante.

O restaurante está dividido em dois espaços. Um, ao nível do rés-do-chão, com mesas para almoços e com serviço de bar e o outro espaço, com serviço apenas de restaurante. A sala está pintada de branco e decorada com candeeiros pintados de preto. Simples, elegante, com um ambiente simpático e acolhedor. Achei curioso a proibição de atender telemóveis. Curioso também é o facto da padaria que fornece o bar e o restaurante ser no próprio local e ter pão exposto com a possibilidade de venda para fora.

A filosofia do St. John reside no aproveitamento integral de todas as partes do animal e que Fergus Henderson já colocou em livro: "Nose To Tail Eating". Ao folhear a minha cópia do livro, chamou-me a atenção a receita de uma tosta com miolos de borrego frios. Nham, nham ...

Escolhemos uma entrada que faz parte da ementa todo o ano - osso com tutano assado com salada de salsa. Aconselharam-nos primeiro a barrar o pão torrado com o tutano entretanto retirado dos ossos, salpicar com flor de sal e finalmente cobrir com uma camada de salsa e cebola. É extremamente saboroso.
Foi curioso observar que esta entrada teve imensa saída durante o tempo em que lá estivemos. Pedimos também como entrada salada de língua de borrego com feijão verde e agrião.

Como pratos principais escolhemos: fígado de vitela com lentilhas e agrião e coelho assado com endívias no forno. Para beber, dois copos de vinho Cabernet-Sauvignon.

O restaurante surpreende pelo tipo de carnes que coloca na ementa. Fígado, língua, coração, etc.

Para acabar deliciámo-nos com uma sobremesa de framboesas.

Que saboroso presente de aniversário!

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Uma escapadela por Oxfordshire

As cidades possuem um encanto que me atrai. Gosto do movimento, do ritmo, das luzes e de ter tudo à mão. Mas apesar de todo o fascínio que tenho pelas cidades, também gosto de viajar pelo campo ou por locais mais pequenos. Contemplar a beleza das paisagens, ter tempo para olhar e conseguir ver detalhes, sentir os cheiros e apreciar as cores. Foi com este sentimento que o Ricardo e eu, partimos à descoberta de um pouco de Oxfordshire. Gostamos de visitar casas senhoriais e palácios que se encontrem bem cuidados, com conteúdo interessante, especialmente obras de arte, e os jardins.

A nossa primeira visita foi a Blenheim Palace, junto a Woodstock. Blenheim foi construído, entre 1764 e 1774, e pago parcialmente pela Rainha Ana, com o objectivo de ser um monumento em honra de um grande herói nacional, o 1º Duque de Marlborough. Marlborough comandou as tropas que venceram a importante batalha de Blindheim junto ao rio Danúbio, na Baviera, travando assim as intenções de Luís XIV, de França, em conquistar a Europa.

Blenheim Palace também está ligado a Winston Churchill. Foi aqui que nasceu e que pediu a sua futura mulher, Clementine, em casamento.

Assim que passamos o arco de uma das entradas laterais e contemplamos a fachada principal, ficamos admirados, é inevitável. O palácio é magnífico, imponente.

No palácio fizemos duas visitas. Uma, a chamada história por contar, onde somos conduzidos virtualmente, numa viagem pelo tempo, por uma jovem criada da mulher do 1º Duque, Sara. Ao longo dessa visita vamos passando de sala em sala e descobrindo um pouco da história do palácio desde os tempos da sua construção até à actualidade. A outra visita consiste em vistar as salas do palácio que estão abertas ao público. Uma das partes que infelizmente não é possível visitar, com grande pena minha, é a cozinha.

Entre as visitas à casa, aos jardins - que imagino cheios de histórias - e à exposição sobre Churchil, acabámos por ficar um dia em Blenheim. Aqui desfrutámos de um simpático almoço e de um chá com scones, doce de morango e clotted cream a meio da tarde, na esplanada da cafetaria do palácio, com vista magnífica para uma parte do jardim.

Para almoçar escolhi uma sopa de couve-flor com especiarias e uma tarte de frango com legumes.

O Ricardo optou por uma sopa de cenoura e salmão com pasta de azeitona, puré de batata e legumes salteados. A comida estava saborosa, mas ainda soube melhor acompanhada por tão histórico ambiente.

Outro dos locais que visitámos no Oxfordshire "profundo" foi Buscot Park. Durante a viagem de Oxford até lá, choveu intensamente e o céu não deu tréguas, manteve-se sempre num tom cinzento escuro. Antes de visitarmos Buscot Park decidimos almoçar em Faringdon.

Em Buscot Park visitámos a casa senhorial, cheia de valiosas obras de arte e bem organizada. A meio da tarde, e com o sol já a espreitar, passeámos pelos jardins e acabámos a tarde a tomar chá com scones ( cream tea ).

No último dia em Oxford, fomos até Waterperry Gardens onde passámos parte da manhã e ainda um pouco da tarde. O dia estava bonito, com sol, mesmo convidativo a este passeio. Os jardins são lindos e transmitem paz e tranquilidade a quem por ali se passeia. Para além disso, o que fica também são os cheiros. Guardo na memória, especialmente os cheiros das rosas amarelas, muito agradável, intenso.

Ao final da tarde e depois de um cafézinho, apanhámos o comboio para Londres.