Próximos Workshops
Porto 30 de Setembro de 2017
Sábado:
10h30 - 13h30      Receitas Rápidas para o Jantar
 
 
15h30 - 19h00      Vamos Fazer Pão?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de mistura com massa-mãe e fermentação longa


Adoro fazer pão em casa. Poder escolher as farinhas que quero usar, o tipo de fermento, é verdadeiramente gratificante. Apesar da simplicidade dos ingredientes que usamos, no fundo é apenas farinha, água, fermento e sal, a verdade é que fazer pão tem muito que se lhe diga. As massas são influenciadas por factores como a temperatura, a humidade da farinha, o tipo de água que usamos, o fermento. Com a prática vamos dominando estas diferentes variáveis e vão ver que fazer pão em casa só custa mesmo é começar. Depois é planear quando queremos ter pão quente na mesa para partilhar com a família e colocar as mãos na massa. Mesmo que nas primeiras vezes não obtenham os melhores resultados, não desistam. Caso não queiram amassar à mão, nesta altura, as máquinas são uma excelente ajuda. Podem usar a máquina do pão (só não aconselho cozerem o pão na máquina), o robot de cozinha ou a batedeira com o respectivo gancho para amassar. Lembrem-se, tudo o que nos facilite a vida na cozinha é muito bem-vindo!

Fazer pão com fermento industrial tornou-se ao longo dos tempos muito prático e mais ajustado à vida moderna. De há uns anos a esta parte, surgiu a vontade de recuperar o pão feito com fermento natural também conhecido por isco, o que em inglês se designa por starter, ou então como massa-mãe.

Por cá, ainda não se fala muito, apesar de já existirem padarias a apostar em pão com farinhas de qualidade, com trigo nacional, e com fermentações longas. As fermentações longas podem ser feitas com fermento industrial como já aqui vos mostrei. Um pão que teve tempo de levedar é um pão que desenvolveu sabor. Desde que comecei a fazer pão, que me interesso por perceber as diferentes maneiras que existem de fazer pão. Procuro fazer pães diferentes todas as semanas.

Partilho, hoje, convosco, um pão de mistura feito com fermento natural e com uma fermentação longa, que cá em casa adorámos. Assim que sai do forno, tenho logo que provar, principalmente para ver como ficou o miolo. Pareço uma criança numa loja de brinquedos a escolher os presentes de Natal! Conseguem imaginar o entusiasmo? E vocês, aceitam o desafio, Vamos fazer pão?

Relembro que quem quiser começar a fazer pão em casa, ou melhorar as suas técnicas, no próximo dia 30 de Setembro, vou dinamizar, no Porto, o workshop Vamos Fazer Pão?.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Goraz assado no forno com batatas


Nos meus pratos adoro usar ervas aromáticas. Em termos alimentares, o uso das ervas é uma forma de reduzirmos o consumo de sal, para além de darem cor aos nossos pratos e de serem uma excelente fonte de tempero ou de sabor. Podemos consumir as ervas aromáticas frescas ou secas. Sendo que secas, algumas acabam por perder um pouco da força do seu aroma. As ervas podem ser usadas em todos os pratos que possamos fazer, inclusive em pão, sobremesas ou bolos. De vez em quando, coloco nos meus batidos hortelã. Dá um sabor mentolado, fresco, tão bom!

Cá em casa, procuro ter sempre ervas frecas prontas a usar, para além das tradicionais, salsa, coentros e hortelã, gosto de ter manjericão e tomilho. No Domingo passado, fiz para o almoço um peixe assado com batatas, enriquecido com os sabores frescos dos coentros e do tomilho. As ervas aromáticas dão sabor aos nossos pratos. Usem-nas!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Bolo de cenoura com coco e nozes


Há fins-de-semana em que gostamos de ficar em casa, para quebrarmos as nossas rotinas e ganharmos fôlego para continuar. Estes fins-de-semana acabam também por ser preenchidos, mas a um ritmo que nos permite respirar e ao mesmo tempo descansar. É tão importante pararmos de vez em quando e quebrarmos as rotinas. As rotinas são importantes, ajudam-nos a organizar a vida familiar, as tarefas no trabalho mas de vez em quando sabe bem fugir daquilo que fazemos sempre da mesma maneira! Quando as rotinas se tornam rígidas a vida perde a sua autenticidade.

Nestes fins-de-semana não programamos o despertador. Preparamos os pequenos-almoços com mais tempo. Gostamos de nos sentar à mesa, sem a rádio ou a televisão ligadas e tomamos as nossas refeições com tempo. Lê-se o jornal ou alguma revista com temas que nos tenham despertado a atenção. Vou ao mercado em busca das frutas e dos legumes frescos da época. Ao final da tarde, damos um passeio no parque a poucos metros da nossa casa. Damos as mãos. Tomamos café numa esplanada, muitas vezes com vista para o Tejo. Compro flores para as jarras da sala e da cozinha. Olhamos para o céu e sonhamos com as coisas boas que a vida, ainda de certeza, nos têm para oferecer.

«A vida acontece todos os dias.» E todos os dias devemos procurar viver de forma feliz. A felicidade conquista-se através da soma das pequenas coisas que nos fazem sorrir ou que nos deixam o coração a pular de alegria. Às vezes, só temos que as procurar ou fazer com que aconteçam!

Para nos alegrar a tarde de Domingo, depois de um passeio, decidi fazer um bolo de cenoura com coco e nozes. Com um café, soube-nos tão bem! São também os pequenos prazeres da mesa que nos ajudam a sermos felizes.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Filetes de polvo com arroz


O Outono, a pouco e pouco, já se faz anunciar. Assim que os dias começam a ficar mais frios, cá por casa, começam a apetecer pratos que nos aqueçam o corpo e a alma. Pratos de forno ou a chamada comida de tacho. Pratos que nos confortem.

Um destes dias, para o almoço, fiz um prato que adoramos cá em casa, filetes de polvo com um arroz malandrinho do mesmo. Soube-nos tão bem! Gostam?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Doce de tomate com baunilha


O Verão é a altura do ano em que faço mais doces e compotas. E um dos meus doces preferidos é o de tomate. O tomate é um produto que nos chegou com os Descobrimentos. E como se cozinhava então sem este produto maravilhoso?

O tomate é nativo da região andina da América do Sul. Evidências genéticas demonstram que tem origem no Peru. Foram os conquistadores espanhóis que o trouxeram para a Europa e chamaram-lhe tomate. Esta designação resulta da palavra asteca tómatl, que significava “frutos roliços”, pois o tomate propriamente dito, era xitomatl. Ao contrário de outros alimentos vindos do novo mundo, o tomate, tal como a batata, foi encarado com desconfiança pelos europeus e remetido, durante décadas a planta ornamental. Em Inglaterra, fazia parte dos jardins reais. Só as classes mais pobres ou em alturas de escassez é que se recorria ao seu consumo. Os italianos chamaram-lhe pomo d'oro ou manzana dourada, o que poderá talvez querer dizer que o primeiro tomate que chegou à Europa seria de cor amarela. De Itália chegou a França, onde foi apelidado de pomme d'amour. Foram os italianos a incluir pela primeira vez o tomate num livro de receitas.

O tomate caracteriza a cozinha portuguesa. Tantos e tão bons são os pratos que levam tomate. Como se costuma dizer, em tempo de tomate não há más cozinheiras.

O tomate chega-nos na sua plenitude de sabor e doçura em Agosto. E este ano decidi aproveitar a produção da horta, em Santarém, e fazer doce de tomate. A receita que publico, hoje, foi com baunilha.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de abóbora com gengibre


Setembro é sempre um mês de recomeços. Com o regresso ao trabalho e à escola começamos a organizar as nossas rotinas, a pensar nos jantares e almoços da semana. A organizar as refeições a levar para o trabalho. Deixo-vos, hoje, na rubrica Vamos fazer pão, uma sugestão muito saborosa para fazerem as sandes dos vossos lanches: - Pão de abóbora com gengibre. Gostam desta combinação de ingredientes?

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salada de ameixa com tomate e queijo feta


Fazer saladas é quase um imperativo nos dias de Verão, pelo menos cá em casa. Como acompanhamento ou como prato principal, as saladas fazem parte das nossas refeições. O que me cativa neste tipo de pratos é, por um lado, o aspecto colorido, feliz, e por outro, a possibilidade de fazermos as mais variadas combinações de ingredientes.

Um destes dias, depois de uma reunião de trabalho, cheguei a casa já no limite para a hora de almoço. Abri o frigorífico e tirei ameixas, tomate, queijo feta e rúcula. O resultado foi uma salada cheia de sabor que nos agradou imenso. A ameixa em saladas fica tão boa!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Workshop Vamos Fazer Pão? no Porto


No próximo dia 30 de Setembro de 2017, sábado, quem quer vir fazer pão? Das 15h30 às 19h00, no WORK espaço criativo, no Porto, terá lugar o workshop Vamos Fazer Pão?. Este é um workshop para quem quer começar a fazer pão em casa ou para quem já faz mas quer melhorar as suas técnicas.

O workshop divide-se em duas partes, uma parte teórica onde iremos falar sobre os diversos métodos de fazer pão - método directo e método indirecto (pré-fermentos e massa-mãe). Serão abordados também os diferentes elementos que constituem o pão: farinhas, sal, água e fermento, assim como as técnicas de amassar, levedar, enrolar a massa para pães de diferentes formatos e indicações sobre as melhores formas de cozer pão em casa como se fosse na padaria.

Este workshop procura mostrar como se pode fazer bom pão em casa, usando diferentes técnicas. No final, depois do pão cozido, juntamo-nos à volta da mesa e degustamos tudo o que foi preparado, em jeito de festa. Vamos Fazer Pão?

Inscrições e mais informações:
work@sott.pt   WORK espaço criativo
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

Workshop Receitas Rápidas para o Jantar no Porto


No próximo dia 30 de Setembro de 2017, sábado, irá decorrer o workshop Receitas Rápidas para o Jantar, das 10h30 às 13h30 no WORK espaço criativo no Porto.

Com o regresso ao trabalho, organizar as rotinas, a escola dos filhos, acaba por sobrar pouco tempo para pensar e preparar o jantar, um das refeições que junta normalmente, à volta da mesa, toda a família. Neste workshop vamos preparar várias sugestões rápidas e muito práticas para vos ajudarem a preparar o jantar num abrir e fechar de olhos. Iremos fazer pratos de peixe, de carne, iremos usar massas e preparar também opções muito saudáveis que podem servir para levar no dia seguinte para o almoço no trabalho. Fazem-me companhia?

Inscrições e mais informações:
work@sott.pt   WORK espaço criativo
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Hambúrguer de frango com cenoura


Já se nota nos dias o Outono a querer fazer-se anunciar. As manhãs mais frescas, a noite a chegar cada vez mais cedo. Na horta, apanham-se as últimas colheitas de tomate e pimentos. Cá por casa, as rotinas ainda são com sabor a Verão. Tentamos aproveitar os dias de sol da melhor forma possível.

Um destes dias, para um almoço num dia quente de Setembro, decidi fazer hambúrgueres de frango grelhados. Há já algum tempo que não fazia e souberam-nos muito bem, servidos com uma enorme salada de verdes e tomate cereja. Também costumam fazer hambúrgueres em casa?

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Workshop Receitas para o Outono em Algés


No sábado, dia 23 de Setembro de 2017 das 10h30 às 13h30, vamos realizar um workshop na A Loja dos Cozinheiros, em Algés. Este workshop é oferecido aos leitores do blogue pela Pescanova.

Iremos preparar receitas muito práticas que depois podem reproduzir em casa. Cada uma delas, irá ter um ingrediente Pescanova em destaque. Serão receitas com sabor a Outono, que nos vão deixar com água na boca.

A Pescanova vai oferecer convites duplos para este workshop. Quem quiser participar basta:

- Levar consigo um exemplar do meu livro O Livro de Petiscos da Isabel;

- Inscrever-se através do preenchimento do formulário a seguir apresentado, até às 24h do dia 19 de Setembro de 2017.

Serão seleccionados aleatoriamente 8 convites duplos para o workshop. Os contemplados serão contactados, a partir do dia 20 de Setembro de 2017. Cada convite é válido para duas pessoas.

Inscrevam-se. É uma oportunidade muito especial!



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de batata-doce com massa mãe


Fazer pão, cá em casa, é sempre um verdadeiro prazer. Gosto de ter o meu pão. Sei que farinhas uso, posso escolher o tipo de fermento ou de fermentos a colocar no pão. Posso fazer fermentações curtas ou deixar a massa ganhar sabor e optar por fermentações mais longas.

Nos pães que vou fazendo, para além de misturar farinhas, gosto, umas vezes, de juntar sementes, outras, frutos secos ou frutas desidratadas, outras ainda, legumes. Pode-se fazer pão de quase tudo. O pão com o ingrediente menos comum que já comi foi com couve galega cortada como se fosse para o caldo caldo-verde!

A receita que vos trago, hoje, é com batata-doce laranja assada. Fica um pão tão bonito e especial. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Agosto é sempre um mês feliz


Agosto foi o mês em que nasci. Por mais altos e baixos que os dias nos tragam. Por mais problemas ou dores de cabeça que possamos ter com o trabalho, com os filhos, com a casa, com a família, celebrar a vida é sempre o mais importante. Por isso, para mim, o mês de Agosto é sempre um mês feliz.

Em Agosto estive na Feira do Livro da Figueira da Foz, desta vez com um showcooking no Mercado Eng. Silva, que no sábado de manhã, em que lá estive, estava numa verdadeira azáfama. Bancadas cheias de produtos frescos e apetitosos e muitas pessoas. Eu adoro mercados, os cheiros, a variedade de produtos, a apresentação, para mim, são sempre fonte de inspiração. As receitas que apresentei foram do meu último livro, O Livro de Petiscos da Isabel.


Fui cozinhar, pela primeira vez, a Espinho. Participei no Festival Oito24 com um showcooking no mercado onde apresentei receitas com sabor a mar do meu livro de petiscos. Obrigada a todos os que assistiram ao meu trabalho. A vossa presença dá-me a força que preciso para continuar.


Na horta, em Santarém, deu-se uma explosão de abundância durante Agosto e, cá a casa, chegaram figos, pêssegos, ameixas, uvas e muito, muito tomate. Este é um ingrediente que adoro. Gosto tanto que penso que deveríamos ter um Dia Nacional do Tomate, para honrar um dos ingredientes que caracteriza a nossa cozinha e onde somos, a nível mundial, o terceiro maior produtor. Com o tomate da horta fiz doce e molho de tomate que congelei em sacos para ir usando durante o ano.

Para aproveitar a abundância de fruta que me foi chegando decidi fazer durante o mês de Agosto todos os dias um batido com fruta que fui partilhando nas stories da página de Instagram do Cinco Quartos de Laranja. Fiz batidos com ameixas, branca e vermelha, pêssegos, nectarinas, pêras, figos. Combinei frutas. Usei leites diferentes. Misturei ervas frescas, sementes, especiarias e óleo de coco. Um dos que fiz, partilhei convosco. Começar os dias quentes de verão com um batido fresquinho sabe tão bem!

Em Agosto, fui à praia. Sabe sempre tão bem ouvir o mar, passear com os pés descalços pela areia molhada, olhar para o céu azul limpo e inspirar fundo. Gosto do mar! É revigorante sentir o seu cheiro, a sua energia. Uma das tradições do primeiro dia do ano, cá em casa, é ir ver o mar.

O livro escolhido para ler em Agosto foi Renascer de Kamal Ravikant. Foi a primeira vez que li uma obra deste autor. O que me levou a lê-lo foi o facto de o protagonista percorrer o Caminho de Santiago a partir de França, como peregrino. Já estive em Santiago de Compostela, mas fazer o caminho deve ser uma experiência pessoal, espiritual, muito gratificante. Existe também um caminho português. Quem sabe um dia, se não me meto ao caminho?!


Em Agosto, conheci pessoas novas. Jantei com amigos de longa data. Voltei à Universidade. Pensei em cuidar mais de mim. Escrevi um conto. Fiz pão todas as semanas. Apanhei amoras. Comi figos e abrunhos apanhados por mim. São as pequenas coisas que dão tempero à vida!

Em Agosto, olhei para as estrelas, passeei junto ao Tejo, abracei algumas das pessoas que me querem sempre bem. Em Agosto dancei. Ri-me. Brindei às coisas boas da vida e àqueles que me são queridos. Nos balanços da vida, o que importa são as coisas positivas, as sensações boas que recordamos com alegria. O que fica, é sempre a memória. A nossa memória de como vivemos ou de como os outros nos fizeram sentir.


Setembro é um mês de recomeços. É um mês de renovações. É sempre tempo de começar de novo ou recomeçar! Que Setembro nos traga a possibilidade de nos desafiarmos a percorrer novos caminhos ou a agarrar oportunidades, que nos encha o coração com a alegria das coisas boas, que nos traga sorrisos todos os dias. Bem-vindo Setembro!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Doce de melão com pêra


O doce faz parte da vida. Há dias ou momentos em que uma coisinha doce nos anima o corpo e espevita a alma. Bolos e biscoitos fazem parte dos lanches, almoços e até pequenos-almoços, cá de casa, dependendo dos dias. Com peso e medida, claro! Cá em casa, gostamos também de servir doces ou compotas, caseiros, feitos com a fruta da horta, para acompanhar alguns dos momentos do nosso dia.

Adoro uma fatia de pão torrado barrada com doce. É uma maneira reconfortante de começar o dia! E se for com uma camada de queijo creme, é tão bom! Os doces e compotas podem também ser servidos com uma tábua de queijos. A verdade é quando se gosta de algo, há sempre motivos para o saborearmos. Com o intuito de aproveitar a abundância de fruta que trago do quintal, este ano acho que bati o recorde de doces e compotas feitos, em casa, nesta altura do ano. A receita que vos trago, hoje, junta melão e pêra. Fica tão bom!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Salada de toranja com beterraba e queijo


Setembro marca a chegada do fim do verão. Os dias amanhecem mais frescos. A noite, a pouco e pouco, chega mais cedo. Por isso, temos que viver e aproveitar estes últimos dias desta estação da melhor forma possível. Aqui ficam oito sugestões para aproveitarem os últimos dias de Verão:

1) Façam uma lista das coisas que ainda gostariam de fazer e não querem deixar para o ano. Aproveitem os finais de tarde para passear num jardim, ao pé do rio ou saborear a chegada do pôr-do-sol na esplanada mais próxima. Uma das coisas maravilhosas do verão, é podermos aproveitar o bom tempo e sair de casa, apanhar sol, olhar para o céu azul ou para as estrelas, é sempre tão inspirador!

2) Escolham um livro. Ou melhor um romance de verão, daqueles com sabor a férias, que se lêem muito bem e que no final nos fazem sorrir de bem com a vida. Há livros que só leio no verão. Também são assim?

3) Façam uma playlist com músicas de verão. Músicas que vos façam dançar, sorrir ou que vos deixem felizes;

4) Façam um piquenique ou um almoço com grelhados para toda a família. É sempre uma verdadeira festa e uma forma deliciosa de aproveitar os últimos dias de verão;

5) Verão rima com limonadas, sangrias e outras bebidas bem fresquinhas. Ainda vão a tempo!

6) Apanhar fruta é uma actividade de verão. Pêssegos, abrunhos, ameixas, pêras, amoras ... Este contacto com a natureza, com a comida que acho tão especial. Há quintas que permitem a visita com a apanha de fruta. As crianças vão adorar!

7) Visitem um mercado ou como se dizia antigamente, uma praça. A fruta, os legumes, o peixe ... têm uma cor e um cheiro tão especial. São sempre visitas inspiradoras;

8) Aproveitem as frutas e os legumes de verão e façam batidos e saladas. Saladas coloridas, cheias de isto e daquilo. Nas saladas cabe um mundo de sabor!

E para vos inspirar a saborear da melhor forma os últimos dias de verão, deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Bolo de amêndoa com pêssego


Setembro é um mês de recomeços. Para muitos, hoje, é dia de regresso ao trabalho depois das férias. O regresso, entrar nas rotinas, custa sempre um pouco. Para mim, Setembro assemelha-se a Janeiro, um mês em que fazemos planos, traçamos objectivos para irmos realizando ao longo do ano. Em Setembro, costumo fazer o balanço do que ainda quero fazer, quais os livros que quero ler, entre outras coisas que me ajudem a dar colorido à minha vida. A vida só tem piada quando tentamos fazer coisas que nos deixem felizes, realizados!

Às vezes, depois de um dia de trabalho não apetece participar numa palestra, não apetece ir ao ginásio, não apetece ir ao cinema, ler, fazer uma caminhada, tomar café com uma amiga para dois dedos de conversa. Nestas alturas, devemos pensar o que queremos da nossa vida e como é que a queremos viver. A resposta que dermos, vai-nos dar força para fazermos muitas e deliciosas coisas. Não deixem que a rotina se instale! Ela é cómoda, no início traz conforto, zonas de segurança mas depois domina-nos.

E para começarmos esta semana, ou o regresso ao trabalho, de forma bem doce, deixo-vos um bolo que preparei com os pêssegos que trouxe do quintal em Santarém.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Um ano de Vamos Fazer Pão


A rubrica Vamos Fazer Pão faz um ano. A paixão por fazer pão começou com a minha mãe. Cresci a vê-la fazer pão todas as semanas, cozido em forno de lenha, para toda a família. Quando decidi fazer pão, de forma regular, tive que perceber como se poderia fazer bom pão com um forno de casa. Agradeço a todos os chefs com quem aprendi muito sobre massas lêvedas e pão, entre eles contam-se Hugo Florentino, Inácio Berlinda, Mário Rolando, Nuno Branco, Rui Matias e Tiago Martins. Quando se começa a fazer pão descobre-se rapidamente que vamos estar sempre a aprender. As massas, a fermentação, a cozedura, são um mundo.

Para mim, o prazer de ver a massa a crescer é simplesmente mágico. Há vida nas massas e essa vida conquista-nos. Assim que começamos a fazer pão em casa apaixonamo-nos e queremos, cada vez, fazer mais e melhor. O pão é um alimento maravilhoso, feito com uma simplicidade aparente. Farinha, sal, água e fermento podem ser misturados e trabalhados de modo a fazerem pão cheio de sabor. E foi isso que tentei mostrar-vos ao longo de muitas sextas-feiras em que vos desafiei a fazer pão em casa. Ao longo deste último ano partilhei convosco estas receitas de pão:




Quais os vossos preferidos? Vamos fazer pão?

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Salada de massa com camarão e mexilhão


A magia do verão faz-se de sol e mar. Faz-se de tempo. De roupas frescas. De gelados e de sorrisos à volta da mesa. Gosto dos dias grandes de verão, cheios de luz, que nos permitem desfrutar de tudo o que nos rodeia de forma tão especial.

O verão tem magia. Deixa-nos andar com roupas leves e de chinelos nos pés. Leva-nos até à praia. Senta-nos nas esplanadas junto ao mar a ver o pôr-do-sol. Leva-nos a reunir a família e os amigos à volta da mesa. Gosto tanto das comidas de verão. Das sopas frias, dos pratos de marisco - tantas vezes se come amêijoas, camarão ou mexilhão - para petiscar ou em jeito de refeição, do peixe grelhado na brasa, das saladas, frescas e cheias de cor.

Para celebrar a magia do verão, deixo-vos, hoje, uma salada com sabor a mar desenvolvida para a rubrica Pescanova.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Doce de tomate com maçã e canela


Tenho tão boas recordações de fazer doce de tomate, nos dias quentes do mês de Agosto, com a minha mãe. Não sei se é por isso ou não, mas o doce de tomate é sem dúvida um dos meus preferidos.

O tomate é um ingrediente que adoro. Faz parte da nossa cozinha de Norte a Sul do país e sou defensora de termos um Dia Nacional do Tomate, ou não fosse Portugal, o terceiro maior produtor do mundo deste versátil fruto.

Este ano, temos na horta muito tomate, principalmente tomate coração-de-boi. Para lhe dar destino já fiz molho de tomate e agora decidi começar a usá-lo nos doces e compotas, que adoro fazer nesta altura do ano. A receita de hoje junta tomate, maçã e canela. Um combinação deliciosa.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Batido de ameixa com framboesas e sementes de chia


O mês de Agosto é um mês de abundância em termos de fruta. Como temos, na zona de Santarém, um quintal com árvores de fruto, chega a esta altura e temos fartura de fruta boa que queremos aproveitar da melhor forma. É uma maneira de dignificar o que a natureza nos oferece.

Um dos destinos que costumo dar à abundância de fruta, é fazer doces e compotas. Este ano não foi excepção. Mas, este ano, decidi fazer uma outra coisa. Começar todos os meus dias do mês de Agosto com um batido. Um batido com fruta da época, fresca que trago do quintal. Depois a essa fruta acrescento outros ingredientes que ajudam a tornar o batido mais saboroso.

Quem acompanha as stories do Cinco Quartos de Laranja no Instagram deve, por certo, ter visto alguns dos batidos feitos. Confesso tem sido um exercício de criatividade fabuloso. Quando comecei, pensei: - será que vou conseguir? Mas a verdade, é que cá em casa temos tido um batido diferente todos os dias. Fresquinho sabe tão bem!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Workshop Vamos Fazer Pão? em Lisboa


No próximo dia 10 de Setembro de 2017, Domingo, quem quer vir fazer pão? Das 14h às 18h, na escola de cake design IstoFaz-se, em Lisboa, terá lugar o workshop Vamos Fazer Pão?. Este é um workshop para quem quer começar a fazer pão em casa ou para quem já faz mas quer melhorar as suas técnicas.

O workshop divide-se em duas partes, uma parte teórica onde iremos falar sobre os diversos métodos de fazer pão - método directo e método indirecto (pré-fermentos e massa-mãe). Serão abordados também os diferentes elementos que constituem o pão: farinhas, sal, água e fermento, assim como as técnicas de amassar, levedar, enrolar a massa para pães de diferentes formatos e indicações sobre as melhores formas de cozer pão em casa como se fosse na padaria.

Este workshop procura mostrar como se pode fazer bom pão em casa, usando diferentes técnicas. No final, depois do pão cozido, juntamo-nos à volta da mesa e degustamos tudo o que foi preparado, em jeito de festa. Vamos Fazer Pão?

EUR 45 Inscrições e mais informações:
escola@istofaz-se.pt   218 078 640   IstoFaz-se
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Vamos fazer pão: Pão com quinoa e papaia


Fazer pão com massa-mãe é algo que preenche o nosso imaginário. Faz-nos lembrar o tempo em que as nossas avós amassavam e faziam pão. É um processo que nos traz memórias e nos faz pensar no sabor bom do pão de outrora.

Com a chegada do fermento industrial, o processo de fazer pão com massas-mãe foi sendo abandonado. É um processo demorado, exige alguma organização e na verdade, o fermento industrial revelou-se muito prático e eficaz.

É possível fazermos pão em casa com massas-mãe. O importante é começar e depois vai-se apurando as técnicas e o conhecimento sobre as massas. A receita que vos trago, hoje, é um pão delicioso feito com uma mistura de farinhas e papaia desidratada. Vamos fazer pão?


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Creme de lentilhas com abóbora


A comida, para mim, é sempre sinónimo de bem estar e felicidade. É uma maneira de nos sentirmos bem e de sermos felizes. A comida é sempre muito mais do que energia, tem emoções associadas.

Podemos comer de maneira a que o que ingerirmos nos deixe confortados, bem-dispostos, prontos para enfrentar, com motivação, os desafios do dia-a-dia. A comida é um dos caminhos que temos para sermos felizes. Gosto de comer bolos, chocolate, queijos, enchidos, gelados e muitas outras coisas que me deixam feliz. Mas gosto também de comer de forma equilibrada. Gosto de variar o que se come cá em casa. Preocupamo-nos cada vez mais com a nossa saúde. Podemos ser felizes a comer tudo o que queremos desde que consigamos encontrar o nosso equilíbrio.

E cá em casa, há quase sempre sopa às refeições. A sopa é um prato que ajuda a saciar, é uma forma de ingerirmos água e legumes.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Cuscuz de couve-flor com queijo feta e amêndoa


Cá em casa, procuramos fazer uma alimentação variada mas em que os legumes são, muitas vezes, a base para vários pratos ou acompanhamentos. Hoje em dia, fala-se muito em alimentação, alimentação saudável, super alimentos, mas para mim, a base de uma alimentação equilibrada está no consumo de legumes. Muitos de preferência!

A comida é sempre uma questão de sabor e é fundamental que nos saiba bem. Por vezes, temos que aprender a confeccionar os legumes de forma diferente do que estamos habituados. Cá em casa, gostamos muito de couve-flor. Se for cozida, resulta bem para acompanhar uma carne com o respectivo molho ou um caril de peixe, por exemplo. Mas a verdade, é que nos cansamos em termos de sabor da couve-flor quando é só cozida em água e sal. Por isso usamo-la, muitas vezes, assada no forno com azeite, alho, açafrão da Índia e por vezes sementes de cominhos. Come-se até sem vontade. Fica muito saborosa!

Quando se tenta fazer uma alimentação com muitos legumes acabamos por procurar maneiras diferentes de os cozinhar. A minha máxima, em termos de alimentação saudável, é variar. Não comermos sempre a mesma coisa e nem da mesma maneira. É importante abrirmos o nosso palato a novas aventuras em termos de sabor e textura. Aprende-se a gostar. O palato educa-se desde que nascemos. A couve-flor é um legume muito versátil e trago-vos, hoje, uma receita em que ela faz toda a diferença no prato.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Arroz de lulas


Cá em casa procuramos todos os dias ter uma alimentação variada e equilibrada, Iniciamos, normalmente, as refeições com sopa. Faço a maior parte das minhas sopas sem batata. Uso chuchu, curgete ou cabeça de nabo, em substituição. Procuramos fazer refeições, alternadamente, com pratos de carne e de peixe. Habitualmente, é, à sexta-feira que tentamos acabar com todas as sobras que existam no frigorífico. Nestes momentos, faz-se quase sempre uma grande salada como acompanhamento. Em todas as refeições procuro incluir vegetais e legumes, principalmente da época.

Nesta altura do ano, chega-me imenso tomate da horta que temos em Santarém. Gosto de o usar em sopas, saladas, em pão, nos doces e compotas. Mas um destes dias para o almoço resolvi fazer um prato de que já tinha saudades, arroz de lulas, malandrinho, com muito tomate.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Ideias para decorar frascos de doce


O Verão traz a abundância de frutas. No quintal, em Santarém, temos várias árvores que alimentam as fruteiras cá de casa, nesta altura do ano. O facto de termos um quintal com uma horta, onde produzimos frutas e legumes, é algo que me deixa muita grata. As frutas do quintal apanhadas por nós têm logo outro sabor! Costumo trazer ameixas, pêssegos, figos, uvas, abrunhos, melão, meloas, melancia e marmelos.

Talvez porque seja algo que me deixou boas recordações de infância, a verdade é que nesta altura do ano procuro fazer sempre doces de fruta para guardar e depois ir oferecendo aos amigos e à família.

Ao longo do ano vou guardando frascos de vidro. Lavo-os e retiro-lhes os rótulos. Quando a cola dos rótulos teima em não sair, depois das lavagens, ensopo um disco de maquilhagem em benzina e passo na zona com a cola. Sai logo! Gosto de guardar frascos de diferentes tamanhos e formas. Hoje em dia, encontram-se frascos de vidro facilmente à venda. Mas o facto de guardar os frascos de produtos que vamos consumindo é uma maneira de reciclar e de poupar. Era assim que fazíamos em casa da minha mãe e acho que gosto de fazer o mesmo.


Ao guardar frascos, de isto e daquilo, deparo-me com tampas diferentes, muitas têm a indicação do produto que usei. Ao oferecer, não gosto de dar um frasco com uma marca ou com a indicação do nome do produto original. A solução que encontrei é simples, forro as tampas dos frascos. Podemos forrá-las usando papel - gosto de usar papel pardo - ou tecido. Pode-se também usar papel autocolante.

O processo é simples, envolve cortar o papel ou o tecido com tamanho suficiente para forrar a tampa. E depois colar. Podem fazer um círculo no papel com a medida da tampa usando um compasso e depois com a tesoura recortar. Para obterem a medida, com uma régua tiram o diâmetro da tampa e depois juntam os centímetros referentes à altura. Um frasco com a tampa forrada, fica logo diferente.


Ao oferecer um doce ou compota, gosto que o frasco fique bonito. A notar-se que foi feito em casa mas com amor e muito carinho. Gosto de decorar os frascos com tampas. As tampas podem ser de tecido. Ou melhor, sobras de tecidos coloridos. Uso normalmente tecidos ao xadrez ou às bolinhas. Encontram-se facilmente à venda em lojas de tecidos, às vezes compro pedaços com medidas irregulares que já não têm saída e estão em saldo. Corto o tecido. Coloco em cima da tampa e prendo-o com um elástico. Depois uso ráfia ou outro tipo de material para atar e fazer um laço. As decorações podem ser alusivas à época. Por exemplo, no Natal, uso fitas mais coloridas e tecidos com motivos da quadra. Na Páscoa ou para o Dia da Mãe, uso tecidos e fitas alegres, com cores vivas.


Para além dos tecidos, gosto de usar papel para decorar as tampas dos frascos de doce. O processo é também muito simples. Recortam-se discos de papel com tamanho suficiente para tapar as tampas. Não se preocupem se os discos não ficarem bem recortados! No final, quando se coloca nos frascos até é giro não ficar tudo muito certinho.

Podem decorar o papel usando carimbos, com motivos ou dizeres. Eu gosto de usar os que podem ver na imagem em cima. Com um cordel colorido atam o papel ao frasco, ajuda para esta tarefa prenderem o papel previamente com um elástico, principalmente se fizerem esta operação sozinhos. Podem escrever na tampa o nome do doce ou então colocarem etiquetas com a designação e a data de confeccção.

Uso normalmente dois tipos de etiquetas que compro já feitas e onde é só escrever o que pretendemos. As que uso são para colocar penduradas no frasco, como podem ver nas fotografias. Há etiquetas que também se podem colar nos frascos. Mas gosto assim, de modo a que se veja também o doce, principalmente quando os frascos são mais pequenos.

Também costumam aproveitar a fruta da estação para fazerem doces e compotas? E como decoram os vossos frascos?

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Vamos fazer pão: Como fazer massa-mãe


Quando se faz pão, há processos que fazem toda a diferença no resultado final. Um dos processos mais importantes, no fabrico de pão, é a fermentação. Ela ocorre quando alguns dos açúcares presentes na farinha são convertidos em álcool e gás - dióxido de carbono. Outros aspectos importantes, envolvem o amassar, os tempos de descanso, o enrolar o pão e a cozedura no forno. Para fazermos pão, precisamos de tempo. Ou melhor, precisamos de dar tempo às massas para que a magia aconteça, que o sabor se desenvolva.

Ao longo das semanas, na rubrica Vamos fazer pão procurei explicar como podemos fazer pão em casa, usando o método directo ou recorrendo a pré-fermentos. Nos pré-fermentos apresentei-vos a biga e o poolish. Este último, é um pré-fermento líquido, que pode ser usado em massas pobres ou enriquecidas. Ainda vos quero falar da massa pré-fermentada e na esponja. Expliquei também como se pode fazer fermento natural. O fermento natural pode ser usado directamente para fazer pão, depois de ser refrescado, ou podemos fazer com ele, uma massa-mãe.

O termo massa-mãe, ou massas-mãe, com as suas leveduras selvagens preenche-nos o imaginário e remete-nos para processos ancestrais e artesanais de fazer pão. É como que um regresso às coisas autênticas, mas a designação mais correcta seria pré-fermento. A biga e o poolish também são conhecidos como massas-mãe. Há quem chame massa-mãe líquida ao poolish.


Mas, como podemos fazer uma massa-mãe a partir de um fermento natural?

Para responder a esta questão, consultei a obra A Arte do Pão de Emmanuel Hadjiandreou, onde nos aconselha a fazer a massa-mãe usando 15g de fermento natural, 150g de farinha e 150g de água morna. Fui-me apercebendo que há diferentes maneiras de fazer massa-mãe a partir do fermento natural. Acabei por seguir as indicações do livro Artisan Breads Every Day de Peter Reinhart, onde o autor apresenta a seguinte fórmula para a massa-mãe ( mother-starter ):

Farinha - 100%
Água filtrada - 75%
Cultura de fermento - 33,3%

A partir desta fórmula, comecei a fazer massa-mãe para muitos dos meus pães da seguinte maneira:

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Como podemos fazer uma alimentação saudável?


« Coma comida. Mas não em excesso. Vegetais, sobretudo. » - é desta forma que Michael Pollan começa o seu livro Em Defesa da Comida e do qual já aqui vos tinha falado. Esta frase define para mim os princípios do que considero ser uma alimentação saudável.

A grande maioria das vezes, penso que existe uma confusão entre comer de forma saudável e fazer dieta para emagrecer. Podemos mudar e reeducar os nossos hábitos alimentares para perdemos peso, mas podemos também querer comer de modo a vivermos melhor. A comida pode-nos trazer felicidade. E se nos privarmos constantemente, se não comermos um pecadinho de boca, em determinados momentos, a felicidade estará sempre fora do nosso alcance. E aqui, chegamos ao que eu considero ser o bom senso alimentar. Para comermos de forma saudável temos que encontrar um equilíbrio.

Nos finais de Julho, estive, a convite do Ministério da Saúde, na apresentação das estratégias para a Promoção da Alimentação Saúdavel, que decorreu no Mercado de Alvalade e contou com a presença de vários chefs portugueses de renome entre outras individualidades. Tive a possibilidade de participar num painel de debate ao lado da Raquel Fortes, do blogue It's Up to You.

( Fotografia de Rute Moura )

O documento com a estratégia pode ser consultado aqui. Nesta proposta, são apresentadas algumas linhas orientadoras em prol de uma alimentação saudável, que tem como principais objectivos « (...) incentivar o consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado nutricional dos cidadãos, com impacto direto na prevenção e controlo das doenças crónicas ».

Os hábitos alimentares dos portugueses revelam que nos últimos anos se têm afastado da Dieta Mediterrânea, considerada uma dieta de padrão saudável. Portugal tem elementos de herança cultural mediterrânica como os olivais, as vinhas, um estilo de vida de partilha à volta da mesa, feita com produtos frescos da época. Tem também um padrão alimentar Atlântico principalmente no norte do país.

O estilo de vida e as influências de outros modelos alimentares acabaram por se imporem no nosso dia-a-dia, levando-nos a abandonar, em parte, muitas das nossas heranças e tradições em termos de alimentação. Devido aos muitos problemas de saúde, relacionados com a alimentação, que têm vindo ao longo dos anos a aumentar, é importante falarmos do que comemos e do modo como comemos. Entre a correria de casa para o trabalho, muitas vezes, com pouco tempo para cozinhar, como podemos fazer uma alimentação saudável?

Alexandra Bento no seu livro Comer Bem é o Melhor Remédio, diz-nos que a alimentação saudável « é a forma corrente de comer que assegura variedade, equilíbrio e quantidade justa de alimentos escolhidos pela sua qualidade nutricional e pela sua segurança, submetidas a correctas confecções culinárias. Esta deve proporcionar bem-estar físico e psicológico, dar prazer e auxiliar na manutenção de um peso saudável ».

Quem procura fazer uma alimentação saudável deve apostar na variedade e no equilíbrio. Deve ter em atenção alguns aspectos, como por exemplo, o consumo de sal, de açúcar, de gorduras e de produtos processados.

O consumo de sal recomendado, por dia, são 5 g. Ou seja, 5 g a distribuir por tudo o que comemos num dia. No que toca ao sal, lembro-me sempre do conto de Teófilo Braga intitulado O Sal e a Água, em que uma princesa diz ao pai que gosta tanto dele como a comida do sal. O rei só percebeu o que a filha queria dizer quando provou a comida insossa. O sal torna tudo mais saboroso? Ou é uma questão de hábito?

Comer é um prazer e a comida tem que ser saborosa. Mas a verdade é que não precisamos de comer tanto sal. E como podemos reduzir o consumo de sal? Em primeiro lugar tenham atenção aos rótulos de alguns alimentos que consomem, principalmente comida já feita. Em casa, comecem por medir a quantidade de sal que usam para cozinhar e depois, aos poucos, vão reduzindo. Usem uma colher medidora, por exemplo. Outra forma, é substituírem o sal por ervas aromáticas ou especiarias. Em certos pratos, podem usar salicórnia, que hoje em dia, já se encontra com alguma regularidade nos supermercados. Aos poucos e poucos, conseguem ir reduzindo a quantidade de sal usado. Cá em casa, já não coloco sal nas saladas. O importante é começar, depois o palato habitua-se e a nossa saúde agradece!

O açúcar está escondido em muitos alimentos. Desde o pão, passando pelos cereais do pequeno-almoço até aos refrigerantes. O importante, é procurar reduzir alimentos que tenham açúcar na sua composição. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo de açúcar seja de cerca de 50g por dia. Se tivermos atenção aos rótulos e aos produtos açucarados no nosso dia-a-dia, podemos comer o bolo de domingo, feito para a família, sem peso de consciência ou ceder à tentação de comer um pastel de nata com o café num dia em que nos encontramos para um lanche com uma amiga. O doce faz parte da nossa vida, mas quando queremos fazer uma alimentação saudável, é fundamental  encontrar o equilíbrio.

Quem procura fazer uma alimentação saudável deve tentar cultivar alguns hábitos. Começar as refeições com sopa. Colocar, de forma regular, produtos hortícolas na mesa. Seja incluídos no prato principal seja como acompanhamento. Às vezes passamos a gostar de determinado legume se o cozinharmos de forma diferente do que temos sempre feito. Não se esqueçam que o palato se educa e que os pais dão o exemplo. Se não comerem legumes, os vossos filhos vão ter resistência a comê-los também. Outro aspecto é a hidratação. Beber água de forma regular. Recomenda-se pelo menos 8 copos por dia.

Para uma alimentação saudável é importante planear as refeições. O planeamento permite dar uma visão geral das refeições da semana e assim saber o que a família irá comer. No planeamento das refeições, em casa, dar preferências aos pratos de peixe. Ter atenção ao excesso de consumo de carne, principalmente das carnes vermelhas. É também muito importante, ter consciência que é fundamental variar o que se come. Todas as semanas procuro ter fruta e legumes diferentes em casa. Esta semana temos couve-flor, tomate, curgete e beterraba, para a semana iremos ter endívias, abóbora e batata-doce, por exemplo. Na fruta acontece o mesmo. Procuro variar o que se come semana a semana.

E por favor, não se esqueçam de tomar o pequeno-almoço. É fundamental não saltarem a primeira refeição do dia. Quando dava aulas, via muitos adolescentes a tomar o pequeno-almoço no bar. A maioria deles pedia um leite com chocolate e um bolo. Quando se decidiu que o bar deveria ter opções mais saudáveis, muitos passaram a comprar o seu pequeno-almoço num supermercado ao lado da escola. Com isto quero mostrar que só se mudam os hábitos alimentares através de uma educação para a alimentação. Que é importante sabermos o que estamos a comer. Sabermos o que é que determinados alimentos contribuem ou não para a nossa saúde. Não sou fundamentalista. Gosto de comer um pouco de tudo. Mas há alimentos que sei que são só para quando o rei faz anos!

No nosso dia-a-dia, todos podemos fazer uma alimentação mais saudável. Basta termos consciência dos alimentos que podemos comer e quais os que devemos consumir de forma pontual.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Salada de massa com tomate e queijo


Lisboa, em Agosto, é uma cidade em que se tem tempo. As ruas com menos trânsito deixam descobrir cantos e recantos que em tempos de azáfama casa/trabalho deixamos escapar diante dos nossos olhos. Vivo em Lisboa, faz brevemente, 26 anos. Como o tempo passa! Desde o primeiro dia que me apaixonei por esta cidade. Pela vida. Pela luz. Pelos bairros antigos. Pelas ofertas culturais. Pelas livrarias que tanto adoro visitar.

Acho que não passa um mês em que não passe pelo Chiado ou pela zona do Saldanha. Entre as mil e uma coisas que gosto de Lisboa, poder olhar para o Tejo, deixa-me feliz. Vejo-o, todos os dias, da minha janela.

E na tranquilidade dos dias em que Lisboa, nesta altura do ano, mergulha, aproveito e dou algum descanso também à minha cozinha. Nestes dias quentes a prioridade tem sido comidas frescas. Deixo-vos, hoje, mais uma salada feita com o tomate da horta.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Molho de tomate


Quando trago tomate fresco, carnudo, cheio de sabor da horta em Santarém sinto-me nas nuvens. Assim que chego a casa começo logo a pensar nas receitas que vou fazer para lhe dar destino.

Na última vez que estive em Santarém trouxe uma caixa com tomate coração de boi. Para acompanhar as refeições costumo cortá-lo às fatias, polvilhar com um pouco de flor-de-sal e um fio de azeite. Fica maravilhoso. O sabor do tomate em toda a sua plenitude numa salada em que a simplicidade domina.

Outro destino que o tomate coração de boi teve foi ir para o tacho. Decidi fazer molho de tomate.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Vamos fazer pão: Pãezinhos de azeitona com tomilho


Cá em casa, todas as semanas, temos pão fresco. Gosto de misturar farinhas e de juntar outros ingredientes à massa. Nesta altura do ano, faço muitas vezes pão para as sandes da praia ou para os lanches a meio da tarde. Os pãezinhos individuais são tão práticos! Vamos fazer pão?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Salada de tomate com queijo e figos


As coisas boas da horta em Santarém continuam a chegar. Esta é uma época de abundância, principalmente em termos de tomate e outras frutas, como ameixas e pêssegos. Todos os anos, a minha mãe faz uma horta com tomate. Ao longos dos anos foi acedendo aos meus pedidos e hoje temos diferentes variedades de tomate no quintal.

Adoro tomate nesta altura do ano. Acreditam que todos os dias comemos tomate, ou é em saladas, ou no arroz de acompanhamento, ou nas sopas, ou nos estufados. E até em pão. Como diz o ditado, em tempo de tomate não há más cozinheiras!

A receita, de hoje, é uma salada fresca e muito colorida. Para além da base de tomate decidi acrescentar figos. Uma salada perfeita para saborear num dia quente de Verão.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Foi em Julho que ...


Foi em Julho que os meus amigos Nancy e Nuno se casaram. Uma festa bonita que nos levou de Tuc-Tuc, desde a Avenida da Liberdade até ao Castelo de São Jorge, em Lisboa. É tão bom podermos viver estes momentos com os amigos. Festejar a vida, o amor, com os outros, torna-nos mais felizes e gratos.

Em Julho recebi a Paula, o Ricardo e a Mafalda, amigos de longa data, cá em casa. Num dos dias, Domingo, preparei-lhes um pequeno-almoço em jeito de brunch, com muitas coisas boas, ovos, sumos, leite, café, pão fresco e torrado (acho que conquistei mais uns fãs para o pão que faço cá em casa!), queijos, presunto, compotas e fruta fresca. Nem imaginam o gosto com que preparo estes momentos. A partilha à mesa é uma dádiva. É tão bom podermos dar carinho, amizade, simpatia, o nosso cuidado com os outros, em forma de refeição. Há amigos que merecem muito!


Fui pela primeira vez à praia este ano, num dos primeiros dias de Julho. O Ricardo e eu gostamos de ir até à praia ao final do dia, quando a força do sol já se foi. Fazemos um passeio à beira-mar. E quando o pôr-de-sol chega, acabamos o nosso dia a tomar um café numa das esplanadas que ainda estejam abertas. Confesso que há dias em que trocamos o café por um gelado. Sabe tão bem!


As minhas sobrinhas estiveram, num fim-de-semana de Julho, cá em casa. Fizemos pizzas e pão. A alegria delas a mexer na massa foi contagiante. A alimentação é saúde e se envolvermos as crianças na preparação da comida, vão valorizá-la de outra maneira. Acreditem que até comem os legumes a que muitas vezes fazem cara feia!

Uma das coisas que adoro sempre que vou a Santarém, é visitar a horta, no quintal, dos meus pais. E nesta altura está ainda tudo tão bonito. Aproveito e trago sempre muitos produtos hortícolas. Trouxe curgetes e flores de curgete. Apanhei ameixas vermelhas e amarelas, abrunhos, amoras e o primeiro tomate da época. Espreitei os marmelos e as romãs. Ter uma terra com uma horta é tão bom!

Em Julho, fui aprender um pouco mais sobre peixe e marisco num workshop Pescanova realizado no Mercado da Ribeira pelo chef Miguel Mesquita. Podem ver aqui as receitas que preparámos.

O Mercado de Alvalade foi renovado, tem agora um espaço de lazer para crianças e uma zona com mesas, muito acolhedora. Nesta renovação foi criado também um espaço para exposição de fotografia. Eu estive lá a cozinhar no dia da inauguração. Foi uma manhã deliciosa. O desafio era preparar receitas com produtos à venda no mercado. Entre as várias coisas que fiz contam-se uma limonada, um gaspacho, uma salada de bacalhau e uma deliciosa cataplana de peixe e marisco.


Voltei ao mercado no dia 22 de Julho, a convite do Ministério da Saúde para participar num painel de debate durante a apresentação do programa de Promoção da Alimentação Saudável. Um destes dias volto a falar-vos deste programa e de algumas das minhas ideias sobre como podemos ter uma alimentação saudável. Para já, podem consultar o programa. A alimentação é saúde, o nosso bem mais precioso.

Em Julho, houve tempo para as primeiras sardinhas assadas, comidas num almoço de família com a tradicional salada de tomate com pimentos assados. Adoro. Uma das minhas comidas de Verão são as sardinhas assadas!


Julho consolidou os dias quentes de Verão. Trouxe a vontade de partir de férias. Que Agosto nos traga a magia dos dias longos de Verão. Que nos traga a possibilidade de olhar para o céu numa noite estrelada e agradecer cada dia, cada minuto, de alegria. Que Agosto seja um mês de descanso, que nos possibilite reunir forças e recuperar energias. Bom mês de Agosto para todos vocês!