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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Salada caprese com couve kale

Os livros que falem de comida fascinam-me. O Cinco Quartos de Laranja nasceu depois de ler o romance com o mesmo nome da conhecida autora, Joanne Harris.

Ao longo dos anos, fui partilhando, por aqui, muitos livros e romances em que a comida ou um ingrediente era protagonista numa história de amor, numa viagem, numa caminhada a dois ou numa escola de cozinha. Os romances onde há comida, são sempre especiais, abrem-nos o apetite.

Se fizerem uma pesquisa aqui no Cinco Quartos de Laranja conseguem obter uma lista de livros e romances, publicados nos últimos anos em Portugal em que a comida é um personagem numa história feliz, numa de história de mulheres, numa viagem de encontros e desencontros, numa investigação policial.

E foi por este gosto pela leitura e pela comida que nasceu, o ano passado, o clube de leitura Ler com Apetite, com o apoio da Biblioteca Municipal de Almada. Um clube de leitura informal, onde todos são bem-vindos, quer tenham lido o livro ou não. No entanto, pede-se que tenham boa disposição, vontade de ouvir e de partilhar ideias.

O clube de leitura Ler com Apetite é um clube para quem gosta de ler e de comer! Isto porque, no final dos encontros, depois da análise da obra escolhida e da troca de opiniões - todos os participantes podem intervir - temos um momento de degustação associado à obra em debate.

Para terem uma ideia, iremos ler em:
Outubro de 2025:
Dona Flor e Seus Dois Maridos de Jorge Amado.
Sobre esta sessão, podem ver mais informações, aqui;

Novembro de 2025:
Histórias e Curiosidades à Mesa de Virgílio Nogueiro Gomes;

Dezembro de 2025:
Lágrimas no Mercado de Michelle Zauner.
E para acompanhar as leituras, deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada com o tomate da estação. Espero que gostem. Bons cozinhados e boas leituras!

terça-feira, 21 de junho de 2022

Pesto de couve kale

Este ano, na horta, decidi ter couve kale. Plantei poucos pés de couve, mas o resultado tem sido delicioso. Todas as semanas, tenho conseguido apanhar folhas de couve para as saladas, sopas e outras preparações. Uma das receitas, que decidi fazer para dar destino à couve que me chega da horta, foi fazer pesto.

Pesto é um molho italiano, feito originalmente com manjericão, pinhões, azeite e queijo parmesão, mas claro que podemos, sempre, adaptar e fazer pesto de mil e uma coisas. Espero que gostem deste pesto de couve kale.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Tofu com arroz e couve kale

Variar o que comemos, só nos faz bem, não só fisicamente, mas também, emocionalmente. Colocar na mesa, comida diferente suscita a curiosidade dos comensais, desperta os sentidos, leva-nos a falar sobre alimentos. E comida é vida, é família, é amor.

Cá em casa, o meu marido pede-me, muitas vezes, que faça refeições sem carne e sem peixe. É importante procurarmos um equilíbrio nas nossas refeições. Se num dia comemos carne, no outro já não o fazemos. Optamos por peixe ou, por pratos em que não incluímos estas proteínas.

Em 2022, coloquei na minha lista de objectivos, fazer uma horta e jardim com a minha mãe. Uma horta pequena, mas que tem sido um delicioso projecto a dois. Uma das coisas que plantámos na horta, foi couve kale. E esta semana, trouxe as primeiras folhas de couve para usar na minha cozinha. Uma das primeiras receitas que fiz foi a que partilho, hoje, convosco. Espero que gostem e que vos inspire!

Para esta receita, usei arroz integral cozido das minhas pré-preparações e que tenho normalmente congelado em doses.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Salada de couve kale com caju e mirtilos

A primeira vez que vi couve kale à venda, comprei logo. Para quem não sabe, esta é uma couve de folhas que faz lembrar a couve galega, mas com a particulariedade de as folhas serem frisadas. Uma das primeiras receitas que partilhei convosco, com esta variedade de couve, foi uns maravilhosos chips no forno. Resultam mesmo muito bem!

A kale pode ser consumida cozinhada ou crua. Passei a usá-la, muitas vezes, em saladas, sopas e, até, em batidos. Para a consumirmos a cru, é importante massajarmo-la previamente, de forma a quebrar as suas fibras, mas sem ser em demasia. Não deixem de fazer este passo. Fica com um sabor muito suave e delicioso. Para servirem como refeição ligeira ou, como acompanhamento, deixo-vos uma salada de kale com caju e mirtilos. A couve faz toda a diferença nesta salada.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Sopa de feijão branco com couve kale


Mais do que fazer dieta ou seguir um regime alimentar A ou B, o importante, é procurarmos ter um estilo de vida equilibrado. Um estilo de vida que envolva preocupações a nível alimentar e de actividade física.

Mudei de vida aos 41 anos. Uma decisão ponderada. Despedi-me. Fui de férias e quando regressei a confrontação com a nova realidade foi um choque. Passei de uma vida activa, dinâmica, com uma agenda preenchida, para uma vida mais livre, em que a gestão do tempo passou a ser feita por mim. A adaptação a uma nova realidade exige sempre tempo. Podermos gerir a nossa agenda é algo atractivo e romântico, mas a realidade, mostra-nos que a vida nem sempre é uma novela com final feliz. Há novos hábitos a promover, as rotinas passam a ser outras, as preocupações mudam. Há novos desafios.

Passados uns tempos, em casa, percebi que precisava de mudar a minha alimentação. O que procurei foi tentar encontrar uma forma de não fazer dieta, mas comer de forma mais equilibrada. Sem proibições, mas com equilíbrio. A minha preocupação foi, como é que eu comendo, posso perder peso e sentir-me bem? Que tipo de escolhas é que devo fazer, de modo a não me sentir emocionalmente presa pelo peso de comer isto e de não comer aquilo?

Uma das coisas que já fazia, mas que passei a fazer de forma sistemática, foi a ter sopa feita em casa. Lembrem-se que para fazermos uma alimentação equilibrada, um dos primeiros passos é cozinhar em casa. E fazer sopa, não custa mesmo nada. Podemos sempre fazer sopa em quantidade e congelar.

A sopa é uma excelente maneira de iniciarmos as nossas refeições. Se nesta altura do ano, poderá não ser tão atractivo, por causa do calor, comer um prato de sopa a todas as refeições, aconselho a manterem-na pelo menos ao jantar. A sopa ajuda-nos a ingerir mais água, mais legumes e pode ser uma forma de controlarmos melhor a nossa ânsia de comer.

A dieta que devemos procurar fazer deve ser aquela que nos traga alimentos ricos em nutrientes. Associada a esta ideia decidi começar a incluir mais legumes e leguminosas nas minhas refeições. Por isso, cá em casa, há sempre sopa!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Quinoa com couve kale e lascas de bacalhau


Comemora-se, hoje, 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Comer bem, é cada vez mais uma preocupação, num mundo em que os produtos processados estão ao alcance de todos, são muito baratos comparativamente com a comida de verdade, a carne, o peixe, os legumes, e por isso, tornam-se, também, muito apetecíveis quando vamos às compras.

Termos consciência do que comer bem, é meio caminho andado para fazermos as escolhas mais acertadas. Ao escolhermos fazer uma alimentação equilibrada, um dos aspectos a ter em conta, é as gorduras que usamos para cozinhar. Uma das que privilegio, cá em casa, é o azeite. Uso-o para cozinhar, para temperar e até, por vezes, para fritar.

Para cada preparação, podemos escolher um azeite diferente. No mercado encontramos três categorias de azeite à venda: Azeite Virgem Extra, Azeite Virgem e Azeite.

O Azeite Virgem Extra é o sumo puro da azeitona, sem qualquer defeito sensorial ou organolético. Normalmente apresenta uma acidez entre 0 e 0,8%. Esta categoria de azeite deve ser a nossa escolha quando queremos temperar a cru.

Azeite Virgem, é um azeite que não chegou à categoria do Azeite Virgem Extra, por eventualmente apresentar alguns defeitos ligeiros ou ter uma acidez superior a 0,8%. Nesta categoria a acidez não pode ser superior a 2%. Estes azeites são bons para cozinhar.

Azeite - contém azeite refinado e Azeite Virgem, é um azeite que resulta de uma mistura de azeite lampante com Azeite Virgem. O azeite lampante apresenta uma acidez superior a 2% e uma quantidade considerável de defeitos ao nível do cheiro e sabor. Este tipo de azeite só pode ser consumido depois de refinado. Este processo limpa-o de sabores desagradáveis, melhora a cor e baixa a acidez, que será igual ou inferior a 1%. É indicado para fritar. Não o utilizem para temperar a cru.

Devemos escolher o azeite não tanto pela acidez, mas pela qualidade, ou seja, saber se ele é ou não Azeite Virgem Extra.

Neste Dia Mundial da Alimentação, deixo-vos uma receita preparada a convite da Oliveira da Serra. Para temperar, cozinhar ou fritar, o azeite escolhido faz toda a diferença!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Chips de couve kale


A semana passada quando fui às compras ao supermercado encontrei couve kale à venda. Esta couve assemelha-se muito à nossa couve galega, a que usamos no tradicional caldo-verde, só que as folhas são muito mais frisadas. Esta couve é também conhecida como couve crespa. Lembro-me, de há uns anos, ver usarem muito esta couve nos chamados sumos/batidos detox. Na altura suscitou-me alguma curiosidade tendo em conta os seus benefícios nutricionais. Agora que a vi à venda, não resisti e trouxe um saco de folhas kale para casa. Com ela fiz uma sopa mas ainda sobrou.

Quando partilhei uma foto das folhas da kale no Instagram e na minha página de Facebook, o meu amigo Nuno Santos sugeriu-me fazer uns chips de couve. À receita que partilhou apenas acrescentei o alho em pó.

Fazer chips de couve parece estranho. Mas quando se prova já não se quer parar. Ficam crocantes. Verdadeiramente bons. Para terem uma ideia, fiz esta receita na sexta-feira para servir como aperitivo antes do jantar e voltei a fazê-la no sábado, para petiscarmos à tarde. Será que também funciona com a nossa couve galega? Cheia de vontade em experimentar!