Ainda faltam alguns dias para entrar de férias e, no entanto, dou por mim a ver as fotos da minha viagem, em Agosto de 2006, a Cambridge e a Londres com uma sensação de nostalgia.
Parti para Londres logo a seguir a uma ameaça terrorista. Em Lisboa fazia muito calor. O voo atrasou-se mais de uma hora e nós, com receio que houvesse filas intermináveis no check in, fomos muito mais cedo. Três horas antes da hora prevista de partida. As medidas de segurança eram muito, muito apertadas. No avião apenas pudemos levar connosco os documentos, que colocámos num saco de plástico transparente. Nada de telemóveis, máquinas fotográficas, computadores ou líquidos.
Chegados a Heathrow, o aeroporto quase parecia tirado de uma cena de um filme de acção. Polícias e mais polícias armados com metralhadoras em punho. Segurança e muita confusão, especialmente filas para confirmar a documentação.
Depois de sairmos do aeroporto, teríamos que apanhar um autocarro que nos levasse ao rent-a-car. Enquanto procurávamos a paragem do autocarro, começou a chuviscar e o vento não era nada simpático. Um casaco? Bem, está no fundo da mala. Lá tive que abrir a bagagem, remexer e tirar o imprescindível casaquito, que não se revelou totalmente apropriado. Em Lisboa um calor de rachar. Em Londres, frio e chuva. Naquele momento senti que não tinha levado a roupa mais adequada.
Depois de chegarmos ao rent-a-car, foi a aventura de conduzir à direita e de fazer a viagem até Cambdrige, apenas com um mapa. Apesar de tudo só nos enganámos um vez. Nada mau.
Com tantos atrasos e cansados da viagem, nesse dia, acabámos por comprar umas sandes e ir jantar para o quarto.
No dia a seguir, depois do tradicional breakfast inglês (ovo estrelado, bacon, tomate assado, feijão, torradas, sumo de laranja e café) partimos em direcção ao condado de Norfolk com o objectivo de visitar esta casa em Holkham.
Na aldeia de Holkham tomámos chá e scones. O ambiente era encantador. Tranquilo. Mesas de madeira num jardim muito bem arranjado. Lembro-me de um passarinho vir pousar junto à nossa mesa e tentar roubar algumas migalhas dos scones.
Com tantos atrasos e cansados da viagem, nesse dia, acabámos por comprar umas sandes e ir jantar para o quarto.
No dia a seguir, depois do tradicional breakfast inglês (ovo estrelado, bacon, tomate assado, feijão, torradas, sumo de laranja e café) partimos em direcção ao condado de Norfolk com o objectivo de visitar esta casa em Holkham.
Na aldeia de Holkham tomámos chá e scones. O ambiente era encantador. Tranquilo. Mesas de madeira num jardim muito bem arranjado. Lembro-me de um passarinho vir pousar junto à nossa mesa e tentar roubar algumas migalhas dos scones.
Depois fomos a pé até ao palácio de Holkham Hall.
O palácio e todo o ambiente em volta corresponderam às expectativas e, curiosamente, a propriedade e a casa ainda hoje são usados pela família fundadora. Aqui ficam as imagens da cozinha, que foi usada até à Segunda Guerra Mundial.



Gosto de visitar cozinhas antigas, que outrora tiveram vida. Conseguem imaginar a azáfama desta cozinha? As carnes, os peixes, as massas, os assados .... associo logo a algumas cenas de filmes ou séries inglesas, que às vezes dão a ideia da vida de uma cozinha numa casa senhorial. Não me sai da cabeça, a jovem criada, com o seu vestido comprido, cabelo apanhado e de touca, a descascar batatas ou a cortar legumes, enquanto a cozinheira mais velha e refilona depena um grande pato ou arranja alguma peça de caça. Isto já são é filmes a mais. De certeza.

