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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Queijo feta marinado com alecrim, pimentas e malagueta


O dia acordou com uma pequena neblina e um vento irrequieto. Lisboa tem esta capacidade de mesmo ensonada, mostrar sempre uma luz e um encanto especial. Há quem diga que é o Tejo que a faz mais bonita. O ponto de encontro era por volta do meio dia no parque, junto à Alameda Keil do Amaral, em Monsanto. Assim que saímos de carro em direcção à Praça de Espanha, o céu azul e o sol a espreitar, mostraram que afinal foi o dia perfeito para juntar os amigos num piquenique. A vinda de férias a Lisboa da minha amiga Gilda foi o motivo para o reencontro com amigos de longa data. Escolhidas as sombras, estendeu-se a toalha. Tiraram-se pratos, talheres coloridos e guardanapos. Abriram-se caixas. Cortaram-se empadas, bôlas, temperaram-se as saladas.

Ver as crianças a brincar, a correr, a andar no escorrega sempre bem dispostas, a aproveitar este momento ao ar livre foi muito especial. Com o entusiasmo nenhuma dormiu a sesta. Assim que se sentaram nas cadeirinhas do carro, foi vê-las dormir como anjos.

Para partilharmos, neste momento de convívio, preparei uma salada de polvo com grão, pão fresco e queijo feta marinado para acompanhar uma garrafa de vinho branco com que abrimos este piquenique.

Os encontros com os amigos são sempre especiais. Criam-se memórias. Guardam-se momentos. Partilham-se gargalhadas. E especial é também podermos acompanhar de perto o desenvolvimento dos mais pequenos. Sabe tão quando me dizem: "Tia Isabel, a tua comida é tão boa!"

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Risotto de lulas e gambas com courgette


Uma boa refeição é sinal de alegria, deixa-nos bem dispostos e felizes. Quando recebo amigos gosto de fazer um prato reconfortante, que os deixe satisfeitos, que nos permita partilhar à mesa coisas boas. A comida é fundamental para marcar o momento, para fazer memórias. Fiz este arroz para um almoço com uma amiga, cá em casa.

Ingredientes:
400g de lulas
300g de camarão
400g de tomate cortado em lata
1 cebola grande picada
3 dentes de alho picados
1dl de azeite
1dl de vinho branco
300g de arroz para risotto
8dl de caldo de legumes
2 courgettes cortadas em palitos
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa de manteiga
sal e pimenta preta de moinho q.b.


1. Num tacho refogar no azeite a cebola e o alho.

2. Adicionar o tomate e as lulas. Temperar com sal e pimenta a gosto. Tapar o tacho e deixar cozinhar em lume brando até as lulas estarem tenras.

3. Adicionar o arroz e mexer. Juntar o vinho branco. Ir adicionando pouco a pouco o caldo.

4. Uns minutos antes do arroz estar cozido juntar o camarão e a courgette. Deixar acabar de cozer.

5. Assim que o arroz estiver cozido, retirar do lume e adicionar o queijo e a manteiga. Mexer e servir de imediato.


A courgette dá um toque especial a este arroz. É importante que fique crocante e não demasiado cozida.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mais um encontro com pizas


Duas pessoas encontram-se e descobrem que partilham imensas afinidades, que tem elos em comum. As leituras. As viagens. O gosto pela comida e pela experiência de novos sabores. Conheci a Cláudia Henriques depois de sair a entrevista sobre o Projecto 4 por 6 na revista Gingko e a partir daí o contacto manteve-se. Desta última vez que passou por Lisboa, organizei cá em casa um jantar de pizas. Para colocar a mão na massa e conversarmos à volta da mesa veio também a Mariana e a Suzana.

Quando se juntam várias pessoas na cozinha há logo uma alegria natural que passa de uns para os outros. A conversa desde o momento em que começa nunca mais para. Contam-se histórias, momentos da vida, partilham-se sentimentos e ideias sobre acontecimentos da atualidade. A comida é uma das melhores formas de juntar as pessoas, de marcar bons momentos, de construir pedacinhos de felicidade.

Para construir esse momento especial à mesa preparámos várias pizas. A Cláudia usou molho de tomate, umas rodelas de beringela, cogumelos frescos laminados, fiambre aos cubinhos e um pouco de manjericão fresco picado. Antes de ir ao forno, umas gotinhas de azeite e quando saiu, rúcula fresca por cima. A Mariana usou fiambre, cogumelos, tomate cereja, queijo mozzarella ralado e folhas de manjericão. A Suzana colocou na sua piza molho de tomate, courgette fatiada, tomate cereja, azeitonas pretas laminadas, anchovas, orégãos e queijo mozzarella ralado. Na minha piza coloquei molho de tomate, chouriço, tomate cereja, azeitonas pretas, queijo mozzarella e servi com folhas de rúcula.


A Suzana presenteou-nos, na sobremesa, com uma panna cotta com ruibarbo, que estava uma delícia e a Cláudia com uma caixa de ovos moles de Aveiro, que são uma perdição.

Das pizas pouco sobrou para contar a história. Quando não sobra é sinal que todos gostámos. Eu pelo menos gostei imenso de ter a mesa cheia de amigos e de boa conversa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pizas com pequenos e graúdos


Adoro receber amigos em casa. Uma forma divertida de termos uma refeição juntos é fazermos pizas. Vamos para a cozinha e a nossa diversão assemelha-se a uma festa. Falamos, rimos, vimos o que é que cada um coloca na sua piza, usamos ingredientes uns dos outros e no final saboreamos tudo sentados à mesa. Uma refeição de pizas em que os convidados vão para a cozinha é sempre uma refeição bem disposta e agradável.

Em Julho, quando o nosso amigo Nuno esteve cá de férias, fizemos dois encontros de pizas. Um com os amigos de longa data e outro, um almoço com crianças. Neste almoço estiverem presentes o David e o Daniel, o Nuno Santos, a Graciete e o Nuno Vaz, que já é um veterano nestes encontros e costuma fazer sempre das melhores pizas. A última dele a fazer furor foi num encontro em casa da Carlota, em que o Nuno nos surpreendeu com uma piza de tâmaras e bacon.

O nosso encontro de pizas com o David e o Daniel começaram com estes na cozinha a fazerem o sumo de frutas que iriam beber ao almoço. Escolheram as suas frutas favoritas e depois com a ajuda do Ricardo, que se estava a divertir tanto quanto eles, fizeram um delicioso sumo de laranja, pêssego e ameixas que foi bebido na altura com tanto gosto que por pouco não chegava à mesa. Das várias ameixas, deliciaram-se à sobremesa com o doce das ameixas de Elvas (Rainhas-Cláudia verde). É interessante ver a reação das crianças à descoberta de um novo sabor.

Depois do sumo vieram as pizas. O David e o Daniel cada um fez a sua. O Daniel preferiu não usar molho de tomate. Como ingredientes escolheram ananás, frango, cogumelos, bacon, brócolos, orégãos e queijo mozzarella ralado. Estas foram as pizas mais originais de todos os encontros, não pelos ingredientes em si, mas pela forma como os colocaram. Com eles, cada um desenhou um rosto pitoresco na piza. O Daniel, na sua piza fez o cabelo com os raminhos dos brócolos e o David utilizou para fazer as sobrancelhas dois pedaços de ananás. A imaginação das crianças é fabulosa. Nem calculam o modo como estavam entusiasmados e divertidos por fazerem a sua piza e por irmos todos provar. E nós graúdos, estávamos tão entusiasmados quanto eles. As suas pizas estavam muito boas.


O Nuno Vaz e a Graciete fizeram uma piza com molho de tomate, farinheira de porco Ibérico, ananás, azeitonas, segurelha e queijo mozzarella ralado. Mais uma vez, estava muito boa. Eu e o Ricardo fizemos uma piza com molho de tomate, chouriço, cogumelos, azeitonas, queijo mozzarella fresco e ralado.


Para sobremesa tivemos um delicioso pudim de coco feito pela Manuela, a mãe do Nuno Santos, daqueles que toda a gente gosta e repete. Eu fiz um clafoutis de cereja, receita de Maria de Lourdes Modesto.


Este foi mais um daqueles encontros que me fez sentir feliz. Espero que um dia o David e o Daniel se lembrem deste almoço com um sorriso nos lábios.

[ Published in English as Pizzas for kids and grown ups ]

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vieiras gratinadas para uma amiga


No início do mês de Agosto recebi cá em casa uma amiga de longa data. A Paula Borralho, vem quase todos os anos, nas férias, passar uns dias comigo.

Quando cá está, procuro apresentar-lhe alguns sítios de que gosto - este ano a novidade foi a esplanada do restaurante Darwin's Café - e cozinhar coisas diferentes. Gosto de lhe sugerir novos sabores ou novas combinações.

Este ano para um dos nossos almoços demorados, entre várias coisas diferentes, fiz vieiras gratinadas que resultaram muito bem.


Ingredientes:
8 vieiras com a concha
1 cebola pequena picada
1 dente de alho picado
0,5dl de azeite
1 folha de louro
1 colher de sopa de coentros picados
1dl de natas
1 colher de sopa de cognac
8 hastes pequenas de coentros
2 colheres de sopa de pão ralado
1/2 limão
sal
pimenta
noz moscada


1. Refogar no azeite a cebola e o alho.

2. Adicionar os coentros picados e a folha de louro.

3. Juntar as natas. Temperar com sal, pimenta e noz moscada.

4. Regar com uma colher de cognac. Deixar apurar o molho e retirar do lume.

5. Se necessário lavar as vieiras para retirar alguns vestígios de areia. Regar as vieiras com umas gotas de sumo de limão.

6. Distribuir o molho de natas e coentros pelas vieiras. Colocar uma haste de coentros em cada vieira.

7. Polvilhar as vieiras com pão ralado.

8. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 10 minutos.


É caso para dizer, que coisa boa! As vieiras ficam uma verdadeira delícia.

[ Published in English as Scallops au gratin for a friend ]

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um encontro com amigos


A vinda do nosso amigo Nuno a Portugal teve como consequência a marcação de vários encontros. No passado sábado fomos até Casais de Além, localidade junto da Batalha, para um grande almoço que reuniu amigos do clube de Comida & Fotografia.

Este clube, há mais de uma década que funciona informalmente, ou seja, aceita membros que gostem de comida e fotografia. Talvez mais de comida do que que fotografia, isto segundo algumas opiniões. E com esse pretexto têm-se vindo a organizar reuniões em vários sítios do país. Eu e o Ricardo fomos a vários desses encontros precisamente pela mão do nosso amigo Nuno Santos. Lembro-me muito bem do fim-de-semana que passámos no Sabugueiro e a partir daí explorámos a zona da Serra da Estrela - nunca me lembro de comer tanto queijo da Serra e presunto! - e de passar um frio danado porque alguém se lembrou de ir fotografar as estrelas à noite! Lembro-me também do encontro no Porto com francesinhas, pequeno-almoço na Foz, um restaurante fantástico em Matosinhos - de que já não me lembro o nome - e o passeio pela zona da , com as suas ruas estreitas. Houve também um passeio por Lisboa e Sintra. Nestes encontros falhei a ida a Montesinho. Neste clube conheci o Ricardo Abranches e a Paula, o Hugo Silva - o nosso simpático anfitrião neste almoço - o Fabrício Santos, o Ricardo Janeiro, o Pedro Frazão e mais recentemente a Marisa. Este almoço reuniu todos estes amigos, o Nuno Vaz e a Graciete, e agora naturalmente, com a presença de várias crianças - futuros grandes fotógrafos - que depois do almoço correram numa alegria desenfreada pela casa, enquanto os adultos continuavam a pôr a conversa em dia.

O almoço começou com caipirinhas, pataniscas de bacalhau e outros aperitivos enquanto assistíamos a uma sessão de saxofone, protagonizada pelo Fabrício, que até tocou a pedido, por exemplo, Summertime. Depois passámos para os queijos, para a morcela de arroz e farinheira grelhadas, acompanhadas com fatias de broa. Enquanto petiscávamos, o pai do nosso anfitrião tomava conta do assador, onde colocava febras, entrecosto e entremeada. Sentados à mesa acompanhámos a carne grelhada com saladas preparadas pela mãe do Hugo, feijão preto cozido e arroz branco confeccionados pela Marisa. Na mesa havia também moussaka com soja feita pelo Hugo.


Para sobremesa houve fruta variada, morgadinhos de amêndoa do Algarve, Dom Rodrigos, folar de Olhão, bolo de iogurte com sementes de papoila e uma sobremesa muito agradável, fresquinha, feita pela Marisa com palitos de la reine, recheio de gelatina e fruta com uma cobertura de doce de amoras silvestres. A acompanhar o café, tivemos umas caixinhas de chocolates vindas directamente da Bélgica. Eu não resisti a provar dois ou três sabores ou teriam sido quatro ou cinco?!


Depois do almoço, ao final da tarde, seguiu-se um passeio até ao Mosteiro da Batalha, mas antes participámos numa actividade de geocaching. Ou seja, participámos na procura de um artefacto, com a ajuda de um GPS, o que se revelou muito divertido. Tanto as crianças como os adultos procuraram atentamente. Depois de muita procura, lá encontrámos o "tesouro" escondido. Foi a primeira vez que participei neste tipo de actividade e gostei. É entusiasmante. Pelo que soube, existem imensos artefactos destes à espera de serem descobertos em Portugal.


Hugo, mais uma vez mais muito obrigada por nos teres recebido tão calorosamente. Encontrar estes amigos fez-me lembrar os bons momentos que passei com eles. Os reencontros com pessoas de quem temos boas lembranças sabem sempre muito bem. Depois deste encontro agora, só falta marcar o próximo.

[ Published in English as A friends gathering ]

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Noite de piza com os amigos


A vinda de férias a Portugal de um grande amigo de longa data foi o pretexto para organizar cá em casa, no domingo passado, um jantar de pizas.

As regras destes jantares em que os convidados vão para a cozinha meter a mão na massa, são as mesmas de sempre. Cada convidado deverá pensar em trazer os ingredientes para a sua piza. Nós fornecemos a massa e mais um ou outro elemento necessário, como o molho de tomate, por exemplo.

A noite começou com um brinde com um vinho branco Herdade do Esporão Duas Castas, ao nosso amigo Nuno e a este maravilhoso grupo de velhos amigos. Para acompanhar o brinde servi queijo de Azeitão no forno com orégãos, patê, azeitonas e um cestinho com pão e picos.

Já na cozinha, distribui pelos convidados uma base de metal e um pedaço de massa que deveriam esticar. E não foi que esticaram a massa muito bem! O momento de preparação das pizas é dos mais divertidos destes jantares. Quando cada um começa a revelar os ingredientes que trouxe acontece o inevitável. É que damos por nós e estamos todos a acrescentar mais uns quantos ingredientes à nossa piza que não tínhamos pensado. Trocamos ideias. E claro, rimos imenso.

A primeira piza a ir para o forno foi a do Nuno que procurou colocar os ingredientes de maneira a lembrar a bandeira americana. Na sua piza usou molho de tomate, cogumelos, presunto, queijo mozzarella fresco e ralado e orégãos. O Pedro fez uma das pizas mais inovadoras. Na base colocou molho de tomate e na cobertura usou cogumelos, tomate, presunto, salame e por cima uma generosa camada de fatias de queijo mozzarella. Mais um pouco e parecia uma Francesinha autêntica. ;)


A Cláudia e o Ricardo também brilharam com a sua piza apesar de estarem constantemente a dizer que não cozinham muito! Devia ser para confundir os restantes companheiros de aventura. Usaram molho de tomate, milho, ananás, bacon, pimento e queijo mozzarella ralado. O Ricardo e eu fizemos uma piza com chouriço picante, pimento verde e queijo mozzarella fresco e ralado.


Algumas das pizas foram servidas com rúcula. O vinho tinto escolhido foi Herdade do Esporão reserva 2004.

Para sobremesa o Pedro trouxe petit gâteau e eu fiz um bolo de chocolate e courgette com avelãs. Acompanhámos a sobremesa e os cafés com um cálice de vinho branco doce Grandjó colheita tardia 2007.

A conversa prolongou-se noite dentro. No final, ficou a vontade de repetir e de não estarmos tantos anos sem nos encontrarmos.

[ Published in English as Pizza night with friends ]

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pão de chocolate e especiarias para o lançamento de Carlota Cookie's


Na passada sexta-feira a minha amiga Carlota, reuniu em sua casa um grupo de amigos para o lançamento do projecto Carlota Cookie's. Uma ideia inovadora. O projecto consiste na venda de bolachinhas decoradas. Lindas. Feitas com imenso bom gosto. Daquelas que nem apetece comer para não estragar!


Para a festa, levei um pão de chocolate e especiarias, receita de David Lebovitz do seu livro The Sweet Life in Paris.


Ingredientes:
100g de manteiga sem sal
200g de chocolate para culinária
160g de farinha com fermento (se usarem sem fermento, acrescentem à receita 1 colher de chá de fermento em pó)
25g de cacau em pó
1/2 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1/2 colher de chá de de cominhos em pó
uma pitada de sal
1 colher de chá de sementes de anis
2 ovos à temperatura ambiente
2 gemas
80g de mel
130g de açúcar


1. Pré-aquecer o forno a 180ºC. Forrar uma forma tipo inglês com papel vegetal e untar com margarina o papel.

2. Derreter em banho-maria o chocolate e a manteiga. Deixar arrefecer, fora da água.

3. Numa taça misturar a farinha, o cacau, o fermento se for caso disso, a canela, o gengibre, os cominhos e o sal. Adicionar as sementes de anis.

4. Noutra taça bater com a batedeira eléctrica durante 5 minutos os ovos, as gemas, o mel e o açúcar.

5. Deitar metade da mistura dos ovos no chocolate derretido. Mexer bem. Juntar esta mistura à mistura dos ovos batidos.

6. Adicionar pouco a pouco os ingredientes secos, usando uma colher para misturar bem.

7. Colocar o preparado na forma e levar ao forno durante aproximadamente 35 minutos.

8. Retirar o bolo do forno. Deixar arrefecer cerca de 15 minutos antes de desenformar. Deixar o bolo à temperatura ambiente, tapado, durante 24 horas antes de consumir para os sabores se misturarem.

Este bolo de chocolate fica denso, intenso e muito saboroso. Excelente companhia para uma chávena de café ou chá.

Segundo David Lebovitz o bolo deve ficar húmido por dentro antes de sair do forno. Eu acabei por não seguir essa indicação e deixei-o cozer um bocadinho de mais! :( Mas mesmo assim, o bolo é óptimo ou a receita não fosse de uma grande referência da cozinha internacional.

Já vos disse que a Carlota aceita encomendas das suas bolachinhas? Passem por lá!

P.S.: As fotos das bolachinhas foram retiradas da página da Carlota Cookie's.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma festa de despedida ...


Quando cheguei a mesa já estava posta e tudo pronto para começar a festa. A Carlota como sempre, fez uma mesa linda, desta vez decorada em tons de rosa, com as gerbérias a marcarem a diferença. A cada festa, a Carlota supera-se a si própria com os seus excelentes arranjos de mesa. A razão desta festa, a despedida de uma querida amiga que vai viver para o outro lado do Atlântico. Vamos sentir tantas saudades! Ela sabe o quanto gostamos dela e de como nos é muito especial!


Para esta festa vieram amigas de norte a sul. E quando nos juntamos a comida é sempre em fartura. A Gisela, trouxe do Alentejo uns magníficos enchidos, pão, pãezinhos de linguiça e o bolo das rosas.


A Ameixinha trouxe dois tipos de bolachinhas, umas doces e outras salgadas.


A Margarida, do seu reino dos Algarves, brindou-nos com um empada de galinha e vegetais, Muxama, chips de beterraba, cherovia e cenoura e para sobremesa um fantástico bolo de ruibarbo. A Manuela serviu-nos azeitonas em crosta, que são sempre um sucesso garantido, almôndegas de frango e cenoura e pão-de-ló com leite creme e amêndoas torradas.


A Helena deliciou-nos com beringela fumada com iogurte, lasanha e um pudim flan, a lembrar os sabores de outros tempos. A Pipoka trouxe um delicioso Caril de frango com banana e panna cotta de iogurte e erva-príncipe. A panna cotta estava tão boa, que quando virei costas, já não havia! :) A Gasparzinha colocou na mesa Favetta, Salada de Bulgur com couve, frango e laranja e uma irresistível Tarte de Uvas e Noz.


A Suzana um pão brioche fofo e delicioso recheado com mozzarella, presunto e manjericão e uns morangos acompanhados de um creme de chocolate e castanhas. Eu levei entrecosto assado no forno e um bolo de chocolate com courgette e avelãs.

A anfitriã surpreendeu-nos com dois pães recheados, Brie com amendoim, muffins de atum e pesto, Tarte de foie gras com figo e Bavarois de iogurte e mel.


No final, presenteou-nos - não tenho outra palavra para o descrever - com um espectacular bolo de chocolate com framboesas.


Como imaginam, esta festa foi uma verdadeira animação. Uma casa cheia de pessoas. Muita, muita conversa. E havia sempre alguém a provar mais qualquer coisinha ...


Tanta animação que nem deu para fotografar nem para provar tudo! ;)

A Ameixinha, depois das sobremesas ofereceu-nos uma pequena lembrança com um verso. Cada uma de nós, à vez, foi lendo os versos. Este foi um momento de muitas emoções. Aqueles versos acabaram por contar uma pequena história, a história dos muitos e bons momentos que temos passado juntas. Mais uma vez, tive a certeza que as pessoas que este blogue me tem dado a conhecer são mesmo, mesmo, muito especiais, com um enorme coração.

À minha amiga e para o seu novo começo, para a sua nova vida, votos de muito, muito sucesso! Nós continuaremos por cá. A amizade também se alimenta, mesmo quando estamos longe.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aniversário do Tangerina Aderente


Sei que me repito quando digo que uma das coisas magníficas que este blogue me tem trazido são as pessoas. Até hoje tenho tido a sorte de só conhecer pessoas interessantes e que acabam por fazer parte da minha vida. Com mais ou menos intensidade, mas os laços ficam feitos. E isso é muito gratificante.

Uma das pessoas que conheci através do blogue foi a Carlota. E as amizades são como as cerejas, há espaço para sempre mais uma e o grupo tem crescido, especialmente depois do fim de semana passado no Algarve a convite da Associação do Sotavento Algarvio. E envolvida neste espírito de convívio e amizade, este ano a Carlota reuniu à mesa, a semana passada, a Gasparzinha, a Helena, a Manuela, a Suzana e eu, algumas das bloggers que conheceu nestes dois anos do Tangerina Aderente.

Começámos a festa a cantar os parabéns a você e a desejar muitos anos de vida ao Tangerina Aderente. Depois de apagarmos as velas colocadas em tangerinas, as chamadas tangerinas ardentes :), brindámos com os copos cheios de sangria ou de vinho e fizemos votos de muitos mais encontros.


O mote para começarmos a provar as apetitosas iguarias com que a mesa estava recheada estava dado. Eu nestas coisas gosto de provar um bocadinho de tudo ;), por isso não perdi tempo a provar os pães recheados, um com queijo roquefort o outro com paio e bacon, bombons de farinheira e requeijão, pão com azeitonas feito pelo Ricardo, o puré de abacate e roquefort, as alheiras caseiras vindas do norte do país, a sopa de abóbora com rebentos de alfafa e iogurte, salada de grão com espinafres e queijo feta, salada de queijinhos frescos Saloio, tarte feita pelo Miguel e empanada galega. Tudo uma delícia ou a mesa não estivesse recheada de cozinheiras de mão cheia.


Na altura das sobremesas, a mesa voltou a encher-se. Deliciámo-nos com bolo de chocolate húmido, panna cotta de lemon curd, quadrados com chocolate caramelo e nozes, leite creme com açúcar queimado pelo Mário com uma ajudinha do António, e por fim um cálice de licor de ginja.


No final do jantar, ainda se juntou a nós o Pedro, que simpaticamente perguntou se tinha feito pataniscas. :) A noite prolongou-se. Muita conversa e muita alegria. Como em todos os nossos encontros, nunca esgotamos os temas de conversa.

Que os próximos anos sejam anos para comemorar!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um animado jantar de pizas


Na passada sexta-feira voltei a combinar um jantar de pizas cá em casa. Os convidados, a querida Pipoka, amiga que ganhei com este blogue, e o Luís.

Antes de irmos para a cozinha fazer as pizas, sentámo-nos à mesa e entretemo-nos com umas entradas. Pasta de azeitona com queijo parmesão, que a Pipoka trouxe, muito agradável. Depois de ver a receita publicada no Three Fat Ladies fiquei com curiosidade em experimentar e eis que surge a oportunidade. ;)


Eu preparei uma taça com azeite e vinagre balsâmico cremoso, azeitonas verdes com alho e malagueta, anchovas com azeitonas e pimento, que comprei já prontas a servir e um queijo ricotta com mel e canela.


O queijo ricotta com mel e canela foi uma verdadeira surpresa. Para além de ser uma entrada que não dá trabalho nenhum a fazer, muito prática, fica muito bom. Recomendo.


Ingredientes:
1 queijo ricotta
2 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de canela

1. Misturar o mel com a canela e levar ao microondas durante 20 segundos ou aquecer num recipiente no fogão. Não aquecer demasiado, apenas o suficiente para que o mel fique líquido.

2. Colocar o queijo num prato de servir e regar com a mistura de mel e canela. Servir.

Esta sugestão é do blogue Souvlaki for the Soul, que muito aprecio. O autor sugere que seja servido depois da refeição, a acompanhar o café. Mas como entrada também resulta muito bem.

Para acompanhar as entradas, resolvi pedir ao Ricardo para fazer um pão de azeitonas, verdes e pretas, na máquina do pão. Para além do pão de azeitonas servi também gressinos com sésamo. Quando estive em Itália, em quase todos os restaurantes uma das primeiras coisas a chegar à mesa assim que nos sentávamos era um pacotinho de gressinos, finos, que desapareciam rapidamente. Bons tempos! :)


A acompanhar as entradas servimos um vinho branco Duas Castas 2010 da Herdade do Esporão.


Na hora de fazer a piza descobri que a Pipoka tinha como ingredientes peras rocha, queijo roquefort e nozes. Uma excelente combinação, em memória de um fantástico jantar no restaurante Café Buenos Aires onde em tempos comemos uma salada de roquefort, pêra, nozes e endívias. A piza Café Buenos Aires depois de sair do forno confirmou a boa conjugação dos ingredientes!


Eu e o Ricardo optámos por fazer a uma piza com alcaparras, alcachofras e anchovas. Há uns anos vimos um filme português - Contrato - em que o protagonista fazia uma piza com estes ingredientes. Na altura achámos uma combinação pouco usual e ficámos de experimentar. Com o passar do tempo, esquecemo-nos dos ingredientes. Sabíamos que começavam por A, até que recentemente nos voltámos a lembrar.


Às alcaparras, alcachofras e anchovas resolvemos acrescentar azeitonas. Para esta piza dos Quatro A, colocámos uma base de queijo mozzarella ralado, corações de alcachofra cortados, anchovas em azeite, alcaparras. Finalizámos com mais queijo mozzarella e parmesão ralados. Ficou com um sabor bastante forte e as anchovas marcaram presença de forma excessiva, por causa do sal! Da próxima vez, talvez as coloque em água antes de as usar.


Acompanhámos as pizas com um tinto alentejano Terra Grande reserva 2008, escolha do Luís, e uma garrafa de tinto da zona do Douro, Casa Antiga reserva 2007.

Para sobremesa, a Pipoka trouxe uns deliciosos bombons de chocolate branco e limão. Eu servi um bolo de chocolate húmido, daqueles que é suposto ficarem quase mousse de chocolate.


As sobremesas foram acompanhadas com uma garrafa de ice wine que trouxe de Niagara-on-the-Lake, no Canadá. O ice wine servido foi um Cabernet Sauvignon 2006. Quando ouço falar em ice wine lembro-me logo de uma prova de vinhos que fiz na loja da Pillitteri Estates Winery.


Foi aqui que descobri este precioso néctar, meia hora antes de sobrevoar de helicóptero as Cataratas do Niágara, num dia de céu azul. Uma experiência inesquecível!


Como não poderia deixar de ser, quando pessoas com os mesmos interesses se juntam, parece que os temas de conversa nunca se esgotam. A noite deu para que falássemos de comida, de viagens, dos Açores, de livros de gastronomia, de fotografia, de blogues, de desejos e de sonhos. Que venham muitos mais encontros!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um jantar de pizas e uma interessante coincidência


No sábado passado recebi a Helena e o Miguel, para um jantar de pizas cá em casa. As mesmas regras de sempre. Os convidados pensam numa piza, de preferência que ainda não tenha sido feita e como a piza escolhida envolve algum secretismo, só no dia é que sabemos o que cada um vai colocar na piza. Apesar de termos alguns ingredientes disponíveis, aconselhamos os nossos convidados a trazem os ingredientes principais. Nós fornecemos a massa para a base da piza, feita na máquina do pão. A receita da massa é a mesma de sempre.

O nosso jantar começou com umas entradinhas: azeitonas, queijo de cabra e ovelha curado, queijo de Azeitão, e salmão:


Salmão fumado com alcaparras e limão
salmão fumado
alcaparras
sumo de 1 limão
cebolinho picado

1. Colocar o salmão fumado num prato.

2. Dispor as alcaparras. Regar com o sumo de limão e polvilhar com o cebolinho picado.


Esta entrada é muito simples, mas fica muito agradável. Desde que a comi no Restaurante Stravaganza que fiquei com vontade de experimentar. Em noite de pizas, achei que seria adequada.

Servi o pão no cestinho que a Helena me ofereceu no dia do almoço em sua casa. O cestinho está sempre agora na minha cozinha. :)

Quando a massa para a piza ficou pronta, dirigimo-nos para a cozinha. Tinha chegado a hora de estendermos a massa e descobrirmos o que iríamos fazer. E coincidência das coincidências, não é que tínhamos pensado em usar espargos ... ovos ... queijo! Como? Sim! Sem sabermos tínhamos pensado na mesma piza! :) Nem imaginam o que nos rimos com esta coincidência. Como se costuma dizer, o mundo é pequeno, mas quando se está em sintonia, fica ainda mais pequenino e as coincidências acontecem naturalmente.


O Ricardo desde que viu a receita da piza de espargos com ovos no livro Pizza de John Lanzafame que ficou com vontade de experimentar. De vez em em quando lembrava-me que queria aquela piza dos espargos com ovo. De tanto o ouvir, aceitei. Aceitei, mas o livro ainda continua num caixote, dos vários cheios de livros que ainda temos para arrumar. Portanto, a piza seria feita de cabeça! Isso pensávamos nós! :)


A piza de espargos com azeite trufado e nozes da Helena e do Miguel resultou na perfeição. Ficou linda e não sobrou nada! A receita foi já publicada pela Helena. Espreitem! Voltou a ficar linda.


Perante a coincidência, há que surpreender. Abri o frigorífico e a despensa e fiz algumas escolhas. Depois da massa estendida coloquei queijos parmesão e mozzarella ralados. Dispus uma camada de cogumelos shiitake cortados, filetes de anchova em azeite, escorridos, fatias de tomate, alcaparras e terminei com mais queijo mozzarella ralado. Servimos com rúcula selvagem. Foi a primeira vez que usei anchovas numa piza. Acabaram por sobressair entre todos os outros ingredientes.


Acompanhámos a preparação das nossas pizas com vinho branco verdelho da Herdade do Esporão.

Para sobremesa a Helena brindou-nos com uma mousse de chocolate, daquelas que eu gosto, intensas! Cremosa, leve, mas em que dá para colocar a colher sem cair. Não resisti a repetir! :) Eu fiz um bolo de pêra e nozes. Apesar de sabor estar agradável, achei que as peras deveriam estar um pouco mais maduras. Mesmo depois de cozido, notavam-se que estavam rijas.


Com a conversa, nem nos apercebemos do tempo a passar. Quando olhámos para o relógio constatámos que o nosso jantar durou mais de oito horas muito felizes. As coincidências existem e são boas, especialmente quando as pessoas se ligam e estão em sintonia. E isso é mesmo muito especial! :)