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15h00 - 19h00      Workshop Vamos fazer Pão?
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Waffles de espelta e batata-doce


O pequeno-almoço é uma das refeições a que dou muita importância. Gosto de começar o dia, a variar, o que como. Penso que conseguimos fazer, para a nossa primeira refeição do dia, propostas diferentes, fáceis e saudáveis desde que decidamos que queremos mudar a nossa alimentação. Adoro pão com manteiga e uma chávena de leite quente com chocolate ou café. Este foi o meu pequeno-almoço, durante anos. Pão com manteiga e uma bebida quente é comida de conforto, principalmente agora, no Inverno. Fiz sempre o mesmo pequeno-almoço, durante anos, porque achava que fazer sempre o mesmo era mais fácil, rápido e não me ocupava muito tempo.

Ao longo dos anos, percebi que o segredo para uma alimentação saudável é o equilíbrio e irmos variando o que se come. Tomando este princípio como um pilar, em termos de alimentação, decidi que tinha que variar as minhas refeições, começando pelo pequeno-almoço. Como sabem, agora estou na fase que para além de variarmos o que comemos, devemos também tentar incluir muitos legumes nos nossos pratos, começando pela primeira refeição do dia.

Variar o que se come, ao pequeno-almoço, exige um bocadinho de organização e muita disponibilidade para mudar. Se fizerem algumas pré-preparações, por exemplo ao domingo, e cozerem ovos, assarem batata-doce, entre outras coisas, vão ver que variar o que se come ao pequeno-almoço é um exercício delicioso. Deixo-vos, hoje, a receita de umas waffles com espelta e batata-doce. Uma sugestão para pensarem em variar os vossos pequenos-almoços.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Vamos fazer pão: Pão de espelta com sultanas, nozes e arandos


O pão é dos alimentos mais populares no mundo e um dos mais antigos. Versátil, porque para além de ter presença à mesa, é também ingrediente para muitas receitas, tanto salgadas como doces. Comemora-se, hoje, o Dia Mundial do Pão, data instituída em 2000, em Nova York, pela União Internacional de Padeiros e Afins.

O pão fermentado surgiu com os egípcios e o seu consumo foi difundido, na Europa pelos Romanos. Continua, hoje em dia, a ser um alimento presente em muitas casas portuguesas. Cresci a ver a minha mãe a fazer pão, para a família, o que me serviu de inspiração para tentar, hoje em dia, fazer pão em casa. Um hábito que se foi perdendo nos últimos anos devido à facilidade com que se encontra à venda. Mas se o pão de compra, de uma maneira geral, é bom, o feito em casa, pelas nossas mãos, é sem dúvida único e muito especial. Fazer pão em casa é um hábito que, aos poucos e poucos, se vai retomando.

E é esse o desafio que vos deixo. Para comemorar o Dia Mundial do Pão, vamos colocar as mãos na massa? Penso que é uma das melhores formas de homenagear esta data. A receita que partilho, hoje, foi desenvolvida a convite da Fermipan, um pão com mistura de farinhas, enriquecido com nozes e frutas secas. Fermipan é um fermento biológico feito à base de leveduras e não tem glúten. Vamos fazer pão?

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Vamos fazer pão: Pão de espelta com bagas goji, sultanas e nozes


Fazer pão é uma deliciosa aventura. Cá em casa, faço pelo menos, um pão por semana. O sabor do pão feito por nós é especial, diferente de todos os que se compram. Uma das vantagens de fazermos pão em casa é, para além de controlarmos a quantidade de fermento que usamos, é podermos fazer a nossa mistura de farinhas.

Hoje em dia, felizmente, numa ida às compras encontramos farinhas diferentes que podemos usar na confecção dos nossos pães. Eu adoro misturar farinhas. O pão que partilho, hoje, convosco é de trigo e de espelta. Vamos fazer pão?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de Natal


O pão faz parte da nossa mesa, principalmente em dias de festa. O pão é um alimento tão versátil! Cá em casa, há sempre pão. Todas as semanas, procuro fazer um pão diferente para nos acompanhar nos pequenos-almoços, nas refeições da semana ou nos lanches.

A pensar nos dias de festa que se avizinham, deixo-vos, hoje, uma receita de pão com os sabores do Natal. Vanos fazer pão?


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão com batata-doce roxa


Todas as semanas se faz pão cá por casa. E a grande magia de fazermos pão, é que o podemos fazer ao nosso belo gosto. Temos a liberdade de juntarmos farinhas, de escolhermos sementes, especiarias ou legumes. Os nossos pães são sempre especiais e únicos.

Um dos últimos pães que fiz, cá em casa, foi com batata-doce roxa, que tem uma cor linda e faz um pão que surpreende toda a gente. Já imaginaram um pão roxo? Fica lindo! E não precisamos de corantes. A batata-doce roxa deixa-o com uma cor mesmo fabulosa.

Um pão que tem tempo para levedar sem pressas, é sempre, um pão cheio de sabor. Este, pensei fazê-lo, num dia, e coze-lo, no outro. Mas, como não tive tempo, acabou por fermentar dois dias no frigorífico. O resultado foi um pão fabuloso. Vamos fazer pão?


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Vamos fazer pão: Pão sem amassar para donas de casa atarefadas


Fazer pão em casa pode tornar-se um hábito delicioso. No dia 28 de Outubro de 2017, rumo até ao Porto para dois workshops Vamos Fazer Pão?. O horário da tarde já esgotou, mas podem ainda inscrever-se no de manhã que irá decorrer das 10h00 às 13h30. As inscrições são através do eMail sott@work.pt. Não percam esta oportunidade e venham fazer pão.

Podemos fazer pão de diferentes maneiras. Tentei dar uma ideia geral de como fazer pão em casa no texto que escrevi para o Boa Cama Boa Mesa do Expresso. Trago-vos, hoje, mais uma maneira de fazer pão. Daquelas que não é preciso amassar, mas em que precisamos apenas de dar tempo à massa para levedar e desenvolver sabor. Parece-vos prático este método? Vamos fazer pão?

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com arandos e trigo sarraceno


Vamos fazer pão? Às sextas-feiras, há sempre pão fresco aqui no Cinco Quartos de Laranja. Pode ser um pão doce simples ou enriquecido. Pode ser um pão feito usando o método directo, ou seja misturar todos os ingredientes, amassar, deixar levedar, enrolar, levedar mais um pouco e levar ao forno. Ou com pré-fermentos. Tenho feito pão com poolish e com biga. Já vos expliquei como faço o meu fermento natural de centeio (conhecido também como isco, mãe, levedura líquida, crescente, etc..). Partilhei convosco as vantagens de fazer pão usando um tacho de ferro fundido. Para quem faz pão regularmente em casa, aconselho o investimento num bom tacho ou panela. Faz mesmo a diferença, na cozedura do pão, deixa a crosta muito estaladiça.

Podemos fazer pão de várias maneiras. Volto, hoje, a falar-vos da autólise. Este método foi divulgado pelo professor francês Raymond Calvel nos anos 70 do século passado, que estudou os benefícios de misturar a farinha com a água e deixá-la descansar durante, aproximadamente, 20 a 30 minutos, antes de adicionar o sal, o fermento ou outros elementos que queiramos colocar na massa para enriquecer o nosso pão. Durante o período de descanso a massa começa a desenvolver-se. Ou seja, a água vai « ligar as proteínas formadoras de glúten, além de iniciar a atividade enzimática nativa na farinha: amílase, convertendo açúcares; e protease, quebrando as proteínas promovendo extensibilidade (capacidade da massa se prolongar), balanceando então a elasticidade (capacidade de retrair) afim de permitir uma massa mais expansível. » Este processo deixa a massa elástica o que facilita imenso o nosso trabalho ao amassar. Depois de fazerem pão usando este método, vão ver que amassar à mão se torna tão fácil! Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Vamos fazer pão: Pão de espelta com nozes


Fazer pão em casa pode parecer algo muito difícil, mas a verdade, é que não é. Pensem que antes da sociedade de consumo em que vivemos, fazia-se o pão em casa, à mão, sem ajuda das batedeiras ou de outros utensílios que hoje nos facilitam, e muito, a vida. No fundo é darmos continuidade a uma arte que tem passado de geração em geração.

Para fazermos bom pão em casa, são precisos apenas cinco ingredientes. Farinha, sal, fermento, água, tempo e paciência. Quando começamos a fazer pão em casa, apaixonamo-nos pelo sabor bom do pão. Para mim é quase terapêutico amassar a massa. Nem imaginam como me entusiasmo quando a vejo a levedar! Fazer pão é diferente de fazermos um bolo. O resultado não é logo imediato, mas é também fruto das nossas mãos. E isso é mesmo muito especial.

Relembro que no dia 6 de Maio vamos ter em Lisboa um workshop para quem quer fazer bom pão em casa. Vamos fazer pão?


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de beterraba com nozes


Penso que não sou a única a salivar sempre que penso em pão fresco, acabado de sair do forno, cheiroso e crocante. Com manteiga, é sem dúvida, uma das muitas maravilhas que faz o nosso palato feliz!

Gosto de comer pão. Faz parte dos meus pequenos-almoços de todos os dias. E gosto tanto de pão simples como quando é mais rico, com mistura de farinhas, com frutos ou legumes. Gosto de o usar em sandes, de o ensopar no azeite ou no molhinho de um guisado saboroso. Gosto de o acompanhar com queijos ou enchidos. O pão é um alimento fantástico!

Faço, pelo menos, um pão por semana cá em casa. E gosto de fazer o meu pão usando pré-fermentos. Até agora já vos falei do Poolish e da Biga. Mas das receitas que partilhei convosco preparei sempre os pré-fermentos de véspera. Acontece, que um destes dias, queria fazer um pão para o lanche com beterraba e nozes, e decidi fazer um pré-fermento mas com uma fermentação mais rápida. Para isso, usei mais fermento. O resultado foi um pão de sabores complexos e de uma textura consistente que nos agradou muito. Fazer pão em casa, só custa começar. Vamos Fazer Pão?

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão de mistura com passas e laranja cristalizada


Quem gosta de fazer pão em casa? Quando se começa, acho que depois não se quer parar. São tantas as farinhas que podemos usar. São tantas as combinações que se podem fazer que, se quisermos, podemos colocar na mesa para a família um pão diferente todas as semanas.

O pão, que esta semana partilho convosco, é um pão de mistura, usei farinha de trigo e farinha de centeio, e adicionei-lhe uma mão cheia de passas e laranja cristalizada. Gostam da ideia? Vamos Fazer Pão?


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Vamos fazer pão: Pão de abóbora assada


Gosto tanto de fazer pão em casa. Colocar a farinha numa taça. Juntar água, sal, fermento e amassar. Hoje em dia temos máquinas que amassam e que nos poupam trabalho, mas adoro colocar as mãos na massa e esticá-la, dobrá-la e voltar a esticá-la. Gosto deste ritual. Sinto uma ligação muito especial ao ritual de fazer pão.

Para fazermos pão em casa podemos usar dois métodos. O método directo que é juntar todos os elementos numa taça, amassar, levedar e vai para o forno ou então usar o chamado método indirecto.

O método indirecto consiste no uso dos pré-fermentos. Os pré-fermentos, tentado explicar de forma muito simples, são porções de massa que são deixadas a levedar e que depois se juntam à preparação final do pão. Como pré-fermento temos o poolish, que já expliquei aqui como se prepara. E temos também a biga. Este pré-fermento é muito usado pelos padeiros italianos e é essencial na preparação de algumas variedades de pão. A hidratação (quantidade de água) pode variar entre os 45% e os 60%. A fórmula que uso para preparar a biga é a seguinte:

100% de farinha
60% de água
1% de fermento

O uso de pré-fermentos torna o pão muito mais saboroso, com uma textura muito diferente daquela que se consegue pelo método directo. O uso dos pré-fermentos exige que se dê mais tempo às massas. Se repararem, não nos dá mais trabalho. É apenas uma questão de organização. Fazer pão em casa torna-se tão fácil assim. Quem aceita o desafio? Vamos Fazer Pão?


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Vamos fazer pão: Pão com farinha de espelta no tacho


Fazer bom pão é uma arte que se aperfeiçoa com o tempo. Quando se faz pão vai-se percebendo aos poucos e poucos as massas, se aguentam ou não mais água, se precisam de mais tempo de fermentação, qual a temperatura mais adequada do nosso forno. Fazer bom pão em casa é um processo. Quando comecei a fazer pão, principalmente aquele com longas fermentações, nem sempre correu tudo bem. Mas o segredo é não desistir. E quando se consegue, o nosso pão passa a ser o melhor pão do mundo. Come-se e partilha-se com muito mais gosto, há uma alegria especial e um certo orgulho que se traduz na frase "fui eu que fiz"! E isso é tão bom.

Fazer pão em casa tem muitas vantagens:

1. Podemos escolher as farinhas que queremos usar;

2. Podemos fazer pão com diferentes tipos de farinhas. Ou seja, podemos fazer a nossa própria mistura de farinhas;

3. Podemos fazer pão com os mais variados legumes: tomate, espinafres, abóbora, pepino, batata, batata-doce, beterraba, cenoura, entre outros;

4. Podemos fazer pão com especiarias: caril, paprica, etc ... Usar sementes ou frutas cristalizadas;

5. Podemos enriquecer os nossos pães com ervas, queijo, enchidos, entre outras deliciosas opções;

6. Podemos fazer combinações de farinhas com sementes, com especiarias, com frutas e/ou com legumes;

7. Podemos fazer os nossos pré-fermentos;

8. Podemos controlar a quantidade de fermento do nosso pão;

9. Podemos fazer pão de mil e uma maneiras;

10. Podemos comer pão diferente todos os dias. Somos nós que criamos o nosso pão e as combinações são quase infinitas!


Ao fazermos pão em casa, a grande vantagem, é fazermos um pão único, especial, saboroso e que não se encontra à venda.


Depois de tantas vantagens de fazermos pão em casa, deixo-vos o desafio: Vamos fazer pão?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pão de nozes com vinho tinto


Fazer pão é quase como fazer magia. Com apenas farinha, água e sal, o tanto que se consegue fazer. Um dos meus objectivos deste ano é aprender mais sobre a arte de fazer pão. Para mim, fazer pão não é uma novidade. Desde que me lembro que a minha mãe faz pão. Todas as semanas cozia o pão da semana, numa altura em que não se tinha o hábito nem os meios para congelar e o pão aguentava-se sem ficar com bolor. No início guardava um prato com massa lêveda para na semana seguinte usar como isco. O pão era sempre muito saboroso. Ainda hoje quando faz pão, apesar de ter abandonado a técnica de guardar massa e se ter rendido ao fermento de padeiro fresco, não há quem a iguale.

Na arte de fazer pão há o que se chama de pré-fermentação. Este processo serve para tornar o pão mais saboroso, dar-lhe textura, e ajuda a levedar, diminuindo a quantidade de fermento usado. A pré-fermentação consiste em fazer um pouco de massa previamente e depois juntá-la quando se preparar o pão. Penso que podemos dizer que é uma massa mãe, como quando fazemos o nosso isco. Existem várias maneiras de fazer a pré-fermentação. Eu nesta receita usei a mesma quantidade de farinha e de água. Há também quem coloque sal. Para terem uma ideia, existem, de uma maneira geral, três tipos de pré-fermentação: poolish, biga e a massa fermentada/lêveda.

No poolish usa-se a mesma quantidade de farinha e de água, usando a seguinte fórmula: 100% de água, 100% de farinha e 0.2% de fermento. Como em casa não temos balanças com capacidade de pesar os gramas com precisão, aconselho a usar a experiência do que sabemos ser uma pitada, em relação ao fermento de padeiro seco. O poolish é muito usado na confecção de baguetes. O processo designado por biga foi desenvolvido pelos padeiros italianos e é uma pré-fermentação com menos hidratação que o poolish. É feito seguindo a seguinte fórmula - sim, em padaria usam-se muitas fórmulas! - 100% de farinha, 60% de água e 1% de fermento. A massa fermentada é útil para quem faz o mesmo pão regularmente. Consiste em guardar 1/3 da massa levedada para usar na base, como massa mãe, do próximo pão. Esta massa pode ser guardada no frigorífico durante 3 dias, mas também pode ser congelada. Fazer pão é mesmo um mundo com muitas coisas por descobrir, ou não tivesse esta arte mais de 6000 anos!

Deixo-vos, hoje, um pão de nozes com vinho tinto. A ideia para fazer este pão veio de uma ida ao restaurante da Herdade do Esporão, onde tive o prazer de participar num almoço para conhecer a nova carta e onde nos foi servido um pão de vinho tinto com avelãs e amêndoas. Gostei tanto que resolvi experimentar fazer cá em casa.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Pão de centeio com quinoa vermelha


Eu adoro pão. Pão quente acabado de sair do forno com manteiga é algo que me deixa muito feliz. Quando vou a um restaurante, umas das coisas que gosto de fazer enquanto aguardo a chegada dos pratos escolhidos, é ir provando os diferentes tipos de pão que colocam na mesa.

A minha mãe sempre fez pão e ainda, agora de forma menos regular, o faz. Em minha casa o processo foi, desde que me lembro, sempre o mesmo. Farinha T65, um alguidar de barro, água e forno de lenha. O que mudou foi o fermento. Primeiro de massa velha, e depois com fermento de padeiro fresco, que a minha mãe designa por fermento inglês.

Há coisas que gostamos de fazer e não conseguimos explicar muito bem. Eu adoro colocar as mãos na massa. Apesar de ter máquina do pão, dou por mim, a fazer todo o processo de forma manual. Manias! Quando faço pão, umas das coisas que gosto também de fazer é misturar farinhas. Adicionar frutos secos e/ou sementes. E um pão que já fiz várias vezes cá em casa é este de centeio com quinoa vermelha, para além da mistura de farinhas, tem também a quinoa em grão que lhe dá uma textura e um aroma a "noz", muito agradável.


Pão de centeio com quinoa vermelha

Ingredientes:
300 g de farinha T55
140 g de farinha de centeio
60 g de farinha de espelta
70 g de quinoa vermelha
25 de fermento de padeiro
3,5 dl de água morna
8 g de sal grosso
Farinha para polvilhar q.b.


1. Juntar as farinhas numa taça.

2. No meio desfazer o fermento de padeiro. Adicionar 1 dl de água morna e desfazer o fermento à medida que se sai juntando com um pouco de farinha.

3. Tapar o recipiente e deixar levedar durante 30 minutos.

4. Juntar o sal e a quinoa previamente passada por água. Amassar a massa à medida que se vai acrescentando a restante água morna.

5. Polvilhar a massa com farinha. Formar uma bola e deixar levedar com recipiente tapado em local reservado, durante 2 horas.

6. Com a ajuda de um pouco de farinha, formar com a massa levedada um pão.

7. Colocar a massa num tabuleiro polvilhado com farinha e tapar com um pano.

8. Aquecer o forno a 225ºC.

9. Levar o tabuleiro com a massa ao forno durante 35 minutos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Pão de batata com sementes de papoila


Há cheiros, gestos que se tornam rotinas, hábitos de sempre e que quando nos faltam, sentimos necessidade de os retomar, reavivar. Como se os gestos, nos levassem a recordar, a viver os momentos bons. Desde que me lembro, a minha mãe sempre fez pão. Preparava o fermento. Guardava um pedaço de massa que colocava num prato. Polvilhava com farinha e guardava para usar na semana seguinte. Levantava-se de madrugada. Amassava, com a força dos seus braços num alguidar de barro, uma amassadura de uns dez quilos de farinha. Guardo sempre a imagem da minha mãe, cheia de força a vergar a massa, a fazê-la ceder aos movimentos das suas mãos fechadas. E depois da massa lêveda, o pão era tendido à boca do forno. E quando saía, o cheiro, o sabor, era simplesmente inesquecível!

É por isso que gosto tanto de fazer pão. De amassar à mão. De repetir um ritual que sempre vi fazer. Claro, que cá por casa, numa escala muito reduzida e num forno elétrico. A comida envolve emoções. E fazer pão deixa-me feliz!

Pão de batata com sementes de papoila

Ingredientes:
285 g de farinha T65
75 g de farinha de grão-de-bico
50 g de farinha de espelta
2 batatas médias para puré
2 dl de água de cozer as batatas
30 ml de azeite
30 ml de leite
7 g de sal grosso
25 g de fermento de padeiro
20 g de sementes de papoila
Farinha para polvilhar q.b.


1. Descascar e cortar as batatas em pedaços. Levá-las num tacho com água ao lume.

2. Depois das batatas cozidas, escorrer e reservar a água de cozedura.

3. Reduzir com um passe-vite as batatas em puré.

4. Numa taça colocar 175g de puré de batata já frio, o azeite, o leite e as farinhas.

5. Colocar o fermento desfeito no centro das farinhas. Regar com 1 dl de água morna de cozer as batatas e ir desfazendo o fermento à medida que se vai envolvendo com um pouco de farinha.

6. Tapar o recipiente e deixar levedar durante 30 minutos.

7. Adicionar o sal, as sementes de papoila e a restante água morna. Amassar.

8. Polvilhar com um pouco de farinha e deixar levedar durante 1h. Formar uma bola com a massa e deixar levedar durante mais 30 minutos, sempre com o recipiente tapado com um pano e em local reservado.

9. Pré- aquecer o forno a 225ºC. Colocar um tabuleiro com água na grelha, por baixo, de onde se irá colocar o pão.

10. Levar a massa do pão num tabuleiro polvilhado com farinha ao forno durante 50 minutos.


Desenvolvi esta receita para a rubrica Batatas com Sabor.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bolo de morango e ruibarbo


Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio vi os primeiros produtos do Outono, as romãs, as nabiças, a pastinaca, a batata violeta, juntamente com alguns ingredientes ainda de Verão, os figos, os morangos e as ameixas. Descobri ainda um fruto, a pêra-melão, que estou curiosa por experimentar. Uma das coisas que gosto sempre que vou ao Brio é encontrar novos produtos, juntamente com uma grande variedade de vegetais frescos e viçosos.

Os dias chuvosos convidam a ficar em casa. E parte do meu fim-de-semana foi de volta da cozinha, de novas receitas e algumas leituras. No domingo, para o lanche fiz este bolo delicioso, ainda com um cheirinho a Verão, mas a pedir o conforto de um café bem quente.

Ingredientes:
125 g de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
350 g de açúcar
4 ovos
100 g de farinha de espelta
250 g de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1,5 dl de leite
150 g de ruibarbo
200 g de morangos
Farinha para polvilhar
Açúcar em pó para polvilhar (facultativo)


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar os ovos um a um e bater entre cada adição.

3. Juntar as farinhas com o fermento, adicionar ao preparado anterior com o leite. Mexer.

4. Cortar os morangos ao meio ou em quatro, e cortar o ruibarbo em pedaços com aproximadamente 1 cm. Polvilhar com farinha.

5. Envolver os morangos e o ruibarbo na massa.

6. Colocar o preparado numa forma untada com manteiga. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 50 minutos.

7. Depois de desenformado, polvilhar com o açúcar em pó.


Este bolo fica muito macio, fofo. Adoro encontrar os pedaços da fruta. Com um chá ou café, num dia de chuva, cinzento como o de hoje, sabe tão bem!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tartelettes de farinha de grão com alho-francês e cogumelos


Em Abril a Primavera instala-se de vez, apesar de o Inverno deixar ainda rasgos fortes de vento e pingas de chuva. Neste mês, os dias são azuis e as flores sorriem nos canteiros a quem passa. Que espetáculo bonito é ver avenidas, em Lisboa, com árvores cheias de flores.

Abril sabe a Liberdade e traz a vontade de fazer coisas, de renovar objectivos e vontades. E se ainda não fiz a mudança das roupas de Inverno para a meia estação, na cozinha a vontade de fazer pratos coloridos e apetitosos sobrepõe-se a todas as vontades.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio não resisti ao queijo quark fresco e às farinhas. Trouxe de espelta e de grão. Esta última foi para mim, uma verdadeira novidade.

Ingredientes para a massa:
150 g de farinha de grão
50 g de farinha de espelta
100 g de farinha de trigo tipo 1050
130 g de manteiga sem sal
30 g de tomate seco
80 ml de água fria
sal e pimenta preta q.b.


1. Trabalhar as farinhas com a manteiga, sal e pimenta preta.

2. Adicionar o tomate seco triturado. Regar com a água e trabalhar a massa.

3. Formar uma bola e envolver a massa em película aderente. Levar ao frigorífico durante 20 minutos.

4. Estender a massa numa superfície polvilhada com farinha.

5. Forrar 8 formas de tartelettes com a massa.

6. Picar o fundo da massa com um garfo.

7. Encher as formas com feijão seco e levar ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 20 minutos.


Ingredientes para o recheio:
220 g de cogumelos brancos
80 g de alho-francês sem rama
4 ovos médios
1 queijo quark fresco de 200g
2 dl de leite
40 g de queijo pecorino ralado
1 colher de chá de alecrim fresco picado
1 pitada de noz moscada
sal e pimenta preta q.b.


1. Limpar e cortar os cogumelos em fatias finas.

2. Cortar o alho-francês às rodelas.

3. Numa taçar misturar os ovos com o leite, o queijo quark e metade do queijo pecorino. Adicionar os cogumelos e o alho-francês. Temperar com a noz moscada, o alecrim , sal e pimenta a gosto.

4. Rechear as tartelettes com esta mistura. Polvilhar com o restante queijo ralado.

5. Levar ao forno pré-aquecido, a 190ºC, durante 20 a 25 minutos.


Servir as tartelettes com salada de verdes. A massa destas tartelettes fica crocante e cheia de sabor. O tomate seco triturado e a mistura de farinhas ajuda a fazer a diferença. Eu optei por fazer pequenas tartes, mas podem optar por colocar a massa numa tarteira maior.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Muffins de espinafre


Com o fim-de-semana à porta apetece fazer algo para partilhar com os amigos ou com a família. Apetece fazer algo para aproveitar ainda os dias de Verão, seja numa ida à praia ou num almoço ao ar livre. E nada melhor do que uns muffins para colocar na lancheira, para matar a fome depois de uma ida ao mar, ou para acompanhar uma salada num piquenique com a família, à sombra das árvores.

Ingredientes:
150g de farinha
50g de farinha de espelta
1 colher de chá de fermento em pó
250g de folhas de espinafres
1 colher de chá de alho em pó
125g de iogurte natural
150g de queijo creme
3 colheres de sopa de azeite
2 ovos
sal q.b.


1. Bater os ovos com o iogurte natural (sem soro), o queijo creme e o azeite.

2. Numa taça colocar as farinhas, o alho, e o sal. Verter o preparado anterior e mexer muito bem.

3. Escaldar as folhas de espinafre durante 4 minutos. Escorrer, passar por água fria e escorrer novamente.

4. Picar os espinafres bem escorridos e juntá-los à massa. Mexer. Se necessário rectificar o sal.

5. Distribuir a massa por formas de queque pequenas e levar ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 25 minutos.


Os muffins ficam macios e deliciosos. Bom fim-de-semana.