Próximos Workshops
Lisboa 2 de Abril de 2017
Domingo:
10h00 - 13h00      Doces e Folares de Páscoa
Inscrições: escola@istofaz-se.pt   218 078 640 IstoFaz-se

terça-feira, 28 de março de 2017

Fettuccine com miolo de camarão


Quando faço um prato de massa penso em Itália. Os italianos conseguem, com a simplicidade de alguns ingredientes, fazer pratos cheios de sabor, que nos impelem a repetir e a partilhar com a família. Os pratos de massa são práticos e de uma maneira geral, preparam-se num abrir e fechar de olhos. São pratos que toda a gente gosta, desde os mais pequenos até aos mais crescidos.

Um dos pratos de massa que é recorrente cá em casa, é feito com miolo de camarão salteado com bastante alho na frigideira, a que depois junto massa fresca cozida e uma mão cheia de ervas picadas. Fica tão bom! Preparei esta receita para a rubrica Pescanova. Gostam?

segunda-feira, 27 de março de 2017

Espetadas de borrego com curgete


Os dias chuvosos convidam a ficar em casa. E foi o que o Ricardo e eu acabámos por fazer no fim-de-semana que passou. Aproveitei e preparei alguns ingredientes para usar nas refeições da semana. Dá jeito, quando se chega a casa tarde, ter sopa pronta, alface já lavada e legumes cozidos para saltear em azeite e alho. Num abrir e fechar de olhos, fazemos uma refeição em 15 minutos, tendo já muitas das coisas pré-preparadas. Mas nem só de trabalho se fez o nosso fim-de-semana. Aproveitámos para ver alguns episódios das nossas séries preferidas do momento. This is Us, com uma banda sonora fabulosa e Big Little Lies. Adoro séries de televisão e ando sempre a tentar ver o que sai.

Houve tempo para leituras. Dei mais um avanço nos dois livros que estou a ler, A Princesa Azul e a Felicidade Escondida de Filipa Sáragga e TOP Tesouros de Origem Portuguesa de Fortunato da Câmara. Dos jornais, destaco este artigo, Casas de Papel, no jornal Expresso sobre livros e bibliotecas de algumas figuras conhecidas portuguesas que fazem da escrita o seu mundo. “Todas as bibliotecas são autobiográficas”, escreveu Alberto Manguel. A minha biblioteca, ou direi antes, a minha estante, é um misto de filosofia, romances e obras de cozinha. Todos os meses compro livros de cozinha. É uma paixão!

O fim-de-semana fez-se também à volta da mesa. No domingo tivemos um pequeno-almoço demorado, se quiserem podem ver a nossa mesa seguindo o Instagram do Cinco Quartos de Laranja, e houve refeições com pratos de peixe e de carne, alguns mais simples, outros mais demorados. Um dos pratos que preparei foi espetadas de borrego grelhadas com curgete. Um prato cheio de sabor. Fica muito bom!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Vamos fazer pão: Pão de Deus


Só conheci o que era pão de Deus quando vim estudar para Lisboa. Lembro-me que entrei num café, e pedi uma arrufada e como estavam mesmo à minha frente, apontei para a montra. Fui logo corrigida, pão de Deus foi o nome que ouvi. Durante uns anos ainda andei baralhada. Se em zonas diferentes do país o mesmo bolo teria nomes diferentes. Mas não. O pão de Deus leva uma cobertura de coco ralado, enquanto que a arrufada, característico da zona de Coimbra, tem no topo açúcar. Mesma massa, coberturas diferentes, logo bolos com nomes diferentes. O meu preferido é o que leva uma cobertura de coco. Adoro! O coco dá-lhe um toque tão especial.

O pão de Deus resulta bem para começar o dia, para um lanche, ou para fazer com os miúdos em dia de festa. É sempre uma alegria! Na rubrica Vamos Fazer Pão, hoje, vamos preparar pão de Deus. Gostam?

quinta-feira, 23 de março de 2017

Caril de borrego com grão-de-bico


Não me lembro da primeira vez que comi um prato com caril. Por isso, posso dizer que gosto de caril desde sempre. Gosto do perfume, gosto do sabor misterioso das especiarias que nos fazem viajar para outras zonas do mundo, gosto do toque picante que fica no final de boca. Para mim, a personalidade do caril reside no perfume das especiarias e na subtileza do picante. Tem que ter um toque suave mas picante, sem ser um fogo a arder na boca.

O caril é um ingrediente que associo sempre à Índia, apesar de ser usado em outras cozinhas. A comida tem esta capacidade maravilhosa, transporta-nos através do paladar por outros países e culturas. A receita de hoje é um tentador caril de borrego com grão-de-bico que fica mesmo muito bom! Espero que seja uma receita que vos ajude a viajar.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Pizzaria ZeroZero em Lisboa


Num sábado do início do mês de Fevereiro, o Ricardo e eu fomos almoçar à Pizzaria ZeroZero. Assim que recebi o convite para este almoço, ao ler o nome da pizzaria, lembrei-me logo da farinha 00. Esta farinha é sinónimo de pizza. É uma farinha que descobri em Itália e que é usada para a confeccão da massa da piza. Tem uma grande capacidade de absorção de água. É uma farinha de força, que pelas suas características faz uma massa com grande elasticidade. Um nome fantástico para uma pizzaria!

Confesso que sempre que entro numa pizzaria faço uma pequena viagem até Itália, país que tanto adoro, não só pelos aspectos culturais, como também pela comida! Assim que entrei na pizzaria ZeroZero deparei-me com um espaço de mercearia/charcutaria, onde se podem comprar vários dos bons produtos italianos, como queijos e enchidos, e uma zona de bar, perfeita para os apreciados de Proseeco.


Na sala, escolhemos sentarmo-nos numa das mesas mesmo em frente ao forno de lenha, onde se cozem as pizzas, e simultaneamente, com vista para um pátio interior, cheio de mesas que em dias bonitos de sol, devem encher-se de comensais. A decoração do espaço é elegante, a fazer lembrar cidades cosmopolitas, com candeeiros de cobre e paredes acinzentadas, que à primeira vista nos parecem rebocadas a cimento. Numa das paredes da sala, vemos disposta a madeira de azinho que alimenta o forno.

Para entrada escolhemos uma salada caprese, que é sempre, para mim, uma boa opção. A simplicidade deste prato conquista-nos pela frescura e pelo sabor bom do queijo com o tomate misturado com o azeite de manjericão.


Pedimos também panzanela. A ideia que tenho deste prato italiano é de uma salada de tomate com pedaços de pão, que aqui foi elegantemente empratada. O pão foi esmagado na panela com tomate e azeite, quase como a nossa açorda, e foi servida com pepino, pimento e queijo de cabra. O queijo cabra faz aqui toda a diferença.


E para prato principal escolhemos duas pizzas, que dividimos. Uma com presunto e cogumelos, que se revelou uma deliciosa surpresa. Massa fina, saborosa. Comeu-se tão bem! Percebi que na ZeroZero fazem a massa com um pré-fermento, o poolish, de que vos já falei aqui, e com uma fermentação longa. E este método, indirecto, faz toda a diferença em termos de sabor final da massa.


Tartufi e porcini, foi a outra pizza escolhida. Com mozzarella fresca, cogumelos porcini e queijo asiago. Uma pizza de sabores com personalidade, a destacar-se os aromas perfumados da trufa, mas em que a apresentação não conquista. É uma pizza óptima para dividir, pois tem uma mistura de sabores que cansam mais facilmente o paladar, na minha opinião. Mas na carta da pizzaria tem-se muito por onde se escolher, desde as pizzas mais tradicionais como a margherita, a marinara e a diavola, até outras combinações de sabores mais especiais. Em todas elas se destacam os excelentes produtos italianos.


Terminános a refeição com um mil-folhas de caramelo salgado que estava simplesmente divino. A massa folhada estaladiça, desfazia-se na boca. Que pecado doce tão bom!


Agora que a Primavera chegou, que os dias estão mais bonitos, tenho que voltar à pizzaria ZeroZero e desfrutar do pátio que me fez sonhar. Se quiserem fazer como eu, cheguem cedo, a casa não aceita reservas e rapidamente enche.

terça-feira, 21 de março de 2017

Waffles de banana com canela


Os domingos de manhã, cá em casa, são sempre motivo de alegria acrescida. Temos, por tradição e quando podemos, um pequeno-almoço diferente dos que fazemos durante a semana. Temos sempre o hábito de tomar o pequeno-almoço. Nunca saímos de casa de manhã sem comer, haja muita ou pouca pressa. Aos domingos, os pequenos-almoços são sempre mais especiais. Faço, muitas vezes sumo de laranja natural, coloco queijos na mesa, frutas frescas, iogurte, pão, chá, café, biscoitos e uma vez por outra, temos direito a waffles. Adoro! E vocês?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Fevereiro, as coisas boas ...


A felicidade aparece nas nossas vidas de tantas formas, mas nem sempre todas elas muito evidentes. Para a vermos, para a sentirmos, precisamos de estar atentos, despertos para a receber. Desde que me lembro que procuro ser feliz. E a razão da minha felicidade reside no sabor das coisas simples. Procuro a cada dia que passa ou que chega, valorizar tudo de bom que tenho e que recebo.

Vivo com entusiasmo a escolha das flores que alegram as jarras da sala ou da cozinha. Todas as semanas procuro comprar flores frescas, novas, que me ajudam a sentir mais energia. As flores transmitem-nos uma tranquilidade tão especial. Em Fevereiro comprei gerbérias, rosas, malmequeres e cravos para alegrar os meus dias.


Em Fevereiro procurei fazer coisas que me ajudam a ser um bocadinho mais feliz. Gosto de olhar para o céu. Simplesmente, olhar. De ver as formas e as cores das nuvens. De perceber os diferentes tons de azul que o céu nos oferece. E se os dias são cinzentos e chuvosos, procuro também perceber a beleza de um céu zangado, bravo.

Num dos sábados de manhã, de Fevereiro, passei pelo mercado biológico do Príncipe Real. Adoro visitar este mercado. Encontro sempre produtos diferentes. Desta vez trouxe mizuna, beterrabas brancas com veios avermelhados - que comemos cruas, cortadas em fatias finas, numa deliciosa salada - raiz de curcuma, topinambos - que usei numa deliciosa sopa com couve-flor e alho-francês. A ver, se um destes dias, volto a fazer e partilho convosco. Fica mesmo muito boa!

Uma das coisas que me ajuda a ser feliz é a leitura. Acho que ando sempre a ler um ou mais livros. Todos os meses escolho um romance para ler. Em Fevereiro escolhi a obra A Improbabilidade do Amor, uma história feliz com muitas peripécias à volta de um quadro. Lê-se muito bem. Li também A Revolução SmartFood, um livro que nos chama a atenção para o modo como nos alimentamos e destaca alguns alimentos com características muito benéficas para a nossa saúde. Tive também ainda tempo para ler O Diabo na Cozinha de Marco Pierre White. Um livro fantástico sobre a ascensão deste grande chef, que inspirou e formou muitos dos actuais chefs estrela de Inglaterra, incluindo Gordon Ramsay. Uma obra biográfica que nos mostra como se vive e trabalha nas cozinhas profissionais. Muito bem escrito, com sentido de humor, mesmo nas situações mais dramáticas. Um livro que recomendo a quem procura saber mais sobre grandes chefs e sobre o modo como se chega ao mundo das estrelas Michelin.

Fevereiro é um mês muito especial. Foi num dia feliz de Fevereiro, em 2006, que decidi criar um blogue de comida e viagens a que dei o nome de Cinco Quartos de Laranja. Fez, este ano, 11 anos! Que idade tão bonita. Quase a entrar na adolescência! :)

Usei pela primeira vez arandos. Fiz um fantástico bolo de arandos e laranja que fez as delícias cá de casa e de quem teve a oportunidade de o provar. Experimentei também, pela primeira vez, a couve kale. Em chips fica tão boa!

Estive na festa de apresentação do Festival do Butelo e das Casulas, num jantar maravilhoso realizado no restaurante Nobre pela chef Justa Nobre, um dos grandes nomes femininos da cozinha portuguesa da actualidade. Fui conhecer as tendências de sabor da Margão num jantar memorável confeccionado pelo chef ribatejano, Rodrigo Castelo n'Apartamento. Este jantar foi uma viagem de sabores incrível.


Em Fevereiro passei pelo mercado do chocolate que teve lugar a praça de touros do Campo Pequeno. Quase todos os anos visito este certame. Tive a oportunidade de conhecer algumas marcas portuguesas e de provar os chocolates do Peru, entre outras deliciosas experiências, que começaram logo no cocktail de apresentação do evento.


Em Fevereiro fiz pão. Pão bom. Com pré-fermentos, que amassei com a força das minhas mãos e que partilhei com a minha família. Nem imaginam como se sinto feliz quando para um encontro ou almoço da família me pedem para levar um pão! Quem já começou a fazer pão em casa? Foi em Fevereiro que fiz o meu primeiro workshop de pão.


Aos domingos, cá em casa, é dia de pequeno-almoço melhorado. É uma forma de nos mimarmos, de podermos desfrutar de uma manhã com calma. De podermos quebrar a rotina da azáfama do dia-a-dia sempre com a agenda preenchida. É um momento para rirmos. Para falarmos das coisas boas da vida.

Em Fevereiro procurei a felicidade nos sorrisos dos outros. Nos dias bonitos de sol e de céu azul, nas tardes passadas em frente à lareira. Nos passeios pelo campo, entre as folhas caídas das árvores e o latir da Patanisca. Num cartucho de castanhas assadas quentinhas, comprado na baixa. Numa caminhada ao final do dia, de mão dada. E como diz Carlos Drummond de Andrade, « Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade ».

Que Março nos traga muitos sorrisos e dias felizes!