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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Noite de estrelas no restaurante Feitoria


A noite estava quente, ao longe o Tejo corria tranquilo em direção ao mar. Cheguei ao restaurante Feitoria, numa sexta-feira de Setembro, para mais um jantar especial da Rota das Estrelas. Poder usufruir destes jantares, únicos, feitos a várias mãos, com chefs de topo, é algo que me deixa sempre muito entusiasmada.

Este jantar da Rota das Estrelas contou com a participação do chef João Rodrigues do restaurante Feitoria, uma estrela Michelin, sob orientação do chef José Cordeiro, que abriu recentemente o seu próprio restaurante na Praça do Comércio. Para além dos anfitriões, estiveram presentes o chef Leonel Pereira do São Gabriel, uma estrela Michelin, Hans Neuner do Ocean, duas estrelas Michelin e Miguel Vieira do Costes, em Budapeste, com uma estrela Michelin. O jantar foi antecedido por um cocktail, onde foram dados a provar diferentes produtos, desde vinhos, presunto, sushi, carne, conservas e as fabulosas ostras do Sado.

Este jantar repleto de estrelas Michelin foi aberto com uma saudação do Feitoria. Uma caldeirada de sardinha, lula e carabineiro. Cada colherada, sabia a mar. Um mar com ondas, que nos salpica e faz reagir. Um mar, que nos inspira. Para acompanhar a saudação da casa, foi-nos servido um copo de champanhe Moet & Chandon Brut.


O prato que se seguiu seduziu-me. Um cheiro bom, fresco, a lima, despertou-me os sentidos. Hans Neuner, com a sua irreverência, juntou lagostim, lima kaffir, maçã granny smith e iogurte. Mais um prato com sabores do mar, que nos deixou a sonhar com viagens e paragens longínquas. O toque da lima, inesquecível. Este prato foi acompanhado por um vinho de sabor suave, fresco, Terroir II branco de 2012.


No plano das entradas, faltava ainda a grande surpresa dos chefs do Feitoria. Cereja e foie-gras. Um prato para além de tudo, lindo, sofisticado. A cereja perfeita, uma deliciosa surpresa, com recheio de foie-gras. Comparando este prato à roupa de uma mulher elegante e moderna, seria sem dúvida uns sapatos de sapo alto da Louboutin!


O chef Leonel Pereira trouxe-nos do Algarve um prato com uma laranja especial. Serviu-nos salmonete com laranja queimada em 40 dias de cura de sal fumado e com jus de lúcia lima. Que sabor bom o da laranja e tão doce. Para mim, foi um golpe de mestria. Transformar um ingrediente comum, em algo especial. A laranja fez-me lembrar a astuta Sherazade e as histórias das Mil e Uma Noites. Algo tão bom, suscita-nos o desejo de querer mais, repetir, continuar a ouvir o desenrolar da história. Acompanhámos o salmonete com um vinho branco Reserva do Comendador 2011.


Finalizámos os pratos de peixe com um robalo salteado com nabiças, shimengi e lingueirão, com caldo dashi, pelos chefs do Feitoria. Nunca nos seus sonhos mais profundos, Francisco Zeimoto, um dos primeiros navegadores portugueses a chegar ao Japão, pensaria que um dia usaríamos deste lado do mundo, este caldo,um elemento base de muitos pratos da cozinha japonesa, como é o caso da sopa miso. Para beber, um Vale das Areias branco Fernão Pires de 2012.


Pombo assado com mel e alfazema, cogumelo recheado com trigo, legumes frescos, granola e figos pretos, foi o prato de carne dos chefs João Rodrigues e José Cordeiro. O pombo tenro e suculento. Apetecível, como uma viagem de barco, num dia de Verão. Acompanhado por um vinho tinto Vale Areias Syrah 2010.

Para sobremesa, pêssegos escalfados, framboesa coalhada e sorvete de verbena limão, acompanhados por um vinho licoroso da Hungria, Oremus Tokaji Aszú Puttonyos, que me fez lembrar as colheitas tardias, vinhos com aromas a frutas secas, algo muito guloso. Os chefs do Feitoria não nos deixaram sair, sem nos presentear, com uma sobremesa de chocolate, avelã, fava tonka, toffee e gelado de baunilha. Irresistível. Acompanhada por um Porto Quinta da Casa Amarela Vintage 2011.


Houve a possibilidade de no fim do jantar conversar com os autores dos pratos da noite e trocar algumas impressões. Eu não resisti e quis saber como era feita a cura da laranja do chef Leonel Pereira, que não tem parado de me surpreender, com as imensas coisas boas que nos tem dado a provar.


Esta foi mais uma noite cheia de estrelas, no Feitoria, que tão bem sabe receber e acarinhar quem por lá passa.


Outros jantares no Feitoria:
- Um jantar de estrelas no restaurante Feitoria;
- Do ouvido à boca, a nova carta do restaurante Feitoria.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Um jantar de estrelas no restaurante Feitoria


O modo como vivemos e sentimos está intimamente relacionado com tudo aquilo que valorizamos, com a nossa hierarquia de valores, e a maneira como gerimos as nossas emoções. Por isso, é normal todos nós vivermos e sentirmos os acontecimentos de maneira diferente. E aquilo que é muito valorizado por uns, poderá não o ser por outros. E há coisas que numa altura são-nos mais ou menos indiferentes mas que com o tempo aprendemos a valorizar como verdadeiramente especiais. A vida é mesmo assim, vivemos das diferenças, de múltiplos modos de estar e de ser. Mas o mais importante de tudo, é sabermos aproveitar o que nos acontece.

Para mim, também há coisas que valorizo mais do que outras no meu dia-a-dia. Mas, existem momentos, coisas especiais que nos acontecem, que nos batem à porta, atravessam o nosso caminho, e que de acordo com o que achamos importante, é impossível não valorizar e apreciar como algo verdadeiramente único, quase como a ideia de concretizar um sonho de longa data. Quando recebi o convite para jantar no dia 7 de Setembro no restaurante Feitoria do Altis Belém Hotel & Spa no âmbito do evento Rota das Estrelas, eu senti-me uma verdadeira privilegiada. Senti-me como alguém a quem tinham entregue um bilhete de lotaria premiado, que lhe daria acesso a um momento único, com a oportunidade de viajar pelo céu e falar com as estrelas. Ia ser muito bom voltar ao Feitoria.

E foi com enorme entusiasmo, mas sem esperança, que no início do jantar referi o meu desejo de visitar a cozinha do Feitoria em plena azáfama. Como se fosse possível entrar de forma invisível na cozinha e ver como trabalhava a equipa, como era dirigida, como fervilhava, como se respirava naquele ambiente numa noite como esta, com o restaurante cheio e em que o jantar era feito por vários chefs estrelados. Os chefs Cordeiro, nosso anfitrião, Hans Neuner do restaurante Ocean, onde já tive o privilégio de jantar também numa noite estrelada, Ricardo Costa do restaurante The Yeatman e Vincent Farges, do restaurante Fortaleza do Guincho. E como não somos escravos das circunstâncias, os nossos sonhos podem tornar-se realidade no espaço de um simples estalar de dedos. Não sei se conseguem sentir ou imaginar o meu entusiasmo quando, depois de terminar o prato de peixe, nos convidam a ir à cozinha, ver a preparação do gin tónico com limão, da autoria do chef Cordeiro e da sua equipa, que nos ia ser servido de seguida. Quando menos esperamos, o inesperado acontece. A vida é mesmo maravilhosa.

Na cozinha sentia-se o fervilhar de uma certa tensão, pautado pela responsabilidade de querer fazer bem. A azáfama era enorme, mas acontecia de forma organizada, cada um tinha um papel e sabia exactamente o que tinha que fazer. Foi muito especial ver o chef Cordeiro a dirigir a sua equipa. Digo-vos que é com a mesma garra e postura com que nos habitou nos programas de televisão, em que participa. A equipa, num pequeno espaço, ia distribuindo a espuma pelas taças colocadas num tabuleiro sobre a supervisão do chef, que mantinha o ritmo e sempre que necessário dava as devidas indicações. Eu aventurei-me um pouco mais, e ainda vi o chef Vincent Farges, ao fundo, concentrado no seu prato. Este jantar estava a ser realmente muito especial.

O jantar foi antecedido por um cocktail no espaço exterior ao restaurante onde nos foi servido presunto Joselito, champagne Pommery brut, Vale das Areias rosé 2011, moscatel roxo rosé Domingos Soares Franco e um gaspacho com esferificação de azeitona.

Já sentados, fomos recebidos pela saudação do chef, miolo de vieira com puré de ervilhas, com chouriço de Vinhais. As vieiras combinam na perfeição com as ervilhas e o toque do chouriço faz-nos lembrar sabores bem portugueses.


Pela mão de Hans Neuner chegou-nos um prato muito apelativo, barriga de atum dos Açores com fígado de ganso fumado em pó, cogumelos nori, redução de alho preto e cubos de chuchu. Tal como um pintor joga com as cores, Hans compôs um prato a lembrar uma pintura colorida com todos os seus elementos geometricamente alinhados. Em que cada um foi pensado cuidadosamente, desde a forma, a cor e a textura, para combinar com os restantes, num perfeito equilíbrio. Este foi um prato inspirador, em que a textura crocante do chuchu cru foi uma surpresa assim como o alho preto em puré, tão suave. O alho preto é obtido através de um processo de fermentação e é muito usado na cozinha asiática. O vinho que acompanhou esta entrada foi Casal Santa Maria branco reserva 2010 (da zona Colares).


Ainda nas entradas, fomos presenteados com falsos raviólis de camarão em caldo dashi, com fatias crocantes de raiz de lótus, flores de jasmim, cogumelos e coentros. Um prato perfeito. Equilibrado e cheio de sabor. O vinho escolhido foi um Vale das Areias Branco Sauvignon e Arinto 2011.


O prato de peixe foi da responsabilidade do chef Ricardo Costa, que nos serviu dourada do mar, sautée com crosta de tomate, lula recheada com foie gras, polenta cremosa, torresmo de peixe e aneto. Um prato surpreendente. Adorei o pormenor da pele do peixe frita, crocante. O vinho servido para acompanhar este prato foi Redoma branco reserva 2010.


O chef Vincent Farges serviu-nos peito de pata barberie escalfada e assada, cenouras da Quinta do Poial glaceadas com galanga, puré de cenoura-toranja e molho do assado. Na mesa, surgiu a dúvida, porquê pata? E o que seria a galanga? A carne era tenra, suculenta e no puré notava-se a presença cítrica da toranja. Este foi um daqueles pratos que de certo não vou esquecer. Notável! Bebemos um Quinta do Grifo tinto 2008 a acompanhar este prato.


O chef Cordeiro e a sua equipa trouxeram-nos como pré-sobremesa cornetos recheados com petazetas, que depois de descobertas, explodem na boca como fogo de artifício.

A sobremesa foi lasanha doce, feita com tapioca, parfait de morango, sorvete e merengue de frutos vermelhos, com mirtilos e amoras frescas. O chef Ricardo Costa não fez apenas uma sobremesa, fez uma pintura com variações de frutos vermelhos, em tons de cor de vinho, e com diferentes texturas. A sobremesa foi acompanhada por um vinho do Porto, Rozés Vintage 2009.


A acompanhar o café, ainda nos serviram uns pequenos miminhos doces. Eu não resisti aos macarons.

Depois do jantar tivemos a oportunidade de conversar um pouco com os chefs, estrelas da noite, juntamente com os outros convidados e clientes. Assim que conseguimos falar com o chef Vincent Farges, não hesitámos em perguntar-lhe sobre o porquê da escolha da pata barberie e sobre a galanga. O chef explicou-nos que a qualidade desta carne é muito boa e que o segredo está na técnica. Ao descobrir que não sabíamos o que era galanga não hesitou em pedir que nos trouxessem um pedaço para vermos. Perante a oferta se queria trazer um bocadinho, disse prontamente que sim. Em casa, no dia seguinte, experimentei logo uma receita que o chef me ensinou e com quem adorei conversar. Triturei duas maçãs granny smith com um pedaço de galanga. Juntei água bem fresca e ficou uma bebida muito agradável.


Nesse dia ao sair do Feitoria, senti que tinha participado numa noite especial e única. Quem valoriza este tipo de coisas, penso que me poderá compreender. Não é todos os dias que se come num restaurante em que o jantar é preparado por quatro chefs premiados com estrelas Michelin. É isto que a vida tem de melhor. Podermos aproveitar cada bom momento que ela nos proporciona, com o coração aos pulos de entusiasmo. Para mim, ficou a vontade de voltar ao Feitoria, e até quem sabe, à cozinha, de jaleca posta para aprender com quem sabe.

[ Fotos da autoria e cedidas por Paulo Barata / GUERRILLA Food Photography ]


Outros olhares sobre este jantar:
- Um jantar no Feitoria em noite de estrelas por Alexandra Prado Coelho;
- Estrelas que brilham muito alto por Duarte Calvão.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Do ouvido à boca, a nova carta do restaurante Feitoria

Foto da autoria de Paulo Barata

Espreitei a paisagem pelo envidraçado do restaurante Feitoria, premiado com uma estrela Michelin, com um copo de vinho rosé fresco na mão. Ao longe, o rio, de onde outrora partiam e chegavam naus cheias de especiarias vindas do outro lado do mundo, estava calmo e brilhava com tons de prata aos últimos raios de sol. Do alto do Padrão dos Descobrimentos, o Infante D. Henrique, indiferente a tudo o resto, acalenta no olhar de pedra, planear uma nova viagem. A imagem criada pelo jardim de relva, a lembrar-me o mar ondulado, ladeado de árvores, deu-me um enorme sentimento de tranquilidade. Inspirei fundo. Olhei a fachada branca do hotel e a vida da esplanada que se avista ao fundo. Quando dei por mim, a Primavera de Vivaldi terminava e começava o Verão, mote para a apresentação da nova carta do Feitoria no passado dia 24 de Maio de 2012.


Foto da autoria de João Andrés
Conduzida à minha mesa, sentei-me e finalmente abri a ementa do chef Cordeiro a degustar nessa noite e para a qual fui amavelmente convidada.

A mesa, elegante e bonita, insere-se no ambiente de requinte que é apanágio do Altis Belém Hotel & Spa, do qual faz parte. A carta, intitulada em jeito de partitura musical, Prova Anónima, Do Ouvido à Boca, despertou-me logo a curiosidade. E se o ouvido e os olhos já estavam encantados, o palato não esperava pela demora.

O jantar começou com um gaspacho servido com esferificação de azeitona verde, a fazer lembrar o Martini com azeitona do agente secreto britânico mais charmoso do mundo. De seguida, saboreámos foie com gelatina de Grandjó colheita tardia. Estou certa que James Bond haveria de gostar tanto como eu de saborear este amouse-bouche antes de partir para uma das suas perigosas e arriscadas missões.

Depois do palato aprumado, o ouvido também precisava de alimento. E foi ao som de A Mãe de Rodrigo Leão que saboreámos as entradas. Lagostins do mar com espargos brancos e verdes, syrah e pequenos torresmos de leitão, um prato com um cheiro tão bom e com a textura crocante dos espargos a fazer-se notar. De seguida provámos presunto de porco alentejano e queijo monte da vinha, beldroegas e pequenas folhas de beterraba. Um prato floral e colorido. Achei tão curioso o uso das beldroegas, um produto que nos últimos tempos tem vindo a ser valorizado e vê-lo ser servido ao nível da alta cozinha deixou-me satisfeita. O vinho escolhido foi Vale das Areias Sauvignon & Arinto 2011.

Fotos da autoria de João Andrés

Para acompanhar os pratos de peixe, o chef Cordeiro, escolheu Gente da Minha Terra cantada por Mariza. E foi com elementos da terra que abrimos os pratos de peixe. O chef Cordeiro preparou um robalo acompanhado com “cuscos” de lingueirão decorado com feijão verde. Os cuscos são feitos com trigo Barbela e depois passados pelas mãos, revelando-se uma tarefa árdua e, actualmente, em risco de se perder. Um prato com o sabor à terra de Trás-os-Montes. Bebemos com este prato um vinho Quinta do Monte d'Oiro Lybra Syrah 2008.

A seguir veio um dos meus pratos favoritos, monocromático de salmonete e carabineiro com morangos silvestres e beterrabas biológicas. O sabor de elementos de combinação aparentemente tão improvável, como os morangos e a beterraba, resultou num tom encantador e numa conjugação de sabores muito especial. O lado terra da beterraba com o aroma fresco e adocicado do morango, soube muito bem. Quase que posso dizer que os morangos nasceram para serem servidos com a beterraba. O vinho que acompanhou este prato foi Vale das Areias Rosé Touriga Nacional 2008. Estes pratos de peixe foram para mim a espinha dorsal da carta, com uma força, sabor e textura tão fortes como os arrepios que senti ao ouvir a voz de Mariza a cantar Gente da Minha Terra.

Fotos da autoria de João Andrés

Passando para os pratos de carne, mudámos também de música. A escolha recaiu sobre Né Ladeiras e a sua La Molinera do álbum Trás-os-Montes. O vinho Quinta do Monte d'Oiro Têmpora 2006 acompanhou o peito de pato com escorcioneira, cogumelos e areados de pistácio. A escorcioneira é uma planta de flor amarela e em que a raiz é a parte comestível. É também usada em doces. À semelhança do que aconteceu com as beldroegas, voltei a ficar agradavelmente surpreendida com o uso deste ingrediente, revelador da preocupação do chef Cordeiro pelos produtos e tradições portuguesas. Finalizámos os pratos de carne com uma degustação de porco bísaro, servido com um vinho Vale de Areias Touriga Nacional 2008.

Fotos da autoria de João Andrés

E ao som de António Variações, saboreámos um tentador pão-de-ló de abóbora e doce de ovos, creme de requeijão, alfazema e gelado de mel de urze. O pão de ló estava tão bom, que era capaz de conduzir ao inferno o mais beatífico dos santos. Por fim, saboreámos uma sobremesa em que a maçã tinha sido confeccionada de sete maneiras diferentes. Em gelado, mousse, bolo, frita, ao natural, em soufflé e em crumble. E como diz a música, O corpo é que paga. Mas enquanto o corpo paga, a alma congratula-se e pula de satisfação!

Fotos da autoria de João Andrés

E fazendo minhas as palavras proferidas nessa noite pelo gastrónomo José Bento dos Santos, Glória a quem sabe deslumbrar o paladar desta maneira.

Foto da autoria de Paulo Barata


[ Fotos fornecidas por Altis Belém Hotel & Spa ]