A noite de Consoada foi passada com os sogros. Na mesa o tradicional bacalhau com couves portuguesas, brócolos e grelos cozidos. Não faltaram também os ovos, cabeças de nabo e batatas cozidas com a pele para acompanhar o fiel amigo. Tudo bem regado com azeite. No dia de Natal rumei até Santarém. A minha mãe preparou o almoço para a família mais chegada. O prato escolhido foi polvo à lagareiro, que tanto adoramos e que ela faz questão de preparar no Natal de há uns anos para cá. Houve uma altura em que fazia cabrito assado no forno, mas desde que os produtores de cabritos começaram a desaparecer lá na terra que escolheu começar a fazer o polvo. Nós não nos queixamos! É um prato que adoramos, mais do que o peru.
Mas se os pratos principais de Natal até foram equilibrados, os nossos pecados recaíram nos doces. O que seria da mesa de Natal sem os doces? Não era a mesma coisa! Eu fiz o
bolo-rei com muitas frutas cristalizadas e frutos secos como tanto adoramos. Preparei também uma travessa com
farófias no forno, que resultam sempre bem. E depois houve arroz-doce,
sonhos com e sem calda,
rabanadas, broas castelar, estrelinhas de manteiga, frutas secas, como os figos que adoro e muitos
bombons de várias formas e tipos de chocolate. Eu não consegui resistir a tanta coisa boa!
O almoço, hoje, vai ser uma salada para compensar alguns dos excessos cometidos nestes dias à mesa. Para quem estiver a pensar fazer o mesmo, deixo-vos esta que desenvolvi para a edição de Setembro/Outubro de 2015 da
revista Comer.