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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Lassi de manga


Os encontros com amigas de longa data para conversar das coisas da vida sabem sempre tão bem. De três em três meses costumo agendar com umas amigas um almoço. Partilhar momentos, trocar opiniões, falar de angústias, dúvidas, e das coisas boas que aconteceram e que cada uma tem para partilhar. Gerir as agendas nem sempre é fácil mas lá conseguimos marcar um dia durante a semana para um almoço

O último foi por altura do Natal. O local escolhido é sempre o mesmo. Um restaurante indiano na Estefânia que gostamos muito. A ementa escolhida também é, curiosamente, sempre a mesma, desde a entrada ao prato principal. A bebida que escolhemos invariavelmente para acompanhar a refeição é lassi de manga. Deixo-vos, hoje, uma versão desta conhecida bebida indiana.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Batatas à indiana


Há uns anos atrás organizei em casa, com amigos um almoço com sabores de Goa. Para além do xacuti de galinha, feita na perfeição pelo meu amigo Nuno, houve também na mesa umas batatas deliciosas e que nunca mais me esqueci.

Quando tive que produzir cinco receitas com especiarias para a edição de Fevereiro de 2014 da revista Saber Viver, lembrei-me das batatas desse encontro com amigos, que tanto adorei, e fiz uma versão, com especiarias que se encontram facilmente nas grandes superfícies.


Ingredientes:
700 g de batatas para cozer
20 g de sementes de mostarda
2 g de pimentão doce
2 g de coentros em pó
2 g de gengibre em pó
1 dl de azeite
10 g de coentros frescos
Sal e pimenta-preta q.b.
Uma pitada de pimenta-de-caiena


1. Colocar as batatas numa panela com água fria e levar ao lume. Temperar com sal.

2. Depois das batatas cozidas, retirar da panela e deixar arrefecer um pouco. Pelar as batatas e reservar.

3. Levar ao lume uma frigideira anti-aderente com o azeite e as sementes de mostarda. Assim que as sementes começarem a estalar, adicionar as restantes especiarias e mexer.

4. Juntar as batatas cozidas e cortadas em pedaços. Temperar com sal e pimenta a gosto. Saltear durante dois minutos.

5. Servir as batatas com coentros frescos picados.

sábado, 12 de setembro de 2009

Um almoço com sabores da Índia

Decorre, até dia 13 de Setembro, no Martim Moniz a iniciativa Todos, que «não é um festival, é um convite para caminhar por um dos bairros mais antigos de Lisboa, palmilhar S. Domingos, Martim Moniz, Intendente, Mouraria e Anjos, para passar a conhecê-los como a palma da mão» como é referido no programa.

Entre as várias actividades promovidas, destaco as Lições de Culinária nas Cozinhas da Índia e da Ucrânia.

Hoje participei na aula sobre cozinha indiana com a minha querida amiga Pipoka, que me desafiou a participar. A aula foi dinamizada por uma família indiana. O local onde decorreu o curso estava dividido em dois espaços. Um deles era a cozinha com os fogões e o outro, na sala de refeições, era composto por uma mesa corrida com taças cheias de legumes (courgettes, beringelas, nabos, tomates, etc) e onde se picava cebola e alhos.

Nesta aula a nossa incursão na gastronomia indiana começou com a confecção do pão chapati. Assistimos à preparação da massa e depois um a um tivemos a possibilidade de amassar e preparar a massa para o pão. A preparação da massa é aparentemente simples: farinha de trigo (tipo 110) e água morna, que se vai acrescentando a pouco e pouco. Neste processo, o mais difícil é moldar as bolas e depois estender a massa em círculo.

Para pratos principais tivemos ervilhas com queijo e mistura de vegetais, acompanhados do tradicional arroz basmati.

Para confeccionar o prato de ervilhas com queijo começaram por colocar azeite num tacho. Levaram ao lume e acrescentaram sementes de cominhos, que libertaram um aroma muito agradável que me abriu ainda mais o apetite.

De seguida acrescentaram cebola, alho e gengibre picados, malaguetas e, deixaram alourar. Depois, acrescentaram tomate picado, sal, mistura de especiarias (garam masala), açafrão-da-índia, pasta de caril e polpa de tomate. Deixaram cozinhar um pouco. Por fim, acrescentaram água e as ervilhas.

Este prato é servido com queijo cortado em cubos. O panir é confeccionado de uma maneira diferente do queijo que conhecemos. Em leite a ferver adicionar sumo de limão e deixar coalhar. Escorrer durante mais ou menos 10 minutos e depois prensar para dar forma ao queijo. Antes de retirarem as ervilhas do fogão adicionaram o queijo cortado em cubos.


A mistura de vegetais é confeccionada com a mesma base do prato de ervilhas, mas sem as malaguetas. Neste prato adicionaram quiabos cortados ao meio, cabeça de nabo cortada aos pedaços, cenouras às rodelas, feijão verde cortado, pimento verde cortado em pequenos quadrados, courgettes sem casca cortadas em rodelas e couve-flor. Deixaram cozinhar em lume brando com o tacho tapado.

Durante a sessão tivemos a possibilidade de sentir os aromas das especiarias usadas, de espreitar os tachos no fogão, de ver o panir a escorrer e depois já pronto a cortar.

Para sobremesa tivemos um pudim Suijhalwa. O pudim foi confeccionado numa panela com ghee (manteiga clarificada), semolina, açúcar e água. Por fim, acrescentaram passas de uvas, coco ralado, caju e amêndoas picadas.

Este curso foi um momento muito especial. A família que nos acompanhou foi de uma simpatia inexcedível, o que criou um ambiente agradável, descontraído, alegre e de partilha. Adorei.

sábado, 7 de março de 2009

Sexta-feira à noite

Às vezes gostava de me encontrar mais com alguns amigos durante o ano e não apenas em datas concretas, do género aniversários, férias ou passagem de ano, mas a azáfama do dia-a-dia não permite ou não nos predispomos a isso. Esta semana procurámos contrariar essa tendência e marcámos um jantar com o nosso amigo Nuno. Inicialmente era para jantarmos cá em casa, mas a opção de ir jantar fora acabou por ser mais forte. O restaurante escolhido, Zaafran, foi uma sugestão da minha cunhada Cristina que anda sempre a par de novos sítios interessantes para uma refeição.

O restaurante estava cheio mas sem confusão, o que nos permitiu conversar de forma agradável.

Começámos a refeição com as entradas. Escolhemos pão naan com queijo e alho e pakora de legumes.

Pão naan com queijo e alho.

Pakora de legumes.

Para prato principal cada um de nós fez a sua escolha, mas sem repetir o pedido para termos a possibilidade de provar das três opções.

Caril de camarão com molho de coco.


Peixe com lentilhas.

Bife de vaca com molho zaafran.

Nas sobremesas escolhemos Halwa de cenoura, gelado de pistácio e uma outra sobremesa com molho de açafrão, de que me não lembro o nome.

Halwa de cenoura.


Gelado de Pistácio.

Na minha opinião, a halwa de cenoura destaca-se e recomendo.

Restaurante Zaafran
Largo D. Estefânia, Lisboa

sábado, 11 de março de 2006

Baji de batata


Ingredientes:
1 cebola grande
2 colheres de sopa de caril de baji
1,5 kg de batatas
2 copos de água
azeite, sal e coentros

Numa panela, refoga-se a cebola picada e o azeite. Adiciona-se o caril de baji, junta-se as batatas cortadas aos cubos e os 2 copos de água. Tempera-se com sal (a gosto) e coentros picados. Deixa-se cozer as batatas.

O baji de batata deve ficar húmido, mas não com molho.

P.S. Receita da Gilda.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Xacuti de Galinha


O carnaval é sinónimo de alegria e festa. É também uma excelente oportunidade para reunir os amigos à volta da mesa. Na passada terça-feira o meu amigo Nuno Vaz veio cá a casa preparar um almoço tipicamente goês e foi uma agradável surpresa. Ficámos todos rendidos.

Goa na sua cozinha tem a particularidade de assimilar a cultura portuguesa e a indiana resultando numa saborosa simbiose entre o oriente e o ocidente. O Xacuti é um dos pratos mais representativos da cozinha indo-portuguesa.

Ingredientes:
1 galinha sem pele e cortada em pedaços pequenos
1 cebola
1 tomate
3 ou 4 dentes de alho
125 gr de coco ralado
1 pedaço de gengibre (tirar a pele)
5 a 6 colheres de sopa de azeite
4 colheres de pó de xacuti
água de tamarindo
2 pimentas verdes
sal


De véspera, deixa-se a galinha temperada com sal, 2 colheres de xacuti e sumo de limão.

Pica-se a cebola, os dentes de alho e o pedaço de gengibre (sem a pele). Depois de picado, coloca-se num tacho médio com 5 a 6 colheres de azeite. Leva-se ao lume e deixa-se alourar. Junta-se 2 colheres de sopa de xacuti e um tomate cortado aos pedaços e sem pele. Mexe-se tudo muito bem.

De seguida, junta-se os pedaços da galinha, água q.b (que tape a carne da galinha) e alguns pingos de sumo de limão. Deixa-se cozinhar até apurar um pouco.

Em seguida, inclui-se a água de tamarindo, 2 pimentas verdes com um corte longitudinal e sal a gosto.

Acrescenta-se ainda o côco assado na frigideira (leva-se ao lume o coco numa frigideira anti-aderente e mexe-se até ficar castanho, mas atenção para não deixar queimar), posteriormente é novamente ralado na trituradora. Deixa-se cozinhar mais um pouco para acabar de cozer a carne. É importante que a galinha fique com molho.

O xacuti de galinha é servido com arroz basmati. O arroz deve ser lavado até tirar a goma e deixa-se a repousar em água durante um pouco (mais ou menos 8 minutos) antes de se colocar a cozer. O arroz só é colocado a cozer, quando a água estiver a ferver. Depois de colocar o arroz deixa-se levantar fervura e retira-se. Está pronto a servir.

Deverá ser servido colocando o arroz no prato em forma de muralha circular, deixando o centro livre para o Xacuti de Galinha.