Próximos Workshops
Porto 30 de Setembro de 2017
Sábado:
10h30 - 13h30      Receitas Rápidas para o Jantar
 
 
15h30 - 19h00      Vamos Fazer Pão?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de mistura com massa-mãe e fermentação longa


Adoro fazer pão em casa. Poder escolher as farinhas que quero usar, o tipo de fermento, é verdadeiramente gratificante. Apesar da simplicidade dos ingredientes que usamos, no fundo é apenas farinha, água, fermento e sal, a verdade é que fazer pão tem muito que se lhe diga. As massas são influenciadas por factores como a temperatura, a humidade da farinha, o tipo de água que usamos, o fermento. Com a prática vamos dominando estas diferentes variáveis e vão ver que fazer pão em casa só custa mesmo é começar. Depois é planear quando queremos ter pão quente na mesa para partilhar com a família e colocar as mãos na massa. Mesmo que nas primeiras vezes não obtenham os melhores resultados, não desistam. Caso não queiram amassar à mão, nesta altura, as máquinas são uma excelente ajuda. Podem usar a máquina do pão (só não aconselho cozerem o pão na máquina), o robot de cozinha ou a batedeira com o respectivo gancho para amassar. Lembrem-se, tudo o que nos facilite a vida na cozinha é muito bem-vindo!

Fazer pão com fermento industrial tornou-se ao longo dos tempos muito prático e mais ajustado à vida moderna. De há uns anos a esta parte, surgiu a vontade de recuperar o pão feito com fermento natural também conhecido por isco, o que em inglês se designa por starter, ou então como massa-mãe.

Por cá, ainda não se fala muito, apesar de já existirem padarias a apostar em pão com farinhas de qualidade, com trigo nacional, e com fermentações longas. As fermentações longas podem ser feitas com fermento industrial como já aqui vos mostrei. Um pão que teve tempo de levedar é um pão que desenvolveu sabor. Desde que comecei a fazer pão, que me interesso por perceber as diferentes maneiras que existem de fazer pão. Procuro fazer pães diferentes todas as semanas.

Partilho, hoje, convosco, um pão de mistura feito com fermento natural e com uma fermentação longa, que cá em casa adorámos. Assim que sai do forno, tenho logo que provar, principalmente para ver como ficou o miolo. Pareço uma criança numa loja de brinquedos a escolher os presentes de Natal! Conseguem imaginar o entusiasmo? E vocês, aceitam o desafio, Vamos fazer pão?

Relembro que quem quiser começar a fazer pão em casa, ou melhorar as suas técnicas, no próximo dia 30 de Setembro, vou dinamizar, no Porto, o workshop Vamos Fazer Pão?.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Goraz assado no forno com batatas


Nos meus pratos adoro usar ervas aromáticas. Em termos alimentares, o uso das ervas é uma forma de reduzirmos o consumo de sal, para além de darem cor aos nossos pratos e de serem uma excelente fonte de tempero ou de sabor. Podemos consumir as ervas aromáticas frescas ou secas. Sendo que secas, algumas acabam por perder um pouco da força do seu aroma. As ervas podem ser usadas em todos os pratos que possamos fazer, inclusive em pão, sobremesas ou bolos. De vez em quando, coloco nos meus batidos hortelã. Dá um sabor mentolado, fresco, tão bom!

Cá em casa, procuro ter sempre ervas frecas prontas a usar, para além das tradicionais, salsa, coentros e hortelã, gosto de ter manjericão e tomilho. No Domingo passado, fiz para o almoço um peixe assado com batatas, enriquecido com os sabores frescos dos coentros e do tomilho. As ervas aromáticas dão sabor aos nossos pratos. Usem-nas!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Bolo de cenoura com coco e nozes


Há fins-de-semana em que gostamos de ficar em casa, para quebrarmos as nossas rotinas e ganharmos fôlego para continuar. Estes fins-de-semana acabam também por ser preenchidos, mas a um ritmo que nos permite respirar e ao mesmo tempo descansar. É tão importante pararmos de vez em quando e quebrarmos as rotinas. As rotinas são importantes, ajudam-nos a organizar a vida familiar, as tarefas no trabalho mas de vez em quando sabe bem fugir daquilo que fazemos sempre da mesma maneira! Quando as rotinas se tornam rígidas a vida perde a sua autenticidade.

Nestes fins-de-semana não programamos o despertador. Preparamos os pequenos-almoços com mais tempo. Gostamos de nos sentar à mesa, sem a rádio ou a televisão ligadas e tomamos as nossas refeições com tempo. Lê-se o jornal ou alguma revista com temas que nos tenham despertado a atenção. Vou ao mercado em busca das frutas e dos legumes frescos da época. Ao final da tarde, damos um passeio no parque a poucos metros da nossa casa. Damos as mãos. Tomamos café numa esplanada, muitas vezes com vista para o Tejo. Compro flores para as jarras da sala e da cozinha. Olhamos para o céu e sonhamos com as coisas boas que a vida, ainda de certeza, nos têm para oferecer.

«A vida acontece todos os dias.» E todos os dias devemos procurar viver de forma feliz. A felicidade conquista-se através da soma das pequenas coisas que nos fazem sorrir ou que nos deixam o coração a pular de alegria. Às vezes, só temos que as procurar ou fazer com que aconteçam!

Para nos alegrar a tarde de Domingo, depois de um passeio, decidi fazer um bolo de cenoura com coco e nozes. Com um café, soube-nos tão bem! São também os pequenos prazeres da mesa que nos ajudam a sermos felizes.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Filetes de polvo com arroz


O Outono, a pouco e pouco, já se faz anunciar. Assim que os dias começam a ficar mais frios, cá por casa, começam a apetecer pratos que nos aqueçam o corpo e a alma. Pratos de forno ou a chamada comida de tacho. Pratos que nos confortem.

Um destes dias, para o almoço, fiz um prato que adoramos cá em casa, filetes de polvo com um arroz malandrinho do mesmo. Soube-nos tão bem! Gostam?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Doce de tomate com baunilha


O Verão é a altura do ano em que faço mais doces e compotas. E um dos meus doces preferidos é o de tomate. O tomate é um produto que nos chegou com os Descobrimentos. E como se cozinhava então sem este produto maravilhoso?

O tomate é nativo da região andina da América do Sul. Evidências genéticas demonstram que tem origem no Peru. Foram os conquistadores espanhóis que o trouxeram para a Europa e chamaram-lhe tomate. Esta designação resulta da palavra asteca tómatl, que significava “frutos roliços”, pois o tomate propriamente dito, era xitomatl. Ao contrário de outros alimentos vindos do novo mundo, o tomate, tal como a batata, foi encarado com desconfiança pelos europeus e remetido, durante décadas a planta ornamental. Em Inglaterra, fazia parte dos jardins reais. Só as classes mais pobres ou em alturas de escassez é que se recorria ao seu consumo. Os italianos chamaram-lhe pomo d'oro ou manzana dourada, o que poderá talvez querer dizer que o primeiro tomate que chegou à Europa seria de cor amarela. De Itália chegou a França, onde foi apelidado de pomme d'amour. Foram os italianos a incluir pela primeira vez o tomate num livro de receitas.

O tomate caracteriza a cozinha portuguesa. Tantos e tão bons são os pratos que levam tomate. Como se costuma dizer, em tempo de tomate não há más cozinheiras.

O tomate chega-nos na sua plenitude de sabor e doçura em Agosto. E este ano decidi aproveitar a produção da horta, em Santarém, e fazer doce de tomate. A receita que publico, hoje, foi com baunilha.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de abóbora com gengibre


Setembro é sempre um mês de recomeços. Com o regresso ao trabalho e à escola começamos a organizar as nossas rotinas, a pensar nos jantares e almoços da semana. A organizar as refeições a levar para o trabalho. Deixo-vos, hoje, na rubrica Vamos fazer pão, uma sugestão muito saborosa para fazerem as sandes dos vossos lanches: - Pão de abóbora com gengibre. Gostam desta combinação de ingredientes?

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salada de ameixa com tomate e queijo feta


Fazer saladas é quase um imperativo nos dias de Verão, pelo menos cá em casa. Como acompanhamento ou como prato principal, as saladas fazem parte das nossas refeições. O que me cativa neste tipo de pratos é, por um lado, o aspecto colorido, feliz, e por outro, a possibilidade de fazermos as mais variadas combinações de ingredientes.

Um destes dias, depois de uma reunião de trabalho, cheguei a casa já no limite para a hora de almoço. Abri o frigorífico e tirei ameixas, tomate, queijo feta e rúcula. O resultado foi uma salada cheia de sabor que nos agradou imenso. A ameixa em saladas fica tão boa!