Cheguei a casa tarde. Ontem, sai do trabalho e ainda fui ouvir a escritora
Inês Pedrosa falar sobre livros, sobre escrita e sobre o seu percurso enquanto jornalista e escritora. Adorei. Valeu cada minuto que a ouvi e ainda estaria mais, se tivesse sido possível. Gosto de ouvir contar as histórias por detrás dos livros, perceber como é que surgem as ideias para os romances, como é que as pessoas escrevem, porque é que escrevem e até o que andam a ler e quais os livros que apreciam. Este mês já tive a sorte de ouvir também o
Miguel Real e o
valter hugo mãe.
Como não havia tempo para estar na cozinha e nem tinha planeado nada para o jantar, tive que improvisar e fazer um refeição rápida, mas reconfortante, que ajudasse a colocar as energias no sítio. Daquelas, como costumo dizer cá em casa, que merecem ser acompanhadas por um copo de vinho.
Abri o frigorífico e não vi nada de especial a não ser ovos, mas esta semana já os tinha usado para outro jantar improvisado. Entretanto lembrei-me que tinha
trazido de Itália um pacote de esparguete negro com tinta de choco a que podia juntar uns camarões (procuro ter sempre miolo de camarão congelado - é uma óptima solução para uma refeição rápida - e uns pedaços de manga. Dito e feito!
Ingredientes:
250g de esparguete negro seco (spaghetti al nero di seppia)
4 dentes de alho picados
azeite
sal e pimenta
250g de miolo de camarão gigante
folhas de manjericão
2 colheres de sopa de queijo grana padano ralado
1. Cozer a massa al dente em água a ferver com sal.
2. Enquanto a massa coze, colocar azeite numa frigideira até tapar o fundo. Levar ao lume com o alho. Deixar frigir um pouco e adicionar o camarão. Temperar com sal e pimenta acabada de moer a gosto. Depois do camarão cozinhado, retirar do lume.
3. Depois da massa cozida, escorrer.
4. Adicionar o queijo ralado à massa e as folhas de manjericão. Por fim, adicionar o camarão com o azeite e o alho. Misturar bem.
5. Servir com a manga cortada em cubos.
Este prato surpreendeu. A massa com o camarão e a manga fica uma delícia. Acompanhámos este prato com um vinho
Chianti da zona de
San Gimignano.
O Ricardo deu-me uma ajuda na preparação do jantar. A dois, uma refeição rápida ainda se torna mais rápida. Quando estava a começar a descascar os alho, o Ricardo lembrou-me de
um vídeo em que é feita uma pequena demonstração em que é possível descascar uma cabeça de alhos em menos de dez segundos. Quando vi o vídeo, achei piada e coloquei em dúvida se seria possível. Agora que ele levantava a questão por que não experimentar? Não custava nada!
Colocámos os alhos dentro de um tacho pequeno. Tapámos e o Ricardo agitou o tacho durante uns segundos. Confesso que estávamos os dois um pouco cépticos. Mas quando abrimos a tampa, os alhos estavam descascados. Limpinhos. Afinal, é mesmo possível descascar os alhos em menos de dez segundos! :)