segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

As coisas boas de 2016 ...


Em cada ano que começa, gosto de olhar para trás. Contemplar e reflectir. É um exercício que me faz pensar no que fiz, no que quero fazer, no fundo, que rumo e sentido quero continuar a dar à minha vida.

Acredito sempre que todos os anos nos trazem coisas boas. Acredito, também, que cada um de nós consegue fazer as escolhas certas de modo a ser feliz. Mesmo quando há coisas que não controlamos ou que não dependem de nós. Acredito que há sempre caminhos. E se nos deparamos com um muro. Esperamos. Ponderamos e arranjamos maneira de o superar. Nem que para isso tenhamos que construir degraus. Na vida há sempre dias menos bons, em que nos falta a energia, em que colocamos em dúvida muitas coisas, mas também há outros, em que parecemos estar ligados à corrente e sentimos cá dentro uma voz forte e determinada que nos diz: Tu consegues! Tu consegues! Vai, força! Esses são os melhores dias! E que esses, ao fim de um do ano, sejam sempre a dobrar em relação aos outros. A nossa postura perante a vida faz toda a diferença. Ao ver um copo com água, gosto sempre de pensar que está meio cheio e não meio vazio!

A gratidão é um sentimento de reconhecimento pelo bom que a vida nos oferece. Sinto-me grata pelas coisas boas que 2016 me trouxe. Pelas oportunidades. Pelos momentos doces que vivi. Por ter aqueles de quem gosto, perto de mim. Por acordar todos os dias junto da pessoa que escolhi para partilhar a minha vida, que me estende a mão e me diz muitas vezes: "Tu és capaz"!

Nos balanços finais de um ano, entre as coisas boas e menos boas, só gosto de contar e relembrar o que de bom pude viver. É disso que se alimenta a minha energia, a minha vontade e força para continuar.

De Janeiro a Julho, estive às quartas-feiras no programa A Praça na RTP1. Participar numa rubrica de um programa de TV da manhã, de forma regular, foi muito gratificante. Aprendi. Conheci novas pessoas. Cresci.

2016 foi um ano marcado por workshops e showcookings. Grande parte deles realizados em Lisboa e no Porto. Mas consegui também ir a Salvaterra de Magos, Óbidos, Estoril, Castelo Branco, Constância, Sintra e Abrantes. Voltei à Feira do Livro de Lisboa. Estive no Street Food Festival no Estoril, no centro comercial Alegro de Castelo Branco, na InterCasa, ACPP, WORK espaço criativo e na escola Isto Faz-se. O carinho com que sou recebida enche-me o coração. Obrigada. Muito obrigada a todos por estarem presentes. Por me fazerem companhia.

Festejei 10 anos de blogue. Uma data doce e especial. A festa foi feita com um workshop oferecido aos leitores do Cinco Quartos de Laranja pela Samsung. Nunca imaginei que este projecto me iria fazer mudar de vida. Ou pelo menos, tem-me feito caminhar por estradas que nunca imaginei. Todos os dias dou graças por o ter feito nascer.

Visitei novos espaços. Estive na Estufa Real num almoço. Passei pelo Cais da Pedra e pela Sala de Corte. Voltei ao Ritz para um almoço com Alvarinho. Retornei ao River Lounge, ao Flores e ao Claro. Descobri o Estórias. E jantei maravilhosamente na Casa de Chá da Boa Nova.

Encontrei-me com alguns amigos em datas felizes. Reencontrei-me com outros, distantes pelo passar dos dias, mas sempre presentes no lado esquerdo do peito.

Participei, enquanto membro do júri, nos concursos As Presidentes e A revolta do Bacalhau. Estes convites deixam-me sempre feliz. São oportunidade que gosto de aproveitar.

Fiz a minha primeira palestra num seminário dedicado ao Empreendedorismo, onde apresentei o projecto Cinco Quartos de Laranja. Foi muito interessante ter uma plateia de jovens a assistir.

Lancei um novo livro, O Livro de Petiscos da Isabel, pela editora Marcador. É um livro com receitas práticas e muito saborosas. É sem dúvida um livro que vos vai ajudar a serem felizes à volta da mesa.

2016 foi um ano de muitas leituras. Gosto de andar sempre a ler e todos os meses não resisto a comprar novos livros. Há sempre tantas novidades!

Lancei duas novas rubricas que me têm dado muito prazer em partilhar convosco. A Vamos Fazer Pão? - já com mais de 15 receitas de pão e pão doce - e a Vamos Preparar o Natal. Em 2017, espero poder partilhar mais ideias e receitas para vos ajudar a preparar uma das minhas épocas preferidas do ano. Têm acompanhado?

Em 2016 pude abraçar o meu pai e a minha mãe. Dizer-lhes, a cada um deles, muitas vezes, gosto de ti. Em 2016 olhei para o azul do céu. Vi o pôr-do-sol no final de um dia de praia. Andei de mão dada pelas ruas de Lisboa. Ri-me. Fiz rir. Olhei a noite estrelada numa noite quente de Verão. Coloquei flores nas jarras que tenho espalhadas pela casa. Ouvi fado. Rodopiei, na minha cozinha, ao som da Ana Moura. Brinquei e corri com os meus cães em Santarém. Vi a horta crescer. Apanhei fruta madura nas árvores que vi plantar.

Em 2016 tentei agarrar a felicidade das pequenas coisas. Dos pequenos nadas que somados se tornam gigantes.

Que 2017 seja um ano que nos continue a permitir sonhar!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de beterraba com nozes


Penso que não sou a única a salivar sempre que penso em pão fresco, acabado de sair do forno, cheiroso e crocante. Com manteiga, é sem dúvida, uma das muitas maravilhas que faz o nosso palato feliz!

Gosto de comer pão. Faz parte dos meus pequenos-almoços de todos os dias. E gosto tanto de pão simples como quando é mais rico, com mistura de farinhas, com frutos ou legumes. Gosto de o usar em sandes, de o ensopar no azeite ou no molhinho de um guisado saboroso. Gosto de o acompanhar com queijos ou enchidos. O pão é um alimento fantástico!

Faço, pelo menos, um pão por semana cá em casa. E gosto de fazer o meu pão usando pré-fermentos. Até agora já vos falei do Poolish e da Biga. Mas das receitas que partilhei convosco preparei sempre os pré-fermentos de véspera. Acontece, que um destes dias, queria fazer um pão para o lanche com beterraba e nozes, e decidi fazer um pré-fermento mas com uma fermentação mais rápida. Para isso, usei mais fermento. O resultado foi um pão de sabores complexos e de uma textura consistente que nos agradou muito. Fazer pão em casa, só custa começar. Vamos Fazer Pão?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Moelinhas guisadas com tomate


Portugal é um país de petiscos. De Norte a Sul, encontramos tantas coisas boas para petiscar. Um dos petiscos que me lembro sempre de se fazer na minha casa, ou de comer em restaurantes com os meus pais, era moelinhas guisadas. Tenras, cheias de sabor, chegavam à mesa com um molho delicioso para ensopar o pão. Adorava! Os adultos acompanhavam também, tão saboroso petisco, com uma cerveja bem fresquinha. Em alternativa às moelinhas, muitas vezes fazia-se pipis, uma mistura das miudezas de frango num guisado apurado que convidada também aos prazeres do pão ensopado no molho. Tão bom! Foram momentos, à volta da mesa, que me deixaram deliciosas recordações.

Um destes dias, ao fim-de-semana, decidi preparar para petiscarmos, cá em casa, umas moelinhas guisadas com tomate. Deixei-as cozinhar lentamente, em lume brando, com bastante tomate e o resultado foi umas moelinhas guisadas extremamente saborosas. Acompanhámos com pão fresco para ensopar no molho e umas cervejas geladinhas!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Biscoitos com frutas cristalizadas


Aproveitar tudo na cozinha de modo a rentabilizarmos o nosso orçamento, nem sempre é uma tarefa fácil. Este ano decidi que tenho que estar ainda mais atenta aos desperdícios e fazer algumas compras de forma diferente. Para terem uma ideia. Uma das coisas que gosto de preparar cá em casa é tranches de salmão. São muito práticas grelhadas ou assadas no forno. Costumava comprar congeladas, em embalagens de duas. Agora, decidi que vou comprar, mais vezes,o salmão inteiro, fresco. A diferença de preço é substancial. Quando o compro, peço logo na peixaria para o arranjarem. Até tiram a pele, se quiserem.

Outra coisa que faço, algumas vezes, é comprar o bacalhau salgado e depois demolhá-lo. Quando não o posso demolhar logo, coloco-o salgado, dentro de um saco, no congelador. Demolhado em casa, rende e fica mais barato também. Sempre se poupam alguns euros e continuamos a manter a nossa alimentação de sempre.

Das coisas que decidi aproveitar já e que me tinham sobrado do Natal, foram as frutas cristalizadas. O ano passado guardei-as para usar novamente no Natal e quando as utilizei, achei que já estavam um pouco secas, por isso, este ano, decidi dar-lhe logo destino. E o resultado foi uns biscoitos perfumados e deliciosamente bons. Com um chá ou um café, a meio da tarde, de um dia de Inverno, sabem tão bem! Experimentem.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

As 10 receitas preferidas dos leitores em 2016


2016 foi um ano de muitos cozinhados. Todas as semanas partilhei convosco várias receitas, todas elas sempre diferentes. Cozinhar é uma aventura maravilhosa. Misturamos ingredientes, sabores e texturas, e no final partilhamos o que confeccionámos com aqueles que nos são mais queridos. E isso, é simplesmente delicioso. Mas entre tudo o que foi partilhado, no início de cada ano, gosto de ir ver quais foram as vossas preferências.

Deixo-vos, hoje, aquelas que os leitores mais gostaram de todas as receitas que confeccionei no ano passado.

As 10 receitas preferidas dos leitores em 2016, são:

Destas quais é que já experimentaram?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Marmelada de Natal


Os marmelos ainda são frutos que chegam apenas na sua época, ao contrário dos morangos e de outras frutas que agora temos durante todo o ano. Com marmelos faz-se marmelada. As freiras do Convento de Odivelas faziam-na branca, mas pode ser vermelha ou até ter um tom mais a lembrar os castanhos claros, dependendo do grau de maturação dos marmelos e da oxidação. Sabe-se que embarcou nas pequenas naus dos nossos navegadores no tempo dos Descobrimentos. Diz-nos Virgílio Nogueiro Gomes: « Consta que nas caravela das Descobertas havia sempre marmelada, pela sua fácil conservação, e serviria também como alimento energético. Diz-se que Fernão de Magalhães terá sobrevivido aquando da descoberta do seu «estreito» graças ao consumo continuado de marmelada. »

Desde que me lembro que havia marmelada na minha casa. O meu avô Augusto tinha-a na sua pequena loja e vendia-a à fatia. Recordação deliciosa. Talvez por isso, sempre que faço marmelada, tento colocá-la em pequenas taças rectangulares que me fazem lembrar os tabuleiros da loja do meu avô.

No Natal que passou decidi aproveitar os últimos marmelos que tinha trazido de Santarém e fazer uma marmelada mais rica do que costumo confeccionar. Juntei-lhe passas de uva maceradas em vinho do Porto e nozes. Algumas das taças desta marmelada foram embrulhadas e colocadas nos cabazes que ofereci este ano e por isso decidi chamar-lhe Marmelada de Natal. Aqui fica a receita.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Bolo-rei recheado com doce de ovos


É hoje que se dá oficialmente encerrada a época mágica do Natal. Desmonta-se o pinheirinho, colocado num dos cantos, junto à janela da sala. Arrumam-se as fitas e os papéis de embrulhos em caixas a pensar na chegada de Dezembro.

Mas antes de darmos por encerrada a época festiva do Natal, ainda temos direito a bolo-rei. De 5 para 6 de Janeiro, comemora-se o Dia de Reis. Uma homenagem aos três reis magos. Segundo a tradição eram « Gaspar, rei de Markash, homem de cabelos negros e olhos castanhos; Baltazar, que governava a Núbia e tinha pele escura e brilhante; e Belchior, de Lagash, de olhos amendoados e barba cerrada. » Guiados por uma estrela, viajaram do Oriente para visitar e adorar o menino Jesus. Ofereceram-lhe, como presentes, ouro, incenso e mirra.

A tradição pede que neste dia se volte a reunir a família. E na mesa, para festejar, o bolo-rei, não pode faltar!

Todos os anos faço um bolo-rei para oferecer e partilhar com a minha família. Depois de alguns pedidos, decidi fazer um bolo-rei recheado com doce de ovos. Ficou, uma verdadeira delícia! Deixo-vos, hoje, a receita.

A todos, feliz Dia de Reis!