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Lisboa 7 de Abril de 2019
Domingo:
10h30 - 14h00      Workshop Vamos Fazer Pão e Folares com Activa Vita D
Inscrições gratuitas até 24h de 2 Abril: cincoquartosdelaranja.com

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Damm, mestres cervejeiros


O pôr-do-sol fazia-se sentir com raios de luz em tons de laranja-avermelhado. Ao fundo o mar, molhava a areia num vai e vem tranquilo. O céu sem nuvens anunciava uma noite quente e agradável. Ao contrário dos veraneantes que com as toalhas nos braços, chinelos e vestígios de areia começavam a regressar a casa, o Ricardo e eu, chegávamos, ao final da tarde, à praia da Torre para um evento especial, a festa da cerveja Damm, no BBeach Oeiras Club, para a qual fomos convidados.


Cá em casa, normalmente, preferimos vinho. Quando organizamos um jantar, a escolha do vinho é uma preocupação. Quando vamos jantar ou almoçar fora, pedimos sempre a carta de vinhos. E por que não, cerveja? Gostamos de cerveja, mas curiosamente não pensamos em servir cerveja quando fazemos uma refeição em casa ou pedir quando comemos fora. Escolhemos cerveja, principalmente no verão, quando nos encontramos com amigos numa esplanada para acompanhar um prato de tremoços ou um petisco. Que bem que sabe com uns caracóis! Apesar das minhas opções por cerveja serem perfeitamente enquadradas em determinadas situações, o que é certo é que ia cheia de curiosidade para provar as famosas cervejas Damm.

Para acompanhar a prova das cinco cervejas Damm estavam disponíveis vários aperitivos, saladas, pratos quentes e no final, não resisti a provar as sobremesas. Num ambiente de festa, com pessoas a circular de um lado para o outro, a primeira cerveja que provei foi a Estrella Damm, uma cerveja com uma cor dourada e com um agradável sabor a lembrar especiarias. Combinou na perfeição com uns canapés de sardinha com pimento vermelho, que estavam magníficos e que repeti. Depois escolhi para comer uma salada fria de carnes e para beber foi a vez da cerveja Bock Damm, uma cerveja preta com sabor intenso, ligeiramente torrado.


Com os pratos quentes optei pela Voll-Damm, uma cerveja de tom alaranjado e com um sabor forte e intenso. Antes de passar para as sobremesas ainda provei a cerveja Free Damm sem álcool. Fresca. Muito agradável.


Mas para mim, a estrela da noite foi mesmo a Inedit. Uma cerveja desenvolvida em parceria com Ferran Adrià, Juli Soler e os mestres cervejeiros da Damm. A ideia foi criar uma cerveja que pudesse acompanhar os pratos da alta cozinha em alternativa ao vinho. A cerveja é vendida em garrafas a lembrar as do vinho e e aconselha-se que seja servida em copos de vinho branco. É uma cerveja que se bebe muito bem, com notas de citrinos, principalmente a laranja e coentros. É uma cerveja com um aroma frutado muito agradável, tanto que tive que provar mais do que uma vez.


Depois desta Inedit, a minha ideia em relação à cerveja acompanhar uma refeição alterou-se. Esta experiência, fez-me mudar de ideias.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

30% de desconto para os leitores do Cinco Quartos de Laranja


30% de desconto em vinhos e restantes produtos na loja online da Wine Boutique, para os leitores do Cinco Quartos de Laranja até às 24h de amanhã, dia 2 de Agosto de 2012, numa parceria com a


Basta introduzir o código, WINE30CINCO, ao encomendar. Aproveitem esta excelente oportunidade! Boas compras!

Salada de meloa cantaloupe com queijo mozzarella e presunto


Tenho por tradição fazer sempre, no meu primeiro dia de férias, uma salada. Ontem, ao jantar, servi esta salada de meloa cantaloupe com queijo mozzarella e presunto.


Decidi incluir esta salada na rubrica Hoje o Blog é Meu, onde falo sobre o modo como a comida influencia o nosso bem-estar. Agradeço desde já à Carmen este convite. Espero que gostem.


Ingredientes:
1/2 meloa cantaloupe bem fresca
50g de rúcula
3 folhas de alface
20 queijos mini mozzarella frescos
150g de bagas de alcaparras
80g de presunto fatiado fino

Para o molho:
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de framboesa
1 colher de chá de mostarda Dijon
pimenta preta de moinho q.b.


1. Com uma colher para fazer bolas de fruta, fazer bolinhas de meloa.

2. Numa taça colocar a rúcula, a alface cortada grosseiramente com as mãos, os queijinhos mozzarella, as alcaparras, as bolinhas de meloa e as fatias de presunto.

3. Para preparar o molho, colocar os ingredientes numa taça e mexer com uma vara de arames até estarem bem emulsionados.

4. Regar a salada com o molho e servir de imediato.


Esta salada fica muito agradável com a meloa bem fresquinha. Pode tanto ser servida como entrada ou como prato principal, especialmente nestas noites quentes de verão.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Filetes de carapau com salada de quinoa vermelha


Quando penso em carapau ou chicharros associo logo a grelhados, a salada de tomate, pepino e pimentos. Um dia de sol e a família sentada a conversar, à sombra de um chapéu, enquanto o peixe acaba por ceder ao calor do carvão para nosso puro deleite. Mas, como não não dá jeito nenhum fazer grelhados num apartamento, procuro encontrar alternativas bem agradáveis para comer um peixe a que, por vezes, é difícil dar destino. Desta vez, o carapau virou filetes.


Ingredientes:
2 carapaus
cominhos em pó
pimenta de caiena
alho em pó
1dl de azeite
2 colheres de sopa de vinagre Pedro Ximénez
1 cebola roxa cortada em meias luas
200g de quinoa vermelha
2 courgettes
1 raminho de salsa picada
sal


1. Limpar os carapaus e cortar os filetes.

2. Temperá-los com sal, pimenta de caiena, alho em pó e cominhos a gosto.

3. Cozer a quinoa numa panela com água em sal. Depois de cozida, escorrer.

4. Cortar as courgettes e grelhá-las.

5. Colocar 0,5 dl de azeite numa frigideira ao lume. Assim que estiver quente, colocar os filetes com o lado da pele para baixo. Deixar fritar um a dois minutos de cada lado.

6. Colocar a quinoa cozida, as courgettes grelhadas e a cebola numa saladeira. Juntar um raminho de salsa picada.

7. Com um garfo ou uma vara de arames pequena misturar muito bem 0,5dl de azeite com o vinagre e uma pitada de sal. Regar a quinoa com esta emulsão.

8. Servir os filetes com a salada de quinoa.


Os filetes de carapau com os cominhos e a pimenta de caiena ficam realmente deliciosos. A quinoa e a courgette grelhada são já uma dupla de sucesso cá em casa.


Hoje começo as minhas férias. Para mim é sinal de praia, chinelos e biquínis. Para aproveitar bem o verão deixo-vos algumas sugestões interessantes e práticas no blogue The Beauty and The Best a convite da sua autora, Inês Guimarães Correia. Espero que gostem.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Midori, um japonês no Penha Longa


O chef Cláudio Cardoso falou com tanto entusiasmo sobre a cozinha japonesa e sobre o restaurante Midori, durante o workshop Operação de Verão, a que assisti na cozinha do restaurante Arola, que nesse mesmo dia decidi ir lá jantar com o Ricardo.

Cheguei ao restaurante ainda de dia. O envidraçado que acompanha toda a sala permite-nos usufruir da magnífica paisagem em que o Penha Longa está inserido. O verde é o tom dominante e ao longe um penedo, conhecido como o penedo dos ovos, com uma cruz lá no alto. Diz a lenda que o penedo esconde um tesouro, mas nem a persistência de uma velha o conseguiu derrubar. Fora do mundo mágico das lendas, o tesouro é toda aquela magnífica paisagem com que os nossos olhos se deslumbram! Um pequeno pedacinho do que poderá ser o Paraíso. A música ambiente e a decoração moderna, com muito bom gosto, criam um ambiente descontraído e que convida a desfrutar de uma excelente refeição.


Como aos sábados há buffet, tive a possibilidade de provar um pouco de tudo. Comecei com barriga de salmão com algas, sementes de sésamo, espuma de manga e ovas de peixe voador com soja. Penso que não poderia ter começado melhor. O peixe era realmente muito bom.


De seguida, o chef Cláudio fez chegar à nossa mesa sashimi - atum, pregado, vieiras, salmão, barriga de salmão, ovas de salmão e de peixe voador com soja e sem soja (as de cor laranja). A apresentação do prato, com um toque inovador da espuma, marca a diferença. As vieiras combinam de forma deliciosa com os citrinos.


Depois pedimos tempura de camarão e ervilhas.


Ao voltarmos a falar com o chef, decidimos provar as gambas com alho, soja e saké e carne de vaca corada com alho e soja e massa udon com legumes. Ter um chef a sugerir o que devemos provar tornou a nossa refeição inesquecível e mesmo muito especial. Acompanhámos a nossa refeição com uma garrafa de vinho branco Lagoalva de Cima reserva de 2011.


Para sobremesas, a escolha era variada. Optámos pela castela - pão de ló mas com mel, introduzido na cultura japonesa pelos portugueses, pana cotta e mousse oreo. Provámos ainda wagashi (com geleia de feijão) e um bolinho, yakimanjo, com que acompanhámos o café. O forte da cozinha japonesa não são as sobremesas, pelo menos para mim, por isso e por ter visto várias famílias com crianças, o restaurante procura apresentar algumas alternativas.


Visitar o Midori foi uma experiência muito especial. Não é todos os dias que temos o chef do restaurante a acompanhar-nos e a aconselhar-nos sobre o que devemos experimentar. Por outro lado, a qualidade do peixe servido, muito vindo dos Açores, e o toque de fusão e ao que poderei chamar alguma modernidade ou vanguarda que o chef coloca na apresentação dos pratos torna o Midori um japonês diferente e que vale a pena ir conhecer.

Depois do jantar, combinei com o chef uma entrevista, que realizei por eMail, e que a seguir vos apresento.

1. Quem é o chef Cláudio Cardoso?

Sou um Jovem de 28 anos que é apaixonado pelo que faz, gosta de arte e da natureza e transpareço isso para os meus pratos. Adoro viajar e é aí que encontro as minhas inspirações.


2. Quando é que descobriu a paixão pela cozinha?

Muito cedo. Desde que me lembro gostava de brincar aos cozinheiros, de desenhar e pintar quadros.


3. No seu percurso quais são as grandes referências em termos de chefs? Porquê?

O chef Luís Baena, mostrou-me a possibilidade infinita de criar. Gosto também de Ferran Ádria e Grant Achatz, existem muitas mais referências, mas estes sãos os de eleição.


4. Já passou por várias cozinhas antes de chegar à japonesa. Fale-nos um pouco desse seu percurso.

Comecei cedo pelas andanças da cozinha, mas aos 16 anos dava por mim a trabalhar com um grande Senhor da cozinha, chef Franco Luise ainda em Portugal, muita influência Mediterrânica, mas além disso passando um grande espírito de liderança para toda a brigada. Trabalhei com alguns grandes chefs portugueses, mas foi no Bahrain que vi e apreendi uma grande diversidade de culturas gastronómicas, Chinesa, Libanesa, Iraniana, Tailandesa e a primeira abordagem à cozinha Japonesa. Passei por diferentes países, mas cozinhas que trabalhavam mais na vanguarda dos produtos e técnicas do que propriamente baseadas num conceito de comidas típicas. Quando voltei a Portugal estive no Midori onde aí sim, aprendi muitas bases de cozinha Japonesa. Depois do Midori ainda estive no Dubai e África do Sul, mas acabando por voltar de novo a casa.


5. O que mais o atrai na cozinha japonesa? Os ingredientes? A cultura? Outras razões?

Tudo, a cultura e os ingredientes sem dúvida, mas essencialmente a técnica.


6. O Midori sofreu recentemente uma renovação. Qual foi o seu contributo?

No que diz respeito a comidas o meu contributo foi total, com a ajuda obviamente da minha equipa. Existem sempre depois algumas influências no restante, fardas, luzes, equipamentos, ... .


7. No Midori há uma forte aposta nos produtos portugueses, nomeadamente o peixe açoriano, correcto?

Sim, a aposta em produtos locais foi uma opção minha, ajudar a comunidade e colocar alguma influência de sabores que a nós são mais comuns. Deixámos o tradicional para exercer os dois géneros. Acho que o restaurante pede inovação mas com muita cabeça.


8. O que é que caracteriza a cozinha do Midori?

A qualidade e variedade dos produtos sempre frescos, muitos peixes de linha sazonais e dos Açores. A qualidade do sushi que se manteve ao longo dos anos nas cartas do restaurante e os pratos quentes e do teppan, que foram marcando a diferença ao longo dos tempos. Novas ideias e alguma fusão com a temática portuguesa, acompanhados sempre dos produtos de luxo do Japão, barriga de atum e o Wagyu.


9. Quais os pratos que são imprescindíveis provar no Midori?

Todos são excelentes, mas os sashimis, o Toro, Toro com Cohiba e Porto, nigiri de hamburguer de Wagyu ... lá está, todos!


10. Qual o comentário que gostaria que um cliente satisfeito do Midori lhe fizesse?

Felizmente recebemos todos os dias excelentes comentários, mas os melhores sem desvalorizar os outros, será dos clientes japoneses. Quando dizem que é igual a comer em casa, isso satisfaz-me.


11. O que é para si um bom prato?

Dentro do meu gosto pessoal, para apresentar aos clientes, gosto de algo que os faça viajar e também surpreender. Vejo os pratos muitas vezes como um quadro mas que podemos deliciosamente ver, comer e apreciar. Mas gosto muito de cozinha portuguesa e italiana, uma boa amêijoa à Bulhão Pato e uma bela piza Margherita são alguns dos eleitos.


12. Qual o livro de cozinha que tem sempre à mão?

Vários ... Para me inspirar A Day at El Bulli, Alinea, Michel Bras, Coco ... gosto de livros de cozinha, tanto que estou de certa forma proibido de os comprar.


13. O seu futuro passará por ... ?

Estar com os meus e dar-lhes a atenção que não dou há algum tempo. Depois só o futuro dirá, mas gostava que fosse num país com uma mentalidade mais aberta para a cozinha moderna e vanguardista.


O Midori foi sem dúvida um dos melhores restaurantes que visitei nos últimos tempos. Um muito obrigada ao chef Cláudio Cardoso pelo modo como nos recebeu e pela disponibilidade que demonstrou ao responder às minhas questões.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Gelatina de morango


Quando o calor aperta nada melhor do que comidas e bebidas frescas. Esta é das alturas do ano em que mais me apetece sair, aproveitar os dias ao máximo, desfrutar da luz e do bom tempo. Para as idas à praia ou para um passeio, preparo sempre um lanche com comidas leves e frescas. Uma das coisas que gosto de levar na geleira é gelatina. É algo que toda a gente gosta, inclusive as crianças.


Ingredientes:
500g de morangos
2 colheres de sopa de sumo de limão
80g de açúcar
2 saquetas de gelatina em pó (20g) ou 12 folhas de gelatina
1 colher de sopa de mel
600ml de água


1. Lavar e retirar os pés aos morangos.

2. Cortar os morangos e reduzi-los a puré. Coar com um pano.

3. Juntar ao puré o sumo de limão, o açúcar e a gelatina em pó. Mexer muito bem.

4. Levar ao lume a água num tacho, com o mel. Assim que ferver, retirar do lume e juntar ao puré de morango. Mexer muito bem e distribuir o preparado por copos.

5. Colocar no frigorífico pelo menos quatro horas antes de servir.


A tarefa de coar os morangos é um pouco demorada, mas como se costuma dizer o esforço vale a pena. Esta gelatina fica com um aroma e sabor a morango muito apetitosos. Para quem tem crianças, pode ser uma excelente forma de lhes dar fruta.

Esta receita foi feita para a edição de Julho 2012 da revista Saber Viver.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Costeletas de borrego no forno com alecrim e tomate cereja


Enquanto as férias não chegam só me resta sonhar. Penso nas idas à praia, nos pés molhados, salpicados de areia. Penso nos gelados e na toalha de praia estendida ao sol. Penso nas bolas de Berlim e nos sumos de fruta saboreados na esplanada da Praia do Barril. Penso no peixe grelhado e na salada de tomate com pimento assado. Penso em viagens. Museus. Cidades a fervilhar. Enquanto as férias não chegam, nada melhor do que um prato delicioso para me reconfortar.


Ingredientes:
1Kg de costeletas de borrego
3 dentes de alho picados
2 hastes de alecrim
sumo de 1 limão
300g de tomate cereja
1dl de azeite
pimenta preta de moinho q.b
sal q.b.


1. Temperar as costeletas, num tabuleiro de forno, com sal, pimenta, o alho picado, o alecrim e o sumo de limão. Deixar a marinar sensivelmente 30 minutos.

2. Pré-aquecer o forno a 200ºC.

3. Dispor o tomate cereja por cima das costeletas, regar com o azeite e levar ao forno durante 30 minutos.


Servir com arroz ou legumes cozidos. Eu adoraria comer estas costeletas de borrego grelhadas, que devem ficar maravilhosas. Mas como cá em casa não dá, a alternativa é o forno.