10h30 - 13h00      Conservas Portuguesas na Ementa
 
15h00 - 17h30      Doçaria Tradicional Portuguesa
Inscrições limitadas   work@sott.pt   91 700 1802 espaço WORK IT

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Mais workshops no Porto


No próximo, sábado, dia 25 de Outubro volto ao Porto para dois workshops, um dedicado a petiscos com conservas e outro, à tarde, alusivo à doçaria tradicional portuguesa. Mas hoje, gostava de vos deixar algumas momentos dos dois workshops que realizei também no Porto, no espaço WORK IT, no passado mês de Setembro.


Um dos workshops foi dedicado a entradas e petiscos. Preparámos doze receitas, onde incluímos saladas, tostas de sardinhas, pão aos retalhos com queijo e azeite de coentros, pataniscas de bacalhau, fofos de pimento, almôndegas, cogumelos recheados, croquetes, entre muitas outras coisas boas para petiscar com amigos ou servir como entrada numa festa. O grupo juntou alegria e muita boa disposição a esta manhã de sábado.


O workshop da tarde foi dedicado aos doces de chocolate. Preparámos doze receitas usando diferentes tipos de chocolate, em pó, branco e negro, com diferentes percentagens de chocolate.


O cheiro bom do chocolate a cozer ou a derreter em banho-maria misturado com a alegria de todas as pessoas presentes, tornaram esta tarde ainda mais doce. Estes workshops foram muito especiais. As pessoas que participam tornam-nos únicos. Regresso sempre com boas memórias.


No próximo sábado, estarei no Porto para mais dois workshops. No final, para além de degustarmos tudo o que foi preparado, terão também uma pequena lembrança para levar para casa. Encontramo-nos, lá?

Últimas inscrições disponíveis: work@sott.pt   91 700 1802

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Chips de banana-pão


Um destes dias participei num almoço de apresentação da Colômbia numa campanha de acção turística, no hotel D. Pedro, cá em Lisboa. O almoço foi preparado pelos chefs colombianos Isa Lon­doño e Luis Otoya. A cozinha sul americana desperta-me curiosidade. O país que mais projecção tem tido em termos de revolução gastronómica é o Peru, com tantos produtos novos, e uma cozinha em verdadeira ascenção. Da Colômbia, sabia muito pouco e estava curiosa. Durante a apresentação percebi que o país não tem estações definidas, é muito rico em peixe, produz café, tem praias lindas, com cenários paradisíacos. Fiquei com vontade de dar um pulinho a essa zona da América do Sul!

No almoço, uma das entradas servidas foi ceviche de peixe al suero y tostones de plátano apresentado dentro de um coco. Uau, foi a minha primeira reacção. Mas o que adorei mesmo e que nunca mais me saiu da cabeça foram os tostones de plátano, fatias finas, crocantes de banana-pão com sal. Deliciosas. A descoberta de um novo sabor, é algo que me encanta e fascina. Saí do almoço, a pensar que tinha que experimentar fazer os tostones.

Adoro quando a vida me surpreende. Quando o que nem pensamos possível, acontece, é maravilhoso. Nesse mesmo dia à noite, conheço a chef colombiana Maria Genoveva, a trabalhar há vários anos em Portugal. E querem saber o que é que eu lhe perguntei assim que começámos a falar? Como se fazem as fatias finas e crocantes de banana-pão?

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Salmão no forno com crosta de queijo


Ler livros é uma paixão. Desde que me lembro que sempre gostei de ler, principalmente romances. Fazia e continuo a fazer listas do livros que vou lendo. Defino metas de leitura por ano. É uma mania como qualquer outra. Desde que comecei o Cinco Quartos de Laranja que as minhas leituras têm sofrido algumas alterações. A par dos romances, livros de poesia, vou também lendo obras dedicados à história da alimentação ou em que o tema se relacione com comida.

Outubro tem sido um mês de leituras em que os sabores são o principal ingrediente. Comecei este mês por ler Delancey: A Man, a Woman, a Restaurant, a Marriage da conhecida blogger americana Molly Wizenberg, de quem aprecio imenso o trabalho. O livro relata a experiência de Molly e do marido Brandon Pettit, quando este decidiu abrir um restaurante passados poucos meses de estarem casados. Molly fala-nos dos seus sonhos, da vontade de construir uma vida a dois e do que é pensar num negócio, neste caso uma pizzaria. Inicialmente vê-se confrontada com algo que não tinha desejado, mas o entusiasmo de Brandon, a persistência que demonstrou para conseguir colocar o seu projecto a funcionar, acabam por fazê-la encontrar um equilíbrio. Molly escreve de forma deliciosa. Para mim foi um prazer acompanhá-los nesta aventura.

Li também, Doces da Nossa Vida de Virgílio Nogueiro Gomes, para mim uma das grandes referências portuguesas em termos de história da alimentação. Este é um livro que nos transporta ao que de melhor temos na nossa doçaria, tanto popular como conventual. Para além das receitas, Virgílio conta-nos a história de muitos dos doces que marcam a nossa vida. Este livro é uma referência para quem se interessa sobre a cozinha tradicional portuguesa, e a doçaria em particular.

Maria de Lourdes Modesto publicou este mês Sabores com Histórias, um livro com receitas e vários textos sobre alimentos. Há uns anos li da autora, Palavra Puxa Receita, e assim que vi o seu novo livro à venda, com crónicas não resisti. A autora fala-nos sobre como escolher o azeite a usar, observa a atitude de alguns chefs da nossa praça sobre por exemplo o nome dos pratos no menu e relembra sempre a importância de preservar a cozinha tradicional portuguesa, que é importante inovar, mas com sabedoria. Maria de Lourdes Modesto é uma das minhas referências da cozinha portuguesa.

Da pucarinha de barro ao restaurante de luxo - reflexões gastronómicas de Maria Antónia Goes, é um dos livros que marca também as leituras de Outubro. Como o título indica, a autora apresenta um conjunto de crónicas sobre os mais diversos assuntos, desde as mesas dos reis, ao uso do garfo, passando pela utilização das ervas na cozinha popular, a importância do pão na alimentação de outros tempos, apresenta-nos algumas celebridades que deram nomes a pratos e até de restaurantes de luxo. O livro tem ao longo das crónicas várias receitas. Uma das iguarias apresentadas, que tal como a autora, não tenho grandes esperanças de vir a provar é o ortolan. Nunca tinha ouvido falar, mas pela descrição fiquei curiosa. « O ortolan é um passarinho lendário. Minúsculo, mas que uma vez metido numa gaiola e cevado, fica atafulhado em gordura. Tem fama de ter a mais deliciosa carne, gorda e fina, de perfume potente, aliada à textura tenra dos ossos que se podem comer como quem come jaquinzinhos fritos, salvo as devidas distâncias. Em França, quando se quer nomear um prato muito bom ou muito requintado, um manjar dos deuses, fala-se em ortolan », pág. 107. Este é um livro para quem gosta de saber um pouco mais sobre história da alimentação.

Como não posso experimentar o ortolan, rendo-me aos encantos de um lombo de salmão, que me soube às mil maravilhas.