O que está dentro de um abraço?
« [O] abraço é um gesto tão grande e profundo que entra na categoria do inexplicável » [José Tolentino Mendonça, Elogio da Sede, p.25]. Há quanto tempo não recebemos um abraço? Daqueles que nos fazem lembrar o conforto, o carinho recebido da nossa mãe ou do nosso pai, durante a infância. Um abraço apertado, que nos faz sentir desejados, amados, preciosos. Um abraço que nos faz sentir vivos e que afasta a dor.
Quando me encontro com as minhas sobrinhas, de 8 e 11 anos, digo-lhes que o nosso cumprimento é, sempre, com um beijinho e um abraçinho! Elas riem-se e acham piada porque até rima. Mas o contacto de um abraço é precioso. É uma forma de criarmos laços.
Todos sabemos que há vários tipos de abraços. Uns dados a correr, outros dados com amor, outros dados para festejar ou felicitar. Os abraços são trocas de energia que, por força das emoções, também ajudam a sarar feridas da alma, ajudam-nos a olhar para a vida com mais alegria, matam a sede de afecto. Aquecem-nos.
Virginia Satir diz que « Precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver. Precisamos de oito abraços por dia para nos manter. Precisamos de doze abraços por dia para crescer. »
E deixo-vos, hoje, um abraço, forte e apertado, juntamente com umas deliciosas panquecas de aveia a que juntei abóbora assada. Não se esqueçam, todos os dias são dias bons para darmos e recebermos abraços!














