sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Carpaccio de abacaxi com lima e hortelã


Ananás ou abacaxi?

Confesso que quando penso em ananás lembro-me, logo, do ananás dos Açores. Há uns anos atrás, quando estive em São Miguel, visitei uma estufa de produção de ananás, onde tive a possibilidade de aprender algumas curiosidades do cultivo deste delicioso fruto. Não sei se vos acontece, mas acabo, no dia a dia, por usar mais a palavra ananás mesmo que vá comprar um abacaxi! Cá em casa, tenho sempre alguém que me diz: « - Mas compraste um ananás ou um abacaxi? »

Qual é então a diferença? O ananás e o abacaxi são o mesmo fruto, podendo existir variedades mais doces ou mais ácidas, só que cultivados em locais e de maneiras diferentes. O ananás é produzido, principalmente, no sul do Brasil e no Paraguai. Demora 18 meses a ser produzido e só é apanhado quando está maduro. Quando visitei as estufas de ananases nos Açores, explicaram que controlam a produção usando um método que envolve o uso de fumo, para poderem fazer face ao aumento de procura por este fruto no Natal e na Páscoa. O abacaxi é cultivado ao ar livre em países tropicais como a Costa Rica, é mais doce e tem uma forma mais alongada. É também uma opção mais económica.

Cá em casa, consumimos abacaxi e ananás, apesar de comprar mais vezes abacaxi. E foi com abacaxi, que um destes dias, fiz uma refrescante sobremesa para servir num almoço demorado, cá em casa. Fazer sobremesas com fruta é tão prático!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Esparguete com curgete, tomate e queijo Brie


O mês de Setembro é sempre um mês de recomeços. Foi durante anos, para mim, o começar de um novo ano, de um novo ciclo, com novos projectos e objectivos. Este ano, o mês de Setembro, foi vivido de outra forma. Estive de férias nas primeiras duas semanas. Fui pela primeira vez à ilha da Madeira e adorei. As paisagens, as idas ao mar, a comida, as pessoas, tudo isto me deixou com muita vontade de voltar.

Depois das férias, o regresso à minha cozinha faz-se de forma progressiva. Quando estou fora, antes de viajar, gosto de limpar o frigorífico. Deixo apenas as coisas que têm um prazo de validade alargado. E antes de ir de férias, um dos pratos que fiz para dar destino a algumas das coisas que tinha, foi a receita que partilho, hoje. Um prato de esparguete, simples, mas com muito sabor. Experimentem!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Salada caprese com figos grelhados e presunto


Este, deverá ter sido o Verão, em que mais saladas caprese fizemos, cá em casa. Esta é uma daquelas saladas que unem a simplicidade a um sabor irresistível.

Para nós, esta foi e continua a ser, uma das nossas saladas preferidas para servir como entrada numa festa ou num almoço, nesta altura do ano. É fresca. Saborosa.

A versão que partilho, hoje, é com presunto e figos grelhados. Já vos disse que adoro figos grelhados? Ficam tão bons!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Feijoada de camarão


Há pratos deliciosos que vamos fazendo, de vez em quando. Pratos que gritam conforto. Pratos que nos sabem bem, em todas as estações do ano.

Um destes dias, para um dos nossos almoços de fim-de-semana, fiz uma feijoada de camarão. Este é daqueles pratos que nos sabe sempre bem, esteja frio ou calor. Acompanhámos com uma garrafa de vinho branco bem fresco. A receita, partilho-a, hoje. Gostam?

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Passata de tomate


Nesta altura do ano, o Verão brinda-nos com uma colheita farta de tomate na nossa horta. A minha mãe é quem adora escolher as variedades a colocar na terra. É ela quem cuida sempre da nossa plantação de tomate. Quando chega a altura de apanhar, vamos as duas. Enquanto apanhamos o tomate, falamos da vida. Dos sonhos, das angústias, das coisas boas, das preocupações. No final, rimo-nos. E sentimos aquele bocadindo, longe de tudo, como um momento precioso e doce.

Com a abundância de tomate que foi chegando à minha cozinha, este ano, voltei a fazer mil e uma saladas, pratos com muito tomate, molho de tomate e passata. Este ano decidi fazer passata, que é simplesmente tomate cozido, limpo de sementes. Sem mais nada, ao contrário do molho de tomate que leva temperos. A passata é ideal para usarmos quando o tomate já não está na sua plenitude de sabor, e temos dificuldade em encontrar tomate delicioso para os nossos cozinhados. Deixo-vos, hoje, a indicação de como fiz a minha passata.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Workshop Vamos Fazer Pão com Activa Vita D, em Lisboa


No sábado, dia 22 de Setembro de 2018, em Lisboa, no Lisbon Cooking Academy, das 10h30 às 14h00 iremos ter o workshop Vamos Fazer Pão com Activa Vita D. Neste workshop iremos colocar as mãos na massa e fazer diferentes tipos de pão com mistura de farinhas usando o fermento de padeiro em pó com vitamina D.

A deficiência de vitamina D, conhecida como a vitamina do sol, tem sido identificada como a causa de algumas doenças. Por isso, a indústria alimentícia já usa vitamina D para enriquecer alguns produtos. Em prol do nosso bem estar, é uma vitamina a que devemos dar mais atenção.

Vamos Fazer Pão com Activa Vita D vai ser um workshop muito especial, onde terão a oportunidade de colocar as mãos na massa, e de certo, que irão aprender a fazer bom pão para depois experimentarem em casa.

A Lallemand vai oferecer convites duplos aos leitores do Cinco Quartos de Laranja para este workshop. O convite está feito. Quem quiser viver esta experiência basta:

- Levar consigo um exemplar do meu livro O Livro de Petiscos da Isabel;

- Inscrever-se através do preenchimento do formulário a seguir apresentado, até às 24h do dia 18 de Setembro de 2018.

Serão seleccionados aleatoriamente 9 convites duplos para o workshop. Os contemplados serão contactados, a partir do dia 19 de Setembro de 2018. Cada convite é válido para duas pessoas.

Sábado, dia 22 de Setembro, vamos fazer pão? Inscrevam-se!


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

10 dicas para organizar as refeições da semana (mesmo quando não se tem tempo)


Setembro é um mês de recomeços. É o mês de regresso ao trabalho, para muitos. Significa também o regresso às rotinas de sempre. Para mim, foi, durante muitos anos, um mês que significava um novo ano, com novas metas e objectivos a atingir.

Depois das férias, o regresso a casa e ao trabalho nem sempre é fácil. Por vezes, todas as dicas são preciosas. E para quem quer começar a organizar as refeições da semana e a pensar nos almoços para levar para o trabalho, deixo-vos algumas dicas ou práticas que uso, cá em casa.

10 dicas para organizar as refeições da semana:

1) Cozer leguminosas em grandes quantidades e congelar. Podem cozê-las na panela de pressão para ser ainda mais rápido. Costumo cozer lentilhas, grão-de-bico, feijão encarnado, feijão branco e feijão frade. Depois de cozidas, dividir em várias porções e congelar. Quando quero usar, tiro, normalmente no dia anterior, e deixo a descongelar no frigorífico. Uso-as em saladas ou junto-as a sopas, guisados ou outras preparações.

2) Assar, estufar ou guisar carne em duplicado. São por norma pratos que demoram a cozinhar e fazendo mais quantidade estamos a poupar tempo na cozinha. Costumam ficar ainda melhores depois de apurarem os sabores, por isso, este é também mais um motivo para aumentarmos a quantidade da próxima vez que fizermos carne à bolonhesa, carne assada, rojões ou frango estufado, entre outras sugestões. Antes de congelar, dividir em doses. Por exemplo, com uma carne à bolonhesa poderão depois fazer vários pratos. Podem servir-la com esparguete, com noodles de curgete, com puré de batata ou outro a gosto, com couve-flor cozida, ou fazer empadões, entre outras receitas práticas. Não se esqueçam de colocar etiquetas, nas caixas ou nos sacos, com a indicação da data e o nome do que estão a congelar.

3) Fazer molhos de tomate. No verão, aproveito a abundância do tomate e faço várias panelas com molho de tomate. Congelo em doses e depois durante o ano vou usando. Ter o molho de tomate já feito é uma óptima solução para adiantar sopas, guisados, estufados ou até pratos de forno. Pode ser usado em pratos vegetarianos, em pizzas ou para aqueles dias em que queremos fazer uma refeição rápida e só temos tempo para cozer uma massa. Numa frigideira juntem molho de tomate duas mãos cheias de folhas espinafres, umas ervas frescas, deixem as folhas quebrar. Juntem massa cozida e umas lascas de queijo. E num abrir e fechar de olhos tem-se uma refeição cheia de sabor. E molho de tomate com ovos escalfados, servidos em fatias de pão torrado. Resulta tão bem! Este Verão, vamos fazer molho de tomate?

4) Arranjar e lavar, previamente legumes para a salada. Costumo cortar couve-roxa, ou couve-coração-de-boi, com uma mandolina, guardo numa caixa e vou usando nas saladas. Costumo ter já lavado, pronto a usar, alfaces (frisada, lisa, roxa, icebergue, etc. - gosto de ir variando e de as misturar), radicchio e endívias. Lavo bem. Escorro com a ajuda de um "secador" de legumes (encontram-se facilmente à venda), coloco numa caixa com papel absorvente. É importante que as folhas estejam bem secas, a humidade contribui para que se estraguem mais rapidamente. Há alfaces que se aguentam melhor do que outras. É irem vendo o que se adequa melhor às vossas necessidades. Cá em casa, há, por norma, salada a todas as refeições.

5) Fazer previamente um molho vinagrete para as saladas. Costumo preparar um frasco e vou usando durante a semana. Coloco azeite, vinagre (gosto ir usando vinagres diferentes como o tradicional de vinho tinto ou branco, de figo, de tomate, de pêra, de maçã, balsâmico ...) e mostarda em grão à antiga. Na altura de usar, volto a emulsionar e coloco na mesa para cada um temperar a sua salada. Um vinagrete básico faz-se com 3 partes de azeite para 1 de vinagre, e uma colher de chá de mostarda. Mas antes de servir, provar sempre e ajustar ao gosto de cada um. Há dias em que ter os legumes da salada e o molho já feito é uma ajuda preciosa.

6) Preparar com antecedência alguns alimentos. Costumo escolher um dia da semana. Quando posso é num dos dias de fim-de-semana, mas quando tenho muito trabalho faço-o à segunda-feira. Costumo assar batata-doce, beterrabas (embrulhadas em papel de alumínio), beringelas (cortadas ao meio e temperadas com molho de soja) e abóbora manteiga. Quem me acompanha no Instagram, penso que já deve ter visto alguns dos meus tabuleiros antes de irem para o forno. Costumo também assar pimentos. Estes ingredientes, tornam-se excelentes acompanhamentos ou uso-os em saladas e sopas. Para os meus almoços durante a semana, por exemplo, tendo batata-doce assada posso acompanhá-la com carne assada e uma salada. Posso recheá-la com carne à bolonhesa, um pouco de queijo e levo ao forno para tostar um pouco e servir com uma generosa salada. Posso fazer uma salada e adicionar umas rodelas de beterraba. A abóbora assada resulta bem com uma carne estufada e um arroz integral, dá para juntar a uma massa com legumes, molho de tomate e levar ao forno com queijo. Uso-a também para fazer sopas, bolos, biscoitos ou pão.

7) Cozer legumes, massa, arroz integral ou quinoa. Costumo cozer uma cabeça de brócolos, escorrer bem ou fazê-lo ao vapor, que ainda é melhor porque fica com menos água. Há semanas, em que cozo duas porções de massa, de arroz integral, previamente demolhado, ou de quinoa. Depois, posso fazer saladas, pratos de forno, estufados ou juntar estes ingredientes à base de uma sopa. O arroz ou a quinoa costumo consumir no prazo de 2 a 3 dias.

8) Fazer a base das sopas. Coloquem numa panela, uma cebola, alho-francês, cenoura ou abóbora e uma batata ou curgete. Colocar água de modo a que fique com cerca de dois dedos acima dos legumes. Temperar com um pouco de sal e levar ao lume até os legumes estarem cozidos. Adicionar um pouco de azeite e triturar. Fazer a base de uma sopa é simples e prático. Podem congelar em doses e depois durante a semana irem fazendo sopas diferentes. Com uma base, num dia podem adicionar grão-de-bico e folhas de espinafres ou nabiças, no outro, fazerem uma sopa de agrião, no outro juntam couve-lombardo cortada em juliana e curgete em cubos e assim por diante. A consistência da base pode ser alterada. Se gostarem mais líquida, é só adicionar mais água.

9) Fazer pão para a semana. O pão feito em casa tem um sabor incrível, para além de podermos controlar a escolha das farinhas, a quantidade de fermento usado. Eu costumo fazer um pão para a semana. Quando sei que não vou ter tempo, faço a mais e congelo. Se for pão grande, corto em quartos, embrulho em película aderente e congelo. Se forem bolinhas, procedo da mesma maneira, coloco tudo dentro de um saco e vai para o congelador.

10) Planear as refeições da semana. Antes de ir às compras pensar e definir as refeições da família, e quais as quantidades a adquirir. Há semanas em que não se come todos os dias em casa, nessa altura, as minhas pré-preparações têm esse factor em conta. Quando se sabe o que se vai comer no dia seguinte, é mais fácil, por exemplo, antes de sair de casa colocar no frigorífico a descongelar uma carne assada, um caril de peixe, ou a base da nossa sopa.

Estas dicas vão de certo ajudar-vos a poupar tempo na cozinha e a preparem refeições caseiras, cheias de sabor, para toda a família.