quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Manteiga ou pasta de amendoim


Fazer manteiga ou pasta de amendoim, em casa, não é uma tarefa nada difícil. Basta usarem amendoim torrado, uma pitada de sal e um bom processador.

Chamo a atenção do processador, porque quando comecei a fazer manteiga de amendoim não tinha um processador com muita potência. E ao fazer a pasta, juntei um pouco de óleo, de modo a conseguir ajudar o processador a tornar os amendoins numa pasta cremosa. Há até, quem considere que um pouco de óleo ajuda a tornar mais cremosa a manteiga de amendoim, feita em casa. No entanto, tenham em atenção, que nem todos os processadores são os mais indicados para fazermos este tipo de pastas. O meu primeiro processador aqueceu tanto, que deixou de funcionar!

Os amendoins passam por um processo de transformação até conseguirmos obter uma pasta cremosa. Primeiro, começa por ser uma mistura granulosa, a seguir, passa a ser uma espécie de farinha fina. Entretanto, começa a ficar mais pastoso e depois, ao continuarmos a triturar, transforma-se numa pasta cremosa.

A manteiga de amendoim, feita em casa, nunca é tão cremosa ou tão líquida como algumas de compra, mas cá em casa, sempre que posso, esta é uma daquelas pré-preparações que faço para as refeições da semana. Adoro usar a manteiga de amendoim ou, de outros frutos secos, nos meus pequenos-almoços ou lanches!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Pudim de chia com leite de coco


De há uns anos para cá, decidi mudar a minha alimentação. O que me levou a fazer esta mudança foi o querer sentir-me melhor. Cheguei a um ponto em que as roupas estavam sempre apertadas, sempre que me via nas fotografias, reparava em tudo aquilo que me fazia sentir gorda. Passei a notar que andava sempre mais cansada.

Quando não nos sentimos bem, quando achamos que temos que mudar de direcção e, fazer as coisas de outra maneira, é a altura perfeita para tomarmos a decisão de agir. Mudar o nosso estilo de vida, procurarmos fazer uma alimentação mais equilibrada e saudável só depende, à partida, de cada um de nós. É certo que se tivermos a família do nosso lado, que todos decidam embarcar na viagem de mudança de estilo de vida, tudo se irá tornar mais fácil. Sozinhos, sabemos que é sempre mais difícil, mas não impossível. Temos que acreditar que a mudança só nos vai trazer benefícios em termos pessoais e sociais.

Mas a mudança não deve ser só por uns tempos. Mudar o nosso estilo de vida, tentar fazer uma alimentação mais saudável e equilibrada é uma tarefa para a vida. Todos os dias temos que cultivar as mudanças, os novos hábitos que decidimos promover.

Em que consiste fazer uma alimentação mais saudável? Há tantas respostas. Entre tanta informação, afinal o que é certo e o que é errado?

Alimentação saudável é aquela que nos fornece os nutrientes que o nosso corpo precisa. E para isso, na minha opinião, devemos tentar comer comida verdadeira. Iniciem as refeições com sopa. No prato principal, ao lado da carne e do peixe, coloquem muitos legumes e leguminosas. Evitem os doces e produtos açucarados, evitem as comidas processadas com ingredientes de que não fazemos a mínima ideia do que serão. Retirem da despensa todos os salgadinhos e outras tentações que vos chamam sempre que dá aquela vontade louca de comer. Tenham gelatinas, fruta fresca, ovos cozidos, húmus, cenouras baby, bolachas de milho, tremoços para servirem aos lanches, por exemplo. Não se esqueçam de beber água e variar o que comem. E claro, para mim, tomar o pequeno-almoço é um hábito de quem procura fazer uma alimentação equilibrada.

A comida é uma forma de felicidade. Gosto de comida colorida, ajuda-me a começar o dia com mais alegria. Para os pequenos-almoços ou lanches, os pudins de chia são uma excelente sugestão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Menu semanal #22


Prepararmos as refeições da semana, com antecedência, é uma prática que nos ajuda a poupar tempo, a rentabilizar a nossa comida e, a comer de forma mais equilibrada. Para o menu desta semana, procurei dar destaque a alguns pratos de peixe e de marisco, que combinam de forma deliciosa com o Verão.

Espero que gostem!

Ver também menu semanal #21.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Doce de figo


Os figos frescos são, para mim, uma das frutas que simboliza o Verão. No passado fim-de-semana, fui visitar os meus pais. No quintal, temos figueiras. Numa delas, consegui apanhar uma cesta pequena de figos. Ainda não estavam bem maduros, mas mesmo assim, não me demovi.

Quando cheguei a Lisboa, decidi usá-los para fazer um irresistível doce de figo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Arroz com 3 pimentos


Há pratos que soam a Verão e, o arroz de pimentos, é um deles. Nós, portugueses, somos conhecidos como os chineses da Europa no que toca ao consumo de arroz. Contam-se os mil e um pratos que fazemos com este ingrediente tão versátil.

O arroz pode ser usado como ingrediente estrela de pratos principais ou ser servido como acompanhamento. No Verão, procuramos pratos que juntem arroz e peixe, concordam?

Há uns tempos atrás, decidi fazer um arroz de elogio ao Verão, com tomate e pimentos. Este arroz, foi o acompanhamento destes filetes de sardinha panados. Combinação deliciosa. Viva o Verão!

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Os livros que me inspiraram a mudar a minha alimentação


As leituras inspiram-nos. As dos romances fazem-nos viajar, sonhar ou apaixonar. Acho que ando sempre a ler um ou mais livros. De há uns anos para cá, a par dos livros de receitas, decidi tentar perceber um pouco mais sobre alimentação.

O que comemos reflecte-se no nosso corpo e na nossa saúde. É importante fazermos uma dieta equilibrada, mas como? Que hábitos devemos promover em prol de uma alimentação saudável? Que dieta devemos seguir? Que alimentos comer? Por vezes, parece que há tanta contradição.
Quando pensamos em alimentação, são imensas as questões que nos surgem, principalmente sobre o modo como devemos comer. Ao longo destes anos procurei respostas para algumas das minhas questões. Fui falando com nutricionistas e procurei ler sobre este tão vasto e apaixonante tema. A seguir apresento-vos alguns dos livros que me inspiraram a mudar a minha alimentação.

Um dos autores que me acompanha desde que li a obra O Dilema do Omnívoro, é Michael Pollan. O que comer? É uma pergunta que tantas vezes nos colocamos. E a massificação de produtos alimentares feitos pela indústria, trouxe ainda mais problemas no momento de decidir o que vamos colocar na mesa para comer. Nesta obra, Michael Pollan para além de falar do milho e como consumimos este ingrediente de forma processada em vários produtos, alerta-nos para o modo como estão a ser cultivados as frutas e os legumes, e como se faz a criação de animais, em algumas explorações. Depois de expor alguns problemas associados ao modo como é produzida a nossa comida, chama-nos a atenção para a importância de fazermos uma alimentação com comida real, mas sem cair em fundamentalismos.

De seguida quis logo ler Em Defesa da Comida. Esta obra é um manifesto, em que o autor alerta o consumidor para que «Coma comida», para que coma sobretudo vegetais, principalmente folhas, falando-nos também da importância de variarmos a nossa alimentação e de olharmos para a nossa tradição gastronómica, para a nossa cultura alimentar. Este é um livro que me ajudou a mudar a minha alimentação, é uma das minhas referências.

Comer Bem Viver Melhor de Dra Darya Pino Rose. Cheguei a este livro por mero acaso. Mas assim que comecei a ler as primeiras páginas já não parei. Tirei desta obra, muitas coisas, mas principalmente, um conceito: - equilíbrio. Comer com equilíbrio é a melhor dieta.

Mas o que é comer com equilíbrio? Como conseguimos fazer esta gestão?

Fazer dieta ou tentar procurar fazer uma alimentação equilibrada, mais do que um destino, é uma viagem. Mais do que querer perder peso rapidamente, o importante é mudar de hábitos e interiorizar rotinas. A comida não é só uma questão de sobrevivência, é uma forma de felicidade e se nos estivermos sempre a privar, não a vamos conseguir alcançar. A privação cria ansiedade, aumenta o desejo por determinado alimento. É preferível matar o desejo comendo um quadrado de chocolate, do que sofrer por não o poder fazer. Para a Dra Darya "as pessoas de mentalidade de crescimento agem como se pudessem melhorar em tudo, caso se esforcem, e que o fracasso é uma experiência de aprendizagem e uma oportunidade para crescerem e melhorarem. Falhar não é reflexo do valor pessoal." Isto é tão importante!

Ao longo do livro percebemos que para perder e manter peso devemos integrar hábitos mais saudáveis e fazer mudanças permanentes no nosso estilo de vida. É fundamental começarmos a mudar a pouco e pouco alguns dos nossos hábitos. Se quiserem começar a fazer tudo de uma só vez, é mais difícil. Um passo de cada vez. Interiorizem.

« Dependendo do nível de dificuldade para o indivíduo, um dado hábito pode levar de duas semanas a oito meses a desenvolver-se, mas, em média, um novo hábito demora cerca de dois meses, ou sessenta e seis dias a enraizar-se. »

« Outro factor importante na formação de hábitos bem-sucedidos é escolher objectivos simples e específicos que possam ser atingidos com um conjunto simples de acções. »

Por exemplo, comecem por beber mais água. De seguida, passem a iniciar as refeições com um prato de sopa. Comam mais devagar e se possível façam da mesa um momento de partilha com a família. Incluam mais legumes e leguminosas nos vossos pratos. Procurem comer comida verdadeira, e se a cozinharem, melhor. Parece que é pouco, mas na prática, vão ver que estas pequenas ações já exigem, mudanças, foco e determinação.

Este é um livro a que volto muitas vezes. Inspirador Ajuda-me a encontrar caminhos para procurar fazer uma alimentação mais equilibrada, sem fundamentalismo. Por que como a autora refere, não há alimentos mágicos!

A Enzima Prodigiosa e A Enzima Prodigiosa 2 de Dr. Hiromi Shinya. Destes dois livros tirei uma lição, ao comer, tenho que ter vida no meu prato. As minhas refeições têm que ter mais ingredientes frescos.

Para o autor a qualidade da água e dos alimentos que ingerimos determinam a nossa saúde. Entre as muitas recomendações sobre carne, peixe, café, leite, margarina, iogurte, alerta-nos também para a saúde do intestino e para ao efeito da oxidação dos alimentos.

No estilo de vida que defende, o Dr. Hiromi, refere que uma alimentação equilibrada para os seres humanos seria composta por 85% de vegetais e 15% de alimentos animais. Comer mais produtos hortícolas, parece-me, que só nos faz bem!

Comer para viver e O Fim das Dietas de Dr. Joel Furhman. São dois livros que vos aconselho a ler.
O Dr. Joel defende que « temos que consumir alimentos com os nutrientes adequados para que não tenhamos necessidade de consumir calorias "vazias" em excesso e para que assim consigamos obter as nossas necessidades nutricionais. » Refere ainda que « a maior parte de nós tende a acreditar em milagres. As pessoas querem crer que, apesar de alguns excessos, se tomarem um comprimido, um pó ou outra opção qualquer, conseguem manter uma saúde excecional. Contudo, esta é uma crença falsa (...). Se deseja uma saúde de excelência e de longevidade, terá de se empenhar na causa. E se deseja emagrecer com segurança, terá de fazer uma alimentação à base de alimentos não-refinados, ricos em nutrientes e em fibra. »

Em ambos os livros encontramos testemunhos de mudança de alimentação e de estilo de vida, de alguns dos pacientes do Dr. Joel Furhman. Existem também planos alimentares e receitas.

Na obra O Fim das Dietas, apresenta indicações precisas sobre o que devemos comer. Por exemplo, recomenda que a dose diária de frutos secos e sementes seja de pelo menos 28 g por dia.

De uma maneira geral, as duas obras aconselham que façamos uma alimentação pobre em calorias e rica em nutrientes.

Comer Bem é o melhor remédio de Alexandra Bento. Um livro que nos tenta consciencializar para as escolhas diárias que fazemos em termos de alimentação. Procura explicar como devemos orientar as nossas escolhas, sem que isso seja caro ou complicado. Alerta para alguns cuidados a termos na preparação e confecção dos alimentos e promove o receituário português. Tem receitas.

Como não morrer e Como não morrer, o livro de receitas de Dr. Michael Greger. Confesso que li primeiro o livro com as receitas. Gostei tanto, identifiquei-me com algumas das ideias e indicações do autor que assim que pude, comprei o primeiro, que entretanto, comecei a ler.

A Revolução Smart Food de Eliana Liotta. Nesta obra a autora apresenta-nos a cultura smart food, com o intuito de conseguirmos fazer uma alimentação mais saudável. Ao longo da obra apresenta e fala de alguns ingredientes que nos podem proteger ou ajudar a promover a longevidade.
No capítulo Factos e Mitos, a autora responde a muitas questões, que de uma maneira geral todos já nos confrontámos, como por exemplo: devemos beber leite? É preciso retirar os hidratos de carbono para emagrecer? A fruta no fim da refeição, engorda?

No final, a mensagem que retirei é, como em tantas outras coisas, o melhor é a moderação. Cada um deve fazer um esforço individual para tomar consciência dos próprios hábitos, compará-los com os padrões ideais, e gradualmente, com calma, ir melhorando a relação que se mantém com a comida.

Food Pharmacy de Lina Nertby Aurell e Mia Clase. Um dos conceitos que retenho deste livro é: inflamação. É um livro que quero reler. As autoras recomendam-nos uma dieta arco-íris, em que os produtos hortícolas são fundamentais. Recomendam o consumo de curcuma, pois é uma das especiarias com maior poder anti-inflamatório.

Cá por casa, passei a usar mais vezes a curcuma ou açafrão-da-Índia.

A Dieta da Água de Dra. Dana Cohen e Gina Bria. O poder da hidratação é o tema desta obra, e é algo que me interessa bastante.

Como sabemos que estamos a beber a quantidade de água suficiente? Beber água só por si é suficiente para nos mantermos hidratados? Para as autoras a água só por si não é suficiente e por vezes a quantidade não significa qualidade. Recomendam para além da ingestão de água o consumo de plantas, frutos, legumes, sementes com propriedades hidratantes.

Estes são alguns dos livros que me levaram a mudar a minha alimentação. As leituras ajudam-nos a perceber e a profundar os temas. Ajudam-nos a ganhar sentido crítico. De cada obra, retiramos sempre aquilo que de uma maneira geral nos identificamos.

Mais do que seguir esta ou aquela dieta, entre tantas indicações sobre o que comer, o importante é encontrarmos um caminho que nos permita ser feliz e que consigamos fazer uma alimentação que nos traga saúde e que nos faça sentir bem! Equilíbrio e bom senso, nas escolhas alimentares, são sempre boas opções.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Menu semanal #21


Para a selecção de receitas desta semana, pensei em alguns produtos da estação que nos chegam na sua plenitude de sabor.

Em Agosto, é tempo, entre outras coisas, de tomate e figos. É a altura do ano em que, muitas vezes, as nossas refeições se fazem com saladas.

Espero que gostem das seguintes sugestões para as refeições da semana!

Ver também menu semanal #20.