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quarta-feira, 4 de maio de 2011

A cidade velha de Córdova


A viagem de Ronda até ao encontro da auto-estrada que nos levaria até Córdova foi marcada por uma paisagem cheia de oliveiras. Extensões de terra a perder de vista cultivadas com oliveiras. Na altura, cheguei a pensar, como é que o azeite português consegue competir com a produção espanhola?

Chegados a Córdova uma das primeiras coisas que fizemos foi almoçar. Depois de um breve reconhecimento, de espreitar para um ou outro restaurante que íamos encontrando, acabámos por nos decidir pelo Garum 2.1. Um espaço elegante, com cozinha de autor, com balcão para tapas, no piso de baixo e no primeiro andar, restaurante.

Para almoçar escolhi beringelas fritas com salmorejo e ovos rotos para entrada e rabo de boi à cordobesa como prato principal. Eu que nem sou grande fã de beringelas, nesta viagem rendi-me. Fiquei conquistada. Em Espanha as beringelas são cozinhadas de forma magnífica. O rabo de boi estava tenro. Esta carne é mesmo um espetáculo. O Ricardo escolheu salmorejo de tomate com ovo e presunto e salmão com molho de iogurte e pepino, que estavam ambos também muito agradáveis. Finalizámos a nossa refeição com dois cálices de vinho doce Gran Barquero da casta Pedro Ximenes.


Assim que saímos do restaurante, a chuva obrigou-nos a abrir o chapéu de chuva. Durante toda a tarde tivemos a sua companhia. Mas mesmo assim, turista que é turista vai à aventura. Andámos toda a tarde pela cidade velha. Atravessámos a ponte romana, entrámos na Calleja de las Flores, passeámos pelas ruas estreitas, cheias de lojas e turistas. Ao final da tarde, fomos visitar a catedral, antiga mesquita construída por cima de uma igreja cristã visigoda. O cruzamento de culturas é mesmo fascinante e esta catedral é resultado disso mesmo. Magnífica.


No dia seguinte acordámos cedo. O dia estava bonito e enquanto houvesse sol, era de aproveitar. De manhã, voltámos a dar a volta pelas ruas da cidade. Com sol, tudo se torna mais bonito. A meio da manhã, fomos visitar o Alcazar dos Reis Cristãos e o seu jardim. Nos jardins achei piada encontrar canteiros de favas e de alcachofras. As laranjeiras, que são uma constante por toda a cidade, estavam aqui a fazer de sebe.


Ao almoço comemos Gaspacho Andaluz, alcachofras, morcela assada e peixe espadarte, este último quando pedimos pensávamos que era peixe espada! :) O Ricardo ficou fã do salmorejo e do gaspacho, eu gosto, mas não me derreto de amores por este tipo de sopas. A morcela, era muito parecida com as nossas, esta tinha era muito mais cebola. As alcachofras estavam saborosas e o peixe espadarte grelhado não surpreendeu.


A cidade velha de Córdova é dominada pela catedral, imenso comércio voltado para os turistas, pelas ruas estreitas e irregulares, algumas vão dar a minúsculas pracetas. Os pátios são muito comuns, tanto em casas particulares como em espaços comerciais, herança dos romanos que foi aprofundada pelos arábes. A comida é o resultado do encontro de culturas, com influências romanas (azeite), arábes (especiarias várias, beringela, frutos secos) e judias (mistura dos frutos secos com legumes) muito vincadas. Na doçaria destaco o pastel cordobés, um bolo feito com massa folhada e recheado com doce de abóbora. Córdova conquistou-me. É uma cidade simpática, com o peso histórico e cultural que cada rua, cada edifício deixa transparecer.


Com o céu limpo, partimos outra vez em direcção a Sevilha.