Próximos Eventos
Lisboa 24 de Março de 2019
Domingo:
09h30 - 13h30      Workshop Vamos fazer Pão?
 
 
15h00 - 19h00      Workshop Vamos fazer Pão?
Inscrições/Vouchers: escola@istofaz-se.pt   218 078 640 IstoFaz-se
Porto 30 de Março de 2019
Sábado:
10h30 - 14h00      Workshop Pré-preparações p/ as Refeições da Semana
 
 
15h30 - 19h30      Workshop Pão e Broa
Inscrições/Vouchers: work@sott.pt   WORK espaço criativo
Mostrar mensagens com a etiqueta dicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dicas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

10 dicas para quem quer fazer pão em casa


Compro, algumas vezes, pão nas padarias e supermercados. Compro principalmente quando vejo um pão com uma combinação, ou um ingrediente, que me desperta a curiosidade. Por exemplo, há uns anos passei por Aveiro, e não resisti a comprar pão com algas. Gosto de comprar pão quando visito alguma cidade. Compro pão, de vez em quando, para consumirmos no dia-a-dia ou para fazer alguma receita que pede um determinado tipo de pão. Mas, a verdade, é que desde que comecei a fazer pão em casa, passei a olhar para este alimento de outra forma. E já não sou só eu. A família, sempre que há um almoço ou jantar, ao pegar o pão que está na mesa, pergunta logo: « Foste tu que fizeste? ». O pão feito em casa é único e verdadeiramente especial. Tem sempre um sabor diferente, intenso, guloso e podemos fazer mil e uma combinações de ingredientes.

Fazer pão em casa, pode, à partida, parecer complicado. Juntar as farinhas, escolher a levedura, acertar a quantidade de água, o sal. Amassar. Deixar a levedar. Perceber se já está lêvedo, ou se já levedou demais. Enrolar e colocar o pão no forno. As massas têm os seus caprichos que mudam do Verão para o Inverno, dos dias secos e quentes para os dias húmidos. Mas, quando se compreende as massas, fazer pão é mágico. Há algo de primordial no processo de fazer pão. Algo que nos deixa felizes. E quando começamos a fazer pão queremos partilhar essa alegria com os outros.

10 dicas para quem quer começar a fazer pão, em casa, ou para quem já faz e quer melhorar:

1. Ler a receita do princípio ao fim. Já deve ter acontecido a todos, ver a imagem de um pão ou receita com um aspecto maravilhoso e quando se coloca as mãos na massa, percebermos ou que nos falta algum ingrediente, ou que a receita exige técnicas ou equipamentos que não temos. Há receitas de pão que pedem, por exemplo, pré-fermentos feitos de véspera. Ler sempre a receita do princípio ao fim, ver se entenderam tudo - há receitas mais claras do que outras - e só depois, então, partir para a acção.

2. Fazer a mise en place. Ou seja, colocar, na bancada de trabalho, os ingredientes pesados e pela ordem que devem entrar na receita. Termos todos os ingredientes, à mão, ajuda-nos a poupar tempo e é uma forma de não nos esquecermos de nenhum. Imaginem, começarem a fazer uma massa, colocarem a farinha e mais alguns ingredientes e entretanto já não saberem se colocaram o sal ou a levedura seca, por exemplo! Ou então, irem pesar um ingrediente que se aperceberam que falta, quando já começaram a amassar! Assim com tudo disposto e organizado é muito mais fácil.

3. Usar uma balança digital. Estas balanças ao mostrarem o peso, permitem uma maior precisão. Passei a pesar também os líquidos. Se a receita diz 340 ml de água podem colocar 340 g. Para resultados mais consistentes, pesem tudo. Incluindo os ovos, azeite, etc. No entanto, para quantidades muito pequenas, recorro a colheres medidoras.

4. Escolha da levedura. Podem optar por levedura fresca. Encontra-se facilmente à venda nos supermercados em cubos de 25 ou 45 g, guarda-se no frigorífico e dura um mês. Ou por levedura seca, óptima para usar quando fazemos pão que requer pouca quantidade de fermento, ou para os nossos pré-fermentos. Esta levedura, em comparação com a fresca, apresenta uma maior durabilidade. Nas receitas quando se quer converter a levedura fresca para seca, usa-se 1/3 desta última. Ou seja 30 g de levedura fresca corresponde a 10 g de levedura seca. A levedura fresca pode-se congelar, mas como é um ser vivo, à medida que o tempo passa, pode ir perdendo a sua capacidade de fermentação. Ao descongelar, usa-se um pouco mais.

5. Amassar. Podem amassar à mão, usando um robot de cozinha ou uma batedeira. À mão, para que o glúten se desenvolva, normalmente aconselha-se a que se amasse durante, aproximadamente, 10 minutos. Lembrem-se que podemos amassar de várias maneiras. Hoje em dia, há métodos para amassar baseados em intervalos de descanso das massas, o que se revela menos trabalhoso.

6. Forno. Os fornos, como sabemos, são todos diferentes. É importante conhecermos o nosso forno e se for caso disso, adaptarmos a temperatura ou o tempo de cozedura.

7. Relaxar. Fazer pão não deve ser um factor de stress. Pelo contrário. Deve ser um momento que nos ajude a descontrair. Há lá coisa melhor do que amassar enquanto se colocam os pensamentos sobre a vida em ordem e se ouve uma música inspiradora que nos faz viajar?! As massas são caprichosas, não vamos fazer o pão perfeito. Há dias, que vai correr muito bem. Há dias em que não vai correr tão bem. Se começarem a fazer pão com uma atitude descontraída, vai ser tudo mais fácil.

8. Escolher as receitas. A escolha das receitas é muito importante. Fazer pão, de uma forma básica, é juntar farinha, sal, água e levedura. Comecem com uma ou duas receitas fáceis. Há medida que ganham confiança, que vão conhecendo as massas e o modo como o vosso forno se comporta, podem então ir arriscando em receitas mais complexas. Por exemplo, pães com maior hidratação, pães com fermentações longas. Fazer pão é um processo e estamos sempre a aprender.

9.Tomar notas. É fundamental tentarmos perceber o que correu bem e o que correu mal. Depois de escolherem, uma ou duas receitas, e de as colocarem em prática podem ir fazendo pequenas alterações. Se fazem um pão de trigo numa semana, na semana seguinte podem fazer um pão de trigo com centeio. Tomem nota da quantidade de farinha usada e da hidratação. Se gostaram do resultado final, tudo bem, senão, identifiquem que alterações querem fazer. Talvez, por exemplo, mudar a percentagem de farinha de centeio usada, porque ficou um pão pesado e não era isso que queriam. Um pão mais hidratado faz alvéolos maiores, há quem goste e há quem não goste. Uma massa mais hidratada pode revelar-se mais difícil a amassar.

10. Persistência. Fazer pão é uma deliciosa aventura. É preciso ir fazendo e não desistir. Quanto mais fizermos, melhor vamos entender os caprichos das massas. Comecem a fazer pão em casa. Insistam. Persistam. Divirtam-se!

Vamos fazer pão?

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

10 dicas para organizar as refeições da semana (mesmo quando não se tem tempo)


Setembro é um mês de recomeços. É o mês de regresso ao trabalho, para muitos. Significa também o regresso às rotinas de sempre. Para mim, foi, durante muitos anos, um mês que significava um novo ano, com novas metas e objectivos a atingir.

Depois das férias, o regresso a casa e ao trabalho nem sempre é fácil. Por vezes, todas as dicas são preciosas. E para quem quer começar a organizar as refeições da semana e a pensar nos almoços para levar para o trabalho, deixo-vos algumas dicas ou práticas que uso, cá em casa.

10 dicas para organizar as refeições da semana:

1) Cozer leguminosas em grandes quantidades e congelar. Podem cozê-las na panela de pressão para ser ainda mais rápido. Costumo cozer lentilhas, grão-de-bico, feijão encarnado, feijão branco e feijão frade. Depois de cozidas, dividir em várias porções e congelar. Quando quero usar, tiro, normalmente no dia anterior, e deixo a descongelar no frigorífico. Uso-as em saladas ou junto-as a sopas, guisados ou outras preparações.

2) Assar, estufar ou guisar carne em duplicado. São por norma pratos que demoram a cozinhar e fazendo mais quantidade estamos a poupar tempo na cozinha. Costumam ficar ainda melhores depois de apurarem os sabores, por isso, este é também mais um motivo para aumentarmos a quantidade da próxima vez que fizermos carne à bolonhesa, carne assada, rojões ou frango estufado, entre outras sugestões. Antes de congelar, dividir em doses. Por exemplo, com uma carne à bolonhesa poderão depois fazer vários pratos. Podem servir-la com esparguete, com noodles de curgete, com puré de batata ou outro a gosto, com couve-flor cozida, ou fazer empadões, entre outras receitas práticas. Não se esqueçam de colocar etiquetas, nas caixas ou nos sacos, com a indicação da data e o nome do que estão a congelar.

3) Fazer molhos de tomate. No verão, aproveito a abundância do tomate e faço várias panelas com molho de tomate. Congelo em doses e depois durante o ano vou usando. Ter o molho de tomate já feito é uma óptima solução para adiantar sopas, guisados, estufados ou até pratos de forno. Pode ser usado em pratos vegetarianos, em pizzas ou para aqueles dias em que queremos fazer uma refeição rápida e só temos tempo para cozer uma massa. Numa frigideira juntem molho de tomate duas mãos cheias de folhas espinafres, umas ervas frescas, deixem as folhas quebrar. Juntem massa cozida e umas lascas de queijo. E num abrir e fechar de olhos tem-se uma refeição cheia de sabor. E molho de tomate com ovos escalfados, servidos em fatias de pão torrado. Resulta tão bem! Este Verão, vamos fazer molho de tomate?

4) Arranjar e lavar, previamente legumes para a salada. Costumo cortar couve-roxa, ou couve-coração-de-boi, com uma mandolina, guardo numa caixa e vou usando nas saladas. Costumo ter já lavado, pronto a usar, alfaces (frisada, lisa, roxa, icebergue, etc. - gosto de ir variando e de as misturar), radicchio e endívias. Lavo bem. Escorro com a ajuda de um "secador" de legumes (encontram-se facilmente à venda), coloco numa caixa com papel absorvente. É importante que as folhas estejam bem secas, a humidade contribui para que se estraguem mais rapidamente. Há alfaces que se aguentam melhor do que outras. É irem vendo o que se adequa melhor às vossas necessidades. Cá em casa, há, por norma, salada a todas as refeições.

5) Fazer previamente um molho vinagrete para as saladas. Costumo preparar um frasco e vou usando durante a semana. Coloco azeite, vinagre (gosto ir usando vinagres diferentes como o tradicional de vinho tinto ou branco, de figo, de tomate, de pêra, de maçã, balsâmico ...) e mostarda em grão à antiga. Na altura de usar, volto a emulsionar e coloco na mesa para cada um temperar a sua salada. Um vinagrete básico faz-se com 3 partes de azeite para 1 de vinagre, e uma colher de chá de mostarda. Mas antes de servir, provar sempre e ajustar ao gosto de cada um. Há dias em que ter os legumes da salada e o molho já feito é uma ajuda preciosa.

6) Preparar com antecedência alguns alimentos. Costumo escolher um dia da semana. Quando posso é num dos dias de fim-de-semana, mas quando tenho muito trabalho faço-o à segunda-feira. Costumo assar batata-doce, beterrabas (embrulhadas em papel de alumínio), beringelas (cortadas ao meio e temperadas com molho de soja) e abóbora manteiga. Quem me acompanha no Instagram, penso que já deve ter visto alguns dos meus tabuleiros antes de irem para o forno. Costumo também assar pimentos. Estes ingredientes, tornam-se excelentes acompanhamentos ou uso-os em saladas e sopas. Para os meus almoços durante a semana, por exemplo, tendo batata-doce assada posso acompanhá-la com carne assada e uma salada. Posso recheá-la com carne à bolonhesa, um pouco de queijo e levo ao forno para tostar um pouco e servir com uma generosa salada. Posso fazer uma salada e adicionar umas rodelas de beterraba. A abóbora assada resulta bem com uma carne estufada e um arroz integral, dá para juntar a uma massa com legumes, molho de tomate e levar ao forno com queijo. Uso-a também para fazer sopas, bolos, biscoitos ou pão.

7) Cozer legumes, massa, arroz integral ou quinoa. Costumo cozer uma cabeça de brócolos, escorrer bem ou fazê-lo ao vapor, que ainda é melhor porque fica com menos água. Há semanas, em que cozo duas porções de massa, de arroz integral, previamente demolhado, ou de quinoa. Depois, posso fazer saladas, pratos de forno, estufados ou juntar estes ingredientes à base de uma sopa. O arroz ou a quinoa costumo consumir no prazo de 2 a 3 dias.

8) Fazer a base das sopas. Coloquem numa panela, uma cebola, alho-francês, cenoura ou abóbora e uma batata ou curgete. Colocar água de modo a que fique com cerca de dois dedos acima dos legumes. Temperar com um pouco de sal e levar ao lume até os legumes estarem cozidos. Adicionar um pouco de azeite e triturar. Fazer a base de uma sopa é simples e prático. Podem congelar em doses e depois durante a semana irem fazendo sopas diferentes. Com uma base, num dia podem adicionar grão-de-bico e folhas de espinafres ou nabiças, no outro, fazerem uma sopa de agrião, no outro juntam couve-lombardo cortada em juliana e curgete em cubos e assim por diante. A consistência da base pode ser alterada. Se gostarem mais líquida, é só adicionar mais água.

9) Fazer pão para a semana. O pão feito em casa tem um sabor incrível, para além de podermos controlar a escolha das farinhas, a quantidade de fermento usado. Eu costumo fazer um pão para a semana. Quando sei que não vou ter tempo, faço a mais e congelo. Se for pão grande, corto em quartos, embrulho em película aderente e congelo. Se forem bolinhas, procedo da mesma maneira, coloco tudo dentro de um saco e vai para o congelador.

10) Planear as refeições da semana. Antes de ir às compras pensar e definir as refeições da família, e quais as quantidades a adquirir. Há semanas em que não se come todos os dias em casa, nessa altura, as minhas pré-preparações têm esse factor em conta. Quando se sabe o que se vai comer no dia seguinte, é mais fácil, por exemplo, antes de sair de casa colocar no frigorífico a descongelar uma carne assada, um caril de peixe, ou a base da nossa sopa.

Estas dicas vão de certo ajudar-vos a poupar tempo na cozinha e a prepararem refeições caseiras, cheias de sabor, para toda a família.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dica #04: Secar louro


Um dos primeiros verbos que se aprende quando começamos a cozinhar é o verbo refogar. Refogar a cebola em azeite, juntar o alho e uma folha de louro. Quantas receitas não começam assim? O louro é um daqueles ingredientes que procuro ter sempre em casa. Como tenho a sorte de termos um loureiro no quintal em Santarém, acabo por trazer louro para secar cá em Lisboa e depois ir usando.

O louro pode ser usado fresco, assim que se apanha da árvore, no entanto, o seu aroma é mais intenso e agradável quando seco. Segundo a mitologia grega, o loureiro nasceu em consequência de um amor não correspondido. Apolo atingido por uma seta de Eros apaixona-se pela ninfa Dafne. Esta por sua vez é atingida por uma flecha de chumbo, o que a leva a rejeitar o amor de Apolo. Cansada de fugir das investidas amorosas, pede ajuda ao pai, Peneu, que a transforma num loureiro. Apolo, decide então fazer com as folhas uma coroa de louros, e é assim que passa a ser representado. A mitologia tem o dom de nos trazer poesia à vida, mas a verdade é que o louro é amado há muito nas nossas cozinhas!

Como secar o louro?
Começo por lavar muito bem as folhas do louro para retirar o pó e alguma outra impureza. Passo-as, uma a uma, por água e à medida que faço esta tarefa, vou colocando-as num escorredor. Aqui, aproveito para descartar alguma folha que esteja seca ou que revele imperfeições.

De seguida, coloco as folhas de louro num tabuleiro, sem as sobrepor. Tapo com um pano ou papel de cozinha e guardo em local abrigado, longe da luz solar durante três ou quatro dias. Se for no Inverno ou se o tempo estiver húmido, poderá ter que ser durante mais tempo, uma a duas semanas. Aqui convém voltar as folhas para sequem melhor. Antes de as guardar, verifico sempre se estão bem secas.

Em seguida, guardo o louro dentro de um frasco. Depois, é só ir usando nos cozinhados.

O facto de o louro ser seco à sombra, ou seja, protegido da luz, permite que as suas folhas mantenham a cor verde.

O louro seco pode ser usado em muitos pratos que comecem com um refogado. Pode servir para condimentar sopas, caldos, pratos de peixe e de carne, molhos, como por exemplo o conhecido béchamel. É óptimo para aromatizar azeite ou até para dar sabor a algumas sobremesas. É ingrediente fundamental no bouquet garni. E umas espetadas em pau de loureiro ou com louro entre as tranches de carne ou de peixe? Que maravilha! Eliana Liotta, no livro A revolução Smart Food, recomenda o uso de uma folha de louro durante a cozedura das leguminosas para evitar o inchaço da barriga.

Costumam secar louro em casa?



Receitas com louro:
- Arroz de polvo malandrinho;
- Bacalhau confitado com batatas-assadas e grelos cozidos;
- Caril de borrego com grão-de-bico;
- Marmelos em calda com especiarias no forno;
- Sopa de tomate com feijão branco e nabiças.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dica #03: Congelar as claras de ovo


Uma das sobremesas muito apreciadas, cá em casa, é leite creme. Uso as gemas e o que se faz com as claras? Quando posso, uso-as num pudim Molotov, acrescento-as aos ovos de um bacalhau à Brás, a uma omelete ou faço um bolo. Mas a verdade é que nem sempre podemos, ou temos tempo, para dar destino às claras que nos sobram dos nossos cozinhados. O que fazer, então? O destino de muitas claras, cá em casa, é o congelador.

Como congelar as claras de ovo?

Colocar uma clara de ovo em cada um dos compartimentos de uma cuvete de gelo de silicone. Congelar. Depois transferir os cubos para um saco. Colocar uma etiqueta no saco com a data de congelação.

A vantagem deste método é que sabemos que cada cubo corresponde a uma clara. Resulta muito bem para ovos médios. Este método é muito mais prático do que se congelarmos as claras em sacos. Caso o façam e não saibam quantas claras têm no saco, lembrem-se que um ovo médio pesa 50g e que o peso de uma clara é 30g.

Recomendo o uso de cuvetes em silicone pois são flexíveis e permitem retirar os cubos com facilidade, ao contrário das de plástico. Já me aconteceu não os conseguir retirar.

Congeladas, podem ser consumidas no prazo de um ano.

Quando quisermos usar as claras, colocamo-las no frigorífico a descongelar. Se for para bater, é aconselhável, depois retirá-las 30 minutos antes, para que fiquem à temperatura ambiente. Senão, é usá-las descongeladas nos nossos preparados como fazemos normalmente.

Costumam congelar claras?


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Dica #02: Descascar gengibre


O gengibre é um ingrediente que tenho normalmente sempre em casa, seja em pó ou fresco. Dependendo da receita, uso um ou outro. No dia-a-dia, para as infusões, águas aromatizadas ou sumos, uso sempre o gengibre fresco. E como é que podemos descascar o gengibre fresco? Como tem muitas irregularidades qual o melhor método para o fazer?

Podemos descascar gengibre usando:

a) Uma faca. A desvantagem é que temos um maior desperdício e temos que ter cuidado para não nos cortarmos;

b) Um pedaço de lixa. Friccionamos o pedaço de gengibre com a lixa e a pele começa a sair;

c) A ponta de uma colher de chá ou de sobremesa. Como a pele é muito delicada, sai logo muito bem. Este é o método mais seguro e que permite menor desperdício, do que se usarmos uma faca ou um descascador de legumes. A colher revela-se também muito prática para contornar e pelar as irregularidades.


Da próxima vez que tiverem que descascar gengibre, não se esqueçam, usem a ponta de uma colher. Fácil! E muito prático.



Como costumam descascar o gengibre? Mais alguma sugestão de como o podemos fazer?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Dica #01: Congelar a casca de limão


A ideia para partilhar dicas de cozinha nasceu quando colaborei com o programa da RTP1, A Praça. Depois das minhas participações no programa, comecei, desafiada por uma das assistentes de produção, a filmar pequenas ideias que ajudem todas as pessoas que cozinham. Coisas simples, práticas, que acabam por nos ajudar no dia-a-dia. A ideia ficou cá dentro a germinar. E no passado mês de Setembro decidi pô-la em prática, criando uma nova rubrica, na página de Cinco Quartos de Laranja no Instagram. As reacções foram muito positivas e acedendo aos vários pedidos, decidi começar a colocar as dicas aqui no blogue, de maneira a que todos as possam consultar.

A primeira dica, é como congelar a casca de limão. Eu adoro limões. É daqueles ingredientes que tenho sempre cá em casa. De manhã, adquiri o hábito de beber água morna com sumo de limão. E o que fazer à casca? Custa-me tanto o desperdício! Como podemos conservar a casca do limão para usarmos mais tarde nas nossas receitas?

A casca de limão pode ser congelada:
- Podemos retirá-la em tiras com a ajuda de um bom descascador, de maneira a que se aproveite apenas o vidrado sem a parte branca, que é normalmente amarga;

ou

- Podemos congelá-la já ralada.

Congelar em tiras ou ralada, depende do uso que depois lhe queremos dar. A minha sugestão é que tenham dois sacos no congelador, um com tiras de casca de limão e outro com raspa de limão. Não ocupa espaço. E depois é muito prático quando queremos usar.

Ao congelarmos a casca do limão estamos a aproveitar. É uma forma de poupar e de dizer não ao desperdício. Esta dica aplica-se também a outros citrinos, como a laranja, a lima, a tangerina, etc.



A casca e a raspa de limão têm imensos usos. Desde bolos, compotas, caldas de açúcar, bebidas, saladas, pratos de carne e de peixe. O sabor fresco do limão é, muitas vezes, uma mais valia nos nossos cozinhados!

Receitas com casca de limão:
- Aletria doce com sabor a baunilha;
- Doce de melão e canela;
- Leite creme da Beira Alta;
- Limonada;
- Marmelos em calda de limão e baunilha.

Receitas com raspa de limão:
- Biscoitos de limão com aveia;
- Filetes de pescada panados com arroz de grelos e feijão manteiga;
- Frango assado no forno com tomilho;
- Musse de limão;
- Queijo feta forno com tomilho.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Dicas sobre como fazer bom pão em casa


Fazer bom pão em casa pode parecer, à primeira vista, uma tarefa difícil, mas a verdade é que não custa nada. Ou melhor só custa tomar a decisão e meter as mãos na massa. Fazermos o nosso próprio pão é algo muito especial. É dar continuidade a uma arte com mais de 6.000 anos de história. Em termos de custos é muito acessível, os ingredientes encontram-se facilmente à venda numa ida ao supermercado, farinha, água, sal e fermento. E com as dicas que vos deixo hoje, ainda vai ser mais fácil. Aceitam o desafio? Vamos fazer pão?


Os ingredientes base para fazer pão:

1) Farinha
Para fazer pão usa-se normalmente farinha de trigo T65 ou T55. Para fazer um pão mais escuro, com fibra, podem recorrer às farinhas de trigo T80, T110 ou T150.

As farinhas são mais ou menos completas. E são classificadas pelo seu teor de minerais: a farinha T45, é uma farinha muito branca e refinada, contém apenas o coração do grão de trigo e poucos minerais, enquanto que a farinha T150, é mais completa e menos refinada, contém o grão de trigo inteiro e muitos minerais, é feita uma moagem integral. Se lançarmos uma farinha branca a um forno quente, o resíduo - "a cinza" - será pouco. Se lançarmos uma farinha integral, o resíduo será muito maior, dado que contém maior quantidade de sais minerais. É esta percentagem de cinzas que define comercialmente o tipo de farinha.

A vantagem de fazermos pão em casa é que podemos escolher a nossa farinha ou fazermos pão com diferentes farinhas.

2) O fermento
O fermento é um organismo vivo composto por milhões de pequenos micro-organismos. Esses micro-organismos consomem os ingredientes da massa, o açúcar e o oxigénio, e como consequência, libertam gases responsáveis pelo volume, textura, aroma e sabor característicos dos pães. Podemos encontrar fermento fresco de padeiro, vendido em cubos, normalmente, de 25g. Ou fermento seco, desidratado (levedura seca), vendido em caixas com saquetas de 4,6g ou de 11g. Para 500g de farinha normalmente utiliza-se 20g de fermento de padeiro fresco e 7g de fermento seco. Uma das vantagens da levedura seca é o prazo de validade alargado.


3) A água
A água deve ser usada na quantidade certa. Uma farinha integral precisa de mais água do que uma farinha branca. Duas farinhas brancas, de marcas diferentes, podem ter taxas de hidratação diferente. Para 500g de farinha de trigo T65 usa-se 300ml de água.

Uma água com muito cloro pode influenciar a acção do fermento. A água pode ser substituída por leite, leites vegetais, água de cozedura de legumes, etc., dependendo do tipo de pão que se quer fazer.

Para accionar mais rapidamente a acção do fermento a água deve estar morna. Tépida. Nunca mais do que 37ºC. Uma água demasiado quente pode matar o fermento.


4) O sal
O sal é um factor importante para a conservação do pão e ajuda a formar a cor da crosta. Não se deve misturar com o fermento, pois retarda a acção deste. A legislação portuguesa estabelece o uso de 14g de sal por 1Kg de farinha, em termos comerciais. Mas em casa podemos usar 8g a 10g por 500g de farinha. Dado que se dissolve mais rapidamente, recomenda-se o uso de sal fino. Mas caso queiram usar sal grosso, marinho, dissolvam-no previamente num pouco da água reservada para amassar.

Vamos fazer pão?