Terça-feira, 18 de Junho de 2013

Peitos de frango recheados com espinafres e queijo


A Primavera anda envergonhada. Ora o sol espreita, como no dia seguinte temos chuva e frio. Com estas mudanças de tempo, sabe bem um prato de forno delicioso. Hoje, apresento-vos uns peitos de frango recheados com espinafres e queijo Président Rondelé Ail et Fines Herbes, receita que desenvolvi para a rubrica Momentos Président avec Plaisir.


Ingredientes:
4 peitos de frango
1 embalagem de queijo Président Rondelé Ail et Fines Herbes
1 cebola
0,5 dl + 2 colheres de sopa de azeite
200 g de folhas de espinafres
15 g de panko ou pão ralado
Sumo de 1 limão
Sal e pimenta preta q. b.
Paprica q. b.


1. Levar 0,5dl de azeite ao lume numa frigideira. Adicionar a cebola picada e deixar frigir até a cebola quebrar.

2. Adicionar os espinafres e saltear. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

3. Abrir os peitos de frango ao meio sem os separar. Temperar com sal e pimenta preta a gosto.

4. Barrar o interior dos peitos de frango com queijo Rondelé. Rechear com os espinafres. Fechar os peitos de frango com palitos. Barrar também com o queijo a parte de cima da carne.

5. Regar um tabuleiro de forno com duas colheres de sopa de azeite. Dispor os peitos de frango recheados. Regar com o sumo de limão.

6. Polvilhar a carne com o panko e com um pouco de paprica.

7. Levar ao forno, pré-aquecido a 190ºC, durante 30 minutos.


O recheio torna estes peitos de frango deliciosos.

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

Bolo de mirtilos com requeijão


Nesta altura do ano é inevitável. Começo a sonhar com as férias. Com os dias grandes, vagarosos em que temos tempo para muito. Confesso que sinto falta de ler. Nos últimos tempos, cada vez mais dedicado à cozinha, mergulho nos livros e nas revista de gastronomia e pouco mais. Da Feira do Livro de Lisboa este ano, trouxe livros de Alfredo Saramago, há muito na minha lista de espera, Cozinha do Minho, Cozinha Transmontana, Cozinha da Beira Litoral e Cozinha da Beira Interior. Ficou-me a faltar a Cozinha Algarvia. Trouxe também o livro de Cláudia Villax, Da Horta para a Mesa, cheio de deliciosas sugestões para aproveitarmos os produtos bons e frescos que nos chegam a cada estação. E ainda um romance, a combinar com os dias quentes de verão, A Rainha dos Gelados de Anthony Capella, autor de que já aqui falei de outros livros.

Para além das leituras, sinto falta de passear junto ao mar, de sentir a brisa marítima, de ver as gaivotas no ar ao pôr-do-sol, de apanhar conchas e pedras com feitios diferentes. De combinar encontros com os amigos, de petiscar entre risos e muita conversa boa.

Sinto falta de me sentar ao final da tarde, olhar pela janela e saborear uma generosa fatia de bolo acompanhado de um perfumado café. Enquanto as férias não chegam, deixo-vos um delicioso bolo de mirtilos que fiz depois da minha última ida aos supermercados biológicos Brio, que vendem os melhores mirtilos que comi nos últimos tempos, de produção nacional e o requeijão da Quinta do Carapinhal que adoro, que uso muitas vezes, e que vos aconselho a experimentar.

Para quem sonha com as férias, com o mar e com a preguiça dos dias com tempo, aqui fica uma deliciosa fatia de bolo. Sirvam-se.

Ingredientes:
350 g de açúcar
6 ovos
170 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
1 requeijão
280 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
raspa de 1 limão
250 g de mirtilos
uma pitada de sal
açúcar em pó para polvilhar


1. Bater a manteiga com o açúcar.

2. Adicionar as gemas uma a uma, batendo entre cada adição.

3. Juntar o requeijão e envolver muito bem.

4. Adicionar a farinha e a raspa de limão.

5. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

6. Envolver as claras na massa, juntamente com 150g de mirtilos, envolvido num pouco de farinha.

7. Forrar uma forma redonda com papel vegetal. Verter a massa para a forma. Colocar por cima da massa os restantes mirtilos.

8. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 55 minutos. Desenformar depois de frio.

9. Servir polvilhado com açúcar em pó.


Este bolo fica ligeiramente húmido, macio. É irresistível. Transporta-nos para um dia de férias feliz, quente, em que depois de uma caminhada, descansamos à sombras das árvores.


Outras receitas biológicas Brio com requeijão:
- Creme de favas com coentros e requeijão;
- Tagliatelle de quinoa com brócolos e requeijão.

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

1º Concurso de Pastéis de Santo António em Pernes


Junho é mês de santos populares, de sardinha assada, bifanas no pão, bailaricos e muitos manjericos para festejar. E é em Junho que se comemora o dia de Santo António de Lisboa. Organizam-se as marchas populares e festeja-se até ser dia. Mas associado a este santo popular e casamenteiro temos também outras tradições.

Na ribatejana vila de Pernes encontramos uns deliciosos pastéis em honra de Santo António. Mas como surgem estes pastéis de tradição conventual em Pernes? Conta-nos o gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes que no local onde hoje está a funcionar a Junta de Freguesia de Pernes se situou em tempos idos um convento. E como era tradição, as noviças davam o nome do santo ou dos santos a que eram devotas a alguns dos doces. E é assim que nascem os Pastéis de Santo António que agora Pernes quer recuperar, depois de registada a marca.


A junta de freguesia, inserido nas festas da localidade, organizou o 1º Concurso de Pastéis de Santo António. E foi assim que ontem, dia 13 rumei até Pernes, juntamente com o ilustre Virgílio Nogueiro Gomes e Carlos Braz Lopes, autor do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo para participarmos na escolha dos melhores Pastéis de Santo António através de uma prova cega.

Os pastéis são uma tentação. Por certo, as freiras conheciam o verdadeiro segredo da vida, quem sabe iluminadas por divinos desígnios, e divertiam-se por isso a fazer estes doces para nosso completo arrebatamento. Estes pastéis, forrados com uma massa estaladiça, crocante e por dentro um creme saboroso, que para além das gemas, açúcar, água e leite leva, curiosamente, também pão duro, obrigam-nos a provar um, a experimentar dois e a tentar resistir ao terceiro. São tão bons!


Para além dos Pastéis de Santo António, o júri teve também a tarefa de eleger as melhores Broas dos Santos ou de Pernes. Umas broas com especiarias, farinhas e mel. Mas Pernes guarda ainda outras tradições gastronómicas a reter, como os Rebuçados Perna de Noz, que tive a possibilidade de provar pela primeira vez. Um rebuçado com um caramelo translúcido com um pedaço de noz, embrulhados num papel bonito. Dizia-me Vicente Batalha, um dos responsáveis pelo concurso, que o segredo está no ponto e no vinagre que se adiciona para que o caramelo fique assim tão bonito. Algo que fiquei com imensa curiosidade em ver fazer, assim como os Pastéis de Santo António. Porque as receitas escritas são um elemento importante, material, mas depois a parte como se faz, o imaterial, só se ganha, aprende, ver fazendo, porque há sempre coisas que as mãos hábeis de quem faz bem nos contam, nos transmitem e que não está escrito em lado nenhum.


E para quem ficou, como eu, com vontade de experimentar fazer os deliciosos pastéis, aqui fica a receita:

Pastéis de Santo António

Ingredientes para o creme:
500 g de açúcar
125 g de pão duro
5 dl de leite
6 gemas de ovo
4 dl de água


Ingredientes para a massa:
250 g de farinha
50 g de manteiga
50 g de açúcar
2 ovos inteiros


Para o creme:
Põem-se a água ao lume com o açúcar e faz-se um ponto fraco (ponto espadana). Ferve-se o leite para escaldar o pão e passa-se por um passador fino para se desfazer bem. Junta-se o açúcar em ponto e por fim misturam-se as gemas dos ovos, com cuidado para não talharem. Leva-se novamente ao lume e quando levantar uma bolha ou duas está pronto.

Para a massa:
Amassa-se tudo muito bem com as pontas dos dedos, tende-se com o rolo da massa até obter uma massa fina. Corta-se com um copo por exemplo, e com o auxílio dos dedos molda-se à forma. Enchem-se com o creme. Coze em forno quente.


Nesta visita a Pernes tive ainda a possibilidade de conhecer o trabalho da Gradirripas, empresa que faz as tábuas de madeira usadas por Jamie Oliver. As tábuas têm um design apelativo e robusto. Cá em casa já temos uma. Mas ficou a vontade de ter mais umas quantas, já que são tão giras e práticas.


Agradeço à Junta de Freguesia de Pernes o convite e o modo amável com que nos receberam. Quem quiser provar estes deliciosos pastéis pode passar por Pernes e participar na festa de Santo António que decorre até domingo, 16 de Junho de 2013, quando serão dados a conhecer os primeiros classificados do Concurso de Pastéis de Santo António.

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Tarte de espinafres com tomate cereja


Para uma festa com a família e ou amigos, uma das coisas que gosto de fazer é uma tarte. A tarte pode ser servida quente ou fria. É excelente como entrada, basta acompanhar com uma salada de verdes e um molho vinagrete de mostarda, por exemplo, e já está. Simples, rápido e saboroso. Para a receita da tarte de hoje usei o queijo Président Rondelé Nature, em substituição das natas. O resultado final foi uma tarte muito mais cremosa e macia.


Ingredientes:
1 embalagem de massa folhada
200g (2 embalagens) de queijo Président Rondelé Nature
1 cebola
2 dentes de alho
0,5 dl de azeite
170 g de folhas de espinafres
4 ovos
1 dl de leite
15 g de salsa
150 g de tomate cereja
sal e pimenta-preta q.b.


1. Refogar a cebola e os dentes de alho picados no azeite.

2. Adicionar as folhas de espinafre, cortadas grosseiramente, e saltear.

3. Numa taça bater os ovos, com o queijo, leite, sal e pimenta preta a gosto.

4. Adicionar os espinafres salteados e a salsa picada. Mexer.

5. Colocar a massa folhada numa tarteira seguindo as indicações da embalagem.

6. Verter o preparado de espinafres para a tarteira e dispor o tomate cereja.

7. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 40 minutos.


O tomate cereja usado inteiro é uma verdadeira surpresa de sabor a cada pedaço que se come. Partilhei esta tarte com a família e todos adoraram. Curiosamente, notaram a diferença dada pelo queijo. Experimentem.

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Um almoço no restaurante Real Cozinha


Há dias que convidam a um almoço com tempo, depois de um passeio pelas ruas bonitas de Lisboa. A semana passada, num dia envergonhado de Primavera, fui almoçar ao restaurante Real Cozinha do Hotel Real Parque, perto do Saldanha e a dois passos da Fundação Gulbenkian. Cheguei já passavam das duas da tarde e a sala tinha várias mesas ainda ocupadas. Assim que me sentei, gostei do espaço, da música ambiente, sem barulhos de fundo, dos candeeiros e da decoração.

Depois de ver a carta, o Ricardo e eu, decidimo-nos por uma sopa de melão com hortelã e iogurte escorrido, que chegou à mesa bem fresca. Adorámos o sabor doce do melão em contraste com o sabor ligeiramente azedo do iogurte. Esta sopa fria foi uma agradável surpresa. Escolhemos também para a entrada um estaladiço de queijo de cabra com mel de rosmaninho e salada de verduras. Esta é uma combinação de sucesso. Adoro o sabor intenso, salgado do queijo de cabra com a doçura do mel e o crocante da massa. Sabe sempre tão bem. Acompanhamos a entrada com um vinho verde Muralhas que veio para a mesa bem fresco.

Bacalhau meio sal escalfado em azeite com risotto de espargos e bife à Portuguesa foram os nossos pratos principais. Eu adoro bacalhau e este prato deixou-me boas memórias. O bife estava delicioso, servido com umas batatas que nos fizeram muito felizes. Da próxima vez que voltar ao Real Cozinha, este bife não me escapa. Acompanhámos estes pratos com um vinho tinto Esteva de 2011, que é sempre uma escolha segura.


Para sobremesa e por sugestão da simpática empregada de mesa, Paula Lemos, que neste dia nos foi aconselhando, vieram para a mesa dois pratos com várias das sobremesas da casa, farófias, arroz-doce, cheesecake, tarte de maçã, bolo de maçã e pudim abade de Priscos, que estava de comer e pedir por mais.

Este restaurante tem uma oferta variada. Na ementa encontramos os Pratos Estrela por dez euros e menus combinados que variam entre os treze e os quinze euros, se for durante a semana ou ao fim-de-semana, para além da oferta do menu com diversos pratos da cozinha portuguesa confeccionada com qualidade. Deixo também uma nota muito positiva em relação ao serviço, que se revelou competente, atencioso e prestável. O restaurante Real Cozinha merece uma visita.

A cozinhar na Feira do Livro de Lisboa


No passado domingo, dia 9 de Junho à tarde, voltei à Feira do Livro de Lisboa. Dentro de mim transportava o mesmo entusiasmo e alegria de quem vai fazer algo de que se gosta muito pela primeira vez.

Senti-me muito feliz ao ter este segundo convite para voltar à Feira do Livro e tentei aproveitá-lo da melhor forma possível. As coisas boas da vida devem ser aproveitadas como se fossem únicas, é isso que as torna verdadeiramente especiais. Nunca nos banhamos duas vezes na mesma água de um rio, já dizia Heráclito. Tudo está em mudança, por isso cada momento é sempre especial e diferente.

Desta vez, voltei a apresentar duas receitas do meu livro Cozinha para Dias Felizes, o delicioso e aromático bolo de tangerina e coco (pág. 188) e a já conhecida salada de batata-doce com quinoa-vermelha (pág. 171), que faz sorrisos de satisfação a quem a tem provado.


O contacto com os leitores e com o público é sempre muito gratificante. Adoro conversar sobre a minha paixão pela comida, o valor e a importância da escolha dos ingredientes, das receitas, que são apenas pontos de partida e do modo como a comida nos traz momentos felizes.

Foi muito bom estar rodeada de alguns leitores, de amigos e de muita gente simpática que descobriu na Feira do Livro de Lisboa o meu trabalho e o Cozinha para Dias Felizes.

Muito obrigada a todos.

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

Arroz de espargos com tomate seco


Há alturas em que nas refeições cá de casa procuro fazer pratos sem carne e sem peixe. É uma resolução no sentido de encontrar um equilíbrio na alimentação cá de casa, e que nos sabe muito bem.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio trouxe arroz da Herdade da Carvalhoso que adoro, tomate seco produzido em Portugal e um molho de espargos. Este foi o resultado.

Ingredientes:
350 g de arroz
1 molho de espargos
30 g de tomate seco
1 cebola
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1,2 l de caldo de legumes
sumo de 1 limão pequeno
sal e pimenta preta q. b.


1. Colocar o tomate seco a demolhar durante pelo menos 15 minutos.

2. Arranjar os espargos e cortá-los aos pedaços, deixando as pontas.

3. Refogar no azeite a cebola e os alhos picados. De seguida adicionar o tomate seco demolhado picado.

4. Acrescentar o arroz, os espargos cortados sem as pontas e o caldo de legumes. Deixar cozer, mexendo de vez em quando, em lume médio.

5. Temperar o arroz com sal e pimenta a gosto.

6. Uns minutos antes de retirar o arroz do lume, adicionar as pontas dos espargos e sumo de um limão pequeno.