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terça-feira, 25 de março de 2025

Salada de beterraba assada com queijo feta

Agora que a chuva parou e o Sol deu um ar da sua graça, decidi partilhar convosco uma salada colorida. Uma salada com cor para receber, de braços abertos, a Primavera. Os dias de chuva são precisos, mas durante este mês de Março 2025, a chuva não deu tréguas e parece que choveu para o ano inteiro!

A Primavera traz as flores, dias amenos e a vontade de colocar na mesa comida cheia de vida. Em relação à salada que partilho hoje, as beterrabas costumo assá-las no forno com a pele, embrulhadas em papel de alumínio e forno, pré-aquecido, a 200ºC. O tempo de forno varia de acordo com o tamanho das beterrabas, mas pelo menos uns 40 minutos. Antes de retirarem as beterrabas do forno, façam o teste com uma faca, espetando, e se não houver resistência é porque estão no ponto.

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Salada crocante de couve com beterraba

As saladas são excelentes acompanhamentos, seja de pratos de carne ou de peixe. Nesta altura do ano, as saladas são rainhas na minha mesa. Adoro fazer saladas. São frescas. Coloridas e sabem tão bem!

A salada que, talvez, mais vezes faça, é a tradicional de tomate, alface e pepino. Umas vezes, acrescento cebola, outras, rúcula, outras ainda, pimento assado e/ou azeitonas, dependendo do que tenha. No entanto, também gosto de ir variando as saladas que faço, com ingredientes menos usuais. Por isso, deixo-vos, hoje, uma salada de couve coração com beterraba listrada (Chioggia) e que fica maravilhosa. Experimentem!

sexta-feira, 15 de março de 2024

Ovos cor-de-rosa recheados com abacate

Vamos preparar a Páscoa!

A Páscoa é, a par do Natal, uma das minhas épocas preferidas do ano. Adoro a possibilidade de juntarmos a família, à volta da mesa, de presentearmos aqueles de quem gostamos com um ou outro miminho.

Um dos ingredientes, símbolos da Páscoa, é o ovo. E para a mesa de Páscoa, para servir como entrada, deixo-vos a receita de uns aptecíveis ovos cor-de-rosa recheados com abacate. Ao serem, previamente, mergulhados numa solução de beterraba, deixa-os simplesmente lindos. Experimentem!

quinta-feira, 14 de março de 2024

Salada de beterraba com laranja e queijo feta

Há combinações clássicas que fazem sempre sucesso. Uma dessas combinações, é a da laranja com beterraba. Adoro, seja em sumos ou em saladas. A laranja e a beterraba parece que nasceram para ficarem juntas, pelo menos no prato!

Nestes dias, que a chuva tem dado tréguas, as saladas começam a saber muito bem. Para dar destino a beterrabas que tinha cozidas e a algumas laranjas que trouxe do quintal, resolvi fazer uma salada. Que bem que nos soube!

Esta salada pode ser servida como prato principal ou como acompanhamento, por exemplo, de carne grelhada. Espero que gostem e que experimentem!

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Picles rápidos de beterraba

Num destes Domingos, quando fui à feira, trouxe beterrabas amarelas ou douradas. Nos supermercados e, de uma maneira geral, as beterrabas que encontramos são as vermelhas. Existe também beterraba branca e beterrabas listradas ( Chioggia ). Para quem gosta de comida colorida como eu, poderá perceber o meu entusiasmo, sempre que encontro algum alimento com uma cor fora do habitual.

Este ano, decidi fazer picles de frigorífico, para preservar e, ir dando destino a alguns legumes que trago da horta ou que me chegam cá a casa. O destino das beterrabas, que trouxe da feira, foi este.

Os picles de frigorífico são muito fáceis de fazer. Precisamos de vinagre, água, açúcar para equilibrar o sabor, algumas ervas e/ou especiarias para aromatizar. E podemos fazer picles do que quisermos.

Comecei por fazer picles de cebola roxa, depois fiz de couve-roxa e, agora, deixo-vos a receita dos picles de beterraba amarela. Espero que gostem e que se aventurem nesta deliciosa viagem de fazerem picles em casa.

terça-feira, 31 de março de 2020

Sopa de beterraba com a rama


Os tempos de recolhimento exigem inspiração e formas de rentabilizarmos a nossa comida. Cá por casa, estamos em regime de teletrabalho. As idas às compras fazem-se em último recurso. Primeiro, há que usar o que temos na despensa, congelador e frigorífico. Mais do que nunca, procuro conservar os frescos de modo a que se aguentem muito mais tempo. E claro, tudo se aproveita!

Para rentabilizar umas beterrabas lindas que comprei, decidi, aproveitar uma para fazer sopa, aproveitando talos e folhas. A sopa ficou com uma cor inspiradora e soube tão bem!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Húmus de beterraba assada


Adoro húmus. O húmus é uma pasta que tem na base da sua preparação grão-de-bico. E depois podemos acrescentar a esta base, outros sabores. Confesso que até agora os meus preferidos são o húmus de pimento vermelho assado e o de beterraba assada. Pelo menos, são estes, que tenho feito de forma regular, nos últimos tempos, e até nos meus workshops.

O húmus serve para barrar no pão, para servir em saladas, ou para colocar numa mesa de petiscos. Eu costumo fazer umas tostas com húmus, ovo e abacate para o pequeno-almoço. Ficam tão boas!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Panquecas de trigo sarraceno com beterraba


Gosto de tomar o pequeno-almoço e de preferência, todos os dias, com algo diferente. Gosto que haja variedade. Tomar o pequeno-almoço é uma forma de nos enchermos de energia para começar bem o dia.

Sabem que procuro fazer uma alimentação variada e equilibrada. Tento incluir muitos legumes nas minhas refeições, inclusive ao pequeno-almoço.

Uma das coisas, que me ajudou a conseguir incluir mais legumes nos meus pratos, foi fazer pré-preparações. No início da semana, asso, por exemplo, batata-doce, abóbora e beterraba e depois vou usando.

Um destes dias, como tinha beterraba assada decidi incluí-la numa receita de panquecas. E, cá em casa, adorámos. Podemos tentar comer mais legumes. E não o temos que fazer de forma aborrecida ou por castigo. Há tantas maneiras deliciosas de incluirmos legumes nas nossas refeições, mesmo ao pequeno-almoço.

Relembro que no dia 23 de Fevereiro de 2019 regresso ao Porto para mais um workshop Pequenos-almoços rápidos, práticos, saudáveis onde iremos preparar muita coisa boa para começarem a variar a primeira refeição do dia. Inscrições em: work@sott.pt

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Salada de toranja com beterraba e queijo


Setembro marca a chegada do fim do verão. Os dias amanhecem mais frescos. A noite, a pouco e pouco, chega mais cedo. Por isso, temos que viver e aproveitar estes últimos dias desta estação da melhor forma possível. Aqui ficam oito sugestões para aproveitarem os últimos dias de Verão:

1) Façam uma lista das coisas que ainda gostariam de fazer e não querem deixar para o ano. Aproveitem os finais de tarde para passear num jardim, ao pé do rio ou saborear a chegada do pôr-do-sol na esplanada mais próxima. Uma das coisas maravilhosas do verão, é podermos aproveitar o bom tempo e sair de casa, apanhar sol, olhar para o céu azul ou para as estrelas, é sempre tão inspirador!

2) Escolham um livro. Ou melhor um romance de verão, daqueles com sabor a férias, que se lêem muito bem e que no final nos fazem sorrir de bem com a vida. Há livros que só leio no verão. Também são assim?

3) Façam uma playlist com músicas de verão. Músicas que vos façam dançar, sorrir ou que vos deixem felizes;

4) Façam um piquenique ou um almoço com grelhados para toda a família. É sempre uma verdadeira festa e uma forma deliciosa de aproveitar os últimos dias de verão;

5) Verão rima com limonadas, sangrias e outras bebidas bem fresquinhas. Ainda vão a tempo!

6) Apanhar fruta é uma actividade de verão. Pêssegos, abrunhos, ameixas, pêras, amoras ... Este contacto com a natureza, com a comida que acho tão especial. Há quintas que permitem a visita com a apanha de fruta. As crianças vão adorar!

7) Visitem um mercado ou como se dizia antigamente, uma praça. A fruta, os legumes, o peixe ... têm uma cor e um cheiro tão especial. São sempre visitas inspiradoras;

8) Aproveitem as frutas e os legumes de verão e façam batidos e saladas. Saladas coloridas, cheias de isto e daquilo. Nas saladas cabe um mundo de sabor!

E para vos inspirar a saborear da melhor forma os últimos dias de verão, deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sopa de tomate com beterraba


O tomate é um ingrediente tão versátil que é usado em mil e um pratos nas nossas cozinhas. É nativo da região andina da América do Sul. Evidências genéticas demonstram que tem origem no Peru. Foram os conquistadores espanhóis que o trouxeram para a Europa e chamaram-lhe tomate. Esta designação resulta da palavra asteca tómatl, que significava "frutos roliços", pois o tomate propriamente dito, era xitomatl. Ao contrário de outros alimentos vindos do novo mundo, o tomate, tal como a batata, foi encarado com desconfiança pelos europeus e remetido, durante décadas a planta ornamental. Em Inglaterra fazia parte dos jardins reais. Só as classes mais pobres, ou em alturas de escassez, é que as pessoas recorriam ao seu consumo. Os italianos chamaram-lhe Pomo d'oro ou Manzana Dourada, o que poderá talvez querer dizer que o primeiro tomate que chegou à Europa seria de cor amarela. De Itália, chegou a França, onde foi apelidado de Pomme D'amour. Foram os italianos a incluir pela primeira vez o tomate num livro de receitas.

O tomate consome-se cru, em saladas, ou cozido, em molhos, sopas, compotas, geleias, pratos de carne ou de peixe. Pode ser panado e frito ou processado em conserva, purés, sumos, molhos. Quem é que não aprecia o famoso ketchup, parceiro indispensável do mundo da fast food? Encontra-se também hoje em dia facilmente à venda tomate seco ou tomate seco em óleo.

Numa ida ao mercado, encontramos diversos tipos de tomate fresco, suculento e saboroso. Os mais populares são o tomate chucha, de forma oblonga, o tomate cereja, frutos redondos ou ovóides de calibre pequeno, o coração-de-boi, um tomate carnudo de forma irregular e sumarento, o tomate rama, com frutos uniformes presos num cacho, o tomate redondo, carnudo e de bom calibre. Encontramos também o kumato, de tom escuro, e o tomate Raf, oriundo da região da Andaluzia. Aparece também com alguma frequência o tomate zebra.

O tomate é um ingrediente amado na cozinha portuguesa. Diz-se que em tempo de tomate não há más cozinheiras. É usado no popular arroz de tomate malandrinho para servir com pataniscas de bacalhau ou com uns carapauzinhos fritos. Elemento fundamental nas caldeiradas, no gaspacho alentejano e em diversas saladas. Experimentem cortar um tomate maduro em gomos, polvilhá-lo com flor-de-sal e um fio de azeite, e digam-me se não é maravilha?! E se lhe juntarem um pitada de orégãos secos? Tão bom! O tomate é versátil e tem múltiplos usos. Felizmente, que é usado nas mesas portuguesas sem parcimónia. Um prato com tomate é sempre bem-vindo!

Deixo-vos, hoje, uma sopa de tomate com beterraba que preparei para a edição Julho/Agosto 2016 da revista Comer. Um prato de sopa, quente, num dia frio de Inverno sabe a conforto, aquece-nos o corpo e a alma. Tão bom!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vamos fazer pão: Pão de beterraba com nozes


Penso que não sou a única a salivar sempre que penso em pão fresco, acabado de sair do forno, cheiroso e crocante. Com manteiga, é sem dúvida, uma das muitas maravilhas que faz o nosso palato feliz!

Gosto de comer pão. Faz parte dos meus pequenos-almoços de todos os dias. E gosto tanto de pão simples como quando é mais rico, com mistura de farinhas, com frutos ou legumes. Gosto de o usar em sandes, de o ensopar no azeite ou no molhinho de um guisado saboroso. Gosto de o acompanhar com queijos ou enchidos. O pão é um alimento fantástico!

Faço, pelo menos, um pão por semana cá em casa. E gosto de fazer o meu pão usando pré-fermentos. Até agora já vos falei do Poolish e da Biga. Mas das receitas que partilhei convosco preparei sempre os pré-fermentos de véspera. Acontece, que um destes dias, queria fazer um pão para o lanche com beterraba e nozes, e decidi fazer um pré-fermento mas com uma fermentação mais rápida. Para isso, usei mais fermento. O resultado foi um pão de sabores complexos e de uma textura consistente que nos agradou muito. Fazer pão em casa, só custa começar. Vamos Fazer Pão?

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Gravlax (salmão curado) com beterraba


Fazer salmão curado em casa é uma maravilha. É um processo pouco trabalhoso e o resultado final faz-nos crescer água na boca. A primeira vez que fiz gravlax cá em casa, foi em Agosto deste ano, e ficámos fãs! Por isso, agora, decidi fazer a versão com beterraba. O resultado é um salmão em dois tons. Fica tão bonito!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Batido de amoras com beterraba e hortelã


Voltei, ontem ao programa A Praça da RTP1 emitido a partir do Porto. Apresentei uma frittata de curgete com queijo cottage. A frittata é um prato de origem italiana em que na base se faz um refogado de cebola a que se junta o que tivermos à mão. Fiambre, queijo, camarão, legumes, ervas aromáticas e por fim os ovos bem batidos. Leva-se ao forno para cozer. É uma óptima ideia para aproveitar sobras.

Cheguei a casa ao final da tarde. Preparei um batido com o que tinha. Costumamos ter, cá em casa, framboesas, mirtilos, amoras e morangos congelados. No frigorífico beterraba cozida, leite e iogurte. Num instante fiz uma bebida para saborear sentada no sofá da sala enquanto via o Tejo a correr em direcção ao mar e a Ana Moura na rádio canta o seu Dia de Folga.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Batido de morango com beterraba


Os dias de Agosto sabem a preguiça boa, daquela que sentimos que é merecida. O tempo quente que caracteriza esta altura do ano pede momentos de sossego. Exige que se olhe mais vezes para o céu, que se contemple o horizonte, que se caminhe junte ao mar.

Os dias de Agosto tem brilho e há quem diga que são mágicos. É nesta altura do ano que podemos acordar tarde. Ler até os olhos ficarem cansados de tantas aventuras. De comer gelados sem sentimentos de culpa. De ficar a conversar noite dentro sem pressas para ir deitar.

Os dias de Agosto escondem a cada hora pequenas delícias que nos ajudam a ser felizes. Os almoços ao ar livre. Os encontros com amigos. As gargalhadas sem fim.

Os dias de Agosto permitem quebrar a rotina dos dias de trabalho, do peso dos horários, do ritmo acelerado. Nesta altura do ano é bom fazer coisas diferentes, quebrar hábitos, mudar aquilo que fazemos sempre igual.

Uma das coisas que procuro variar mais nesta altura do ano são os pequenos-almoços. Gosto da abundância de frutas e sinto-me com mais vontade de preparar a primeira refeição do dia de maneira diferente. Em vez beber apenas leite com pão ou o iogurte com cereais, gosto de preparar batidos. Frescos, logo pela manhã, sabem tão bem, ajudam a que o nosso dia tenha outra magia.

Preparei esta receita de batido de morango com beterraba para a revista Comer de Maio/Junho de 2015.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sumo de laranja com banana e beterraba


Maio traz o calor. Os dias de céu azul e a vontade de ir à praia, de passear pela cidade junto ao Tejo, de parar ao final do dia numa esplanada. Gosto destes dias de Maio bonitos, inspiradores.

E com os dias quentes, cá por casa, começa também a época dos sumos frescos, ricos, com a fruta ou legumes que tenho prontos a usar. Um dos últimos que preparei foi com laranjas, que tinha trazido de Santarém, pequenas mas muito doces e sumarentas, banana e beterraba cozida.

A primeira vez que me lembro de ter provado um sumo de beterraba foi no Algarve, na Praia do Barril, onde passei férias durante vários anos com a família. Depois da praia tínhamos o hábito de parar numa das esplanadas da praia e tomar um sumo de fruta natural, preparado com ingredientes frescos. Esses momentos deixaram saudades! Na altura o sumo da beterraba não me conquistou, talvez pelo sabor térreo a que não estava habituada. Mas passados uns anos, pouco a pouco fui incluindo esta planta na alimentação cá de casa, devido aos seus benefícios para a nossa saúde. Deixo-vos, hoje, um sumo, em que a beterraba é uma das estrelas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Salada de abóbora e beterraba assadas com cuscuz


Antes do final do ano costumo sempre marcar alguns almoços e jantares com amigos. É uma pequena tradição, que procura renovar a amizade e o carinho que temos para com as pessoas de quem gostamos e que fazem parte da nossa vida. No fundo, não queremos acabar o ano sem nos juntarmos à mesa, conversarmos e brindarmos a muitos encontros no próximo ano.

Estes encontros já começaram a semana passada, renovam-se esta semana e para a próxima, também já estão agendados. São estas pequenas coisas que nos dão alegria e sentido à vida. Eu adoro! Mas entre os almoços e jantares demorados típicos desta altura do ano, sabe bem fazer umas refeições mais leves, como a que hoje vos trago e que desenvolvi para a revista Comer de Setembro/Outubro de 2014.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Carpaccio - ou talvez não? - de beterraba


A história da alimentação é um mundo fascinante. Para além das histórias dos produtos, origens e influências, agrada-me muito descobrir como nasceu determinado prato. Encontramos nas ementas de vários restaurantes carpaccio de polvo, de bacalhau, de morangos, entre outras possibilidades, como beterraba. Será que tudo o que nos é apresentado cortado em fatias finas recebe a designação de carpaccio? Como nasceu este prato que tanto nos alimenta a imaginação?

Fortunato da Câmara na sua obra, Os Mistérios do Abade de Priscos, conta-nos a história. Guiseppe Cipriani abriu em 1931 o conhecido Harry's Bar, junto à praça de San Marco em Veneza. O bar transformou-se logo num enorme sucesso. O serviço de qualidade, o ambiente luxuoso, foi atraindo para o bar conhecidas personalidades de várias áreas, como escritores, actores, políticos. Em 1950 a condessa Amalia Nani Mocenigo, que estando proibida por ordens médicas de comer carnes vermelhas cozinhadas, pediu a Guiseppe para comer algo saboroso mas que não fosse contra as indicações do médico. Guiseppe ao ouvir as lamentações da sua cliente, foi para a cozinha e regressou com um carpaccio. Um prato com lâminas de lombo de novilho cru servido com um molho branco.

«Guiseppe Cipriani era um amante da pintura renascentista, por isso a exposição retrospectiva sobre a obra de Vittore Carpaccio, que por aquela altura estava em exibição no Palácio Doge, foi mais uma vez uma fonte de inspiração para dar o nome a uma criação sua. O PORQUÊ de se chamar carpaccio ao prato de fatias finas de carne crua com um molho branco deve-se ao estilo do pintor do século XV. (...) Os diversos tons vermelhos, profundos, que caracterizam os seus quadros em conjunto com os degradês brancos marcam o estilo de Carpaccio. (...) O novilho do carpaccio servido à condessa Mocenigo tinha as tonalidades dos quadros de Vittore Carpaccio.»


O carpaccio são as fatias finas de bife de novilho, tudo o resto, tal como se diz no mundo da arte, são falsos carpaccios! Apresentei esta entrada, com sabores frescos de primavera, na edição de Julho de 2013 da revista Saber Viver.

Carpaccio de beterraba

Ingredientes para 4 pessoas:
3 beterrabas médias cozidas
2 laranjas
50 g de queijo feta
30 g de pinhões
40 g de rúcula selvagem
40 g de folhas de agrião

Ingredientes para o molho:
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 pitada de cominhos em pó
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Cortar as beterrabas em fatias finas com uma mandolina.

2. Descascar e cortar as laranjas em gomos, limpos de peles e sementes.

3. Alourar os pinhões numa frigideira ao lume.

4. Colocar as fatias de beterrabas em quatro pratos.

5. Numa taça misturar os gomos de laranja, a rúcula, as folhas de agrião, o queijo esboroado e os pinhões.

6. Numa taça misturar o azeite, com o vinagre, os cominhos, sal e pimenta-preta a gosto. Regar a salada com o molho e mexer.

7. Distribuir a salada pelos pratos com a beterraba.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fevereiro


Fevereiro chegou de mansinho e trouxe-nos os dias maiores, de sol e céu azul intenso. No ar já se começa a sentir um perfume doce a Primavera. Os campos começam a ficar cobertos de verde e uma ou outra árvore, a pouco e pouco, enche-se de flores.

Apesar do frio, que ainda se faz sentir, e da chuva que virá, Fevereiro traz a vontade de mudança. Já não apetece comprar camisolas de lã, quentes, ou botas. Nas lojas, já começo a olhar para as roupas mais frescas e leves, a pensar nos dias que virão. Fevereiro faz-nos sonhar com os dias bons e bonitos, em que apetece fazer coisas e ser feliz. Surge a vontade de sair de casa e andar pela cidade, olhar para o céu, respirar fundo e ver o rio ao fundo a correr em direcção ao mar.

Fevereiro traz-nos o Carnaval, os cortejos, as festas com máscaras, chapéus e muita fantasia. Por todo o lado se encontram serpentinas, confetti e as famosas línguas da sogra. Fevereiro é o mês da alegria e da folia.

É em Fevereiro que Cupido se alia a São Valentim e faz das suas. Aborrecido com as tarefas do céu, olha para os humanos e em jeito de brincadeira, lança setas apaixonadas aos seus corações. Fevereiro é o mês do amor.

Nos mercados, continuamos a encontrar citrinos, maçãs, peras, alfaces, couves, grelos e beterrabas bem vermelhas, com rama. Em Fevereiro, já começam a aparecer as primeiras favas, tenras e doces.

Em Fevereiro continua a vontade de comer sopas quentes que aconchegamos nas mãos, pratos de forno reconfortantes e arrozes que nos fazem sorrir de prazer. Hoje, para comemorar o mês de Fevereiro, deixo-vos um delicioso risotto de beterraba, bem vermelhinho, a cor do amor, para comer e olhar para o céu azul, feliz, que está lá fora.


Risotto de beterraba com ovo escalfado

Ingredientes:
320 g de arroz para risotto
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
1 folha de louro
1 dl de vinho branco
3 beterrabas cozidas
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
9 dl de caldo de legumes ou água
25 g de manteiga
15 g de queijo parmigiano reggiano ralado
10 g de coentros picados
4 ovos escalfados
sal q.b.
pimenta preta q.b.


1. Num tacho refogar a cebola e os dentes de alho picados, a folha de louro, no azeite.

2. Acrescentar o arroz, mexer e refrescar com o vinho branco.

3. Triturar duas beterrabas e cortar outra em pequenos cubos.

4. Adicionar as beterrabas ao arroz juntamente com o vinagre balsâmico.

5. Temperar com pimenta preta e sal a gosto.

6. Ir adicionando aos poucos o caldo de legumes.

7. Depois de arroz cozido, retirar do lume e adicionar a manteiga e o queijo ralado. Mexer.

8. Servir com coentros picados e ovos escalfados.

Esta receita foi feita para a edição de Janeiro de 2013 da revista Saber Viver.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sopa de beterraba com cominhos e queijo feta


Sopa de beterraba, só se for fria, dizia-me com um ar intrigado o Ricardo, quando lhe disse que ia fazer esta sopa. Não é muito usual colocar beterraba na sopa. Eu pensei em fazê-lo e adorei. Gostei tanto que já a fiz várias vezes e fica sempre de comer e voltar a repetir.

Esta receita foi feita para a edição de Outubro de 2012 da revista Saber Viver.

Ingredientes:
2 beterrabas cozidas
1 cebola
2 dentes de alho
1 cenoura
100 g de alho-francês sem rama
1 colher de café de cominhos em pó
0,5 dl de azeite
1,1 L de água quente ou caldo de legumes
pimenta preta de moinho q.b.
sal q.b.
queijo feta ou queijo de cabra curado para polvilhar


1. Colocar o azeite numa panela e levar ao lume. Adicionar a cebola cortada em cubos, o alho picado e os cominhos. Deixar refogar até a cebola quebrar.

2. Juntar as beterrabas e a cenoura cortadas em pequenos cubos e o alho-francês às rodelas. Mexer. Tapar a panela e deixar cozinhar dois a três minutos em lume brando.

3. Juntar a água e deixar acabar de cozinhar.

4. Depois dos legumes cozidos, triturar com a varinha mágica. Temperar com pimenta preta acabada de moer.

5. Servir a sopa polvilhada com queijo feta ou de cabra esboroado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mercado biológico do Príncipe Real e uma receita


Uma das coisas que me dá imenso prazer quando viajo é visitar mercados. Adoro os cheiros, as cores, a variedade de produtos e o modo como estão expostos. Costumo fazer compras semanalmente num mercado perto de minha casa onde compro principalmente vegetais e pão fresco.

Um dos desafios que coloquei aos leitores, durante o mês de Julho, num dos textos que escrevi para o Bla Bla Blog da IKEA foi uma visita a um dos mercados da cidade. A variedade de produtos que encontramos num mercado é muito maior do que numa grande superfície. Para além da variedade temos também acesso a comparar preços, a conhecer pessoas que muitas das vezes produzem o que têm exposto. E para mim, as compras que faço no mercado são sempre muito boas. A fruta tem cheiro e os legumes estão viçosos e convidam a que venhamos para casa cozinhá-los logo, para os aproveitar da melhor forma.


Durante esta semana, vou relatar a minha visita a alguns mercados da cidade onde comprei produtos que a seguir cozinhei. O primeiro mercado que visitei foi o mercado biológico do Príncipe Real. Fui ao mercado num sábado de manhã com o Ricardo. O dia estava bonito e deixámos o carro de modo a passearmos um pouco pela cidade antes e depois de fazermos as compras. Quando chegámos, a esplanada do café do parque estava cheia de gente, principalmente jovens e alguns turistas. A zona de mercado é pequena, não terá mais de 7 a 8 tendas com venda de produtos. Mas ali encontramos um pouco de tudo. Abóboras de diferentes variedades, ervas aromáticas frescas e secas, rúcula e rúcula selvagem ao quilo, cenouras de várias cores, ervas aromáticas em vasos, e principalmente produtos que considero diferentes e menos usuais. Um desses produtos, é a mizuna que acabei por comprar.

Salada de mizuna com manjericão, beterraba, laranja e salmão grelhado


Ingredientes para a salada:
100g de mizuna
1 beterraba cozida
1 laranja
20g de nozes picadas
20 folhas de manjericão


1. Lavar e cortar com as mãos a mizuna. Colocá-la numa taça.

2. Retirar a casca à laranja, cortar os gomos sem a pele.

3. Juntar à mizuna os gomos de laranja, a beterraba cortada, as nozes e as folhas de manjericão rasgadas com as mãos.

4. Temperar com o molho vinagreta.


Ingredientes para o molho vinagreta:
0,5dl de azeite
1 colher de sopa de vinagre de espumante
pimenta preta de moinho
1 colher de chá de mostarda em grão
sumo que resultou do corte da laranja (facultativo)
sal (facultativo)


1. Colocar os ingredientes num copo e com um garfo ou vara de arames misturar muito bem.


Ingredientes para o salmão grelhado:
2 lombos salmão com pele
coentros em pó
1/2 colher de café de sementes de funcho
sal


1. Temperar o salmão da parte sem pele, com o sal, uma pitada de coentros em pó e as sementes de funcho.

2. Aquecer a chapa. Assim que estiver quente, colocar o salmão do lado que tem a pele. Deixar grelhar e depois virar.

3. Servir o salmão com o molho vinagretta e a salada.


A salada fica tão boa. A mizuna foi uma boa descoberta!

Do mercado do Príncipe Real trouxe os melhores rabanetes que comi nos últimos tempos. Com aquele ligeiro picante que os caracteriza e tão tenros. Eu adoro rabanetes mas aflige-me a falta de qualidade deste produto, muitas das vezes. Não sei se já vos aconteceu, mas a mim, é recorrente, comprar um saco com rabanetes e estarem ocos, rendilhados. Não gosto nada. É deitar dinheiro fora. Mas estes não. Perfeitos. Trouxe também cenouras com rama, manjericão e um raminho de sálvia. Ir aos mercados vale mesmo a pena, principalmente pelos produtos frescos e saborosos.

Amanhã teremos a visita a outro mercado.