Todos os anos faço doces e compotas para aproveitar a abundância de fruta que o Verão nos oferece. Entre as diferentes frutas confesso que fui valorizando pouco a melancia. Até que este ano decidi mudar esta minha atitude. Fiz doce de melancia que foi muito apreciado e para dar destino a uma outra melancia que tinha trazido de Santarém, decidi fazer geleia. Juntei-lhe sumo de laranja e ficou tão boa! Com uma cor linda. Deixo-vos, hoje, a receita.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Geleia de melancia com laranja
Todos os anos faço doces e compotas para aproveitar a abundância de fruta que o Verão nos oferece. Entre as diferentes frutas confesso que fui valorizando pouco a melancia. Até que este ano decidi mudar esta minha atitude. Fiz doce de melancia que foi muito apreciado e para dar destino a uma outra melancia que tinha trazido de Santarém, decidi fazer geleia. Juntei-lhe sumo de laranja e ficou tão boa! Com uma cor linda. Deixo-vos, hoje, a receita.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Marmelada de ameixa ou ... ameixada
Ir visitar os meus pais, na zona de Santarém, nesta altura do ano, é uma verdadeira festa para o palato. O quintal, que mantêm nas traseiras da casa, está tão bonito. Têm romãzeiras já com amostras de futuras romãs, os marmeleiros cheios de marmelitos a ganharem forma de dia para dia, as figueiras carregadas de figos verdes à espero que o sol os encha de doce. As galinhas, felizes, andam de um lado para o outro sempre à procura das ervas mais frescas e tenras, dão saltos e correm de um lado para o outro quando sentem que lhe vamos tirar os ovos. Sinto-me uma privilegiada por ter acesso a estes ovos tão bons!
O quintal tem ainda cebolas, curgetes, alfaces, tomateiros, pimentos - a que chamam catalões - pepinos e carreiras de feijão verde pronto a ser apanhado. Para além das romãzeiras, marmeleiros e figueiras, tem outras árvores de fruto que mostram a sua graça nesta altura do ano. Uma das dessas árvores é a ameixoeira que todos os anos se enche de ameixas, pequenas, e bem vermelhas. Como trouxe tanta, achei que lhes deveria dar um destino muito digno. Depois de alguma pesquisa decidi fazer uma marmelada de ameixa. Ao contar ao Ricardo o que tinha feito, diz-me ele: - marmelada de ameixa?, não conheço. Marmelada de ameixa só pode ser uma ameixada!
terça-feira, 21 de abril de 2015
Geleia de tangerina
As histórias à volta da comida e dos ingredientes despertam-me sempre a curiosidade. A receita que hoje vos trago é uma geleia de tangerina que confeccionei quando trouxe do quintal dos meus pais, em Santarém, uma caixa de tangerinas, lindas e perfumadas. Lembrei-me de partilhar a seguinte curiosidade: a origem dos nomes Tangerina, Mandarina e Clementina, citrinos que encontramos facilmente à venda.
Fortunato da Câmara, diz-nos no seu livro Alimentos ao Sabor da História o seguinte:
« Os Espanhóis levaram a laranja para o Novo Mundo. Enquanto a descoberta do caminho marítimo para a Índia, impulsionou de tal forma os portugueses para o comércio de laranjas que ainda hoje o fruto se chama "Portugal" em países como a Grécia, a Turquia ou a Roménia. É assim que surgem espécies como a Citrus reticulata, mais conhecida como mandarina e cuja pele se "despe" como se fosse uma peça de roupa. É que no séc. XVIII na região de Cochinchina, o missionário João de Loureiro classifica a mandarina como citrus nobilis. É provável que o botânico português tenha associado o fruto à cor de laranja vibrante que ostentavam as vestes dos altos funcionários do Império chinês, os mandarins. (...) Mais tarde surge então a tangerina (...). Esta laranja aromática nasceu em Marrocos, fruto do "casamento" entre uma mandarina e uma laranja azeda. A adstrigência deu-lhe um perfil mais refrescante que a laranja. Por ser pequena consideravam-na "comida de bolso". Era levada do porto de Tânger para Espanha, o que deu origem ao nome tangerina. (...)
Em 1892 o monge Vital Rodier chega à Argélia para dirigir o orfanato de Misserghin. Foi o religioso francês que abençoou esta nova "união" na família dos citrinos. O padre Clément, como era conhecido, "casou" uma mandarina com uma laranja doce. A experiência hortícola deu origem a uma variedade sem sementes e mais pequena que a "prima" tangerina, que foi baptizada de clementina em homenagem ao padre horticultor. » Págs. 156 e 157
E é com estas pequenas histórias que vos deixo a receita de geleia de tangerina, que podem fazer também com mandarina ou clementina. Haja escolha!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Doce de kiwi para o Natal
O Natal é a época do ano que costuma aproximar as pessoas. Devido às preocupações e à azáfama das nossas vidas cada vez mais preenchidas com mil afazeres, acabamos por passar parte do ano sem falar com alguns amigos e membros da família. Mas o Natal é o momento para nos aproximarmos, voltarmos a estabelecer laços, marcarmos a diferença, com um cartão de boas festas, uma mensagem e/ou um presente. Quando era miúda, lembro-me de guardar os postais de Natal que recebíamos. Adorava coleccioná-los. Mas ano após ano foram diminuindo e hoje os postais vêm sempre quase em forma de mensagem eletrónica. Perde-se aquele momento de surpresa, de abrir o envelope e de ver uma mensagem manuscrita, pensada e escrita em especial para alguém. Enviar postais de boas festas é uma das resoluções que já incluí na minha lista para realizar no próximo ano. Mas seja em papel ou de forma digital, o importante é lembrarmo-nos daqueles de quem gostamos e isso faz toda a diferença.
Eu vivo cada um destes dias até ao Natal com imensa alegria. Adoro pensar nos presentes que vou partilhar com amigos e familiares. Pensar nas pessoas e que presentes lhes irei oferecer, de modo a provocar momentos de alegria, sentir que posso contribuir para fazer alguém sorrir, é algo único, especial e que me deixa feliz, satisfeita. Com a alma cheia.
Hoje, deixo-vos mais uma sugestão que poderão incluir na vossa lista de presentes a oferecer neste Natal, doce de kiwi.
Ingredientes (para aproximadamente dois boiões e meio de 350ml):
1 Kg de kiwis
500 g de açúcar
25 g de pectina em pó
3 colheres de sopa de sumo de limão
1. Descascar e cortar os kiwis em pedaços.
2. Colocar todos os ingredientes numa panela e levar ao lume.
3. Passados aproximadamente 15 minutos, assim que o kiwi estiver cozido, triturar, grosseiramente, com a varinha mágica e retirar do lume.
4. Guardar em frascos previamente esterilizados.
Esta receita foi feita para a revista Saber Viver de Novembro de 2012.
Outras sugestões para o cabaz de Natal:
- Compota de abacaxi;
- Compota de manga;
- Frasco com um bolo de chocolate com nozes e especiarias.
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