Próximos Eventos
Lisboa 17 de Novembro 2018
Sábado:
17h00 - 20h00      Workshop Receitas Práticas com Salmão
Inscrições gratuitas até 24h de 13 Novembro: cincoquartosdelaranja.com
Algueirão-Mem Martins 18 de Novembro de 2018
Domingo:
11h30 - 12h30      Showcooking Pequenos-almoços de Outono
 
Entrada livre Jumbo Sintra
Lisboa 24 de Novembro 2018
Sábado:
10h30 - 13h30      Workshop O Natal com Coelho
Inscrições gratuitas até 24h de 20 Novembro: cincoquartosdelaranja.com

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Esparguete com curgete e delícias do mar


As férias de Verão estão a chegar. As idas à praia, os passeios com a família pelo campo ou por zonas do nosso país que há muito se queria visitar, estão entre as várias actividades que se fazem nesta altura do ano.

E quando estamos de férias, procuramos fazer refeições rápidas e leves. Refeições que se preparem num abrir e fechar de olhos e que não nos obriguem a estar muito tempo na cozinha. Pelo menos, cá em casa, é assim. Por isso, quando a Pescanova me desafiou a preparar uma receita com o seu surimi refrigerado, pensei logo em fazer um prato cheio de sabor e muito prático.

Ainda me lembro quando descobri o que era surimi. Foi numa crónica de Maria de Lourdes Modesto no seu livro Palavra Puxa Receita. O surimi é o nome japonês para as nossas Delícias do Mar e diz-nos: « O surimi é um produto do mar. Filetes de peixes branco, como os nossos conhecidos pescada, bacalhau e até sardinha, cortados finíssimos, lavados em água doce fria para lhes retirar todo o sangue, o sabor, pigmentos, cheiros e gorduras. (...) A pasta resultante é depois prensada e cortada em palitos ou rodelas (...) A cor rosada exterior vem-lhe da adição de paprika. »

Refere, ainda, que o calor é fatal para este produto. Que o devemos esquecer quando fazemos arroz de marisco. O ideal é usá-lo em saladas, pastas, sandes, ou pratos de realização fácil e rápida. Segui o seu conselho e preparei um esparguete delicioso com curgete e surimi.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Pernas de coelho no forno com laranja e batatas


A carne de coelho faz parte da nossa tradição gastronómica. Maria de Lourdes Modesto incluiu na sua obra Cozinha Tradicional Portuguesa, várias receitas com coelho. Em minha casa, o coelho sempre foi uma carne apreciada e servida em muitos momentos em que se reunia a família. Hoje em dia, encontramos facilmente esta carne à venda nos talhos e nos supermercados.

Sobre o coelho e o seu consumo, decidi falar com duas personalidades ligadas à gastronomia portuguesa, por um lado, Justa Nobre, uma das mais mediáticas chefs do nosso país, e Virgílio Nogueiro Gomes, conhecido gastrónomo e autor de vários livros.

Para Justa Nobre, a carne de coelho sempre se consumiu na zona onde cresceu, Trás-os-Montes, era muitas vezes servida como prato de domingo. É uma carne que gosta de cozinhar de diversas maneiras - assada, frita, estufada - e já serviu coelho no seu restaurante O Nobre.

Aconselha-nos a marinar a carne, uma a duas horas, antes de a cozinharmos. Uma das suas receitas preferidas de coelho, é a que tem no seu livro Justa Nobre, Cozinha com Paixão, em que o coelho bravo é servido com um arroz de farinheira. Quando era miúda, diz-nos, que adorava massa fina com coelho. A carne de coelho é também servida em dias de festa e se Justa Nobre tivesse que a servir num jantar de Natal, a receita escolhida seria Coelho à Caçador.

Virgílio Nogueiro Gomes, transmontano, refere que « o coelho faz parte das nossas tradições gastronómicas, especialmente nas regiões do interior, e até na Ilha de Porto Santo. O coelho foi dos primeiros e mais fáceis animais a ser domesticado. Acresce que é de fácil reprodução. »

Quando pensamos em receitas com carne de coelho o nosso pensamento vai logo para pratos salgados mas a verdade, é que pode ser usado em receitas doces. Virgílio Nogueiro Gomes diz-nos que « temos um doce em Vila Viçosa cujo creme é engrossado com carne branca de coelho cozida e depois pisada no almofariz. Dá uma consistência mais subtil e sem gosto à farinha. Depois açúcar, gemas de ovo, amêndoa e canela. »

Curiosa, perguntei-lhe se o coelho fazia parte da mesa dos reis, ao que respondeu: « Não há muita evidência. Há citações em relação à lebre, mas quando havia caça. Em Gil Vicente, aparece coelho em cinco obras, e lebre em duas. »

O coelho era uma carne incluída nas refeições da sua família, em Trás-os-Montes. Refere-nos que « Sim, havia coelho, mas não era a carne dominante. E depois passou a ser uma referência alimentar de forma preventiva, ou disciplinar, para diminuir o colesterol. Não era uma dieta, mas trazia uma nova qualidade alimentar. Lembro-me de que não havia uma época especial para comer coelho. Confesso que o coelho apetece confecionado no tacho e com muito molho. »

Uma das suas receitas preferidas de coelho, é À Moda da Bruxa de Valpaços e refere, ainda, que « há restaurantes de cozinha tradicional que têm confeção habitual de coelho como "O Churrasco" na Rua das Portas de Santo Antão. »

No restaurante, ou em casa, um prato de coelho é muito bem-vindo. Deixo-vos, hoje, uma receita desenvolvida, no âmbito da campanha europeia de incentivo ao consumo de carne de coelho, e a pensar nos momentos em que juntamos a família à mesa, ou recebemos amigos em casa. Pernas de coelho no forno com laranja e batatas. Deliciosa! Digna da mesa de um rei.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Sandes de frango com pasta de abacate e coentros


Nesta altura do ano começamos a pensar nos dias de férias. Nas idas à praia, nos passeios sem pressas. Já escolhi também as minhas leituras de Verão. Os momentos de descanso ajudam a recuperar energias, fazem bem ao corpo e à alma.

Apesar de este ano não termos um Verão quente, cá por casa, continuam-se a fazer muitas saladas e refeições rápidas e frescas. Um destes dias, para um almoço apressado, fiz umas sandes. A ideia foi aproveitar umas sobras de frango assado. Ficaram tão boas! Podem ser até uma sugestão de lanche para levarem para a praia.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Palmiers recheados com doce de morango


As coisas boas vindas da terra, com sabor tradicional, deixam-me sempre feliz. Um destes dias recebi um cabaz com doces da Quinta de Jugais. Uma quinta especializada na produção de produtos tradicionais da Serra da Estrela, onde está situada, como queijos, enchidos, mel e doces de fruta. E com o cabaz veio, também, o desafio de confeccionar uma receita.

Eu adoro doces. Fazem parte de muitos dos meus pequenos-almoços, principalmente ao domingo, com pão fresco, ou para acompanhar torradas, que tantas vezes fazemos, cá em casa. Mas os doces de fruta têm também outras aplicações.

Podemos fazer sobremesas ou uns bolinhos rápidos para um lanche com a família. Foi o que decidi fazer, desta vez. Deixo-vos, hoje, uma receita muito prática e deliciosa, palmiers recheados com o doce de morango com hortelã da Quinta de Jugais. Ficaram maravilhosos!

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Salada de quinoa com quejo feta, tomate e pinhões


A quinoa é um ingrediente que adoro usar. É uma excelente alternativa ao arroz e à massa. Cozinha-se muito rapidamente. Para uma parte de quinoa usa-se, geralmente, duas de água e coze durante 15 minutos ou até o grão se separar do gérmen.

É um ingrediente muito versátil. Podemos usá-la em sopas, guisados, hambúrgueres, pães, em receitas de pastelaria e é óptima para colocarmos nas nossas saladas, nesta altura do ano. A quinoa, tem um sabor suave, ligeiramente a noz e até herbáceo. É rica em nutrientes, isenta de glúten e é considerada um super alimento.

A receita que partilho, hoje, foi desenvolvida para a rubrica Tipiak, e é uma salada de quinoa que se prepara num abrir e fechar de olhos. Nesta salada, usei os ingredientes da época, como o tomate, o pepino e o pimento. É uma salada com os sabores do Verão que pode ser uma boa sugestão para levar para a praia ou para um piquenique.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Entrecosto no forno com cerveja


As refeições, principalmente os almoços, cá em casa, durante a semana são sempre muito rápidos e práticos. Uso muitas pré-preparações, como cereais ou leguminosas cozidas, legumes assados, couve-roxa cortada pronta a usar nas saladas, folhas de alface lavadas e colocadas numa caixa, Procuro ter também carne assada ou estufada.

Tendo em conta a minha disponibilidade, o fim-de-semana, é quando cozinho mais. Faço pão. Asso legumes no forno. Lavo e preparo as verduras para as saladas. Confecciono a base das sopas, entre outras pré-preparações, que possa fazer de acordo com os ingredientes escolhidos para as refeições da semana.

Como as férias se aproximam, tenho também a preocupação de ir dando destino a algumas coisas que tenho congeladas. Uma dessas coisas que decidi preparar, no fim-de-semana que passou, foi uma tira de entrecosto. Um pedaço pequeno, que assei no forno com cerveja. Ontem, acabou por ser o nosso jantar.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Borrego guisado com grão-de-bico e pimentos


A primeira vez que me lembro de comer uma carne guisada com pimentos foi numas férias. Sempre que fazemos férias no Algarve acabamos por ir, pelo menos um dia, ao outro lado da fronteira, passear, fazer compras.

Numa dessas vezes, em que estivemos em Ayamonte, acabámos por almoçar num restaurante pequeno, numa rua lateral à avenida principal que nos leva até à Ilha Canela. Lá, aceitei a sugestão dos meus sogros, clientes habituais da casa, na altura, de provar uma carne de vaca deliciosa, servida com um molho de tomate bem apurado e com pimentos vermelhos. A carne desfazia-se ao toque do garfo. Conquistou-me.

É um prato que faço algumas vezes, cá em casa. Mas um destes dias, em vez de carne de vaca, fiz com borrego e juntei-lhe grão-de-bico. Fica maravilhosamente bom!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Wraps de frango com húmus e abacate


Há dias, em que precisamos de ter soluções práticas e rápidas para fazermos uma refeição. Nestes dias, recorro muitas vezes a saladas, a ovos mexidos, a sandes ou, às sempre deliciosas e muito bem-vindas, tostas. Com uma sopa ou uma salada de verdes, faz-se uma refeição diferente, equilibrada, num abrir e fechar de olhos.

No fim-de-semana, andei de um lado para o outro, no sábado estive no Porto. No domingo de manhã entre organizar algumas coisas, cá em casa, uma ida às compras, quando dei pelas horas, apercebi-me que não tinha muito tempo para preparar uma refeição sem deixar toda a gente cheia de fome durante muito tempo. A solução foi fazer uns wraps.

Os wraps são uma uma espécie de sandes em que os ingredientes são colocados em cima de uma fatia de pão fino, tipo uma folha, normalmente tortilhas, e que depois são enrolados. Hoje em dia, encontram-se à venda já preparados e com diferentes recheios em supermercados ou em restaurantes de comida saudável que encontramos facilmente em alguns espaços comerciais. Tal como as sandes, podemos fazer wraps com recheios muito variados.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Vamos fazer pão: Pão girassol


Fazer pão é uma forma de atingir a felicidade. É algo que fazemos de forma tão simples, mas que se transforma em algo especial. Pão é alimento. É vida. É sinónimo de partilha e de alegria à volta da mesa. Cresci a ver sempre pão na mesa.

Podemos fazer pão de mil e uma maneiras. De forma tradicional ou podemos brincar com as massas como se fôssemos crianças e dar-lhes formas divertidas e felizes. Formas que surpreendem e nos fazem sorrir. O pão de hoje é uma flor. Ou melhor, gosto de olhar para e ele ver um girassol! Podem ver o passo a passo deste pão no Instagram do Cinco Quartos de Laranja. Vamos fazer pão?

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Peito de peru assado no forno com laranja e ervas frescas


Uma das minhas regras em relação à alimentação é, para além de tentar comer com equilíbrio, variar da melhor forma possível, o que vamos comendo nas refeições, cá de casa. Tento variar nos legumes, nas frutas, nas verduras, nos pães que vou fazendo, misturando farinhas, e nas carnes que escolho para os pratos que vou confeccionando.

Este ano, decidi que quero cozinhar, mais vezes, coelho - que é uma carne maravilhosa, equiparada às carnes brancas - e peru.

O peru também é uma carne muito versátil e com a qual podemos fazer uma grande variedade de pratos. Um destes dias, para dar destino a um peito de peru, decidi assá-lo no forno. Confesso que estava com receio que ficasse seco, mas nada disso. Ficou suculento e delicioso. Deixo-vos, hoje, a receita.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

10 livros para ler este Verão


As férias são uma boa altura para colocar as leituras em dia. À beira da piscina, numa esplanada, na toalha da praia, junto ao mar. Qualquer um destes sítios, é bom para ter como companhia um livro.

Os livros fazem parte dos meus dias. Gosto de ir variando as leituras consoante o meu estado de espírito e a altura do ano. No Verão, gosto de leituras, ditas mais leves, daquelas que nos fazem bem à alma e nos ajudam a sonhar.

Já escolheram o que vão ler este Verão? Deixo-vos, hoje, algumas sugestões de romances, alguns de autores portugueses, e de livros de cozinha para vos inspirar a preparar as refeições desta altura do ano, dando preferências às saladas feitas com ingredientes frescos da estação.

10 livros para ler este Verão

Romances:

- A Febre das Almas Sensíveis de Isabel Rio Novo.
Este livro foi uma sugestão da minha amiga Cristina Basílio, uma leitora fervorosa e dinamizadora de vários clubes de leitura, principalmente em Lisboa. Este romance recupera a memória de uma doença esquecida em Portugal, a tuberculose, no início do século XX. Os médicos, sem grandes alternativas de tratamento, recomendam aos pacientes o internamento em sanatórios, em zonas isoladas mas de altitude. A história gira em torno de uma família e de um quase triângulo amoroso. Em paralelo com esta história, acompanhamos a viagem de uma rapariga que visita um sanatório. Esta é uma obra que nos faz viajar pela história portuguesa.

- A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows.
Uma obra recentemente adaptada ao cinema. Conta-nos a história de Juliet Ashton que procura um tema para o seu novo livro. Até que um dia recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey. Curiosa, começa a corresponder-se com os habitantes da ilha até descobrir que durante a Segunda Grande Guerra, durante a ocupação das tropas alemãs, estes pertenciam a um clube secreto de leitura. E é aqui que a aventura começa. Um livro sobre amor, amizade e de como os livros podem fazer a diferença nas nossas vidas.

- Como a Sombra que Passa de Antonio Muñoz Molina.
Lisboa é cenário deste romance. « A 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado. Durante o tempo que permaneceu em fuga, o seu assassino, James Earl Ray, passou dez dias em Lisboa, a tentar obter um visto para Angola. Obcecado por esse homem fascinante, e graças à abertura recente dos arquivos do FBI sobre o caso, Antonio Muñoz Molina reconstrói o crime, a fuga e a captura de Ray, mas sobretudo os seus passos na capital portuguesa. » Apaixonante.

- Ensina-me a voar sobre os telhados de João Tordo.
A sinopse: « 1917. Por desonrar o nome da família, o jovem Katsuro é exilado pelo seu próprio pai, um poderoso governador, num ilhéu inóspito. Abandonado, o rapaz irá deparar-se, pela primeira vez, com o terrível segredo da família Tsukuda, enquanto luta para sobreviver à fome, à sede e à culpa.
Lisboa, cem anos depois. No Liceu Camões, um dos mais antigos da cidade, um professor de Geografia suicida-se numa sala de aula. O nosso narrador, funcionário do liceu e alcoólico em recuperação, decide inaugurar uma reunião semanal para ajudar os colegas a superar o choque. Numa noite de Inverno, um misterioso desconhecido aparece no encontro. É japonês e chama-se Tsukuda. O seu estranho comportamento desperta no narrador um fascínio doentio. Ambos são perseguidos pelo passado, ambos desejam o impossível.
Algures entre o sonho e a mais pura realidade, Ensina-me a voar sobre os telhados é um lugar onde um pai e um filho aprendem a amar-se,é um espaço onde se procura aceitar dores antigas e abraçar a fragilidade humana. Um romance que é uma elegia à beleza imperfeita da vida. »
Um autor a que gosto de voltar.

- Escrito na Água de Paula Hawkins.
Depois de ter lido A Rapariga do Comboio, este Verão, quero ler o último romance de Paula Hawkins que pela sinopse, promete. Nel vivia obcecada pelas mortes de mulheres que ao longo do tempo foram aparecendo no rio que atravessa a vila. Até que um dia, é ela que aparece morta. Suspense. Sem vestígios de crime. Terá sido suicídio? Ou ... Vamos ter que ler o livro!

- Meridiano 28 de Joel Neto.
Um dos autores portugueses de quem tenho procurado acompanhar o trabalho. Uma escrita deliciosa. O seu novo romance, leva-nos até ao Faial na altura da Segunda Guerra Mundial, onde alemães e ingleses conviveram em paz durante alguns anos. Viviam-se histórias de amor. Mas depois da derrota de Hitler, será que algum agente nazi aproveitou a tranquilidade de ilha para se esconder?

- Pão, mel e Amor de Jenny Colgan.
Os livros escolhem-se por vários motivos. Por recomendações, por leituras, por termos ouvido falar, pelo tema, pela história, pela capa, ou ... pelo título! E este foi o motivo pelo qual escolhi este livro para ler, agora, no Verão. Junta três coisas deliciosas, pão, mel e amor! Já o comecei a ler!


De Cozinha:

- As Delícias de Ella - Todos os dias de Ella Woodward.
Comer bem, é cada vez mais uma das nossas preocupações, quando temos que preparar as refeições da família, ou quando pensamos em levar comida para o trabalho. Neste livro, Ella Woodward, dá-nos pistas de como podemos procurar fazer uma alimentação equilibrada, no nosso dia-a-dia, consumindo mais plantas. Fazer uma mudança na nossa dieta para conseguirmos um estilo de vida com hábitos alimentares mais saudáveis, e que nos deixe mais felizes, é a proposta da autora. Para isso, precisamos de aprender a comer bem, com equilíbrio.

- Celebrar com Vegetais de Yotam Ottolenghi.
Para comermos bem, temos que tentar incluir mais vegetais na nossa alimentação. Este é um dos princípios que acompanha a minha perspectiva sobre alimentação saudável. Este, é um livro recheado de receitas em que os vegetais são os protagonistas principais. Há tanta forma de cozinhar legumes. Em saladas, ao vapor, escaldados, estufados em lume brando, guisados, grelhados, assados, fritos, em puré, com ovo, no forno e até os podemos usar em doces, como bolos, biscoitos, mousses. Vamos celebrar as refeições deste Verão com muitos vegetais?!

- Grão a Grão de Joanna Farrow.
Este livro apresenta-nos muitas sugestões práticas, como saladas e pratos , para preparamos nestes dias de Verão com diferentes tipos de grão como quinoa, cuscuz, aveia, centeio, espelta, entre outros. Inclui também receitas de grãos sem glúten. Fotos apelativas e inspiradoras. Para além, de um breve resumo histórico sobre cada grão e semente, dá-nos indicações sobre os seus aspectos nutritivos e dicas sobre como os devemos cozinhar. Um livro sobre grãos e sementes que acho muito interessante e útil para quem quer fazer uma alimentação cada vez mais equilibrada.

E vocês, que livros escolheram para ler este Verão? Deixem-me as vossas sugestões.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Lombinhos de porco no forno com mostarda e laranja


Todos os anos defino coisas que gostaria de fazer no Verão. Faço uma pequena lista com um conjunto de actividades que gostaria de realizar. É uma lista de pequenas coisas que eu sinto que me ajudam a viver de forma mais feliz e intensa, que nos projectem para lá da espuma dos dias. Este ano, no Verão, gostaria de:

- Ir mais vezes à praia. Confesso que nos últimos anos as minhas idas à praia têm sido pontuais. Eu gosto do mar. De andar descalça na areia. De comer bolas de Berlim. E claro, o sol é fundamental para o corpo obter vitamina D.

- Ler. As leituras fazem parte dos meus dias. No Verão gosto de ler romances, daqueles que nos fazem viajar por paixões possíveis e impossíveis. Já tenho uma lista de livros a ler neste Verão. Conto 5 romances. Este tipo de leituras também nos faz bem à alma!

- Fazer mais almoços com a família. Este fim-de-semana que passou já nos reunimos para fazer uma sardinhada. Adoro! Estes, são sempre, momentos deliciosos que ficam para a vida.

- Ir apanhar amoras silvestres. A ligação à terra, às coisas simples, também se faz assim. Se tiverem filhos, levem-nos. Vão adorar.

- Ir correr perto do mar. Sempre que venho do Guincho até Cascais, penso que gostaria de um dia bem cedo, fazer o percurso ou parte do caminho a correr. Deve ser uma experiência especial para fazer agora no Verão.

- Visitar a horta em Santarém e conversar sem tempo com a minha mãe.

- Cozinhar. Voltar a fazer gelados. Sumos com a fruta do quintal. Saladas frescas.

E vocês, que planos têm para este Verão?

Deixo-vos, hoje, uma receita que pode ser saboreada num dia de Verão com uma generosa salada, lombinhos de porco com mostarda e laranja.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Iogurte grego com figos caramelizados e amêndoa tostada


O Verão tem o poder de nos trazer algumas das melhores frutas que a Natureza se encarregou de criar. Entre as ameixas, as uvas, os alperces, as amoras ... são os figos que ganham todo o protagonismo, pela sua doçura, pela satisfação que nos dão. Há lá prazer maior do que apanhar um figo maduro, ligeiramente estalado do sol, e comê-lo logo ali, junto à árvore, sem pensar em mais nada a não ser no puro prazer de comer um figo maduro? É pura felicidade!

E para aproveitar os primeiros figos da estação que chegaram, cá a casa, decidi fazer uma sobremesa simples, rápida e deliciosa, para o almoço de ontem. Se gostarem, podem servi-la fresca ou então, com os figos ligeiramente mornos. Uma sobremesa com sabor a Verão. Tão bom!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Coelho estufado com feijão branco


As receitas de coelho são quase como as de bacalhau. Temos mil e uma formas de preparar esta carne. O coelho sempre fez parte de muitas das minhas refeições, em família. Cresci a adorar um arroz de coelho com tomate que a minha mãe fazia e que, ainda hoje, me deixa a salivar. E coelho grelhado? Tão bom!

Cá em casa, procuramos fazer uma alimentação variada e equilibrada. A carne de coelho, sendo uma carne magra, versátil, de fácil digestão, entra em algumas das nossas refeições. Felizmente, hoje em dia, encontramos também à venda, para além do tradicional coelho inteiro, outros tipos de corte. Desde lombos, coxas, pernas, fígados e costeletas. Estes cortes permitem uma versatilidade ainda maior na confecção de receitas com coelho.

Actualmente, está a decorrer uma campanha europeia de incentivo ao consumo de carne de coelho, dinamizada em Portugal, pela ASPOC - Associação Portuguesa de Cunicultura. Nesse sentido, fui desafiada a preparar uma irresistível receita de coelho.

Coelho estufado com feijão branco é uma receita muitas vezes feita para almoços em família, muito prática, e que todos adoram, desde os mais pequenos aos mais crescidos. O coelho é uma carne magnífica que temos que cozinhar mais vezes.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Manteiga ou pasta de caju


As manteigas, ou pastas de frutos secos, são muito ricas. E desde que as comecei a fazer, em casa, confesso que ainda me rendi mais ao seu sabor. Já fiz de amendoim, de amêndoa e de nozes.

Uso-as, ao pequeno-almoço ou nos lanches, para os toppings de papas de aveia, de pudins de chia com fruta ou muesli, para barrar em tostas, entre outras, saborosas aplicações. Deixo-vos, hoje, a última que fiz, manteiga de caju. Muito boa!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Granola de coco


Desde que me lembro que tenho o hábito de tomar o pequeno-almoço, em casa. E se tomarem a decisão de fazer sempre esta refeição, em casa, vão ver que não precisam de perder muito tempo de manhã, antes de sair. Há muitas maneiras de fazer esta primeira refeição, num abrir e fechar de olhos, e não é preciso estar sempre a fazer coisas diferentes.

O pequeno-almoço, mais tradicional, é pão com manteiga, queijo ou fiambre, torradas, leite ou sumo, e café. Uma vez por outra, uma peça de fruta. Confesso que gosto, não nos obriga a pensar, é prático e de uma maneira geral, tendo pão em casa, não precisa de planeamento. Mas a verdade é que passei a preferir fazer pequenos-almoços diferentes.

Gosto de ter pão sempre pronto a usar. Mas gosto, também, de ir fazendo papas de aveia que deixo no frigorífico durante a noite, de fazer ovos mexidos ou omeletes de claras com legumes, de juntar iogurte com sementes de chia e muesli ou granola. Podem ir vendo os meus pequenos-almoços no Instagram do Cinco Quartos de Laranja.

Ter uma mistura de cereais, sementes e frutos secos num jarro para irmos usando nos nossos pequenos-almoços, dá imenso jeito. Nos últimos tempos, rendi-me ao muesli, mas agora no Verão, decidi voltar à granola, seguindo um princípio que orienta a minha relação com a comida, que é variar.

Variar o mais possível o que comemos. Por isso, por que haveremos de começar o dia fazendo sempre o mesmo? O pequeno-almoço é uma fonte de energia para o nosso dia. Nada como começar a carregar baterias logo na primeira refeição do dia, fazendo comida que nos deixa felizes.

A granola pode ser usada para juntar a uma taça com iogurte e fruta fresca. Pode servir para juntar a pudins de chia ou a leite. É óptima com fruta assada. Depois de começarem a fazer granola, em casa, vão ver que rapidamente encontram ideias para lhe dar destino. A última que fiz foi de coco. Irresistível!

terça-feira, 3 de julho de 2018

Cachaço de porco no tacho com legumes


Adoro comida de tacho. Sabe a conforto. E quando se quer preparar uma refeição para partilhar com a família, que não dê muito trabalho, acaba por ser, também, uma excelente opção.

Como o Verão este ano anda um pouco envergonhado, este tipo de receitas continua a saber tão bem cá em casa. Ora temos dias de calor, que nos inspiram a ir para a praia ou a fazer umas compras a pensar nas férias. Ora temos dias, em que a chuva dá um ar de sua graça, e lá temos que andar de guarda-chuva e casaco.

O tempo é como a vida, sempre cheio de surpresas e imprevistos. Mas faça chuva ou sol, o importante é transformarmos os momentos à volta da mesa para saborearmos coisas boas e que nos deixem felizes.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Workshop Vamos Fazer Pão?, no Porto


Este mês, volto ao Porto, para realizar mais um workshop Vamos Fazer Pão? que terá lugar no sábado, 14 de Julho de 2018, das 15h30 às 19h30, no WORK espaço criativo.

Neste workshop, iremos fazer vários tipos de pão. Pão de trigo, pão de mistura com nozes, pãezinhos tigre, pão com abóbora assada e pão doce, como rolos de canela.

Fazer pão é sempre uma experiência deliciosa. Para além de colocarmos a mão na massa, iremos falar do processo de fazer pão, dos ingredientes, das percentagens, das fórmulas, da fermentação e dos métodos de cozedura. Depois deste workshop fazer pão em casa vai tornar-se ainda mais fácil e delicioso.

No final, juntamo-nos à volta da mesa e degustamos tudo o que foi preparado.

Vamos Fazer Pão?

De manhã, irá decorrer o workshop Receitas de Peixe e Marisco.

Inscrições e mais informações:
work@sott.pt   WORK espaço criativo
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )

Workshop Receitas de Peixe e Marisco, no Porto


O Verão sabe a mar. As idas à praia e o calor pedem receitas com peixe e marisco. E por isso, volto ao Porto para dinamizar o workshop Receitas de Peixe e Marisco que terá lugar no sábado, 14 de Julho de 2018, das 10h30 às 13h30, no WORK espaço criativo. É sempre tão bom voltar ao Porto.

Neste workshop iremos preparar pratos deliciosos para partilhar com a família e os amigos nesta altura do ano. Entre as receitas a preparar, está uma tentadora feijoada de marisco e um delicioso camarão panado para petiscar num dia bonito de sol. Iremos fazer também uma cataplana de polvo com batata-doce que vão adorar. E como o Verão pede saladas, também iremos confeccionar uma salada de cuscuz com caril e camarão, salada de polvo, salada de bacalhau com grão e pimentos vermelhos assados, entre outras coisas deliciosas. No final, degustamos tudo o que foi confeccionado.

Os meus workshops são sempre práticos. Toda a gente cozinha. Há explicações teóricas sobre técnicas, assim como muitas dicas práticas que nos facilitam a vida na cozinha. São cerca de três horas de muita partilha, sorrisos e boa disposição.

À tarde terá lugar o workshop Vamos Fazer Pão?.

Quem me faz companhia?

Inscrições e mais informações:
work@sott.pt   WORK espaço criativo
( Realização do workshop sujeito a nº mínimo de participantes )