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quinta-feira, 7 de março de 2019

Waffles de batata-doce com fios de bacon


Comer bem, de forma equilibrada, é um dos meus lemas em termos de alimentação. Procuro variar de forma regular o que se come, cá em casa, incluindo o pequeno-almoço. Adoro começar o dia com um prato colorido e se tiver vegetais, melhor.

A Primor recebeu, pelo sexto ano consecutivo, a distinção Escolha do Consumidor 2019 em duas categorias, uma delas o bacon. Quando recebi o convite para criar uma receita com os seus fios de bacon, pensei logo em fazer um prato para servir ao pequeno-almoço.

Juntei ao bacon, batata-doce, ovos, salsa e temperei. O resultado foram uns waffles deliciosos e muito fáceis de fazer. Podemos usar o bacon no nossos pequenos-almoços de tantas formas!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Sopa de abóbora com couve e quinoa


Começamos a contar os dias para a chegada da Primavera. Eu, pelo menos, sou assim. É uma das épocas do ano de que mais gosto. Fica tudo colorido. A vida renova-se. Os dias ficam mais bonitos.

O Inverno, também, tem o seu encanto e a piada está em tentarmos aproveitar o bom de cada estação. Olhar para a vida com uma atitude positiva, torna tudo mais fácil. Incluindo aqueles dias, em que chegamos a casa, com os pés frios e as varetas do guarda-chuva partidas!

Nesta altura do ano, apetecem as comidas quentes. Os pratos de forno, os estufados, as sopas a fumegar. Por exemplo, troco as saladas frias por legumes cozidos ou salteados e faço mesmo muitas sopas.

Uma das últimas que fiz, foi para dar destino a uma couve-coração de boi que tinha cortada, das minhas pré-preparações. A sopa faz-nos tão bem! É uma forma de comermos mais legumes, mas é, também, uma forma de nos reconfortarmos nos dias agrestes de Inverno.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Panquecas de aveia com abóbora assada


O que está dentro de um abraço?

« [O] abraço é um gesto tão grande e profundo que entra na categoria do inexplicável » [José Tolentino Mendonça, Elogio da Sede, p.25]. Há quanto tempo não recebemos um abraço? Daqueles que nos fazem lembrar o conforto, o carinho recebido da nossa mãe ou do nosso pai, durante a infância. Um abraço apertado, que nos faz sentir desejados, amados, preciosos. Um abraço que nos faz sentir vivos e que afasta a dor.

Quando me encontro com as minhas sobrinhas, de 8 e 11 anos, digo-lhes que o nosso cumprimento é, sempre, com um beijinho e um abraçinho! Elas riem-se e acham piada porque até rima. Mas o contacto de um abraço é precioso. É uma forma de criarmos laços.

Todos sabemos que há vários tipos de abraços. Uns dados a correr, outros dados com amor, outros dados para festejar ou felicitar. Os abraços são trocas de energia que, por força das emoções, também ajudam a sarar feridas da alma, ajudam-nos a olhar para a vida com mais alegria, matam a sede de afecto. Aquecem-nos.

Virginia Satir diz que « Precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver. Precisamos de oito abraços por dia para nos manter. Precisamos de doze abraços por dia para crescer. »

E deixo-vos, hoje, um abraço, forte e apertado, juntamente com umas deliciosas panquecas de aveia a que juntei abóbora assada. Não se esqueçam, todos os dias são dias bons para darmos e recebermos abraços!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Sandes de filetes "forno" com salada de couve


Há dias, em que apetece fazer uma refeição rápida, mas deliciosa. Quando a Pescanova me desafiou a preparar uma receita com os seus filetes de pescada para o forno tipo caseiro, pensei em primeiro lugar, no modo como os gosto de comer. Adoro-os servidos com um arroz malandrinho de feijão manteiga ou um arroz de ervilhas, com uma salada russa ou um puré.

Mas, resolvi servi-los de uma forma deliciosa e que já não comia, há algum tempo. Por isso, decidi fazer sandes de filete de pescada a acompanhar uma salada de couves com cenoura. Ficou maravilhoso! É uma sugestão para uma refeição rápida e prática e é óptima até para levar para o trabalho.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Perna de borrego assada em papelote


A mesa tem um papel tão importante na construção da nossa humanidade. Ontem, festejámos em família, à mesa, o aniversário do meu sogro Joaquim. Houve risos, conversas, comida, bolo de chocolate, fruta e café. Mas o principal, destes momentos, são aquilo que os outros nos dão. Eles são o alimento para o nosso bem-estar, para a nossa alma. O convívio, a partilha, ajudam-nos a ser melhores. A mesa é local de celebração, mata-nos a sede e a fome, e ajuda-nos a construir valores.

José Tolentino Mendonça, na sua obra Elogio da Sede, diz-nos:
« Porque é que nos sentamos à mesa uns com os outros para tomar uma refeição? Não será apenas por razões materiais ou económicas, mas sobretudo por razões de vida. Sentamo-nos juntos em torno do alimento, porque nos alimentamos não só de comida, mas uns dos outros. Temos uma verdadeira necessidade da presença, da hospitalidade, da palavra, do cuidado e do afecto dos outros. À volta de uma mesa reconhecemo-nos melhor, alimentamo-nos mutuamente com um alimento invisível: o da relação. »

Comer é um acto comunitário. A mesa liga-nos uns aos outros. Reconforta-nos. Comer com os outros é uma forma de felicidade, porque a nossa fome não é só de pão. A receita que vos deixo, hoje, é para ser partilhada, à mesa, com aqueles que vos alimentam a alma.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Como organizar e preparar as refeições da semana de forma fácil


Planear e organizar as refeições da semana é, cada vez mais, uma necessidade para muitas famílias. Existem dois métodos para preparamos e organizarmos as refeições da semana:

1) Confeccionamos e preparamos as refeições por inteiro;

2) Batch cooking. Este é o método que utilizo porque me permite variar mais.

O que é o batch cooking?
De uma maneira geral, é cozinharmos um conjunto de ingredientes diferentes, guardá-los no frigorífico, e com eles construir as refeições. Este método permite-nos cozinhar diferentes coisas e depois, com elas, criar uma nova refeição, todos os dias, misturando e combinando os ingredientes que pré-preparámos. Imaginem que fazem brócolos cozidos. Num dia servem assim a acompanhar uma carne ou peixe. No outro dia, servem com massa e carne desfiada, no outro salteiam em azeite e alho e têm mais um acompanhamento. Faz sentido para vocês?

Este é o método que gosto de utilizar. Faço o planeamento das refeições por ingredientes. Num dia escolhido, por vezes é o domingo, outras é à segunda-feira, faço um conjunto de pré-preparações que depois uso na confecção das minhas refeições. Tendo em conta os meus gostos, a necessidade de variar o que como, este é o método que melhor se ajusta à realidade, cá de casa. Por outro lado, liberta-me do peso dos menus pré-definidos. Mas o método não tem que ser rígido.

Independentemente do método escolhido, o importante é começarem a criar uma rotina. Não queiram fazer tudo de uma só vez. Comecem por fazer uma ou, duas coisas. Por exemplo, comecem por fazer a base da sopa para as refeições da semana.

Costumo fazer uma base de sopa de legumes e depois, com essa base, faço outras sopas. Sempre que posso, faço uma boa panela de sopa e congelo metade, em doses. Na semana seguinte, ou na outra, já não preciso de fazer sopa. E descongelo, à medida, que se vai comendo.

Como é que eu escolho o que vou pré-preparar?
Procuro fazer pré-preparações que envolvam legumes, hidratos e proteínas.

Legumes
Procuro incluir legumes, a todas as refeições, incluindo ao pequeno-almoço e ter já algumas coisas pré-preparadas facilitou-me a concretização desta minha pretensão. Não iria acordar mais cedo para assar batatas-doces ou beterrabas para usar na primeira refeição do dia. Quando chego a casa tarde, agora com as pré-preparações, é muito mais fácil colocar legumes na mesa, seja como acompanhamento ou incluídos no prato principal.

Nas minhas pré-preparações é habitual assar batata-doce, couve-flor, beringelas, abóbora, beterrabas e um tabuleiro com uma mistura de legumes. Muitas vezes, assar legumes é uma forma de dar destino a algumas das sobras que tenho. Os legumes são escolhidos de acordo com o que encontro no mercado. Aproveitar o que cada estação do ano nos dá é um excelente princípio para também irmos variando o que comemos.

No Verão, por exemplo, faço sempre molho de tomate e passata.

Para as pré-preparações, privilegiem os legumes assados no forno ou cozinhados a vapor, de modo a que fiquem al dente e com pouca água. Para as saladas, gosto de as preparar no momento. Costumo apenas, previamente, lavar alface e cortar couve, roxa ou couve coração-de-boi, couves que uso, se for necessário, em salteados.

Hidratos
Todas as semanas procuro ter hidratos nas minhas pré-preparações. Podemos cozer previamente quinoa, massa, bulgur ou fazer um cuscuz. Podemos cozer gão-de-bico, feijão, espelta, cevada, lentilhas. Se numa semana pré-preparam quinoa e lentilhas, na semana seguinte podem ter grão-de-bico e espelta cozida. Caso não tenham tempo para cozer, as leguminosas de conserva são muito práticas. É sempre bom ter umas latinhas na despensa.

Gosto por vezes de fazer húmus. Procuro ter sempre pão. Asso batata, semana sim, semana não, principalmente batata-doce.

Proteínas
Podem optar por proteína animal ou vegetal. Carne, peixe, ovos, seitan, tempeh, tofu, leguminosas, etc.

Cozo quase todas as semanas ovos para irmos comendo ao pequeno-almoço, lanches ou como ingrediente para alguma das refeições. Por exemplo, faço muitas vezes uma salada que, cá em casa, adoramos com ovo cozido, grão-de-bico e brócolos cozidos. Há alturas, em que vou variando e junto atum de conserva, queijo feta, etc. As opções são imensas e devem ser sempre adaptadas ao gosto de cada um, e muitas das vezes, ao que se tem em casa.

Os métodos de preparação privilegiados para as pré-preparações da carne e do peixe são os estufados ou guisados e os assados no forno.

As pré-preparações devem incluir legumes, hidratos e proteínas para podemos fazer refeições equilibradas ao longo da semana. Usando este método, vão ver que organizar e preparar as refeições da semana se torna mais fácil.

A comida pré-preparada deve ser arrefecida rapidamente, colocada em caixas e conservada no frigorífico ou no congelador. Só devemos reaquecer a comida uma vez. Retirar para a mesa apenas a quantidade que se irá comer.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Goraz assado no forno com batatas e tomate


O peixe é um dos ingrediente que procuro ter, sempre, todas as semanas, nas refeições cá de casa. Tento ir intercalando entre pratos de peixe, carne e umas opções vegetarianas.

O meu pai gosta de ir, de vez em quando, à pesca e brinda-me, para minha felicidade, com algum do peixe que apanha. Um dos últimos que chegou à minha cozinha foi um goraz, lindo. O destino que decidi dar-lhe foi o forno. Adoro este tipo de peixe assado no forno sem muitos temperos. Fiz para um almoço de domingo e, cá em casa, foi muito apreciado. Espero que gostem.