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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Salada de cenouras assadas com queijo mozzarella fresco


Há legumes que fazem parte do meu dia-a-dia na cozinha. Um deles é a cenoura. Uso-a na sopa, em bolos, em saladas, em purés, em pão, em sumos e em sobremesas variadas. De há uns tempos para cá descobri num dos supermercados que tenho ao pé de casa as cenouras coloridas, vendidas embaladas. Sempre que as encontro, trago uma embalagem. O seu destino preferencial é o forno. As primeiras que comprei foram assadas e um destes dias voltei a colocá-las no forno para mais uma salada cheia de sabor.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sopa de couve-flor com abóbora e harissa para comer e emagrecer


As sopas são pratos recorrentes cá em casa, ora como entrada ou mesmo como prato principal. Faço-as de preferência com muitos legumes e em dias em que quero restabelecer o equilíbrio de alguns excessos cometidos, preparo-as sem batata e sem cenoura.

Deixo-vos, hoje, esta deliciosa sopa de couve-flor com abóbora e harissa, que fica ligeiramente picante e que pode ser uma excelente sugestão para quem quer comer e emagrecer.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Salada de abóbora e beterraba assadas com cuscuz


Antes do final do ano costumo sempre marcar alguns almoços e jantares com amigos. É uma pequena tradição, que procura renovar a amizade e o carinho que temos para com as pessoas de quem gostamos e que fazem parte da nossa vida. No fundo, não queremos acabar o ano sem nos juntarmos à mesa, conversarmos e brindarmos a muitos encontros no próximo ano.

Estes encontros já começaram a semana passada, renovam-se esta semana e para a próxima, também já estão agendados. São estas pequenas coisas que nos dão alegria e sentido à vida. Eu adoro! Mas entre os almoços e jantares demorados típicos desta altura do ano, sabe bem fazer umas refeições mais leves, como a que hoje vos trago e que desenvolvi para a revista Comer de Setembro/Outubro de 2014.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Batata-doce assada com salada de coentros


O fim-de-semana prolongado que passou teve um cheirinho a férias. Apesar de não ter partido em viagem, aproveitei para estar com a família. Uma ida a Santarém e uma tarde à volta da mesa. A minha mãe preparou um tacho de coelho bravo guisado, que estava tenro e muito saboroso. Na minha família sempre me lembro do meu pai e do meu avô Júlio irem à caça. Assim que pôde, o meu irmão herdou o mesmo gosto e paixão.

No domingo, rumei para casa dos meus cunhados Cristina e Paulo para mais uma festa com muitas iguarias em cima da mesa. Entre os almoços e as tardes de conversa, que sabem sempre tão bem, ainda tive tempo de passar pelo mercado. Uma das coisas que trouxe foi batata-doce, que adoro. Ontem, para o almoço, preparei para o Ricardo e para mim esta entrada.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Cascas de batata com maionese picante


Julho sabe a dias de Verão, mesmo que nos últimos tempos pareçam um pouco envergonhados. Uma das coisas que os dias quentes pedem é petiscos. Petiscos para partilhar com a família e os amigos. Por isso, hoje deixo-vos uma receita de cascas de batata com uma deliciosa maionese picante que desenvolvi para a edição de Março/Abril de 2014 da revista Comer para petiscar com quem se gosta mais.

Ingredientes para 4 pessoas:
Cascas de 3 batatas grandes por pessoa (com um pouco de polpa)
Óleo de amendoim para fritar q.b.
Sal q.b.

Ingredientes para maionese picante:
1 gema de ovo
5 g de pasta de harissa
2 dl de óleo
15 ml de sumo de limão
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Passar as cascas por água fria. Secá-las com um pano.

2. Fritar as cascas em óleo bem quente.

3. Depois de fritas, escorrer as cascas em papel absorvente. Temperar com sal. Servir de imediato.

4. Numa taça mexer, com uma vara de arames, a gema de ovo, com a harissa, uma pitada de sal e pimenta-preta a gosto.

5. Adicionar o óleo em fio sem deixar de mexer.

6. Juntar o sumo de limão e mexer. Se necessário retificar os temperos.

7. Servir as cascas de batata com a maionese picante.


A primeira vez que ouvi falar em cascas de batatas fritas, achei um pouco estranho. Mas assim que provei, fiquei fã. Experimentem e depois digam-me se tenho ou não razão.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sopa picante de tomate com chocolate


A minha paixão pela cozinha, pelos sabores estende-se aos romances e aos filmes, como várias vezes tenho partilhado convosco. A semana passada, tive a possibilidade de assistir à ante-estreia do filme Chef, um filme bem disposto e romântico à volta de um chefe que decide mudar de vida. O chef José Avillez preparou um brioche com sapateira e creme de abacate inspirado no filme e servido antes da sessão, que soube muito bem.


Aguardo com curiosidade a chegada aos cinemas da adaptação do romance de Richad C. Morais, A Viagem dos Cem Passos. Se no livro as descrições dos pratos nos deixava com água na boca, imagino o filme. Nos próximos tempos, também gostava muito de ir ver The Lunchbox, um filme em que a comida aproxima as pessoas e desperta paixões.


Junho chegou tristonho. Ora está enublado, ora o sol aparece sorridente, para esta semana, as previsões indicam finalmente a chegada do calor. Esperamos que sim. Confesso que este tipo de tempo incerto me cansa, deixa-me menos feliz. E nestes dias assim que ora chove, ora temos sol e calor, apetece o conforto de um prato de massa, de um guisado apurado ou de um prato de sopa quente.

Apresento-vos, hoje, uma receita de sopa picante de tomate com chocolate que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver e que sabe muito bem assim, num dia em que precisamos de conforto.

Sopa picante de tomate com chocolate

Ingredientes para 4 pessoas:
825 g de tomate maduro
1 beringela
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de paprica
3 g de pasta de harissa
1 dl de azeite
3,5 dl de água quente ou caldo de legumes
40 g de chocolate 70% de cacau
Sal e pimenta-preta q.b.
Cebolinho picado q.b. para servir


1. Escaldar o tomate em água a ferver durante cinco minutos. De seguida passar o tomate por água fria e retirar-lhe a pele.

2. Colocar num tabuleiro de forno a cebola cortada em meias luas, os dentes de alho laminados, a beringela descascada e cortada em cubos e o tomate cortado às rodelas.

3. Temperar com sal, paprica, harissa e pimenta-preta a gosto. Regar com o azeite e mexer.

4. Tapar com folha de alumínio o tabuleiro. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 minutos. Depois retirar o papel, mexer e deixar assar mais 25 minutos.

5. Depois dos legumes assados colocá-los numa panela juntamente com o chocolate e a água quente. Com a varinha mágica triturar muito bem.

6. Servir a sopa polvilhada com cebolinho fresco picado.



O picante e o chocolate, na dose certa, dão um toque especial a esta sopa.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Hambúrguer com queijo e molho picante de iogurte grego


Conta-nos a história que o hambúrguer foi levado para os Estados Unidos por imigrantes da região de Hamburgo, na Alemanha. Pensa-se que foi no século XVII, que marinheiros alemães entraram em contacto com uma receita de carne crua, picada e temperada. E como sabemos, as receitas são como os contos, acrescenta-se sempre mais um ponto. Os alemães não estiveram com meias medidas e começaram a cozinhar a carne. Mas será nos Estados Unidos que a receita será aperfeiçoada, que vai começar a ser servida com pão em estilo de sandes e ganhar a projecção que hoje todos conhecemos.

O hambúrguer é um dos símbolos da fast food, apesar de haver vários restaurantes e chefs que procuram dar uma outra dimensão ao hambúrguer. Eu também acho que um hambúrguer feito com boa carne e bem temperada, pode resultar numa excelente refeição. Existem tantas variações quantas a nossa imaginação conseguir alcançar. Confesso que ainda hoje guardo na memória o anúncio de televisão a uma famosa cadeia de hambúrgueres quando chegou ao mercado português. Aparecia um hambúrguer, grelhado, suculento, a fazer crescer água na boca, e em cima um ovo, com a gema a pedir que se mergulhasse uma batata frita estaladiça. Há imagens que povoam o nosso imaginário gastronómico para sempre. É possível comer bons hambúrgueres. E uma das formas que temos é por exemplo, fazê-los em casa.

Desenvolvi esta receita para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
850 g de carne de vaca picada
150 g de queijo Mozzarella & Emmental ralado Président
3 dentes de alho
10 g de salsa
1 cebola roxa cortada às rodelas
Alface para servir
Sal e pimenta-preta q.b.
Azeite q.b.

Ingredientes para o molho:
125 g de iogurte grego natural
1 colher de chá de pasta de harissa


1. Colocar a carne picada numa taça.

2. Adicionar os dentes de alho picados, o queijo e a salsa picada.

3. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Mexer muito bem.

4. Moldar os hambúrgueres.

5. Aquecer uma chapa ou frigideira com um fio de azeite no fundo. Assim que estiver bem quente colocar os hambúrgueres. Deixar cozinhar sensivelmente durante um minuto e meio de cada lado.

6. Numa taça misturar o iogurte grego com a harissa.

7. Servir os hambúrgueres em pão, com folhas de alface, rodelas de cebola roxa e molho de iogurte.


Para fazer os hambúrgueres usei um molde, que se encontra à venda facilmente em lojas para produtos para casa. Usei carne bem fria e depois de moldar os hambúrgueres, levei-os mais 30 minutos, aproximadamente, ao frigorífico, enquanto preparava o resto da receita. Quem preferir pode preparar antecipadamente os hambúrgueres e congelar. Basta colocá-los num tabuleiro ou caixa, em camadas, separados entre si e cobertos com película aderente e levar ao congelador. Nesta receita optei por colocar azeite na frigideira, mas podem optar por pincelar com azeite os hambúrgueres.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Lentilhas vermelhas com ovos escalfados


Maio maduro Maio, quem te pintou é assim com a letra de uma das belíssimas músicas de Zeca Afonso que começo hoje o dia. Maio é um mês de campos coloridos. Lindos. Para onde quer que se olhe, encontramos flores, amarelas, brancas, azuis, violeta, vermelhas. As paisagens de Maio parecem saídas de um quadro de Claude Monet. Inspiradoras.

Maio Maduro Maio

Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou

Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul

Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar

Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu'importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar

Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu


E é assim ao ritmo da música de Zeca Afonso que vos deixo hoje também uma sugestão colorida e saborosa.


Ingredientes:
250 g de lentilhas vermelhas
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
300 g de tomate pelado em lata
10 g de ras al hanout
5 g de harissa
2 cenouras
100 g de chouriço
7 dl de água quente
coentros picados para servir
1 a 2 ovos escalfados por pessoa
sal q.b.


1. Num tacho colocar a cebola e os alhos picados. Regar com o azeite e levar ao lume. Deixar refogar até a cebola quebrar.

2. Acrescentar o tomate, as lentilhas, o ras al hanout, a harissa, as cenouras cortadas em cubos, o chouriço cortado às rodelas e a água. Temperar com sal e deixar cozinhar.

3. Servir as lentilhas com ovos escalfados polvilhados com coentros picados.


Fiz esta receita para a edição de Janeiro de 2013 da revista Saber Viver.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Salada de cuscuz com frango


Nos últimos tempos tenho andado com o tempo contado. No fim-de-semana passado, para além de outras actividades, fui a Montemor-o-Novo aprender a fazer bombons com o chef António Melgão. Um dia muito bem passado, em excelente companhia e com muito, muito chocolate. Agora só me resta colocar em prática o que aprendi.

Comecei a ler o último romance de Joanne Harris, O Aroma das Especiarias. Vianne regressa a Lansquenet-sous-Tannes e vamos ver que aventuras e aromas nos esperam desta vez. A capa deixou-me curiosa. Os pêssegos parecem-me apetitosos, mas escondem qualquer coisa de mágico.

Também estive no Hotel Mundial no lançamento oficial do Bacalhôa RFM Rooftop Sunsets num final de tarde, cheio de música e bons vinhos, alguns com vinte e cinco anos. Esta iniciativa decorre até 26 de Outubro de 2012. As vistas sobre a cidade e o castelo são fabulosas.


Com tanto andar de um lado para o outro, a minha cozinha tem sido feita de comidas rápidas, como a salada de hoje.


Ingredientes:
250 g de cuscuz
2,5 dl de água quente
50 g de manteiga
1/2 frango assado desfiado
250 g de milho cozido
1 cebola roxa picada
300 g de tomate cortado em pequenos cubos
250 g de pepino cortado em cubinhos
Salsa picada q.b. para servir

Para o molho:
6 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de chá de mostarda inglesa
1/2 colher de chá de harissa
Pimenta-preta de moinho q.b.
Sal q.b.


1. Colocar os cuscuz num tabuleiro e regar com a água. Deixar descansar durante cinco minutos.

2. Juntar a manteiga aos cuscuz e separar os grãos com a ajuda de um garfo.

3. Numa taça colocar os cuscuz, o frango desfiado, a cebola, o milho, o tomate e o pepino.

4. Para preparar o molho, juntar todos os ingredientes numa taça e mexer muito bem com um garfo ou com uma vara de arames até ligar todos os ingredientes.

5. Regar a salada com o molho, na altura de servir, e mexer muito bem.

6. Servir a salada polvilhada com salsa picada.


O toque picante da harissa ajudar a dar personalidade a esta salada. Mas só para quem gosta.


Esta receita foi feita para a edição de Julho 2012 da revista Saber Viver.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Camarão picante com puré de ervilhas


Este fim-de-semana foi passado a comer iogurtes, gelados, sopas e purés. Uma vez por outra, um batido de nectarina ou uma bananinha com sumo de laranja. É o que se come quando não se pode mastigar e se tem uma bochecha inchada, depois de uma dolorosa ida ao dentista. Num dia fiz puré de ervilhas com requeijão, noutro fiz puré de ervilhas com cenouras e queijo de cabra. Ontem para o jantar voltei a fazer um puré de ervilhas, mas acompanhei com uns camarões picantes, porque cá por casa há quem possa comer como deve ser!

Camarão picante

Ingredientes:
350g de miolo de camarão
20g de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa de sumo de limão
1 dente de alho espremido
5g de pasta de harissa
5g de paprica
0,5dl de azeite
10g de coentros frescos picados
pimenta preta de moinho q.b.
sal q.b.


1. Numa taça colocar o camarão, o gengibre, o sumo de limão, o alho, a harissa e a paprica. Temperar com sal e pimenta a gosto. Deixar marinar durante aproximadamente 30 minutos.

2. Colocar o azeite numa frigideira e levar ao lume. Colocar o camarão e o respectivo molho. Deixar cozinhar de um lado e outro durante dois minutos. Retirar do lume e polvilhar com os coentros picados.

3. Servir com o puré de ervilhas.


Puré de ervilhas

Ingredientes:
650g de ervilhas
75g de queijo mascarpone
40g de natas
1 colher de sopa de sumo de limão
pimenta preta de moinho q.b.
sal q.b.


1. Cozer as ervilhas em água temperada com sal.

2. Depois de cozidas, escorrer.

3. Colocar as ervilhas num processador juntamente com os restantes ingredientes e reduzir a puré.

4. Servir com os camarões.


O puré estava tão bom! E tenho informações fidedignas que o camarão não lhe ficava atrás.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sopa de abóbora com camarão picante


A sopa. Nos últimos tempos não tenho feito muitas sopas. Talvez seja porque os dias têm estado muito quentes e tenho preferido outras comidas. A ideia desta sopa veio no seguimento de algumas receitas que fiz para dar uso a uma abóbora grande que chegou à minha cozinha.

Houve alturas em que procurava logo aproveitar e congelar a abóbora. Agora ando numa fase que procuro logo aproveitar e cozinhar ao máximo com ela ainda fresca. Os congelados dão muito jeito, prepara-se uma sopa ou outra refeição num instante. Mas se posso usufruir de todo o sabor de um fruto ou legume fresco, porquê congelá-lo? Não há nada melhor de que usar os produtos sem passarem pelo congelador.


Sopa de abóbora

Ingredientes:
1Kg de abóbora cortada em pequenos cubos
1 cenoura
1 alho francês sem rama
1 cebola
1 cabeça de funcho
1,5dl de azeite
sal
1L de água quente
cebolinho picado para servir


1. Colocar os legumes numa panela com o azeite. Levar ao lume e deixar cozinhar um pouco, até os legumes começarem a perder volume.

2. Temperar com sal. Juntar a água e deixar os legumes acabarem de cozer.

3. Depois dos legumes cozidos, triturá-los.

4. Servir a sopa com salteados camarões picantes e cebolinho picado.


Camarões picantes

Ingredientes:
200g de camarão sem casca
azeite
1 a 2 dentes de alho picados
1 colher de chá de harissa ou 1 pitada de pimenta caiena
sal q.b.


1. Colocar um fio de azeite num frigideira. Juntar o alho picado e deixar frigir um pouco.

2. Adicionar o camarão juntamente com a harissa ou um pouco de pimenta caiena. Temperar com um pouco de sal a gosto. Mexer.

3. Servir o camarão com a sopa.


O picante é facultativo. Quem não apreciar este contraste de sabores, pode simplesmente saltear o camarão com o alho picado. Já fiz esta sopa duas vezes. Quando se repete é porque se gosta e muito. Cá em casa, adorámos!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Filetes de sargo com legumes e puré de beringela


Quando abri, ontem, o congelador para ver o que poderia fazer para o jantar, deparei-me com um saco com sargos, vindos das pescarias do meu pai. Quando se tem em abundância, às vezes é difícil pensar em receitas e maneiras diferentes de confeccionar o mesmo produto. Penso muitas vezes, se tivesse um quintal com grelhador, ao tempo que este peixinho já tinha sido comido ao ar livre. Como não tenho, só me resta uma saída, pensar em alternativas para o utilizar da melhor forma possível. Para o jantar de ontem, arranjei dois sargos em filetes que por sua vez se transformaram num excelente jantar.


Filetes de sargo com legumes

Ingredientes:
4 filetes de sargo ou outro peixe a gosto
200g de abóbora cortada em cubos
1 courgette cortada em cubos
2 dentes de alho picados
0,5dl de azeite
sal e pimenta preta de moinho
tomilho fresco


1. Pré-aquecer o forno a 200ºC.

2. Colocar o azeite numa frigideira com o alho e saltear a abóbora e a courgette. Temperar com sal, pimenta e tomilho.

3. Temperar com sal e pimenta os filetes

4. Cortar 4 tiras de papel vegetal e 4 tiras de papel de alumínio. Em cada tira de papel vegetal colocar uma cama de legumes e por cima um filete. Fechar o papelote e embrulhá-lo na tira de papel de alumínio. Repetir a operação para cada filete.

5. Colocar os embrulhos num tabuleiro de forno.

6. Levar ao forno durante 10 a 15 minutos.


Puré de Beringela

Ingredientes:
3 a 4 beringelas
1dl de azeite
2 dentes de alho picados
1 colher de chá de harissa (ou picante a gosto)
20g de salsa picada
sal


1. Colocar num tacho antiaderente ou numa frigideira o azeite e os alhos picados. Levar ao lume e deixar frigir um pouco.

2. Juntar a beringela cortada em pequenos cubos. Temperar com sal, pimenta e harissa. Mexer. Tapar o tacho e deixar cozinhar. Mexer de vez em quando para não deixar queimar.

3. Quando a beringela estiver cozida, juntar a salsa picada e triturar.



Quem me ouviu e quem e me ouve agora falar de beringela. Nem pareço a mesma pessoa. Eu que nem gostava muito, agora posso dizer que estou encantada. Este puré é uma verdadeira delícia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Filetes de cavala e cuscuz com tomate cereja e laranja


Nos últimos tempos só se tem ouvido falar de crise. A crise chegou e instalou-se nas nossas vidas. Se fosse uma senhora, as notícias caracterizariam-na, como pouco simpática, avarenta e que torna a vida dos outros cada vez mais complicada, deixando-nos a todos, quase à beira de um ataque de nervos perante tanto corte e tanto aumento.

Eu tinha prometido a mim mesma não falar de crise. O facto de estarmos sempre a ouvir falar do mesmo, bloqueia-nos, começamos a viver em função daquilo que ouvimos. E na minha opinião, essa senhora que nos puxa pelos cordões à bolsa, não merece tanta da nossa atenção diária. Como já ouvi alguém dizer, existe vida para além da crise e esta pode ser um ponto de partida para muitas coisas.

Há uns tempos atrás, uma amiga minha dizia que a crise a levou a reflectir e que deu por si a perceber que não precisa assim de tanta coisa material e que o mais importante são as pessoas e os bons momentos que passamos com elas. E eu concordo plenamente. Esta pode ser uma altura para as pessoas se voltarem umas para as outras, aproximarem-se, estreitarem laços. Tudo se torna mais fácil com o apoio e ajuda de quem nos rodeia. Não somos ilhas, e para fazermos face ao quer que seja é muito melhor estarmos acompanhados e podermo-nos ajudar uns aos outros. Estabelecer uma rede de contactos é fundamental.

Por outro lado, a crise pode funcionar para nos impulsionar a sermos cada vez mais exigentes. E até alterarmos alguns dos nossos hábitos, por exemplo, preferirmos cada vez mais os produtos da estação, visitar mercados e feiras, e comprar aos produtores directamente. Ou até descobrir novos produtos a que não davamos grande importância.

Eu, por exemplo, ando encantada com as cavalas, um peixe pouco valorizado e ralativamente barato. Durante uns bons anos não liguei nenhuma a este peixe. Cavalas ou sardas, só cozidas com batatas e isso, não me seduzia nada. Por isso, foi um peixe a que torcia rapidamente o nariz. Mas agora que as comecei a confeccionar em filetes, tenho-me tornado uma verdadeira fã. A carne deste peixe é muito saborosa. Disseram-me que fritas e alimadas também dão num belíssimo petisco. O que eu andei a perder!


Ingredientes:
2 a 4 filetes de cavala
sumo de 1 limão
1/2 colher de chá de harissa
1/2 colher de chá de cominhos em pó
sal
1 colher de sopa de manteiga bem cheia


1. Numa taça misturar o sumo de limão com os cominhos, a harissa e o sal. Mexer.

2. Regar os filetes com o preparado anterior e deixar a marinar durante 30 minutos.

3. Colocar a manteiga numa frigideira. Levar ao lume, quando a manteiga estiver derretida colocar os filetes com o lado da pele para baixo, e o molho da marinada. Deixar alourar de um lado e do outro.

4. Servir os filetes com cuscuz. Regar com um pouco do molho dos filetes.


Cuscuz com tomate cereja e laranja

Ingredientes:
250g de cuscuz
2,5dl de água quente
2 colheres de sopa manteiga
1 cebola roxa picada
8 tomate cereja cortado ao meio
supremos de 2 laranjas
pimenta preta de moinho
folhas de rúcula

1. Colocar os cuscuz numa taça. Regar com a água quente de modo a tapar os cuscuz.

2. Numa frigideira colocar a manteiga. Levar ao lume. Assim que a manteiga estiver derretida, adicionar os cuscuz. Envolver na manteiga com a ajuda de um garfo de modo a separar os grãos.

3. Colocar os cuscuz numa taça. Adicionar a cebola picada, o tomate cereja, os supremos de laranja cortados, a pimenta e folhas de rúcula. Mexer.

4. Servir os cuscuz com os filetes de cavala e um pouco do seu molho ou então, com um fio azeite.


Os filetes ficam com um delicioso sabor a cominhos e a limão, e no final de boca toque ligeiramente picante da harissa.

O importante, também, é pensar de forma positiva e sorrir. Em Lisboa, na Av. da Índia, existe uma exposição de fotografias com pessoas a sorrir, inserido no Projecto Inside Out, e com um ar tão bem disposto que nos contagia. Ao vermos as imagens, acabamos por inevitavelmente sorrir também e pensar, que apesar dos cortes e das dificuldades, nunca, de maneira nenhuma podemos perder o pensamento positivo, olhar em frente e sorrir.

A todos, votos de um dia com muitos sorrisos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Creme de abóbora picante com chocolate e uma dose de magia


O meu nome é Anouk e estou cansada de andar de um lado para o outro. A minha mãe, Vianne Rocher, quando sente a força do vento do Norte, irmão de Nótus e de Zéfiro, na janela do quarto, a bater, a bater, já não consegue descansar. Começa a andar irritada. Inquieta.

No primeiro dia, antes de partirmos, eu notei logo que alguma coisa não estava bem. Primeiro foram os mendiants que a mãe tanto gosta de fazer. São os seus preferidos. Com uma camada de chocolate fina, passas de uva maceradas em rum, amêndoa, uma noz, uma violeta e uma rosa cristalizada. São deliciosos. Fazem-me lembrar os dias de Verão com noites frescas, o cheiro a relva molhada, a brisa do rio que nos batia suavemente no rosto, quando estávamos, na aldeia de Lansquenet-sur-Tannes com Roux, por quem a mãe tinha um fraquinho. Ou pelo menos corava sempre que ele olhava para ela. Eu achava tanta piada ao seu embaraço. Naquele primeiro dia a mãe não acertava com a camada de chocolate. Dizia que não a conseguia fazer o suficientemente fina de modo a ficar estaladiça. Para mim, era apenas impressão dela. Alguma coisa começava a não estar bem.

Nos dias que se seguiram o vento continuou imperiosamente a fustigar as janelas e a mãe começou a ficar cada vez mais nervosa. Num dos dias, mesmo assim, acordou bem disposta e foi para a cozinha. Preparou um tabuleiro de mendiants du roi, fatias de laranja cristalizada embebidas em chocolate escuro e polvilhadas com folha de ouro comestível. A mãe é uma feiticeira do chocolate. Os seus mediants eram tão bonitos que até dava pena comê-los. Quando tudo parecia correr bem, Zozie, a rapariga dos sapatos vermelhos que nos ajudava na Chocolaterie parte o prato de Murano azul com uma florzinha no rebordo. Esse prato tinha sido uma oferta de Roux antes de partirmos para Paris. E a mãe, acho que viu aí um sinal. Correu para o quarto e sei que foi lançar as cartas.

Qualquer coisa pode despertar o vento. Um gesto. Um sinal. Uma palavra. Tudo aquilo que possa alterar o equilíbrio. Por isso há que voltar de novo à estrada. Isso apavoráva-me. Sempre a mudar de sítio. De um lado para o outro. A deixar os amigos. Ali em Paris tinha amigos. Gostava tanto quando o Jean-Loup nos visitava e começava a tirar fotografias. O seu chocolate preferido era o de amêndoa amarga. Isto é uma das particularidades da mãe, consegue sempre adivinhar o chocolate preferido das pessoas. Jean-Loup fazia-me rir e era divertido. Acho que gostava muito dele. Para piorar a situação, Rosette, a minha meia irmã, andava sempre irrequieta. Parecia que só fazia asneiras e quem arcava com as culpas de tudo era sempre eu.

Sei que a mãe tentou parar a força do vento. Mas estávamos em Dezembro, o último mês do ano e como a mãe diz, «Dezembro, cuidado; Dezembro, desesperado». Dezembro tem uma força especial diferente de qualquer outro mês. É uma altura de sonhos, de luzes, de Natal, de partilha, dos sorrisos das crianças a pensar nos presentes, da esperança das famílias. E isto altera tudo. A mãe, mesmo sabendo que não devia, ainda tentou alguns pequenos truques de magia, sal espalhado à porta, uma bolsinha de seda com laranja seca, mas a força das sombras e do vento não a deixaram em paz. Tinha que partir.

Mas qual é o segredo? Mas que forças nos empurram e obrigam a partir? Será um demónio? A Bruxa má da casa de gengibre? A Rainha do Inverno? A mãe diz que o vento lhe segreda que a magia desapareceu. Que é preciso recomeçar num outro lugar. Uma e outra vez. Percebi que íamos partir novamente quando numa noite, com a mãe e Rosette a dormir, desço à cozinha e vejo os tachos de cobre e de esmalte, a placa de granito onde a mãe molda o chocolate fundido, os termómetros do açúcar, as formas de plástico e de porcelana, as espátulas, as escumadeiras, tudo devidamente embrulhado e pronto para ser guardado.

Nessa noite, o vento não parou. Soprava de uma forma agreste. Assobiava nas frinchas das portas e janelas como um animal ferido. Para a mãe tinha chegado a hora. Acordou-nos. Vestiu-me com a sua capa vermelha, agarrou em Rosette e num saco grande que estava pronto e bem fechado. Saímos. O vento não nos largou. Abanáva-nos. Varria-nos como se fossemos folhas caídas no chão. A mãe agarrou-nos bem, sei que estava com medo de nos perder. Ainda não tínhamos chegado ao fim da rua quando um homem se aproxima de nós. Como estava escuro, só o consegui reconhecer pelos cabelos ruivos, presos na nuca. Roux esperava por nós. Desta vez, a mãe preparou tudo e isso deixou-me feliz.

Hoje chegámos a um novo local. Parece simpático. A cidade tem uma luz especial. Ao longe vejo um castelo e um rio, o Tejo. A mãe preparou para nós uma sopa de abóbora picante com chocolate. Esta é a receita que costuma fazer quando mudamos de sítio e ela se sente feliz. A abóbora é um fruto mágico que combinado com o fogo do picante nos dá coragem. O chocolate ajuda as pessoas a revelar a magia que têm dentro delas.

O céu está azul e o vento não se sente. Com Roux, Rosette e a mãe, sinto pela primeira vez que tenho uma família. Acho que vou gostar deste novo sítio.


Creme de abóbora picante com chocolate


Ingredientes:
900g de abóbora cortada em pequenos cubos
2 cebolas cortadas em meias luas
7 dentes de alho
sal e pimenta de moinho q.b.
1dl de azeite
1 cubo de caldo de legumes (biológico)
5dl de água quente
1 colher de chá de harissa
chocolate negro ralado com 70% de cacau para servir


1. Num tabuleiro colocar a abóbora, as cebolas e o alho. Temperar com sal e pimenta a gosto. Regar com o azeite e levar ao forno previamente aquecido a 200ºC durante 40 minutos.

2. Colocar os legumes assados numa panela. Adicionar o cubo de caldo de legumes, a harissa e a água quente. Triturar a mistura com a ajuda da varinha-mágica.

3. Servir o creme com chocolate ralado.


Com esta história e receita participo no evento Chocolate e Picante: Um desafio de receitas com histórias dentro, organizado pela minha amiga Suzana do blogue Gourmets Amadores.

A história é inspirada em personagens dos livros Chocolate e Sapatos de Rebuçado, romances da escritora Joanne Harris. Este creme de abóbora foi feito a partir de uma receita encontrada no blogue Local Kitchen Blog.

Espero que gostem!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Borrego guisado com tomate, harissa e grão


A presença do tomate fresco ainda se faz sentir cá por casa. Quando decido fazer alguma receita penso igualmente em como é que poderei incluir tomate. Na receita de hoje, o tomate faz a diferença.


Ingredientes:
750g de borrego cortado em cubos
1dl de azeite
1kg de tomate limpo de peles e sementes
50g de pimento verde cortado em tiras
1dl de água
2 cenouras cortadas às rodelas
2 colheres de chá de harissa
500g de grão de bico cozido
1 ramo de coentros picados
sal e pimenta q. b.


1. Colocar num tacho a carne de borrego, o tomate, o azeite, a harissa, o pimento, as cenouras, a água, o sal e a pimenta. Levar ao lume, assim que começar a ferver, baixar o lume e deixar cozinhar em lume brando com o tacho tapado durante 1 hora.

2. Adicionar o grão cozido e deixar levantar fervura.

3. Servir o guisado polvilhado com coentros picados.


Acompanhámos este guisado com fatias de pão fresco. Este guisado de borrego com tomate, grão e um ligeiro toque picante da harissa fica uma delícia.

A carne de borrego pode ser substituída por porco ou vaca.

[ Published in English as Lamb, tomato and chickpea stew with harissa ]

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Filetes de cavala com harissa e limão


Numa das últimas pescarias no mar, o meu pai trouxe como recompensa do tempo passado entre o sal, a água e o sol, várias cavalas. Fresquinhas têm um ar tão apetitoso. Perante a oferta da minha mãe nem tive tempo de piscar os olhos antes de dizer sim, quero!

Trouxe quatro lindas cavalas que congelei já arranjadas. As cavalas e as sardas parece-me que se tornaram peixes que caíram em desuso de há uns anos para cá. Em casa dos meus pais lembro-me de comer sardas tomadas do sal e cozidas com batatas. Nunca apreciei. Por isso, tinha que cozinhar as cavalas que prontamente aceitei de forma diferente.


Ingredientes:
4 cavalas
3 colheres de sopa de farinha
sumo de 1 limão
1/2 colher de chá de harissa
salsa picada
azeite
sal


1. Com uma faca cortar os filetes das cavalas. Para isso basta deslizar uma faca bem afiada ao longo da espinha e retirar a cabeça. Depois dos filetes cortados retirar algumas das espinhas.

2. Temperar os filetes com sal e passá-los por farinha.

3. Tapar o fundo de uma frigideira anti-aderente com azeite. Levar ao lume. Quando o azeite estiver quente, colocar as cavalas e deixar cozinhar dois a três minutos de cada lado.

4. Misturar o sumo de limão com a harissa. Regar os filetes de cavala e deixar acabar de cozinhar.

5. Salpicar os filetes com salsa picada e servir.


Eu servi estes filetes com batatas cozidas com casca, azeitonas galegas curadas e uma salada de tomate cereja.

Os filetes de cavala foram uma excelente surpresa. A carne é firme e saborosa. O toque acre do limão e o ligeiro picante da harissa tornaram este prato especial. Resultou muito bem.


Outras receitas com filetes:
- Filetes com crosta crocante de ervas e queijo;
- Filetes com molho de ervas e citrinos;
- Filetes de Granadeiro em tomatada;
- Filetes de panga gratinados;
- Filetes de peixe-porco no forno;
- Filetes em crosta de amêndoa;
- Filetes recheados com presunto em papillote.

[ Published in English as Mackerel fillets with harissa and lemon ]