sexta-feira, 21 de julho de 2017

Vamos fazer Pão: Pãezinhos com pasta de sésamo preto


Fazer pão pode tornar-se deliciosamente viciante. Adoro fazer pão em casa, Misturar farinhas. Juntar legumes, frutos secos ou sementes. O pão feito por nós é sempre único e especial.

Cá em casa, passou a ser regra, sempre que recebo amigos ou família para uma refeição, ter sempre pão fresco bom para colocar na mesa. Nesta altura do ano em que muitas das refeições se fazem à base de saladas ou de comidas mais leves, gosto de fazer pão para sandes ou servir com um suculento hambúrguer. A sugestão que vos deixo, hoje, é um misto de pão de leite com sementes de sésamo, uma combinação especial que fica tão boa! Vamos fazer pão?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Workshop Sabores de Verão da Pescanova

( Fotografia de Nuno Fontinha )

O Verão, com os seus dias quentes, exige mudanças na nossa alimentação. Privilegiamos os sumos, os pratos frios, e a fruta fresca, sumarenta, para terminar a refeição. Se gostamos de churrascos, a verdade é que na nossa mesa, em dias de grande calor procuramos ter a frescura e a suculência de um prato de peixe ou de um bom marisco.

E foi este o mote para o workshop Sabores de Verão da Pescanova, que se realizou no espaço Samsung Chef's Experience - Time Out Market, em que tive o privilégio de ser convidada a participar. Este workshop foi dinamizado pelo chef Miguel Mesquita e contou com a presença do actor Lourenço Ortigão e da nutricionista Raquel Abrantes.

Numa altura em que se fala tanto de alimentação, neste workshop exemplificou-se como podemos preparar uma refeição nutricionalmente equilibrada, com produtos de fácil acesso e com ingredientes característicos da Dieta Mediterrânica, como os legumes, o peixe, o pão e o azeite.

Quem procura fazer uma dieta equilibrada, deve incluir nas refeições semanais mais pratos de peixe, do que carne. E nas carnes, privilegiar as chamadas carnes brancas em detrimento das vermelhas. Cá em casa tentamos seguir este princípio. Gostamos de carne, mas o peixe tem um peso elevado nas refeições semanais.

Em prol da nossa saúde é sempre importante percebermos os benefícios que os alimentos nos trazem. Às vezes decidimos optar por produtos que estão na moda sem perceber os seus reais benefícios ou se existem outros igualmente bons e mais acessíveis à nossa bolsa.

Neste workshop, utilizámos, como ingredientes principais, o miolo de camarão e de mexilhão, e os medalhões de pescada do Cabo da Pescanova. O miolo de camarão e de mexilhão, cá em casa, nesta altura do ano, são ingredientes privilegiados para usar nas saladas. São muito práticos e toda a gente adora. O chef Miguel Mesquita surpreendeu-nos, também, com uma interessante maneira de confeccionarmos a pescada, cozendo o peixe num caldo com vinho branco.


O ambiente vivido nesta manhã de aprendizagem foi de alegria e boa disposição. É curioso ver como um grupo de pessoas se pode divertir a cozinhar. Preparámos, sob a supervisão do chef, dois pratos. Uma entrada, salada de camarão e mexilhão, muito fresca. Servida com fatias de pão torrado, uma mesa cheia de amigos e um vinho branco fresco, é de ir ao céu. Experimentem!

O prato principal foi medalhões de pescada com crumble de broa e azeitona. O sabor fresco da pescada combinou de forma deliciosa com a mistura de pimentos e com os aromas quentes da broa de milho. Um destes dias vou experimentar fazer cá em casa, para a família, pois é um prato que se prepara num abrir e fechar de olhos e é delicioso. Mais uma forma de servir pescada. Os medalhões ficaram suculentos e com muito sabor.

Neste workshop fiz grupo com duas colegas muito simpáticas e divertidas, a Ana do blogue A Nitricionista, e a Gabriela. Quando cozinhamos com pessoas felizes, tudo corre bem!

( Fotografia de Nuno Fontinha )

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Estupeta de atum


Todos os dias nos deparamos com as decisões de escolher o que comer às nossas refeições. E com a quantidade de informação sobre alimentação que nos chega ficamos muitas vezes na dúvida sobre o que devemos ou não comer. Se seguimos as tendências da moda, abandonando o nosso legado gastronómico ou se optamos por seguir a nossa tradição alimentar baseada na Dieta Mediterrânica / Atlântica. A minha linha orientadora, em termos de alimentação saudável, é seguir o nosso legado gastronómico e cultural, baseado em princípios de equilíbrio. É fazer uma alimentação com legumes, carne, peixe, pão e vinho. Iniciar as refeições com sopa. Comer mais peixe do que carne durante as refeições semanais. Incluir legumes a todas as refeições. Comer fruta, todos os dias. Gerir o consumo de sal, açúcar, fritos e enchidos. Privilegiar o uso do azeite.

As cozinhas são dinâmicas. Há maior circulação e oferta de produtos nos mercados. E podemos aproveitar esta abundância para recuperar o que temos de bom na nossa tradição gastronómica, fazer adaptações, melhorar práticas e assim conseguirmos fazer uma alimentação saudável, ajustada às exigências da vida moderna. A cozinha e a alimentação não se fazem apenas de produtos. É importante cultivar os momentos passados em família à volta da mesa. O acto de partilhar uma refeição é uma forma de transmitir valores, princípios aos mais novos. Se cada um come onde quer. No quarto, em frente ao computador, ou a jogar no telemóvel, deste modo perde-se o valor da refeição, o valor dado à escolha dos alimentos e promove-se a desregulação das práticas alimentares no seio familiar. Comer em família é mágico! É uma forma de reforçar laços.

Uma das receitas que faz parte da nossa tradição gastronómica e que se enquadra no espírito de uma alimentação saudável, é a estupeta de atum. Conhecem? Tradicional do Algarve, onde era feita com atum de salga húmida. A receita que vos deixo, hoje, foi adaptada de uma que aprendi com o chef João Santos. Quem quer experimentar?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Salada de toranja com camarão e amêndoa crocante


Os últimos dias têm sido dedicados a preparar os próximos workshops e as actividades em que vou estar brevemente envolvida. Posso já dizer-vos que no dia 19 de Agosto vou estar no Festival Oito24, no Mercado Municipal de Espinho num showcooking de Petiscos às 11h30, com receitas do meu último livro. Marcam na agenda?

As refeições nestes dias quentes de Verão, cá por casa, têm sido principalmente saladas. É dos pratos que faço durante todo o ano, mas nesta altura, faço com muito mais frequência. A última que preparei, juntou fruta, folhas verdes, miolo de camarão e amêndoa tostada. O resultado final foi uma refeição fresca, crocante e cheia de sabor!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Bruschetta de tomate com abacate e manjericão


O tomate pertence a muitos momentos de felicidade cá em casa. Momentos simples de puro prazer para o palato. Tenho a sorte e o privilégio de poder apanhar tomate maduro na horta, em Santarém, nesta altura do ano. Uma das formas mais apreciadas para desfrutarmos de toda a sua doçura e suculência, é cortá-lo em rodelas, depois com a ponta dos dedos polvilha-se com flor-de-sal e termino com um fiozinho de azeite virgem. O tomate maduro de sol, firme, com esta simplicidade de temperos é uma verdadeira delícia. Outra forma de comer tomate, muito apreciada cá por casa, é em bruchettas. Uma fatia de pão torrado esfregada com um pouco de alho e por cima uma mistura de tomate fresco com sal e ervas. Que maravilha! Um verdadeiro elogio ao tomate e às coisas boas do Verão. Gostam?

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Vamos fazer pão: Pães de queijo mozzarella com bacon


O pão é um alimento que faz parte de muitas refeições e lanches cá de casa. Fazer pão traz muitas vantagens. Há semanas, em que faço um pão para irmos cortando em fatias, mas quando há festas ou quando queremos levar para a praia uns pãezinhos já prontos penso noutras alternativas. Faço muitas vezes pão para prepararmos umas sandes, ou pão que já por si está completo e é uma verdadeira delícia como a sugestão que vos trago hoje. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Salada Caprese com vinagre balsâmico cremoso


Adoro tomate, principalmente nesta altura do ano quando nos começa a chegar cheio de sabor. Um destes dias, quando fui às compras, trouxe tomate de diferentes variedades. Acreditam que nos dias seguintes houve tomate em todas as refeições?! Como gostamos e como tentamos aproveitar as frutas e os legumes na sua época, esta aparente imposição tornou-se num verdadeiro prazer para o nosso palato.

Uma salada de tomate que para mim, é sinónimo de Verão, é a salada Caprese. Adoro! A sua simplicidade de confecção traduz-se numa surpreendente combinação de sabores. Das vezes que estive em Itália, fiz, muitas vezes, questão de a pedir nos sítios por onde ia passando. Uma que me ficou na memória, foi saboreada em Assis, num dia bonito de sol, num pequeno restaurante com esplanada. Feita com bom tomate transforma-se num prato cheio de sabor. A versão que vos deixo, hoje, é com uma combinação colorida de tomate e vinagre balsâmico cremoso.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Peito de frango grelhado com cobertura de ananás e abacate


Muito se fala, hoje em dia, de alimentação e de comida saudável. Diabolizam-se uns alimentos e promove-se a inclusão de outros. A verdade, é que a nossa alimentação sempre foi dinâmica. Ao longo dos tempos a inclusão de alimentos novos e o abandono de outros refletiu-se de forma profunda na nossa gastronomia.

Veja-se quando a batata chegou às nossas mesas. Em virtude disso, abandonámos o consumo, por exemplo, da castanha. Para mim, é importante fazermos uma alimentação saudável em prol da nossa saúde, do nosso bem estar. Todos sabemos que há alimentos que devemos comer com parcimónia, principalmente quando são ricos em açúcar, sal e algumas gorduras. Que há pratos que sabem bem em dias de festa e que não são, por hábito, para as refeições do dia-a-dia.

Perante as questões da alimentação, o importante é encontrarmos um ponto de equilíbrio, entre o que gostamos de comer e aquilo que sabemos que é bom para nós. Há coisas que adoro comer. E quando como, sei que só o volto a fazer passado algum tempo. Por exemplo, o Cozido à Portuguesa é para encontros em família. E comemos por ano, talvez, umas três refeições de cozido. Doces conventuais são para dias especiais assim como muitos pecadinhos de boca mais calóricos.

Com o intuito de encontrar o equilíbrio, nas refeições do dia-a-dia, cá em casa, opto por incluir muitos legumes e/ou frutas nos pratos que preparo. Agora no Verão, sabem tão bem!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Junho e a chegada do Verão


Junho traz a alegria da chegada do Verão. Uma das minhas estações preferidas. Para mim o Verão é sinónimo de férias, de dias longos, de idas à praia, de sardinhadas com a família. É tempo de abrandar o ritmo, de andar de chinelos, de olhar mais vezes para o céu, de fazer passeios pela cidade, de ir à praia, ler livros leves e inspiradores. Em Junho li Um Ano para Ser Feliz de Lori Nelson Spielman, um livro delicioso para saborear nos dias bonitos de céu azul. Conta-nos a história de Brett, que depois da morte da mãe, tem de realizar uma lista de objectivos que escreveu quando era miúda e que a mãe guardou ao longo dos anos. Entre os objectivos conta-se apaixonar-se, ter filhos, fazer as pazes com o pai, ajudar os pobres, voltar a dar aulas, ter um cavalo, um cão ... Um romance com final feliz que nos inspira a traçar e a realizar objectivos. Imaginem o que fariam se tivessem um ano para mudar a vossa vida? Um livro, para quem como eu, gosta de fazer listas de coisas que quer fazer.

Junho foi um mês de trabalho. Estive a fazer pão com crianças na Quinta da Ribafria numa interessante iniciativa para as famílias organizada pela Câmara Municipal de Sintra. Fizemos pão de beterraba com nozes, de cenoura com salsa e alho - o mais apreciado de todos - de abóbora e de espinafres. Em Lisboa teve lugar o workshop Receitas Frescas de Verão. Foi uma manhã de domingo muito bem disposta. Estive ainda na Feira do Livro de Lisboa numa tarde bonita, cheia de sol, para um showcooking. O carinho de quem fez questão de assistir deixou-me de coração cheio. Obrigada!


Fui também até à Biblioteca Municipal da Chamusca apresentar receitas do meu livro O Livro de Petiscos da Isabel. Já experimentaram as sangrias ou a limonada com framboesas? Nestes dias quentes, sabem tão bem! Estive também em Loures, na loja IKEA, para um showcooking com produtos que gosto muito como o concentrado de flor de sabugueiro, a mistura de grãos e o salmão. Uma das receitas que preparei foi uma infusão com flor de sabugueiro adaptada do meu livro Delicioso Piquenique, que faço muitas vezes cá em casa, durante o Verão.

Tentei aproveitar o quintal em Santarém. Gosto de ver as plantas a crescer. De olhar para as árvores de fruto. De apanhar hortelã. De dar de comer às galinhas. Pequenas coisas. Acreditam que este contacto com a terra inspira-me? Regresso a Lisboa sempre mais feliz!

Em Junho passei pelo Alvarinho Wine Fest, um festival dedicado aos bons vinhos desta casta que se produzem na região de Melgaço. Aprendi a fazer tapioca com o chef Vicente Neto. Receita a reproduzir num dos meus próximos workshops dedicado ao brunch. Vão adorar! Fui também a uma aula de sushi. Para mim, a parte mais difícil é sempre preparar o arroz, sem a panela para o efeito. Mas consegue-se fazer.

Voltei ao Porto para mais uma participação no programa da RTP, A Praça, onde apresentei duas deliciosas saladas de Verão. Daquelas que dá para fazer para toda a família ou para levar para a praia. É sempre tão bom voltar aos sítios onde fomos ou somos felizes!

O saber não ocupa lugar, como se costuma dizer. E quando se é curioso, a sede pelo conhecimento não tem fim. Por isso aceitei o convite da Parmalat para participar num workshop com receitas sem lactose com o chef Pedro Sommer. Tenho que partilhar convosco o leite creme que o chef nos ensinou a preparar com hortelã e laranja. Tão bom! Estive também na Academia Time Out num workshop Samsung Chefs Experience com a Pescanova e o conhecido actor, José Fidalgo. Preparámos camarão de Moçambique na frigideira com malagueta e bacalhau confitado, com um toque de citrinos. Para sobremesa, um arroz doce fidalgo, feito, em tempos idos para dias de festa, com muitas gemas de ovos. Uma verdadeira delícia!


E para quem gosta de Van Gogh, não percam a exposição na Cordoaria Nacional, em Lisboa, até ao fim de Agosto. Eu já lá estive. É uma exposição interactiva, cheia de momentos inspiradores e com a poesia característica das coisas bonitas.

Em Junho fiz pão. Cozinhei as coisas boas que trouxe da horta. Fiz compotas. Quando faço compotas penso sempre que é uma maneira de guardarmos um bocadinho do Verão para irmos saboreando nas outras estações do ano.


Junho foi um mês de trabalho, com muitas coisas boas. Espero que Julho nos traga a felicidade dos dias bonitos de Verão.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Salada de quinoa com frango assado e vinagrete de maçã à antiga


O Verão é a época do ano perfeita para incluirmos saladas nas nossas refeições. Cá em casa adoramos saladas e, nesta altura do ano, fazemos muitas. Muitos dos nossos almoços e jantares são à base de saladas.

As saladas preparam-se num abrir e fechar de olhos. São muito práticas e podem ser feitas com quase tudo o que temos no frigorífico. Hoje em dia, para quem tem pouco tempo, encontram-se sacos com misturas de folhas verdes já lavadas e prontas a usar. Comer saladas é um hábito saudável que deveríamos incluir mais vezes à nossa mesa.

As saladas são uma forma de aumentarmos o consumo de legumes e frutas. São ricas em fibras. Ajudam muitas vezes na perda de peso. Eu gosto de saladas coloridas e com textura. Por isso, junto muitas vezes frutos secos, ou cereais cozidos, para as enriquecer e dar-lhes crocância, que a cada garfada, nos sabe tão bem.

Os temperos que uso nas minhas saladas são quase sempre feitos com azeite e vinagre. Gosto de usar diferentes tipos de vinagre. A salada que partilho convosco, hoje, foi desenvolvida para a rubrica da Oliveira da Serra. Esta marca lançou recentemente uma interessante gama de vinagres de fruta portuguesa.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Vamos fazer pão: Pão fofo com sementes de sésamo


Pão é um daqueles ingredientes que nunca falta cá em casa. Procuro ter sempre pão. Quando faço em maior quantidade congelo. Corto em porções, embrulho em película aderente e vai para o congelador. Quando preciso, tiro-o umas horas antes e deixo-o a descongelar à temperatura ambiente.

Se o pão é um ingrediente sempre presente na minha mesa, confesso que no Verão ainda é mais. Há pão na mesa ao pequeno-almoço. Corta-se pão para acompanhar os petiscos de Verão ou os almoços de sardinhas assadas, em família. Leva-se pão, em forma de sandes, para a praia ou para os dias em que vamos passear sem horários. E nos dias quentes em que não apetece cozinhar come-se pão com o que há no frigorífico.

Deixo-vos, hoje, um pão muito fofo, ideal para as sandes de praia ou para acompanhar um delicioso hambúrguer, naqueles dias em que procuramos fazer refeições rápidas. Cá em casa, este pão é sempre um sucesso. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Perninhas de frango com batata-doce e ervilhas


Uma das coisas que gosto de ter cá em casa é perninhas de frango. Acho-as tão práticas. Rapidamente preparamos um petisco ou um prato para toda a família. Da última vez que fui às compras, trouxe duas caixas com perninhas de frango que tiveram como destino um guisado com batata-doce e ervilhas. Resultou tão bem! Acho que vamos voltar a repetir este prato cá em casa mais vezes ...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Croquetes de alheira com sementes de sésamo


A primeira vez que me lembro de comer croquetes de alheira com sementes de sésamo foi no restaurante O Nobre confeccionados pela conhecida chef Justa Nobre. E sempre que lá volto, de vez em quando, aparecem os bilharacos de alheira, nome pelo qual se designam estes croquetes ou bolinhos de alheira. São uma verdadeira delícia. Costumam chegar ainda mornos à mesa para nossa tentação. Ficam tão bons!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Doce de alperce com morangos


Todos os anos procuro fazer uma lista de pequenas coisas que gostaria de fazer nos dias de Verão. O bom tempo traz energias positivas e motivação para pensarmos em tarefas ou projectos que gostaríamos de fazer ou de colocar em prática. A ideia é definirmos pequenas coisas que nos ajudem a ser felizes e que não estejam relacionadas com a nossa vida profissional. Este Verão gostava de:

- Fotografar mais vezes os sabores frescos do Verão, principalmente as frutas e os legumes que me chegam da horta. É um privilégio poder acompanhar o crescimento dos alimentos que colocamos na nossa mesa;

- Viver mais a cidade de Lisboa. Ir a exposições. Tomar café numa das esplanadas da Gulbenkian; passear junto ao Tejo;

- Retomar as minhas caminhadas dos 10.000 passos, duas vezes por semana. Quem me quer fazer companhia?

- Voltar à universidade, para umas formações de curta duração;

- Ler 3 romances de Verão, com sabor a férias, daqueles que nos fazem sonhar;

- Beber mais água. É um desafio que me imponho;

- Apanhar amoras e orégãos no campo. É algo que procuro fazer todos os anos no Verão. Este ano espero fazê-lo novamente. São gestos, acções que me levam até à infância;

- Aproveitar a fruta fresca de Verão e fazer doces para irmos saboreando ao longo do ano. Esta é uma forma doce de guardar os sabores do Verão.

Deixo-vos, hoje, um doce que fiz com os alperces do quintal dos meus pais.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Salada de peito de pato com amoras e pêssego grelhado


Há ingredientes que nunca faltam na minha despensa. Um desses ingredientes é o vinagre. É um elemento indispensável nas muitas saladas que faço ao longo do ano. Por curiosidade, o termo deriva do francês vinaigre que significa vinho agre ou azedo. E é um produto milenar.

Existem registos da existência do vinagre no antigo Egipto. Na Bíblia, uma das mais conhecidas referências é quando os romanos oferecem a Jesus Cristo uma esponja com vinagre para beber, durante a sua crucificação, de modo a que se revigorasse. Para Hipócrates, pai da medicina, o vinagre tinha propriedades medicinais. Ao longo dos tempos o vinagre foi utilizado na conservação dos alimentos, hábito que ainda hoje prevalece.

O vinagre resulta de duas fermentações. A primeira é uma fermentação alcoólica e a segunda uma fermentação acética. Na fermentação alcoólica dá-se transformação de açúcar em álcool e posteriormente, na fermentação acética, ocorre a transformação desse álcool em ácido acético formando assim o vinagre. Qualquer matéria prima que contenha açúcar pode ser usada para o fabrico de vinagre, como por exemplo, as uvas, a maçã, a batata, a beterraba, a pêra, o figo, entre outras. Um dos primeiros vinagres conhecidos no Médio Oriente é o de tâmaras.

Como sabemos, no Japão e na China, usa-se o vinagre de arroz. Existem diferentes tipos de vinagre dependo do produto ou fruto usado na fermentação alcoólica. Recentemente a Oliveira da Serra fez chegar ao mercado quatro novos vinagres feitos a partir de frutas portuguesas. São eles o vinagre de tomate, o vinagre de maçã, o vinagre de pêra Rocha e o vinagre de figo. Deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada de peito de pato com o toque aromático e delicioso do vinagre de figo.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Pão de chocolate com ameixas secas


Todas as semanas faço pão cá em casa. Há semanas em que faço dois a três pães. É elemento presente nos pequenos-almoços cá de casa e faz parte também de muitos dos nossos lanches. Adoro pão! Na família, de há uns tempos para cá, sempre que há festa à volta da mesa, lá tenho que responder aos pedidos e levar um pão quentinho para nos deliciarmos antes da refeição.

Costumo fazer pão usando o método directo e o método indirecto, com os pré-fermentos e o fermento natural. Procuro ter sempre levedura seca e fermento fresco de padeiro, que se encontra nos supermercados em cubos. E tenho duas prateleiras nos armários da cozinha com frascos cheios de diferentes farinhas. Adoro fazer pão com mistura de farinhas e ando sempre à procura de novas farinhas. Um destes dias, fui até uma feira com expositores internacionais à procura de farinha de batata-doce e farinha de ervilha. Esta é uma das grandes vantagens de fazermos o nosso pão! Fazermos a nossa própria mistura e termos um pão único.

Para além do pão salgado, faço muitas vezes pão doce. Fica tão bom! A sugestão que vos deixo, hoje, junta dois ingredientes muito especiais, chocolate e ameixas secas. Gostam da ideia? Vamos fazer pão?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Salada fria de polvo


Os dias quentes de Verão trazem o sabor doce das férias. E quando passava férias, em família, no Algarve, na zona de Tavira, havia sempre comida típica dos nossos dias junto ao mar. Era tradição uma sopa de beldroegas, compradas no mercado, peixe fresco grelhado, amêijoas à Bulhão Pato e uma salada fria de polvo que se comia com fatias generosas de pão compradas na taberna da D. Clotilde.

Deixo-vos, hoje, uma versão da salada de polvo que se come tão bem num dia bonito de Verão e que preparei para a rubrica Pescanova.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Arroz de safio com camarão


Adoro o Verão. Dos dias quentes. Das comidas frescas. Das ida à praia. De comer gelados sem fim. Adoro o Verão, com calor. Com dias de sol e céu azul. De andar com chinelos nos pés. De vestir calções e camisolas de alsas. Gosto do Verão, mas não gosto destes dias que me fazem lembrar o Outono, de céu ora azul, ora cinzento, com o vento a passar apressado por entre as árvores e gotas de chuva grossas a caírem com força das nuvens negras que parecem ter saudades do Inverno.

E se os dias ficam mais frescos, cá em casa optamos por pratos mais quentes. Para o almoço, na segunda-feira, preparei um arroz de peixe, com um sabor a mar intenso e feliz.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Como fazer lemon curd?


O lemon curd é um creme feito com sumo de limão, ovos, açúcar e manteiga. É bom para rechear bolos, usar em tartes ou nas sobremesas de copinhos. Fica delicioso misturado com iogurte, barrado em tostas ou em fatias de pão para um lanche. Fica tão bem servido com panquecas para os pequenos-almoços de domingo. Pelos seus múltiplos usos é bom ter um frasco de lemon curd no frigorífico pronto a usar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Salada de requeijão com morangos e frutos secos


É tempo de festejar a chegada do Verão. Todos os anos penso numa pequena lista de coisas que gostaria de fazer durante os meses em que a rotina abranda e a vontade de aproveitar o sol e o mar, é mais que muita. Este ano, entre as coisas que quero fazer, conto voltar à universidade, para umas formações de curta duração. Espero fazer mais fotos de frutas e de legumes que me chegam da horta. Gostava de viver um pouco mais a cidade, de ir a exposições, de me levantar cedo num dos fins-de-semana que se aproximam e ir tomar um café numa das esplanadas da Gulbenkian, sítio que tanto adoro e do qual já tenho saudades. Conto retomar as minhas caminhadas dos 10.000 passos, duas vezes por semana, agora que os dias são mais inspiradores. E já estou a fazer uma lista de leituras com sabor a Verão!

Na cozinha, cá em casa, festeja-se o Verão com sumos, gelados, sopas frias e muitas saladas deliciosas. A última que preparei foi para a rubrica da Oliveira da Serra que lançou recentemente quatro novos vinagres feitos com frutas portuguesas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com arandos e trigo sarraceno


Vamos fazer pão? Às sextas-feiras, há sempre pão fresco aqui no Cinco Quartos de Laranja. Pode ser um pão doce simples ou enriquecido. Pode ser um pão feito usando o método directo, ou seja misturar todos os ingredientes, amassar, deixar levedar, enrolar, levedar mais um pouco e levar ao forno. Ou com pré-fermentos. Tenho feito pão com poolish e com biga. Já vos expliquei como faço o meu fermento natural de centeio (conhecido também como isco, mãe, levedura líquida, crescente, etc..). Partilhei convosco as vantagens de fazer pão usando um tacho de ferro fundido. Para quem faz pão regularmente em casa, aconselho o investimento num bom tacho ou panela. Faz mesmo a diferença, na cozedura do pão, deixa a crosta muito estaladiça.

Podemos fazer pão de várias maneiras. Volto, hoje, a falar-vos da autólise. Este método foi divulgado pelo professor francês Raymond Calvel nos anos 70 do século passado, que estudou os benefícios de misturar a farinha com a água e deixá-la descansar durante, aproximadamente, 20 a 30 minutos, antes de adicionar o sal, o fermento ou outros elementos que queiramos colocar na massa para enriquecer o nosso pão. Durante o período de descanso a massa começa a desenvolver-se. Ou seja, a água vai « ligar as proteínas formadoras de glúten, além de iniciar a atividade enzimática nativa na farinha: amílase, convertendo açúcares; e protease, quebrando as proteínas promovendo extensibilidade (capacidade da massa se prolongar), balanceando então a elasticidade (capacidade de retrair) afim de permitir uma massa mais expansível. » Este processo deixa a massa elástica o que facilita imenso o nosso trabalho ao amassar. Depois de fazerem pão usando este método, vão ver que amassar à mão se torna tão fácil! Quem aceita o desafio? Vamos fazer pão?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Biscoitos de limão com aveia


Se há coisa que adoro é biscoitos. Procuro ter sempre um frasco com biscoitos cá em casa. Para acompanhar um café, a meio da manhã, ou para colocar na mesa, a seguir ao jantar. Acompanham tão bem uma chávena de chá. Há dias, enquanto preparo o almoço ou o jantar, coloco a mão dentro do frasco e tiro um biscoito. É daqueles prazeres inocentes, que sabem tão bem!

Deixo-vos, hoje, a receita dos últimos biscoitos que fiz para ter cá em casa.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bifes de peru na frigideira


Abro a janela da sala e olho os campos em volta. Curioso como em poucos dias a vegetação verde, viçosa, deu lugar a um manto em tons de terra. É a chegada do Verão.

E Verão é sinal de tempo quente. De férias. De idas à praia. De noites dormidas com a janela aberta. De comidas frescas. Cá em casa, nestes dias de grande calor, pouco se cozinha. Fazem-se saladas, sopas frias ou outras alternativas que se revelem rápidas de preparar.

Um destes dias, para o jantar, fiz uns bifes de peru na frigideira com uma mão cheia de ervas, sumo de limão e dentes de alho. Souberam tão bem com uma salada de verdes. Preparam-se num instante!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Doce de nêspera com Moscatel


Sinto-me muito grata por ter um quintal com uma horta e árvores de fruto. Desde que lembro que os meus pais cuidam da horta. Ao longo dos anos, foram escolhendo as árvores de fruto a plantar. Para terem uma ideia, no nosso quintal, temos pessegueiros, e este ano estão carregados de pêssegos, ameixoeiras de pelo menos três variedades, laranjeiras, um limoeiro, oliveiras, uma pereira, um marmeleiro, figueiras, dois diospireiros, e nespereiras, duas delas, na rua, frente à casa.

Quando estão maduras, quem passa na rua, não resiste a parar e a apanhar duas ou três nêsperas. Talvez por isso, todos os anos estas árvores se enchem de fruta. Dão, felizmente, tantas nêsperas que chegam para toda a gente. Nos finais de Maio quando passei por Santarém trouxe uma caixa com nêsperas. Guardei-as no frigorífico. Fomos comendo, e num destes dias, decidi usar as que restavam num delicioso doce com vinho Moscatel.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gaspacho Andaluz


Os dias quentes trazem-me à memória as férias grandes da escola, quase intermináveis, passadas na aldeia, onde nasci, no Ribatejo. Nesses verões, o calor era tanto, que depois da hora de almoço, dormia-se a sesta. Fazia-se silêncio. Nas estradas não se ouvia passar um carro a guinchar ou uma mota apressada. O calor era tanto que até o alcatrão parecia começar a derreter. No ar o cheiro ligeiro a substâncias derretidas que vinha das estradas, a fazer lembrar o plástico, o carvão e madeiras resinosas, misturava-se com os aromas da terra seca, que cedia sem forças ao poder do tempo quente.

Às vezes até custava respirar. O vento adormecido, não mexia nem uma palha seca nem agitava as folhas de uma qualquer árvore crescida ao acaso nos quintais das casas. Silêncio e calor. Calor! Fechavam-se as janelas e as portas. Punham-se as ventoinhas a funcionar. Nestes dias de grande calor não se ligava o fogão, nem se faziam brasas. Trazia-se da horta tomate maduro, pepino, abria-se uma lata do que houvesse ou cortavam-se umas fatias de presunto curado na salgadeira, às vezes ainda fresco. O frigorífico era aberto mil e uma vezes, em busca da água fresca.

Ainda, hoje, são assim os dias de grande calor. Não nos impulsionam a ir para a cozinha. Só as comidas frescas e refrescantes nos sabem bem. Por isso, hoje, deixo-vos uma sopa fria de tomate, ou melhor, um gaspacho Andaluz, que preparei para a rubrica da Oliveira da Serra com o novo vinagre de tomate. Uma sopa fria de tomate sabe tão bem em dias de grande calor!

A Oliveira da Serra lançou recentemente um conjunto de quatro novos vinagres de fruta com sabores portugueses. Encontram agora vinagre de tomate, vinagre de figo, vinagre de maçã e vinagre de pêra Rocha.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Como fazer um fermento natural

Há vários anos que faço pão em casa. O pão é um alimento fantástico que faz parte dos meus dias. Adoro pão! Às vezes, até como pão sem nada!

Comecei por fazer pão de forma directa, com farinha, água, sal e fermento de padeiro de compra, a chamada levedura fresca. Com duas fermentações e ia para o forno. Este é o método talvez mais simples de fazer pão. Depois de compreender, um pouco mais as massas, decidi fazer pão com pré-fermentos. Uso o poolish e a biga. Mas, para mim, o grande desafio assim que comecei a fazer pão, era e continua a ser, o pão feito com fermento natural. Pão lêvedo feito sem recurso a fermentos industriais. Pura magia!

A fermentação natural, em panificação, é o resultado da acção de micro-organismos que se alimentam da farinha e da água. Consomem os açúcares da farinha e em troca produzem gás carbónico, álcool e ácidos. Para criarmos um fermento natural basta expormos ao ar uma massa feita com farinha e água e esperar que ela seja dominada por uma complexa flora microscópica presente no ar e na farinha, composta por leveduras selvagens (fungos) e bactérias (boas!). Foi assim, que sempre se fez pão, pelos menos a partir do momento em que os egípcios descobriram a fermentação, pois até então fazia-se o chamado pão ázimo, sem fermentação. No século XIX surge o fermento industrial. Pela sua facilidade de uso, foi rapidamente adoptado, dado que a fermentação natural é um processo demorado, com vontade própria, e que não se adapta, de uma forma geral, à vida apressada dos nossos dias. Nos últimos anos têm surgido, pelo mundo fora, impulsionadores do pão artesanal feito com fermento natural, ou como dizem os franceses, pain au levain naturel. Portugal não é excepção.

O fermento natural é feito com farinha e água num processo que dura alguns dias. É muito fácil prepará-lo em casa. Mas, como em tudo, há sempre mais do que uma maneira de o fazer. Por isso, há quem, em vez da água, use sumo de abacaxi coado, água da maceração de maçãs biológicas ou de passas de uva. Há processos de preparação do fermento que, ao longo, dos dias a quantidade de farinha e água se alteram. Mas, para quem quer começar em casa a fazer pão com fermento natural, a receita ou o método que partilho, hoje, convosco é, penso eu, o mais simples. Esta massa de base para fazer pão, preparada ao longo de cinco dias, que no fundo é uma cultura de fermento, é também conhecida como isco, fermento natural, crescente, massa azeda ou mãe. O facto de ter muitas designações, por vezes, pode gerar alguma confusão. Preparados? Vamos então fazer um fermento natural?

Cultura de fermento, fermento natural ou isco de centeio

Dia 1
Colocar num copo alto 25 g de farinha de centeio biológica, 25 g de água mineral (sem cloro) e 1,25 ml de mel. Mexer muito bem, de preferência com uma vara de arames. Tapar o copo com película aderente e fazer uns furinhos com a ajuda de um garfo no topo. Guardar em local abrigado, numa zona mais quente da cozinha. Passadas 12 horas, mexer a mistura. Ao olharem para a massa parece que ainda não aconteceu nada. Aconselho usarem um copo ou frasco de vidro transparente para poderem observar as alterações que a massa irá sofrer ao longo dos dias.


Dia 2, 3 e 4
Acrescentar em cada um dos dias 25 g de farinha e 25 ml de água. Mexer sempre muito bem. Ao segundo dia, vão ver que a massa já cresceu. E que há coisas a acontecer! É uma massa com vida! Procurem alimentar a massa, de preferência, sempre à mesma hora.


Dia 5
A cultura está pronta.Usar ou colocar num frasco. Guardar no frigorífico.


Sempre que pretenderem fazer pão, deverão refrescar o fermento. Refrescar significa alimentarmos o nosso isco. Depois de alimentado e de ter crescido, à temperatura ambiente, poderá então ser usado na confecção do pão. Para verem se o isco tem ou não força coloquem uma colher de chá de massa, depois de ter crescido, num copo com água. Se boiar, é porque está pronto a ser usado.

Como alimentar a cultura de fermento ou isco
A cultura deve ser alimentada, pelo menos, uma vez por semana, na seguinte proporção 2: 1: 1. Retirar 50 g de cultura e adicionar 25 g de farinha de centeio e 25 g de água mineral. Pode ser alimentada todos os dias, caso façam pão com muita regularidade.

Se só alimentarem o vosso isco uma vez por semana, quando quiserem fazer pão, devem começar a alimentá-lo três ou quatro dias antes de modo a controlarem a acidez. Ao alimentarem é importante retirar a porção de massa indicada, que podem usar ou descartar. Caso não retirem, o vosso isco vai crescendo e o alimento, com o passar do tempo, torna-se pouco para a quantidade de massa que têm no frasco.

Com este isco ou starter, como se diz em inglês, preparo a massa-mãe. Mas este tema será conversa para outro apontamento. Para já, vamos experimentar fazer o fermento natural em casa?

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Impressões de Paris


O convite para viajar até Paris chegou através do Office du Turism et des Congrès de Paris. A viagem teve lugar nos finais de Abril. Confesso que tudo em Paris me fascina. As ruas, os edifícios, as lojas, os monumentos, e claro, os vinhos e a comida. Quando se fala em gastronomia, França é uma das grandes referências.

Durante os dias que estive em Paris, fiquei alojada em Montmartre. Sempre que pude, acordava cedo e dava um passeio a pé pelo bairro. Adoro passear a pé, é uma forma de sentir as cidades, de perceber como se vive em cada um dos locais por onde passo. É uma maneira de olhar e ver pormenores que de outro modo nos passariam ao lado.


Um dos bolos característicos de Paris são os macarons. Existem diferentes tipos de macarons, dependendo das regiões francesas onde são confeccionados. Os coloridos, apetecíveis, que nos preenchem o imaginário como se fossem peças de roupa de alta costura, ou pequenas jóias, são os macarons de Paris.

Em Paris, tive a possibilidade de participar num workshop de macarons no atelier Le Cuisine de Paris, um espaço fantástico. Fazer macarons, ali, pareceu muito fácil. Merengue italiano, farinha de amêndoa passada numa peneira e corante alimentar. A mim, calhou-me fazer os de framboesa com ganache de maracujá. Confesso, que não me saí nada mal. Agora só me falta experimentar cá em casa!


Em Paris, tive também a possibilidade de visitar algumas lojas. Uma que me encantou foi Chez Virginie, uma loja só de queijos franceses. Assim que entrei que cheirinho bom. Cá em Portugal, não conheço nenhuma loja com estas características. Nesta viagem tive a possibilidade de provar os caramelos de Henri Le Roux, de conhecer os Macarons Gourmand, de vários sabores, desde vinagre balsâmico, passando pelos clássicos de fruta, até ao de foie gras. Uma loja encantadora!


No último dia desta viagem a Paris, visitei também o mercado internacional de Rungis. Um mercado gigante, o maior do mundo, com vários pavilhões. Ali encontra-se de tudo o que possam imaginar para abastecer lojas, restaurantes ou bistrots. O primeiro pavilhão que visitei foi o do peixe e marisco. Encontramos peixes e mariscos de todos os tamanhos, feitios e proveniências.


A secção da carne, foi talvez a que mais me impressionou. Para além dos pavilhões com as carcaças, de vaca, de porco, de borrego, existe um pavilhão só de miudezas, com tripas, mioleiras, pés, molejas, entre tudo o resto que imaginam relacionado com as entranhas. Nunca tinha visto o desmanche de uma cabeça de vaca. É impressionante.

O pavilhão dos queijos é um mundo maravilhoso. Eu que muitas vezes digo, em tom de brincadeira, que poderia viver de queijo, pão e vinho, confesso que me apetecia provar ou trazer muitos dos queijos que ali vi! E, como imaginam, ali há todos os tipos de queijo, principalmente franceses. O pavilhão tem uma cave de queijos, com temperatura controlada, que tivemos a possibilidade de visitar.

Visitei ainda as secções de frutas, de legumes, de ervas aromáticas. Tudo muito fresco, viçoso, apetitoso. E com uma variedade incrível.

Quase no final da visita ao mercado de Rungis, tivemos a possibilidade de provar diferentes tipos de caviar e de beber um copo de champanhe, isto por volta das sete horas da manhã. Uma experiência única e tão especial! Lá há mesmo de tudo!

Paris, tem o dom de nos fazer sonhar! É uma cidade maravilhosa!

Ler também:
- Onde Comer em Paris? Os melhores bistrots

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Maio, maduro Maio, quem te pintou ...


« Maio, maduro Maio, quem te pintou (...) », é assim que começa a música de Zeca Afonso. Maio é um mês cheio de cor. Os dias chegam cedo e a noite começa tarde. Os campos enchem-se de flores e isso traz-nos uma alegria especial.

Os mercados enchem-se de frutas como se fossem uma tela colorida. É um mês de abundância. Encontramos, morangos, nêsperas, alperces, cerejas, ginjas entre muitas outras frutas. Ainda temos ervilhas e apanham-se as últimas favas da horta.

Em Maio fui até ao Douro. Uma viagem em jeito de férias para saborear as paisagens bonitas da região. Há alturas em que sabe bem parar. Fugir um pouco da rotina. Todos, de vez em quando, precisamos de desligar, recarregar baterias para depois recomeçarmos cheios de energia e vontade para continuar.


As férias pelo Douro foram marcadas por muitas e inesquecíveis refeições. Não resistimos a provar a conhecida posta de vitela, um naco de carne feito na grelha, ou o arroz de salpição. Este arroz é tão bom!


Em Maio estive num workshop na cervejaria/marisqueira Ribadouro, na Avenida da Liberdade, cá em Lisboa. A aula foi sobre marisco. E para mim, foi uma das mais interessantes a que tive o privilégio de assistir nos últimos tempos. Os mestres marisqueiros apresentaram, um a um, os mariscos que servem na casa, para além de explicarem as origens de cada um deles, disseram-nos como é que os cozinham. O cuidado que colocam na escolha e confecção do marisco servido faz toda a diferença. Depois do workshop seguiu-se um memorável almoço onde pudemos degustar muito dos mariscos servidos na casa. Tudo tão bom! Um espaço a que quero voltar, muito brevemente.


No mês de Maio, continuámos, cá em casa, com os pequenos-almoços demorados de domingo. Todos os dias tomamos o pequeno-almoço em casa. É um hábito que adquirimos desde sempre. Mas aos domingos procuramos que seja especial. Colocamos na mesa ovos, pão fresco, queijos, sumos, compotas, café, uma vez por outra panquecas, frutas ou um miminho doce, como queques ou umas fatias de bolo. Estes pequenos-almoços tornam-se um oásis belo e acolhedor que nos ajuda a quebrar a rotina das semanas. Também fazem o mesmo?

Maio levou-me até à loja de cozinhas Mob/Vista Alegre, onde assisti a uma apresentação do conhecido chefe Ljubomir Stanisic que preparou um falso tomate que nos deixou a sonhar com dias de praia e ceú azul. Estive na Tasca da Esquina, na apresentação da nova gama de vinagres da Oliveira da Serra com ingredientes portugueses, com o chef Vítor Sobral. Para este Verão podemos usar nos nossos pratos vinagre de tomate, de figo, de pêra Rocha e de maçã. Acho que um dos próximos pratos, cá em casa, vai ser uma salada com vinagre de figo! Ou com pêra Rocha! Confesso que estou cheia de vontade em usar estes novos vinagres com sabores tão nossos!

Em Maio fiz pão. Apanhei ervilhas na horta. Olhei para o céu azul. Fui ao mercado. Estive no Porto, para um showcooking no shopping Cidade do Porto onde apresentei receitas para petiscar nos dias quentes de Verão. O carinho com que fui recebida encheu-me de alegria. Obrigada a todos os que fizeram questão de me fazer companhia.

Em Maio, li a obra A Gorda de Isabela Figueiredo. Que recomendo. Uma obra deliciosa sobre uma mulher, gorda, que é determinada e forte.

Maio foi um mês bom. Cheio de cor. Em que os dias me trouxeram sorrisos e paz.


Que Junho nos traga a beleza e a felicidade dos dias de céu azul. Que nos traga o desejo de molhar os pés na água salgada do mar. Que nos traga a possibilidade de continuar a sonhar!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão com chouriço e orégãos


Junho traz dias de festa. Nesta altura do ano, montam-se arraiais, assam-se sardinhas, prepara-se o vinho e enchem-se os jarros de sangria. Por toda a cidade já se fazem preparativos. O dia de Santo António está a chegar!

Os Santos Populares merecem a alegria das festas, das marchas a desfilar pela avenida e do cheirinho a manjerico! Quando tinha quintal, para festejar o Santo António, fazíamos sempre sardinhas assadas e a acompanhar uma travessa de salada com pimentos assados. Mas nem só de sardinhas se fazem as festas populares. Uma das coisas que adoro comer sempre que há feiras ou festas, é pão com chouriço. E se estiver morninho, sabe ainda melhor! É uma verdadeira festa de sabores, com a gordurinha do chouriço a molhar o pão. Tão bom! Vamos fazer pão? ... Com chouriço? Quem aceita este desafio?

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O workshop Vamos Fazer Pão em Lisboa foi assim


Parece quase magia. É apenas um instante. Misturamos água, farinha, sal e fermento. E depois tudo começa a acontecer. Fazer pão é uma verdadeira alegria. E quando juntamos um grupo de pessoas que já fazem pão ou que querem começar a fazer, é mesmo uma verdadeira festa. E foi isso que aconteceu no workshop Vamos Fazer Pão? que teve lugar, cá em Lisboa, escola de cake design IstoFaz-se.

Nos meus workshops amassa-se à mão. Toda a gente coloca as mãos na massa. Quando percebemos a consistência das massas, quando as conseguimos domar de acordo com a nossa vontade, fazer pão torna-se ainda mais divertido.


Depois da massa levedar, voltamos a juntar-nos e enrolámos os nossos pães. Neste workshop fizemos pão de duas maneiras. Usando um método directo e recorrendo a pré-fermentos, poolish e biga. Fizemos pão com diferentes taxas de hidratação, para no final podermos avaliar as diferenças. Preparámos também pão doce, que sabe sempre tão bem! E cozemos os nossos pães no tabuleiro do forno e em tachos de ferro fundido, sempre com o intuito de ajudar quem quer fazer bom pão em casa.

No final, colocámos manteiga na mesa, cortámos enchidos e abrimos diferentes compotas, que acompanharam de forma gulosa os pães quentinhos que preparámos. Antes de nos despedirmos, ainda houve tempo para um brinde às coisas boas da vida e ao prazer de fazer pão bom.


No próximo dia 18 de Junho, das 10h30 às 13h30, vamos ter um novo workshop, desta vez, dedicado a Receitas Frescas para o Verão. Vamos preparar muitas coisas boas! Quem me faz companhia?

Quem aceita o desafio?

Inscrições e mais informações:
escola@istofaz-se.pt   218 078 640

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Salada de ervilhas com queijo feta e massa


Num dos últimos fins-de-semana de Maio, estive em Santarém e trouxe algumas das coisas boas que temos na horta. Uma dessas coisas foi um saco de ervilhas que tive o prazer de ir apanhar com a minha mãe. As ervilhas da nossa horta são sempre tão especiais. São semeadas com muito carinho. E quando chega a altura de as colhermos é uma verdadeira alegria. Adoro ir apanhar ervilhas! E quando temos um produto criado com orgulho, temos que lhe dar um destino feliz.

Um destes dias, para um almoço, cá em casa, decidi usar as ervilhas da horta e fazer uma super salada. Soube-nos tão bem!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Vamos fazer pão: Pão doce com creme de cacau e avelãs


Fazer pão é uma deliciosa aventura. Todas as semanas faço pão. O pão é um ingrediente que faz parte dos pequenos-almoços cá em casa e de muitos lanches. É a companhia perfeita para um petisco, para acompanhar um prato de sopa ou simplesmente para saborear com umas azeitonas temperadas. Adoro pão!

Costumo fazer pão misturando diferentes tipos de farinhas. Umas vezes, uso legumes, outras, misturo-lhe frutos secos para os tornar ainda mais especiais. Faço muitos dos meus pães com pré-fermentos, uso a biga ou o poolish. Os pré-fermentos, para além de deixarem o pão mais saboroso, são uma forma de utilizar muito menos fermento na preparação das nossas massas. Menos fermento, mais fácil será a digestão.

Para momentos especiais gosto de fazer pão doce. A receita de hoje é muito gulosa. Perfeita para servir em dias de festa ou para os dias em que nos apetece uma coisinha doce. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Robalo no forno com tomate cereja


Junho cheira a manjericos e a sardinhas assadas. Cheira a dias de sol e a festas populares. Junho traz a vontade de ir à praia, de passear à beira-mar, de comer gelados e rir até ao anoitecer. Junho cheira a Verão. A refeições prolongadas. A bebidas frescas e a limonadas. Sabe a fruta madura. A saladas de tomate com pimentos assados. Sabe a abraços. A beijos doces e a namoricos. Sabe a gelados de melancia. E a festas até ser dia.

Junho costuma ser um mês feliz. Cheio de luz. Bem-vindo querido mês de Junho. Para festejar a chegada deste delicioso mês, deixo-vos um robalo acabado de sair do forno. Bom apetite!