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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Couve caramelizada com cebola

Estamos numa altura do ano em que começamos a pensar no Natal. Que presentes escolher para os nossos amigos e familiares e, o que fazer, este ano, para colocar na mesa nos dias de festa que se avizinham, são questões que nos começam a inquietar.

A escolha para as refeições do Natal, tradicionalmente, passa por pratos de bacalhau, polvo, cabrito ou peru. E os acompanhamentos? As batatas e as couves, são sempre uma opção certeira. Mas, há alturas, em que queremos fazer um pouco mais ou algo diferente, para surpreendermos e mimarmos aqueles que nos são queridos. Nesse sentido, deixo-vos, hoje, a receita de couve caramelizada com cebola, que fica maravilhosa! Uma receita de acompanhamento que vai surpreender a vossa família. Experimentem.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Gaspacho de tomate e melancia

Um destes dias, ao ver uma publicação de uma pessoa sentada num sofá com roupas glamorosas, daquelas que só uma peça custa, pelo menos, um ordenado, numa casa luminosa, magnífica, esplendorosa, daquelas que criam desejo e nos abrem as portas para a secção dos sonhos difíceis - leia-se impossíveis - de concretizar, quando dei por mim, estava a questionar-me sobre o luxo. O que é o luxo?

Luxo é tudo aquilo que é caro? De uma maneira geral, sim. «Etimologicamente, a palavra luxo deriva do latim lux, que significa luz, brilho e iluminação. Está associada a algo brilhante, precioso, desejável e exclusivo.» Há roupas, sapatos, casas, carros, jóias, relógios de luxo. Este tipo de luxo existe, é inegável. É um tipo de luxo acessível a poucos - e por isso, também, tão atrativo - estando associado à pose de muito dinheiro.

É esse o tipo de luxo que queremos na nossa vida? Todos queremos viver bem, de forma confortável e, por isso, o luxo ser apreciado de formas diferentes. Mas ao fazer esta pergunta, lembrei-me de uma frase de Otto von Bismarck, a liberdade é um luxo a que nem todos se podem permitir. Mais do que bens materiais, que nos dão status social ou que nos categorizam economicamente - e que obviamente são importantes, luxo, hoje em dia, é termos liberdade. É podermos fazer escolhas. É termos tempo para fazer coisas de que gostamos ou para estarmos com a família e os amigos. É termos saúde e não precisar de ir para um hospital.

Mais do que vivermos focados em conseguir os grandes luxos, podemos concentrar-nos nos pequenos luxos, ou nos nossos luxos simples do quotidiano, que nos preenchem a alma e nos trazem a felicidade da satisfação. Então, que luxos encontro na minha vida que me ajudam a viver de forma menos complicada, a sentir-me melhor comigo e com os outros?

Para mim, luxo é ter trabalho. Ter um trabalho que me motiva e que me ajuda a ter um propósito. É dormir bem, sem preocupações ou ansiedades. É poder namorar. É olhar para o céu azul, num dia bonito e sorrir. É andar junto ao mar e sentir a tranquilidade do cheiro fresco a maresia. É tomar café no silêncio do campo. É combinar fazer doces, para o ano inteiro, com a sogra. É poder ter uma horta com a mãe.

Colocar na mesa coisas que plantei, com a minha mãe, é algo a que, hoje, ainda me posso dar ao luxo! Luxo é, também, partilhar coisas boas e saborosas com vocês. A receita de hoje, tem muitos ingredientes que trouxe da horta, principalmente o tomate. Espero que gostem!

Grata por redescobrir a alegria das pequenas coisas nas experiências do dia-a-dia e apreciar o requinte da simplicidade.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Gaspacho de tomate amarelo com açafrão

Verão é sinónimo de férias. E foi numas férias pela Andaluzia que passei a gostar de sopas frias ou, melhor, de gaspachos. As viagens têm o poder de nos transformar.

E se as férias forem por casa, podemos viajar através de leituras - este Verão já vos mostrei as viagens que fiz através dos livros - A Escola Culinária de Paris, Um Chá em Tóquio e, agora, Os Segredos da Pequena Taverna Grega.

E para onde me levaram estes últimos livros que li?

Paris, é sempre, um destino a que quero voltar, pelos museus e monumentos, pelos mercados, pelos queijos, pelos doces, pelo glamour e inspiração de tanta coisa ligada à comida. Se já tinha uma ideia interessante de Tóquio, com o livro de Julie Caplin ainda mais apaixonada fiquei. Ver as cerejeiras em flor, assistir a uma cerimónia de chá, experimentar sushi, ramen ou tempura, em locais tradicionais no Japão, deve ser algo muito especial. E claro, a Grécia. Mais um destino que tenho na minha lista de viagens. Ao ler o livro Os Segredos da Pequena Taverna Grega só me lembro das imagens lindas dos casarios brancos a contrastar com o azul intenso do céu e do mar, que pululam pela Internet.

Os locais para onde viajamos deixam-nos, sempre, um pouco mais felizes, pelas paisagens, pelas experiências e pela comida. Se não vamos, pelos livros, imaginamos e pela comida experiênciamos. Deixo-vos, hoje, a receita de um gaspacho, para que possam também viajar pelos sabores que outras paragens nos podem oferecer. Boas viagens!

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Sopa fria de pepino e caju

Adoro sopas. Para mim, durante anos, sopa era quente. Reconfortante, ideal para começar uma refeição. Sempre que me falavam em sopas frias, torcia um pouco o nariz. A não ser que fosse gaspacho, tanto o alentejano como o dos nuestros hermanos. Mas tudo na vida se transforma. E, na mudaça, há sempre um caminho.

Passei a olhar para as sopas frias com outro interesse, depois de umas férias na Andaluzia, há uns anos. Para iniciar a refeição, o meu marido escolhia uma sopa fria e eu escolhia outra coisa qualquer, que não ficou na memória. Antes de inciarmos a refeição, incentivava-me a provar a sopa e, não é que eu passei a gostar e a olhar para as sopas frias com outro entusiasmo! Hoje em dia, nos meus workshops, quando alguém me diz que não gosta de isto ou daquilo, digo, sempre, pelo menos provem! As circuntâncias mudam e o nosso palato também se altera. E por vezes, temos boas surpresas.

Hoje em dia, no Verão, aqui por casa, já se fazem sopas frias. Um destes dias, para dar destino a pepinos que vieram da horta, fiz uma deliciosa e refrescante sopa fria. Espero que gostem!

sexta-feira, 15 de março de 2024

Ovos cor-de-rosa recheados com abacate

Vamos preparar a Páscoa!

A Páscoa é, a par do Natal, uma das minhas épocas preferidas do ano. Adoro a possibilidade de juntarmos a família, à volta da mesa, de presentearmos aqueles de quem gostamos com um ou outro miminho.

Um dos ingredientes, símbolos da Páscoa, é o ovo. E para a mesa de Páscoa, para servir como entrada, deixo-vos a receita de uns aptecíveis ovos cor-de-rosa recheados com abacate. Ao serem, previamente, mergulhados numa solução de beterraba, deixa-os simplesmente lindos. Experimentem!

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Couve coração salteada

De há uns anos para cá, uma das minhas preocupações em termos de alimentação, é tentar incluir mais legumes nas minhas refeições. Em casa dos meus pais, os legumes eram servidos principalmente cozidos. E por vezes, até muito cozidos, perdendo textura e crocância. Desde que procuro incluir mais legumes nas minhas receitas que tenho aprendido outras técnicas de os preparar. Podemos fazer legumes grelhados, cozidos ao vapor, panados, assados no forno, em picles, purés e, claro, salteados. Um dos acompanhamentos recorrentes, cá em casa, tanto para pratos de carne ou de peixe, é couve coração de boi salteada. Resulta tão bem!

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Picles rápidos de beterraba

Num destes Domingos, quando fui à feira, trouxe beterrabas amarelas ou douradas. Nos supermercados e, de uma maneira geral, as beterrabas que encontramos são as vermelhas. Existe também beterraba branca e beterrabas listradas ( Chioggia ). Para quem gosta de comida colorida como eu, poderá perceber o meu entusiasmo, sempre que encontro algum alimento com uma cor fora do habitual.

Este ano, decidi fazer picles de frigorífico, para preservar e, ir dando destino a alguns legumes que trago da horta ou que me chegam cá a casa. O destino das beterrabas, que trouxe da feira, foi este.

Os picles de frigorífico são muito fáceis de fazer. Precisamos de vinagre, água, açúcar para equilibrar o sabor, algumas ervas e/ou especiarias para aromatizar. E podemos fazer picles do que quisermos.

Comecei por fazer picles de cebola roxa, depois fiz de couve-roxa e, agora, deixo-vos a receita dos picles de beterraba amarela. Espero que gostem e que se aventurem nesta deliciosa viagem de fazerem picles em casa.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Picles rápidos de couve roxa

Os picles são uma excelente maneira de conservarmos legumes. Este ano, decidi aproveitar de forma mais eficiente os legumes que trago da horta e os picles rápidos ou, de frigorífico, são uma excelente opção.

Já partilhei, convosco, a receita de picles rápidos de cebola roxa. Deixo-vos, hoje, a receita dos picles rápidos de couve roxa. Este picles são fáceis de fazer e podem ser usados em saladas, para servir com hambúrguers, entre outras opções, como guarnição de pratos de peixe ou, de carne. Ter os picles já feitos, ajuda-me a incluir mais legumes nas minhas refeições. Espero que gostem!

terça-feira, 7 de junho de 2022

Feijão verde com bacon e ovos cozidos

É tempo de feijão verde. Quando trago feijão verde de Santarém, uma das primeiras coisas que me lembro de fazer, é sopa. Adoro sopa de feijão verde! Mas a verdade, é que o feijão verde pode ser usado de mil e uma maneiras. Na semana passada, quando trouxe feijão verde da horta dos meus tios, juntei-o a uma carne de borrego guisada, e que bom que ficou!

E o que fazer ao restante feijão que tinha trazido?

Decidi fazer uma receita simples, mas que fica deliciosa, feijão verde com bacon e ovos cozidos. Experimentem!

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Picles rápidos de cebola roxa

Já há algum tempo que queria partilhar esta receita convosco. Os picles de cebola roxa são muito fáceis de fazer e tornam-se muito versáteis. O resultado são umas rodelas de cebola crocantes, avinagradas e saborosas. Podemos usá-los em saladas, em pratos de peixe, com salmão fumado numa torrada ao pequeno-almoço, para servir com hambúrgueres, tacos, sandes, entre muitas outras opções.

Há muitas maneiras de fazer, partilho convosco, a minha receita. Espero que gostem!

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Ovos recheados com paprica e cebolinho

Um dos símbolos da Páscoa é o ovo. O ovo « contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida ».

Os ovos fazem parte da mesa da Páscoa, sejam de chocolate ou, não. Para servir nesta quadra festiva, deixo-vos a sugestão de uns ovos recheados. Estes ovos são também conhecidos como ovos mimosa ou deviled eggs.

É uma receita muito fácil de fazer. Usamos ovos cozidos, cujas gemas são desfeitas com maionese, mostarda, sal, pimenta e um toque de vinagre. Existem muitas variações, mas partilho, hoje, convosco, a receita clássica. Espero que gostem!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Sandes de filetes "forno" com salada de couve


Há dias, em que apetece fazer uma refeição rápida, mas deliciosa. Quando a Pescanova me desafiou a preparar uma receita com os seus filetes de pescada para o forno tipo caseiro, pensei em primeiro lugar, no modo como os gosto de comer. Adoro-os servidos com um arroz malandrinho de feijão manteiga ou um arroz de ervilhas, com uma salada russa ou um puré.

Mas, resolvi servi-los de uma forma deliciosa e que já não comia, há algum tempo. Por isso, decidi fazer sandes de filete de pescada a acompanhar uma salada de couves com cenoura. Ficou maravilhoso! É uma sugestão para uma refeição rápida e prática e é óptima até para levar para o trabalho.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Salada de ameixa com tomate e queijo feta


Fazer saladas é quase um imperativo nos dias de Verão, pelo menos cá em casa. Como acompanhamento ou como prato principal, as saladas fazem parte das nossas refeições. O que me cativa neste tipo de pratos é, por um lado, o aspecto colorido, feliz, e por outro, a possibilidade de fazermos as mais variadas combinações de ingredientes.

Um destes dias, depois de uma reunião de trabalho, cheguei a casa já no limite para a hora de almoço. Abri o frigorífico e tirei ameixas, tomate, queijo feta e rúcula. O resultado foi uma salada cheia de sabor que nos agradou imenso. A ameixa em saladas fica tão boa!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Salada de quinoa com frango assado e vinagrete de maçã à antiga


O Verão é a época do ano perfeita para incluirmos saladas nas nossas refeições. Cá em casa adoramos saladas e, nesta altura do ano, fazemos muitas. Muitos dos nossos almoços e jantares são à base de saladas.

As saladas preparam-se num abrir e fechar de olhos. São muito práticas e podem ser feitas com quase tudo o que temos no frigorífico. Hoje em dia, para quem tem pouco tempo, encontram-se sacos com misturas de folhas verdes já lavadas e prontas a usar. Comer saladas é um hábito saudável que deveríamos incluir mais vezes à nossa mesa.

As saladas são uma forma de aumentarmos o consumo de legumes e frutas. São ricas em fibras. Ajudam muitas vezes na perda de peso. Eu gosto de saladas coloridas e com textura. Por isso, junto muitas vezes frutos secos, ou cereais cozidos, para as enriquecer e dar-lhes crocância, que a cada garfada, nos sabe tão bem.

Os temperos que uso nas minhas saladas são quase sempre feitos com azeite e vinagre. Gosto de usar diferentes tipos de vinagre. A salada que partilho convosco, hoje, foi desenvolvida para a rubrica da Oliveira da Serra. Esta marca lançou recentemente uma interessante gama de vinagres de fruta portuguesa.