quinta-feira, 30 de julho de 2015

Perna de borrego assada no forno com alecrim


Férias são também sinónimo de arrumações e mudanças cá em casa. Nesta altura do ano gosto de rever o closet. Identificar algumas roupas ou sapatos de Verão que já não uso, ou que por um motivo ou outro, acho que já não me ficam tão bem. Há vestidos, calças, casacos ou camisolas que adorei numa fase e agora quando as visto, acho que já não resultam. Também vos acontece o mesmo?

Eu sou daquelas que pessoas que reconheço ter certas dificuldade em deitar coisas fora. Gosto de guardar tudo. Houve uma altura em que guardava os bilhetes sempre que ia ao cinema ou ao teatro. Colava-os na agenda de papel. Tinha uma colecção de postais de cartazes de cinema que ia recolhendo, que enchiam duas caixas. Acumulei durante anos a revista Grande Reportagem. Retirava os selos das cartas e forrava caixas que depois usava para guardar a correspondência que ia recebendo. Roupas e sapatos, agora não servem mas quem sabe daqui a uns tempos - é uma forma de pensar que me tem acompanhado. Mas, esses tempos acabam por não chegar! Curiosamente, casei-me com alguém que consegue ser ainda mais apegado às coisas do que eu. Na altura, com uma casa grande, com cinco assoalhadas, uma despensa, marquise e um quintal, havia espaço para muita, muita coisa.

Quando mudei de casa pela primeira vez tive que deixar ir o meu apego às coisas. Recortei das revistas os artigos que queria guardar. Inspirei fundo e fiz uma grande limpeza nas roupas, sapatos e mais umas quantas tralhas, que guardamos e nunca mais usamos. Guardei durante mais de dez anos os dossiers com os apontamentos das aulas da faculdade. A verdade, é que quando precisava de recolher informação ou esclarecer dúvidas, nem os abria. A ligação sentimental com os objectos é muito mais forte, preciosa, do que propriamente prática ou útil.

Quem tem uma casa pequena e não gosta de deitar nada fora, mais cedo ou mais tarde, a falta de espaço dita que temos mesmo que rever o que queremos ter ou não. Estes dias cá por casa são de pequenas arrumações. Depois do closet virão as estantes. Chegaram novos livros. Há alguns que vão ter que ser mudados! Estas arrumações passam também pela arca frigorífica. É tempo de dar destino a tudo o que lá tenho, descongelar, limpar e voltar a encher! Uma das coisas que tinha congelado e que veio para a nossa mesa nestes dias, foi uma perna de borrego que decidi assar no forno. Delícia!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Doce de ameixa e tomate


Há combinações de alimentos que consideramos improváveis e assim que as ouvimos a nossa reacção de desconfiança dispara como uma flecha certeira. Enrugamos a testa em jeito de interrogação com um misto de desconfiança, a nossa postura corporal altera-se e acabamos por perguntar - será que resulta?

A primeira vez que ouvi falar de bolo de curgete, tive esta reacção. O mesmo aconteceu com a mistura de chocolate e beterraba, de café expresso com óleo de coco e canela, de laranja com azeite e alho, de puré de batata com baunilha, de tomate e morangos, entre outras combinações aparentemente improváveis mas que afinal se revelaram um bom casamento. E o mesmo aconteceu quando pensei em juntar ameixas e tomate num doce. Nesta altura do ano tento aproveitar a abundância de fruta vinda do quintal dos meus pais e as compotas são uma das opções. Ao ver no frigorífico uma caixa cheia de ameixas maduras, a gritarem urgentemente que lhe desse um destino, decidi arriscar e juntá-las à outra fruta que tinha em casa, o tomate. O resultado? Curiosos? Doce de ameixa e tomate.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Tosta de frango com queijo e abacate


Ao tempo que não comia uma tosta! As minhas preferidas são as que levam queijo. Adoro sentir o estaladiço do pão e a leveza cremosa do queijo derretido. Quando se misturam na boca até parece que os nossos pés deixam a terra e levitamos por breves segundos. Que sensação maravilhosa. As tostas são sinónimo de um prazer guloso imediato. Eu pelo menos adoro.

Ao começar a escrever este apontamento lembrei-me que uma das primeiras refeições rápidas que o Ricardo e eu preparámos antes de namorarmos, já lá vão vinte anos, foram umas tostas de pão caseiro da minha mãe com muito queijo. Tanto que abríamos o pão para ver os fios de queijo derretido terrivelmente tentador. Não sei se foram as tostas, mas depois desse dia, começámos a olhar um para o outro com mais interesse!

Um destes dias para um almoço apressado decidi fazer uma tosta, com frango assado de churrasco que tinha no frigorífico, abacate e claro, muito queijo. Não sei se pela conjugação de ingredientes ou se pelas boas memórias, o que é certo é que esta tosta soube muito bem!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Queijo feta marinado com alecrim, pimentas e malagueta


O dia acordou com uma pequena neblina e um vento irrequieto. Lisboa tem esta capacidade de mesmo ensonada, mostrar sempre uma luz e um encanto especial. Há quem diga que é o Tejo que a faz mais bonita. O ponto de encontro era por volta do meio dia no parque, junto à Alameda Keil do Amaral, em Monsanto. Assim que saímos de carro em direcção à Praça de Espanha, o céu azul e o sol a espreitar, mostraram que afinal foi o dia perfeito para juntar os amigos num piquenique. A vinda de férias a Lisboa da minha amiga Gilda foi o motivo para o reencontro com amigos de longa data. Escolhidas as sombras, estendeu-se a toalha. Tiraram-se pratos, talheres coloridos e guardanapos. Abriram-se caixas. Cortaram-se empadas, bôlas, temperaram-se as saladas.

Ver as crianças a brincar, a correr, a andar no escorrega sempre bem dispostas, a aproveitar este momento ao ar livre foi muito especial. Com o entusiasmo nenhuma dormiu a sesta. Assim que se sentaram nas cadeirinhas do carro, foi vê-las dormir como anjos.

Para partilharmos, neste momento de convívio, preparei uma salada de polvo com grão, pão fresco e queijo feta marinado para acompanhar uma garrafa de vinho branco com que abrimos este piquenique.

Os encontros com os amigos são sempre especiais. Criam-se memórias. Guardam-se momentos. Partilham-se gargalhadas. E especial é também podermos acompanhar de perto o desenvolvimento dos mais pequenos. Sabe tão quando me dizem: "Tia Isabel, a tua comida é tão boa!"

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pão de forma para as sandes da praia


É tempo de arrumar as mochilas, encher os sacos com os brinquedos das crianças, encontrar os fatos de banho, colocar à vista os bonés e os chapéus de palha, e partir de férias. Julho e Agosto são os meses privilegiados para gozar uns dias de descanso depois de um ano de trabalho.

E férias são sinónimo de praia. De dias longos à beira-mar, de gelados e bolas de Berlim. De dias de sol e céu azul. De mergulhos até tarde no mar. Uma das coisas que gosto de fazer quando vamos para a praia é preparar um pequeno lanche que ao mesmo tempo sirva de almoço.

É importante ter uma geleira ou saco térmico, para conservar os alimentos frios durante mais tempo. Gosto de levar fruta fresca, uvas, pêssegos ou uma fatia de melão cortada em pedaços. Para beber, damos preferência à água. No que toca à comida, é tão prático preparar umas sandes, com pão fresco. Nas sandes, resulta bem a pasta de atum, fatias de carne ou frango assado, pepino cortado em rodelas finas e alface ou rúcula, para quem gosta. Para vos ajudar a preparar as sandes da praia, deixo-vos uma receita de pão de forma que preparei para a rubrica Cuisine Companion, o robot de cozinha da Moulinex.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Doce de ameixa com especiarias e vinho do Porto


O Verão é sinónimo de férias. Este ano decidi traçar alguns objectivos de algumas coisas que gostaria de fazer durante este período do ano. Dos 15 objectivos, posso dizer que já consegui realizar estes:

2. Voltar ao ginásio - Qualquer altura é uma boa altura! - Já comecei. Acreditam que me soube tão bem. Fazer exercício é tão importante, principalmente para quem tem uma vida mais sedentária. Fazer exercício não é apenas uma questão de perder peso é uma forma de nos sentirmos melhor, com mais energia. No início custa. Vai haver alturas em que apetece desistir, principalmente depois de uma dia de trabalho. Mas insistam. Vai valer a pena! Eu sempre que chego do ginásio, penso, ainda bem que fui.

8. Apanhar um ramo de orégãos no campo - Na minha última ida a casa dos meus pais, numa aldeia a poucos quilómetros de Santarém, aproveitei ao final da tarde para dar um passeio e apanhar um ramo de orégãos num terreno da família. Sabe tão bem respirar o ar do campo. Sentir o aroma fresco dos eucaliptos misturado com o perfume das estevas e do alecrim. Já sequei e guardei, num frasco, os orégãos. Estes têm o cheiro tão bom e intenso!

15. Aproveitar a fruta da época para doces e compotas - De todas as épocas do ano, é no Verão que mais gosto de fazer doces e compotas, talvez pela variedade e abundância de frutas que esta época nos oferece. Nestes dias tem chegado à minha cozinha melão, meloas, laranjas, tomate, ameixas brancas e ameixas vermelhas. O destino de grande parte desta fruta tem sido compotas. Uma das que fiz foi de ameixas com especiarias e vinho do Porto. Quem provou, adorou!