quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As 10 receitas de carne preferidas dos leitores em 2016


Para mim, cozinhar é sempre um momento de alegria. Gosto de ir às compras, principalmente aos mercados ou às feiras. Gosto de ver as bancadas e escolher as frutas, os legumes e o peixe. A compra dos produtos e a sua qualidade faz toda a diferença. Para a carne, tenho a sorte de ter dois fornecedores de excelente qualidade. Por um lado, tenho os meus pais que criam alguns animais, alimentados com muitas coisas boas da horta. Por outro, tenho o meu irmão que tem um talho e pacientemente acede a todos os meus pedidos, principalmente em termos de cortes e a algumas encomendas menos comuns. Uma das últimas que lhe fiz foi de bochechas de vaca.

A carne tem lugar muitas vezes à mesa, cá por casa. Dos vários pratos de carne que partilhei em 2016, no Cinco Quartos de Laranja, houve uns mais apreciados do que outros, o que é perfeitamente normal. Mas o que achei curioso, foi em anos diferentes, o mesmo prato, arroz de pato, estar no Top 10. Outro prato, muito apreciado em ambos os anos, é as pernas de frango assadas no forno. Adoro e faço tantas vezes cá em casa. Tão prático e faz sempre sucesso! Mas vou deixar-me de considerações e passo a partilhar convosco as (vossas) preferências em relação ao ano passado.

As 10 receitas de carne preferidas dos leitores em 2016 são:


Destas, qual a vossa preferida?

Ver também:
- As 10 receitas de carne preferidas pelos leitores em 2015.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Queques de laranja


Eu sou daquelas pessoas que gosta de terminar a refeição com um miminho doce. Um conforto, para o corpo e para a alma. Da minha infância guardo o sabor de uma travessa de arroz acabada de fazer polvilhada com os aromas misteriosos da canela. Guardo a alegria de uma taça de pudim flan com caramelo ou de uma tentadora musse de chocolate, feita com os ovos das nossas galinhas, criadas com milho e folhas de couve da horta. Lembro-me com um sorriso do privilégio que era termos um bolo de laranja ou de iogurte, ao domingo, que se cortava em fatias e que servia para acompanhar um chá a meio da tarde ou o café, no dia seguinte. São lembranças tão especiais que nos proporcionam um sentimento único que mistura prazer, gulodice e segurança. Confesso, sem constrangimentos, que gosto de coisas doces!

Ainda hoje perco a cabeça por uma fartura com açúcar e canela, sempre que vou a uma feira. Adoro uma boa fatia de bolo de chocolate, cremoso. Que bem que me sabe, em certos dias, acompanhar um café com um pastel de nata, com a massa folhada fina, quebradiça, a desfazer-se na boca ... E no Verão? O prazer de comer um crepe ou um waffle morno com uma bola de gelado é de ir aos céus! Adoro o choque entre o quente e o frio.

Os dias de Inverno pedem muitas vezes o conforto, o carinho, de uma coisinha doce. No fim-de-semana que passou, fiz uns queques de laranja para nos fazerem companhia no sábado à tarde com direito a lanche em família.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Arroz de polvo malandrinho


O arroz é dos cereais mais cultivados no mundo. Nós, portugueses, somos grandes apreciadores e temos também tradição no seu cultivo. A magia do arroz está no facto de se prestar a mil e uma utilizações. Penso que o arroz deve ser daqueles ingredientes que nunca falta numa cozinha portuguesa.

Adoro cozinhar com arroz. Cá por casa, não se resiste ao charme de um arroz de pato ou de frango. Elogia-se a simplicidade de um arroz de manteiga para os acompanhamentos do dia-a-dia. Derretemo-nos de amores por um arroz de tomate ou de feijão seco para acompanhar umas pataniscas ou uns carapaus fritos. Mas o arroz com que sonhamos muitas vezes, aquele que se transforma em puro momento de prazer gastronómico, é o que nos escorrega no garfo. O que foge quando o tentamos agarrar. Gostamos dele malandrinho!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

As coisas boas de 2016 ...


Em cada ano que começa, gosto de olhar para trás. Contemplar e reflectir. É um exercício que me faz pensar no que fiz, no que quero fazer, no fundo, que rumo e sentido quero continuar a dar à minha vida.

Acredito sempre que todos os anos nos trazem coisas boas. Acredito, também, que cada um de nós consegue fazer as escolhas certas de modo a ser feliz. Mesmo quando há coisas que não controlamos ou que não dependem de nós. Acredito que há sempre caminhos. E se nos deparamos com um muro. Esperamos. Ponderamos e arranjamos maneira de o superar. Nem que para isso tenhamos que construir degraus. Na vida há sempre dias menos bons, em que nos falta a energia, em que colocamos em dúvida muitas coisas, mas também há outros, em que parecemos estar ligados à corrente e sentimos cá dentro uma voz forte e determinada que nos diz: Tu consegues! Tu consegues! Vai, força! Esses são os melhores dias! E que esses, ao fim de um do ano, sejam sempre a dobrar em relação aos outros. A nossa postura perante a vida faz toda a diferença. Ao ver um copo com água, gosto sempre de pensar que está meio cheio e não meio vazio!

A gratidão é um sentimento de reconhecimento pelo bom que a vida nos oferece. Sinto-me grata pelas coisas boas que 2016 me trouxe. Pelas oportunidades. Pelos momentos doces que vivi. Por ter aqueles de quem gosto, perto de mim. Por acordar todos os dias junto da pessoa que escolhi para partilhar a minha vida, que me estende a mão e me diz muitas vezes: "Tu és capaz"!

Nos balanços finais de um ano, entre as coisas boas e menos boas, só gosto de contar e relembrar o que de bom pude viver. É disso que se alimenta a minha energia, a minha vontade e força para continuar.

De Janeiro a Julho, estive às quartas-feiras no programa A Praça na RTP1. Participar numa rubrica de um programa de TV da manhã, de forma regular, foi muito gratificante. Aprendi. Conheci novas pessoas. Cresci.

2016 foi um ano marcado por workshops e showcookings. Grande parte deles realizados em Lisboa e no Porto. Mas consegui também ir a Salvaterra de Magos, Óbidos, Estoril, Castelo Branco, Constância, Sintra e Abrantes. Voltei à Feira do Livro de Lisboa. Estive no Street Food Festival no Estoril, no centro comercial Alegro de Castelo Branco, na InterCasa, ACPP, WORK espaço criativo e na escola Isto Faz-se. O carinho com que sou recebida enche-me o coração. Obrigada. Muito obrigada a todos por estarem presentes. Por me fazerem companhia.

Festejei 10 anos de blogue. Uma data doce e especial. A festa foi feita com um workshop oferecido aos leitores do Cinco Quartos de Laranja pela Samsung. Nunca imaginei que este projecto me iria fazer mudar de vida. Ou pelo menos, tem-me feito caminhar por estradas que nunca imaginei. Todos os dias dou graças por o ter feito nascer.

Visitei novos espaços. Estive na Estufa Real num almoço. Passei pelo Cais da Pedra e pela Sala de Corte. Voltei ao Ritz para um almoço com Alvarinho. Retornei ao River Lounge, ao Flores e ao Claro. Descobri o Estórias. E jantei maravilhosamente na Casa de Chá da Boa Nova.

Encontrei-me com alguns amigos em datas felizes. Reencontrei-me com outros, distantes pelo passar dos dias, mas sempre presentes no lado esquerdo do peito.

Participei, enquanto membro do júri, nos concursos As Presidentes e A Revolta do Bacalhau. Estes convites deixam-me sempre feliz. São oportunidades que gosto de aproveitar.

Fiz a minha primeira palestra num seminário dedicado ao Empreendedorismo, onde apresentei o projecto Cinco Quartos de Laranja. Foi muito interessante ter uma plateia de jovens a assistir.

Lancei um novo livro, O Livro de Petiscos da Isabel, pela editora Marcador. É um livro com receitas práticas e muito saborosas. É sem dúvida um livro que vos vai ajudar a serem felizes à volta da mesa.

2016 foi um ano de muitas leituras. Gosto de andar sempre a ler e todos os meses não resisto a comprar novos livros. Há sempre tantas novidades!

Lancei duas novas rubricas que me têm dado muito prazer em partilhar convosco. A Vamos Fazer Pão? - já com mais de 15 receitas de pão e pão doce - e a Vamos Preparar o Natal. Em 2017, espero poder partilhar mais ideias e receitas para vos ajudar a preparar uma das minhas épocas preferidas do ano. Têm acompanhado?

Em 2016 pude abraçar o meu pai e a minha mãe. Dizer-lhes, a cada um deles, muitas vezes, gosto de ti. Em 2016 olhei para o azul do céu. Vi o pôr-do-sol no final de um dia de praia. Andei de mão dada pelas ruas de Lisboa. Ri-me. Fiz rir. Olhei a noite estrelada numa noite quente de Verão. Coloquei flores nas jarras que tenho espalhadas pela casa. Ouvi fado. Rodopiei, na minha cozinha, ao som da Ana Moura. Brinquei e corri com os meus cães em Santarém. Vi a horta crescer. Apanhei fruta madura nas árvores que vi plantar.

Em 2016 tentei agarrar a felicidade das pequenas coisas. Dos pequenos nadas que somados se tornam gigantes.

Que 2017 seja um ano que nos continue a permitir sonhar!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de beterraba com nozes


Penso que não sou a única a salivar sempre que penso em pão fresco, acabado de sair do forno, cheiroso e crocante. Com manteiga, é sem dúvida, uma das muitas maravilhas que faz o nosso palato feliz!

Gosto de comer pão. Faz parte dos meus pequenos-almoços de todos os dias. E gosto tanto de pão simples como quando é mais rico, com mistura de farinhas, com frutos ou legumes. Gosto de o usar em sandes, de o ensopar no azeite ou no molhinho de um guisado saboroso. Gosto de o acompanhar com queijos ou enchidos. O pão é um alimento fantástico!

Faço, pelo menos, um pão por semana cá em casa. E gosto de fazer o meu pão usando pré-fermentos. Até agora já vos falei do Poolish e da Biga. Mas das receitas que partilhei convosco preparei sempre os pré-fermentos de véspera. Acontece, que um destes dias, queria fazer um pão para o lanche com beterraba e nozes, e decidi fazer um pré-fermento mas com uma fermentação mais rápida. Para isso, usei mais fermento. O resultado foi um pão de sabores complexos e de uma textura consistente que nos agradou muito. Fazer pão em casa, só custa começar. Vamos Fazer Pão?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Moelinhas guisadas com tomate


Portugal é um país de petiscos. De Norte a Sul, encontramos tantas coisas boas para petiscar. Um dos petiscos que me lembro sempre de se fazer na minha casa, ou de comer em restaurantes com os meus pais, era moelinhas guisadas. Tenras, cheias de sabor, chegavam à mesa com um molho delicioso para ensopar o pão. Adorava! Os adultos acompanhavam também, tão saboroso petisco, com uma cerveja bem fresquinha. Em alternativa às moelinhas, muitas vezes fazia-se pipis, uma mistura das miudezas de frango num guisado apurado que convidada também aos prazeres do pão ensopado no molho. Tão bom! Foram momentos, à volta da mesa, que me deixaram deliciosas recordações.

Um destes dias, ao fim-de-semana, decidi preparar para petiscarmos, cá em casa, umas moelinhas guisadas com tomate. Deixei-as cozinhar lentamente, em lume brando, com bastante tomate e o resultado foi umas moelinhas guisadas extremamente saborosas. Acompanhámos com pão fresco para ensopar no molho e umas cervejas geladinhas!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Biscoitos com frutas cristalizadas


Aproveitar tudo na cozinha de modo a rentabilizarmos o nosso orçamento, nem sempre é uma tarefa fácil. Este ano decidi que tenho que estar ainda mais atenta aos desperdícios e fazer algumas compras de forma diferente. Para terem uma ideia. Uma das coisas que gosto de preparar cá em casa é tranches de salmão. São muito práticas grelhadas ou assadas no forno. Costumava comprar congeladas, em embalagens de duas. Agora, decidi que vou comprar, mais vezes,o salmão inteiro, fresco. A diferença de preço é substancial. Quando o compro, peço logo na peixaria para o arranjarem. Até tiram a pele, se quiserem.

Outra coisa que faço, algumas vezes, é comprar o bacalhau salgado e depois demolhá-lo. Quando não o posso demolhar logo, coloco-o salgado, dentro de um saco, no congelador. Demolhado em casa, rende e fica mais barato também. Sempre se poupam alguns euros e continuamos a manter a nossa alimentação de sempre.

Das coisas que decidi aproveitar já e que me tinham sobrado do Natal, foram as frutas cristalizadas. O ano passado guardei-as para usar novamente no Natal e quando as utilizei, achei que já estavam um pouco secas, por isso, este ano, decidi dar-lhe logo destino. E o resultado foi uns biscoitos perfumados e deliciosamente bons. Com um chá ou um café, a meio da tarde, de um dia de Inverno, sabem tão bem! Experimentem.