sexta-feira, 5 de junho de 2020

Cheesecake rápido de morango


Os morangos podem ser consumidos de múltiplas maneiras. Macerados com açúcar e hortelã e depois servidos com umas colheradas generosas de natas batidas, mergulhados em chocolate negro, ou então, saboreados ao natural. De qualquer das formas, são sempre irresistíveis. Têm múltiplas aplicações na cozinha, desde saladas doces a salgadas, compotas, geleias, gelatinas, bolos, sumos, iogurtes, entre muitas outras.

O morangueiro é uma planta da família das rosáceas, onde se incluem as rosas, as peras, as maçãs e as cerejas. Começou a ser cultivado pelos romanos em 200 a.C. e era valorizado pelas suas propriedades terapêuticas. No séc. XIV, os franceses, transplantaram a variedade selvagem, Fragaria Vesca, para os seus jardins. A utilização desta planta revelou-se mais ornamental pelas suas bonitas flores do que como alimento, apesar de uma parte da produção ser para consumo. Em 1368, o rei Carlos V ordenou ao seu jardineiro Jean Dudoy que plantasse nos jardins reais do Louvre 1.200 morangueiros. A partir do início do séc. XVI as referências à produção do morango são mais comuns e os botânicos identificam diferentes espécies.

Os morangos que encontramos actualmente à venda (Fragaria x ananassa Duch) são descendentes de um cruzamento casual entre duas espécies americanas levadas para a região francesa de Brest. Uma das espécies foi a Fragaria Virginia, nativa da América do Norte, muito aromática mas com frutos pequenos. Foi trazida para a Europa em 1624. A outra espécie foi a Fragaria Chiloensis nativa do Chile, com frutos do tamanho de uma noz e chegou a França, em 1714, por Amédée-Francois Frézier, um espião ao serviço de Luís XIV. O respectivo cruzamento possibilitou a produção e difusão do morango. A par do aprimoramento do cultivo foram surgindo também inúmeras espécies.

Botanicamente o morango não é uma fruta mas um pseudofruto ou “falso fruto”. Nos morangos, os verdadeiros frutos são os aquênios, os pontinhos a que chamamos sementes e que cobrem a pele do morango. O fruto doce, carnudo e suculento que tanto apreciamos é na realidade o receptáculo dos frutos.

Esta semana no Instagram do Cinco Quartos de Laranja tenho vindo a partilhar receitas descomplicadas que se fazem num abrir e fechar de olhos, com morangos. Viram? Desde papas de aveia até águas aromatizadas e tostas, entre outras sugestões.

Os dias quentes pedem sobremesas frescas e práticas. Na passada segunda-feira no programa Praça da Alegria da RTP1 preparei um cheesecake rápido de morango. Cá em casa, pediram tanto que voltei a fazer a receita.

Caso precisem, podem alterar as quantidades da receita ao vosso gosto. Por exemplo, caso prefiram uma base maior, acrescentem mais bolacha. Caso queiram fazer um recheio que renda mais, basta aumentarem a quantidade de queijo e de iogurte seguindo a mesma proporção. E o mesmo se pode fazer com os morangos. Para um resultado mais doce, aumentem a quantidade de açúcar.

Esta é uma sobremesa rápida para fazer e degustar, logo de seguida. No entanto, a base pode ser feita de véspera ou, umas horas antes de preparar os morangos para servir.

Sabe tão bem terminar as refeições, nesta altura do ano, com uma sobremesa fresca! Espero que gostem.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Borrego guisado com batatas


Cozinhar todos os dias para a família exige criatividade e disponibilidade. Se por um lado, cozinhar é cuidar daqueles de quem gostamos, a verdade, é que as exigências do dia-a-dia, deixam-nos, tantas vezes, com pouco tempo para cozinhar.

Cá em casa, tento fazer algumas pré-preparações que me ajudam a preparar no momento as refeições. Passei a partilhar, todas as semanas, um menu semanal que espero que vos ajude e inspire.

Aos fins-de-semana, é quando procuro preparar refeições, por vezes, mais substanciais, confecionadas ou no forno ou no tacho. Um destes dias, para um dos nossos almoços, fiz uma receita tradicional que tanto gostamos, borrego guisado com batatas. Tão bom!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Sopa de galinha com noodles de curgete


As sopas não são só para dias frios. As sopas, para mim, são para todos os dias! Um prato de sopa é muito reconfortante, é uma excelente maneira de iniciarmos uma refeição. As sopas ajudam-nos a ingerir mais água e acrescentam mais legumes à nossa alimentação.

Comer sopa só nos faz bem!

Quando falamos em sopa de galinha, a primeira que nos ocorre é a tradicional canja. Mas com a galinha e o seu caldo, podemos fazer tantas outras sopas. Partilho, hoje, uma dessas sopas feitas com galinha e que fica tão boa!

Não se esqueçam, na nossa alimentação é importante variarmos o que comemos, incluindo a sopa!

terça-feira, 2 de junho de 2020

Frango com amendoim e leite de coco


Uma das muitas coisas boas da globalização, é que nos permite ter acesso a produtos usados nas cozinhas de outras culturas. Permite-nos também viajar pelos sabores de outras geografias sem sairmos da nossa casa e, isso é, mesmo, muito especial.

Na semana passada, comemorou-se o Dia de África. Curiosamente, ainda não visitei nenhum país deste continente, mas conheço alguns dos ingredientes que ajudam a definir a cozinha africana. Num continente tão vasto e diferente, com tantas influências e cruzamentos, penso que é difícil definir o que é a cozinha africana. Concordam?

Para celebrar este dia, no programa A Praça da Alegria da RTP1, resolvi fazer um prato em que juntei alguns dos ingredientes usados em alguns países de África, como o óleo de palma, o amendoim, as especiarias, o cuscuz, o picante, o gengibre e o leite de coco. O resultado foi um prato tão saboroso e especial. Espero que gostem!

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Menu semanal #12


De regresso ao trabalho, em casa, ou quase a partir de férias, em qualquer das situações, preparar as refeições da semana, para a família, continua a ser uma preocupação ou necessidade. Almoços, comida para levar para o trabalho, lanches e jantares, exigem organização e disponibilidade.

Para vos ajudar, deixo-vos mais umas deliciosas e práticas sugestões:

Ver também menu semanal #11.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Camarão com noodles de curgete e esparguete


A curgete é um dos legumes que adoro. É muito versátil. Pode ser consumida crua ou cozinhada. Podemos usá-la em mil e uma receitas. Gosto de a usar grelhada, de a misturar na sopa ou, até, ralar para juntar a uns ovos mexidos. Cá em casa, há tantas vezes, curgete cortada em forma de esparguete, pronta a usar.

Quando a Pescanova me desafiou a preparar uma receita com o miolo de camarão gigante, pensei logo numa receita que faço, muitas vezes, cá em casa e nos meus workshops. É uma receita muito prática, de um tacho só e, que se prepara, num abrir e fechar de olhos. Espero que gostem!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Pernas de pato no tacho com legumes


Cozinhar em casa tornou-se uma realidade para muitas famílias, nos últimos tempos. Talvez por isso, tenha recebido mais mensagens a perguntarem-me indicações sobre quais os utensílios básicos que podemos ter nas nossas cozinhas. Esse foi até o tema do último directo que fiz no Instagram do Cinco Quartos de Laranja e que podem ver na IGTV.

Para começarmos a comer melhor, em casa, é importante termos a capacidade de cortar a comida, cozinhá-la e servi-la. Para que esta tarefa seja mais fácil e, agradável, é importante termos alguns equipamentos e utensílios que nos facilitem a vida.

As facas são das coisas que considero básicas a ter, numa cozinha. De preferência, um conjunto de facas que incluam uma faca de descascar e uma faca de chefe ou uma santoku. A faca do pão é essencial e, se puderem, tenham também uma faca pequena de serrilha que permita cortar tomate. Se temos um bom conjunto de facas é importante termos um amolador.

Ainda relacionado com o cortar, tenham na gaveta da cozinha uma ou duas tábuas de corte. Gosto de usar tábuas de plástico, porque não absorvem os odores facilmente e podem ser lavadas na máquina da loiça. O peso da tábua é importante para que quando estivermos a trabalhar não escorregue e salte na bancada. Antes de começar a cortar ou picar, costumo colocar, sempre, por baixo da tábua, uma folha de papel absorvente ligeiramente humedecido.

Gosto de ter, também, uma vara de arames, copos e colheres medidoras, um tapete de silicone, taças e tigelas para misturar ingredientes ou fazer marinadas - de preferência de vidro ou cerâmica, para não absorverem sabores - e diferentes tipos de escorredores. Adoro ter um espremedor de alho e um ralador.

Pinças, espátulas, esmagador de batata, concha, escumadeira, um termómetro, tabuleiro e travessas de forno, dão sempre imenso jeito. Um centrifugador de legumes, para secar as folhas depois de lavadas, que tanto uso nas saladas, é muito útil. Colheres de pau e luvas de forno, cá em casa, nunca são demais.

Na minha cozinha, é fundamental ter uma chaleira eléctrica, um processador e um liquidificador. Apesar de ter um robot de cozinha onde faço todas as semanas, sopa, a verdade é que não dispenso ter uma varinha mágica.

Na cozinha, é também importante termos, pelo menos, duas frigideiras. Uma antiaderente e uma de inox, com um fundo espesso, que nos permita, por exemplo, fazer um bife. É importante termos um conjunto de, pelo menos, um tacho e uma panela. Confesso que tenho um conjunto, com tachos e panelas de diferentes tamanhos. Caso possam fazer este investimento, terão mais possibilidade de escolha. Se cozinhamos em casa, vamos precisar de caixas para guardar a comida no frigorífico ou congelador.

Cá em casa, tenho também tachos de ferro fundido. Estes tachos conduzem o calor de forma muito eficaz e são bastante versáteis. Uso-os para cozer pão. São óptimos para fazermos risotto, assim como, estufados. Adoro fazer assados de forno nos tachos de ferro fundido. Ficam tão bons! Mesmo para quem vai começar a cozinhar, este pode ser um bom investimento para a vossa cozinha.