quarta-feira, 28 de junho de 2017

Arroz de safio com camarão


Adoro o Verão. Dos dias quentes. Das comidas frescas. Das ida à praia. De comer gelados sem fim. Adoro o Verão, com calor. Com dias de sol e céu azul. De andar com chinelos nos pés. De vestir calções e camisolas de alsas. Gosto do Verão, mas não gosto destes dias que me fazem lembrar o Outono, de céu ora azul, ora cinzento, com o vento a passar apressado por entre as árvores e gotas de chuva grossas a caírem com força das nuvens negras que parecem ter saudades do Inverno.

E se os dias ficam mais frescos, cá em casa optamos por pratos mais quentes. Para o almoço, na segunda-feira, preparei um arroz de peixe, com um sabor a mar intenso e feliz.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Como fazer lemon curd?


O lemon curd é um creme feito com sumo de limão, ovos, açúcar e manteiga. É bom para rechear bolos, usar em tartes ou nas sobremesas de copinhos. Fica delicioso misturado com iogurte, barrado em tostas ou em fatias de pão para um lanche. Fica tão bem servido com panquecas para os pequenos-almoços de domingo. Pelos seus múltiplos usos é bom ter um frasco de lemon curd no frigorífico pronto a usar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Salada de requeijão com morangos e frutos secos


É tempo de festejar a chegada do Verão. Todos os anos penso numa pequena lista de coisas que gostaria de fazer durante os meses em que a rotina abranda e a vontade de aproveitar o sol e o mar, é mais que muita. Este ano, entre as coisas que quero fazer, conto voltar à universidade, para umas formações de curta duração. Espero fazer mais fotos de frutas e de legumes que me chegam da horta. Gostava de viver um pouco mais a cidade, de ir a exposições, de me levantar cedo num dos fins-de-semana que se aproximam e ir tomar um café numa das esplanadas da Gulbenkian, sítio que tanto adoro e do qual já tenho saudades. Conto retomar as minhas caminhadas dos 10.000 passos, duas vezes por semana, agora que os dias são mais inspiradores. E já estou a fazer uma lista de leituras com sabor a Verão!

Na cozinha, cá em casa, festeja-se o Verão com sumos, gelados, sopas frias e muitas saladas deliciosas. A última que preparei foi para a rubrica da Oliveira da Serra que lançou recentemente quatro novos vinagres feitos com frutas portuguesas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com arandos e trigo sarraceno


Vamos fazer pão? Às sextas-feiras, há sempre pão fresco aqui no Cinco Quartos de Laranja. Pode ser um pão doce simples ou enriquecido. Pode ser um pão feito usando o método directo, ou seja misturar todos os ingredientes, amassar, deixar levedar, enrolar, levedar mais um pouco e levar ao forno. Ou com pré-fermentos. Tenho feito pão com poolish e com biga. Já vos expliquei como faço o meu fermento natural de centeio (conhecido também como isco, mãe, levedura líquida, crescente, etc..). Partilhei convosco as vantagens de fazer pão usando um tacho de ferro fundido. Para quem faz pão regularmente em casa, aconselho o investimento num bom tacho ou panela. Faz mesmo a diferença, na cozedura do pão, deixa a crosta muito estaladiça.

Podemos fazer pão de várias maneiras. Volto, hoje, a falar-vos da autólise. Este método foi divulgado pelo professor francês Raymond Calvel nos anos 70 do século passado, que estudou os benefícios de misturar a farinha com a água e deixá-la descansar durante, aproximadamente, 20 a 30 minutos, antes de adicionar o sal, o fermento ou outros elementos que queiramos colocar na massa para enriquecer o nosso pão. Durante o período de descanso a massa começa a desenvolver-se. Ou seja, a água vai « ligar as proteínas formadoras de glúten, além de iniciar a atividade enzimática nativa na farinha: amílase, convertendo açúcares; e protease, quebrando as proteínas promovendo extensibilidade (capacidade da massa se prolongar), balanceando então a elasticidade (capacidade de retrair) afim de permitir uma massa mais expansível. » Este processo deixa a massa elástica o que facilita imenso o nosso trabalho ao amassar. Depois de fazerem pão usando este método, vão ver que amassar à mão se torna tão fácil! Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Biscoitos de limão com aveia


Se há coisa que adoro é biscoitos. Procuro ter sempre um frasco com biscoitos cá em casa. Para acompanhar um café, a meio da manhã, ou para colocar na mesa, a seguir ao jantar. Acompanham tão bem uma chávena de chá. Há dias, enquanto preparo o almoço ou o jantar, coloco a mão dentro do frasco e tiro um biscoito. É daqueles prazeres inocentes, que sabem tão bem!

Deixo-vos, hoje, a receita dos últimos biscoitos que fiz para ter cá em casa.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bifes de peru na frigideira


Abro a janela da sala e olho os campos em volta. Curioso como em poucos dias a vegetação verde, viçosa, deu lugar a um manto em tons de terra. É a chegada do Verão.

E Verão é sinal de tempo quente. De férias. De idas à praia. De noites dormidas com a janela aberta. De comidas frescas. Cá em casa, nestes dias de grande calor, pouco se cozinha. Fazem-se saladas, sopas frias ou outras alternativas que se revelem rápidas de preparar.

Um destes dias, para o jantar, fiz uns bifes de peru na frigideira com uma mão cheia de ervas, sumo de limão e dentes de alho. Souberam tão bem com uma salada de verdes. Preparam-se num instante!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Doce de nêspera com Moscatel


Sinto-me muito grata por ter um quintal com uma horta e árvores de fruto. Desde que lembro que os meus pais cuidam da horta. Ao longo dos anos, foram escolhendo as árvores de fruto a plantar. Para terem uma ideia, no nosso quintal, temos pessegueiros, e este ano estão carregados de pêssegos, ameixoeiras de pelo menos três variedades, laranjeiras, um limoeiro, oliveiras, uma pereira, um marmeleiro, figueiras, dois diospireiros, e nespereiras, duas delas, na rua, frente à casa.

Quando estão maduras, quem passa na rua, não resiste a parar e a apanhar duas ou três nêsperas. Talvez por isso, todos os anos estas árvores se enchem de fruta. Dão, felizmente, tantas nêsperas que chegam para toda a gente. Nos finais de Maio quando passei por Santarém trouxe uma caixa com nêsperas. Guardei-as no frigorífico. Fomos comendo, e num destes dias, decidi usar as que restavam num delicioso doce com vinho Moscatel.