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Loures 24 de Junho de 2017
Sábado:
16h00 - 17h00      Showcoking receitas frescas para o verão
 
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Biscoitos de limão com aveia


Se há coisa que adoro é biscoitos. Procuro ter sempre um frasco com biscoitos cá em casa. Para acompanhar um café, a meio da manhã, ou para colocar na mesa, a seguir ao jantar. Acompanham tão bem uma chávena de chá. Há dias, enquanto preparo o almoço ou o jantar, coloco a mão dentro do frasco e tiro um biscoito. É daqueles prazeres inocentes, que sabem tão bem!

Deixo-vos, hoje, a receita dos últimos biscoitos que fiz para ter cá em casa.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bifes de peru na frigideira


Abro a janela da sala e olho os campos em volta. Curioso como em poucos dias a vegetação verde, viçosa, deu lugar a um manto em tons de terra. É a chegada do Verão.

E Verão é sinal de tempo quente. De férias. De idas à praia. De noites dormidas com a janela aberta. De comidas frescas. Cá em casa, nestes dias de grande calor, pouco se cozinha. Fazem-se saladas, sopas frias ou outras alternativas que se revelem rápidas de preparar.

Um destes dias, para o jantar, fiz uns bifes de peru na frigideira com uma mão cheia de ervas, sumo de limão e dentes de alho. Souberam tão bem com uma salada de verdes. Preparam-se num instante!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Doce de nêspera com Moscatel


Sinto-me muito grata por ter um quintal com uma horta e árvores de fruto. Desde que lembro que os meus pais cuidam da horta. Ao longo dos anos, foram escolhendo as árvores de fruto a plantar. Para terem uma ideia, no nosso quintal, temos pessegueiros, e este ano estão carregados de pêssegos, ameixoeiras de pelo menos três variedades, laranjeiras, um limoeiro, oliveiras, uma pereira, um marmeleiro, figueiras, dois diospireiros, e nespereiras, duas delas, na rua, frente à casa.

Quando estão maduras, quem passa na rua, não resiste a parar e a apanhar duas ou três nêsperas. Talvez por isso, todos os anos estas árvores se enchem de fruta. Dão, felizmente, tantas nêsperas que chegam para toda a gente. Nos finais de Maio quando passei por Santarém trouxe uma caixa com nêsperas. Guardei-as no frigorífico. Fomos comendo, e num destes dias, decidi usar as que restavam num delicioso doce com vinho Moscatel.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gaspacho Andaluz


Os dias quentes trazem-me à memória as férias grandes da escola, quase intermináveis, passadas na aldeia, onde nasci, no Ribatejo. Nesses verões, o calor era tanto, que depois da hora de almoço, dormia-se a sesta. Fazia-se silêncio. Nas estradas não se ouvia passar um carro a guinchar ou uma mota apressada. O calor era tanto que até o alcatrão parecia começar a derreter. No ar o cheiro ligeiro a substâncias derretidas que vinha das estradas, a fazer lembrar o plástico, o carvão e madeiras resinosas, misturava-se com os aromas da terra seca, que cedia sem forças ao poder do tempo quente.

Às vezes até custava respirar. O vento adormecido, não mexia nem uma palha seca nem agitava as folhas de uma qualquer árvore crescida ao acaso nos quintais das casas. Silêncio e calor. Calor! Fechavam-se as janelas e as portas. Punham-se as ventoinhas a funcionar. Nestes dias de grande calor não se ligava o fogão, nem se faziam brasas. Trazia-se da horta tomate maduro, pepino, abria-se uma lata do que houvesse ou cortavam-se umas fatias de presunto curado na salgadeira, às vezes ainda fresco. O frigorífico era aberto mil e uma vezes, em busca da água fresca.

Ainda, hoje, são assim os dias de grande calor. Não nos impulsionam a ir para a cozinha. Só as comidas frescas e refrescantes nos sabem bem. Por isso, hoje, deixo-vos uma sopa fria de tomate, ou melhor, um gaspacho Andaluz, que preparei para a rubrica da Oliveira da Serra com o novo vinagre de tomate. Uma sopa fria de tomate sabe tão bem em dias de grande calor!

A Oliveira da Serra lançou recentemente um conjunto de quatro novos vinagres de fruta com sabores portugueses. Encontram agora vinagre de tomate, vinagre de figo, vinagre de maçã e vinagre de pêra Rocha.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Como fazer um fermento natural

Há vários anos que faço pão em casa. O pão é um alimento fantástico que faz parte dos meus dias. Adoro pão! Às vezes, até como pão sem nada!

Comecei por fazer pão de forma directa, com farinha, água, sal e fermento de padeiro de compra, a chamada levedura fresca. Com duas fermentações e ia para o forno. Este é o método talvez mais simples de fazer pão. Depois de compreender, um pouco mais as massas, decidi fazer pão com pré-fermentos. Uso o poolish e a biga. Mas, para mim, o grande desafio assim que comecei a fazer pão, era e continua a ser, o pão feito com fermento natural. Pão lêvedo feito sem recurso a fermentos industriais. Pura magia!

A fermentação natural, em panificação, é o resultado da acção de micro-organismos que se alimentam da farinha e da água. Consomem os açúcares da farinha e em troca produzem gás carbónico, álcool e ácidos. Para criarmos um fermento natural basta expormos ao ar uma massa feita com farinha e água e esperar que ela seja dominada por uma complexa flora microscópica presente no ar e na farinha, composta por leveduras selvagens (fungos) e bactérias (boas!). Foi assim, que sempre se fez pão, pelos menos a partir do momento em que os egípcios descobriram a fermentação, pois até então fazia-se o chamado pão ázimo, sem fermentação. No século XIX surge o fermento industrial. Pela sua facilidade de uso, foi rapidamente adoptado, dado que a fermentação natural é um processo demorado, com vontade própria, e que não se adapta, de uma forma geral, à vida apressada dos nossos dias. Nos últimos anos têm surgido, pelo mundo fora, impulsionadores do pão artesanal feito com fermento natural, ou como dizem os franceses, pain au levain naturel. Portugal não é excepção.

O fermento natural é feito com farinha e água num processo que dura alguns dias. É muito fácil prepará-lo em casa. Mas, como em tudo, há sempre mais do que uma maneira de o fazer. Por isso, há quem, em vez da água, use sumo de abacaxi coado, água da maceração de maçãs biológicas ou de passas de uva. Há processos de preparação do fermento que, ao longo, dos dias a quantidade de farinha e água se alteram. Mas, para quem quer começar em casa a fazer pão com fermento natural, a receita ou o método que partilho, hoje, convosco é, penso eu, o mais simples. Esta massa de base para fazer pão, preparada ao longo de cinco dias, que no fundo é uma cultura de fermento, é também conhecida como isco, fermento natural, crescente, massa azeda ou mãe. O facto de ter muitas designações, por vezes, pode gerar alguma confusão. Preparados? Vamos então fazer um fermento natural?

Cultura de fermento, fermento natural ou isco de centeio

Dia 1
Colocar num copo alto 25 g de farinha de centeio biológica, 25 g de água mineral (sem cloro) e 1,25 ml de mel. Mexer muito bem, de preferência com uma vara de arames. Tapar o copo com película aderente e fazer uns furinhos com a ajuda de um garfo no topo. Guardar em local abrigado, numa zona mais quente da cozinha. Passadas 12 horas, mexer a mistura. Ao olharem para a massa parece que ainda não aconteceu nada. Aconselho usarem um copo ou frasco de vidro transparente para poderem observar as alterações que a massa irá sofrer ao longo dos dias.


Dia 2, 3 e 4
Acrescentar em cada um dos dias 25 g de farinha e 25 ml de água. Mexer sempre muito bem. Ao segundo dia, vão ver que a massa já cresceu. E que há coisas a acontecer! É uma massa com vida! Procurem alimentar a massa, de preferência, sempre à mesma hora.


Dia 5
A cultura está pronta.Usar ou colocar num frasco. Guardar no frigorífico.


Sempre que pretenderem fazer pão, deverão refrescar o fermento. Refrescar significa alimentarmos o nosso isco. Depois de alimentado e de ter crescido, à temperatura ambiente, poderá então ser usado na confecção do pão. Para verem se o isco tem ou não força coloquem uma colher de chá de massa, depois de ter crescido, num copo com água. Se boiar, é porque está pronto a ser usado.

Como alimentar a cultura de fermento ou isco
A cultura deve ser alimentada, pelo menos, uma vez por semana, na seguinte proporção 2: 1: 1. Retirar 50 g de cultura e adicionar 25 g de farinha de centeio e 25 g de água mineral. Pode ser alimentada todos os dias, caso façam pão com muita regularidade.

Se só alimentarem o vosso isco uma vez por semana, quando quiserem fazer pão, devem começar a alimentá-lo três ou quatro dias antes de modo a controlarem a acidez. Ao alimentarem é importante retirar a porção de massa indicada, que podem usar ou descartar. Caso não retirem, o vosso isco vai crescendo e o alimento, com o passar do tempo, torna-se pouco para a quantidade de massa que têm no frasco.

Com este isco ou starter, como se diz em inglês, preparo a massa-mãe. Mas este tema será conversa para outro apontamento. Para já, vamos experimentar fazer o fermento natural em casa?

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Impressões de Paris


O convite para viajar até Paris chegou através do Office du Turism et des Congrès de Paris. A viagem teve lugar nos finais de Abril. Confesso que tudo em Paris me fascina. As ruas, os edifícios, as lojas, os monumentos, e claro, os vinhos e a comida. Quando se fala em gastronomia, França é uma das grandes referências.

Durante os dias que estive em Paris, fiquei alojada em Montmartre. Sempre que pude, acordava cedo e dava um passeio a pé pelo bairro. Adoro passear a pé, é uma forma de sentir as cidades, de perceber como se vive em cada um dos locais por onde passo. É uma maneira de olhar e ver pormenores que de outro modo nos passariam ao lado.


Um dos bolos característicos de Paris são os macarons. Existem diferentes tipos de macarons, dependendo das regiões francesas onde são confeccionados. Os coloridos, apetecíveis, que nos preenchem o imaginário como se fossem peças de roupa de alta costura, ou pequenas jóias, são os macarons de Paris.

Em Paris, tive a possibilidade de participar num workshop de macarons no atelier Le Cuisine de Paris, um espaço fantástico. Fazer macarons, ali, pareceu muito fácil. Merengue italiano, farinha de amêndoa passada numa peneira e corante alimentar. A mim, calhou-me fazer os de framboesa com ganache de maracujá. Confesso, que não me saí nada mal. Agora só me falta experimentar cá em casa!


Em Paris, tive também a possibilidade de visitar algumas lojas. Uma que me encantou foi Chez Virginie, uma loja só de queijos franceses. Assim que entrei que cheirinho bom. Cá em Portugal, não conheço nenhuma loja com estas características. Nesta viagem tive a possibilidade de provar os caramelos de Henri Le Roux, de conhecer os Macarons Gourmand, de vários sabores, desde vinagre balsâmico, passando pelos clássicos de fruta, até ao de foie gras. Uma loja encantadora!


No último dia desta viagem a Paris, visitei também o mercado internacional de Rungis. Um mercado gigante, o maior do mundo, com vários pavilhões. Ali encontra-se de tudo o que possam imaginar para abastecer lojas, restaurantes ou bistrots. O primeiro pavilhão que visitei foi o do peixe e marisco. Encontramos peixes e mariscos de todos os tamanhos, feitios e proveniências.


A secção da carne, foi talvez a que mais me impressionou. Para além dos pavilhões com as carcaças, de vaca, de porco, de borrego, existe um pavilhão só de miudezas, com tripas, mioleiras, pés, molejas, entre tudo o resto que imaginam relacionado com as entranhas. Nunca tinha visto o desmanche de uma cabeça de vaca. É impressionante.

O pavilhão dos queijos é um mundo maravilhoso. Eu que muitas vezes digo, em tom de brincadeira, que poderia viver de queijo, pão e vinho, confesso que me apetecia provar ou trazer muitos dos queijos que ali vi! E, como imaginam, ali há todos os tipos de queijo, principalmente franceses. O pavilhão tem uma cave de queijos, com temperatura controlada, que tivemos a possibilidade de visitar.

Visitei ainda as secções de frutas, de legumes, de ervas aromáticas. Tudo muito fresco, viçoso, apetitoso. E com uma variedade incrível.

Quase no final da visita ao mercado de Rungis, tivemos a possibilidade de provar diferentes tipos de caviar e de beber um copo de champanhe, isto por volta das sete horas da manhã. Uma experiência única e tão especial! Lá há mesmo de tudo!

Paris, tem o dom de nos fazer sonhar! É uma cidade maravilhosa!

Ler também:
- Onde Comer em Paris? Os melhores bistrots

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Maio, maduro Maio, quem te pintou ...


« Maio, maduro Maio, quem te pintou (...) », é assim que começa a música de Zeca Afonso. Maio é um mês cheio de cor. Os dias chegam cedo e a noite começa tarde. Os campos enchem-se de flores e isso traz-nos uma alegria especial.

Os mercados enchem-se de frutas como se fossem uma tela colorida. É um mês de abundância. Encontramos, morangos, nêsperas, alperces, cerejas, ginjas entre muitas outras frutas. Ainda temos ervilhas e apanham-se as últimas favas da horta.

Em Maio fui até ao Douro. Uma viagem em jeito de férias para saborear as paisagens bonitas da região. Há alturas em que sabe bem parar. Fugir um pouco da rotina. Todos, de vez em quando, precisamos de desligar, recarregar baterias para depois recomeçarmos cheios de energia e vontade para continuar.


As férias pelo Douro foram marcadas por muitas e inesquecíveis refeições. Não resistimos a provar a conhecida posta de vitela, um naco de carne feito na grelha, ou o arroz de salpição. Este arroz é tão bom!


Em Maio estive num workshop na cervejaria/marisqueira Ribadouro, na Avenida da Liberdade, cá em Lisboa. A aula foi sobre marisco. E para mim, foi uma das mais interessantes a que tive o privilégio de assistir nos últimos tempos. Os mestres marisqueiros apresentaram, um a um, os mariscos que servem na casa, para além de explicarem as origens de cada um deles, disseram-nos como é que os cozinham. O cuidado que colocam na escolha e confecção do marisco servido faz toda a diferença. Depois do workshop seguiu-se um memorável almoço onde pudemos degustar muito dos mariscos servidos na casa. Tudo tão bom! Um espaço a que quero voltar, muito brevemente.


No mês de Maio, continuámos, cá em casa, com os pequenos-almoços demorados de domingo. Todos os dias tomamos o pequeno-almoço em casa. É um hábito que adquirimos desde sempre. Mas aos domingos procuramos que seja especial. Colocamos na mesa ovos, pão fresco, queijos, sumos, compotas, café, uma vez por outra panquecas, frutas ou um miminho doce, como queques ou umas fatias de bolo. Estes pequenos-almoços tornam-se um oásis belo e acolhedor que nos ajuda a quebrar a rotina das semanas. Também fazem o mesmo?

Maio levou-me até à loja de cozinhas Mob/Vista Alegre, onde assisti a uma apresentação do conhecido chefe Ljubomir Stanisic que preparou um falso tomate que nos deixou a sonhar com dias de praia e ceú azul. Estive na Tasca da Esquina, na apresentação da nova gama de vinagres da Oliveira da Serra com ingredientes portugueses, com o chef Vítor Sobral. Para este Verão podemos usar nos nossos pratos vinagre de tomate, de figo, de pêra Rocha e de maçã. Acho que um dos próximos pratos, cá em casa, vai ser uma salada com vinagre de figo! Ou com pêra Rocha! Confesso que estou cheia de vontade em usar estes novos vinagres com sabores tão nossos!

Em Maio fiz pão. Apanhei ervilhas na horta. Olhei para o céu azul. Fui ao mercado. Estive no Porto, para um showcooking no shopping Cidade do Porto onde apresentei receitas para petiscar nos dias quentes de Verão. O carinho com que fui recebida encheu-me de alegria. Obrigada a todos os que fizeram questão de me fazer companhia.

Em Maio, li a obra A Gorda de Isabela Figueiredo. Que recomendo. Uma obra deliciosa sobre uma mulher, gorda, que é determinada e forte.

Maio foi um mês bom. Cheio de cor. Em que os dias me trouxeram sorrisos e paz.


Que Junho nos traga a beleza e a felicidade dos dias de céu azul. Que nos traga o desejo de molhar os pés na água salgada do mar. Que nos traga a possibilidade de continuar a sonhar!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com chouriço e orégãos


Junho traz dias de festa. Nesta altura do ano, montam-se arraiais, assam-se sardinhas, prepara-se o vinho e enchem-se os jarros de sangria. Por toda a cidade já se fazem preparativos. O dia de Santo António está a chegar!

Os Santos Populares merecem a alegria das festas, das marchas a desfilar pela avenida e do cheirinho a manjerico! Quando tinha quintal, para festejar o Santo António, fazíamos sempre sardinhas assadas e a acompanhar uma travessa de salada com pimentos assados. Mas nem só de sardinhas se fazem as festas populares. Uma das coisas que adoro comer sempre que há feiras ou festas, é pão com chouriço. E se estiver morninho, sabe ainda melhor! É uma verdadeira festa de sabores, com a gordurinha do chouriço a molhar o pão. Tão bom! Vamos fazer pão? ... Com chouriço? Quem aceita este desafio?

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O workshop Vamos Fazer Pão em Lisboa foi assim


Parece quase magia. É apenas um instante. Misturamos água, farinha, sal e fermento. E depois tudo começa a acontecer. Fazer pão é uma verdadeira alegria. E quando juntamos um grupo de pessoas que já fazem pão ou que querem começar a fazer, é mesmo uma verdadeira festa. E foi isso que aconteceu no workshop Vamos Fazer Pão? que teve lugar, cá em Lisboa, escola de cake design IstoFaz-se.

Nos meus workshops amassa-se à mão. Toda a gente coloca as mãos na massa. Quando percebemos a consistência das massas, quando as conseguimos domar de acordo com a nossa vontade, fazer pão torna-se ainda mais divertido.


Depois da massa levedar, voltamos a juntar-nos e enrolámos os nossos pães. Neste workshop fizemos pão de duas maneiras. Usando um método directo e recorrendo a pré-fermentos, poolish e biga. Fizemos pão com diferentes taxas de hidratação, para no final podermos avaliar as diferenças. Preparámos também pão doce, que sabe sempre tão bem! E cozemos os nossos pães no tabuleiro do forno e em tachos de ferro fundido, sempre com o intuito de ajudar quem quer fazer bom pão em casa.

No final, colocámos manteiga na mesa, cortámos enchidos e abrimos diferentes compotas, que acompanharam de forma gulosa os pães quentinhos que preparámos. Antes de nos despedirmos, ainda houve tempo para um brinde às coisas boas da vida e ao prazer de fazer pão bom.


No próximo dia 18 de Junho, das 10h30 às 13h30, vamos ter um novo workshop, desta vez, dedicado a Receitas Frescas para o Verão. Vamos preparar muitas coisas boas! Quem me faz companhia?

Quem aceita o desafio?

Inscrições e mais informações:
escola@istofaz-se.pt   218 078 640

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Salada de ervilhas com queijo feta e massa


Num dos últimos fins-de-semana de Maio, estive em Santarém e trouxe algumas das coisas boas que temos na horta. Uma dessas coisas foi um saco de ervilhas que tive o prazer de ir apanhar com a minha mãe. As ervilhas da nossa horta são sempre tão especiais. São semeadas com muito carinho. E quando chega a altura de as colhermos é uma verdadeira alegria. Adoro ir apanhar ervilhas! E quando temos um produto criado com orgulho, temos que lhe dar um destino feliz.

Um destes dias, para um almoço, cá em casa, decidi usar as ervilhas da horta e fazer uma super salada. Soube-nos tão bem!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão doce com creme de cacau e avelãs


Fazer pão é uma deliciosa aventura. Todas as semanas faço pão. O pão é um ingrediente que faz parte dos pequenos-almoços cá em casa e de muitos lanches. É a companhia perfeita para um petisco, para acompanhar um prato de sopa ou simplesmente para saborear com umas azeitonas temperadas. Adoro pão!

Costumo fazer pão misturando diferentes tipos de farinhas. Umas vezes, uso legumes, outras, misturo-lhe frutos secos para os tornar ainda mais especiais. Faço muitos dos meus pães com pré-fermentos, uso a biga ou o poolish. Os pré-fermentos, para além de deixarem o pão mais saboroso, são uma forma de utilizar muito menos fermento na preparação das nossas massas. Menos fermento, mais fácil será a digestão.

Para momentos especiais gosto de fazer pão doce. A receita de hoje é muito gulosa. Perfeita para servir em dias de festa ou para os dias em que nos apetece uma coisinha doce. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Robalo no forno com tomate cereja


Junho cheira a manjericos e a sardinhas assadas. Cheira a dias de sol e a festas populares. Junho traz a vontade de ir à praia, de passear à beira-mar, de comer gelados e rir até ao anoitecer. Junho cheira a Verão. A refeições prolongadas. A bebidas frescas e a limonadas. Sabe a fruta madura. A saladas de tomate com pimentos assados. Sabe a abraços. A beijos doces e a namoricos. Sabe a gelados de melancia. E a festas até ser dia.

Junho costuma ser um mês feliz. Cheio de luz. Bem-vindo querido mês de Junho. Para festejar a chegada deste delicioso mês, deixo-vos um robalo acabado de sair do forno. Bom apetite!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Cachaço de porco assado no forno


Perguntam-me, muitas vezes, se cozinho todos os dias cá em casa. A resposta é que não. Há dias, em que as refeições são feitas de acordo com a minha organização semanal, outras, seguem o ritmo do que tenho em casa e da minha disponibilidade.

Faço as compras da semana, entre quinta-feira e domingo. Costumo ir a mais do que um supermercado. Tenho quatro de eleição, onde faço compras regularmente. Gosto de comprar fruta e alguns verdes num mercado que se realiza todos os domingos, junto à rua onde vivo. Da horta dos meus pais também vêm muitas das coisas boas que se comem cá em casa e que têm um sabor incrível.

Todas as semanas, faço uma sopa. Quando é em grande quantidade, congelo em doses para depois irmos consumindo. Lavo alface e coloco num recipiente no frigorífico, para ser mais fácil preparar as saladas da semana. Gosto de ter, legumes assados - normalmente couve-flor, para os acompanhamentos. Se cozo previamente brócolos, feijão-verde, depois na altura de servir costumo salteá-los em azeite e alho. Para que durante a semana não esteja sempre a cozinhar - há dias em que chegamos tão tarde - procuro ter algumas coisas já preparadas ou de certo modo adiantadas que depois seja só aquecer, preparar um acompanhamento e irmos para a mesa. Uma dessas coisas que preparei, um destes dias, foi cachaço de porco assado no forno. Fi-lo no fim-de-semana e serviu logo para uma das nossas refeições. Depois, cortei a carne em fatias, dividi em doses e congelei. Ontem, preparei o jantar num abrir e fechar de olhos!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Salada de quinoa com feijão branco e queijo feta


Confesso que nos últimos dias já só tenho pensado em dias de praia. Este ano decidi que tenho que aproveitar melhor o tempo de calor e rumar mais vezes para junto do mar. As idas à praia fazem-nos tão bem. Para além de serem uma forma de recebermos vitamina D, são também uma maneira de descontrairmos e de nos abstrairmos da rotina do dia-a-dia. Sempre que vou à praia gosto de fazer um passeio à beira-mar. De olhar o horizonte. De inspirar fundo e pensar na vida. O mar transmite-me tranquilidade.

Enquanto os dias de praia não chegam, por cá, preparam-se as actividades do mês de Junho. Este ano tenho já todos os fins-de-semana com actividades calendarizadas. Algumas já partilhei convosco, como a ida à Quinta da Ribafria, em Sintra, para dois dias de workshops dedicados a fazer pãezinhos com legumes para pais e filhos. No dia 10 de Junho, às 16h30, vou estar na Feira do Livro de Lisboa para um delicioso showcooking com receitas do meu livro O Livro de Petiscos da Isabel. No dia 17 de Junho, vou até à Biblioteca Municipal da Chamusca para apresentar os meus livros e fazer um showcooking. Dia 18, temos workshop, cá em Lisboa, dedicado a receitas frescas para o Verão. Já se inscreveram?

Assim que os dias de calor se fazem sentir, cá por casa, as nossas refeições são feitas muitas vezes com saladas, de preferência nutritivas e muito coloridas. Deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada de quinoa vermelha com feijão branco cozido e queijo feta. Fica tão boa! Pode-se até levar para saborear num dia de praia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Arroz de peixe com coentros


Agradecer as coisas boas da vida nunca fez mal a ninguém. A gratidão é sinal de reconhecimento pelos outros e por nós. É um sentimento que nasce dentro do peito perante aquilo que os outros fazem por nós, pelo modo como encaramos e olhamos para tudo aquilo que nos acontece, por tudo aquilo que queremos e fazemos também pelos outros. Gosto de receber, mas tenho também um prazer, enorme, em dar. E quando ofereço algo, faço-o como se fosse para mim. Faço-o do modo como eu gostaria de o receber.

Todos os dias agradeço ter saúde. Ter um marido que me acompanha e compreende. Ter a possibilidade de fazer aquilo que me faz feliz. Ter uma família presente, que me ajuda.

Aos meus pais, hoje, agradeço-lhe mais um peixinho bom que me fizeram chegar cá a casa. Com ele fiz um arroz que nos soube tão bem! Obrigada por continuarem a cuidar de mim!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Vamos fazer pão: Boleima de maçã com canela


Fazer pão passou a ser uma tarefa habitual cá em casa. Todas as semanas faço um a dois pães para comermos durante esse período. O pão cá em casa faz sempre parte da mesa do pequeno-almoço.

Mas, com massas lêvedas, não se faz apenas pão. Podemos fazer com elas muitas outras coisas. Uma dessas coisas, é uma boleima de maçã com canela. A boleima é um bolo típico da doçaria alentejana e existem muitas variações. Para a rubrica Vamos fazer pão?, fica o desafio. Este fim-de-semana, quem quer experimentar fazer esta deliciosa boleima?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Salada fresca de Verão com delícias do mar


Assim que os dias quentes se fazem anunciar, cá em casa, nasce logo a vontade de termos saladas às refeições. Adoro saladas. Gosto do colorido. Gosto de misturar ingredientes. São sinónimo de momentos frescos à mesa.

As saladas são pratos que se preparam de forma rápida e normalmente agradam assim que chegam à mesa. Para os dias quentes que já se fazem sentir, deixo-vos uma deliciosa salada com delícias do mar que preparei para a rubrica Pescanova.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pipis


Adoro petiscos. Juntar a família ou os amigos. Colocar na mesa queijos, enchidos, tostas, fatias de pão fresco. E ir petiscando enquanto se fala, ri, conversa de tudo e mais alguma coisa.

Um dos petiscos que me traz boas memórias da casa dos meus pais, é os pipis. Ainda me lembro de nas tardes de domingo, haver petisco. Era pretexto para abrirem umas cervejas fresquinhas e convidar para a mesa quem aparecesse. Hoje, quando os visito, aos domingos, continua a haver petisco. Mas agora fazem, mais vezes, caracóis. Por vezes berbigão e, por outras, mexilhão. Mas confesso que os pipis deixaram saudades. Um destes dias, quando fui ao supermercado, encontrei uma embalagem de pipis e não hesitei. Um destes domingos passados houve petisco cá em casa! E com direito a molhar o pão no molhinho. Tão bom!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Barquinhos de batata-doce com ovo


Há quem goste de ficar a manhã na cama. Há quem goste de acordar cedo, de aproveitar o nascer do sol nos dias de Primavera. Independentemente do modo como gostamos de começar o dia, todas as manhãs deveriam começar com o pequeno-almoço na mesa.

Cá em casa temos o hábito de tomar sempre o pequeno-almoço, sejam dias mais ou menos apressados. Durante a semana optamos por coisas mais simples e práticas como leite, café, pão, queijo, iogurte, flocos de aveia e fruta. Ao fim-de-semana, sempre que podemos, optamos por fazer um pequeno-almoço mais rico. Sentamo-nos à mesa e desfrutamos de muitas coisas boas. Há dias em que faço panquecas ou waffles. Sumos de fruta naturais. Coloco na mesa pão fresco, compotas, queijos, entre outras coisas que nos ajudam a começar o dia de forma muito feliz. Nestes dias gosto também de fazer ovos. O ovo é um ingrediente tão simples mas ao mesmo tempo tão versátil. Ovos quentes, ovos mexidos, ovos estrelados ou ovos escalfados.

A sugestão que vos deixo, hoje, fez parte de um dos nossos pequenos-almoços de domingo, leva batata-doce e ovo. Fica tão bom!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Workshop Receitas Frescas para o Verão em Lisboa


Os dias quentes com sabor a Verão já se começam a fazer sentir. Nesta altura do ano, sabem bem as saladas e as comidas frescas. Por isso, no próximo dia 18 de Junho de 2017, domingo, das 10h30 às 13h30, vamos ter um workshop de Receitas Frescas para o Verão. Iremos preparar saladas com quinoa, um ingrediente que adoro e uso regularmente. Iremos também cozinhar com cuscuz, um ingrediente tão prático, óptimo para saladas, para levar para os almoços no trabalho, ou para servir como acompanhamento em dias de churrasco. Na parte inicial do workshop será explicado as aplicações da quinoa e do cuscuz, assim, como as respectivas técnicas de cozedura.

Para além das saladas, iremos preparar uns petiscos deliciosos, muito práticos, mas que irão surpreender como os croquetes de alheira com sementes de sésamo, uma receita de bacalhau com o toque especial do pimentão doce fumado. E neste workshop, vamos ter também, uns miminhos doces, trifle de musse de chocolate branco com curd de limão e cheesecake em copinhos com coulis de morango. Tão bom! Gostam?

No final, juntamo-nos à volta da mesa. Brindamos e degustamos tudo o que foi confeccionado. Dia 18 de Junho, quem me faz companhia?

EUR 40 Inscrições e mais informações:
escola@istofaz-se.pt   218 078 640   IstoFaz-se
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Vamos fazer pão: Pão de trigo


Adoro fazer pão em casa. Acho que todas as semanas faço um pão diferente. Esta é uma das grandes vantagens de fazermos pão em casa. Quando começamos a fazer pão, apaixonamo-nos pelas massas, começamos a procurar farinhas diferentes e ganhamos uma vontade enorme de fazer pão de tudo e mais alguma coisa.

Acreditam que já pensei em fazer pão com café? E com urtigas, como ficará? Um destes dias coloco as mãos na massa e faço estas experiências! Mas, deixo-vos, hoje, novamente o desafio: Vamos fazer pão?

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Onde comer em Paris? Os melhores bistrots


Paris. Há qualquer coisa de mágico, especial, que me faz pensar nesta cidade com romantismo no olhar. Não sei se foi dos filmes que vi ao longo da vida. O que é certo, é que desde que me lembro, que tenho o sonho de visitar Paris. Por isso, quando recebi o convite do Office du Turism et des Congrès de Paris para participar numa viagem a esta inspiradora cidade, nem olhei para o lado. Voltar a Paris é sempre tão especial. Para esta viagem foram convidados bloggers e jornalistas de várias partes do mundo.

Em finais de Abril, rumei então até à cidade das Luzes. No alinhamento da viagem constava a visita a alguns espaços emblemáticos e teríamos também a possibilidade de descobrir um pouco da gastronomia que caracteriza esta cidade. Quando penso em Paris, penso logo em queijos, baguettes, croissants, macarons ... um piquenique à beira do Sena, um pequeno-almoço com vista para a Torre Eiffel, um jantar demorado num restaurante bonito da cidade. Acho que um dos encantos da cidade, mesmo antes de lá estarmos, é que nos leva a sonhar, desperta em nós um sentido romântico para a vida. E isso é tão bom!

A minha primeira refeição, nos três dias em estive em Paris, foi no bistrot Bagnard do chef Yoni Saada. Os bistrots são um símbolo da cidade de Paris, fazem parte do estilo de vida e do quotidiano dos parisienses. São restaurantes com boa comida e, normalmente, a preços mais acessíveis. Eu cheguei ao restaurante mais cedo do que o grupo em que fazia a viagem. E enquanto esperava, apercebi-me que entravam e saíam muitos franceses. Alguns compravam comida para levar. Outros sentavam-se e faziam o seu almoço, enquanto conversavam alegremente, pareciam clientes habituais do espaço. O bistrot Bagnard aposta numa comida com veia mediterrânica mas com inspirações do médio oriente, espaço ideal para uma refeição rápida e saborosa. Procuram usar produtos biológicos, têm um especial cuidado com os azeites usados, e o pão servido é artesanal. Uma das receitas famosas da casa é a salada Nicoise. A simpatia de quem nos recebe e atende é contagiosa.


Nesta visita, tive a possibilidade também de jantar no bistrot La Régalade. Um ambiente muito acolhedor. Tive a sorte de a mesa escolhida ter vista para a cozinha. Aqui, começámos a refeição com uma terrine de fígado de porco e ganso, e a acompanhar cornichons e pão fresco. A terrine era óptima. Seguiu-se uma sopa de espargos e um naco de porco com legumes, tudo irrepreensível. A sopa cheia de sabor e a carne tenra, suculenta, com a parte exterior ligeiramente crocante. A sobremesa foi arroz doce com caramelo salgado. Se visitarem Paris, não deixem de experimentar esta sobremesa. O caramelo salgado transforma-a de forma deliciosa. A acompanhar o café vieram umas mini madalenas, bolo que também nos preenche o imaginário, principalmente depois de lermos as memórias de Marcel Proust.


O último jantar, desta viagem a Paris, teve lugar no bistrot L'ami Jean. Um espaço muito acolhedor, descontraído. Da sala podemos acompanhar todo o trabalho feito na cozinha do emblemático chef Stéphane Jégo. Depois de provarmos a terrina de porco com pão fresco - delicioso - feito por Jean-Luc Poujauran, que fornece muitos dos bistrots parienses, seguiu-se um menu de degustação que incluíu sopa de espargos, cavala, molejas com ervilhas e bacon, vieiras com morangos silvestres, entre outras coisas boas feitas sempre com produtos da estação e de produtores escolhidos pela casa. Gostei da irreverência do chef Stéphane, da comida e da simpatia do serviço de mesa.


Fiquei com vontade de voltar a cada um dos restaurantes que visitei. Todos com ambientes e personalidades diferentes. Todos especiais à sua maneira. Em cada um deles senti um respeito pelos produtos e uma grande vontade de inovar. Paris é a cidade dos bistrots. Este ano, a Câmara Municipal de Paris decidiu homenagear a "bistrononomie" ou seja os bistrots e a gastronomia que faz destes restaurantes espaços tão acolhedores, que combinam os produtos típicos do país e os enaltecem.

A cerimónia de entrega dos prémios aos melhores 100 bistrots de Paris teve lugar no edifício da Câmara Municipal, numa sala linda, com tectos trabalhados e candeeiros inspiradores. Depois da cerimónia, seguiu-se um buffet, onde pudemos provar algumas das especialidades dos bistrots premiados.


A entrega dos prémios foi feita com a presença de Anna Hidalgo e do conhecido chef Alain Ducasse.


Se estão a pensar planear uma visita a Paris podem consultar a lista dos 100 melhores bistrots. Como se come tão bem nesta cidade!

À bientôt, Paris!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Frango do campo assado na cocotte com legumes


Cá em casa adoramos frango. Gostamos de perninhas assadas no forno com um toque de picante. Para dias de petiscos, na mesa, não costumam faltar umas asinhas. Há dias, em que fazemos os peitos.

Gostamos de frango guisado com massa. De saladas de frango. De bifes de frango com molho de natas. Em qualquer um dos meus livros, há receitas com frango. É uma carne tão versátil que nos conquista facilmente.

No passado domingo, depois de uma ida às compras ao mercado, decidi assar um frango do campo inteiro com legumes frescos. Soube-nos tão bem!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Abril, águas mil


Procuro a cada dia que passa ser feliz. Uma das estratégias que encontrei para tentar atingir o meu objectivo, é fazer coisas. Todos os dias tento fazer algo que seja especial, que me faça sorrir e que me ajude a pensar que assim a vida tem muito mais piada. Uma dessas coisas é muitas vezes olhar para o céu! A simplicidade de um céu azul bordado de nuvens, é tantas vezes inspirador! Os balanços que faço todos os meses são o reflexo disso, ajudam-me a perceber o que vivi. Na vida, o importante é aproveitarmos da melhor forma possível cada dia que nos é oferecido.

Abril começou com um workshop privado para crianças. Uma festa de aniversário em que os mais pequenos prepararam pãezinhos de leite e decoraram os saquinhos de papel para levarem para casa, o que confeccionaram. Foi uma tarde com muita alegria. Com a massa, as crianças fizeram nascer letras, bolinhas, números, tranças, corações, flores e até panquecas!

O livro escolhido para Abril foi A Amiga Genial de Elena Ferrante. A história acompanha duas amigas, da infância até à adolescência, num bairro popular nos arredores de Nápoles. A história começa quando ambas se conhecem na escola primária. Através do crescimento das duas amigas, a autora vai mostrando como o bairro onde estas vivem, também se vai alterando. Uma escrita envolvente.

Em Abril decorreu a final do conhecido concurso O Melhor Pastel de Nata de Lisboa, que teve lugar no festival Peixe em Lisboa, que este ano se realizou no renovado Pavilhão Carlos Lopes. Eu tive o prazer de ser convidada como um dos elementos do júri. A pastelaria vencedora deste ano foi O Pãozinho das Marias na Ericeira. Já lá foram? Os pastéis de nata são mesmo uma maravilha.

Há jantares bons. E depois há jantares muito especiais que juntam alguns dos melhores chefs do nosso país num evento memorável, único. E foi isso que aconteceu no jantar de apresentação da terceira edição da iniciativa Nespresso Gourmet Weeks, que teve lugar no Forte de São Julião da Barra. Esta iniciativa decorre em alguns restaurantes com estrela Michelin de Portugal continental, sendo que, pela primeira vez, este ano, se realizou também na Madeira. Os chefs convidados para prepararem pratos num menu exclusivo, em que o café passa a ser um ingrediente a destacar, foram Ricardo Costa, Rui Paula, Vítor Matos, Pedro Lemos, João Rodrigues, Henrique Leis, Luís Pestana e Henrique Sá Pessoa. Juntar café a uma sobremesa é relativamente fácil. Agora preparar entradas, pratos de peixe e carne com um toque de café, é realmente um grande desafio.


Em Abril fui conhecer a loja Mar d'Estórias, em Lagos. Um loja linda, com diferentes espaços, e em que há uma séria aposta nos produtos portugueses. Ali encontramos azeites, sal, conservas, brinquedos antigos, livros, loiças, chás, diferentes tipos de mel, vinhos, compotas, entre muitas outras coisas com sabor a Portugal. A loja está dividida em vários espaços. Entre eles, um café/bistrot, uma sala para refeições a pensar em grupos e um terraço/bar com esplanada, que depois de nos sentarmos, não nos apetece sair de tão bem que ali se está.

No terraço, tive a oportunidade de provar uma inovação da casa, que de certo conquista clientes, pois é tão bom. Uma caipirinha feita com aguardente de medronho e mais uns quantos segredos. Não vos sei dar a receita. Mas vale a pena passarem por lá para provar. Nesta visita tive o prazer de ser convidada para o almoço que esteve a cargo da chef Megan Melling, uma jovem talentosa que nos preparou uma refeição memorável, com os produtos da região. Esse é um dos lemas da casa, destacar o que é nosso e enaltecer os bons produtos da terra. Quando estiverem em Lagos passem pelo Mar d'Estórias. Acho que vão gostar!


Se há coisa que nunca me canso, ou aborreço, é de aprender. Mesmo que ache que sei fazer alguma coisa bem, gosto de ver, de ouvir quem faz também. Ao ver os outros fazerem, há sempre um acréscimo de conhecimento. Há um pormenor. Há sempre mais qualquer coisa que me deixa com o sentimento que aprendi. E foi com este espírito que participei no workshop de receitas para impressionar promovido pelos vinhos Cabeça de Toiro, que se realizou na Academia Vaqueiro. Entre as diferentes coisas que aprendi, confesso que me ficou na memória uma fantástica tarte de maçã. Ver se um destes dias a partilho aqui convosco. E dos vinhos? É sempre muito gratificante ouvir falar quem faz um vinho. Perceber as notas, as castas, o tipo de vinho que se deve escolher para harmonizar com um prato. Tudo isto é um mundo que me fascina cada vez mais.

Em Abril estive na cerimónia de entrega dos prémios Boa Cama Boa Mesa que se realizou numa das bonitas salas do Palácio da Ajuda. Este é um guia que uso imenso, principalmente para escolher restaurantes, quando estou em zonas do nosso país de que não tenho muitas referências.

Abril levou-me até Paris numa viagem muito especial, que brevemente vos falarei aqui. Assisti à entrega dos prémios para os melhores bistros de Paris, numa cerimónia em que Alain Ducasse era um dos anfitriões. Andei pela cidade. Descobri lojas de queijos que me deixaram a sonhar. Provei as famosas baguetes, comi chocolates e não resisti aos macarons.


No final do mês, segui rumo ao Douro para uns deliciosos dias de férias. Soube bem acordar, abrir a janela e ver uma imensidão de verde. Aproveitei para visitar alguns restaurantes e descobrir um pouco mais da cozinha duriense. Acabei por ir visitar a loja/atelier Companhia das Marias, em Vila Real, uma marca de roupa feminina portuguesa que muito admiro.

Num dos dias que estive em Lamego subi e desci a escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Depois de tamanha façanha, nada melhor do que recuperar energias saboreando um Barquinho de Santa Luzia. Tão bons!


Em Abril festejei a Páscoa em família. Visitei a horta dos meus pais. Recolhi os ovos acabados de pôr pelas galinhas. Apanhámos alfaces e uma mão cheia de grelos. Os últimos da época. Vi os pessegueiros carregados de pequenos frutos, com as trancas a vergarem. Este ano esperamos uma boa colheita! Comi as primeiras nêsperas. Sabem, cada vez mais, sinto tudo isto como um privilégio. É tão bom poder usufruir destas pequenas coisas que a terra nos oferece.

Abril foi um mês de experiências. De novos desafios. De viagens. Que Maio nos traga paz. Que nos traga a alegria da novidade e das coisas boas. Que nos traga a força para continuarmos a sermos felizes.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pudim de sementes de chia com morangos


O fim-de-semana que passou foram dias de fortes emoções. O Papa Francisco esteve em Fátima para as comemorações dos cem anos das aparições. Os três pastorinhos foram canonizados. Para a fé cristã este foi um momento espiritual muito importante. Foram momentos de paz, de amor e de esperança. O Papa Francisco tem o dom de iluminar os nossos corações.

O Benfica consagrou-se, no sábado, tetra campeão. É delicioso ver a alegria dos adeptos. Havia festejos por toda a cidade, carros a apitar, bandeiras e cachecóis no ar. A verdadeira festa fez-se no Marquês de Pombal.

Para mim, um dos momentos altos do fim-de-semana, foi ver a vitória de Salvador Sobral na Eurovisão. Salvador reconciliou os portugueses com o Festival da Canção. Quando era miúda, lembro-me de toda a gente se reunir em frente à televisão para vermos o festival. Era um momento nacional, de orgulho, que nos colava à frente do televisor, em família.

Confesso, que nos últimos anos, deixei de acompanhar o festival. Mas este ano foi diferente. O poema Amar pelos Dois de Luísa Sobral cantado pelo irmão enche-nos o coração. Traz-nos uma mensagem doce, bonita a que não ficamos indiferentes. Cá em casa apaixonámo-nos pela música. Ouvimo-la e continuamos a ouvi-la quase todos os dias. Se tudo correr bem, para o ano, não vou perder o Festival da Canção!

Se no sábado andei de um lado para o outro, com direito a jantar com amigas de longa data. No domingo, ficámos em casa. Depois do pequeno-almoço fui ao mercado que se realiza aqui muito perto da minha casa. Gosto de ir ao mercado comprar frutas, legumes, frutos secos e ervas aromáticas. Uma ida ao mercado e percebe-se tão bem o ciclo da natureza. As frutas e os legumes da época enchem as bancadas. E se pensam que nos mercados só se encontram produtos tradicionais, estão enganados. Cada vez mais, os vendedores procuram acompanhar as tendências e dar resposta aos consumidores. Do mercado trouxe também sementes de chia. Vendidas avulso. Usei-as logo para a sobremesa do almoço.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Vamos fazer pão: Pão com aveia


Fazer pão em casa é uma forma de liberdade. Podemos misturar farinhas. Juntar frutos secos ou sementes. Podemos fazer pão para o pequeno-almoço e servi-lo ainda morno. Podemos fazer pão para oferecer. Para levar para uma festa. Para um piquenique assim que os dias bonitos chegarem.

Podemos cozê-lo no tabuleiro do forno. Ou podemos arranjar um tacho de ferro fundido todo catita, que deixa o pão crocante e estaladiço!

Podemos fazer pão branco, simples. Ou podemos enriquecê-lo com leite, manteiga, queijo, enchidos, azeitonas, especiarias ... Fazer pão é uma forma de comermos o pão que queremos. O pão feito em casa tem os ingredientes que vocês/nós escolhermos. Vamos fazer pão? Fazer pão em casa só custa começar.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Manteiga, com ou sem sal? Faz diferença?


Recebo muitas vezes mensagens perguntando-me porque é que, em algumas das minhas receitas, uso manteiga sem sal e depois coloco sal. Uma pergunta interessante e que, em relação às receitas pode até parecer um contra-senso, pois uso manteiga sem sal mas depois coloco uma pitada de sal. Outra das perguntas é por que motivos se deve usar manteiga sem sal? Se a receita for feita com manteiga com sal, resulta? Quais são, então, as diferenças?

Com manteiga tudo sabe melhor! Costumo dizer nos meus workshops que a manteiga é um dos segredos da felicidade. Quem resiste a uma fatia de pão quente com manteiga? Um risoto finalizado com umas colheradas generosas de manteiga faz toda a diferença! Um bolo feito com manteiga tem um sabor mais guloso do que um feito com margarina! Manteiga é manteiga, seja com ou sem sal!

A manteiga com sal é a preferida cá em casa para comer numa fatia de pão acabado de sair do forno ou para barrar em torradas. Tento ter sempre manteiga com sal em casa. O sal dá-lhe aquele toque especial, pelo qual, nós facilmente nos apaixonamos. Mas, para fazer bolos ou massas lêvedas, procuro usar manteiga sem sal. E porquê? Faz realmente diferença?

Usar manteiga sem sal, porquê?

Uso, de uma maneira geral, manteiga sem sal, porque o seu sabor é mais suave do que a manteiga com sal. Ou seja, na minha opinião, o resultado final sabe menos a manteiga. Tem o saborzinho bom, untuoso da manteiga mas sem ser excessivo. É num primeiro momento uma questão de gosto pessoal. Por outro lado, não sabemos a quantidade de sal que uma manteiga com sal poderá ter. O teor de sal pode diferir de marca para marca. Por isso, ao usarmos uma manteiga sem sal podemos controlar de forma mais eficaz a quantidade de sal a usar. Um outro aspecto, que um destes dias li, é que a manteiga sem sal tem um prazo de validade menor, sendo por isso sempre mais fresca, do que a que tem sal, dado que este ingrediente funciona como conservante.

Podemos então usar manteiga com sal quando a receita indica manteiga sem sal?

Sim, não é por isso que o mundo vai acabar! Caso a receita que querem confeccionar tenha indicado nos ingredientes manteiga sem sal e uma pitada de sal, e ao abrirem o frigorífico, só encontrem manteiga com sal, a estratégia é fácil. Omitam o sal da preparação. Mas, tudo depende, do que estão a preparar e do gosto pessoal. Lembrem-se, também, que a pastelaria é ciência, precisão, e às vezes pequenas alterações podem fazer grandes diferenças. Numa próxima ida às compras, não se esqueçam, e coloquem uma embalagem de manteiga sem sal para os vossos bolos ou pães! Existem diferentes marcas, encontrem uma que gostem, que o sabor final vos agrade. Eu cá também tenho as minhas preferências e já me aconteceu mudar e o resultado não me agradar! Como em tudo, não há nada como experimentar!