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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Húmus de beterraba assada


Adoro húmus. O húmus é uma pasta que tem na base da sua preparação grão-de-bico. E depois podemos acrescentar a esta base, outros sabores. Confesso que até agora os meus preferidos são o húmus de pimento vermelho assado e o de beterraba assada. Pelo menos, são estes, que tenho feito de forma regular, nos últimos tempos, e até nos meus workshops.

O húmus serve para barrar no pão, para servir em saladas, ou para colocar numa mesa de petiscos. Eu costumo fazer umas tostas com húmus, ovo e abacate para o pequeno-almoço. Ficam tão boas!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Entrecosto com caril no tacho


Há dias, em que penso muitas vezes no modo como quero viver. Vivemos agarrados ao trabalho, às preocupações com a família, às contas que temos, todos os meses, para pagar e acabamos por nos esquecer, perdidos no emaranhado dos dias, das coisas de que gostamos fazer e de como é importante cuidarmos de nós próprios.

O modo como gerimos o nosso tempo é fundamental para conseguirmos chegar ao final da semana e realizarmos duas ou três coisas nossas, especiais, que nos deixam mais felizes e com motivação para continuar. Façam uma lista de coisas que gostavam de fazer. Por exemplo, ler um livro por mês, começar a ir ao ginásio, jantar mais vezes com as amigas de sempre, fazer uma actividade especial com o marido ou namorado, experimentar uma massagem ou uma limpeza de pele, tirar uma tarde para ir às compras ou ver as montras, ir experimentar o brunch do sítio da moda, fazer um workshop, entre outras coisas, que por certo vos irão fazer sentir bem. Às vezes, para certas coisas basta tomarmos consciência que as queremos fazer que depois arranjamos tempo.

Em casa, para vos ajudar a ter mais tempo para as coisas que vos deixam felizes, preparem as refeições com antecedência. Façam também algumas pré-preparações que vos facilitem a vida na hora de cozinhar os almoços ou os jantares da semana. Façam a lista das refeições que terão de preparar. Vejam o que irão confeccionar e para quantas pessoas. Tendo em conta os pratos escolhidos, o que é que conseguirão pré-preparar?

Assar carne, cozer massa, assar batatas, fazer a base de uma sopa, lavar os legumes, fazer o molho das saladas, entre outras coisas. Uma das coisas que costumo fazer é guisar carne em quantidade e depois congelar em doses para duas ou três refeições. Há dias, em que é só cozer uns legumes, fazer um puré ou uma salada e temos um prato de carne saboroso na mesa para o jantar. Deixo-vos, hoje, uma receita de entrecosto no tacho que podem fazer com antecedência. Espero que gostem!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Caril de frango com espinafres e abóbora


Comer de tudo e de forma equilibrada, escolhendo produtos frescos, é o lema que cada vez mais adopto quando chega a hora de preparar as refeições, cá em casa. Para mim, este é o segredo de uma alimentação saudável.

Tento introduzir muitos legumes às refeições. Penso que não coloco pratos na mesa sem que haja legumes na preparação ou para acompanhar. Deveríamos comer, aproximadamente, entre 400 a 450g de legumes por dia, entre frescos e cozinhados. Nem é uma quantidade assim tão dramática. Se começarem sempre as refeições com uma sopa, é já uma grande ajuda. E depois, se colocarem sempre salada na mesa e terem legumes cozidos ou assados para acompanhar os pratos, assim vão ver que aumentam a quantidade de legumes às refeições sem grande esforço. Está na mesa tem que se comer. Os hábitos criam-se.

Um destes dias, para um almoço de fim-de-semana, fiz um frango de caril, mas juntei-lhe abóbora e espinafres. Cheio de legumes, ficou tão bom!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Bochechas de porco estufadas com vinho tinto


Valorizar o que é nosso. Valorizar os nossos agricultores e produtores é algo que tento fazer sempre que vou às compras. Gosto de visitar mercados e feiras onde compro legumes nacionais. Alguns são até vendidos por quem os cultiva. Este contacto é tão precioso. É saber que o que comemos vem de uma horta ou de uma quinta para a nossa mesa. É comida com rosto.

Na carne, dou também preferência ao que é produzido em Portugal. Tive a sorte de crescer numa aldeia e de saber de onde vinha a carne que se colocava na mesa. Ainda hoje, há na minha família suinicultores. Por isso, foi com muito bom agrado que aceitei preparar uma receita com carne de porco 100% nacional, com qualidade certificada e com origem em animais alimentados à base de cereais. Esta é uma carne muito mais saborosa. Nas receitas a qualidade dos produtos usados faz toda a diferença. Ao comprarem carne de porco, escolham a nossa!

Fui desafiada a cozinhar umas bochechas de porco. Decidi estufá-las, o que para mim, é uma das melhores formas de as cozinhar. A carne fica tenra, suculenta, desfaz-se ao toque do garfo. Ou melhor, até se podem comer com colher de tão macias e deliciosas que ficam!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sopa de tomate com beterraba


O tomate é um ingrediente tão versátil que é usado em mil e um pratos nas nossas cozinhas. É nativo da região andina da América do Sul. Evidências genéticas demonstram que tem origem no Peru. Foram os conquistadores espanhóis que o trouxeram para a Europa e chamaram-lhe tomate. Esta designação resulta da palavra asteca tómatl, que significava "frutos roliços", pois o tomate propriamente dito, era xitomatl. Ao contrário de outros alimentos vindos do novo mundo, o tomate, tal como a batata, foi encarado com desconfiança pelos europeus e remetido, durante décadas a planta ornamental. Em Inglaterra fazia parte dos jardins reais. Só as classes mais pobres, ou em alturas de escassez, é que as pessoas recorriam ao seu consumo. Os italianos chamaram-lhe Pomo d'oro ou Manzana Dourada, o que poderá talvez querer dizer que o primeiro tomate que chegou à Europa seria de cor amarela. De Itália, chegou a França, onde foi apelidado de Pomme D'amour. Foram os italianos a incluir pela primeira vez o tomate num livro de receitas.

O tomate consome-se cru, em saladas, ou cozido, em molhos, sopas, compotas, geleias, pratos de carne ou de peixe. Pode ser panado e frito ou processado em conserva, purés, sumos, molhos. Quem é que não aprecia o famoso ketchup, parceiro indispensável do mundo da fast food? Encontra-se também hoje em dia facilmente à venda tomate seco ou tomate seco em óleo.

Numa ida ao mercado, encontramos diversos tipos de tomate fresco, suculento e saboroso. Os mais populares são o tomate chucha, de forma oblonga, o tomate cereja, frutos redondos ou ovóides de calibre pequeno, o coração-de-boi, um tomate carnudo de forma irregular e sumarento, o tomate rama, com frutos uniformes presos num cacho, o tomate redondo, carnudo e de bom calibre. Encontramos também o kumato, de tom escuro, e o tomate Raf, oriundo da região da Andaluzia. Aparece também com alguma frequência o tomate zebra.

O tomate é um ingrediente amado na cozinha portuguesa. Diz-se que em tempo de tomate não há más cozinheiras. É usado no popular arroz de tomate malandrinho para servir com pataniscas de bacalhau ou com uns carapauzinhos fritos. Elemento fundamental nas caldeiradas, no gaspacho alentejano e em diversas saladas. Experimentem cortar um tomate maduro em gomos, polvilhá-lo com flor-de-sal e um fio de azeite, e digam-me se não é maravilha?! E se lhe juntarem um pitada de orégãos secos? Tão bom! O tomate é versátil e tem múltiplos usos. Felizmente, que é usado nas mesas portuguesas sem parcimónia. Um prato com tomate é sempre bem-vindo!

Deixo-vos, hoje, uma sopa de tomate com beterraba que preparei para a edição Julho/Agosto 2016 da revista Comer. Um prato de sopa, quente, num dia frio de Inverno sabe a conforto, aquece-nos o corpo e a alma. Tão bom!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Moelinhas guisadas com tomate


Portugal é um país de petiscos. De Norte a Sul, encontramos tantas coisas boas para petiscar. Um dos petiscos que me lembro sempre de se fazer na minha casa, ou de comer em restaurantes com os meus pais, era moelinhas guisadas. Tenras, cheias de sabor, chegavam à mesa com um molho delicioso para ensopar o pão. Adorava! Os adultos acompanhavam também, tão saboroso petisco, com uma cerveja bem fresquinha. Em alternativa às moelinhas, muitas vezes fazia-se pipis, uma mistura das miudezas de frango num guisado apurado que convidada também aos prazeres do pão ensopado no molho. Tão bom! Foram momentos, à volta da mesa, que me deixaram deliciosas recordações.

Um destes dias, ao fim-de-semana, decidi preparar para petiscarmos, cá em casa, umas moelinhas guisadas com tomate. Deixei-as cozinhar lentamente, em lume brando, com bastante tomate e o resultado foi umas moelinhas guisadas extremamente saborosas. Acompanhámos com pão fresco para ensopar no molho e umas cervejas geladinhas!

terça-feira, 8 de março de 2016

Húmus de batata-doce


Há alturas em que sabe tão bem juntar a família ou os amigos à volta da mesa. Uma das coisas que adoro preparar para partilhar é húmus, um prato muito característico das cozinhas do Médio Oriente. Já fiz com pimento vermelho assado, com batata roxa doce e com salsa. Resulta sempre muito bem, com umas tostas ou fatias de pão fresco.

Desenvolvi esta receita para a edição de Novembro/Dezembro de 2015 da revista Comer.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sopa de couve-flor assada com cherovia


Os dias mais frescos de Outono trazem a vontade de colocar na mesa comidas mais quentes e reconfortantes. Nesta altura do ano gosto de preparar refeições de tacho ou então assados demorados no forno. Mas o que não pode faltar mesmo é um bom prato de sopa. Quente, cheia de legumes ajuda a repor todas as energias gastas durante um dia de trabalho. A última que preparei foi para dar destino a umas cherovias, também conhecidas como pastinacas, que comprei um destes dias no mercado. Cá em casa, adorámos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Pernas de frango assadas no forno com tomilho


Dos meus tempos de infância guardo na memória algumas refeições de frango assado no churrasco. Um prato tão simples, mas que acho que não deve haver português que não goste. Em dia de praia, compravam-se uns frangos que íamos comer à sombra dos pinheiros num parque junto à praia, na altura de maior calor. Lembro-me de haver restaurantes, como hoje em dia, que se dedicavam a assar frangos para vender para fora ou para comer no local. Batatas fritas, salada e frango assado quentinho, era uma maravilha. Quando fazíamos em casa, lembro-me de ser o meu pai a preparar o molho para colocar no frango enquanto assava na grelha, com umas boas brasas. Talvez seja daí que tenha nascido o meu gosto por pratos com um toque de picante.

O frango continua a ser uma carne que gosto muito de usar em várias refeições cá em casa. Um destes dias para fazermos um almoço em estilo de petisco, com uma salada de verdes e tomate, preparei umas perninhas de frango no forno que nos souberam muito bem.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Hummus de grão e salsa


Agosto ainda agora começou e vai ser por certo o mês das leituras. Como sabem, ler faz parte dos meus dias. Desde que me lembro que ando sempre a ler um ou mais do que um livro ao mesmo tempo. Houve uma altura em que não gostava deste método. Começava e terminava um livro sem interrupções. Agora, não. Até porque há leituras que exigem mais atenção ou um determinado estado de espírito. Por isso, há livros que gosto de ler no Verão e outros nos dias mais frios e cinzentos. Manias de leitora! Também vos acontece?

Nestes primeiros dias de Agosto, li:
- História de um gato e de um rato que se tornaram amigos do escritor chileno, Luís Sepúlveda. Um livro que se lê de um fôlego e fala sobre a amizade de um rapaz com um gato, e do gato com um rato. Com pequenos exemplos, Sepúlveda apresenta-nos valores sobre a amizade. De como dois seres tão diferentes podem unir esforços e serem mais fortes. É um livro para pequenos leitores mas que os crescidos também vão gostar;

- À Mesa com Kafka de Mark Crick. Este livro foi uma deliciosa surpresa. Assim que comecei quis logo lê-lo todo, num enorme entusiasmo. Crick apresenta 14 receitas e 14 grandes nomes da literatura universal. Cada receita resulta num pequeno conto escrito ao estilo de um desses escritores. Temos por exemplo, ovos com estragão à la Jane Austen, fenkata à la Homero ou passarinhas desossadas e recheadas à la Marquês de Sade. É um livro de histórias com receitas ou melhor, receitas com histórias. Como adoro estes livros!

- My Berlin Kitchen de Luisa Weiss, um livro da autora do blogue The Wednesday Chef. Numa viagem autobiográfica, Luisa conta-nos como decidiu criar o seu blogue, como o seu coração andou dividido durante anos entre Berlim e os Estados Unidos. Quando reencontra Max, percebe que tem que tomar uma decisão e não vai ser fácil. Ao longo do livro e no final de cada capítulo há sempre uma receita. Quem gosta de comida, de viagens e de histórias, este é um livro que vale a pena. Eu por mim, fiquei com vontade de visitar Berlim, de ir até Torre em Itália e de fazer compota de ameixas no forno!

Agosto para além de ser o meu mês de leituras é também um mês de cozinhados com sabor a petisco. Deixo-vos, hoje, mais uma sugestão - hummus de grão e salsa - para petiscar a dois ou com uma mesa cheia de amigos e umas bebidas frescas para acompanhar as gargalhadas e os sorrisos felizes que estes momentos trazem. E quais as vossas leituras de Agosto? Alguma sugestão?

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Hummus de batata-doce roxa assada


Os fins-de-semana têm a vantagem de podermos gerir o tempo à nossa maneira. Gosto dos fins-de-semana em que posso estar à mesa, sem pressas, rodeada de amigos e muitos petiscos bons. Um dos petiscos que preparei no sábado para acompanhar uma garrafa de vinho branco cá em casa, foi este hummus de batata-doce roxa assada. Ando encantada com esta variedade de batata-doce. Adoro a cor. É menos doce que a "nossa" batata-doce. Gosto de a usar em saladas, e recheadas também resultam muito bem. Mas hoje deixo-vos a receita do hummus.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Hummus de pimento vermelho assado


Junho, Julho e Agosto são meses que convidam a refeições ao ar livre. Convidam a festas, com os amigos, ao final do dia. Convidam a brindes à felicidade e ao convívio de podermos estar juntos. Na mesa, sangrias e outras bebidas frescas. Enquanto se preparam os grelhados no carvão para comer com o pão fresco, estaladiço, e taças de salada, trocam-se vários dedos de conversa e muitas gargalhadas. Enquanto se espera, a nossa atenção vai para os petiscos e para as pequenas entradas que ajudam à festa. Petiscos e entradinhas que se comem numa dentada só e que não nos obrigam a estar muito tempo na cozinha.

Hummus é a palavra árabe para grão-de-bico. Esta mistura de grão cozido com pasta de sésamo, alho, azeite e limão é muito usada na cozinha do Médio Oriente. Existem diversas variações.

Se há algum prato que me define, tem que ser um que permita partilhar. Adoro petiscos! Por isso deixo-vos, hoje, um hummus de pimento vermelho assado para servir num dia de festa. Óptimo para partilhar!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Peitos de frango com molho de chocolate e vinho do Porto


Há filmes que nos marcam e despertam vontades. Lembro-me de The Bucket List que me deixou cheia de vontade de fazer uma lista das coisas que gostaria de fazer antes de morrer. Com desejos comedidos, tenho tentado fazer a lista a curto prazo, por isso todos os anos elaboro uma lista com alguns pequenos objectivos a realizar durante o ano. Em termos gastronómicos, lembro-me do filme Festa de Babette e de como sonhei com as requintadas Codornizes em Sarcófago com molho Perigourdine, que Babette preparava no Café Anglais. Devem ser divinais.



Outro filme que me deixou a sonhar com receitas foi Chocolate. Os pratos de chocolate servidos em casa de Armande deixaram-me a sonhar. O filme mostrava que o chocolate não é só para sobremesas, e que usado em pratos salgados pode ser uma boa surpresa. Apresento, hoje, uma receita de peitos de frango com molho de chocolate e vinho do Porto que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver.


Peitos de frango com molho de chocolate e vinho do Porto

Ingredientes para 4 pessoas:
4 peitos de frango
45 ml de sumo de limão
1 colher de chá de gengibre em pó
4 batatas
80 g de manteiga sem sal
30 ml de azeite
1 colher de sopa de folhas de tomilho fresco
20 g de pinhão
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Temperar os peitos de frango com sal, pimenta-preta e gengibre. regar com o sumo de limão e deixar a marinar durante 30 minutos.

2. Levar uma frigideira ao lume com 40 g de manteiga. Quando derreter, colocar os peitos de frango e deixar alourar de ambos os lados.

3. Colocar os peitos de frango num tabuleiro de forno. Regar com o azeite e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 15 minutos.

4. Colocar uma panela ao lume com as batatas e água fria. Temperar com sal e deixar cozer as batatas.

5. Depois das batatas cozidas, deixar arrefecer um pouco e retirar-lhes a pele. Cortar as batatas às rodelas.

6. Alourar as batatas, numa frigideira, na restante manteiga. Antes de virar as rodelas de batata, para alourarem de ambos os lados, polvilhar com o tomilho. Se necessário retificar o sal.
7. Numa frigideira anti-aderente tostar os pinhões.

8. Servir os peitos de frango com o molho de chocolate e vinho do Porto, os pinhões tostados e as batatas.


Molho de chocolate com vinho do Porto

Ingredientes:
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de cominhos em pó
2 a 3 piripíris
1 dl de azeite
1 dl de vinho do Porto Ruby
50 g de chocolate 70% de cacau
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Levar uma frigideira ao lume com a cebola picada, os dentes de alho e o azeite. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto. Adicionar os cominhos e os piripíris. Deixar frigir até a cebola quebrar.

2. Regar com o vinho do Porto e cozinhar até o vinho se ter evaporado.

3. Passar o refogado para um copo. Adicionar o chocolate e triturar.


O molho de chocolate combina de forma tentadora com a carne de frango. Experimentem!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Chili de carne com chocolate


Abril chega ao fim. Este mês de águas mil, trouxe mais um Peixe em Lisboa. Este ano para além de assistir às demonstrações culinárias de chefs nacionais e estrangeiros, participei de forma mais activa. Realizei uma demonstração culinária no espaço Portugal Sou Eu, a convite da Terrius, e participei enquanto membro do júri num concurso com bloggers, promovido pela Teka.

Participei também num workshop de harmonização de comida com café e vinho, onde me vem à memória um prato de borrego com molho de café e cacau. Neste registo, apresento, hoje, uma receita de chili de carne com chocolate que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver.


Chili de carne com chocolate

Ingredientes para 4 pessoas:
750 g de vaca para estufar
45 ml de azeite
1 cebola
4 dentes de alho
1 colher de chá de cominhos em pó
1 colher de chá de paprica
1 colher de chá de orégãos em pó
1/2colher de chá de piripíri moído
1/2 colher de chá de pimenta-de-caiena
2 folhas de louro
2 cravinhos
1 estrela de anis
15 ml de molho de soja
800 g de tomate pelado em lata
3,5 dl de caldo de carne
250 g de feijão encarnado seco
30 g de chocolate 70% de cacau
10 g de salsa picada
Sal e pimenta-preta q.b.
Arroz branco cozido para servir


1. Colocar o feijão em água, de preferência de um dia para o outro.

2. No dia seguinte, colocar o feijão demolhado numa panela com água. Temperar com sal, 15 ml de azeite e uma folha de louro. Levar ao lume até o feijão estar cozido. De seguida, escorrer, retirar a folha de louro e reservar o feijão.

3. Colocar 30ml de azeite num tacho. Levar ao lume e adicionar a carne de vaca cortada em cubos. Deixar alourar os pedaços.

4. Adicionar a cebola e os dentes de alho picados. Juntar a folha de louro e as restantes especiarias. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto.

5. Juntar o tomate pelado previamente passado pelo passe-vite com o seu molho, o caldo de carne e o molho de soja. Deixar cozinhar com o tacho tapado e o lume no mínimo, durante 1 hora.

6. Juntar o feijão cozido e o chocolate. Mexer e deixar cozinhar durante dois a três minutos.

7. Servir polvilhado com salsa picada e a acompanhar, arroz branco cozido.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Carpaccio - ou talvez não? - de beterraba


A história da alimentação é um mundo fascinante. Para além das histórias dos produtos, origens e influências, agrada-me muito descobrir como nasceu determinado prato. Encontramos nas ementas de vários restaurantes carpaccio de polvo, de bacalhau, de morangos, entre outras possibilidades, como beterraba. Será que tudo o que nos é apresentado cortado em fatias finas recebe a designação de carpaccio? Como nasceu este prato que tanto nos alimenta a imaginação?

Fortunato da Câmara na sua obra, Os Mistérios do Abade de Priscos, conta-nos a história. Guiseppe Cipriani abriu em 1931 o conhecido Harry's Bar, junto à praça de San Marco em Veneza. O bar transformou-se logo num enorme sucesso. O serviço de qualidade, o ambiente luxuoso, foi atraindo para o bar conhecidas personalidades de várias áreas, como escritores, actores, políticos. Em 1950 a condessa Amalia Nani Mocenigo, que estando proibida por ordens médicas de comer carnes vermelhas cozinhadas, pediu a Guiseppe para comer algo saboroso mas que não fosse contra as indicações do médico. Guiseppe ao ouvir as lamentações da sua cliente, foi para a cozinha e regressou com um carpaccio. Um prato com lâminas de lombo de novilho cru servido com um molho branco.

«Guiseppe Cipriani era um amante da pintura renascentista, por isso a exposição retrospectiva sobre a obra de Vittore Carpaccio, que por aquela altura estava em exibição no Palácio Doge, foi mais uma vez uma fonte de inspiração para dar o nome a uma criação sua. O PORQUÊ de se chamar carpaccio ao prato de fatias finas de carne crua com um molho branco deve-se ao estilo do pintor do século XV. (...) Os diversos tons vermelhos, profundos, que caracterizam os seus quadros em conjunto com os degradês brancos marcam o estilo de Carpaccio. (...) O novilho do carpaccio servido à condessa Mocenigo tinha as tonalidades dos quadros de Vittore Carpaccio.»


O carpaccio são as fatias finas de bife de novilho, tudo o resto, tal como se diz no mundo da arte, são falsos carpaccios! Apresentei esta entrada, com sabores frescos de primavera, na edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver.

Carpaccio de beterraba

Ingredientes para 4 pessoas:
3 beterrabas médias cozidas
2 laranjas
50 g de queijo feta
30 g de pinhões
40 g de rúcula selvagem
40 g de folhas de agrião

Ingredientes para o molho:
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 pitada de cominhos em pó
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar as beterrabas em fatias finas com uma mandolina.

2. Descascar e cortar as laranjas em gomos, limpos de peles e sementes.

3. Alourar os pinhões numa frigideira ao lume.

4. Colocar as fatias de beterrabas em quatro pratos.

5. Numa taça misturar os gomos de laranja, a rúcula, as folhas de agrião, o queijo esboroado e os pinhões.

6. Numa taça misturar o azeite, com o vinagre, os cominhos, sal e pimenta-preta a gosto. Regar a salada com o molho e mexer.

7. Distribuir a salada pelos pratos com a beterraba.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Almôndegas com especiarias no forno


Há pratos que por um motivo ou por outro outro nunca me lembro de fazer. Um desses pratos é as almôndegas. Mas a pedido do Ricardo, acabei por trazer numa ida às compras, carne picada e fazer finalmente as tão desejadas almôndegas.

No dia em que as cozinhei acabei por ficar umas horas com a minha sobrinha Marta de apenas três anos. Uma ida ao jardim, uma corrida atrás de um pato, que eu já tratava por senhor pato - as figuras que nós fazemos! - e muitas brincadeiras comigo e com o Ricardo. No final do dia houve direito a jantar. E a Marta adorou estas almôndegas com massinha e molho de tomate. Nem imaginam como fiquei contente.


Ingredientes:
500 g carne porco picada
3 g de orégãos em pó
3 g alho granulado ou 2 dentes de alho picados
1 cebola picada
3 g cominhos
10 g salsa
20 g pão ralado
1 ovo
2 colheres de sopa de azeite
200 g de massa
1 folha de louro
Queijo ralado q. b.


Ingredientes para o molho de tomate:
1 lata de tomate pelado
1 cenoura cortada em quatro
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 dl de azeite
3 folhas de rama de alho-francês
Sal q.b.


1. Refogar em duas colheres de sopa de azeite, a cebola picada.

2. Numa taça colocar a carne, as especiarias, a salsa, a cebola refogada, o pão ralado e o ovo. Temperar com sal e pimenta.

3. Mexer a carne de modo a que a mistura fique uniforme.

4. Moldar a carne em pequenas bolas.

5. Colocar as almôndegas num tabuleiro de forno.

6. Levar ao forno, pré-aquecido a 190ºC, durante 15 minutos.

7. Cozer a massa em água com sal e uma folha de louro.

8. Colocar os ingredientes para o molho de tomate numa panela. Levar ao lume e deixar cozinhar.

9. Retirar a rama de alho-francês e a cenoura. Triturar com um passe-vite.

10. Depois de cozida, escorrer a massa. Envolver a massa no molho de tomate.

11. Servir as almôndegas com a massa. Polvilhar com queijo ralado.


Estava com algum receio que a Marta não reagisse muito bem ao sabor dos cominhos nas almôndegas. Comeu e até repetiu. Fiquei tão orgulhosa!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tostas de medalhões de cabra com especiarias e maçã


Estas férias tomei uma resolução. Tenho que rever o espaço dedicado aos livros cá em casa. Todos os meses compro um a três livros novos, ultimamente sempre de cozinha. Por exemplo, este mês chegou Franny's de Andrew Feinberg, Francine Stephens, donos do restaurante, e Melissa Clark. Com fotos inspiradoras e muitas ideias de comida italiana. Ideas in Food de Aki Kamozawa e H. Alexander Talbot, para além das receitas explica alguns porquês. História da Invenção na Cozinha de Bee Wilson, que já comecei a ler e onde nos fala da importância da colher-de-pau e de como ela tem sobrevivido às múltiplas invenções.

Quando comecei a minha biblioteca de cozinha fui comprando alguns livros e revistas que agora já não vejo com a mesma importância que lhes dei na altura. Mas quando se tem uma paixão por livros, parece que custa fazer uma selecção. Parece que tudo é importante e que vai fazer falta. Sim, um dia muito longínquo, talvez. Ao escrever este texto lembrei-me de um episódio que Onésimo Teotónio Almeida conta num dos seus livros. Um indivíduo tinha montes de pilhas de livros por toda a casa - acho que consigo imaginar o cenário! - "Quando alguém lhe perguntou porque os tinha assim, explicou: É que eu apanhei há muito o hábito de pedir livros emprestados, mas ainda não me deu para começar a pedir que me emprestem também as estantes."

No meu caso, não seriam só as estantes, teria que ser mesmo uma casa maior. Por isso, estas férias vamos ter limpeza às estantes, da sala e do escritório. Ver o que se pode colocar num caixote e levar para a arrecadação. Espero que não me façam falta! Bem e enquanto, ando nas minhas arrumações, deixo-vos um pequeno entretém de boca, que funciona muito bem para uma festa de Verão com amigos. Façam favor, sirvam-se. Desenvolvi esta receita para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
2 embalagens de medalhões de queijo de cabra Président
1 maçã verde
40 g de pão ralado
1 g de alho em pó
1 g de pimenta-de-caiena
1 pitada de cominhos em pó
1 pitada de noz moscada
Sumo e raspa de 1 limão
Tostas


1. Colocar numa taça o pão ralado, o alho, e as especiarias. Mexer.

2. Panar o queijo na mistura anterior.

3. Cortar a maçã em fatias finas. Regar com sumo de limão.

4. Em cada tosta colocar uma fatia de maçã, um medalhão de queijo panado nas especiarias e raspa de limão. Repetir a operação até terminar os medalhões de cabra panados.


Os medalhões de cabra com a mistura de especiarias, a frescura da maçã e do limão resultam muito bem.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Batatas salteadas com sementes de cominhos


Uma das coisas que gosto de fazer quando me sobram batatas cozidas, é salteá-las com um pouco de cominhos e alho, ideia que aprendi com a minha sogra. Ficam tão boas, que se comem num instante. Estas batatas são um excelente acompanhamento para pratos de carne para além de ser uma maneira prática e económica de utilizar este tubérculo.

Produzi esta receita para as Batatas de França.

Ingredientes:
500 g de batatas cozidas com a pele
1 dl de azeite
1 dente de alho
1 colher de chá de sementes de cominhos
sal e pimenta preta q.b.


1. Retirar a pele às batatas e cortá-las em gomos.

2. Levar uma frigideira ao lume com azeite e o dente de alho picado.

3. Quando o alho começar a frigir, adicionar as batatas.

4. Polvilhar com as sementes de cominhos. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

5. Deixar saltear até começarem a ficar douradas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Bacalhau em azeite e alho com puré de grão


Há dias em que queremos fazer o jantar em dez minutos e procuramos receitas que nos ajudem a concretizar essa necessidade. A sugestão de hoje é uma ajuda para esses dias em que temos apenas tempo para jantares apressados. Esta receita foi feita para a revista Saber Viver de Novembro de 2012.


Ingredientes:
1 lata (845g) de grão cozido
0,5 dl de azeite
1 dl de água quente
1 pitada de cominhos em pó
1 pitada de noz moscada
pimenta preta de moinho q.b.
sal q.b.
2 latas de bacalhau em azeite e alho
1 colher de chá de paprica
8 g de salsa picada
60 g de azeitonas pretas


1. Colocar o grão previamente escorrido num robot de cozinha, juntamente com o azeite, a água quente, os cominhos, a noz moscada, a pimenta preta e o sal. Reduzir a puré.

2. Colocar o puré nos pratos.

3. Abrir as latas de bacalhau em azeite e alho e colocar por cima do puré.

4. Polvilhar com paprica e salsa picada.

5. Servir com azeitonas pretas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Costeletas de borrego com puré de batata-doce e cominhos


Quando a carne de borrego é boa, qualquer prato sai bem. O segredo de um prato está, em grande parte, na qualidade dos ingredientes que usamos. E quando se pensa em usar carne de borrego, tem que ser obrigatoriamente boa. Este é daquele tipo de carne que não admite jeitinhos ou grandes temperos. Se é de má qualidade, dá-se logo por isso.

Sempre que pensarem em comprar borrego, escolham um talho de confiança, que vos saiba dizer a proveniência da carne.

Puré de batata-doce e cominhos

Ingredientes:
600 g de batata-doce
400 g de batatas
35g de manteiga sem sal
1 dl de leite
2 colheres de sopa de água da cozedura das batatas
1 colher de sopa de sementes de cominhos
sal q.b.


1. Descascar e cortar em cubos as batatas.

2. Cozer as batatas em água temperada com sal.

3. Despois das batatas cozidas, escorrer.

4. Colocar num robot de cozinha as batatas e os restantes ingredientes, com excepção dos cominhos. Triturar.

5. Por fim, envolver as sementes de cominhos e servir.


Costeletas de borrego com vinho tinto

Ingredientes:
8 costeletas de borrego
2 chalotas
2 dentes de alho
60 g de manteiga sem sal
2 g de folhas de tomilho frescas
1 dl de vinho tinto
sal e pimenta preta q.b.


1. Temperar as costeletas de borrego com sal e pimenta preta acabada de moer.

2. Levar ao lume uma frigideira com a manteiga.

3. Assim que a manteiga derreter, adicionar as chalotas e os alhos picados. Deixar cozinhar um pouco.

4. Adicionar as costeletas de borrego, o tomilho e o vinho. Deixar cozinhar as costeletas de um lado e do outro.

5. Servir as costeletas com o puré.


O puré fica delicioso. As sementes de cominhos dão-lhe um toque muito especial. As costeletas como era de um borrego de boa qualidade, valiam mesmo só por si.