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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Impressões de Paris


O convite para viajar até Paris chegou através do Office du Turism et des Congrès de Paris. A viagem teve lugar nos finais de Abril. Confesso que tudo em Paris me fascina. As ruas, os edifícios, as lojas, os monumentos, e claro, os vinhos e a comida. Quando se fala em gastronomia, França é uma das grandes referências.

Durante os dias que estive em Paris, fiquei alojada em Montmartre. Sempre que pude, acordava cedo e dava um passeio a pé pelo bairro. Adoro passear a pé, é uma forma de sentir as cidades, de perceber como se vive em cada um dos locais por onde passo. É uma maneira de olhar e ver pormenores que de outro modo nos passariam ao lado.


Um dos bolos característicos de Paris são os macarons. Existem diferentes tipos de macarons, dependendo das regiões francesas onde são confeccionados. Os coloridos, apetecíveis, que nos preenchem o imaginário como se fossem peças de roupa de alta costura, ou pequenas jóias, são os macarons de Paris.

Em Paris, tive a possibilidade de participar num workshop de macarons no atelier Le Cuisine de Paris, um espaço fantástico. Fazer macarons, ali, pareceu muito fácil. Merengue italiano, farinha de amêndoa passada numa peneira e corante alimentar. A mim, calhou-me fazer os de framboesa com ganache de maracujá. Confesso, que não me saí nada mal. Agora só me falta experimentar cá em casa!


Em Paris, tive também a possibilidade de visitar algumas lojas. Uma que me encantou foi Chez Virginie, uma loja só de queijos franceses. Assim que entrei que cheirinho bom. Cá em Portugal, não conheço nenhuma loja com estas características. Nesta viagem tive a possibilidade de provar os caramelos de Henri Le Roux, de conhecer os Macarons Gourmand, de vários sabores, desde vinagre balsâmico, passando pelos clássicos de fruta, até ao de foie gras. Uma loja encantadora!


No último dia desta viagem a Paris, visitei também o mercado internacional de Rungis. Um mercado gigante, o maior do mundo, com vários pavilhões. Ali encontra-se de tudo o que possam imaginar para abastecer lojas, restaurantes ou bistrots. O primeiro pavilhão que visitei foi o do peixe e marisco. Encontramos peixes e mariscos de todos os tamanhos, feitios e proveniências.


A secção da carne, foi talvez a que mais me impressionou. Para além dos pavilhões com as carcaças, de vaca, de porco, de borrego, existe um pavilhão só de miudezas, com tripas, mioleiras, pés, molejas, entre tudo o resto que imaginam relacionado com as entranhas. Nunca tinha visto o desmanche de uma cabeça de vaca. É impressionante.

O pavilhão dos queijos é um mundo maravilhoso. Eu que muitas vezes digo, em tom de brincadeira, que poderia viver de queijo, pão e vinho, confesso que me apetecia provar ou trazer muitos dos queijos que ali vi! E, como imaginam, ali há todos os tipos de queijo, principalmente franceses. O pavilhão tem uma cave de queijos, com temperatura controlada, que tivemos a possibilidade de visitar.

Visitei ainda as secções de frutas, de legumes, de ervas aromáticas. Tudo muito fresco, viçoso, apetitoso. E com uma variedade incrível.

Quase no final da visita ao mercado de Rungis, tivemos a possibilidade de provar diferentes tipos de caviar e de beber um copo de champanhe, isto por volta das sete horas da manhã. Uma experiência única e tão especial! Lá há mesmo de tudo!

Paris, tem o dom de nos fazer sonhar! É uma cidade maravilhosa!

Ler também:
- Onde Comer em Paris? Os melhores bistrots

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Onde comer em Paris? Os melhores bistrots


Paris. Há qualquer coisa de mágico, especial, que me faz pensar nesta cidade com romantismo no olhar. Não sei se foi dos filmes que vi ao longo da vida. O que é certo, é que desde que me lembro, que tenho o sonho de visitar Paris. Por isso, quando recebi o convite do Office du Turism et des Congrès de Paris para participar numa viagem a esta inspiradora cidade, nem olhei para o lado. Voltar a Paris é sempre tão especial. Para esta viagem foram convidados bloggers e jornalistas de várias partes do mundo.

Em finais de Abril, rumei então até à cidade das Luzes. No alinhamento da viagem constava a visita a alguns espaços emblemáticos e teríamos também a possibilidade de descobrir um pouco da gastronomia que caracteriza esta cidade. Quando penso em Paris, penso logo em queijos, baguettes, croissants, macarons ... um piquenique à beira do Sena, um pequeno-almoço com vista para a Torre Eiffel, um jantar demorado num restaurante bonito da cidade. Acho que um dos encantos da cidade, mesmo antes de lá estarmos, é que nos leva a sonhar, desperta em nós um sentido romântico para a vida. E isso é tão bom!

A minha primeira refeição, nos três dias em estive em Paris, foi no bistrot Bagnard do chef Yoni Saada. Os bistrots são um símbolo da cidade de Paris, fazem parte do estilo de vida e do quotidiano dos parisienses. São restaurantes com boa comida e, normalmente, a preços mais acessíveis. Eu cheguei ao restaurante mais cedo do que o grupo em que fazia a viagem. E enquanto esperava, apercebi-me que entravam e saíam muitos franceses. Alguns compravam comida para levar. Outros sentavam-se e faziam o seu almoço, enquanto conversavam alegremente, pareciam clientes habituais do espaço. O bistrot Bagnard aposta numa comida com veia mediterrânica mas com inspirações do médio oriente, espaço ideal para uma refeição rápida e saborosa. Procuram usar produtos biológicos, têm um especial cuidado com os azeites usados, e o pão servido é artesanal. Uma das receitas famosas da casa é a salada Nicoise. A simpatia de quem nos recebe e atende é contagiosa.


Nesta visita, tive a possibilidade também de jantar no bistrot La Régalade. Um ambiente muito acolhedor. Tive a sorte de a mesa escolhida ter vista para a cozinha. Aqui, começámos a refeição com uma terrine de fígado de porco e ganso, e a acompanhar cornichons e pão fresco. A terrine era óptima. Seguiu-se uma sopa de espargos e um naco de porco com legumes, tudo irrepreensível. A sopa cheia de sabor e a carne tenra, suculenta, com a parte exterior ligeiramente crocante. A sobremesa foi arroz doce com caramelo salgado. Se visitarem Paris, não deixem de experimentar esta sobremesa. O caramelo salgado transforma-a de forma deliciosa. A acompanhar o café vieram umas mini madalenas, bolo que também nos preenche o imaginário, principalmente depois de lermos as memórias de Marcel Proust.


O último jantar, desta viagem a Paris, teve lugar no bistrot L'ami Jean. Um espaço muito acolhedor, descontraído. Da sala podemos acompanhar todo o trabalho feito na cozinha do emblemático chef Stéphane Jégo. Depois de provarmos a terrina de porco com pão fresco - delicioso - feito por Jean-Luc Poujauran, que fornece muitos dos bistrots parienses, seguiu-se um menu de degustação que incluíu sopa de espargos, cavala, molejas com ervilhas e bacon, vieiras com morangos silvestres, entre outras coisas boas feitas sempre com produtos da estação e de produtores escolhidos pela casa. Gostei da irreverência do chef Stéphane, da comida e da simpatia do serviço de mesa.


Fiquei com vontade de voltar a cada um dos restaurantes que visitei. Todos com ambientes e personalidades diferentes. Todos especiais à sua maneira. Em cada um deles senti um respeito pelos produtos e uma grande vontade de inovar. Paris é a cidade dos bistrots. Este ano, a Câmara Municipal de Paris decidiu homenagear a "bistrononomie" ou seja os bistrots e a gastronomia que faz destes restaurantes espaços tão acolhedores, que combinam os produtos típicos do país e os enaltecem.

A cerimónia de entrega dos prémios aos melhores 100 bistrots de Paris teve lugar no edifício da Câmara Municipal, numa sala linda, com tectos trabalhados e candeeiros inspiradores. Depois da cerimónia, seguiu-se um buffet, onde pudemos provar algumas das especialidades dos bistrots premiados.


A entrega dos prémios foi feita com a presença de Anna Hidalgo e do conhecido chef Alain Ducasse.


Se estão a pensar planear uma visita a Paris podem consultar a lista dos 100 melhores bistrots. Como se come tão bem nesta cidade!

À bientôt, Paris!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma viagem a Paris para cozinhar


Paris fascina-me. Há qualquer coisa de mágico que me deixa curiosa com esta cidade. Talvez influenciada pelo romantismo francês que os filmes me fazem sentir, mas desde que me lembro que gostava de passear junto ao Sena, de subir à Torre Eiffel, de ver a Mona Lisa no Louvre, visitar Montmartre, comer macarons.

Sempre imaginei Paris como uma cidade a fervilhar, com pessoas nas esplanadas dos cafés, jovens de baguette debaixo do braço, lojas cheias de queijos, tantos que seria tarefa árdua tentar memorizar os seus nomes, pintores a captar a luz da cidade quase ao pôr-do-sol, turistas a comer croissants mornos ao pequeno-almoço. Visitar Paris estava na minha lista de desejos.

A oportunidade de ir a Paris surgiu no passado mês de Julho a convite da Moulinex. Fui até à cidade das luzes cozinhar com o robot de cozinha Cuisine Companion.


A minha visita a esta cidade começou com um passeio de carro até à Torre Eiffel, onde fomos passando pelos locais mais emblemáticos, como os Champs-Élysées ou o Arco do Triunfo. A vista da cidade, a partir da Torre Eiffel, é fabulosa! Depois de várias fotos da praxe, seguiu-se o almoço no restaurante Vivant Table, um local muito simpático e acolhedor a lembrar as antigas tascas, com boa comida. À tarde teve lugar o grande momento, cozinhar, em jeito de concurso na Cuisine Companion Academy.

( Fotos enviadas pela Moulinex )

Para este desafio foram convidadas quatro simpáticas bloggers francesas, uma italiana - a Paola com quem acabei por conversar mais - e eu. A cada uma foi atribuída uma bancada de trabalho e uma receita. As receitas a confeccionar foram pensadas pelo chef Stéphane Pitre que nos deu apoio durante a realização das mesmas.

( Foto enviada pela Moulinex )

A ideia era reproduzir na íntegra a receita, inclusive o empratamento, e aqui tínhamos a ajuda da food styler, Anne-Sophie Lhomme. Confesso que quando vi a receita que me calhou - tamboril com presunto e legumes - senti algumas centenas de borboletas a agitarem as asas na minha barriga. Nos pensamentos, muitos pontos de interrogação a surgirem. Confeccionar uma receita de chef e executar um empratamento profissional. Como é que eu me iria sair?!

Passo a passo a receita foi sendo feita e o empratamento saiu na perfeição. Nem imaginam o meu ar de contente, quando o chef Stéphane compôs as pequenas tiras de cebola em cima do rolo de tamboril e me disse para seguir para a sessão fotográfica. Consegui! Trabalhar com a Cuisine Companion foi muito intuitivo. As receitas confeccionadas foram todas fotografadas, no final, pelo fotógrafo Philippe Martineau e avaliadas por um júri, estilo concurso de televisão.


Sempre sonhei com uma ida a Paris. Passear junto ao Sena. Comer croissants. Mas ir pela primeira vez a esta cidade, que me enche de sonhos, para cozinhar, foi algo que nunca imaginei. A vida ultrapassa em muito as nossas vontades e ainda bem. Cozinhar em Paris foi uma experiência muito feliz!