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quarta-feira, 29 de março de 2017

Carpaccio de abacaxi com maracujá e pimenta-rosa


Sempre que posso gosto de terminar a refeição com uma sobremesa. Mas a sobremesa não tem que ser um bolo, tarte ou uma musse.

A fruta apresentada de forma apelativa, cá em casa, funciona muitas vezes como uma fantástica sobremesa. Um destes dias para um almoço demorado, daqueles em que faço uma carne assada no forno durante algumas horas - fica tão suculenta que facilmente repetimos e no final sobra sempre muito pouco - servi uma travessa de abacaxi cortado em fatias finas com maracujá, hortelã e pimenta-rosa. Fresco, soube tão bem! Há dias em que fazer uma sobremesa não custa mesmo nada. Gostam?

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Panna cotta de leite de coco e maracujá


Depois da refeição adoro comer uma sobremesa. A sobremesa é um conforto, um pequeno mimo com que terminámos um almoço ou jantar.

No Verão, procuro sobremesas frescas, pudins, gelatinas, bolos frescos com frutas ou então panna cotta. Adoro, principalmente quando é servida com frutas, como a que hoje vos trago. Desenvolvi esta panna cotta de leite de coco e maracujá para a edição de Fevereiro de 2014 da revista Saber Viver.


Panna cotta de leite de coco e maracujá

Ingredientes para 4 pessoas:
2 dl de natas com 35% de gordura
1 dl de leite de coco
2 dl de leite
70 g de açúcar
5 g de gelatina em folhas
4 cardamomos
1/2 vagem de baunilha
2 maracujás


1. Colocar as folhas de gelatina numa taça com água fria.

2. Colocar num tacho, as natas, o açúcar, o leite e o leite de coco.

3. Esmagar ligeiramente os cardamomos de modo a que se abram mas sem retirar as sementes.

4. Retirar as sementes da meia vagem de baunilha e adicionar ao preparado, juntamente com os cardamomos.

5. Levar a mistura de natas ao lume e ir mexendo. Não deixar ferver.

6. Fora do lume, retirar os cardamomos. Adicionar a gelatina demolhada e previamente escorrida. Mexer muito bem até a gelatina estar dissolvida.

7. Colocar o preparado em taças ou copos de vidro. Levar ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro.

8. Servir a panna cotta com a polpa de maracujá.


Eu gosto de ver as sementes da baunilha na panna cotta, caso não apreciem, aconselho a coar antes de adicionar a gelatina.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Picolé de maracujá e leite de coco


Uma das coisas boas de estar de férias é podermos fazer pequenas loucuras. Ontem, só fui para a cama, noite dentro, depois de acabar de ler o romance A Casa dos Amores Impossíveis. Adoro quando um livro me prende assim. Hoje olhei para a estante e decidi voltar-me para os livros de gastronomia. A escolha foi A História da Invenção na Cozinha de Bee Wilson.

Hoje o dia promete ser quente. Uma ida à praia, ao fim da tarde e por certo, com direito a gelado na esplanada. Para ajudar a suportar os dias quentes do mês de Agosto deixo-vos uma sugestão fresca e deliciosa. Aproveitem estes dias bonitos de céu azul.


Ingredientes:
3 dl polpa de maracujá de lata
1 dl leite de coco


1. Colocar os ingredientes num copo e triturar.

2. Coar o preparado e distribuir pelas formas de gelado.

3. Levar ao congelador durante 6 horas.


Fiz esta receita para a edição de Agosto 2012 da revista Saber Viver.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tartelettes de mascarpone e maracujá em 5 minutos


Entre o trabalho e os dias bonitos que chegaram e que nos deixam com muita vontade de ir à praia, tenho procurado visitar alguns restaurantes novos. Passei pelo Café São Luiz, no conhecido teatro São Luiz, e pelo U Chiado, que às quintas-feiras tem música ao vivo. Ambos merecem uma visita.

Consegui ver uns episódios do programa da Rachel Khoo, The Little Paris Kitchen, e fiquei ainda com mais vontade de visitar Paris!



Fui à apresentação do novo catálogo para a casa do Continente. Gosto sempre de ver as novidades que apresentam para o lar, especialmente para a cozinha. Ao folhear o catálogo, vejo sempre tanta coisa que me faz falta.

Nas leituras comecei o livro Poesia - Eugénio de Andrade. Curiosamente, há alturas em que sinto necessidade de ler poesia, é como se precisasse de satisfazer uma sede de palavras. Fresquinho para explorar tenho na minha estante de gastronomia, Culinária Portuguesa de António Maria de Oliveira Bello.

Vi a segunda metade da entrevista na televisão ao Miguel Esteves Cardoso e à sua mulher Maria João. E adorei.

A cozinha tem andado a meio gás, com muitas receitas rápidas para aproveitar as coisas boas que a Primavera nos oferece. Ervilhas de quebrar salteadas, servidas com quinoa e queijo feta. Ervilhas cozidas salteadas com ovos mexidos servidas em fatias de pão fresco e nas sobremesas, tartelettes de mascarpone e maracujá, que se fazem enquanto o diabo esfrega um olho. Estas tartelettes deverão ser comidas no momento. Guardadas, a massa rapidamente absorve uma parte da humidade do creme.


Ingredientes:
1 embalagem de queijo mascarpone
125 g de iogurte natural grego
60 g de açúcar em pó
8 bases de tartelettes de massa folhada prontas a rechear
2 a 3 maracujás


1. Bater o mascarpone com o iogurte e o açúcar.

2. Rechear as tartelettes com a mistura anterior.

3. Abrir os maracujás e retirar a polpa.

4. Distribuir a polpa de maracujá pelas tartelettes e servir de imediato.


Fiz esta sobremesa para a edição de Março de 2013 da revista Saber Viver.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sumo de maracujá, laranja e nectarina


Encontrei há uns tempos um livro, A Viagem dos Cem Passos de Richard C. Morais, na Fnac que me chamou a atenção. O que me fez pegar no livro foi uma frase de Anthony Bourdain na capa dizendo que este livro seria "provavelmente o melhor romance de sempre ambientado ao mundo da culinária". Apesar de achar o comentário um pouco exagerado acabei por comprar o livro. Eu não resisto a um romance que gire à volta da comida.

A Viagem dos Cem Passos apresenta-nos a ascensão no mundo da gastronomia do jovem Hassan Haji. Para Hassan, desde muito novo que o seu destino já estava traçado, pois a primeira coisa que recorda "(...) é o cheiro do machli ka salan, um caril picante de peixe, que se elevava desde o soalho até à cama de grades no quarto dos meus pais por cima do restaurante."

Com a morte da mãe, a família viaja da Índia para Londres. O romance está cheio de referências aos deliciosos aromas da cozinha indiana e à sofisticação, elegância, da cozinha francesa. Em relação ao seu contacto com a comida em Londres, diz-nos: "(...) estivemos sentados durante horas em cadeiras de plástico sob uma luz intensa no aeroporto de Heathrow enquanto o meu pai gritava e brandia o seu estrato bancário ao agente da imigração de rosto franzido, decidindo o nosso destino. E foi nessas cadeiras que provei pela primeira vez a Inglaterra: uma sandes de salada de ovo fria e mole envolta num triângulo de plástico. É do pão, em especial, que me lembro, da forma como se dissolveu na minha língua. Nunca tinha provado nada tão determinadamente insípido, molhado e branco."

Em Londres, Hassan é confrontado com um outro mundo, muito diferente daquele a que estava habituado. Entre as muitas descobertas que faz encontra-se o seu contacto com as pinturas de Chardin e como este artista "(...) pintara repetidamente, o mesmo coelho morto, a mesma perdiz morta e o mesmo copo – na cozinha. A mesma mulher e a mesma copeira e o mesmo jovem adegueiro – na cozinha." Identifiquei-me com esta passagem. Também eu, adoro pinturas de naturezas mortas relacionadas com a cozinha. No início do Cinco Quartos de Laranja procurei publicar quadros com cenas que retratavam a cozinha.

Depois de uma viagem pela Europa, o pai decide estabelecer-se em Lumiére, uma pequena localidade francesa. Hassan passa a assegurar a cozinha do restaurante da família. Sem se aperceberem entram numa pequena guerra de palavras e de acções, com a conceituada chef Madame Mallory, dona do restaurante em frente ao da família. Graças a um acidente, Hassan passa a fazer uma viagem de cem passos entre a casa do pai e o restaurante elegante de Madame Mallory. "Uma coisa poderosa, o destino. Não podemos fugir dele. No fim vence sempre." O destino, se existe ou não não sei, mas que às vezes as coisas da vida deixam-nos a pensar sobre como tudo pode estar interligado. Quando damos um passo, a sequência de acontecimentos pode ter consequências inesperadas. Por isso, algumas vezes, o melhor é arriscar. Para Hassan, foi o que aconteceu.

É com Gertrude Mallory que Hassan desenvolve o seu talento natural para a cozinha, onde aprende a conhecer e a seleccionar os produtos frescos, de qualidade. Aprende a reconhecer os diferentes tipos de ostras e que no Inverno as formas de soufflé terão que estar à temperatura ambiente. Aprende também que o sal da vida é não ter medo de provar algo novo. Depois de Lumiére, Hassan parte para Paris. "Para ser sincero, a minha ascensão em Paris ao longo dos vinte anos seguintes não foi tão difícil como se poderia suspeitar. Era como se um espírito invisível retirasse os obstáculos e me ajudasse a tomar o caminho que, acredito, sempre me fora destinado." No livro percebemos que esse espírito deve ter sido Madame Mallory, que mesmo à distância o tentou sempre ajudar. Madame Mallory, revela uma atitude digna de louvor, percebeu que Hassan seria melhor do que ela e não hesitou em proporcionar-lhe a ajuda que conseguisse, mesmo sem nunca o dizer ou o demonstrar. Foi na prática a força invisível, o anjo protector da carreira de Hassan. Quando temos ajuda e alguém que acredita em nós, tudo é mais fácil.

O romance respira comida. Eu fiquei curiosa com as lebres marinadas em vinho branco, louro, alho esmagado, vinagre de malte, mostarda doce alemã e bagas de zimbro secas e esmagadas, com uma salada de pepino e natas azedas colorida com mirtilos, com a omeleta com caras de bacalhau e caviar. Pelos nomes só podem ser coisas boas, de certeza! A Viagem dos Cem Passos é, para além da história de ascensão de Hassan, uma visão do mundo da chamada alta gastronomia, dos problemas que alguns restaurantes enfrentam mesmo com estrelas Michelin.

Este é um livro que recomendo para ler nas férias, entre um sumo de maracujá, laranja e nectarina, numa esplanada a saborear o aroma salgado do mar.


Ingredientes:
500 ml de sumo de maracujá ou polpa de maracujá
300 ml de sumo de laranja
3 nectarinas sem a casca
12 cubos de gelo


1. Colocar os ingredientes no liquidificador e triturar.

2. Distribuir o sumo por copos e servir.


Este sumo fica uma delícia bem fresquinho. As sementes de maracujá trituradas, dão um ar exótico ao sumo e ajudam a dar textura.

Os sumos, cá por casa, nos últimos tempos têm sido a companhia das minhas leituras.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Almoço com sabores açorianos

No domingo recebi os meus sogros e os meus cunhadinhos, Hugo e Cristina, para almoçar. Desde Julho que a família não se reunia. Neste entretanto, meteram-se as férias, o regresso das férias e o medo da gripe A, e compromissos de fim-de-semana que obrigaram a adiar o nosso reencontro.

Como o dia estava quente, decidimos almoçar no quintal. O Ricardo colocou a mesa e eu andei de volta dos tachos e das panelas na cozinha.

Ao almoço, as conversas giraram em torno das férias, dos problemas de saúde que vão aparecendo mas que ainda não são graves, dos projectos a curto prazo e como não poderia deixar de ser das eleições legislativas e nos possíveis resultados, mas principalmente na importância de votar.

Para almoçarmos servi polvo assado no forno com batata-doce, uma receita que já publiquei aqui e que de vez em quando volto a fazer porque adoramos. Apesar de não ser uma receita açoriana, leva batata-doce, o que me faz lembrar os Açores.


Para sobremesa fiz um doce de maracujá. Delicioso. Apesar de na altura de desenformar ter ficado um pouco agarrado à forma, acabou por não sobrar nada.


Doce de maracujá


Ingredientes:
1 lata de polpa de maracujá (565 g)
2 pacotes de natas
1 lata de leite condensado
5 folhas de gelatina
polpa de 2 maracujás para decorar

1. Demolhar as folhas de gelatina em água fria.

2. Bater as natas com o leite condensado.

3. Colocar mais ou menos metade da polpa de maracujá num recipiente e triturar.

4. Adicionar a polpa triturada e a não triturada à mistura de natas e leite condensado.

5. Escorrer as folhas de gelatina e levar ao microondas uns segundos para derreter.

6. Juntar a gelatina ao preparado e mexer bem. Colocar numa forma e levar ao frigorífico até solidificar.

7. Servir decorado com a polpa dos maracujás.

É uma sobremesa rápida e deliciosa. A receita é da embalagem da polpa de maracujá.