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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sopa picante de tomate com chocolate


A minha paixão pela cozinha, pelos sabores estende-se aos romances e aos filmes, como várias vezes tenho partilhado convosco. A semana passada, tive a possibilidade de assistir à ante-estreia do filme Chef, um filme bem disposto e romântico à volta de um chefe que decide mudar de vida. O chef José Avillez preparou um brioche com sapateira e creme de abacate inspirado no filme e servido antes da sessão, que soube muito bem.


Aguardo com curiosidade a chegada aos cinemas da adaptação do romance de Richad C. Morais, A Viagem dos Cem Passos. Se no livro as descrições dos pratos nos deixava com água na boca, imagino o filme. Nos próximos tempos, também gostava muito de ir ver The Lunchbox, um filme em que a comida aproxima as pessoas e desperta paixões.


Junho chegou tristonho. Ora está enublado, ora o sol aparece sorridente, para esta semana, as previsões indicam finalmente a chegada do calor. Esperamos que sim. Confesso que este tipo de tempo incerto me cansa, deixa-me menos feliz. E nestes dias assim que ora chove, ora temos sol e calor, apetece o conforto de um prato de massa, de um guisado apurado ou de um prato de sopa quente.

Apresento-vos, hoje, uma receita de sopa picante de tomate com chocolate que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver e que sabe muito bem assim, num dia em que precisamos de conforto.

Sopa picante de tomate com chocolate

Ingredientes para 4 pessoas:
825 g de tomate maduro
1 beringela
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de paprica
3 g de pasta de harissa
1 dl de azeite
3,5 dl de água quente ou caldo de legumes
40 g de chocolate 70% de cacau
Sal e pimenta-preta q.b.
Cebolinho picado q.b. para servir


1. Escaldar o tomate em água a ferver durante cinco minutos. De seguida passar o tomate por água fria e retirar-lhe a pele.

2. Colocar num tabuleiro de forno a cebola cortada em meias luas, os dentes de alho laminados, a beringela descascada e cortada em cubos e o tomate cortado às rodelas.

3. Temperar com sal, paprica, harissa e pimenta-preta a gosto. Regar com o azeite e mexer.

4. Tapar com folha de alumínio o tabuleiro. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 minutos. Depois retirar o papel, mexer e deixar assar mais 25 minutos.

5. Depois dos legumes assados colocá-los numa panela juntamente com o chocolate e a água quente. Com a varinha mágica triturar muito bem.

6. Servir a sopa polvilhada com cebolinho fresco picado.



O picante e o chocolate, na dose certa, dão um toque especial a esta sopa.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Salada de bulgur com abóbora assada e queijo de cabra


Há dias em que ando numa correria. De casa para o trabalho, do trabalho para algumas actividades que gosto de fazer ou que tenho curiosidade em ver. Na última semana, antes de ir ver o filme Hitchcock, fiz uma salada rápida para jantar, aproveitando abóbora que tinha assado.


Ingredientes:
175 g de bulgur
300 g de abóbora assada
200 g de tomate cereja
200 g de queijo de cabra com baixo teor de sal
50 g de alface ou outras folhas verdes
15 g de coentros picados
0,5 dl de azeite
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
sal e pimenta preta q.b.


1. Cozer o bulgur seguindo as indicações da embalagem, em água temperada com sal. Depois de cozido, escorrer e reservar.

2. Numa taça colocar a abóbora assada e o queijo de cabra cortados em cubos. Acrescentar o tomate cortado ao meio, as folhas de alface e os coentros.

3. Numa taça emulsionar o azeite com o vinagre, o sal e a pimenta.

4. Regar a salada com o molho, mexer e servir.


A salada fica deliciosa. O bulgur dá-lhe uma textura muito agradável. Depois de ver o filme Hitchcock, fiquei com curiosidade de rever Psycho!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Milaneses


Este fim-de-semana passou quase como um piscar de olhos. Mesmo assim, no sábado ainda consegui ver o filme Soul Kitchen, um filme alemão que conta a história de Zinos e do seu restaurante. Zinos namora com Nadine que decide ir para a China trabalhar. Zinos tenta preparar tudo para ir ter com ela. Contrata um chef, que revoluciona o menu do seu restaurante e o faz perder a antiga clientela. O irmão, que se encontra a cumprir pena, precisa de um emprego e acaba por ir trabalhar para o restaurante de Zinos. E aqui todos os problemas começam ...

Soul Kitchen é uma história bem disposta sobre a vida e as relações entre as pessoas, tendo como pano de fundo a comida e a cozinha.

Este fim-de-semana ainda houve tempo para fazer um miminho para a minha mãe. Sempre que visito os meus pais, gosto de lhe levar um bolo, neste caso, uns bolinhos. A receita é da já bem velhinha Teleculinária, de Janeiro de 2000.


Ingredientes:
4 ovos
200g de açúcar
200g de farinha com fermento
raspa de 1 limão
manteiga para untar
farinha para polvilhar
açúcar em pó para polvilhar


1. Untar com manteiga 18 formas de queijadas e polvilhá-las com farinha.

2. Aquecer o forno a 180ºC.

3. Bater os ovos com o açúcar. Adicionar-lhe a farinha e a raspa de limão.

4. Dividir a massa pelas formas, enchendo-as até 2/3.

5. Colocar as formas num tabuleiro e levar ao forno durante 20 minutos.

6. Depois dos bolos cozidos, retirá-los das formas e colocá-los em caixinhas de papel frisado. Polvilhar com açúcar em pó.


Os bolinhos ficam deliciosos, com o sabor do limão a fazer toda a diferença. Estes bolos são do género dos bolos secos. Excelentes para acompanhar um chá, que nestes dias ainda vai apetecendo.

Boa semana a todos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Costeletas de borrego marinadas e Kitchen Stories


Há fins-de-semana que sabem a pouco mesmo que não tenhamos parado. Este fim-de-semana, fui às compras com a família uma manhã inteira e até consegui comprar uns presentes a pensar no Natal, almoçámos umas favas guisadas com enchidos feitas pela sogra e passámos a tarde na conversa.

Vi o filme Kitchen Stories, sugestão da minha amiga Cristina. O filme trata a história de dois homens na cozinha. Um é sueco, Folke Nilsson, e trabalha como observador para o Home Research Institute (HFI) que tem como objetivo estudar a eficiência na cozinha. O outro é norueguês, Isak, idoso, solteiro que vive na pequena localidade rural de Landstad e aceitou participar no estudo que procura observar o comportamento dos homens solteiros na cozinha. O mesmo estudo feito às mulheres suecas revelou que fazem milhares de quilómetros por ano nas suas cozinhas. E os homens? Como será?

A função do observador é essa mesma, observar e não interagir. O filme no início tem poucas falas, um pouco parado, mas à medida que Folke começa a conhecer a vida do velho Isak, começa também a ficar curioso. Pouco a pouco começa a interagir com Isak e assim a encontrar resposta para algumas das questões que os hábitos de Isak lhe levantavam. Aqui começa uma amizade entre os dois, que vai trazer problemas a Folke. A partir daí o filme revela-se mais interessante e até divertido. Já agora, Isak nunca cozinha nada na sua cozinha. No entanto, a cozinha é um local de encontro e de muitas histórias.

Este fim-de-semana a minha cozinha também não parou. Fiz uma sopa de abóbora assada com tomate que servi com queijo feta e coentros frescos picados, assei batatas-doces que adoro, uso-as muitas vezes como acompanhamento ou em saladas, descasquei romãs, cortei melão em cubos e servi com presunto, e fiz na frigideira umas costeletas de borrego que acompanhei com cuscuz para o almoço de sábado.


Costeletas de borrego marinadas com alecrim

Ingredientes:
6 a 8 costeletas de borrego
2 dentes de alho picados
sumo de 1 limão
1 colher de sopa de alecrim fresco picado
sal e pimenta
azeite
4 colheres de sopa de vinagre balsâmico
1/2 colher de chá de amido de milho


1. Temperar as costeletas com sal, pimenta, sumo de limão e o alecrim. Deixar a marinar uma ou duas horas antes de confecionar.

2. Colocar azeite numa frigideira até tapar o fundo. Levar ao lume. Assim que estiver quente colocar as costeletas e o vinagre balsâmico. Deixar cozinhar as costeletas, quando necessário virá-las.

3. Depois das costeletas fritas, retirar e colocar num prato ou travessa de servir.

4. Coar o molho de fritar as costeletas e voltar a colocá-lo na frigideira. Adicionar o amido de milho. Mexer. Levar ao lume e deixar engrossar o molho, mexendo com uma vara de arames.

5. Servir as costeletas com o molho.


Cuscuz com romã e coentros

Ingredientes:
200g de cuscuz
2dl água quente
2 colheres de sopa de manteiga
sal
6 colheres de sopa de bagos de romã
1 raminho de coentros picados


1. Tapar os cuscuz com a água quente. Reservar uns minutos.

2. Colocar a manteiga numa frigideira funda. Levar o lume. Quando a manteiga estiver derretida colocar os cuzcuz. Temperar com sal. Mexer muito bem de modo a que os cuscuz absorvam a manteiga por igual.

3. Retirar do lume. Colocar os cuscuz numa taça. Adicionar os coentros picados e os bagos de romã. Mexer e servir.


Acompanhei as costeletas com cuscuz com bagos de romã e coentros e uma salada de alface. Os cuscuz ficam óptimos com os bagos doces da romã e os coentros frescos. São um excelente acompanhamento para pratos de carne.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Salada de abóbora manteiga assada com lentilhas


Nos últimos tempos tenho procurado ver alguns filmes relacionados com comida ou sobre alimentação. Vi:

- Love's Kitchen, com o chef Gordon Ramsay, a fazer dele próprio, num filme que conta a história de um chef londrino de renome, Rob Haley interpretado por Dougray Scott, que depois da morte da mulher num acidente de automóvel desiste de cozinhar. É aqui que o chef Gordon Ramsay aparece e dá um empurrãozinho ao seu amigo. Rob decide mudar-se para uma zona rural com a filha e o seu staff. Aí, transforma um pub num restaurante gourmet. O filme mostra-nos a reação dos locais à abertura do espaço e o modo como ficam rendidos ao trifle especial ali servido. A comida capta a atenção da americana e crítica de comida, Kate Templeton (Claire Forloni) que escreve sobre o espaço e traz a clientela merecida ao restaurante. O chef Rob volta-se a apaixonar. Quando tudo parece correr bem, há um volte face e o chef terá que cozinhar para um famoso crítico gastronómico. Dessa refeição dependerá o futuro do espaço e o seu próprio trabalho. Escusado será dizer que no final vence o amor e que o trifle, a sobremesa sensação da casa, irá fazer sucesso. O filme é simpático e mostra um pouco da azáfama de uma cozinha. Gordon Ramsay, surge simplesmente para chamar a atenção para o filme. Está bem mellhor em Hell's Kitchen a fazer de mauzão.

- The Ramen Girl - Já vos aconteceu um filme abrir-vos o apetite para comer um prato de sopa fumegante e com um caldo perfumado e cheio de sabor? - Foi o que este filme me fez. Abriu-me o apetite para experimentar ramen, uma famosa sopa tradicional japonesa, em que o segredo está na preparação do caldo. Os mestres de ramen têm que ter a benção de um outro mestre. Abby (Brittany Murphy), a protagonista do filme vê-se sozinha no Japão, abandonada pelo namorado, decide ir aprender a fazer ramen com o mestre Maezumi, que parece sempre mal humorado. Abby e o mestre vão ter muitas divergências, mas no final a jovem percebe que o mais importante é cozinhar com amor.

- Toast conta-nos a vida de Nigel Slater. Desde a morte da mãe, a sua relação com o pai e com a madrasta, que não parava de cozinhar e que a pouco e pouco foi empanturrando o pai de comida. O relacionamento de Nigel com a madrasta foi sempre de competição. Ela cozinhava bem e ele quis cozinhar ainda melhor. Conseguiu.

- Food Matters é um documentário com entrevistas a vários especialistas e chama a atenção para aquilo que comemos defendendo a tese de que "somos o que comemos". Que algumas das doenças que afectam as sociedades ocidentais são o resultado da nossa alimentação. Se nos preocupamos em ser saudáveis, então devemos procurar ter boa comida à mesa, de preferência sem químicos e antibióticos. Defende que é importante incluirmos muitos vegetais na nossa alimentação, especialmente crus. Diminuir o consumo de carne, beber muita água e fazer meditação. Alerta-nos para o recurso constante a medicamentos. Em alternativa sugere-nos as vitaminas e o poder curativo dos alimentos, falam inclusive em super-alimentos.

Curiosamente vi este filme/documentário num dia ao jantar enquanto comia uma salada de abóbora manteiga assada com lentillhas. Fiquei tão impressionada com o filme, que voltei à cozinha, abri o frigorífico, procurei a embalagem com as folhas de alface e enchi o meu prato!


Ingredientes para a abóbora assada:
550g de abóbora manteiga cortada em cubos (1 abóbora pequena)
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 haste de alecrim


1. Colocar a abóbora num tabuleiro de forno. Adicionar o alecrim. Regar com o vinagre balsâmico e com o azeite.

2. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 35 minutos.


Ingredientes para a salada:
abóbora manteiga assada
500g de lentilhas castanhas cozidas
1 cebola roxa picada
100g de queijo feta cortado em cubos
2 queijos frescos pequenos cortados
folhas de alface
sal q.b.
azeite e vinagre q.b.


1. Juntar os ingredientes numa taça. Temperar com sal, azeite e vinagre a gosto.


A abóbora assada com o vinagre balsâmico e o alecrim dão um toque muito especial a esta salada, que ficou deliciosa. Se quiserem façam como eu, sirvam com uma boa cama de folhas de alface ou de outras verduras cruas a gosto.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tortellini com tomate assado


Para o começo destas férias de Verão e antes de partir em viagem, seleccionei vários filmes para ver, entre eles a obra Sob o Sol da Toscana de 2003, realizado por Audrey Wells. O filme conta-nos a história de Frances Mayes (Diane Lane), uma escritora americana que depois do divórcio compra uma casa na região da Toscana, com o intuito de começar uma nova vida e ser feliz. A história vai-se desenvolvendo a par das obras de restauração da casa, das suas dúvidas e da procura do amor. Acompanhamos Frances na apanha da azeitona e dos cogumelos. Vimos as paisagens deslumbrantes e convidativas desta região italiana. Sentimos que a vida segue um ritmo tranquilo e que as coisas simples são valorizadas, apesar de se notar um apego às tradições. A Toscana parece um lugar mágico, especial. Vibramos quando encontra Marcello, interpretado por Raul Bova, um italiano charmosíssimo.

Para além de tudo isto temos ainda a comida. Frances começa a cozinhar com a ajuda de uma vizinha e um dos almoços que preparam deixou-me de água na boca. A mesa enche-se de tanta coisa boa. Dei por mim a tentar adivinhar quais os pratos que serviram. Ora vejam:


Em dia de filme com a Itália em pano de fundo, fui para a cozinha preparar um prato com referências à cozinha italiana e que teria de utilizar tomate, já que no Cinco Quartos de Laranja estamos a celebrar a semana do tomate ou como digo em jeito de brincadeira a semana "tomática".


Ingredientes:
650g de tomate cereja assado
0,5dl de azeite
250g de tortellini frescos de bacon e queijo ricotta
1 raminho de salsa picada ou outra erva aromática a gosto
3 a 4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
sal


1. Pré-aquecer o forno a 210ºC. Colocar o tomate cereja inteiro num tabuleiro. Temperar com sal a gosto e regar com o azeite. Levar ao forno a assar durante 30 minutos.

2. Cozer a massa al dente em água temperada com sal durante 7 minutos, depois de começar a ferver.

3. Numa taça juntar os tortellini cozidos e o tomate cereja com um pouco do seu molho. Salpicar com a salsa picada e o queijo parmesão ralado. Mexer e servir.


Para confeccionar este prato segui a receita do suplemento Take 5 Ingredients da revista BBC Good Food de setembro de 2009. No entanto, na receita original o tomate não era assado, mas sim salteado na frigideira, o que diminui substancialmente o tempo de confecção. Ando uma verdadeira fã de tomate assado. Fica realmente uma delícia.

[ Published in English as Tortellini with roasted tomatoes ]

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Notícias de um fim-de-semana ...


Comecei o sábado com uma consulta no dentista. O objectivo foi voltar a fazer uma mini cirurgia a um problema que teima em não ficar resolvido. A cidade estava calma. A confusão prevista por causa da cimeira da Nato, não se sentiu, na sexta e no sábado, acho que se circulou muito bem em Lisboa.

Devido à intervenção cirúrgica, tive todo o fim-de-semana a uma dieta quase só de líquidos. Leite, iogurtes líquidos, batidos de banana com gelado, banana esmagada com laranja, que o Ricardo pacientemente me prepara e sopa.

Assim que cheguei da clínica fiz um creme para comer a meio da tarde. Sem grandes ideias e com uma vontade enorme de me despachar, usei o que tinha à mão.

Creme de abóbora com cenoura e batata-doce
Ingredientes:
2 pedaços de abóbora
4 cenouras
1 cebola
1 batata-doce
água
sal
azeite

Coloquei os legumes previamente descascados e partidos em pedaços numa panela. Coloquei um pouco de sal e tapei com água. Depois dos legumes cozidos, triturei-os com a varinha mágica. Adicionei um fio de azeite, mexi o creme e tapei a panela.

O creme ficou uma delícia. Também é verdade que quando se está com fome, tudo nos sabe bem, mas aqui não foi o caso, o creme ficou mesmo agradável.

Como a recuperação exigia, fazer gelo, grande parte do fim-de-semana foi em casa. Aproveitei e vi finalmente o filme Food, Inc.. O filme apresenta a produção industrial de alguns produtos alimentares, principalmente a carne, o milho e a soja. Alguns dos aspectos apresentados são também referidos no livro O Dilema do Omnívoro de Michael Pollan, que aparece no filme, assim Joel Salatin, um agricultor que aposta numa agricultura e criação de animais sem "químicos".

No filme, tal como no livro, impressionou-me o modo como somos consumidores passivos de milho, o modo como o gado bovino é criado nas produções industriais - a milho - o facto de a indústria alimentar estar a ser gerida por apenas algumas grandes empresas, apesar da enorme variedade de produtos que aparecem nas prateleiras dos supermercados, e de como essas empresas contratam advogados e fazem valer os seus objectivos.

Outras receitas com referência a Michael Pollan e ao livro O Dilema do Omnívoro:
- Salmão em crosta de azeitona preta e amêndoa;
- Salada de batata com ovo, ervilhas, agrião e alcaparras;
- Frango assado com ervas e limão;
- Salada de beldroegas com pêssego e queijo fresco e a importância de comer vegetais.