Próximos Eventos
Lisboa 26 de Maio de 2018
Sábado:
10h30 - 18h30      Workshop Pão Artesanal com Massas-mãe
Inscrições: escola@istofaz-se.pt   218 078 640 IstoFaz-se
Algueirão-Mem Martins 16 de Junho de 2018
Sábado:
11h30 - 12h30      Showcooking Festa e Amigos
 
Entrada livre Jumbo Sintra

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Lasanha de beringela com atum e espinafres


Todas as semanas procuro variar a minha alimentação. Comemos um pouco de tudo. Carne, peixe, leguminosas, queijos, pão, enchidos, conservas, frutas e muitos, muitos legumes. Na ida ao supermercado, os legumes ocupam grande parte do meu carrinho de compras. Procuro trazer sempre, pelo menos, dois tipos de alface, batata-doce, tomate cereja, endívias, couve-roxa, rabanetes, curgetes, cenouras, cabeça de nabo, brócolos ou couve-flor, abóbora, e beringelas. As sopas fazem parte, de forma habitual, das refeições, cá de casa. E temos sempre uma salada para acompanhar os nossos pratos.

As saladas, procuro que sejam uma mistura rica de legumes, de preferência, coloridas, com alface, rabanete ou rábano ralado, espinafres ou rúcula, uma mão de couve-roxa, tomate, e uma vez por outra, cebola cortada em meias luas. Quando tenho, junto coentros frescos. Adoro o sabor dos coentros na salada. E foi uma boa salada que acompanhou o prato que partilho, hoje, convosco. Lasanha de beringela com atum e espinafres. Uma lasanha sem massa, que fica deliciosa!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Entrecosto no forno com castanhas


A vida faz-se de momentos. De preferência, de bons momentos. Ou pelo menos, são esses que contam, quando fazemos o balanço dos nossos dias. Quando dava aulas, costumava perguntar aos meus alunos: - para que servem os muros? E a resposta que esperava, e que muitos me davam, era: - os muros servem para nós os ultrapassarmos. Os muros são desafios. E, nós, temos que os conseguir superar. Os muros que ultrapassamos ajudam-nos a saborear a vida com mais prazer.

Muitos dos bons momentos da nossa vida fazem-se pelo convívio com os outros. Da partilha. E quando o convívio e a partilha se juntam à volta da mesa, esses momentos ficam para a vida. São memoráveis. Um destes dias, para um almoço feliz, fiz um prato de forno com entrecosto e castanhas. Ficou tão bom! A comida ajuda-nos a criar bons momentos.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A master class de pão artesanal com massas-mãe, no Porto, foi assim


No início deste mês de Maio, teve lugar no Porto, no WORK espaço criativo, o meu primeiro workshop de pão artesanal com massas-mãe. Fazer pão é maravilhoso e assim que começamos a entender as massas apaixonamo-nos. Acreditem! O pão feito por nós, com recurso às massas-mãe, tem um sabor incrível.

O workshop teve uma componente teórica onde se analisam os ingredientes básicos do pão, farinha, água, sal e levedura. Dá-se uma fórmula, a partir da qual, todos os participantes se poderão orientar quando começarem a fazer os seus pães, escolhendo diferentes farinhas ou usando ingredientes especiais como legumes, especiarias, frutos desidratados ou secos, entre outros.


São apresentados os diferentes pré-fermentos ou massas-mãe que podemos usar na confecção dos nossos pães. Trabalhámos com poolish, biga, massa fermentada e fermento natural. É explicado como se pode fazer de raiz um fermento natural, em casa. No workshop terão a oportunidade de aprender alguns conceitos relacionados com a prática de fazer pão com um isco, ou seja, com uma mistura de água e farinha mas que não leva fermento industrial. Todos tiveram a oportunidade de alimentar o seu fermento natural, ou massa-mãe, que levaram para casa.

Depois da parte teórica, passamos à acção. Toda a gente coloca as mãos na massa. Nos meus workshops de pão, amassa-se, sempre, à mão, pois ajuda-nos a perceber a consistência das massas. Fazem-se sempre diferentes tipos de pães. Pães para o dia-a-dia, de trigo ou com mistura de farinhas, e depois pães enriquecidos com legumes, frutos secos, entre outros ingredientes que acrescentam um toque único ao nosso pão.


No final, reunimo-nos à volta da mesa, e brindamos ao bom pão que tivemos a oportunidade de cozer. Vamos Fazer Pão?



Sábado, 26 de Maio de 2018, irá ter lugar na escola de cake design IstoFaz-se, cá em Lisboa, o workshop Pão Artesanal com Massas-mãe. Esta é uma oportunidade única e muito especial para quem quer fazer pão com massa-mãe. Fazem-me companhia?


EUR 100 Inscrições e mais informações:
escola@istofaz-se.pt   218 078 640   IstoFaz-se
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Vamos fazer pão: Pão de espelta com bagas goji, sultanas e nozes


Fazer pão é uma deliciosa aventura. Cá em casa, faço pelo menos, um pão por semana. O sabor do pão feito por nós é especial, diferente de todos os que se compram. Uma das vantagens de fazermos pão em casa é, para além de controlarmos a quantidade de fermento que usamos, é podermos fazer a nossa mistura de farinhas.

Hoje em dia, felizmente, numa ida às compras encontramos farinhas diferentes que podemos usar na confecção dos nossos pães. Eu adoro misturar farinhas. O pão que partilho, hoje, convosco é de trigo e de espelta. Vamos Fazer Pão?

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Salada de espinafres com salicórnia, requeijão e nozes


Os dias bonitos de Primavera inspiram-nos a preparar pratos coloridos e felizes. Assim que os dias de calor chegam, cá em casa, começamos logo a pensar em fazer saladas para os nossos almoços ou jantares.

Deixei de colocar sal nas saladas, de há uns anos para cá. As recomendações da Organização Mundial de Saúde indicam que deveríamos consumir 5g de sal por dia. Se começarmos a fazer as contas ao sal que consumimos, desde o pequeno-almoço até ao jantar, verificamos que ultrapassamos, em muito, a recomendação.

O consumo de sal, em excesso, contribui para o desenvolvimento da hipertensão e potencia o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Por isso, é fundamental termos atenção à quantidade de sal que consumimos. O sal pode ser substituído nos nossos pratos por especiarias, ervas aromáticas, sumo de limão ou por salicórnia. Conhecem? A salicórnia é conhecida como os espargos do mar ou como sal verde. Tem na sua composição uma percentagem de sal e é óptima para usar em pratos de carne, peixe ou em saladas. Hoje em dia, já se encontra facilmente à venda nos supermercados.

Relembro, que no próximo sábado, dia 19 de Maio de 2018, às 16h, vou estar no Jumbo de Sintra para um showcooking com o tema "Menos sal, coração mais saudável". A entrada é livre. É só aparecerem. Fica o convite.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

10 livros para ler na Primavera ...


Os livros são companheiros deliciosos que nos permitem viajar, sonhar, aprender e reflectir. Os livros têm a capacidade de nos inspirar, de fazer acreditar, de nos incentivar a mudar. Eu adoro livros. Não consigo imaginar a minha vida e os meus dias sem estes companheiros preciosos que tanto me ajudam na busca incessante por querer saber e apreender. Para lermos ainda na Primavera, deixo-vos algumas sugestões.

10 livros para ler na Primavera

De cozinha:
- O Fim das Dietas de Dr. Joel Fuhrman. De há uns tempos para cá, decidi fazer uma alimentação mais equilibrada e os livros do Dr. Joel Fuhrman têm sido uma inspiração. Gosto do modo como esclarece os problemas das diferentes dietas e por que é que nos devemos concentrar numa alimentação baseada nos nutrientes, sem nos preocuparmos em contar calorias. A mensagem deste autor vai de acordo com a minha perspectiva sobre alimentação e nutrição, que é comermos com equilíbrio e incluirmos nas nossas refeições muitos, mas muitos legumes. O importante é escolhermos comida verdadeira. Sem produtos processados. Um conselho, do Dr. Fuhrman, para quem quer mudar a sua alimentação é que «(...) o ponto de partida ideal são as saladas. Os primeiros alimentos que comemos às refeições influenciam a quantidade que vamos comer e o que vamos comer. Faça da salada o prato principal, faça muita e como-a primeiro. Esta é a maneira mais simples e eficaz de evitar comer em excesso e de garantir que nunca mais terá problemas com o peso. A única coisa que tem de recordar é de não se empanturrar até se sentir enfartado.» p.96. Para, as refeições têm que ter legumes. De preferência muitos.

- Petiscos e Miudezas à Portuguesa de Isabel Zibaia Rafael e Virgílio Nogueiro Gomes. É um livro que me deu muito prazer a fazer. Foi um verdadeiro desafio. Confesso que houve produtos que nunca tinha cozinhado e que se revelaram um boa surpresa. Este livro é um elogio às carnes menos nobres, mas não menos saborosas, com as quais se podem fazer belos petiscos a baixo custo. Bifes de coração de vaca, já experimentaram? Língua de borrego panada? Molejas de porco com puré de grão e cebola caramelizada? Molhinhos com feijão branco? Tripas à moda do Porto? Mão de vaca com grão? São pratos cheios de sabor, perfeitos para juntar a família à volta da mesa.

- Food Pharmacy de Lina Nertby Aurell e Mia Clase. É um livro que vão querer ter. Fala-nos de alimentos e das suas propriedades, por exemplo, diz-nos que a canela, para além de ser uma boa forma de dar sabor, é também uma especiaria que reduz a glicémia e está repleta de anti-oxidantes. As autoras, alertam-nos para os perigos do consumo exagerado de alguns ingredientes e enumeram as vantagens e benefícios do consumo de fibra, proteínas, gorduras saudáveis e probióticos. Um livro que nos ajuda a ter uma alimentação mais saudável.

- Sabor, A Infografia dos Alimentos de Laura Rowe e Vicki L. Turner. É um livro lindo, muito colorido e com imagens apelativas. Para além das curiosidades sobre os alimentos, apresenta-nos mapas das frutas e dos legumes da estação. Hoje em dia estamos habituados a ter alguns ingredientes todo o ano que nos esquecemos que também esses são melhores na sua época. O livro faz uma análise detalhada de alguns produtos e receitas. Para terem uma ideia fala-nos sobre leite e explica-nos os diferentes tipos de leite de origem animal que podemos beber, apresenta-nos os leites vegetais e esclarece conceitos relacionados com esta bebida como pasteurização, homogeneização e distingue leite condensado de leite evaporado. Para mim, é um livro de consulta precioso.

- Saudáveis e à Portuguesa de Projeto Nutriciência. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 5 g de sal por dia. Mas a verdade é que fazendo as contas ao sal que colocamos na comida, desde o pequeno-almoço até ao jantar, facilmente verificamos que o nosso consumo de sal é muito superior. Este livro apresenta um conjunto de receitas tradicionais portuguesas e incentiva-nos a usar pouco ou nenhum sal na sua confecção.

- Simples e Saudável de Joana Moura. Uma das minhas mais recentes aquisições. Gosto do trabalho desta autora e investigadora. O livro tem uma parte teórica onde são esclarecidos alguns conceitos e onde nos são dadas indicações sobre como podemos mudar a nossa vida e optar por uma alimentação saudável, evitando alguns alimentos e valorizando outros. São dadas dicas práticas sobre que alimentos ter na despensa e frigorífico, sobre como organizar as refeições, sobre como fazer um caldo de ossos, entre outras indicações preciosas para quem quer ter uma alimentação mais equilibrada. E depois temos as receitas para o pequeno-almoço, para os almoços e jantares, para dias de festa, não esquecendo as bebidas.

- Sabe o que anda a comer? de Susete Estrela. Este é um livro sobre segurança alimentar. Apresenta-nos alguns conceitos de segurança alimentar, explica-nos os vários tipos de contaminação alimentar, os cuidados que devemos ter na manipulação dos alimentos quando cozinhamos, e que cuidados devemos ter em termos de segurança alimentar em casa. Um livro interessante e útil.

- Receitas com Paixão de Márcia Soares Gonçalves. Este é o livro da autora do blogue Compassionate Cuisine. É um livro de cozinha vegetariana, onde são dadas dicas sobre nutrição e explicados alguns métodos de confecção. As receitas e as fotos são simplesmente inspiradoras.

Romances:
- Os Loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho. Adoro ler romances. O holocausto é um tema a que gosto de regressar. É apresentado assim: «Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever. Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira. Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.» Pela sinopse, a obra promete.

- Não se pode morar nos olhos de um gato de Ana Margarida de Carvalho. É a primeira vez que leio um livro desta autora. Já comecei. Ainda vou mesmo no início e estou cheia de curiosidade em perceber como a história se irá desenrolar.

E na lista das próximas aquisições, já coloquei:
- Querido Banana, Memórias Sobre a Gastronomia e o Amor de David Leite. Vi esta semana à venda nas livrarias. Gosto de ler as memórias de pessoas que se dedicaram ao mundo da gastronomia.

- Ensina-me a Voar sobre os Telhados de João Tordo. Um dos primeiros livros que li deste autor foi As Três Vidas. Depois de algumas recomendações de amigos apaixonados como eu pela leitura, decidi colocar este romance na lista das minhas próximas aquisições.

Este ano regresso à Feira do Livro de Lisboa. Vou lá estar nos dias 31 de Maio e 13 de Junho de 2018. Marquem na agenda!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Bolonhesa de lentinhas


Uma das coisas que procuro fazer em termos de alimentação é variar o que se come cá em casa. Para terem uma ideia, procuro variar os legumes que comemos durante a semana. Umas semanas asso batata-doce, na outra, já faço abóbora. Umas vezes, cozo couves, outras brócolos. Umas vezes temos massa, outras bulgur, quinoa ou cuscuz. Umas semanas, temos grão, noutras feijão cozido. Por norma, tento sempre ter verduras para fazer saladas. E procuro até usar alfaces diferentes, para além, do tomate, rabanetes, endívias, couve-roxa, entre outras sugestões.

Em conversa com a minha cunhada Cristina, sobre alimentação, falou-me numa receita de bolonhesa de lentinhas. Adorei a ideia, fiquei curiosa e num destes dias, foi o prato servido, cá em casa, num dos nossos almoços de fim-de-semana.