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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Salada de espinafres com abacate e queijo mozzarella


Está a decorrer a Lisboa Restaurant Week, iniciativa que permite conhecer restaurantes de topo por vinte euros, sendo um euro para apoio de associações de solidariedade social. Desde que a iniciativa começou que a tenho tentado aproveitar o melhor que posso. Houve anos, que assim que se sabia quais os restaurantes aderentes que, com um grupo de amigos, marcávamos logo aqueles que queríamos ir conhecer. No âmbito desta iniciativa, ontem, fui ao restaurante Claro! do chef Vítor Claro, no hotel Solar das Palmeiras, junto à Marginal. Já conhecia o restaurante, mas esta iniciativa para mim, para além de permitir conhecer novos restaurantes, também me incentiva a voltar àqueles que eu gosto e sei que vou sair satisfeita.

O jantar foi um menu de degustação que começou com rolinhos de presunto com ervas e molho Waldorf, umas farturas mini de alheira com açúcar e canela, tão boas. É curioso como esta combinação de sabores resulta tão bem. Para acompanhar o jantar optámos por uma degustação de vinhos, paga à parte do menu, neste caso, doze euros por pessoa. Assim, as entradas foram acompanhadas por um vinho moscatel galego branco, Pomares de 2012, frutado e extremamente aromático.

Enquanto o Ricardo e eu falávamos entusiasticamente sobre como tinha corrido o nosso dia, eis que nos colocam na mesa uns filetes de carapau com molho à espanhola servidos com broa desfeita com azeite e ervas. Logo de seguida uma combinação de sucesso, bacalhau à Conde da Guarda com tomate ralado. Um prato que joga com as diferentes temperaturas, mas a que o palato bate palmas. Aqui foi-nos servido um Quinta das Bágeiras branco e um rosé Lavradores de Feitoria respectivamente.

De seguida veio para a mesa mousse e ovas de pescada, servida em molho de caldeirada, que se comeu muito bem. E o cheirinho a caldeirada, que bom! Aba de vitela, tão tenrinha, que quase se desfazia ao toque do garfo, com jardineira de ervilhas, nabo e castanhas, foi o prato de carne. A acompanhar um vinho tinto da Adega Mayor, Caiado, que diga-se, caiu muito bem.

Para fazer a passagem para a sobremesa foi-nos servido um consomé de batata-doce roxa com queijo terrincho ralado. Que boa a batata-doce com o caldinho e o queijo a marcar presença. Confesso que não sabia que existia batata-doce roxa. Ao comer pensei que tinha sido cozida em sumo de beterraba. A sobremesa foi doce de ovos, com amêndoa e cubinhos de marmelada que combinou na perfeição com o Moscatel fresco que foi servido. Já me estava a esquecer do pão. O pão é feito no restaurante e faz lembrar pão caseiro, que comido com manteiga e flor de sal, é de não querer parar. Claramente, um restaurante a revisitar!

E depois de um jantar farto, hoje, meus amigos, é dia de comidas leves para equilibrar os excessos cometidos. Que tal uma salada de espinafres com abacate e queijo mozzarella que desenvolvi para a edição de Setembro de 2013 da revista Saber Viver?


Ingredientes:
100 g de folhas de espinafres baby
1 abacate
2 colheres de sopa de sumo de limão
150 g de queijo mozzarella mini
75 g de presunto de porco preto fatiado
1 cebola roxa pequena
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Descascar e cortar em fatias finas o abacate. Regar com o sumo de limão e reservar.

2. Numa taça colocar as folhas de espinafres, o queijo mozzarella, o presunto, a cebola roxa cortada em fatias e por fim, o abacate.

3. Temperar com sal e pimenta preta a gosto. Regar com azeite e vinagre. Mexer e servir.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lisboa Restaurant Week V edição - restaurantes Terraço, Terreiro do Paço e Colares Velho



A semana de comer fora durante a iniciativa Lisboa Restaurant Week continuou. Na quinta-feira, dia sete de Abril, o restaurante escolhido foi o Terraço do Hotel Tivoli Lisboa. O restaurante está situado numa sala ampla, com uma agradável decoração e com umas portas envidraçadas que dão para um terraço. Ali funciona um bar que abre em Maio e funciona durante todo o Verão. Pareceu-me um sítio com um ambiente interessante no Verão, pelo menos as condições estão lá.

A minha refeição neste restaurante começou pelo couvert que consistiu em pães diferentes - não resisto ao de tomate e ao de passas! - gressinos e manteiga. Para entrada em vez da sopa de tomate branco com emulsão de basílico optei por um carpaccio de salmão com salada de citrinos, que me agradou bastante. Gostei da apresentação elegante e da mistura dos citrinos a cortar o sabor intenso do salmão. Esta é uma daquelas entradas que um destes dias quero reproduzir.

Para prato principal as opções eram risotto de pato fumado do mesmo, como me apaixonei pelo risotto de pato do restaurante Varanda do Hotel Ritz Four Seasons, achei melhor nem arriscar, nestas coisas o pior são sempre as expectativas e as minhas eram de tal maneira elevadas que optei pela tranche de robalo crocante de massa filo e salada de ervas. Houve qualquer coisa neste prato que não o fez brilhar! Gostei da ideia de enrolar o robalo na massa, mas houve entre os ingredientes uma falha que não contribuiu para um resultado à altura de um robalo! A nossa refeição foi acompanhada por um Tinto da Ânfora 2005.

Nas sobremesas optei por um crème brûlée de citronella com sorbet de framboesa, com o açúcar queimadinho como eu gosto e fresquinho soube bem, em vez dos papos de anjo com carpaccio de ananás em calda de poejo.

O serviço foi atencioso mas um pouco cansado. Como se sabe, as pessoas fazem uma casa. A impressão com que saímos de um restaurante é marcada não só pela comida, mas também pela simpatia e atenção com que nos recebem.

Na sexta-feira marcámos mesa no restaurante Terreiro do Paço. Situado num espaço nobre, arquitetónica e historicamente falando, encontra-se dividido em três espaços, uma das salas, pela decoração fez-me lembrar as antigas tascas, com as toalhas de plástico com motivos coloridos. O ambiente é simpático, moderno e descontraído. A mesa onde ficámos tinha, ao centro, um Galo de Barcelos, uma garrafa de azeite e um pote com flor de sal, tudo produtos portugueses. Parece-me que esta é uma aposta da casa, produtos portugueses e a cozinha tradicional portuguesa com um leve toque de inovação.

Como couvert foi-nos servido pão e mousse de salmão. Obviamente que não resistimos também a molhar o pão no azeite Quinta de São Vicente que estava desde o início na mesa. Como diz Miguel Esteves Cardoso, o azeite é para nós o "molho" primordial. Há quem não aprecie, mas eu gosto de molhar o pãozinho no azeite. Houve uma altura em que não gostava daquele azeite que pica na garganta, pois associava-o a um grau de acidez elevado, mas depois de o ano passado fazer uma prova de azeites, a minha relação com o azeite mudou e percebi, que este picar a garganta não estava relacionado com a acidez, mas com o tipo de azeitona usada.

Para entrada escolhi o carpaccio de rosbife com mostarda à antiga, que servido só assim achei um bocadinho pobre, mas ainda provei uma fatia de pissaladière de peperonata e queijo de cabra, uma espécie de pizza feita com massa folhada na base.

O prato principal que escolhi foi bochechas de porco com esmagada de batata com espinafres, que estava magnífico. A carne tenrinha, suculenta e a esmagada de batata combinava na perfeição com a bochecha. Em opção tínhamos salmão (mi-cuit) com açorda de caranguejo, lima e gengibre. Uma nota muito positiva para esta açorda de caranguejo que a personalidade vincada do gengibre não me deixou ficar indiferente. O vinho escolhido, foi um tinto Vinha do Meio Queijo de 2008.

Para sobremesa não resistimos a uma mousse de chocolate com salame. Mousse de chocolate com salame? - quem poderia resistir a semelhante pecado de boca? Na nossa mesa, ninguém! ;)

Não achei a música ambiente adequada. Muitos martelinhos misturados com o som das outras mesas acabaram por tornar o ambiente demasiado barulhento. Uma nota muito elevada para o serviço. Simpático, disponível e conhecedor.

No sábado, ao jantar, visitámos o restaurante Colares Velho, em Colares. O espaço é lindíssimo. Uma decoração fabulosa, a lembrar outros tempos, e com um toque de requinte e bom gosto a que não ficamos indiferentes. É de certeza um restaurante único pela decoração, que aproveitou uma antiga mercearia e lhe deu uma vida nova, incorporando os armários e o balcão na nova função deste espaço. O Colares Velho, para além do restaurante possui também um salão de chá.

Para o couvert serviram um pão rústico fabuloso que se comia de forma gulosa mesmo sem nada, manteiga aromatizada com ervas, salada de polvo e salada com orégãos e um shot quente de coentros. Para entrada tínhamos ovos mexidos ou com espargos ou com farinheira. Eu escolhi os ovos mexidos com espargos bravios, mas achei que os de farinheira estavam melhores, menos secos.

Para prato principal optei pelos filetes de polvo laminados servidos com açorda de coentros e tártaro de pickles e alcaparras em vez de rojões salteados na frigideira com molho à Bulhão Pato de amêijoas e camarões - que venham mais filetes e açorda de coentros, por favor! - senão estivesse tão cheia, era o que diria no final, de certeza. Os pratos foram acompanhados por um vinho Quinta de La Rosa.

Para sobremesa, uma generosa fatia de tarte de maçã de Colares e natas frescas batidas. Com o café serviram pérolas de Colares ou seja umas mini tartes de Colares, mas sem o queijo.

Em forma de balanço final da iniciativa posso dizer que notámos algumas incongruências. Há restaurantes que incluem o couvert no preço da refeição, outros não. Para que não hajam surpresas, talvez fosse bom, a organização, colocar esta informação na página da iniciativa quando fazem a apresentação dos restaurantes aderentes. Em alguns restaurantes, os menus são criados especificamente para a iniciativa, apesar de não ver nisso um problema poderá, no entanto, não dar a imagem exacta da cozinha praticada no dia-a-dia. Para os restaurantes, já sabemos, que é uma excelente forma de ganhar clientes. Independentemente de algumas observações que possam ser feitas, acho a iniciativa muito interessante e para mim, é uma excelente forma de ir conhecendo restaurantes, espaços novos, pratos confecionados por alguns nomes sonantes na nossa praça e não só. Para quem estiver interessado, a Lisboa Restaurant Week volta em Setembro.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lisboa Restaurant Week V edição - restaurantes Arola, Varanda, Lapa e Panorama


De 31 de Março a 9 de Abril de 2011 decorre a quinta edição do evento Lisboa Restaurant Week. À semelhança das outras edições procurei, juntamente com os meus amigos de sempre, conhecer alguns restaurantes. O Nuno Vaz é o responsável por escolher os restaurantes, às vezes a partir de algumas das nossas sugestões, e fazer as reservas - é como carinhosamente lhe chamamos - o nosso Relações Públicas! ;)

O nosso primeiro jantar desta edição foi, no domingo, no restaurante Arola, situado no Penha Longa Hotel Spa & Golf Resort. Os pratos têm a assinatura do premiado chef catalão Sergi Arola. O restaurante é um espaço moderno, decorado em tons de branco, sobressaindo também os metálicos. Curiosamente a decoração fez-me lembrar o Unique de Fátima Lopes a que fui no início de Agosto do ano passado.

Mas passemos à comida. Para couvert serviram-nos pão torrado, que devíamos preparar esfregando um dente de alho e depois completar com tomates cereja, azeite e uma pitada de sal, que se revelou agradável. Para entrada, tivemos lascas de lombo de porco ibérico com abóbora, toranja e queijo parmesão, tempura de legumes e coca cocalivado com vegetais e azeite virgem extra. Coca é uma espécie de piza, mas com a massa a lembrar as flammes (flammekueche). A aposta nos legumes nas entradas foi uma excelente opção.

Para prato principal poderíamos escolher entre lombo de bacalhau com favas salteadas, puré de batata e emulsão de pimento e lombo de borrego com beringelas fritas e salada de citrinos. Eu escolhi o borrego e achei que estava saboroso. A carne desfazia-se de tão tenra que estava. Acompanhámos o jantar com uma garrafa de tinto Quinta do Casal da Coelheira reserva de 2007.

Para sobremesa comemos panna cotta de iogurte com doce de ruibardo e sorbet de gengibre que estava uma delícia. A combinação de sabores resultou muito bem. O café foi servido com mignardises (queques, quadradinhos de marmelada e bombons de chocolate, em miniatura).

O serviço foi marcado por algumas irregularidades. Atencioso por um lado, mas despreocupado por outro. O ambiente era quase agradável, com música ambiente, mas achei as luzes demasiado frias, tornando-se um pouco desconfortável, especialmente na mesa onde ficámos, mais ou menos a meio.

Na segunda-feira, o local escolhido para jantarmos foi o restaurante Varanda do Hotel Ritz Four Seasons. Assim que entramos, respiramos elegância e sofisticação. O chef Pascal Meynard surpreendeu-nos com um magnífico risotto aquarello com pato confit e abóbora roti com gengibre, que ficou agradavelmente registado nas minhas memórias gustativas.

Para prato principal escolheu bacalhau cozido lentamente acompanhado com puré de batata, azeite de limão e couve braseada com vinagre balsâmico branco. Um prato confeccionado na perfeição onde não há reparos a fazer! Acompanhámos a refeição com um tinto Quinta das Brôlhas de 2006.

Para a sobremesa foi servido um carpaccio de ananás e hortelã, macaron de coco, gelado de malibu e crocante de ananás. Com o café foram servidos uns deliciosos mignardises. O serviço acompanhou a elegância do espaço. Atencioso e competente.

O restaurante do Lapa Palace Hotel foi o local escolhido para o nosso jantar de terça-feira. O espaço está decorado em tons rosa, com candeeiros de vidro de Murano, mesas redondas e música ambiente, que vinha do piano tocado ao vivo, ali ao lado, no bar.

Começámos a nossa refeição com o couvert, diferentes tipos de pão - o de tomate seco é um dos meus preferidos! - e manteiga. Foi-nos servida uma pequena degustação de pato fumado com chutney de manga, que se revelou fantástica. O chef Hélder Santos começou desde logo a conquistar-nos. O restaurante ao contrário de outras edições, resolveu este ano optar pelo menu fixo. Veio então para a mesa, como entrada, um surpreendente mil folhas de presunto e pêra com requeijão curado e redução de Porto.

Para prato principal spaghettoni al nero com lulinhas salteadas e coulis de ervilhas - que estava muito saboroso - com ambas, a massa fresca e as lulas al dente. Sobressaía um agradável sabor a mar e no final, o fresco aroma da ervilha. O vinho que nos acompanhou durante a refeição foi um tinto Palhas Canas de 2006.

A sobremesa foi uma deliciosa tortinha de mel e canela com sorvete de maçã verde e molho de framboesa. A tortinha apesar de ser um clássico, resultou na perfeição, ou não tivesse canela! ;) Com o café vieram também uns petit four. O serviço superou as expectativas, especialmente graças à chefe de sala, sempre disponível - e sem pretensiosismos! - fez-nos sentir muito bem.

Na quarta-feira o jantar foi no restaurante Panorama, no Hotel Sheraton. O espaço tem uma deslumbrante vista sobre parte da cidade de Lisboa. À noite, o negro é salpicado pelas luzes dos edifícios, das ruas e dos carros que lá passam. Esta vista, a meu ver, é o ponto forte do restaurante.

A nossa refeição começou, para entrada, com uma salada de camarão, com puré de aipo e mistura de folhas verdes, com manga e queijo parmesão. Uma combinação interessante, mas onde se sentia a falta de um elemento de ligação entre os vários ingredientes. Faltava, como alguém disse à mesa, alma à salada. Por outro lado, achei que não veio à temperatura certa. Os camarões, por exemplo, estavam demasiado frios.

Para prato principal poderia-se optar entre lascas de bacalhau com puré de grão, ovo de codorniz com espuma de salsa e lombinho e bochechas de porco com batata. O prato de bacalhau pareceu-me uma desconstrução sofisticada do nosso clássico bacalhau com grão. Gostei particularmente do puré de grão. O vinho escolhido para acompanhar a nossa refeição foi um tinto Três Bagos de 2007.

A sobremesa foi um irresistível bolo húmido de chocolate com sorvete de tangerina e molho de fava tonka. Nesta sobremesa, o bolo de chocolate valeu só por si. Magnífico. Intenso! Por esta sobremesa, o chef Leonel Pereira merece os meus parabéns.

Como éramos seis pessoas acabámos por ficar numa mesa que se revelou gigante, a distância entre os dois lados da mesa tornou as conversas um pouco complicadas, dado que não convinha gritar, claro está! O tempo entre pratos revelou-se demasiado demorado. O serviço revelou-se distante, pretensioso e pouco eficiente.

Destes quatro restaurantes visitados, destaco tanto o Varanda do Ritz Four Seasons como o Lapa, do Lapa Palace Hotel porque conseguiram aliar o espaço, a comida e o serviço de forma muito competente. Definitivamente, posicionam-se num nível de qualidade muito acima dos outros dois! Para quem quiser descobrir dois bons restaurantes, aqui fica a sugestão.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lisboa Restaurant Week IV Edição - restaurantes Bistro 100 Maneiras, Casa da Dízima e Tágide


Na quinta-feira, dia 30 de Setembro, o jantar, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week, foi marcado no Bistro 100 Maneiras do chef Ljubomir Stanisic, responsável pelo conhecido 100 Maneiras, no Bairro Alto em Lisboa. A reserva foi feita pouco depois das nove da manhã e só conseguimos mesa para as 22h. Quando chegámos a casa estava cheia e mesmo depois de jantarmos, por volta das 23h30, ainda chegavam pessoas para jantar.

O espaço é muito bonito, moderno, dominado pelo branco e pelo preto. Nós ficámos numa mesa situada junto a uma janela com uma vista magnífica para a Rua da Misericórdia.

Depois de nos sentarmos e de sentirmos um pouco o ambiente do restaurante, todas as mesas estavam cheias, os empregados de mesa com fardas cinzentas e verde e com um semblante a combinar com a farda, sem sorrirem, andavam atarefados de um lado para o outro, a limpar mesas, a receber pedidos, a servir a comida.

A ementa do restaurante é apresentada com umas designações originais: No picanço (entradas); O resto é conversa (prato principal) e Final feliz (sobremesas). Na Lisboa Restaurant Week não estava disponível, mas no menu encontrava-se também uma outra proposta, Para corajosos, em que se podia escolher algumas iguarias para apreciadores tais como rins, túbaros, molejas, mioleira, etc.

Eu, para prato de entrada escolhi atum braseado e adorei. O atum estava magnífico, suculento, saboroso e combinava divinamente com o molho. O Ricardo optou pelo burek jugoslavo de queijo fresco e espinafres que foi servido numa pequena frigideira, enrolado. A forma fez-me lembrar os bolos conhecidos como caracol. A massa filo estava estaladiça e o recheio era óptimo.

Para prato principal escolhemos marmita de peixe que foi servida num tacho Le Creuset. A marmita tinha peixe variado e notava-se um agradável sabor a funcho. O Nuno optou pelo bife com batatas Milfontes e estava muito bem servido.

As sobremesas não foram assim um final tão feliz, escolhi o falso cheesecake e não me convenceu, a base deveria estar mais sólida. O Ricardo optou pela sopa de ananás e fez muito bem, pois estava muito agradável.

O vinho escolhido foi uma sugestão do sommelier, pois a carta apresentava apenas 11 tintos, mas pelo que percebi e pela garrafeira, uma sala em vidro, que vemos assim que subimos as escadas para o primeiro andar, existem muitas mais opções. O vinho sugerido foi Meandro do Vale Meão de 2008 que agradou.

Ljubomir Stanisic procura com este seu Bistro 100 Maneiras oferecer pratos da cozinha tradicional portuguesa e do seu país de origem, a Jugoslávia, mas com um toque de requinte e bom gosto. Os talheres e o serviço de pratos são da Vista Alegre e os copos da Atlantis. Se por um lado, achei a comida excelente, uma dos melhores desta temporada do Lisboa Restaurant Week, por outro lado, houve aspectos que o Bistro terá que melhorar. Não nos foi servido couvert e o serviço revelou-se muito desatento e demorado.

No dia 1 de Outubro, sexta-feira, jantámos em Oeiras, na Casa da Dízima onde trabalham os chefs Artur Santos e Nuno Rebelo. Assim que entrei chamou-me logo a atenção as mesas e cadeiras de madeira que transmitem uma ideia de solidez e elegância, e as paredes e o tecto, em abóboda, que se apresentam em bruto com a pedra e o tijolo.

Aqui a ementa foi fixa. Serviram-nos pão de cereais, trigo e broa de milho, feitos na casa. A entrada foi queijo Camembert panado em tomilho-limão sobre compota de pimento vermelho que estava bem servido e muito agradável, especialmente pelo contraste do panado com a compota de pimento.

O prato principal foi folhado estaladiço de bacalhau e camarão sobre legumes salteados e redução de vinho da Madeira. Óptimo. Bem servido.

Para a sobremesa foi-nos servido bavaroise de frutos do bosque. Achei que deveria ter sido servida um pouco mais fria, assim tornou-se excessivamente doce.

O vinho que escolhemos para acompanhar a nossa refeição foi o tinto Quinta da Bacalhôa 2007, que foi uma excelente escolha.

A Casa da Dízima revelou-se um restaurante que se nota que tem curriculum, com experiência, uma casa que sabe servir. A voltar!

No sábado dia 2 de Outubro, o local escolhido para jantarmos foi o restaurante Tágide no Chiado, em Lisboa. Antes de nos sentarmos à mesa para degustar a comida do chef Luís Santos, subimos a elegante escadaria até ao primeiro andar e esperámos pela Sandra, enquanto esperávamos, aproveitámos para tomar uma bebida no espaço de bar, junto à sala de refeições.

A nossa mesa ficou junto a uma das portas que dá para a varanda e fomos brindados com uma vista fabulosa sobre a Praça do Município, toda a encosta do Castelo São Jorge, o Tejo e a outra margem.

A decoração da sala assenta em motivos clássicos, lustres de cristal, candeeiros ou velas nas mesas, e algumas jarras com estrelícias.

Começámos a nossa refeição com pãezinhos, azeite e azeitonas marinadas. Escolhemos o vinho, tinto para não variar, Esporão Reserva 2007.

Para entrada optei pelo creme de castanhas com queijo Niza que estava divino. Uma excelente escolha, com sabores equilibrados da castanha com o queijo. O Ricardo, optou pelos ovos mexidos com castanhas e trufas pretas sobre rúcula que estavam bem confeccionados.

Para prato principal saboreei bochechas de porco preto em cozedura lenta com canela e cardamomo, migas de legumes e uvas caramelizadas. Excelente. Bem confeccionado. Saboroso e as uvas davam-lhe um toque muito especial. Em alternativa poderia ter escolhido marisco, chocos e sua tinta com arroz em falso risotto.

Para sobremesa optei pelo pudim de coco com espuma de licor Beirão que ficou aprovadissímo. O Ricardo escolheu o requeijão com gelado de mel e nozes que também não desiludiu.

Dos sete restaurantes que visitei nesta IV edição do Lisboa Restaurant Week, o Tágide fica claramente no topo das preferências, seguido da Casa da Dízima e em terceiro lugar o OPAQ. Os critérios para esta classificação prenderam-se com a comida, o serviço e o ambiente.

Apercebi-me que muitos restaurantes aderem a esta semana, mas depois não estão devidamente preparados, falhando principalmente na qualidade do serviço prestado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Lisboa Restaurant Week IV Edição - restaurantes Lust e OPAQ


O relato da participação na IV edição do Lisboa Restaurant Week continua. Na segunda-feira passada, o restaurante escolhido foi o Lust, em Santos-o-Velho, Lisboa. O restaurante fica no primeiro andar de um prédio e quando chegámos fomos encaminhados para uma pequena sala onde aguardámos que o resto do grupo chegasse. À primeira vista, o espaço agradou-me e até reparei nas diferentes garrafas de vodka Absolut em exposição. Acho as garrafas de Absolut muito interessantes e das que estavam em exposição, a forrada a lantejoulas vermelhas destacava-se pela exuberância. Depois do grupo reunido, fomos encaminhados para a sala de refeições que tem vista para o largo Vitorino Damásio. A refeição começou com o que é habitual. O pedido de água natural e vinho, escolhemos o tinto Quinta do Côtto de 2007 e o couvert.

O couvert consistia numa manteiga de hortelã, que nos agradou bastante, patê de grão, azeitonas e pãezinhos com sementes. Bem apresentado. Apetitoso. Mas os pãezinhos estavam molhados! :( Reclamação. Voltam a trazer outros pãezinhos. Comentámos entre nós que o pão era congelado e que deveria ter sido uma pequena falha, mas a manteiga até estava boa, a conversa estava óptima e não ligámos a este pequeno e evidente sinal do tipo de serviço que nos iria esperar durante o jantar.

Entre o couvert e a entrada notámos que o serviço era demorado, muito demorado. Os empregados passavam, até pareciam simpáticos, mas teimavam em não conversar connosco ou até dar-nos uma pequena explicação para tanta demora. Quando chegou a entrada, escolhi cannelloni de açorda de camarão e lima com o seu próprio molho e azeite de coentros, o Ricardo optou por uma salada de espinafres com vinagrette de frutos vermelhos e tosta de queijo de cabra gratinada, sorrimos de contentes. Finalmente! Por breves momentos ficámos felizes. A minha entrada estava excelente, e a do Ricardo, mesmo sem surpresas, não estava mal. Entre a entrada e o prato principal voltámos a notar que o serviço não era demorado, era lento. Mais uma eternidade à espera! Questionámo-nos que talvez ali se praticasse o verdadeiro conceito de Slow Food, começa hoje e acaba amanhã! :)

Quando o prato principal foi servido, a minha amiga Sandra achou por bem dar graças pela comida que estávamos a receber, tal já era o seu desespero. O prato principal escolhido, pela maioria, foi tataki de salmão com sésamo e aromatizado com citrinos, acompanhado de risotto de espinafres e eu, que quis ser diferente, escolhi escalopes de veado e javali acompanhado de puré de batata. O salmão, apesar de quase frio, estava agradável e o risotto de espinafres era óptimo. Os escalopes, estavam um pouco rijos demais, mesmo considerando que os animais fossem de caça.

Depois do prato principal, voltámos a esperar pela sobremesa. Sentámo-nos para jantar por volta das 21h e às 24h estávamos a brindar a um novo dia e ainda não tínhamos a sobremesa. Quando finalmente chegou, veio por fases. Foram servidas primeiro três pessoas e as outras duas esperaram. Esperaram. Em conversa referimos, em tom de brincadeira, que Stephen King começou a escrever livros de terror, de certeza, depois de ter estado num restaurante como este. O serviço era de meter medo.

A sobremesa era tarte tatin de nectarina com gelado de iogurte. O meu prato quando chegou à mesa vinha com uma parte do gelado já derretido, e no que não estava notava-se as palhetas de gelo. A tarte tatin de nectarina era dura, como não consegui parti-la convenientemente, desisti, antes que saísse dali com uma conta no dentista.

Como imaginam, pensámos que no café, não haveria surpresas. Café é café. É difícil errar com os pedidos de café. Pensávamos nós! Dois dos cafés eram descafeínados e como não havia, o empregado de mesa achou por bem tirar uns cafés mais fraquinhos e trazer para a mesa aquilo que parecia uma água suja. Só nos disse desta sua iniciativa, depois de o questionarmos sobre o assunto e lhe pedirmos para trazer outros. Que ousadia!

Um restaurante dito de luxo é a combinação de vários factores, espaço, ambiente, serviço e a comida. No Lust a comida não brilha devido ao serviço desatento, desorganizado e demorado que por lá se faz. Em resumo, uma oportunidade perdida.

Na quarta-feira o restaurante escolhido foi o OPAQ e tivemos o prazer de ter connosco, para além do grupinho já habitual, o Mário. O restaurante está dividido em duas salas, a sala branca, mesas, candeeiros e paredes brancas e outra, para grupos, dominada pelo preto, o que lhe confere um ambiente moderno, cosmopolita.

O couvert consistiu em tostas (de compra!), broa de milho e pasta de azeitona preta. Como amuse-bouche foi-nos servida uma salada de polvo que estava muito agradável.

Para entrada escolhi folhado de polarda do campo num guisado, salada verde, uvas e vinagreta de sultanas. O guisado de polarda estava saboroso, apenas achei o vol-au-vent folhado um pouco seco. O Ricardo escolheu o aveludado de couve-flor, crocante de farinheira de Mação e legumes sauté, que estava muito agradável. Foi a escolha acertada!

Para prato principal escolhi polvo em arroz cremoso e cheiros de coentros. O polvo estava tenro e o arroz cozido no ponto certo. Mas os secretos de porco ibérico sobre migas soltas de grelos, tomate e bacon deixaram-me de olhos arregalados. Primeiro pela apresentação e depois pela confecção. A carne estava saborosa e as migas eram magníficas. O polvo estava muito bom, mas os secretos e as migas estavam ainda melhores.

Para sobremesa o Ricardo escolheu requeijão de Seia, doce de abóbora caseiro, cornflakes e pólen da Serra de Portel que estava agradável. Eu escolhi pêra rouge, areias, espuma de coco, lima e pimenta rosa com redução de Porto. Praticamente o que pedi foi um pêra bêbada. Mas quando achamos que não vamos ser surpreendidos, a vida dá-nos a volta. O modo como a pêra foi servida surpreendeu-me! Pois em vez da pêra inteira, vinha cortada em quatro. A fantástica apresentação modificou o meu conceito de pêra bêbada.

O vinho que acompanhou a nossa refeição foi o tinto Monte da Peceguina de 2009. O Mário chamou-nos a atenção para um simpático desenho no rótulo do vinho. Disse-nos que os rótulos têm desenhos feitos pelos filhos dos proprietários da Herdade da Malhadinha Nova. O deste tinto foi desenhado pela Francisca.

Apesar de algumas pequenas falhas de serviço, imediatamente ultrapassadas pela simpatia, atenção e disponibilidade dos empregados de mesa, o OPAQ é um restaurante a que vale a pena ir.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lisboa Restaurant Week IV Edição - restaurantes L'appart e A Ver Navios


De 22 a 2 de Outubro decorre a IV edição do Lisboa Restaurant Week e mais uma vez lá eu não poderia perder esta iniciativa. ;) A escolha e reserva dos restaurantes, como sempre tem acontecido até agora, recaiu sobre o meu amigo Nuno Vaz e o critério foi conhecer novos espaços.

Esta iniciativa, que teve a sua génese em Nova Iorque, espalhou-se por várias cidades do mundo, nomeadamente nos EUA e Brasil, contando apenas quatro cidades na Europa, duas nas quais no nosso país: Porto e Lisboa. A iniciativa está ainda presente em Puerto Vallarta no México e em Sydney na Austrália. Curioso!

Na quarta-feira fomos ao restaurante L'Appart no hotel Park Atlantic, ao lado do Ritz, e tivemos como convidada, mas já com lugar cativo no grupo, a Carlota. O conceito é o de um apartamento com vários espaços e, apesar de inserido num hotel, procura ter alguma autonomia, por exemplo com uma porta directamente para a rua. Nós ficámos no que nos pareceu o espaço do jardim de inverno. Assim que entramos, salta-nos à vista a forte presença da madeira escura e a decoração elegante e cuidada.

Para covert foi-nos servido pão, azeitonas verdes e azeite. A entrada foi um Creme de tomate alentejano com ovo de codorniz escalfado, perfumado com piso de poejo com azeite. O creme revelou-se uma surpresa, saboroso, servido à temperatura certa. Uma delícia.

O prato principal foi Lombo de Bacalhau demi-sal confit em azeite com arroz malandrinho de pimentos servido com tomate cereja assado. O bacalhau estava muito interessante, no entanto, o arroz para malandrinho estava um pouco cozido demais.

A sobremesa servida foi Nougat glacé de manga de coco com sorbet de framboesa. O sorbet estava magnífico.

O L'appart é um restaurante que não parece de hotel, o que é bom. O prato que mais me surpreendeu foi o creme de tomate, mas de uma maneira geral o chef Eddie Melo está de parabéns. O vinho escolhido para acompanharmos a refeição foi Fiuza Merlot de 2007, que não revelou ser uma escolha acertada. O serviço é simpático e atento. Gostei do facto de explicarem os pratos que nos foram servidos e de o café ser servido com umas pequenas trufas de chocolate.

O restaurante escolhido, ontem, foi o A Ver Navios. Estava cheia de curiosidade pelo espaço e pela cozinha do chef Pedro Niny Duarte com quem já tive o prazer de aprender nos cursos da Vaqueiro.

O A Ver Navios está situado num palacete construído no século XIX, agora pertence à Associação Nacional de Farmácias, junto ao miradouro de Santa Catarina. A sala de refeições é elegante, com paredes em tons de amarelo, com lustre, dois quadros, as janelas são dominadas pela presença dos cortinados e as mesas pelas toalhas brancas. De dia, a vista para o Tejo deve ser pouca. O restaurante possui outra sala, pareceu-me, dedicada a eventos.

O couvert servido foi azeitonas temperadas, pasta de azeitona e pasta de queijo com presunto.

Para entrada escolhi uma salada de tomate assado com queijo fresco e azeite negro, servida com folhas de rúcula. Gostei da combinação.

Para prato principal escolhi Lasanha fresca de bacalhau com legumes assados com azeite. Estava muito agradável, destacando-se o sabor do bacalhau e dos pimentos. Acabei por provar também outra opção de prato principal do menu elaborado para esta semana, que era magret de pato com puré de pêra e salada fresca de agrião com vinagrete. O magret estava óptimo, no entanto achei o puré de pêra um pouco doce de mais para o magret.

Para sobremesa escolhi Fondant de Chocolate e laranja com azeite e natas alimadas. Agradável, sem surpresas. Tive a possibilidade de provar a outra sobremesa em opção, Farófias com molho de manga e amêndoas e achei-a mais bem conseguida. Surpreendeu-me.

O vinho escolhido foi Má Partilha Merlot de 2007 e as sobremesas foram acompanhadas de vinhos de colheita tardia. Para acompanhar as farófias foi servido um branco chileno muito bom. Especialmente perfumado e aromático. O Fondant foi acompanhado por um tinto italiano muito agradável também.

O A Ver Navios é um restaurante com pretensões, mas com algumas inconsistências. Ora os pratos são servidos com talheres de prata, ora não. Não me fez muito sentido, o bacalhau ser servido com os referidos talheres e o magret não. Foram notórios alguns pequenos descuidos no serviço. Ao não descrever os pratos imediatamente depois destes serem servidos também não contribuiu para elevar o nível desta incursão em tão distinto restaurante. Será um caso de expectativas exageradas ou de um maior nível de exigência? A comida estava bem confeccionada, mas sem surpresas. O sommelier merece destaque pela positiva, tanto pelos esclarecimentos como pelas sugestões.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lisboa Restaurant Week III edição - restaurantes Spot Lx, Il Gattopardo e Faz Figura


Na quarta-feira, dia 3 de Março, o restaurante escolhido foi o Spot Lisboa. Nas edições do Lisboa Restaurant Week já passei pelo Spot S. Luiz, onde jantei, fui bem servida e gostei e, também já visitei o Suite Food and Dance e não apreciei mesmo nada o conceito. Voltar ao Casino de Lisboa foi assim um risco.

Para entrada escolhi folhado de morcela com chutney de ananás assado e salada. Razoável, mas não surpreendente. Só quando voltei a consultar a ementa é que me apercebi que o folhado era com chutney de ananás. Devem-se ter esquecido de o colocar no meu folhado ou o sabor era tão ligeiro que nem me apercebi. O Ricardo optou pelo creme de castanhas com ragout de cogumelos, que estava bastante bom.

Para prato principal optei pelo peixe do dia panado sobre risotto de espargos verdes e compota de tomate e cebola. O risotto ficou aquém das expectativas. Chegou à mesa sem a cremosidade de um risotto. Já por outro lado, o naco de porco assado à moda da Bairrada sobre puré de batata e aipo com maçã verde me pareceu uma opção bem mais interessante. O naco era mesmo um naco e estava tenro, suculento, muito agradável.

No Spot Lisboa, foram as sobremesas que nos surpreenderam. Eu optei pela tarte de maçã caramelizada com gelado de baunilha e o Ricardo escolheu a mousse de caramelo com bolacha Maria e chantilly de chocolate. Ambas muito agradáveis.

Acompanhámos a refeição com um vinho tinto Monte da Peceguina de 2008.

O Spot Lisboa revelou-se um restaurante com um ambiente frio, um serviço lento e desatento. O que nos salvou foi a conversa e a boa disposição com que a Carlota nos brindou durante todo o jantar.

O quarto restaurante que visitámos, quinta-feira dia 4 de Março, foi Il Gattopardo no hotel Dom Pedro. Apesar dos chuviscos, antes mesmo de entrarmos no restaurante damos conta de um paparazzo que por ali andava de máquina fotográfica em riste. Entrámos no hotel e não encontrámos nenhuma vedeta ou personalidade famosa, rimos sobre a situação e, assim que chegámos ao restaurante, acabámos por esquecer o assunto.

A nossa refeição começou com o couvert: azeite e um cesto de pãezinhos variados. O menu para a iniciativa Lisboa Restaurant Week era fixo.

Começámos com gratinado de beringelas com tomate, manjericão e mozzarella, acompanhado de foccacia agridoce de açafrão. Maravilhoso. Servido com tomates secos e folhas de manjericão estaladiças.

O prato principal foi risotto com espargos e camarão. Cremoso. Perfeito.

À sobremesa foi servida tarte de amêndoa e mel de alecrim acompanhada com parfait de maracujá. Saboroso. A destacar o crocante da amêndoa.

O vinho escolhido foi o tinto Post Scriptum de 2007.

Il Gattopardo destaca-se pelo serviço irrepreensível, pelo espaço elegante e confortável.

Durante o jantar apercebemo-nos da chegada de um grupo, que dada a localização da nossa mesa acabou por passar por nós mais do que uma vez. Pessoal da bola, dizia a minha amiga Sandra. Mas no sábado, ao ver televisão apercebi-me por quem o paparazzo esperava. Jesus Luz, o jovem namorado da estrela pop, Madonna. E nós a pensar que era para a cobertura do nosso jantar! ;)

Sexta-feira, o nosso último dia da iniciativa e dia de aniversário da Sandra. O local escolhido foi o restaurante Faz Figura. Do local onde estacionámos o carro até ao restaurante não eram mais do que 200 metros. Chovia torrencialmente. Aguardámos um pouco no carro e quando abrandou metemo-nos ao caminho debaixo do único guarda-chuva que tínhamos. Assim que nos pusemos a andar começou a chover copiosamente. Entre voltar para trás e prosseguir, resolvemos continuar. A rua transformou-se num mar de água. O que é certo é que chegámos ao restaurante encharcados. A caixa com o brownie que fiz de presente para a Sandra e que segurei nas mãos todo o caminho, chegou com o laçarote destruído.

Depois da intempérie soube bem chegar ao Faz Figura, onde amavelmente nos receberam e nos ajudaram.

Já sentados na mesa, enquanto esperávamos pela aniversariante e pela nossa amiga Joana, fomo-nos entretendo com pão e azeitonas temperadas com laranja.

Para entrada escolhi folhado de queijo da serra com mel e alecrim servido com salada de folhas. O Ricardo escolheu rosti de alheira com maçã, Moscatel e cebola roxa.

Para prato principal optei pela perna de cordeiro de leite assada com espumante e Grand Marnier, servida com batatas. Tenra. Saborosa e com aromas de especiarias (sementes de cominhos, caril). O Ricardo escolheu o bacalhau assado com migas de broa e couve e molho de feijão Catarino. Magnífico. Gostei da recriação e sofisticação dada a alguns pratos tradicionais da cozinha portuguesa.

Para sobremesa, deliciei-me com um pudim Abade de Priscos com molho de Abacaxi e ainda provei o crumble de pêra com gelado de canela e mel, escolha do Ricardo.

O vinho escolhido foi Casa Ermelinda Freitas Syrah de 2007.

O Faz Figura é um restaurante com um espaço muito agradável, com uma excelente vista sobre o rio Tejo e com uma interessante oferta de cozinha portuguesa contemporânea.

E com o Faz Figura, chegou ao fim mais uma participação na iniciativa Lisboa Restaurant Week. Aguardamos, expectantes, a IV edição.

terça-feira, 9 de março de 2010

Lisboa Restaurant Week III edição - restaurantes Petra Rio e Quinta dos Frades


De 24 de Fevereiro a 6 de Março de 2010, decorreu a terceira edição da iniciativa Lisboa Restaurant Week, a que mais uma vez aderi, juntamente com os amigos de sempre, Nuno e Sandra. Para além do grupo habitual, desta vez, procurámos juntar mais amigos a esta iniciativa ao longo dos cinco dias em que participámos. O critério que presidiu à escolha dos restaurantes foi a possibilidade de visitarmos locais que nenhum de nós conhecesse.

O primeiro restaurante da semana, foi o Petra Rio e tivemos connosco a alegre companhia da Isabel Pipoka e do seu marido Luís. Depois de uma volta para encontrarmos a entrada, eis que nos deparámos com um espaço agradável, marcado por mesas e cadeiras diferentes e um grande sofá roxo. O restaurante é marcado pelas paredes envidraçadas que durante o dia devem encher a sala de luz. Para além da sala de refeições, o restaurante possui também uma esplanada.

Depois de nos sentarmos à mesa, começámos a nossa refeição com um shot de aipo e beterraba, um vinho rosé Defesa e uma entradinha de chouriço e morcela com pão.

Do menu disponível para o Lisboa Restaurant Week, escolhi para entrada trouxa de Chévre com doce de figo, que estava óptima e provei a mousse de salmão fumado com misto de alfaces, croutons de ervas aromáticas e passas de uva para dar contraste.

Para prato principal escolhi folhado aberto de perdiz com cogumelos pleurotes e paris servido com salada de verdes. O Ricardo escolheu Lombos de pregado com sabores da terra e meia desfeita de batata e grelo, que também tive a oportunidade de provar.

Para sobremesa escolhi pudim de especiarias com shot de morango. O que me levou a optar pelo pudim foram as especiarias. Estava à espera de um sabor acentuado e especial, mas afinal revelou-se um pudim de ovos com especiarias é certo (estrelas de anis, cabeças de cravinho ...), que apesar de agradável fugiu às minhas expectativas. A sopa de chocolate quente com gelado de noz era a outra opção, mas que acabou por ser servida com gelado de menta, o que não me encantou.

A refeição foi acompanhada de um vinho tinto D. Rafael.

Reparei que os pratos do couvert e da sobremesa eram de vidro de cores fortes (preto, azuis ...) ao contrário dos das entradas e prato principal, que eram brancos. Gostei deste conceito, que no fundo combina com espírito moderno do restaurante. Apesar de uma ou outra preferência, a comida estava bem servida e nota-se que todo o restaurante assenta num trabalho sério. A nota menos positiva vai para a música e para os ecrãs com a emissão de dois canais de TV, que não criaram ambiente.

Na terça-feira o restaurante escolhido foi Quinta dos Frades e ia cheia de expectativas. Confesso que, em casa quando consultei o menu fiquei um pouco apreensiva, não gosto que os restaurantes fechem as opções, especialmente dos pratos principais, o que era o caso.

Começámos a nossa refeição com pasta de azeitona preta decorada com pimenta vermelha e pão. Para entrada escolhi Camembert "President" brûlé com coulis de marmelo, servido com folhas verdes e pimenta vermelha. Uma delícia. O Ricardo escolheu a sopa de tomate, pimento grelhado e gorgonzola e não se arrependeu.

O prato principal foi peito de pato "Entre Colómbia e Panamá", delicioso, mas que nos deixou a boca em fogo.

Nas sobremesas optei pela Índia Ristretto Cheesecake e o Ricardo pela chocoClove mousse.

O que posso dizer do restaurante Quinta dos Frades? Digo que foi uma das melhores experiências desta terceira edição do Lisboa Restaurant Week para mim. A comida estava com uma excelente apresentação. Os pratos surpreenderam pela sofisticação e pela mistura de sabores. Nota-se a presença de Chakall na construção dos menus e no uso das especiarias. Acho que só temos ganho com a presença deste argentino giraço entre nós.

Quinta dos Frades revelou-se um espaço fashion, agradável, cheio de bom gosto e elegante. A música de fundo ajudou a reforçar o bom ambiente. Fiquei com vontade de voltar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes Eleven e adLib


A ida ao restaurante Eleven, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week, coincidiu com um sábado cheio de sol, o que nos permitiu desfrutar em pleno da excelente vista do restaurante sobre Lisboa e o rio Tejo. A vista e o espaço valorizam só por si o restaurante.

Começámos a nossa refeição com pãezinhos, uma taça de azeite e ceviche de tamboril com puré de cenoura e royal de foie gras com compota de alperce e pão de bacon. Depois seguiu-se uma sopa de bacalhau e ervilhas. Diferente. Um caldo que suponho que levou natas, com lascas de bacalhau e ervilhas. O prato principal foi bochecha de porco preto com dois purés, um de batata e outro de beterraba. A carne estava tenra, suculenta. O uso dos dois purés foi curioso, pois já no Alecrim às Flores nos serviram o prato principal com a combinação de dois purés.

A sobremesa servida foi tarte de maçã com flor de sal e gelado de caramelo. A acompanhar o café veio um prato com telhas de amêndoa, um doce de frutos silvestres, maravilhoso, e bolinhos de manteiga com pistácio.

O vinho escolhido foi Cortes de Cima, Syrah 2005.

A ida ao Eleven constituiu um momento especial, não é todos os dias que se vai a um dos mais conceituados restaurantes nacionais. A vista é magnífica e gostei do espaço entre as mesas, especialmente no primeiro piso. Em termos de comida apenas a sopa de bacalhau superou as minhas expectativas - que eram bastante elevadas - não podendo, no entanto, apontar o dedo a nada do que foi apresentado. Apesar disso, notei algumas falhas no serviço, o que num restaurante deste nível, na minha opinião, não podem acontecer.

No domingo para jantar o local escolhido foi o restaurante adLib, no Hotel Sofitel Lisboa, na Avenida da Liberdade. Assim que entrei gostei do espaço e da decoração. Transmite uma imagem elegante, moderna e intimista.

Aqui para entrada escolhemos maioritariamete uma salada crocante estilo asiática e apenas o Ricardo optou pelo tomate recheado com atum e alcaparras.

O prato principal foi Peito de Frango grelhado com leite de coco e erva limeira com arroz e caril, o Ricardo na escolha do prato principal voltou a ser diferente e optou pela Dourada salteada com puré de batata e alho com molho "vierge".

O vinho escolhido foi um tinto Terras de Grifo de 2007.

Para sobremesa escolhemos tarte de maçã, estilo tatin, com sorbet de chocolate branco e limão. A outra sobremesa escolhida foi um arroz doce com laranja e canela - tinha que ser, claro! O arroz doce era servido com uma bolacha de manteiga com canela e eu apesar de não ser grande apreciadora deste tipo de sobremesa, gostei bastante.

O adLib foi uma surpresa, revelou-se um dos melhores restaurantes que tive a possibilidade de visitar nesta iniciativa.

Esta II edição da Lisboa Restaurant Week foi uma excelente iniciativa que nos permitiu visitar oito restaurantes num curto espaço de tempo. Definitivamente, a repetir!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes La Brus"K"etta e Kais


A visita ao restaurante La Brus"K"etta foi uma sugestão do Chef Guerrieri. No dia em que visitámos o Mezzaluna, em conversa com o Chef aconselhou-nos visitar este seu outro espaço.

Para este jantar, para além de nós os quatro (Sandra, Nuno, Ricardo e eu) tivemos a companhia da Suzana e do Pedro.

Começámos a petiscar bruschettas, a de morcela estava particularmente boa, e um bolo de esparguete, que se revelou diferente.

Para entrada escolhemos Courgette panada com molho de mel. Courgette cortada em palitos, a lembrar as batatas fritas, e acompanhada com mel. Saboroso.

A escolha do prato principal recaiu maioritariamente numa pizza Gourmet com lombo de bacalhau fresco, pesto de azeitona preta, cebola caramelizada, tomate marinado e lascas de queijo parmesão. Na minha opinião não poderíamos ter escolhido melhor. Quando retomarmos o projecto das pizas às quintas, vou tentar reproduzir a cobertura.

O vinho, foi uma sugestão da casa e recaiu num tinto, Pancas de 2005.

As sobremesas escolhidas foram sorbet de limão, pudim de banana e pêra cozida com chocolate quente. Óptimas e bem confeccionadas. No entanto achei que na sobremesa de pêra, o chocolate poderia estar um pouco mais quente. A temperatura faz a diferença.

O La Brus"K"etta aposta, tal como o Mezzaluna, na ligação de sabores italianos e portugueses com um resultado bem conseguido. Recomendo uma visita.


Na sexta-feira, dia 16, o restaurante escolhido para jantar foi o Kais. O restaurante é bonito e grandioso. Encontra-se dividido em dois espaços, numa das salas destaca-se a decoração com velas e aparenta um ambiente mais intimista e, na outra, com vista para o rio Tejo, revela um ambiente mais descontraído, com sofás, oliveiras - uma das paredes laterais está decorada com oliveiras - e água a cair, o que dá um efeito muito interessante e agradável. No serviço de mesa, nota-se a diferença destas duas zonas pelos copos.

A entrada foi Crême Brullet de foie gras com seus figos em confit. Não gostei. Os sabores eram demasiado fortes e sem contraste. Demasiado enjoativo, na minha opinião.

O prato pincipal foi Naco de Garoupa em suco de molúsculos do Mediterrâneo e espargos do mar. Muito bom. O peixe bem confeccionado, suculento. Foi um dos melhores pratos que comi nesta participação no Lisboa Restaurant Week. Para acompanhar a refeição escolhemos um vinho tinto, Fita Preta de 2007.

A sobremesa foi ananás caramelizado com crosta de coco com creme de rum com uvas. Muito bem conseguido.

O Kais é um restaurante interessante, muito grande, que diversifica a oferta para diferentes públicos num mesmo espaço e tem um ambiente agradável. No entanto, nesta visita considerei o serviço impessoal e muito ou melhor demasiado, demorado. Um bom restaurante não é só o resultado do espaço e da comida, um bom serviço é fundamental.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - restaurantes Clara-Jardim e Sofisticato


A minha ida ao restaurante Clara-Jardim, no âmbito da iniciativa Lisboa Restaurant Week, foi numa segunda-feira ao jantar, numa destas noites quentes de princípio de Outono, mas a lembrar o Verão. Assim que entrei no restaurante, lembrei-me logo da Casa da Comida, pelo requinte, pela decoração e pelo jardim.

Depois de nos sentarmos à mesa foi-nos servido um vinho rosé, fresco, leve, Defesa, da Herdade do Esporão que nos acompanhou no couvert. Para entrada, o Ricardo, a Sandra e o Nuno, escolheram Papaia recheada com gambas e eu, para ser diferente, optei pelos cogumelos salteados com alho e coentros, que souberam muito bem. Para prato principal veio para a mesa Polvo à lagareiro e Pato assado com redução de laranja e grelos salteados. A comida estava bem servida, nota-se que a linha do restaurante é a comida portuguesa bem confeccionada, acompanhada de um serviço a que já não estamos habituados. O vinho escolhido foi um alentejano do Alqueva, Mestre Franco, sugerido pelo Sr. Paiva, responsável pela carta de vinhos.

As sobremesas foram escolhidas de um carrinho com várias opções: torta de laranja, bolo de chocolate, tarde de maçã, bolo de bolacha, entre outras. Adorei o bolo de bolacha, que não se compara em nada aos que encontramos por aí.

Clara-Jardim é um restaurante clássico, com um excelente serviço e com comida tradicional muito bem confeccionada, sem pretenções de sofisticação ao nível da combinação de sabores. É um restaurante onde se come bem.


Na quarta-feira, o restaurante escolhido para jantar foi o italiano Sofisticato, com cozinha do chef Alessio Carrer. Assim que chegámos, fomos conduzidos até à nossa mesa ao fundo do restaurante num pátio com telhado de vidro. A decoração é jovem, moderna, com bom gosto e que procura criar um ambiente sofisticado, elegante. O restaurante estava cheio.

Começámos a petiscar quadrados de foccacia servidos com azeite e vinagre balsâmico. A refeição comecou com duas entradas, que entre os quatro tivemos oportunidade de provar: Lasanha de beringela com fino molho de tomate, lascas de ovo e queijo parmesão, que estava muito boa e Figo fresco salteado em manteiga, envolto em prosciutto di Parma, servido com queijo dello Chef.

Para prato principal as escolhas do Ricardo, Sandra e Nuno recairam no Contra-fillet de Angus da Argentina braseado, acompanhado de Risotto all Barolo e eu optei pelo Robalo Al Forno em azeite Cristal, servido num delicado molho de Tomate, Alcaparras, azeitonas e salsa, servido com polenta frita. Na minha opinião, o prato de robalo estava mais bem conseguido, especialmente pelo molho.

O vinho escolhido foi um tinto da região da Toscana, Tosco de 2006, que se revelou bastante agradável.

A escolha da sobremesa foi consensual: Soufflé de chocolate Valrhona, que estava muito bom. Depois do café, foi-nos oferecido um Tango Italiano, que é uma bebida feita com limoncello e Tia Maria, muito agradável.

Fazendo um balanço da visita ao Sofisticato, considero que o serviço foi excessivamente demorado, apesar do esforço notório de alguns empregados. A falta de espaço disponível na mesa onde jantámos também não ajudou.

domingo, 11 de outubro de 2009

Lisboa Restaurant Week II edição - primeiras impressões ...


Em Lisboa decorre, até dia 18 de Outubro 2009, a segunda edição da iniciativa Lisboa Restaurant Week. Os restaurantes que aderiram à inicitiva oferecem um menu de 20 euros, sendo que desses 20 euros, um reverte a favor de causas sociais. Basicamente, é uma iniciativa que permite visitar restaurantes ditos de luxo a preços de saldo, como é largamente publicitado.

Como gostei das experiências gastronómicas da primeira edição, agora voltei a repetir com o Ricardo e com os amigos de sempre, o Nuno Vaz e a Sandra Palma.

No dia do arranque da iniciativa jantámos no restaurante Mezzaluna. O Mezzaluna é dirigido por Michael Guerrieri, chef de origem italo-americana, que começou a sua vida na restauração em Long Island, Nova Iorque.

O Mezzaluna revelou-se um restaurante com um ambiente simpático, acolhedor. A uma quinta-feira, tinha casa cheia. Assim que nos sentámos começámos pelo covert, queijo e uma salada de legumes cozinhados servida com uma fatia fina de presunto. Do menu, escolhi para entrada Polenta de alheira com cebola caramelizada, bacon assado com molho de cogumelos e conhaque. De Itália recordo os sabores da polenta, mas esta estava muito boa e servida com a alheira, fica divina. Excelente combinação.

Para prato principal escolhi raviolis recheados com farinheira, com molho de vodka e tomate. Gostei da combinação de sabores. Aliou na perfeição os sabores da cozinha italiana com alguns dos nossos produtos tradicionais. Por fim, nas sobremesas escolhi panna cotta que estava fresca e deliciosa. Da carta de vinhos, escolhemos Quinta de Pancas - Cabernet Sauvignon.

A minha visita a este restaurante foi francamente positiva. Para além da boa comida, fiquei surpreendida pela simpatia e atitude do Chef Guerrieri. Ao longo do jantar foi passando pelas mesas, onde demonstrou uma preocupação genuína com os seus clientes, atitude que na minha opinião marca a diferença em relação a outros restaurantes. Fiquei com vontade de voltar!

No sábado, ao jantar, fomos até ao restaurante Alecrim às Flores, situado numa transversal da Rua do Alecrim, perto do Cais do Sodré.

O restaurante tem uma decoração moderna, bem conseguida, que procura realçar os traços da arquitectura oitocentista do edifício, e possui esplanada. O ambiente é acolhedor e tem um bom serviço de mesa.

Aqui o menu apresentado foi criado especialmente para o Lisboa Restaurant Week. Começámos a nossa refeição pelo covert: azeitonas, pão e azeite servido com vinagre balsâmico. A entrada servida foi folhadinhos de cogumelos do bosque com molho três queijos Parmalat. Os folhados não me convenceram, devido a um pouco de gordura a mais da massa.

O melhor prato, na minha opinião, foi o principal, lombinho de porco preto marinado com duo de purés. A carne estava tenra, saborosa, onde se notava o sabor do alecrim e combinava bem com o contraste de sabores dos purés de maçã e de batata com azeitonas pretas. Gostei bastante deste prato. Surpreendeu-me.

Apesar do nome apelativo, Espuma de Chocolate Valrhona sobre carpaccio de abacaxi, a sobremesa não era mais do que uma bola de mousse, bem feita é certo, com o abacaxi. Da carta de vinhos, escolhemos um tinto, Domingos Damasceno de Carvalho.

Depois da refeição, os participantes da iniciativa foram convidados a tomar uma bebida num novo espaço da equipa do Alecrim às Flores, Stephens Cru Bar, a abrir portas a partir do dia 22. Este espaço, na Rua das Flores nº 8, revelou-se moderno, com uma decoração interessante e irá oferecer a possibilidade de, num mesmo espaço, ouvir música, tomar uma bebida e ter uma experiência gastronómica diferente, pois irá apostar em pratos, como por exemplo carpaccios, saladas, sushi, que se possam comer em cru. Um conceito muito interessante.

Para a semana, outras experiências se seguirão ... ;)