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quinta-feira, 22 de março de 2018

Copinhos de musse de chocolate com creme de mascarpone


Este ano voltei ao Festival Internacional do Chocolate de Óbidos para um showcooking no passado domingo, ao início da tarde. É sempre muito especial e gratificante voltar a um dos mais importantes festivais do género em Portugal.

O primeiro ano em que participei, confeccionei uma sopa de abóbora com chocolate do meu livro Cozinha para Dias Felizes e um bolo tentação de chocolate, que é uma verdadeira delícia. Este ano decidi preparar uma sobremesa servida em copinhos, apresentados em camadas, com bolacha de chocolate, musse e finalizados com um irresistível creme de mascarpone. Uma combinação que não nos deixa indiferentes. Tão bom!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Musse de chocolate com licor cremoso de café


Namorar. Diz o dicionário que é seduzir, encantar, cobiçar. Ou sentir amor, apaixonar-se. Comemora-se, hoje, o Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados. Curioso, haver um dia no calendário para celebrar o amor. Mas se há, então façamo-lo com entusiasmo.

O amor é um sentimento único, que se espalha pelo corpo a partir da parte esquerda do peito até ao brilho do olhar e que nos coloca o rosto a sorrir. O amor é doce! Feliz! Uma pessoa apaixonada olha mais para ela. Cuida-se. Preocupa-se. Tenta agradar. Quer bem a si e aos outros. As pessoas apaixonadas olham para o céu, sorriem para os outros e para elas. Falam sozinhas. Escrevem pensamentos. Desejos. Compram perfumes e lingerie. Leem romances inspiradores. Quando andam na rua, até parece que levitam, porque a cabeça e o coração ficam mais leves. Há lá sentimento mais feliz que o amor?!

Para celebrar este dia, deixo-vos uma deliciosa musse de chocolate com licor cremoso de café para ser apreciada num momento a dois. O licor dá-lhe um sabor muito especial.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Licor cremoso de Natal


Uma das coisas que gosto e que me enche o coração, é preparar o Natal. Adoro montar a árvore de Natal com luzinhas a piscar. Cá em casa, a nossa árvore tem também um outro requisito que trouxe da minha infância. Em casa dos meus pais, a árvore de Natal era sempre decorada com fantasias de Natal em chocolate. De há uns anos para cá, decidi fazer o mesmo. Há que manter a tradição! E depois é ir tirando, de vez em quando, um chocolatinho em forma de pinha, sino ou um Pai Natal para nossa alegria. Sabe tão bem!

Por cá, os presentes de Natal feitos em casa, estão quase prontos. Um dos que fiz para oferecer e que levei para os meus últimos workshops, para exemplificar algumas das coisas que podemos preparar em casa, é um tentador licor que fica muito cremoso e que faz lembrar o Baileys. Tão bom! Vamos preparar o Natal?

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Marmelos assados no forno com laranja, mel e especiarias


Desde que me lembro, que adoro marmelos assados. Em casa dos meus pais, assim que os marmelos dos nossos marmeleiros começavam a ficar no ponto, eram assados em tabuleiros no forno a lenha, no dia em que se cozia o pão. Eram assados inteiros, ao natural, sem açúcar ou outros temperos. O calor do forno deixava-os macios, suculentos, com o seu travo ácido tão característico. Eram uma verdadeira delícia. Lembro de comer marmelos assados como se de uma guloseima se tratasse!

No passado fim-de-semana, estive em Santarém e apanhei uma grande cesta de marmelos, lindos, que vieram perfumar a minha cozinha. Ontem foi dia de lhe dar destino. Fiz marmelada com aguardente velha, e a pedido do Ricardo, assei no forno uns quantos marmelos. Ao jantar souberam tão bem!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vamos preparar o Natal: Licor de ginja com chocolate e piripíri


Já se contam os dias para a chegada do Natal. As ruas e as montras anunciam a chegada de uma das mais bonitas épocas do ano. Cá por casa fazem-se listas de presentes a oferecer, mas não pensem que são ofertas caras ou muito elaboradas. São lembranças, pequenos mimos que façam felizes quem os recebe. Na minha família tenho algumas pessoas que adoram licores. Quando nos reunimos em família, é habitual depois do café, ser servido um licor. E o mais giro é termos licores diferentes. Houve um ano que fiz ginjinha e ofereci, numa garrafa bonita, com outros presentes num cabaz.

Este ano para prepararmos o Natal deixo-vos a receita de um licor de chocolate. A minha primeira versão deste licor não levava piripíri, mas depois de uma troca de ideias com alguns amigos no Facebook decidi fazer novamente e adicionar-lhe um toque picante. E não é que ficou maravilhoso?!

Este licor de ginja com chocolate e piripíri fica cremoso. Pode ser servido com uma pedra de gelo ou até ser usado na confecção de sobremesas. Vamos preparar o Natal?

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Biscoitos de leite condensado


E como hoje é sexta-feira, muitos de nós já só pensam na chegada do fim-de-semana. Sabe tão bem poder aproveitar os dias de descanso para estar com a família, passear, acabar de ler um livro de que se está a gostar muito, comer um gelado numa esplanada com vista para o Tejo, ver alguns episódios em atraso das suas séries favoritas ou ir para a cozinha preparar uns biscoitos para levar para a praia. Adoro ter biscoitos cá em casa. Bolinhos secos que se comem bem em qualquer altura do dia. Que acompanham um café ou ajudam a matar a fome entre as refeições. Deixo-vos, hoje, uma receita muito prática que até podem fazer com as crianças numa das tardes do fim-de-semana. Espero que gostem!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Gelado de ameixa com ginjinha


Desde que comecei a dar uso à máquina de gelados que cá em casa sempre que chega alguma fruta em abundância, uma das coisas que penso logo em fazer é um gelado. E uma das frutas que me encheu uma das prateleiras do frigorífico foi a ameixa. Trouxe, há uns tempos, de Santarém uma caixa bem cheia. Algumas tiveram como destino os sumos de fruta, outras foram usadas neste delicioso gelado e ainda tenho ameixas!


Ingredientes:
500ml de polpa de ameixa vermelha
4 colheres de sopa de ginjinha ou licor de ginja
500ml de leite
1 pau de canela
25g de farinha Maizena
130g de mel
3dl de natas
2 colheres de sopa de açúcar bem cheias


1. Colocar o leite, o pau de canela, a Maizena e o mel num tacho. Mexer para a farinha se dissolver e levar ao lume, mexendo regularmente até engrossar. Deixar arrefecer.

2. Triturar a polpa da ameixa com a ginjinha.

3. Bater as natas com o açúcar.

4. Juntar a polpa de ameixa triturada com a mistura de leite com farinha, tendo o cuidado de retirar o pau de canela. Por fim, adicionar as natas e envolver muito bem.

5. Colocar na máquina de fazer gelados e seguir as indicações do fabricante.


As natas devem estar bem frias. Eu costumo colocá-las no congelador sensivelmente 30 minutos antes de as bater.


O sabor da ameixa com a ginjinha fica excelente. Uma das vantagens de fazermos os nossos gelados é darmos asas à imaginação e fazermos combinações pouco ou nada usuais. Já tinham visto gelado com ginjinha? Espero que gostem.

Bons gelados!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ginjinha e os sabores de Lisboa


A rotina dos seus dias pouco se tem alterado, no último ano. O Coronel, começa todas as manhãs, depois de tomar o pequeno-almoço, sob o olhar atento de Rosa, a ler o jornal sentado na cadeira de baloiço virado para o jardim. Nos últimos tempos, nunca consegue acabar as leituras. As memórias invadem-lhe o coração e começa inevitavelmente a pensar na vida. A olhar para trás. A recordar. Hoje, o estrondo forte feito por um carro na rua, sobressaltou-o e foi o pretexto para fechar o jornal e pensar em África, onde esteve na Guiné, durante a Guerra do Ultramar.

O barulho seco do carro fez-lhe lembrar uma emboscada que a sua companhia sofreu quando ia de Bissau para Cacheu. O ataque deu-se à entrada desta última localidade, numa estrada, esburacada, onde não circulavam carros há muitos anos. A viagem feita de luzes desligadas, muito lentamente, foi um teste de resistência aos nervos. A noite anterior ao ataque tinha sido passada em Teixeira Pinto e não foi das melhores. Não havia camas para todos os soldados e o Coronel não conseguiu pregar olho. Decidiu ficar no carro mas as melgas, o tempo quente e húmido que lhe deixavam a roupa encharcada de suor, não ajudaram. Na viagem, esteve vinte e quatro horas sem sair do carro até ao momento em que a coluna foi atacada com tiros vindos de todo o lado, que mais parecia uma chuva de granizo. Os seus homens responderam e conseguiram sair da emboscada com o apoio de dois bombardeiros no ar. Mas no meio do fogo, uma bala certeira apagou um dos seus grandes camaradas.

Na guerra vê-se a morte, mas pensa-se na vida. Ali tem-se a certeza que a morte inveja a vida. E no meio de todo o caos, questiona-se ainda mais o sentido da vida. Luta-se para conquistar algo que a certa altura se deixa de saber bem o que é. Perde-se a referência e são os outros que se transformam em apoio, que dão uma ajuda para se voltar a encontrar o norte. A vida é uma bênção. Aqueles que se vêem cair, ajudam a ser quem somos, são a moldura do puzzle que é a nossa vida. Desde a guerra que o Coronel acredita que só morremos quando morrer a última pessoa que se lembrar de nós. Por isso ele gosta de recordar. E se na guerra viveu muitos amargos de boca, foi também ali que encontrou amigos para a vida, com quem passou momentos que até hoje recorda de forma muito feliz. De sorriso aberto.

As idas à praia do Biombo, onde se enchiam de ostras frescas, camarão e cerveja Cuca, ficaram na memória do Coronel como momentos muitos especiais. Depois de comerem bem, rematavam o final das refeições com umas garrafas de ginjinha. A zona era segura e passavam lá horas e horas nos dias de folga. Eram momentos de pausa, de paragem e de silêncio no meio de toda a confusão que os rodeava. Iam para ali conversar, ouvir o mar, comer e beber ginjinha. O Eduardo Canelas era o responsável pelo fornecimento. O Coronel nunca conseguiu saber como é que ele arranjava a bebida. Pelos rótulos, a ginjinha vinha de umas tascas, perto do Rossio, onde costumavam passar, mas como chegava às mãos do Eduardo, foi sempre um segredo bem guardado.

Desde que voltou, em 1975, que faz questão de ter sempre uma garrafa de ginjinha em casa. Pois há dias, em que se lembra e gosta de brindar àqueles que nunca irá esquecer. Hoje, será um desses dias.


Ginjinha ou Licor de Ginja

Ingredientes:
1Kg de ginjas
1L de aguardente
1Kg de açúcar branco
1 pau de canela


1. Colocar todos os ingredientes num recipiente com tampa. Fechar.

2. Nos primeiros 3 ou 4 dias, agitar pelo menos uma vez por dia o recipiente até o açúcar estar dissolvido.

3. Guardar num local escuro durante seis meses.


Agradeço à minha colega Rosário Cruz, que num dia solarengo de Junho, me surpreendeu com um saco de ginjas na minha secretária. Obrigada! Foi com elas que fiz esta ginjinha.

Esta história faz parte de uma viagem gastronómica por Lisboa onde se inclui:
- Bacalhau à Brás e os sabores de Lisboa;
- Pastéis de nata e os sabores de Lisboa.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bolo de marmelo assado com nozes


As receitas que se fazem, cá por casa, ultimamente são fruto da necessidade de gastar o que tenho. Não me agrada mudar de casa e ir com caixotes cheios de comida. Também será impossível consumir, no curto espaço que resta, o que tenho na despensa, mas mesmo assim vou tentando. :)

Da última vez que fui a Santarém trouxe um saco de marmelos com o objectivo de fazer marmelada. Mas o tempo tem passado, surgem outras prioridades e os marmelos continuam à espera. Um destes dias fiz um assado no forno e acabei por assar uns quantos marmelos. Deliciei-me com eles quentinhos, que adoro, e ainda sobraram. Com os que sobraram resolvi fazer um bolo.


Ingredientes:
2 copos de nozes picadas
2 copos de marmelo assado
2 copos de farinha com fermento
2 copos de açúcar
2 colheres de sopa de licor de marmelo
1/2 copo de óleo
7 ovos
2 colheres de chá de canela


1. Assar dois marmelos no forno. Limpá-los de peles e sementes de modo a que fique só a polpa.

2. Esmagar o marmelo para o bolo com um garfo.

3. Colocar todos os ingredientes numa taça e envolvê-los muito bem.

4. Levar ao forno numa forma untada com margarina.


O bolo fica meio húmido, saboroso e as nozes dão-lhe uma agradável textura. Excelente para um lanche.

A receita deste bolo de marmelo com nozes foi feita a partir deste bolo de noz com maçã assada que encontrei no Sapo Sabores, apenas substitui a maçã por marmelo e acrescentei o licor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Licor de romã

A romã é um fruto que acho muito bonito, especialmente quando se abre e revela cheio de bagos de vermelho vivo.Até há bem pouco tempo quando pensava em romã, associava-a à dificuldade de tirar a casca e considerava-a um fruto com pouco proveito. Lembro-me que quando era miúda na minha casa comiam-se os bagos de romã ao natural ou então fazia-se uma espécie de salada de romã e vinho do Porto. Esta salada consistia basicamente em bagos de romã, açúcar e um pouco de vinho do Porto.

Ultimamente tenho procurado potencializar o uso da romã. Usei-a em saladas, misturada com arroz e aprendi truques para a descascar sem deixar as mãos manchadas. Deixei-me levar pelo aroma da sopa de romã de Marjan, no fictício Café Babilónia e, agora resolvi fazer um licor.

A receita do licor encontrei-a aqui. Já coloquei os bagos de romã em açúcar e raspa de limão. Domingo coloco a aguardente e depois espero pacientemente durante três meses para provar o resultado desta mistura Estou com algumas expectativas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ginjinha ...



Ingredientes:
1 kg de ginjas
1 l de aguardente
1 copo de vinho tinto
1 kg de açúcar amarelo
1 pau de canela

1. Colocar num recipiente o açúcar, o vinho, o pau de canela e a aguardente. Mexer bem e adicionar as ginjas com o caroço.

2. Nos primeiros dias ir agitando o recipiente para que o açúcar não se acumule no fundo.

3. Colocar o recipinte ao sol para apurar.


Como não podem provar, eu digo-vos que esta ginjinha está uma delícia.

Agradeço à Isabel Rute que amavelmente me ofereceu as ginjas para esta receita.