Próximos Workshops
Porto 25 de Fevereiro de 2017
Sábado:
10h30 - 13h30      Brunch
 
 
15h30 - 19h00      Vamos fazer pão?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mão de borrego assada no forno com legumes


Adoro pratos de forno. Acho que são tão práticos. Não dão muito trabalho a preparar, é só colocar tudo num recipiente e levar ao forno. E depois fica tudo tão saboroso. A carne, os legumes, o peixe, com sabores fantásticos.

Um dos pratos que faço muitas vezes no forno é borrego assado. Gosto de assar as pernas de borrego inteiras, bem temperadas. Ou então, fatias da perna ou da mão assadas com legumes. Prato que cá em casa merece sempre aplausos assim que chega à mesa. Adoramos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Perninhas de frango assadas no forno


Há pratos que faço vezes sem conta cá em casa. Um dos principais motivos é que toda a gente gosta e depois são muito, muito práticos de confeccionar. Um desses pratos, é perninhas de frango assadas no forno. Adoro! Faço muitas vezes para petiscar com amigos. Coloca-se na mesa umas batatas-fritas, umas cervejas frescas, fatias de pão e rapidamente temos uma mesa composta. Quando faço para os almoços ou jantares, cá de casa, preparo também uma salada, ou legumes assados no forno que tanto adoramos, um arroz e já está. Uma refeição prática mas que sabe tão bem! Partilho, hoje, convosco mais uma receita de perninhas de frango assadas no forno.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Batido de frutos vermelhos


A felicidade é um tema a que recorro muitas vezes aqui no Cinco Quartos de Laranja. Em 2009 falei-vos de alguns alimentos que me fazem feliz, e em 2011 escrevi sobre como podemos ser mais felizes através da prática de metas e resoluções. Todos os dias procuro ser feliz. Acredito que a chave para a felicidade está em nós, no modo como olhamos para o mundo, como nos relacionamos com os outros. Citando Ralph Waldo Emersen, « por cada minuto que estamos zangados perdemos 60 segundos de felicidade ».

Para sermos felizes temos que estar disponíveis e tentar perceber no dia-a-dia quais são as pequenas coisas que nos fazem sorrir. Quais são as pequenas coisas que nos fazem bater o coração de forma mais forte e emotiva. Partilho, hoje, convosco, 11 pequenas coisas que me deixam feliz:

- O cheiro de um café acabado de tirar. É uma viagem complexa que nos desperta o corpo e alma. Não imagino os meus dias sem o prazer de tomar um café.

- Fazer pão. Amassar. Tender. É pura magia!

- Ter flores em casa, em vasos ou nas jarras. As flores são sorrisos, dão-me força e energia.

- Preparar um bolo ao domingo, pela manhã, para partilhar com a família ou com os amigos. Cozinhar para aqueles de quem gostamos é algo precioso. É uma forma de cuidar.

- Andar pela horta dos meus pais. O regresso à terra é sempre tão gratificante.

- Brincar com os cães ao ar livre. Correr. Rir. Andar com eles traz-me uma sensação de liberdade enorme.

- Livros. Muitos livros à minha volta. Os livros são uma forma de aprender e de sonhar ...

- Olhar para o céu num dia sem nuvens. Apesar de todos os dias gostar de olhar para o céu.

- Comer um quadrado de chocolate e ver a chuva a cair da janela da sala num dia cinzento de inverno.

- Ver uma das minhas séries de televisão preferidas sentada no sofá e a beber um chá, como se nada mais importasse.

- Ter tempo aos domingos para os pequenos-almoços demorados, a dois, com ovos, pão fresco ou torradas, compotas, uma taça com fruta fresca, uma fatia de bolo, sumos ou um fantástico batido que nos mima o corpo e a alma.

E vocês? Quais as pequenas coisas que vos ajudam a ser felizes?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Chips de couve kale


A semana passada quando fui às compras ao supermercado encontrei couve kale à venda. Esta couve assemelha-se muito à nossa couve galega, a que usamos no tradicional caldo-verde, só que as folhas são muito mais frisadas. Esta couve é também conhecida como couve crespa. Lembro-me, de há uns anos, ver usarem muito esta couve nos chamados sumos/batidos detox. Na altura suscitou-me alguma curiosidade tendo em conta os seus benefícios nutricionais. Agora que a vi à venda, não resisti e trouxe um saco de folhas kale para casa. Com ela fiz uma sopa mas ainda sobrou.

Quando partilhei uma foto das folhas da kale no Instagram e na minha página de Facebook, o meu amigo Nuno Santos sugeriu-me fazer uns chips de couve. À receita que partilhou apenas acrescentei o alho em pó.

Fazer chips de couve parece estranho. Mas quando se prova já não se quer parar. Ficam crocantes. Verdadeiramente bons. Para terem uma ideia, fiz esta receita na sexta-feira para servir como aperitivo antes do jantar e voltei a fazê-la no sábado, para petiscarmos à tarde. Será que também funciona com a nossa couve galega? Cheia de vontade em experimentar!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de mistura com fermentação longa


Fazer pão em casa é maravilhoso. A minha mãe, desde que me lembro, sempre fez pão em casa. Amassava. Deixava, muitas vezes, a levedar durante a noite para cozer, em forno de lenha, no dia seguinte. Quando o pão quente saía do forno era simplesmente uma festa. O pão quente convida à partilha. Convida a provar logo.

Para quem não tem forno a lenha, o melhor método para cozer o pão em casa é usando um tacho ou panela. Pode ser um tacho de barro ou as cloches de cerâmica, tachos de vidro ou então, o que tenho usado vezes sem conta, tachos de ferro fundido. São um investimento mas ficam para a vida. O último que chegou à minha cozinha é uma cocotte oval, com uma cor linda. A vantagem de cozer o pão neste tipo de tachos é que o pão não perde humidade, permitindo que a crosta fique crocante, estaladiça. Para quem faz pão em casa de forma regular vale a pena o investimento.

Pode-se fazer pão de muitas maneiras. Podemos amassar, levedar e ir para o forno, num espaço de poucas horas. Podemos usar pré-fermentos nos nossos pães, já vos falei do poolish e da biga, que tornam o pão muito mais saboroso. E trago-vos, hoje, uma outra novidade no modo como podemos fazer pão em casa. Consiste em fazer uma massa e deixar a levedar de um dia para o outro no frigorífico. Um dos segredos para fazer bom pão é o tempo. E o tempo de fermentação faz toda a diferença. A receita de hoje teve uma fermentação de 24 horas. O resultado final foi um pão encorpado, cheio de sabor. Aguenta-se, fresco, toda a semana fora do frigorífico.


Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

Relembro, para quem gosta de fazer pão em casa, que no dia 25 de Fevereiro, vamos ter um workshop de pão no Porto, onde vamos fazer diferentes tipos de pão, incluindo pão doce. Já se inscreveram? É uma oportunidade muito especial. Aproveitem.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Il Mercato, o novo projecto do chef Tanka Sapkota


Depois do restaurante Come Prima com pizas e massas na zona de Santos, e da pizaria Forno D'Oro com produtos italianos e portugueses na Artillharia 1, em Lisboa, eis que o chef Tanka Sapkota abre um novo espaço, Il Mercato no Páteo Bagatela, também em Lisboa. O chef Tanka, nascido no Nepal, estudou na Alemanha e em Itália, é um apaixonado pela comida italiana e traz para os seus restaurantes os melhores produtos italianos com o intuito de oferecer a quem o visita a autenticidade da cozinha do país das massas, da mozzarella e do parmesão.

O restaurante Il Mercato abriu ao público no início do mês de Janeiro deste ano e tive a possibilidade de ir jantar no dia da inauguração à imprensa. Assim que entrei no restaurante deparei-me com o espaço de mercearia, com sacos de diferentes tipos de arroz para risoto, polenta, milho, azeites, presuntos e outros enchidos pendurados, massas frescas feitas com ovos biológicos, azeitonas em jarros, queijos, legumes frescos entre muitos outros produtos, colocados como se de um autêntico mercado italiano se tratasse.


A apresentação do espaço começou com uma prova de mozzarella de búfala fresca que o restaurante recebe duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, vinda de Salerno por avião. Esta mozzarella é a autêntica e o chef cortou-a à nossa frente para vermos o seu interior ligeiramente esponjoso. Quando se coloca na boca dá-se uma explosão de sabor ao leite fresco. Serve-se mesmo assim, sem mais temperos. Aqui é também possível degustar o Parmigiano Reggiano Vacche Rosse, entre outros famosos queijos. Na secção de charcutaria, destaca-se o Culatello di Zibello DOP, a bresaola, a mortadela de Bolonha IGP com pistácios, o prosciutto cotto affumicato, o lardo, entre tantas outras iguarias que nos fazem crescer água na boca. Agora é possível ir a um restaurante e comprar muitos dos bons produtos italianos para degustar em casa.

O Il Mercato possui uma garrafeira com mais de cinquenta referências de vinhos italianos. Além da grappa, prosecco e licores. A decoração do espaço esteve a cargo de Cristina Santos Silva e entre os elementos que se destacam estão uma grande mesa comunitária e um candeeiro elegante, grandioso, a que não resistimos contemplar. Foi nesta mesa que tive o privilégio de jantar.


O jantar começou com um saquinho de focaccia para molhar no azeite. Tão bom. De seguida foram servidos espargos verdes com presunto San Daniele e ravioli de abóbora com trufa preta. Que maravilha estes ravioli. A simplicidade esconde o sabor magnífico, inesquecível deste prato.


Curve rigate al ragu foi o prato que se seguiu. Suculento. Delicioso!


Carne de vitela com gnocchi alla romana. A carne tenra, suculenta transforma este prato numa verdadeira guloseima.


E por fim, a sobremesa servida foi tiramsù. Fresco, húmido. Adoro. Que boa forma de terminar um jantar delicioso que nos transportou para um dos primeiros países que visitei.

Para quem gosta dos verdadeiros sabores da cozinha italiana, Il Mercato é um restaurante a visitar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Camarão salteado com quinoa vermelha e brócolos


Vivemos numa época em que se fala muito sobre alimentação. Os escaparates das livrarias estão cheios de livros de dietas ou com dicas sobre como podemos mudar ou melhorar a maneira como comemos. Desde que comecei o Cinco Quartos de Laranja, há 11 anos atrás, sinto que também fui mudando a minha alimentação.

Houve uma altura em que tomava café com açúcar e achava que nunca iria conseguir deixar de o fazer. Como adoro café, ao final do dia chegava a contar cerca de 35g de açúcar ou mais, só para os cafés que bebia. Uma quantidade absurda! O consumo de açúcar recomendado por dia, incluindo os açúcares da fruta e dos hidratos de carbono complexos, anda à volta dos 50g, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Consciente dos perigos do consumo exagerado do açúcar refinado, tomei a decisão de deixar de tomar café com açúcar. Comecei por ir reduzindo aos poucos a quantidade que ia colocando no café. Chegou a uma altura em que só colocava uma colher de café de açúcar nos meus cafés. Um dia, depois de comer com entusiasmo uma boa tranche de marmelada, decidi que os meus dias de café com açúcar tinham terminado. E assim foi! Houve ainda, durante este processo, momentos, devido ao hábito, em que cheguei a colocar o açúcar do pacotinho no café, mesmo sem o mexer, e já não fui capaz de o beber! Tão doce! A verdade, é que nunca mais tomei café com açúcar.

O chá, desde sempre, tomei sem açúcar. Como dizia Paracelso, é a dose que faz o veneno. O doce satisfaz o palato, oferece-nos uma sensação de bem estar e conforto, eleva os nossos níveis de felicidade, mas, como em tudo na vida, deve ser consumido com conta, peso e medida. É importante estar atento aos rótulos dos produtos que se compram. É importante irmos habituando o nosso palato a coisas menos doces. Produtos como bolos, bolachas, pão, sumos e néctares, refrigerantes, iogurtes, os chamados produtos light, entre muitos outros, incluindo salgados, têm muitas vezes quantidades absurdas de açúcares escondidos. O açúcar nos produtos industrializados é também uma forma de conservante. Em relação às alternativas, ditas mais saudáveis, como adoçantes, xaropes, stevia, entre outros, não devemos pensar que não são açúcares e que os podemos comer de forma tranquila, como se não tivessem também os seus perigos. Gosto de coisas doces e vou continuar a comer coisinhas doces. O importante, é termos consciência do que comemos e do modo como o fazemos, se é de forma pontual ou de forma regular e abusiva.

Outros dos aspectos que mudei foi a inclusão de mais legumes às refeições. Cá em casa, por norma, há sempre salada de verdes como acompanhamento. Há muito que deixei de colocar sal nas saladas. Quando não faço salada, opto, muitas vezes, por legumes cozidos, grelhados ou assados no forno. Tento variar os legumes e as frutas que comemos. Se numa semana compro couve coração de boi, brócolos, alho-francês e espinafres, na semana seguinte tento comprar outras hortaliças. Com isto não quer dizer que não haja umas quantas que fazem sempre parte do carrinho de compras habitualmente, como as cenouras e as curgetes, por exemplo. Mas a ideia é variar, tanto nos legumes como nas frutas que comemos durante a semana. É importante reconhecermos que, segundo um provérbio japonês, « a comida é como um remédio ».

Tenho um armário na cozinha cheio de especiarias e ervas secas. Adoro usar ervas aromáticas frescas nos meus pratos. Tenho junto à janela da cozinha um pequeno jardim, com vasos com tomilho, manjericão, hortelã e alecrim. Sempre que preciso tenho ali logo à mão estas ervinhas que tanto sabor dão aos nossos cozinhados. Usar especiarias e ervas nos cozinhados é um hábito a cultivar. E temos tantas à nossa disposição!

Outra das coisas que procuro fazer é incluir leguminosas nas refeições cá de casa. Grão-de-bico, feijão, lentilhas das várias cores que encontramos à venda, entre outras. Quando tenho tempo, cozo previamente, congelo e depois vamos usando. Ao longo destes anos tenho, também, procurado não misturar hidratos de carbono no mesmo prato.

A comida é um prazer. Comer traz-nos a sensação de bem-estar. Com boa comida vive-se de forma mais digna. E na mesa, o importante é tentarmos sermos felizes, não apenas porque sim ou porque vale a pena seguir as tendências, mas porque queremos viver melhor, com uma alimentação mais equilibrada. A receita de hoje é uma forma de procurarmos o equilíbrio, cá em casa, mas sem descurar os prazeres do palato!