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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cozinha para Dias Felizes, o livro


Queridos Leitores,

desde que criei o Cinco Quartos de Laranja que tenho percorrido um caminho, feito de vários momentos e etapas, muitas aprendizagens e partilhas. Um caminho cheio de coisas boas.

Um dos momentos deste percurso ganha agora forma. A editora Marcador desafiou-me a publicar um livro. Projecto este em que me envolvi com imenso entusiasmo de há uns meses para cá. A ideia é um livro que procura partilhar o gosto de cozinhar, de experimentar receitas e de descobrir novos ingredientes. Um livro com muitas receitas, apontamentos e pequenas histórias.

O resultado final chega às livrarias no próximo dia 20 de Novembro de 2012 com o título Cozinha para Dias Felizes. Espero que gostem.

Brevemente darei notícias sobre o lançamento e futuros encontros com leitores em Lisboa e no Porto.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Lanche simples e apetitoso para crianças


Se a meia dúzia de ingredientes banais adicionarmos um pouco de inspiração e moderação ficaremos com a receita de um lanche saudável e apetitoso para crianças. Este lanche que consiste num batido de banana com sementes de linhaça e duas tostas integrais com queijo fresco foi elaborado para a edição de Setembro de 2012 da revista Saber Viver, em colaboração com Patrícia Rama, coordenadora científica da APCOI, Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil.

Batido de banana com sementes de linhaça

Ingredientes:
200 ml de leite
1/2 banana média
1/2 colher de chá de sementes de linhaça moídas


1. Colocar a banana cortada às rodelas e o leite no liquidificador. Triturar.

2. Juntar as sementes de linhaça em pó e mexer.


Tostas médias integrais com queijo fresco

Ingredientes:
2 tostas médias integrais
1/2 queijo fresco


1. Cortar o queijo em fatias finas.

2. Colocar o queijo sobre as tostas.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tagliatelle com courgette e bacon salteado


Há alturas em que é necessário fazer uma refeição rápida. Eu normalmente quando chego a casa tarde ou recebo visitas de última hora, procuro sempre que posso fazer um prato de massa.

As massas são sempre muito versáteis e combinam na perfeição com legumes e queijo. Eu adoro. Esta receita foi feita para a edição de Outubro de 2012 da revista Saber Viver. A massa fica deliciosa.


Ingredientes:
500 g de tagliatelle fresca
175 g de bacon
500 g de courgette
3 dentes de alho picados
1,5 dl de azeite
sal e pimenta preta de moinho q.b.
30 g de queijo Grana Padano ralado


1. Levar o bacon cortado em pedaços pequenos numa frigideira ao lume. Deixar saltear um pouco.

2. Com o mandolim cortar a courgette em pequenas tiras finas.

3. Regar com o azeite e adicionar o alho. Assim que o alho começar a frigir, adicionar a courgette. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Deixar cozinhar durante dois a três minutos.

4. Cozer a massa segundo as indicações do fabricante.

5. Depois da massa cozida, escorrer e juntar à mistura de courgette.

6. Servir com queijo Grana Padano ralado.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cuscos de Bragança com sabor a mar


O fim-de-semana passado estive em Bragança que curiosamente nunca tinha visitado. Nos últimos tempos tenho ouvido falar muito da boa cozinha e de vários bons produtos usados na cozinha bragançana, desde as alheiras, o botelo, o azedo, as cascas, até aos azeites, vinhos, castanhas e os cuscos.

A primeira vez que comi cuscos foi no restaurante Feitoria e gostei muito. Ao falar deste facto com Luís Portugal, o mentor do projecto Origem Transmontana, gentilmente ofereceu-me um saquinho com cuscos para experimentar fazer em casa.


Cuscos de Bragança com sabor a mar

Ingredientes:
1 goraz ou um robalo
1 kg de amêijoas frescas
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
250 g de cuscos
30 g de coentros
1 dl de azeite + 1 colher de sopa
9 dl de caldo de peixe
sal e pimenta preta q.b.
45 g de manteiga para os filetes

para o caldo de peixe:
cabeça e espinhas do goraz (ou robalo)
1 cenoura
1 talo de aipo
1,3 l de água
sal q.b.


1. Retirar os filetes ao goraz e reservar.

2. Colocar a cabeça do peixe juntamente com a espinha numa panela. Adicionar uma cenoura descascada e cortada em quatro e o talo de aipo. Temperar com sal e levar ao lume. Deixar ferver durante aproximadamente 15 a 20 minutos. Coar o caldo e reservar.

3. Num tacho colocar a cebola e os dentes de alho picados. Adicionar o azeite e deixar refogar até a cebola quebrar.

4. Juntar ao refogado os cuscos e mexer. Regar com o caldo de peixe e deixar cozinhar. Ir mexendo de vez em quando.

5. Uns minutos antes de retirar os cuscos do lume, adicionar as amêijoas.

6. Triturar com a varinha mágica os coentros, previamente picados, com uma colher de sopa de azeite.

7. Assim que as amêijoas abrirem, juntar a mistura de coentros, mexer e retirar do lume.

8. Colocar a manteiga numa frigideira e levar ao lume. Assim que derreter, colocar os filetes de goraz com a pele virada para baixo e previamente temperados com sal e pimenta.

9. Deixar cozinhar aproximadamente um minuto de cada lado e servir com os cuscos.


Os cuscos transmontanos cozinham-se como costumamos fazer com o arroz e ficam deliciosos.


Para se saber mais sobre os cuscos transmontanos:
- Os Gestos dos Sabores > Cuscos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um passeio pelo Alto Douro


A paisagem derruba-nos. Impõe-se sobre os nossos olhos. Invade-nos e quase que paramos a respiração. Os socalcos de vinha construídos nas encostas do Douro Superior são de uma beleza arrebatadora. Foi assim deslumbrada e pequenina perante toda a grandiosidade da paisagem que me rodeava que me senti quando, no âmbito do convite para participar no primeiro Festival do vinho do Douro Superior, visitei a Quinta da Leda.


A quinta possui setenta e seis hectares de vinha e tivemos a oportunidade de a visitar no último dia das vindimas. Foi muito interessante andarmos pelas encostas a ver as vinhas e a ouvir as explicações do nosso anfitrião, Luís Sottomayor. Uma das vinhas que visitámos era mesmo junto ao rio Douro. Aqui, achei curioso colocarem no início de cada uma das fileiras de vinha um pé de roseira que funciona como detector avançado de uma praga, a farinheira. Ao atacar primeiro as roseiras, dá tempo para que se cure as videiras. As castas que ali encontramos são principalmente a Touriga Nacional, a Touriga Franca, a Tinta Roriz, a Tinta Barroca e a Tinto Cão. Depois de vermos descarregar as uvas, de perceber como se controla o stress hídrico da videira, de assistir à transformação das uvas desde que chegam até ao momento que vão já em forma de vinho estagiar, percebemos que todos os processos são controlados ao pormenor na vitivinicultura dita de precisão.

Terminámos a visita a provar os bons vinhos que ali se produzem. O primeiro vinho que provámos foi o Papa Figos de 2010. Papa Figos é o nome de um pássaro que existe na região, chega em Abril e parte em Outubro, acompanhando assim o ciclo da vinha. De seguida serviram-nos Callabriga de 2009 um vinho do novo mundo, com aromas a carvalho americano. Depois, provámos o Quinta da Leda de 2009, com madeira francesa e dezoito meses em barrica, produzido apenas com uvas da quinta e daí o seu nome.


Antes do almoço visitámos ainda a adega onde se produzem os vinhos Conceito pela mão da enóloga Rita Marques Ferreira, uma das grandes promessas da produção de vinho do Douro e do Novo Mundo (Nova Zelândia e África do Sul).

O almoço foi em casa da família da Rita. E que bem que nos receberam. Um almoço farto e muito bem regado. Uma das coisas que adorei comer ali foi um guisadinho de botelho. Botelho é uma abóbora colhida ainda muito pequena, sem as sementes formadas. Depois é feito um refogado com azeite, alho e tomate e leva a abóbora cortada aos pedaços com casca e tudo. Leva também pão. É muito bom. Para o ano, em época de abóboras tenho que experimentar. Ao início da refeição foi servido um vinho do Novo Mundo concebido pela Rita a fazer lembrar o Velho Mundo, Conceito Sauvignon Blanc de 2010. A acompanhar o prato principal de carne, foi nos servido o Conceito Tinto de 2009. À acompanhar a tábua de queijos, bebemos o Conceito Branco de 2010. No final, para acompanhar as sobremesas, foram-nos servidos os Portos, Conceito Vintage de 2005 e Conceito Tawny 10 anos. Como escreveu Ira Gershwin, depois deste almoço e do convívio que se viveu em volta da mesa, Who could ask for anything more?


Depois do almoço visitei o espaço do I Festival do vinho do Douro Superior onde mais uma vez provei diversos vinhos. Ao final do dia, não quis perder a prova de vinhos comentada pelo jornalista e crítico gastronómico, Fernando Melo. Foi a primeira vez que assisti a uma prova comentada e adorei, ou também não estivesse perante um dos grandes especialistas da área.

A prova, Grandes tintos do Douro Superior, consistiu na degustação de sucessivos duetos de vinho, de modo a podermos comparar a elegância, a frescura e a robustez de cada um deles. O primeiro par de vinhos que provámos foi Quinta de Vila Maior de 2007, um tinto com notas de baunilha e especiarias, com sabor fresco e atraente e Grandes Quintas de 2009, um vinho guloso, equilibrado. De seguida, serviram-nos Duorum Reserva de 2009, feito com uvas de vinhas velhas, um vinho complexo e poderoso, e Mux, um vinho com especiarias que se libertam na boca como um pássaro de asas abertas prestes a lançar-se em voo. Provámos ainda, o Duas Quintas Reserva de 2009 e Quinta da Leda de 2009, ambos bons vinhos, que terminam muito bem. Por fim, Vale Meão de 2010, um vinho pelo qual facilmente nos apaixonamos, que nos impressiona como a beleza de um quadro de Sandro Botticelli.


Os vinhos têm o poder de nos transportar para uma outra dimensão, criam sensações, despertam desejos, fazem-nos sonhar. Cada vinho tem uma personalidade e características próprias que nos emocionam, que nos prendem. Os grandes vinhos são aqueles que nos mostram alguma coisa, que nos seduzem e o Douro tem sem dúvida grandes vinhos. Para mim, esta visita foi uma viagem pelo mundo dos vinhos, em muito boa companhia. Fiquei com vontade de aprender e saber mais sobre este mundo maravilhoso, que só agora começo, pouco a pouco, a descobrir.

E foi completamente seduzida, rendida ao Douro que no último dia em Vila Nova de Foz Côa almocei no restaurante do Museu do Côa, depois de uma visita guiada pelo seu diretor, Fernando Real, juntamente com a equipa da Revista de Vinhos. Um almoço em excelente companhia e com um cenário único, de verdadeiro luxo!


O Alto Douro merece, pelas pessoas, pela paisagem, pelos seus vinhos, muitas mais visitas! Sem dúvida, Portugal no seu melhor.


Outro olhar sobre os vinhos Conceito servidos ao almoço:
- CONCEITO - Vinhos do Douro Superior e algo mais ... por Olga Magalhães Cardoso.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Arroz de camarão com peixe e cenoura


Eu adoro arroz de quase todas as maneiras, mas tenho uma preferência pelos arrozes de peixe. Acho que ficam sempre tão bons.

A minha cozinha tem andado a meio gás. Nos últimos tempos tenho-me envolvido em vários projectos, um dos quais espero partilhar convosco muito em breve. Fiz este arroz para um almoço com uma amiga que todos os anos me visita nas férias de verão. Soube-nos muito bem.


Ingredientes:
2 postas de pescada
300g de camarão
2 cenouras raladas
1 dl de azeite
1 cebola picada
1 folha de louro
2 dentes de alho picados
350 g de arroz carolino
1,2 l de água de cozedura de peixe
2 colheres de sopa de coentros picados
sal q.b.
pimenta preta q.b.


1. Descascar o camarão e reservar as cascas e as cabeças.

2. Colocar uma panela ao lume com água e sal. Assim que ferver, adicionar as postas de peixe.

3. Depois do peixe cozido, retirar da panela e reservar. Adicionar as cascas de camarão ao caldo e levar novamente ao lume. Deixar ferver aproximadamente cinco minutos.

4. Com a varinha mágica, triturar as cascas de camarão. Coar o caldo e reservar.

5. Num tacho colocar o azeite, a cebola, o louro e o alho. Deixar refogar até a cebola quebrar.

6. Juntar o arroz e a cenoura e mexer. Ir acrescentando aos poucos o caldo de peixe e camarão.

7. Adicionar o peixe e o camarão descascado ao arroz. Temperar com sal e pimenta preta de moinho a gosto.

8. Servir o arroz polvilhado com coentros picados.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Beringela e courgette grelhadas com azeite de coentros


Há ideias de acompanhamentos que resultam bem tanto em dias quentes, como em dias frios, como é o caso destas beringelas e courgettes grelhadas com azeite de coentros.


Ingredientes:
2 beringelas
2 courgettes
30 g de nozes picadas
2 colheres de sopa de azeite
sal


1. Cortar as beringelas e as courgettes às rodelas.

2. Temperar com sal e pincelá-las com azeite.

3. Colocar na grelha. Deixar grelhar um a dois minutos de cada lado.

4. Colocar as rodelas de beringela e courgette grelhadas numa travessa. Polvilhar com as nozes picadas e regar com o azeite de coentros.


Azeite de coentros:
1 dl azeite
15 g coentros picados
pimenta preta de moinho q.b.


1. Colocar os ingredientes num copo e triturar com a varinha mágica.


Eu adoro fazer azeite de ervas aromáticas. Este azeite de coentros para além de ser óptimo para saladas, também resulta muito bem em pratos de massas.


Esta receita foi feita para a edição de Agosto de 2012 da revista Saber Viver.