Próximos workshops
Lisboa 9 de Maio de 2015
Sábado:
10h30 - 13h00      Entradas e Petiscos II
 
 
14h30 - 17h00      Doces e Sobremesas
Inscrições abertas 35  formacao@acpp.pt   21 362 2705 ACPP

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bolo de farinha de milho com amêndoa e laranja


Gosto de ter a minha casa cheia de livros. Preciso de andar sempre a ler um ou mais livros. É como se tivesse sede e fome de palavras, de ideias, de andar sempre a viajar pelas histórias, pelas páginas dos livros.

Estive, ontem, na Biblioteca Municipal de Oeiras a falar de "Livros que nos inspiram a cozinhar" numa actividade integrada no Dia Mundial do Livro. Para além de apresentar duas receitas, uma do Cozinha para Dias Felizes e outra do Delicioso Piquenique, falei de alguns dos muitos livros que ao longo destes anos me têm inspirado a preparar receitas, a querer ir para a cozinha, a fazer memórias, a visitar restaurantes ou cidades durante algumas das minhas viagens. Entre os vários títulos de que falei destaco: Cinco Quartos de Laranja, Chocolate e Vinho Mágico da Joanne Harris, Os vários sabores da vida, Receitas de Amor e A Rainha dos Gelados de Anthony Capella, Julie & Julia e As Aventuras da Carne de Julie Powell, A Festa de Babette de Karen Blixen, A Viagem dos Cem Passos de Richard C. Morais, Como Água para Chocolate de Laura Esquivel. Da literatura portuguesa referi Longe de Manaus de Francisco José Viegas, O Primo Basílio de Eça de Queirós e o Cozinheiro do Rei D. João VI do chef Hélio Loureiro. Para cada livro partilhei pequenas curiosidades, o que me inspirou e que receita ou receitas fiz. Houve livros, como por exemplo o Comer, Orar e Amar de Elizabeth Bard, que me inspirou para além de cozinhar a ir visitar a cidade de Lucca, pela descrição que fez dos talhos e dos mercados.

Cada livro esconde emoções, viagens, momentos e até receitas. Só precisamos de os abrir e começar a viajar em cada palavra, em cada frase.

E para acompanhar uma boa leitura nada como um chá e uma fatia de bolo. Por isso, hoje, deixo-vos um bolo de farinha de milho com amêndoa e laranja para tornar as vossas leituras ainda mais saborosas.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Workshop Doces e Sobremesas em Lisboa


No próximo dia 9 de Maio, sábado, vou realizar, em Lisboa, das 14h30 às 17h00, um workshop dedicado a Doces e Sobremesas. Neste workshop iremos preparar várias receitas doces a pensar numa festa, para uma ocasião em que queiram surpreender a família ou aquela pessoa especial. Entre as várias receitas a confeccionar, destaco o crème brûlée, a tarte de limão merengada, a panna cotta, trufas de chocolate, os palmiers, um delicioso bolo de camadas com frutas frescas, entre muitas outras coisas boas, que vão tornar a nossa tarde bem docinha e feliz. Conto com a vossa presença?

O workshop vai ter lugar na ACPP - Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal, perto do Jardim da Estrela.

De manhã, das 10h30 às 13h00, terá lugar o workshop de Entradas e Petiscos II. Quem se inscrever nos dois workshops terá 10% de desconto.

Conto com a vossa participação. Inscrevam-se!

Inscrições e mais informações:
formacao@acpp.pt   21 362 2705   ACPP


Que temas gostavam que eu abordasse nos meus próximos workshops? Deixem as vossas sugestões no formulário. Obrigada.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pastéis de arroz com queijo


Um destes dias fiz um arroz de cenoura tradicional para um almoço cá em casa e acabou por sobrar mais do que o esperado. O arroz reaquecido nunca é tão saboroso e seria, para nós, um castigo quase idêntico ao de Sísifo termos que andar a comer o que sobrou como acompanhamento durante o resto da semana. Por isso resolvi dar-lhe uma outra roupagem e transformá-lo nuns deliciosos pastéis. Há pratos feitos com sobras que ganham outra vida. Cá em casa, sobras de arroz a partir de agora já têm um novo e saboroso destino. Espero que gostem!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Geleia de tangerina


As histórias à volta da comida e dos ingredientes despertam-me sempre a curiosidade. A receita que hoje vos trago é uma geleia de tangerina que confeccionei quando trouxe do quintal dos meus pais, em Santarém, uma caixa de tangerinas, lindas e perfumadas. Lembrei-me de partilhar a seguinte curiosidade: a origem dos nomes Tangerina, Mandarina e Clementina, citrinos que encontramos facilmente à venda.

Fortunato da Câmara, diz-nos no seu livro Alimentos ao Sabor da História o seguinte:

« Os Espanhóis levaram a laranja para o Novo Mundo. Enquanto a descoberta do caminho marítimo para a Índia, impulsionou de tal forma os portugueses para o comércio de laranjas que ainda hoje o fruto se chama "Portugal" em países como a Grécia, a Turquia ou a Roménia. É assim que surgem espécies como a Citrus reticulata, mais conhecida como mandarina e cuja pele se "despe" como se fosse uma peça de roupa. É que no séc. XVIII na região de Cochinchina, o missionário João de Loureiro classifica a mandarina como citrus nobilis. É provável que o botânico português tenha associado o fruto à cor de laranja vibrante que ostentavam as vestes dos altos funcionários do Império chinês, os mandarins. (...) Mais tarde surge então a tangerina (...). Esta laranja aromática nasceu em Marrocos, fruto do "casamento" entre uma mandarina e uma laranja azeda. A adstrigência deu-lhe um perfil mais refrescante que a laranja. Por ser pequena consideravam-na "comida de bolso". Era levada do porto de Tânger para Espanha, o que deu origem ao nome tangerina. (...)
Em 1892 o monge Vital Rodier chega à Argélia para dirigir o orfanato de Misserghin. Foi o religioso francês que abençoou esta nova "união" na família dos citrinos. O padre Clément, como era conhecido, "casou" uma mandarina com uma laranja doce. A experiência hortícola deu origem a uma variedade sem sementes e mais pequena que a "prima" tangerina, que foi baptizada de clementina em homenagem ao padre horticultor. »
Págs. 156 e 157

E é com estas pequenas histórias que vos deixo a receita de geleia de tangerina, que podem fazer também com mandarina ou clementina. Haja escolha!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Workshop Entradas e Petiscos II em Lisboa


No dia 9 de Maio, sábado, das 10h30 às 13h00 terá lugar o workshop Entradas e Petiscos II, cá em Lisboa, agora com novas receitas a pensar nos dias quentes que se avizinham. Iremos confeccionar mais de uma dezena de receitas práticas para petiscar ou para servir como entrada num dia de festa, desde mexilhão à espanhola, pastéis de cogumelos, rolinhos de massa filo, wraps, asinhas de frango picantes até pataniscas, entre muitas outras coisas boas e especiais para juntar a família e os amigos à mesa. No final, degustaremos todos os pratos realizados, num ambiente bem disposto e divertido.

O workshop vai ter lugar na ACPP - Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal, perto do Jardim da Estrela.

À tarde, das 14h30 às 17h00, terá lugar o workshop de Doces e Sobremesas. Quem se inscrever nos dois workshops terá 10% de desconto.

Conto com a vossa participação. Inscrevam-se!

Inscrições e mais informações:
formacao@acpp.pt   21 362 2705   ACPP


Que temas gostavam que eu abordasse nos meus próximos workshops? Deixem as vossas sugestões no formulário. Obrigada.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pão caseiro de trigo e centeio


Fazer pão exige mais do que trabalho, tempo. Não se pode pensar em fazer pão como se faz um bolo ou uma refeição. Não é algo que se prepara e já está. E o tempo, no caso do pão, está associado ao sabor.

Há uns tempos atrás decidi fazer uma broa de centeio da revista Comer. Mas para essa broa era necessário fazer um isco, que se preparava da forma abaixo indicada. Com o isco preparado comecei a ter curiosidade em usá-lo nos meus pães. Um dos que fiz recentemente foi este de trigo e centeio que hoje vos trago.

A massa-mãe, feita com o isco, dá ao pão um sabor ligeiramente azedo, a lembrar o pão alentejano. Para além do sabor, permite que se use menos fermento o que nos ajuda na sua digestão. Um pão feito com isco aguenta-se muito mais tempo sem ganhar bolor comparativamente a outro que leve só fermento.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Beringelas assadas com cebola caramelizada e queijo feta


Existem várias espécies de beringelas com tamanhos, formas e cores diferentes. Por cá encontramos facilmente à venda as roxo escuro. Nos últimos tempos, nos supermercados, têm aparecido as brancas mosqueadas de roxo, que acho muito bonitas. No mercado já vi à venda brancas. Mas as menos comuns que me lembro de ter visto foi nos mercados por onde passei, tanto em Boston como em Nova Iorque. Eram grandes, mais finas do que as de forma oblonga que encontramos por cá, e em tons de violeta.

A beringela é ingrediente de vários pratos conhecidos. Os franceses não a dispensam no seu ratatouille de legumes, os gregos preparam a conhecida moussaka, na Turquia e alguns países do médio oriente encontramos a deliciosa baba ghanoush. É também muito utilizada na Índia.

A minha relação com a beringela nem sempre foi de amor. Confesso que ainda hoje a olho com algumas hesitações apesar de cada vez, e receita a receita, me ir conquistando. Este meu namoro com a beringela começou fora de casa. Sempre que ia a um restaurante e vinham pratos de beringela para a mesa, eu gostava. E assim, pouco a pouco, fui-me rendendo aos encantos desta maçã de Sodoma, como era inicialmente conhecida. Por isso, hoje, trago-vos uma receita em que o ingrediente principal é a beringela, que bem assada combina muito bem com o doce caramelizado da cebola.