Próximos Eventos
Lisboa 24 de Março de 2019
Domingo:
09h30 - 13h30      Workshop Vamos fazer Pão?
 
 
15h00 - 19h00      Workshop Vamos fazer Pão?
Inscrições/Vouchers: escola@istofaz-se.pt   218 078 640 IstoFaz-se
Porto 30 de Março de 2019
Sábado:
10h30 - 14h00      Workshop Pré-preparações p/ as Refeições da Semana
 
 
15h30 - 19h30      Workshop Pão e Broa
Inscrições/Vouchers: work@sott.pt   WORK espaço criativo
Mostrar mensagens com a etiqueta arandos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arandos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de março de 2019

Granola de coco e azeite


O pequeno-almoço é uma refeição que valorizo muito. Procuro ir variando esta primeira refeição do dia. Temos tanta coisa boa que podemos servir ao pequeno-almoço. Por que motivo não variamos esta refeição com mais frequência?

Para nos facilitar a vida, podemos fazer várias pré-preparações para os nossos pequenos-almoços. Uma das coisas que podemos pré-preparar é granola. Hoje em dia, encontra-se facilmente granola à venda, mas podemos ser nós a fazê-la, em casa. Nos últimos tempos, tenho feito a receita que partilho, hoje, convosco. É deliciosa!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Salada de coelho com quinoa, frutos secos e dióspiro


As saladas fazem parte de muitas refeições, cá em casa, seja Verão ou Inverno. Para além de serem muito práticas, permitem-nos uma grande liberdade. Ou seja, podemos misturar muitos ingredientes de modo a termos uma taça ou travessa muito colorida. A comida cheia de cor é muito mais apelativa e feliz!

No workshop Natal com Coelho, que decorreu, cá, em Lisboa, no passado dia 24 de Novembro, fiz um salada que surpreendeu pela conjugação de ingredientes. Fica muito fresca, crocante e pode ser uma excelente maneira de iniciarmos uma refeição de festa. Já experimentaram usar a carne de coelho em saladas?

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Vamos fazer pão: Pão de espelta com sultanas, nozes e arandos


O pão é dos alimentos mais populares no mundo e um dos mais antigos. Versátil, porque para além de ter presença à mesa, é também ingrediente para muitas receitas, tanto salgadas como doces. Comemora-se, hoje, o Dia Mundial do Pão, data instituída em 2000, em Nova York, pela União Internacional de Padeiros e Afins.

O pão fermentado surgiu com os egípcios e o seu consumo foi difundido, na Europa pelos Romanos. Continua, hoje em dia, a ser um alimento presente em muitas casas portuguesas. Cresci a ver a minha mãe a fazer pão, para a família, o que me serviu de inspiração para tentar, hoje em dia, fazer pão em casa. Um hábito que se foi perdendo nos últimos anos devido à facilidade com que se encontra à venda. Mas se o pão de compra, de uma maneira geral, é bom, o feito em casa, pelas nossas mãos, é sem dúvida único e muito especial. Fazer pão em casa é um hábito que, aos poucos e poucos, se vai retomando.

E é esse o desafio que vos deixo. Para comemorar o Dia Mundial do Pão, vamos colocar as mãos na massa? Penso que é uma das melhores formas de homenagear esta data. A receita que partilho, hoje, foi desenvolvida a convite da Fermipan, um pão com mistura de farinhas, enriquecido com nozes e frutas secas. Fermipan é um fermento biológico feito à base de leveduras e não tem glúten. Vamos fazer pão?

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Granola com morangos desidratados


Adoro começar o dia com um bom pequeno-almoço. Quem acompanha o Cinco Quartos de Laranja no Instagram pode ver o que faço para os pequenos-almoços, cá em casa. Todos os dias apresento uma sugestão diferente. Maravilhoso, não é?

A comida é um prazer, uma maneira de estar e de viver, por que motivo havemos de comer sempre o mesmo, na primeira refeição do dia? De há uns anos para cá, que tento variar. No início, pode parecer difícil, mas a verdade é que temos tantas alternativas ao leite com café e às torradas ou ao pão com manteiga.

Para os pequenos-almoços ou lanches costumo fazer muesli ou granola. Nos últimos tempos, voltei a fazer granola, que é uma mistura de flocos de cereais com sementes e frutos secos, onde adicionamos mel ou outro adoçante, a gosto, antes de ir ao forno. A última que fiz foi com morangos desidratados. Ficou maravilhosa!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Granola de coco


Desde que me lembro que tenho o hábito de tomar o pequeno-almoço, em casa. E se tomarem a decisão de fazer sempre esta refeição, em casa, vão ver que não precisam de perder muito tempo de manhã, antes de sair. Há muitas maneiras de fazer esta primeira refeição, num abrir e fechar de olhos, e não é preciso estar sempre a fazer coisas diferentes.

O pequeno-almoço, mais tradicional, é pão com manteiga, queijo ou fiambre, torradas, leite ou sumo, e café. Uma vez por outra, uma peça de fruta. Confesso que gosto, não nos obriga a pensar, é prático e de uma maneira geral, tendo pão em casa, não precisa de planeamento. Mas a verdade é que passei a preferir fazer pequenos-almoços diferentes.

Gosto de ter pão sempre pronto a usar. Mas gosto, também, de ir fazendo papas de aveia que deixo no frigorífico durante a noite, de fazer ovos mexidos ou omeletes de claras com legumes, de juntar iogurte com sementes de chia e muesli ou granola. Podem ir vendo os meus pequenos-almoços no Instagram do Cinco Quartos de Laranja.

Ter uma mistura de cereais, sementes e frutos secos num jarro para irmos usando nos nossos pequenos-almoços, dá imenso jeito. Nos últimos tempos, rendi-me ao muesli, mas agora no Verão, decidi voltar à granola, seguindo um princípio que orienta a minha relação com a comida, que é variar.

Variar o mais possível o que comemos. Por isso, por que haveremos de começar o dia fazendo sempre o mesmo? O pequeno-almoço é uma fonte de energia para o nosso dia. Nada como começar a carregar baterias logo na primeira refeição do dia, fazendo comida que nos deixa felizes.

A granola pode ser usada para juntar a uma taça com iogurte e fruta fresca. Pode servir para juntar a pudins de chia ou a leite. É óptima com fruta assada. Depois de começarem a fazer granola, em casa, vão ver que rapidamente encontram ideias para lhe dar destino. A última que fiz foi de coco. Irresistível!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Muesli de cevada com espelta e chocolate


Sou daquelas pessoas que gosta de tomar o pequeno-almoço sempre em casa. De há uns tempos para cá, tenho tentado variar o que se come nesta primeira refeição do dia. Costumo ter sempre pão, leite e iogurtes no frigorífico, fruta fresca, manteiga e queijo sempre prontos a colocar na mesa.

Uma das coisas que adoro e que agora tenho procurado ter sempre pronto a usar, é muesli. Cá em casa, adoramos! Não custa nada a fazer. No fundo, é escolher flocos de cereais, frutos secos, frutas desidratadas, sementes e misturar, ao nosso gosto, com mais um ou outro ingrediente. No último muesli que fiz, juntei flocos de cevada com espelta e pepitas de chocolate. Ficou delicioso!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Muesli com quinoa e trigo sarraceno


Cá em casa, adoramos os pequenos-almoços e de há uns tempos para cá, temos procurado variar o que comemos logo na primeira refeição do dia. Impulsionada pela vontade de variar, decidi começar a fazer o nosso próprio muesli, em vez de comprar. Tem sido uma saborosa aventura, pois podemos juntar cereais, sementes e frutas diferentes em combinações, mais ou menos usuais, mas sempre de acordo com os nossos gostos.

O último que fiz, juntei flocos de quinoa com trigo sarraceno. Delicioso! Já sabem que a quinoa, que é um alimento muito nutritivo, tem sempre um sabor mais herbáceo, mas com a mistura das frutas, acaba por se dissipar. Cá em casa estamos fãs de muesli. E vocês?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Como fazer muesli?


Uma das coisas que falo muitas vezes, aqui no Cinco Quartos de Laranja, é sobre a importância de tomar o pequeno-almoço em casa. Ou melhor, sobre não sair de casa, de manhã, sem comer. O pequeno-almoço é a primeira refeição do dia, aquela que nos dá energia. Não a saltem, pela vossa saúde e bem-estar.

Para além do pão, do leite, dos iogurtes, dos sumos e batidos, dos ovos, uma das coisas que adoramos, cá em casa, para servir nos pequenos-almoços é muesli.

Mas qual a diferença entre muesli e granola?

O muesli e a granola partilham muitas semelhanças. São ambos feitos com flocos de aveia ou de outros cereais, levam sementes, frutos secos e/ou desidratados. A grande diferença é que a granola leva uma gordura, normalmente óleo, e é adoçada com açúcar, mel ou uma pasta, por exemplo de tâmaras, e vai ao forno. Fica crocante e estaladiça. O muesli é apenas uma mistura de flocos, cereais, sementes e frutas. Ambas resultam muito bem para servir ao pequeno-almoço com leite ou iogurtes. O muesli pode ser usado também para fazer papas.

As receitas do meu muesli são sempre muito flexíveis. Uso quase sempre os ingredientes que tenho em casa, sendo que leva a seguinte mistura:

- Flocos de cereais integrais. Podem ser de aveia ou outros de que gostem. Podem acrescentar cereais tuffados.

- Sementes de girassol, de abóbora, de chia, de linhaça, de sésamo, de cânhamo, de papoila, entre outras. Normalmente, é as que tiver, cá em casa. Podem usar uma a duas variedades de sementes.

- Frutos secos como nozes, amêndoas, avelãs, caju, pistácios, pinhões, macadamia, entre outros que gostem. Uso quase sempre duas variedades.

- Fruta seca como alperces, bagas goji, passas ou sultanas, arandos, ameixas, entre outros.

- Fruta desidratada como coco, maçã, banana, pêssego, manga, morangos, entre outras. Hoje em dia, já se encontra com facilidade este tipo de produto nos supermercados, mas a verdade é que nem sempre coloco. Usem a gosto.

- Adoçantes e especiarias. Podem acrescentar também, canela, cacau em pó, pepitas de chocolate, baunilha, entre outros.

O muesli encontra-se facilmente à venda numa ida ao supermercado, mas feito em casa tem outro encanto! Podemos fazer as nossas misturas.

O muesli aguenta-se cerca de dois meses num frasco hermético. Cá em casa, usamo-lo nos pequenos-almoços, mas serve também, muitas de vezes, de lanche. Com iogurte e fruta, fresca ou assada, fica mesmo muito bom. Quem já fez muesli em casa?

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Bolo de nozes e frutas cristalizadas


Há bolos que costumo fazer normalmente apenas pelo Natal. Faço, quase todos os anos, bolo-rei para a família, Já se tornou quase uma tradição.

E para aproveitar algumas das frutas cristalizadas que acabam sempre por sobrar, faço também um bolo ao estilo do bolo-inglês, que cortado às fatias é óptimo para acompanhar um chá ou para servir na mesa dos pequenos almoços nestes dias de festa. Este ano, a convite da Fula, desenvolvi esta receita.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de Natal


O pão faz parte da nossa mesa, principalmente em dias de festa. O pão é um alimento tão versátil! Cá em casa, há sempre pão. Todas as semanas, procuro fazer um pão diferente para nos acompanhar nos pequenos-almoços, nas refeições da semana ou nos lanches.

A pensar nos dias de festa que se avizinham, deixo-vos, hoje, uma receita de pão com os sabores do Natal. Vanos fazer pão?


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Salame de chocolate branco com arandos e frutos secos


O Natal e o fim-de-ano são momentos para festejar em família e com os amigos. E em dias de festa, há, por norma, a mesa cheia de sorrisos e de pratos bons para degustar. Estes momentos de partilha ficam para a vida e por isso queremos que tudo corra da melhor forma. Pensamos cuidadosamente na decoração da casa e da mesa, escolhemos com amor todos os pratos a servir. Uma das coisas que gosto de servir em dias de festa é salame de chocolate. É um doce que ainda hoje faz parte da nossa mesa. A receita, que preparei a convite da Electrolux, foi a pensar na mesa de Natal e por isso, deixo-vos, hoje, a receita de um salame de chocolate branco com arandos e frutos secos. Tão bom!

No final dos dias de festa, acumula-se muita loiça suja e por isso termos a ajuda de uma máquina de lavar loiça é precioso. As máquinas de lavar loiça da Electrolux têm várias valências que nos facilitam a vida, como por exemplo, suportes para segurar os copos de pé alto e uma capacidade alargada de armazenamento para a louça. Em dias de festa, e não só, é fundamental termos a ajuda de uma máquina de lavar loiça para nos libertar tempo para as coisas que são realmente importantes.

A Electrolux, em parceria com a revista Activa, estão a promover um passatempo onde podem ganhar vários prémios. Participem! Tornem a vida mais deliciosa.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Barras de aveia com frutos secos


Falo poucas vezes em lanches e snacks aqui no Cinco Quartos de Laranja. Lembro-me de há uns anos vos ter apresentado sugestões para os lanches dos mais novos. Depois tenho sugestões de sandes, sumos e batidos.

Mas há alturas em que dá jeito ter algo prático para saborear, daquelas coisas que se colocam na mala e que se podem comer em todo o lado, a qualquer altura. Quando saio em trabalho, costumo levar sempre uma caixa com alguns frutos secos, para ir comendo ou então, umas barras de cereais. As barras podem ser feitas em casa e são óptimas. Para além disso, são um excelente reforço de energia quando fazemos caminhadas ou vamos ao ginásio. Cá em casa, às vezes até acompanham o café a meio da tarde!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com arandos e trigo sarraceno


Vamos fazer pão? Às sextas-feiras, há sempre pão fresco aqui no Cinco Quartos de Laranja. Pode ser um pão doce simples ou enriquecido. Pode ser um pão feito usando o método directo, ou seja misturar todos os ingredientes, amassar, deixar levedar, enrolar, levedar mais um pouco e levar ao forno. Ou com pré-fermentos. Tenho feito pão com poolish e com biga. Já vos expliquei como faço o meu fermento natural de centeio (conhecido também como isco, mãe, levedura líquida, crescente, etc..). Partilhei convosco as vantagens de fazer pão usando um tacho de ferro fundido. Para quem faz pão regularmente em casa, aconselho o investimento num bom tacho ou panela. Faz mesmo a diferença, na cozedura do pão, deixa a crosta muito estaladiça.

Podemos fazer pão de várias maneiras. Volto, hoje, a falar-vos da autólise. Este método foi divulgado pelo professor francês Raymond Calvel nos anos 70 do século passado, que estudou os benefícios de misturar a farinha com a água e deixá-la descansar durante, aproximadamente, 20 a 30 minutos, antes de adicionar o sal, o fermento ou outros elementos que queiramos colocar na massa para enriquecer o nosso pão. Durante o período de descanso a massa começa a desenvolver-se. Ou seja, a água vai « ligar as proteínas formadoras de glúten, além de iniciar a atividade enzimática nativa na farinha: amílase, convertendo açúcares; e protease, quebrando as proteínas promovendo extensibilidade (capacidade da massa se prolongar), balanceando então a elasticidade (capacidade de retrair) afim de permitir uma massa mais expansível. » Este processo deixa a massa elástica o que facilita imenso o nosso trabalho ao amassar. Depois de fazerem pão usando este método, vão ver que amassar à mão se torna tão fácil! Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Bolo de arandos com laranja e iogurte para festejar o amor


Conta-se que o imperador romano, Cláudio II, proibiu a realização de casamentos durante a sua governação. O motivo era formar um exército grande e poderoso. Se os jovens não tivessem família ou mulher, iriam alistar-se mais facilmente. Mesmo com a proibição do imperador, houve um bispo que continuou a celebrar os casamentos, de seu nome Valentim. As cerimónias eram realizadas em segredo e os jovens amantes podiam assim reconhecer, perante Deus, o seu amor. A prática foi descoberta e o bispo depois de preso foi condenado à morte. Durante o tempo que esteve na prisão, a força dos que acreditavam no amor fez-se sentir através do envio de mensagens e de flores para o bispo. Entre os que apoiavam o amor, estava uma jovem cega, filha do carcereiro, que conseguiu permissão para visitar Valentim. E como em todas as boas histórias de amor, há sempre momentos felizes. Os dois apaixonaram-se e por milagre ou por força do amor, a jovem recuperou a visão. Valentim foi decapitado a 14 de Fevereiro por volta do ano de 270 d.C. Diz-se também, que Valentim escreveu uma carta à sua jovem amiga assinando como « do seu Valentim ». Este foi por assim dizer, o primeiro "cartão" do dia dos namorados. Verdade ou sem ser verdade, o que é certo é que é uma história que nos inspira a celebrar e a viver o amor!

Nunca me lembro de dar muito importância ao Dia dos Namorados, apesar de gostar da ideia de termos um dia para celebrarmos o amor de forma mais entusiasta. Um dia para nos lembrarmos ou re-lembrarmos do quão bom é estarmos apaixonados. Um dia para termos o coração cheio. Para darmos a mão e dizermos, um ao outro, mais uma vez: "Gosto de ti!" Um dia para interromper, por breves momentos, a azáfama dos dias e celebrar o facto de estarmos juntos e de caminharmos de braço dado na estrada da vida. Viva o Amor!

Deixo-vos, para este Dia dos Namorados, um bolo de arandos com laranja e iogurte, um miminho doce para saborear de forma muito apaixonada.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Bolachas de manteiga com arandos secos


O Natal da minha infância há muito que se perdeu no tempo. Não havia hipermercados em cada cidade ou vila. A loja do avô Augusto ou da prima Gina só vendiam o essencial. O Natal era uma forma de juntar a família toda à volta da mesa e era quase sempre em casa dos avós. Os presentes entre os adultos eram muitas coisas que cada um produzia, como azeite, mel, nozes, vinho ... ou então umas meias quentinhas que davam sempre jeito.

Para os mais pequenos lá havia uma vez por outra um presente embrulhado com laçarote e que nos fazia brilhar os olhos de felicidade. Os avós ou os tios davam-nos uma moeda ou uma nota para colocar no mealheiro, e essa simplicidade era mágica. Desses Natais tenho saudades da confusão e da azáfama que se vivia na cozinha nestes dias. Tenho tantas saudades dos risos, das gargalhadas, da alegria de termos a família toda junta à volta da mesa, do convívio entre os primos grandes e os pequenos. Mas a inexorável máquina do tempo acaba por nos levar aqueles que nos ajudaram a criar memórias à volta do Natal ou os desígnios da vida traçam outros caminhos que nos separam.

Agora, o Natal é mais rico e farto, e acho que isso não tem mal nenhum. Ainda bem que temos acesso a mais coisas, que o nosso mundo se abriu, que podemos dar e receber mais. Agora, é tudo mais bonito. As lojas, as ruas enfeitadas. Mas se por um lado acho que é bom, por outro também me cansa a correria que se vive nesta altura do ano, as filas quase intermináveis nas caixas das lojas ou nos supermercados, o stress e a ansiedade que esta época pode criar é tão grande que não se enquadra no espírito e na magia com que devemos viver o Natal.

O Natal é a felicidade de podemos estar juntos em família. O Natal são momentos que nos deixam saudade. E em vez de presentes, muitas vezes o que ofereço, aos amigos, aos colegas de trabalho e à família são pequenas lembranças, ou como diz a minha mãe quando oferece alguma coisa a uma visita: - "isto é apenas uma lembrancinha!". As lembranças são miminhos, pequenos nadas, uma simpatia para aqueles de quem gostamos. Uma lembrança pode-nos fazer sorrir ou até aconchegar a alma. As lembranças são coisas boas que nos deixam memórias. Do Natal não se guarda na memória os presentes que se recebe.

Por exemplo, guardo o sabor dos fritos de abóbora da minha sogra ou das filhoses estaladiças da minha mãe, guardo o sabor cremoso do arroz-doce da tia Dulce ou dos figos secos que a minha mãe prepara durante o Verão para colocar agora na mesa. Guardo cá dentro o crepitar da lareira, o brinde à vida que fazemos a meio da refeição. Guardo o sorriso de alegria das lembranças que vamos criando juntos. Este ano, pelo Natal, voltei a oferecer uns miminhos feitos em casa. E entre eles, havia biscoitos de azeite, caixas com bombons, geleia de melancia com laranja, marmelada, bolo de chocolate no frasco, uns sacos com bolachas de manteiga coloridas e, entre elas, coloquei também umas com arandos secos. Quem provou diz que gostou.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Cookies de cranberries com chocolate branco


No sábado, ao final do dia, a minha amiga Helena organizou um lanche para comemorar o seu aniversário. A tarde estava quente e soube muito bem estar à conversa ao ar livre em volta de uma mesa cheia de coisas boas. Sempre que visito a Helena e o Luís, amigos de longa data, acabamos por ficar à conversa horas e horas, como se não conseguíssemos esgotar tudo o que temos para dizer e partilhar. Rimos, contamos histórias das nossas vidas, trocamos receitas, falamos do futuro, aconselhamo-nos uns aos outros sobre pequenos aspectos do quotidiano. No final, fica uma sensação boa, de tempo bem passado.

Na mesa, a Helena colocou umas bolachas deliciosas, crocantes, que se comiam de forma muito gulosa. Gostei tanto que decidi experimentar fazer a minha versão.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Queques de quinoa com arandos vermelhos


Costumo usar muito quinoa em saladas e sopas. Mas também existe no mercado massas - fiz há uns tempos uma receita com tagliatelle - e farinha deste ingrediente oriundo da América do Sul, que uso normalmente para fazer pão sempre misturada com outras farinhas. A farinha de quinoa, tem um sabor muito vincado a vegetal, o que nem sempre pode agradar a quem não esteja familiarizado com esta farinha.

Apresento, hoje, uma receita de queques de quinoa com arandos vermelhos que desenvolvi para um artigo sobre diferentes aplicações da quinoa para a edição de Março de 2014 da revista Saber Viver.


Queques de quinoa com arandos vermelhos

Ingredientes para 4 pessoas:
150 g de farinha de quinoa
85 g de farinha de arroz
15 g de amido de milho
150 g de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
200 g de açúcar amarelo
2 ovos médios
1,5 dl de leite
75 g de arandos vermelhos secos
25 g de amêndoa laminada


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar os ovos, um a um, mexendo entre cada adição.

3. Juntar as farinhas e o leite. Mexer.

4. Adicionar os arandos cortados e polvilhados com um pouco de farinha.

5. Distribuir a massa por formas de queques previamente untadas com manteiga.

6. Polvilhar os queques com amêndoa laminada.

7. Levar ao forno previamente aquecido a 180ºC durante 25 minutos.


Se não tiverem farinha de quinoa podem mesmo assim fazer estes queques substituindo por farinha de trigo. Os arandos são um excelente antioxidante.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Bolo de ricotta com arandos secos

Tenho sempre o hábito quando há um aniversário na família mais chegada de fazer um bolinho para levar para a festa. Como o meu cunhado Hugo está desde Fevereiro a trabalhar noutro continente, aqui fica uma pequena homenagem para comemorar o seu trigésimo primeiro aniversário.


Ingredientes:
1 embalagem de queijo ricotta (250g)
250g de açúcar
250 g de farinha com fermento
160g de arandos secos
3 ovos
0,5 dl de natas
sal q.b.
1 colher de sopa de raspa de limão
margarina para untar a forma
açúcar em pó para polvilhar

1. Partir os ovos e separar as gemas das claras.

2. Bater as claras em castelo bem firme com uma pitada de sal.

3. Envolver o queijo com as natas.

4. Num recipiente colocar as gemas, o açúcar, os arandos, a raspa de limão e a mistura das natas com o queijo. Mexer bem.

5. Envolver a farinha e as claras, alternadamente no preparado anterior.

6. Levar a cozer ao forno numa forma untada com margarina.

7. Depois de desenformar o bolo, polvilhar com açúcar em pó.

Este bolo foi a nossa companhia, cá em casa, no domingo à tarde. A receita original do bolo, da revista italiana Millericette In Cucina, sugere que se use passas de uva em vez de arandos. Mas como tinha uma embalagem de arandos secos na despensa, que tinha comprado há uns tempos no Lidl, resolvi usar e não me arrependi. Ficou óptimo.