Esta altura do ano é propícia a umas pequenas férias, a fazer as malas e fugir do reboliço da cidade. O conforto do campo ou uns passeios na areia com o mar ao fundo, sabem muito bem. Os dias bonitos de Primavera convidam a estas escapadinhas com sabor a férias. Mas mesmo que vá para fora, no domingo de Páscoa faço questão de estar em família.
A minha mãe faz pão caseiro como só ela sabe para termos fresco e estaladiço ao almoço. Prepara o cabrito ou borrego assado sem pressas no forno de lenha com batatas em volta. A carne fica tenra, suculenta, afasta-se do osso só com um toque do garfo. Um assado assim é uma verdadeira alegria para quem se senta à mesa. É um bocadinho de céu, uma forma especial de chegar a alguns dos prazeres divinos a que simples mortais podemos ter acesso. Este conforto de estar em família à volta da mesa é muito especial.
Desde que comecei a cozinhar, a mim, cabe-me a tarefa de fazer os bolos para enfeitar a mesa e degustarmos no final da refeição com o café. Nunca faço os mesmos. O estar sempre a experimentar, a levar sempre bolos ou doces diferentes é uma atitude que nem sempre agrada à minha mãe. Às vezes diz-me: - "Dantes fazias um bolo de laranja que a Mãe gostava tanto, ainda te lembras da receita?".
Este ano na mesa da Páscoa vamos ter um bolo de laranja cuja receita de tanto fazer nunca mais esqueci, e um folar de rosas com doce de gila e amêndoa, uma receita nova, que hoje vos deixo.
