Próximos Eventos
Lisboa 4 de Julho 2020
Sábado:
10h00 - 13h00      Workshop Pequenos-almoços Rápidos e Saudáveis
 
 
15h00 - 20h00      Workshop Pão Artesanal Massa-mãe
Inscrições/Vouchers: work@sott.pt   WORK espaço criativo
Mostrar mensagens com a etiqueta abóbora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta abóbora. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Arroz de abóbora e agrião com bacalhau assado em azeite


Uma das coisas que gosto na cozinha é a liberdade. Liberdade de escolha de ingredientes, liberdade para reproduzir receitas, liberdade para escolher o que quero fazer, liberdade para criar, inventar e experimentar a meu belo prazer. Fazer combinações menos usuais, arriscar, ousar novos sabores. Para mim, os momentos de criatividade na cozinha são pura diversão.

A receita que hoje vos apresento é uma das consequências da liberdade exercida na minha cozinha. A ideia nasceu da vontade de experimentar a conhecida junção do puré de abóbora com arroz. Mas quando estava a cozinhar, dei por mim a ter a necessidade de juntar outros ingredientes, como o agrião, os coentros e que finalizasse com as lascas de bacalhau em azeite. Acreditam que ao fazer este arroz fiquei com vontade de fazer outro mas agora servido com amêijoas à Bulhão Pato. Não vos parece bem? Há dias em que a minha cabeça não pára. Espero que gostem.


Ingredientes:
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1dl de azeite
350g de arroz carolino
100g de azeitonas verdes às rodelas
600g de abóbora cozida
70g de folhas de agrião
25g de coentros frescos
sal e pimenta
9dl de caldo de legumes
2 postas de bacalhau assado em azeite


1. Refogar a cebola e o alho no azeite.

2. Adicionar o arroz e deixar fritar um pouco. Acrescentar um pouco de caldo de legumes e deixar cozinhar.

3. Triturar a abóbora com o agrião e os coentros. Adicionar esta mistura ao arroz. Acrescentar mais caldo. Temperar com sal e pimenta. Ir acrescentando caldo de legumes à medida que o arroz vai cozendo.

4. Uns minutos antes de retirar do lume, adicionar as azeitonas verdes.

5. Servir o arroz com lascas de bacalhau assado em azeite.


Para assar o bacalhau, coloquei duas postas num tabuleiro de forno. Reguei generosamente com azeite e levei ao forno a 200ºC durante aproximadamente 25 minutos. Depois lasquei o bacalhau. Juntei ao azeite onde assou e servi com o arroz.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Beringelas com cuscuz e molho de iogurte com açafrão


A vida torna-se mágica quando somos surpreendidos por alguma coisa boa. Não é preciso ser uma coisa valiosa. O importante é que seja especial e que nos faça sentir bem. Algo que nos faça sorrir ou que torne o nosso dia mais feliz. Isso acontece quando descobrimos coisas boas de pessoas com quem convivemos. Adoro descobrir talentos ou afinidades nas pessoas que me rodeiam. Sinto-me bem com isso. É ótimo descobrirmos laços que nos unem aos outros. Por outro lado, gosto também, quando me fazem a mim sentir especial. Quem não gosta?

Um destes dias de manhã, bem cedo, cheguei à minha secretária, no local onde trabalho, e tinha uma fotografia com uma dedicatória muito simpática. Este pequeno gesto transformou o meu dia. Fez-me sorrir. Fez-me sentir feliz, especial. Gostei tanto desta surpresa, feita pela mão do Nuno Capela, um já grande fotógrafo, que o meu dia correu muito melhor.

( Foto da autoria de Nuno Capela )

Mas quem gosta de receber surpresas acaba também por gostar de surpreender os outros. Estabelecer laços. Criar ligações. Ser feliz, surpreendendo e fazendo os outros sentirem-se especiais.

No domingo fui ao mercado sozinha e trouxe para casa dióspiros, maçãs vermelhas suculentas, beterrabas, tomate, entre outras frutas e legumes. Mas, uma das coisas especiais que comprei para surpreender o Ricardo foi beringelas. Estavam frescas e apetitosas. E foi assim que comprei 3 para lhe preparar um prato especial. Um pequeno gesto. Um pequeno nada. Mas são todas estas pequeninas coisas que dão cor à vida.


A ideia para estas beringelas veio do blogue What's For Lunch Honey? e, principalmente, a receita do molho de iogurte.


Beringelas assadas no forno

Ingredientes:
3 beringelas grandes
sal e pimenta

1. Cortar as beringelas ao meio. Em cada metade, fazer cortes de modo a fazer um xadrez.

2. Temperar com sal e pimenta.

3. Regar com 1,5dl de azeite.

4. Levar ao forno pré-aquecido a 220ºC durante 40 minutos.

O tempo de assar das beringelas varia de acordo com o tamanho.


Cuscuz com abóbora manteiga e bagos de romã

Ingredientes:
200g de cuscuz
2dl de água quente
sal e pimenta q.b.
40g de manteiga sem sal
200g de abóbora assada em azeite
1 raminho de salsa
1 raminho de coentros
50g de amêndoas torradas
5 colheres de sopa de bagos de romã

1. Colocar os cuscuz numa taça. Regar com a água quente. Deixar a descansar durante aproximadamente 5 minutos.

2. Colocar a manteiga numa frigideira. Levar ao lume. Assim que a manteiga esteja derretida, adicionar os cuscuz. Mexer muito bem de modo a que os grãos se separem.

3. Cortar a abóbora assada em pequenos cubos. Picar a salsa e os coentros.

4. Colocar os cuscuz numa taça. Juntar a abóbora, a salsa e os coentros picados, as nozes e os bagos de romã. Temperar com um pouco de sal e pimenta. Mexer.

5. Servir com as beringelas e o molho de iogurte com açafrão.


Molho de iogurte com açafrão

Ingredientes:
1 pitada de açafrão em fios (em infusão durante 5 minutos em 3 colheres de sopa de água quente)
180g de iogurte grego
1 a 2 dentes de alho espremidos
sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de azeite

1. Envolver com uma vara de arames o iogurte com a infusão de açafrão. Mexer. De seguida adicionar os restantes ingredientes e mexer.

2. Reservar no frigorífico até à altura de servir.


Nesta receita o molho de iogurte faz toda a diferença. Fica muito saboroso. Em relação à receita original diminui a quantidade de limão usado e não me arrependi. Gostei tanto que fiquei com vontade de o usar noutras receitas.

O Ricardo adorou estas beringelas e, curiosamente, eu também. Eu que nem era grande apreciadora, agora dou por mim a gostar de beringelas! Bem, assim começo a não ter desculpas para não fazer mais vezes beringelas!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sopa de legumes assados com agrião


Faço pelo menos uma sopa por semana. Habituei-me e gosto de ter sopa feita. Havendo sopa, há alturas em que faço uma refeição rápida num instante, especialmente naqueles dias em que chego a casa mais tarde. Uma sopa acompanhada com uma sandes ou com pão torrado e umas fatias de queijo, cai muito bem e cá em casa, não dizemos que não!

A sopa desta semana é uma sopa com legumes assados - ando mesmo fã! - a que juntei folhas de agrião que comprei frescas, no domingo, no mercado. Espero que gostem.


Ingredientes:
1 cebola cortada em meias luas
400g de alho-francês sem rama cortado
750g de abóbora manteiga cortada em cubos (1 abóbora pequena)
1,5dl de azeite
sal e pimenta
1,3L de água quente
120g de folhas de agrião


1. Colocar num tabuleiro a cebola, o alho-francês e a abóbora. Temperar com sal e pimenta. Por fim regar com o azeite.

2. Levar a assar em forno pré-aquecido a 200ºC durante 40 minutos, a meio mexer os legumes.

3. Depois dos legumes assados, colocá-los numa panela juntamente com a água quente. Triturá-los com a ajuda da varinha-mágica.

4. Levar a panela ao lume. Adicionar as folhas de agrião e deixar cozer. Se necessário retificar o sal.


A sopa fica com um sabor intenso muito agradável.

Outras sopas com legumes assados:
- Creme de batata-doce com avelãs torradas;
- Creme de legumes assados;
- Sopa de couve-flor e abóbora assadas com coentros;
- Sopa de tomate assado;
- Sopa de tomate assado com beringela.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pato assado com laranja e vinho do Porto


Escrever um blogue quase todos os dias é um exercício de grande imaginação e criatividade. Exige rigor, disciplina e muita, muita motivação. Muitas são as vezes em que me questiono sobre o que me leva a fazê-lo, a pensar numa publicação praticamente diária, a fazer receitas o mais variadas possível, a misturar ingredientes, a cada vez procurar mais fontes de inspiração, a contar pedaços da minha vida, a inventar histórias, a criar personagens, a relatar viagens, a falar dos livros e dos filmes que escolho ler e ver.

Quando me questiono a resposta a que chego é quase sempre a mesma. Fazer o Cinco Quartos de Laranja dá-me imenso prazer, posso até dizer que me deixa feliz. É um factor extra que alegra os meus dias. Penso que isto poderá parecer estranho, mas a verdade é que este blogue já faz parte do meu dia-a-dia. Adoro ler os comentários e as sugestões que me enviam, mesmo que às vezes não consiga responder com a rapidez que gostaria. Por outro lado, o blogue permite-me realizar o sonho de aventura, de satisfazer a minha curiosidade por experimentar novos sabores, novas combinações, aprender técnicas e fazer coisas novas. Explorar e partilhar. O blogue tornou-se um dos caminhos para eu aprender muitas coisas mais. E eu gosto disso. Torna-se até viciante.

Foi a motivação de fazer coisas diferentes, de misturar sabores que me levou a fazer este pato com laranja e vinho do Porto. Não segui nenhuma receita. A minha inspiração veio da infância. Lembro-me que quando era miúda passou um filme na televisão que se chamava Pato com Laranja. Ouvi falar do filme com grande entusiasmo, mas os meus pais não mo deixaram ver. Penso que tinha umas cenas "picantes"! Curiosamente acabei por nunca ver o filme, mas a ideia do pato com laranja ficou. Devem existir inúmeras receitas, mas esta que hoje vos apresento é a minha versão.


Ingredientes:
1 pato com 2,4Kg
3 dentes de alho picados
1 cebola pequena picada
1/2 laranja cortada em pedaços com a casca
1 ramo de tomilho
sal e pimenta
1 colher de sopa de manteiga
sumo e raspa de 2 laranjas
1 estrela de anis
1 pau de canela
1dl de vinho do Porto
2 colheres de sopa de mel
150g de abóbora manteiga
300g de uvas
2 marmelos


1. Aquecer o forno a 180ºC.

2. Numa taça colocar sal, pimenta, o alho, a cebola, o tomilho e a 1/2 laranja cortada. Misturar e rechear o pato com esta mistura.

3. Colocar o pato num prato de forno e barrá-lo com uma colher de sopa de manteiga misturada com uma pitada de sal.

4. Levar ao forno durante 45 minutos.

5. Misturar o sumo de laranja com o mel, a estrela de anis, o pau de canela e o vinho do Porto. Levar ao lume e deixar ferver durante cinco minutos.

6. Regar o pato com metade da mistura anterior e deixar assar durante mais 20 minutos.

7. Colocar em volta do pato o marmelo descascado e cortado em fatias, a abóbora cortada e as uvas. Regar o pato com o restante molho. Levar ao forno durante mais 55 minutos para acabar de assar.


Este pato ficou muito saboroso. A carne combinou deliciosamente com o marmelo, a abóbora e as uvas. Quando assei o pato não o virei, o que levou que a parte de cima ficasse mais tostada do que a parte de baixo. Mas se preferirem que o pato fique dourado por inteiro, recomendo que o virem quando vai ao forno nos primeiros 45 minutos.

domingo, 13 de novembro de 2011

20 receitas com abóbora e o coche da Cinderela


Eu adoro abóboras, especialmente grandes e com formas estranhas. Tenho pelas abóboras um fascínio especial, como se elas escondessem segredos ou possuíssem características que as deixassem à mercê de poderes mágicos. Mas este fascínio deve ter uma razão de ser, não acham? A nossa imaginação e as ideias que construímos sobre as coisas e sobre o mundo começa logo na infância, por exemplo, com as histórias infantis e depois nunca mais para. Sinto-me mais descansada, pensar que este fascínio é algo puramente cultural e não fruto de uma qualquer avaria psicológica.

A primeira referência cultural de que me lembro foi retirada da história da Cinderela, que povoa o imaginário de qualquer criança. Quem é que não sonha em ser princesa, nem que seja por um dia, e casar com um príncipe encantado? A Cinderela consegue. A rapariga pobre, mal tratada pela madrasta e pelas terríveis irmãs, com a ajuda de uma fada madrinha consegue ir ao baile e dançar com o príncipe. E o que é que a fada madrinha transforma em coche para levar a Cinderela ao baile? Uma abóbora. E de certeza que a fada madrinha não escolheu a abóbora mais pequena para fazer o coche? Nem uma muito bonitinha? Eu não acredito que tenha sido!

De há uns anos a esta parte, chegou até nós a tradição anglo-saxónica do dia das Bruxas, onde as abóboras são esvaziadas e transformadas em lanternas vegetais. Recortam-se os olhos e a boca e são colocadas à noite para meter medo, para afastar os espíritos errantes do mal, tal como reza a lenda.

Na cozinha a abóbora é muito versátil e rentável. Numa abóbora, pode-se aproveitar a polpa, a casca (para servir uma sopa, por exemplo), as sementes e as flores. Podemos consumi-la de variadas formas, desde cozida, assada, guisada e em sobremesas. Cá por casa procuro ter sempre abóbora. Quando tenho em abundância corto-a em cubos e congelo, para depois ir usando, principalmente nas sopas.

Para aproveitar as abóboras da época, hoje, deixo-vos 20 receitas em que este fruto é protagonista:

Sopas e cremes:
- Creme de abóbora com gengibre e crocante de presunto;
- Creme de abóbora, funcho e cominhos;
- Creme de legumes assados;
- Dias de céu azul e uma sopa de abóbora;
- Sopa de abóbora assada com grão;
- Sopa de abóbora com azeite de coentros;
- Sopa de abóbora com gengibre;
- Sopa de abóbora e cenoura;
- Sopa de abóbora e tomate assado;
- Sopa de couve-flor e abóbora assadas com coentros.

Pratos:
- Arroz com abóbora e tomate assado;
- Arroz de abóbora manteiga com folhas de manjericão;
- Caril de vaca com batata-doce e abóbora;
- Frittata de peixe com abóbora;
- Porco assado com batata-doce e abóbora;
- Salada de abóbora manteiga assada com lentilhas.

Sobremesas:
- Bolo de abóbora;
- Bolo de abóbora com cobertura de chocolate;
- Doce de abóbora;
- Queques de abóbora.

Bons cozinhados com abóbora!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Caril de vaca com batata-doce e abóbora


A grande maioria dos pratos que faço é o resultado do que tenho no frigorífico ou no congelador. No sábado, decidi descongelar um pedaço de carne de vaca que tinha reservado para assar no forno. A ideia era fazer um assado no forno com legumes. Não tinha nenhuma ideia definida. Na altura de confeccionar logo resolveria. Às vezes, assim de improviso saem pratos deliciosos, não acham?

Acaso dos acasos, nesse dia procurei uma revista onde tinha um bolo que estava na minha lista de receitas a voltar a fazer. Ao folhear a revista, Delicious de Outubro de 2009, vejo um caril de vaca com batata-doce. A ideia pareceu-me muito interessante. Juntar carne de vaca, batata-doce e caril parecia-me muito apetitoso. Ao tempo que já não comia um caril. Estava decidido! O assado de carne de vaca ficaria para outro dia.


Ingredientes:
1Kg de carne de vaca cortada em cubos
4 colheres de sopa de óleo
sal e pimenta q.b.
2 cebolas picadas
2 dentes de alho picados
2 tomates grandes maduros
2 colheres de sopa de concentrado de tomate
1 malagueta
120g de pasta de caril verde
1 colher de chá de gengibre em pó
2 cardamomos
200ml de leite de coco
250g de batata-doce cortada (aprox. 2)
220g de abóbora-manteiga cortada aos cubos (1 abóbora pequena)
400ml de água quente
sumo de 1/2 limão
coentros picados para servir
arroz basmati cozido


1. Temperar a carne com sal e pimenta.

2. Colocar 2 colheres de sopa de óleo numa frigideira. Levar ao lume. Assim que estiver quente, colocar a carne e deixar alourar.

3. Retirar a carne e reservar.

4. Na mesma frigideira colocar o restante óleo. Adicionar a cebola picada e o alho. Assim que a cebola quebrar adicionar o tomate picado, limpo de peles e sementes, e o concentrado de tomate. Deixar cozinhar um pouco.

5. Adicionar a pasta de caril, o gengibre, o cardamomo e a malagueta cortada. Mexer.

6. Juntar a carne ao preparado anterior. Mexer. De seguida adicionar a água quente, a abóbora, a batata-doce e o leite de coco. Tapar e deixar cozinhar.

7. Antes de retirar do lume, adicionar sumo de 1/2 limão. Servir com coentros picados e arroz basmati cozido.


Gostei muito das adaptações que fiz à receita original, especialmente ter usado a abóbora-manteiga que é muito saborosa e combinou muito bem com a batata-doce. Ficou um prato delicioso!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sopa de couve-flor e abóbora assadas com coentros


Comecei, ontem ao final da tarde, a ler o livro Fisiologia do Gosto de Brillat-Savarin. Uma das coisas que achei logo curiosa na obra foram alguns dos seus aforismos:

- Os animais pastam, o homem come. Só o homem de espírito sabe comer;

- Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és;

- A mesa é o único lugar onde nunca nos entediamos durante a primeira hora;

- A descoberta de um novo manjar causa mais felicidade ao género humano do que a descoberta de uma estrela;

- Uma sobremesa sem queijo é como uma bela mulher a quem falta um olho;

- Entreter um convidado é encarregar-se da sua felicidade durante todo o tempo que passar sob o nosso teto.


Comer, como sabemos, não é só uma forma de satisfazermos as nossas necessidades enquanto seres vivos. Comer para o Homem, envolve muitos outros fatores. O saber comer. O saber apreciar. O saber escolher. Envolve prazer, felicidade. Envolve o paladar e o gosto. A comida caracteriza-nos por um lado, enquanto membros de uma cultura e por outro, revela os nossos hábitos, a nossa relação com os alimentos.

O que dirá, a comida que faço, de mim, dos meus hábitos, da minha maneira de viver e de estar? Uma das coisas que procuro é que nunca falte na minha cozinha legumes. Por isso, hoje deixo-vos uma sopa de legumes assados que resultou muito bem.


Ingredientes:
500g de couve-flor
550g de abóbora cortada em cubos
3 dentes de alho
1 cebola cortada em meias luas
pimenta e sal q.b.
1dl de azeite
1 ramo de coentros
1,4L de água quente ou caldo de legumes
1 colher de chá mal cheia de gengibre em pó
1/2 colher de chá de cominhos em pó


1. Aquecer o forno a 200ºC.

2. Colocar num tabuleiro de forno a abóbora, a couve-flor cortada, o alho e a cebola. Temperar com sal e pimenta a gosto. Regar com o azeite e levar ao forno durante 45 minutos. Sensivelmente a meio do tempo, mexer os legumes.

3. Colocar numa panela um ramo de coentros picados. Juntar os legumes assados, reservando uns floretes cortados de couve-flor para servir, e 1 dl de água a ferver. Triturar a mistura.

4. Adicionar a restante água e mexer a sopa. Temperar com o gengibre e os cominhos. Se necessário retificar o sal.

5. Servir a sopa com uma fatia de couve-flor assada.


Esta sopa tem um delicioso aroma a coentros e ligeiro toque das especiarias, o que a torna excelente, para além de ficar muito cremosa. Uma delícia, portanto!


P.S.: A partir de hoje, é possível seguir o Cinco Quartos de Laranja no Google+.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Arroz com abóbora e tomate assado


No dia em que fiz o assado de carne com maçãs, aproveitei e assei no forno também abóbora e tomate. Comemos, mas ainda sobrou. No dia a seguir decidi dar um novo destino às sobras dos legumes assados. A ideia foi fazer um arroz, simples mas reconfortante.


Ingredientes:
200g de arroz
2 cebola picada
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
250g de abóbora assada
folhas de manjericão
sal e pimenta q.b.
7dl de caldo de legumes ou água quente


1. Refogar a cebola e o alho picado no azeite.

2. Adicionar o arroz e ir adicionando o caldo aos poucos.

3. Uns minutos antes do arroz estar cozido juntar a abóbora assada cortada aos cubos. Temperar com sal e pimenta a gosto.

4. Antes de servir adicionar folhas de manjericão cortadas grosseiramente.

5. Servir com tomate cereja assado.


O arroz ficou muito saboroso. Há dias em que sabe bem fugir da carne e do peixe. Os legumes assados deram-lhe um toque especial. Eu preferi usar a abóbora cortada em cubos, mas triturada também fica muito bem no arroz.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Creme de abóbora, funcho e cominhos


"A sopa

de legumes cobriu de nuvem o estômago amaciando de calor seu corpo antes maltratado pelo dia-a-dia.

Tinha planos de felicidade assim como o vidro de maionese fechado, feliz, brilhando na prateleira da cozinha vindo das últimas compras do supermercado.

Nova em vidro. Não mais transparente. Era preciso tecer estórias e mais estórias, fazê-las dobrarem-se sobre si mesmas, acolchoando-se de tempos a serem percorridos. Fazer a vida durar o mais que pudesse e guarnecê-la de consistências.

Tinha abóbora madura, ótimo antioxidante, repolho, muita fibra dizem, para os intestinos, um fio de lembranças de aconchego, de tudo na hora certa, indícios de cuidado de alguém.

Quero esclarecer que não teve o hábito de tomar sopa de letrinhas na infância e não tinha sido alfabetizada dessa forma.

Foi para a escola e na cartilha aprendeu à duras penas a ler e a escrever, embora não conseguisse com isso, melhor entendimento do mundo e de pessoas.

Foi a sopa neutra sem letras, num sábado qualquer na cozinha de sua casa que iniciou-a na arte de inscrever em si mesma o rumo da vida que bem quisesse."


Rosália Milsztajn, Aqui dentro de mim, editora Aeroplano, 2003.


Não tenho quaisquer dúvidas. Chega a chuva e o frio e cá por casa uma das coisas que se exige é uma sopa. Não há nada mais reconfortante do que um prato de sopa quentinha e saborosa, num dia de chuva e de vento. Pelo menos para mim. Como diz o poema, a sopa é uma forma de amaciar o estômago e compensá-lo dos maus tratos do dia-a-dia. A sopa serve de compensação, por isso se enche de legumes, cada um com as suas mais valias, e ajuda a recuperar as energias perdidas.

Gosto de sopa em todas as alturas do ano, mas em tempo frio sabem melhor. Gosto com legumes, em creme e até mesmo com letrinhas. Hoje aqui fica a sugestão de um creme, cheio de sabor, para compensar um típico dia de Outono.


Ingredientes:
1 cebola picada
550g de abóbora cortada em pequenos cubos
2 alhos-franceses (apenas a parte branca) cortados
1,5dl de azeite
1 bolbo de funcho cortado
1 colher de chá de cominhos em pó + para servir
sal
1L de água quente
cebolinho fresco picado para servir


1. Colocar os legumes cortados numa panela. Adicionar o azeite, sal a gosto e os cominhos. Levar ao lume e deixar cozinhar, mexendo de vez em quando, até os legumes estarem macios.

2. Adicionar a água quente. Deixar levantar fervura e triturar.

3. Servir a sopa em taças polvilhadas com cominhos e cebolinho picado.


Os cominhos tem um sabor acentuado, por isso é importante dosear com cuidado as quantidades.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Salada de abóbora manteiga assada com lentilhas


Nos últimos tempos tenho procurado ver alguns filmes relacionados com comida ou sobre alimentação. Vi:

- Love's Kitchen, com o chef Gordon Ramsay, a fazer dele próprio, num filme que conta a história de um chef londrino de renome, Rob Haley interpretado por Dougray Scott, que depois da morte da mulher num acidente de automóvel desiste de cozinhar. É aqui que o chef Gordon Ramsay aparece e dá um empurrãozinho ao seu amigo. Rob decide mudar-se para uma zona rural com a filha e o seu staff. Aí, transforma um pub num restaurante gourmet. O filme mostra-nos a reação dos locais à abertura do espaço e o modo como ficam rendidos ao trifle especial ali servido. A comida capta a atenção da americana e crítica de comida, Kate Templeton (Claire Forloni) que escreve sobre o espaço e traz a clientela merecida ao restaurante. O chef Rob volta-se a apaixonar. Quando tudo parece correr bem, há um volte face e o chef terá que cozinhar para um famoso crítico gastronómico. Dessa refeição dependerá o futuro do espaço e o seu próprio trabalho. Escusado será dizer que no final vence o amor e que o trifle, a sobremesa sensação da casa, irá fazer sucesso. O filme é simpático e mostra um pouco da azáfama de uma cozinha. Gordon Ramsay, surge simplesmente para chamar a atenção para o filme. Está bem mellhor em Hell's Kitchen a fazer de mauzão.

- The Ramen Girl - Já vos aconteceu um filme abrir-vos o apetite para comer um prato de sopa fumegante e com um caldo perfumado e cheio de sabor? - Foi o que este filme me fez. Abriu-me o apetite para experimentar ramen, uma famosa sopa tradicional japonesa, em que o segredo está na preparação do caldo. Os mestres de ramen têm que ter a benção de um outro mestre. Abby (Brittany Murphy), a protagonista do filme vê-se sozinha no Japão, abandonada pelo namorado, decide ir aprender a fazer ramen com o mestre Maezumi, que parece sempre mal humorado. Abby e o mestre vão ter muitas divergências, mas no final a jovem percebe que o mais importante é cozinhar com amor.

- Toast conta-nos a vida de Nigel Slater. Desde a morte da mãe, a sua relação com o pai e com a madrasta, que não parava de cozinhar e que a pouco e pouco foi empanturrando o pai de comida. O relacionamento de Nigel com a madrasta foi sempre de competição. Ela cozinhava bem e ele quis cozinhar ainda melhor. Conseguiu.

- Food Matters é um documentário com entrevistas a vários especialistas e chama a atenção para aquilo que comemos defendendo a tese de que "somos o que comemos". Que algumas das doenças que afectam as sociedades ocidentais são o resultado da nossa alimentação. Se nos preocupamos em ser saudáveis, então devemos procurar ter boa comida à mesa, de preferência sem químicos e antibióticos. Defende que é importante incluirmos muitos vegetais na nossa alimentação, especialmente crus. Diminuir o consumo de carne, beber muita água e fazer meditação. Alerta-nos para o recurso constante a medicamentos. Em alternativa sugere-nos as vitaminas e o poder curativo dos alimentos, falam inclusive em super-alimentos.

Curiosamente vi este filme/documentário num dia ao jantar enquanto comia uma salada de abóbora manteiga assada com lentillhas. Fiquei tão impressionada com o filme, que voltei à cozinha, abri o frigorífico, procurei a embalagem com as folhas de alface e enchi o meu prato!


Ingredientes para a abóbora assada:
550g de abóbora manteiga cortada em cubos (1 abóbora pequena)
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 haste de alecrim


1. Colocar a abóbora num tabuleiro de forno. Adicionar o alecrim. Regar com o vinagre balsâmico e com o azeite.

2. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 35 minutos.


Ingredientes para a salada:
abóbora manteiga assada
500g de lentilhas castanhas cozidas
1 cebola roxa picada
100g de queijo feta cortado em cubos
2 queijos frescos pequenos cortados
folhas de alface
sal q.b.
azeite e vinagre q.b.


1. Juntar os ingredientes numa taça. Temperar com sal, azeite e vinagre a gosto.


A abóbora assada com o vinagre balsâmico e o alecrim dão um toque muito especial a esta salada, que ficou deliciosa. Se quiserem façam como eu, sirvam com uma boa cama de folhas de alface ou de outras verduras cruas a gosto.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não há nada como um prato de sopa ...


O regresso de uma viagem de férias implica entrar num ritmo a que já não estávamos habituados, sempre com uma pontinha de nostalgia. Como eu gostava que a minha vida fosse viajar e escrever!

As minhas viagens de férias exigem muitos quilómetros calcorreados a pé por cidades, apanhar transportes, estar pouco tempo em cada local, tirar fotos, muitas fotos e experimentar novos sabores. Este ano, para além disso, tive que enfrentar multidões de turistas e um calor abrasador. Chego a pensar que preciso de férias das férias, mas claro que voltava a repetir tudo outra vez.

O regresso faz-se a pouco e pouco. Ir visitar os pais. Apanhar o tomate da horta que ficou à espera, apanhar talvez as últimas amoras e courgettes do ano, e os primeiros marmelos. Espreitar as abóboras que estão quase prontas e começar a escolher a que será usada nos fritos de Natal deste ano. Ler as mensagens acumuladas na conta de eMail e preparar o que havemos de comer.

Como quase sempre me acontece, quando regresso de férias, venho com saudades de comer sopa. Não há nada como um prato de sopa quando se chega de férias pelo estrangeiro, pelo menos para mim.

A sopa escolhida foi uma sopa de tomate assado. Por aqui, o tomate voltou a chegar em abundância.


Ingredientes:
1kg de tomate maduro
550g de abóbora cortada sem a casca
1 cebola grande cortada em meias luas
2 dentes de alho laminados
3 folhas de louro
1 raminho de alecrim
1 dl de azeite
2 dl de água quente
sal e pimenta q.b.
1 pitada de pimenta caiena (facultativo)


1. Colocar o tomate cortado ao meio num tabuleiro com a abóbora, a cebola, o alho, o louro e as folhas de alecrim.

2. Temperar com sal e pimenta a gosto. Regar com o azeite.

3. Levar ao forno pré-aquecido a 210ºC durante 50 minutos.

4. Depois dos legumes assados triturá-los juntamente com 2dl de água quente. Por fim, retificar o sal e adicionar uma pitadinha de pimenta caiena a gosto.


O tomate que usei não tinha muitas sementes. Mas se não for o caso, aconselho a passar a sopa por um passador.

A sopa fica muito agradável. O sabor do tomate, ligeiramente acidulado misturado com o toque caramelizado dos outros legumes, torna esta sopa uma experiência a repetir.

[ Published in English as There is nothing like a bowl of soup ... ]

terça-feira, 29 de março de 2011

Manhãs Gloriosas ou o gosto por uma frittata


De vez em quando sabe bem quebrar a rotina e ir ao cinema ver um filme bem disposto, daqueles tipo fast food cinematográfico, se é que isso existe! :) O filme foi escolhido pelo Ricardo, que normalmente tem uma forte tendência para escolher filmes de guerra. Ainda hoje me custa ouvir falar do Black Hawk Down, já para não falar - que me desculpem os cinéfilos - do Apocalypse Now! É que não é só ver o filme. O pior é o que se segue. Compra-se o DVD e depois é: "E já viste esta cena? E aquela?". E quando vêm amigos cá a casa, a dose repete-se. Poderia não chatear ninguém com isso, mas insiste em partilhar e não há como lhe dar a volta! ;) Ao escolher este, Morning Glory, até me senti aliviada. :)

O filme é uma comédia romântica que retrata o dia-a-dia no programa Daybreak e da jovem produtora Becky Fuller, protagonizada por Rachel McAdams. Becky confrontada com as fracas audiências do programa, decide apostar em Harrison Ford, o veterano Mike Pomeroy do chamado jornalismo sério, que encara o programa com grande desprezo, mas que devido a cláusulas de contrato não se consegue desvincular. Deste modo é obrigado a apresentar Daybreak ao lado de Diane Keaton no papel de Colleen Peck, que é uma mulher bem disposta e extrovertida. Como se calcula, as desavenças entre os dois são constantes, tanto no ecrã como nos bastidores e Becky tem de intervir. Ao longo do filme vamos tendo algumas cenas bem divertidas, especialmente do responsável pela meteorologia. Mas hoje trago aqui este filme porque ali também se cozinha pela mão de Harrison Ford. Pouco, mas o suficiente para me ter despertado a vontade de fazer uma frittata.


Frittata de peixe com abóbora

Ingredientes:
6 ovos
1/2 cebola roxa cortada em meias luas
100 g de abóbora cortada em cubinhos
4 filetes de pescada cortados em pedaços
1 ramo de salsa
1/4 de pimento vermelho cortado tiras
5 colheres de sopa de leite ou natas
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Colocar o azeite numa frigideira. Levar ao lume e saltear a cebola, o pimento e a abóbora. Por fim, adicionar os filetes cortados em cubos e deixar cozinhar. Antes de retirar do lume, adicionar um raminho de salsa picada.

2. Bater os ovos com o leite. Temperar com sal e pimenta a gosto.

3. Colocar o preparado de legumes com o peixe num recipiente de forno, forrado com papel vegetal. Regar com os ovos e levar ao forno.


Servir com uma salada de alfaces e tomate. Cá em casa, desapareceu num instante. De todos os sabores, o que mais sobressai é o do pimento.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sopa de grão-de-bico e agrião


Um destes dias recebi uma caixa com agriões frescos apanhados numa ribeira, daqueles que ninguém plantou. Lindos, viçosos! Uma das primeiras coisas que fiz foi uma sopa, que encontrei no My Recipes. À ideia original apenas acrescentei abóbora.


Ingredientes:
1,5L de água
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
2 cenouras cortadas
220g de abóbora cortada em pequenos cubos
600g de grão cozido
1 molho de agriões
sal q.b.

1. Colocar a água numa panela e levar ao lume. Adicionar a cebola e os dentes de alho. Deixar ferver um pouco.

2. Adicionar as cenouras e a abóbora. Deixar cozinhar os legumes.

3. Juntar o grão cozido e um os agriões, previamente arranjados.

4. Regar com um fio de azeite e temperar com umas pedrinhas de sal. Retirar do lume, assim que os agriões estejam cozidos.


A sopa fica muito agradável. O agrião com o seu sabor característico marca presença.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dias de céu azul e uma sopa de abóbora


Estes dias de céu azul com raios de sol deixam-me feliz. Desejo que o Inverno chegue ao fim e começo a sentir o cheiro da Primavera. Os dias solarengos, as flores que começam a aparecer aqui e acolá dão-me alento para superar o desejo inquieto de mudança e este frio gelado, que nos faz encolher e fechar os casacos até ao pescoço. Apesar do sol nos iludir, o frio não nos deixa esquecer que ainda estamos no Inverno.

Sabe muito bem chegar a casa e procurar refúgio numa taça de sopa deliciosa e quente.


Ingredientes:
1 cebola picada
2 colheres de sopa de azeite
1L de caldo de legumes
600g de abóbora cortada em pequenos cubos
200g de talo de aipo cortado
sal
1 tomate cortado e limpo de sementes
alecrim fresco
azeite
pimenta

1. Colocar a cebola numa panela com o azeite. Levar ao lume e deixar amaciar a cebola sem queimar.

2. Adicionar o caldo. Quando ferver juntar a abóbora e o aipo. Temperar com sal.

3. Quando os legumes estiveram cozidos, com a varinha mágica reduzi-los a puré.

4. Servir a sopa com tomate frito num pouco azeite com o alecrim e pimenta a gosto.


Que delícia de sopa. Tão simples e tão saborosa. A abóbora e o aipo combinam muito bem. O creme é no final enriquecido com o tomate e o sabor perfumado do alecrim. Retirei esta receita da Delicious de Outubro de 2009.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sopa de abóbora com azeite de coentros

Em finais do ano passado, eu e a minha amiga Carlota combinámos um almoço aqui em Lisboa, a uma sexta-feira, dia da semana em que tenho uma hora de almoço mais alargada.

O local escolhido foi Le Chat Qui Pêche, um restaurante simpático com uma excelente esplanada e vista sobre o rio Tejo. O dia estava frio, cinzento. Quando recebemos a ementa, uma das coisas que escolhemos logo foi uma sopa de abóbora com uma emulsão de coentros. Uma sopa quentinha, era a escolha acertada para nos aconchegar.

Como gostei muito da sopa, um destes dias tentei fazer a minha versão e não ficou nada mal! ;)

Ingredientes:
1,200 kg de abóbora
1 chuchu ou uma batata grande
2 cebolas grandes
sal
azeite e um raminho de coentros

1. Colocar os legumes descascados e cortados numa panela. Adicionar sal e tapar os legumes com água de preferência quente.

2. Depois dos legumes cozidos, triturar. Se o creme ficar muito espesso adicionar um pouco mais de água quente até ficar com a consistência desejada.

3. Triturar um raminho de coentros com azeite.

4. Servir o creme de abóbora com o azeite de coentros.

Esta sopa fica muito agradável e pode ser acompanhada na perfeição com fatias de pão torrado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Creme de legumes assados

Nestes últimos dias tenho andado um pouco desorganizada com as refeições. Acabam por ser pensadas no momento, com o que tenho em casa. Apesar de estar melhor, ainda não quero arriscar a comer coisas que me obriguem a mastigar muito. Por isso, ontem, voltei a olhar para o que tinha no frigorífico e resolvi fazer um creme de legumes assados. Apesar de se comer sopa todos os dias, não se pode comer sempre a mesma, não acham?! :)

Ingredientes:
600 g de abóbora
3 cenouras
2 cebolas
1 alho-francês sem rama
1 courgette
1 raminho de tomilho
pimenta preta de moinho q.b
sal q.b
1,5 dl de azeite


1. Colocar os legumes previamente descascados, com excepção da courgette, e cortados em pedaços num tabuleiro de forno. Adicionar o ramo de tomilho.

2. Temperar com sal, pimenta e o azeite.

3. Levar ao forno a assar.

4. Depois dos legumes assados, retirar o tomilho e colocá-los numa panela. Tapar os legumes com água quente. Triturar com a varinha mágica. Verificar os temperos e levar ao lume só até começar a ferver.

5. Servir a sopa com cubos de queijo fresco de cabra.

O cheiro dos legumes a assar invadiu a cozinha. O perfume do tomilho marcou presença, o que ainda no fez despertar mais os sentidos e o apetite. Deste creme, pouco sobrou!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Notícias de um fim-de-semana ...


Comecei o sábado com uma consulta no dentista. O objectivo foi voltar a fazer uma mini cirurgia a um problema que teima em não ficar resolvido. A cidade estava calma. A confusão prevista por causa da cimeira da Nato, não se sentiu, na sexta e no sábado, acho que se circulou muito bem em Lisboa.

Devido à intervenção cirúrgica, tive todo o fim-de-semana a uma dieta quase só de líquidos. Leite, iogurtes líquidos, batidos de banana com gelado, banana esmagada com laranja, que o Ricardo pacientemente me prepara e sopa.

Assim que cheguei da clínica fiz um creme para comer a meio da tarde. Sem grandes ideias e com uma vontade enorme de me despachar, usei o que tinha à mão.

Creme de abóbora com cenoura e batata-doce
Ingredientes:
2 pedaços de abóbora
4 cenouras
1 cebola
1 batata-doce
água
sal
azeite

Coloquei os legumes previamente descascados e partidos em pedaços numa panela. Coloquei um pouco de sal e tapei com água. Depois dos legumes cozidos, triturei-os com a varinha mágica. Adicionei um fio de azeite, mexi o creme e tapei a panela.

O creme ficou uma delícia. Também é verdade que quando se está com fome, tudo nos sabe bem, mas aqui não foi o caso, o creme ficou mesmo agradável.

Como a recuperação exigia, fazer gelo, grande parte do fim-de-semana foi em casa. Aproveitei e vi finalmente o filme Food, Inc.. O filme apresenta a produção industrial de alguns produtos alimentares, principalmente a carne, o milho e a soja. Alguns dos aspectos apresentados são também referidos no livro O Dilema do Omnívoro de Michael Pollan, que aparece no filme, assim Joel Salatin, um agricultor que aposta numa agricultura e criação de animais sem "químicos".

No filme, tal como no livro, impressionou-me o modo como somos consumidores passivos de milho, o modo como o gado bovino é criado nas produções industriais - a milho - o facto de a indústria alimentar estar a ser gerida por apenas algumas grandes empresas, apesar da enorme variedade de produtos que aparecem nas prateleiras dos supermercados, e de como essas empresas contratam advogados e fazem valer os seus objectivos.

Outras receitas com referência a Michael Pollan e ao livro O Dilema do Omnívoro:
- Salmão em crosta de azeitona preta e amêndoa;
- Salada de batata com ovo, ervilhas, agrião e alcaparras;
- Frango assado com ervas e limão;
- Salada de beldroegas com pêssego e queijo fresco e a importância de comer vegetais.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Arroz de abóbora manteiga com folhas de manjericão

Nem sempre uma receita tem uma grande história. Há dias em que as receitas nascem do acaso, dos ingredientes que se tem em casa, da vontade do momento, da inspiração ou até mesmo, da falta dela.

A história deste arroz, se fosse um filme seria uma curta metragem. O actor escolhido para o papel principal foi o arroz, ou melhor o arroz carolino Tejo, depois de um breve casting numa prateleira de um grande supermercado.

Como actores secundários, mas não menos importantes no desenrolar da acção, temos a abóbora manteiga, estrela revelação de alguns cozinhados recentes cá em casa, vinda dos terrenos férteis do Ribatejo, o alho-francês e algumas especiarias que ajudam a colorir de sabor a narrativa.


Ingredientes:
1 dl de azeite
1 cebola picada
300 g de arroz carolino
1,5 dl de vinho branco
1 alho-francês grande sem rama
350 g de abóbora manteiga cortada em pequenos cubos
1 colher de chá de sálvia em pó
pimenta preta de moinho q.b.
sal q.b.
6 grãos de pimenta da jamaica
1 colher de café de canela em pó
1 cubo de caldo de galinha
noz-moscada q.b.
1,2 L de água
uma mão cheia de folhas de manjericão
queijo parmesão ralado para servir


1. Refogar a cebola no azeite. Acrescentar o arroz, mexer e de seguida refrescar pouco a pouco com o vinho branco.

2. Adicionar o alho-francês cortado, a abóbora cortada em cubos e o cubo de caldo de galinha. Temperar com as pimentas, a noz-moscada, a canela, a sálvia e sal. Ir adicionando pouco a pouco a água, que deverá estar quente, mexendo de vez em quando.

3. Antes de retirar do lume, adicionar folhas de majericão. Mexer e servir com queijo parmesão ralado.


Este arroz poderá estar brevemente num prato perto de si! ;)

Esta receita foi confeccionada a partir deste risotto de abóbora do blogue Fodo del Mundo. O arroz fica muito saboroso, a canela dá-lhe um toque muito especial e exótico.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sopa de legumes com vermicelli de arroz

As andanças de volta da minha despensa continuam. O ingrediente a que tive que desta vez dar uso foi a um resto de massa de arroz. Achei que numa sopa de legumes não deveria ficar nada mal!

Ingredientes:
1 cebola
1 alho-francês
2 courgettes sem casca
3 cenouras
1 pedaço de abóbora
vermicelli de arroz
rama de aipo
sal e azeite

1. Colocar os legumes numa panela, à excepção da rama de aipo. Temperar com sal e tapar com água. Levar ao lume.

2. Depois dos legumes cozidos, triturar com a ajuda de uma varinha mágica.

3. Levar novamente a panela ao lume, assim que levantar fervura adicionar a massa partida e a rama de aipo cortada.

4. Temperar com azeite e, se necessário rectificar o sal.

A sopa ficou muito agradável.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Porco assado com batata-doce e abóbora

Apesar de Abril ter chegado com dias solarengos, alguns mesmo a lembrar o Verão, o que é certo é que cá em casa ainda vou dando preferência a um ou outro prato de forno.

A concretização deste assado resultou da necessidade de usar abóbora. Depois de abrir uma abóbora inteira, de ter feito sopa, de ter congelado uma boa parte, de ter oferecido um pedaço, ainda me restou abóbora.

A grande maioria das vezes o uso que faço da abóbora restringe-se principalmente às sopas, uma ou outra sobremesa, especialmente bolos, o que acaba por ser muito pouco para um fruto tão rico. Nos assados fica óptima.


Ingredientes:
800 g de pá de porco sem osso
2 batatas doces
370 g de abóbora
1 cebola
1 raminho de tomilho
folhas de sálvia
1 dl de azeite
1 dl de vinho branco
sal
pimenta
1/2 colher de chá de paprika

1. Colocar a carne num pirex. Dispor em volta as batatas-doces e a abóbora cortadas em cubos, e a cebola cortada em meias-luas.

2. Temperar o preparado com sal, pimenta, o tomilho, as folhas de sálvia e a paprika.

3. Regar com o vinho branco e o azeite. Levar ao forno a assar.


A carne ficou tenra e suculenta. A abóbora assada resultou muito bem neste assado.

Outras receitas de carne com abóbora:
- Pá de porco em cama de legumes.