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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Vamos fazer pão: Pão com farinha de grão


Fazer pão é verdadeiramente mágico. Misturamos ingredientes tão simples e depois o resultado final do nosso trabalho, assim que chega à mesa, enche-nos o corpo e a alma de satisfação. Adoro pão. Cresci habituada a ter sempre pão na mesa. Na casa dos meus pais, uma das primeiras coisas que se coloca na mesa, ainda hoje, é o pão. Acho que não se fazem refeições sem o pão estar na mesa.

Hoje em dia, costumo fazer pão todas as semanas, para a irmos comendo. Uma das coisas que permite, ao fazer pão em casa, é ter a liberdade de podermos escolher as farinhas que queremos usar. A receita de hoje é com farinha de grão-de-bico. Gostam da sugestão? Vamos fazer pão?

terça-feira, 8 de abril de 2014

Pão de batata com sementes de papoila


Há cheiros, gestos que se tornam rotinas, hábitos de sempre e que quando nos faltam, sentimos necessidade de os retomar, reavivar. Como se os gestos, nos levassem a recordar, a viver os momentos bons. Desde que me lembro, a minha mãe sempre fez pão. Preparava o fermento. Guardava um pedaço de massa que colocava num prato. Polvilhava com farinha e guardava para usar na semana seguinte. Levantava-se de madrugada. Amassava, com a força dos seus braços num alguidar de barro, uma amassadura de uns dez quilos de farinha. Guardo sempre a imagem da minha mãe, cheia de força a vergar a massa, a fazê-la ceder aos movimentos das suas mãos fechadas. E depois da massa lêveda, o pão era tendido à boca do forno. E quando saía, o cheiro, o sabor, era simplesmente inesquecível!

É por isso que gosto tanto de fazer pão. De amassar à mão. De repetir um ritual que sempre vi fazer. Claro, que cá por casa, numa escala muito reduzida e num forno elétrico. A comida envolve emoções. E fazer pão deixa-me feliz!

Pão de batata com sementes de papoila

Ingredientes:
285 g de farinha T65
75 g de farinha de grão-de-bico
50 g de farinha de espelta
2 batatas médias para puré
2 dl de água de cozer as batatas
30 ml de azeite
30 ml de leite
7 g de sal grosso
25 g de fermento de padeiro
20 g de sementes de papoila
Farinha para polvilhar q.b.


1. Descascar e cortar as batatas em pedaços. Levá-las num tacho com água ao lume.

2. Depois das batatas cozidas, escorrer e reservar a água de cozedura.

3. Reduzir com um passe-vite as batatas em puré.

4. Numa taça colocar 175g de puré de batata já frio, o azeite, o leite e as farinhas.

5. Colocar o fermento desfeito no centro das farinhas. Regar com 1 dl de água morna de cozer as batatas e ir desfazendo o fermento à medida que se vai envolvendo com um pouco de farinha.

6. Tapar o recipiente e deixar levedar durante 30 minutos.

7. Adicionar o sal, as sementes de papoila e a restante água morna. Amassar.

8. Polvilhar com um pouco de farinha e deixar levedar durante 1h. Formar uma bola com a massa e deixar levedar durante mais 30 minutos, sempre com o recipiente tapado com um pano e em local reservado.

9. Pré- aquecer o forno a 225ºC. Colocar um tabuleiro com água na grelha, por baixo, de onde se irá colocar o pão.

10. Levar a massa do pão num tabuleiro polvilhado com farinha ao forno durante 50 minutos.


Desenvolvi esta receita para a rubrica Batatas com Sabor.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Tarte rústica de damascos


A Primavera é a rainha da abundância e das coisas boas. Esta altura do ano é tão rica em frutas e legumes que me apetece fazer coisas diferentes todos os dias. Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio, já vi à venda beldroegas frescas e viçosas, mesmo a pedir um delicioso destino, mas desta vez rendi-me aos damascos perfumados do Algarve. Tão bons!

Ingredientes para a massa:
200 g de farinha de trigo sem fermento
100 g de farinha de grão
125 g de manteiga sem sal
35 g de açúcar
3 colheres de sopa de buttermilk
2 colheres de sopa de água fria
uma pitada de sal

Ingredientes para o recheio:
500 g de damascos
1 colher de chá de canela
1 colher de sopa de amido de milho
2 colheres de sopa bem cheias de açúcar + 1 colher para polvilhar
1/2 colher de sopa de folhas de tomilho-limão frescas
água para pincelar


1. Colocar as farinhas, o sal e a manteiga numa taça. Trabalhar a manteiga com as farinhas até formar uma areia grossa.

2. Juntar o buttermilk e a água. Envolver bem. Formar um bola com a massa e enrolá-la em película aderente.

3. Levar ao frigorífico durante pelo menos 30 minutos.

4. Lavar e cortar os alperces em fatias. Polvilhá-los com a canela, açúcar, farinha e o tomilho. Misturar bem.

5. Estender a massa em cima de uma folha de papel vegetal, polvilhada com um pouco de farinha.

6. Colocar a folha de papel vegetal com a massa estendida em cima de um tabuleiro de forno.

7. No centro da massa dispor a mistura de damascos.

8. Dobrar as pontas da massa no sentido do centro, de modo a tapar parte do recheio.

9. Pincelar a massa com água e polvilhar com uma colher de sopa de açúcar.

10. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 30 minutos.


Eu gosto de sentir o travo ligeiramente ácido dos damascos. Mas para quem não aprecia, aconselho a pincelar a tarte, assim que sair do forno, com uma colher de sopa bem cheia de mel. Os damascos podem ser substituídos por outra fruta a gosto, pêssegos, nectarinas, peras, figos. Ou até uma mistura de frutas.

Boa semana!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tartelettes de farinha de grão com alho-francês e cogumelos


Em Abril a Primavera instala-se de vez, apesar de o Inverno deixar ainda rasgos fortes de vento e pingas de chuva. Neste mês, os dias são azuis e as flores sorriem nos canteiros a quem passa. Que espetáculo bonito é ver avenidas, em Lisboa, com árvores cheias de flores.

Abril sabe a Liberdade e traz a vontade de fazer coisas, de renovar objectivos e vontades. E se ainda não fiz a mudança das roupas de Inverno para a meia estação, na cozinha a vontade de fazer pratos coloridos e apetitosos sobrepõe-se a todas as vontades.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio não resisti ao queijo quark fresco e às farinhas. Trouxe de espelta e de grão. Esta última foi para mim, uma verdadeira novidade.

Ingredientes para a massa:
150 g de farinha de grão
50 g de farinha de espelta
100 g de farinha de trigo tipo 1050
130 g de manteiga sem sal
30 g de tomate seco
80 ml de água fria
sal e pimenta preta q.b.


1. Trabalhar as farinhas com a manteiga, sal e pimenta preta.

2. Adicionar o tomate seco triturado. Regar com a água e trabalhar a massa.

3. Formar uma bola e envolver a massa em película aderente. Levar ao frigorífico durante 20 minutos.

4. Estender a massa numa superfície polvilhada com farinha.

5. Forrar 8 formas de tartelettes com a massa.

6. Picar o fundo da massa com um garfo.

7. Encher as formas com feijão seco e levar ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 20 minutos.


Ingredientes para o recheio:
220 g de cogumelos brancos
80 g de alho-francês sem rama
4 ovos médios
1 queijo quark fresco de 200g
2 dl de leite
40 g de queijo pecorino ralado
1 colher de chá de alecrim fresco picado
1 pitada de noz moscada
sal e pimenta preta q.b.


1. Limpar e cortar os cogumelos em fatias finas.

2. Cortar o alho-francês às rodelas.

3. Numa taçar misturar os ovos com o leite, o queijo quark e metade do queijo pecorino. Adicionar os cogumelos e o alho-francês. Temperar com a noz moscada, o alecrim , sal e pimenta a gosto.

4. Rechear as tartelettes com esta mistura. Polvilhar com o restante queijo ralado.

5. Levar ao forno pré-aquecido, a 190ºC, durante 20 a 25 minutos.


Servir as tartelettes com salada de verdes. A massa destas tartelettes fica crocante e cheia de sabor. O tomate seco triturado e a mistura de farinhas ajuda a fazer a diferença. Eu optei por fazer pequenas tartes, mas podem optar por colocar a massa numa tarteira maior.