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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vamos preparar o Natal: Licor de ginja com chocolate e piripíri


Já se contam os dias para a chegada do Natal. As ruas e as montras anunciam a chegada de uma das mais bonitas épocas do ano. Cá por casa fazem-se listas de presentes a oferecer, mas não pensem que são ofertas caras ou muito elaboradas. São lembranças, pequenos mimos que façam felizes quem os recebe. Na minha família tenho algumas pessoas que adoram licores. Quando nos reunimos em família, é habitual depois do café, ser servido um licor. E o mais giro é termos licores diferentes. Houve um ano que fiz ginjinha e ofereci, numa garrafa bonita, com outros presentes num cabaz.

Este ano para prepararmos o Natal deixo-vos a receita de um licor de chocolate. A minha primeira versão deste licor não levava piripíri, mas depois de uma troca de ideias com alguns amigos no Facebook decidi fazer novamente e adicionar-lhe um toque picante. E não é que ficou maravilhoso?!

Este licor de ginja com chocolate e piripíri fica cremoso. Pode ser servido com uma pedra de gelo ou até ser usado na confecção de sobremesas. Vamos preparar o Natal?

terça-feira, 24 de julho de 2012

Gelado de ameixa com ginjinha


Desde que comecei a dar uso à máquina de gelados que cá em casa sempre que chega alguma fruta em abundância, uma das coisas que penso logo em fazer é um gelado. E uma das frutas que me encheu uma das prateleiras do frigorífico foi a ameixa. Trouxe, há uns tempos, de Santarém uma caixa bem cheia. Algumas tiveram como destino os sumos de fruta, outras foram usadas neste delicioso gelado e ainda tenho ameixas!


Ingredientes:
500ml de polpa de ameixa vermelha
4 colheres de sopa de ginjinha ou licor de ginja
500ml de leite
1 pau de canela
25g de farinha Maizena
130g de mel
3dl de natas
2 colheres de sopa de açúcar bem cheias


1. Colocar o leite, o pau de canela, a Maizena e o mel num tacho. Mexer para a farinha se dissolver e levar ao lume, mexendo regularmente até engrossar. Deixar arrefecer.

2. Triturar a polpa da ameixa com a ginjinha.

3. Bater as natas com o açúcar.

4. Juntar a polpa de ameixa triturada com a mistura de leite com farinha, tendo o cuidado de retirar o pau de canela. Por fim, adicionar as natas e envolver muito bem.

5. Colocar na máquina de fazer gelados e seguir as indicações do fabricante.


As natas devem estar bem frias. Eu costumo colocá-las no congelador sensivelmente 30 minutos antes de as bater.


O sabor da ameixa com a ginjinha fica excelente. Uma das vantagens de fazermos os nossos gelados é darmos asas à imaginação e fazermos combinações pouco ou nada usuais. Já tinham visto gelado com ginjinha? Espero que gostem.

Bons gelados!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ginjinha e os sabores de Lisboa


A rotina dos seus dias pouco se tem alterado, no último ano. O Coronel, começa todas as manhãs, depois de tomar o pequeno-almoço, sob o olhar atento de Rosa, a ler o jornal sentado na cadeira de baloiço virado para o jardim. Nos últimos tempos, nunca consegue acabar as leituras. As memórias invadem-lhe o coração e começa inevitavelmente a pensar na vida. A olhar para trás. A recordar. Hoje, o estrondo forte feito por um carro na rua, sobressaltou-o e foi o pretexto para fechar o jornal e pensar em África, onde esteve na Guiné, durante a Guerra do Ultramar.

O barulho seco do carro fez-lhe lembrar uma emboscada que a sua companhia sofreu quando ia de Bissau para Cacheu. O ataque deu-se à entrada desta última localidade, numa estrada, esburacada, onde não circulavam carros há muitos anos. A viagem feita de luzes desligadas, muito lentamente, foi um teste de resistência aos nervos. A noite anterior ao ataque tinha sido passada em Teixeira Pinto e não foi das melhores. Não havia camas para todos os soldados e o Coronel não conseguiu pregar olho. Decidiu ficar no carro mas as melgas, o tempo quente e húmido que lhe deixavam a roupa encharcada de suor, não ajudaram. Na viagem, esteve vinte e quatro horas sem sair do carro até ao momento em que a coluna foi atacada com tiros vindos de todo o lado, que mais parecia uma chuva de granizo. Os seus homens responderam e conseguiram sair da emboscada com o apoio de dois bombardeiros no ar. Mas no meio do fogo, uma bala certeira apagou um dos seus grandes camaradas.

Na guerra vê-se a morte, mas pensa-se na vida. Ali tem-se a certeza que a morte inveja a vida. E no meio de todo o caos, questiona-se ainda mais o sentido da vida. Luta-se para conquistar algo que a certa altura se deixa de saber bem o que é. Perde-se a referência e são os outros que se transformam em apoio, que dão uma ajuda para se voltar a encontrar o norte. A vida é uma bênção. Aqueles que se vêem cair, ajudam a ser quem somos, são a moldura do puzzle que é a nossa vida. Desde a guerra que o Coronel acredita que só morremos quando morrer a última pessoa que se lembrar de nós. Por isso ele gosta de recordar. E se na guerra viveu muitos amargos de boca, foi também ali que encontrou amigos para a vida, com quem passou momentos que até hoje recorda de forma muito feliz. De sorriso aberto.

As idas à praia do Biombo, onde se enchiam de ostras frescas, camarão e cerveja Cuca, ficaram na memória do Coronel como momentos muitos especiais. Depois de comerem bem, rematavam o final das refeições com umas garrafas de ginjinha. A zona era segura e passavam lá horas e horas nos dias de folga. Eram momentos de pausa, de paragem e de silêncio no meio de toda a confusão que os rodeava. Iam para ali conversar, ouvir o mar, comer e beber ginjinha. O Eduardo Canelas era o responsável pelo fornecimento. O Coronel nunca conseguiu saber como é que ele arranjava a bebida. Pelos rótulos, a ginjinha vinha de umas tascas, perto do Rossio, onde costumavam passar, mas como chegava às mãos do Eduardo, foi sempre um segredo bem guardado.

Desde que voltou, em 1975, que faz questão de ter sempre uma garrafa de ginjinha em casa. Pois há dias, em que se lembra e gosta de brindar àqueles que nunca irá esquecer. Hoje, será um desses dias.


Ginjinha ou Licor de Ginja

Ingredientes:
1Kg de ginjas
1L de aguardente
1Kg de açúcar branco
1 pau de canela


1. Colocar todos os ingredientes num recipiente com tampa. Fechar.

2. Nos primeiros 3 ou 4 dias, agitar pelo menos uma vez por dia o recipiente até o açúcar estar dissolvido.

3. Guardar num local escuro durante seis meses.


Agradeço à minha colega Rosário Cruz, que num dia solarengo de Junho, me surpreendeu com um saco de ginjas na minha secretária. Obrigada! Foi com elas que fiz esta ginjinha.

Esta história faz parte de uma viagem gastronómica por Lisboa onde se inclui:
- Bacalhau à Brás e os sabores de Lisboa;
- Pastéis de nata e os sabores de Lisboa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ginjinha ...



Ingredientes:
1 kg de ginjas
1 l de aguardente
1 copo de vinho tinto
1 kg de açúcar amarelo
1 pau de canela

1. Colocar num recipiente o açúcar, o vinho, o pau de canela e a aguardente. Mexer bem e adicionar as ginjas com o caroço.

2. Nos primeiros dias ir agitando o recipiente para que o açúcar não se acumule no fundo.

3. Colocar o recipinte ao sol para apurar.


Como não podem provar, eu digo-vos que esta ginjinha está uma delícia.

Agradeço à Isabel Rute que amavelmente me ofereceu as ginjas para esta receita.