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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Como aromatizar manteigas?


O que são manteigas aromatizadas?
São manteigas a que acrescentamos sabores, que podem ser salgados, doces ou até picantes. São de uma maneira geral fáceis de fazer e as combinações de sabores podem ser quase infinitas.

Podemos aromatizar as manteigas com mil e uma coisas. O céu é o limite! Podem usar tudo aquilo que vos vier à cabeça! Lembro-me de há uns anos, ter provado uma manteiga com alheira. E, aqui no Cinco Quartos de Laranja, há uns anos, partilhei a receita de manteiga com alho preto.

Como fazer?
- Optar por manteiga sem sal. Sem sal, permite-nos controlar melhor a quantidade de sal que queremos incluir. Este aspecto é ainda mais importante quando queremos fazer manteigas doces;
- A manteiga deve estar à temperatura ambiente;
- Em termos práticos, colocar a manteiga numa taça, incluir os ingredientes que escolhemos para aromatizar e misturarmos. De seguida, dá-se o formato pretendido;
- Depois de feita, guardar no frigorífico cerca de 2 horas antes de servir.

O que precisamos?
- 1 taça e um garfo;
- Película aderente ou papel vegetal.

Como aromatizar manteiga? O que usar?
Como referi, podemos usar mil e uma coisas, para aromatizarmos as nossas manteigas. De uma maneira geral, podemos usar:
- Ervas frescas ou secas, especiarias, frutos e frutas secas, sal, açúcar, queijo, mel, alho assado, purés, legumes, tomate seco, etc. Podemos usar apenas um ingrediente ou fazer combinações;
- Há certos ingredientes para que as manteigas fiquem cremosas e bem aromatizadas, recomenda-se que se use uma varinha mágica ou um processador para facilitar o processo.

Ervas secas ou frescas, o que usar?
Podemos usar ambas. As frescas têm um sabor mais intenso, o que poderá fazer mais sentido, mas isso depende do que pretendemos. No entanto, relembro que os ingredientes que têm muita água reduzem a validade da nossa manteiga, mas se for para consumir num curto espaço de tempo não tem problema nenhum. As manteigas podem ser congeladas. Retirar de véspera e deixar a descongelar no frigorífico.

Como servir?
Podemos servir as manteigas cortadas às rodelas, em tachinhos ou outros recipientes ou, com diferentes formatos recorrendo a moldes de silicone. Em moldes, levar ao congelador, para ser mais fácil desenformar.

Como usar a manteiga?
- Para barrar no pão ou em tostas;
- Para servir com pão acabado de fazer;
- Para servir numa tábua de queijos e enchidos;
- Para colocar em assados de carne ou de peixe.
- Para servir com carnes ou peixe grelhado;
- Para colocar no peru do Natal, ajuda a que a carne fique suculenta e não seque. Na maioria das receitas, recomenda-se que se coloque a manteiga por baixo da pele na zona do peito;
- Para colocar em risottos ou pratos de massa;
- Para usar em panquecas, scones, waffles, batatas assadas, vegetais, etc. ...

Como conservar?
- Guardar no frigorífico e consumir no prazo de uma a duas semanas;
- Congelar até, mais ou menos, 3 meses.

As manteigas aromatizadas fazem-se num instante e podem transformar um prato, uma tábua de queijos e enchidos ou, uma simples entrada com pão acabado de fazer. Experimentem!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

7 dicas para diminuir o desperdício alimentar em casa

Como podemos evitar o desperdício alimentar em casa?

As pequenas mudanças podem fazer a diferença e os hábitos mudam-se aos poucos. Para quem quer evitar ou reduzir o desperdício alimentar em casa, deixo algumas ideias para começarem a rentabilizar a vossa comida e a poupar.

7 dicas para diminuir o desperdício alimentar

1. Planeiem as refeições da semana. Pensem antecipadamente o que irão preparar, antes de fazerem a lista de compras.

2. Comprem apenas o que é indispensável. Antes de fazerem a lista de compras vejam o que têm no frigorífico, despensa e congelador. Esta "inspecção" é fundamental para evitarem comprar aquilo que já têm ou para ajustar quantidades.

3. Estejam atentos às datas de validade dos produtos da despensa seca como da despensa fria. Pratiquem um consumo consciente.

4. Acondicionem devidamente os alimentos. Organizem os alimentos frescos e os cozinhados por zonas, tanto no frigorífico como no congelador. O primeiro a entrar é o primeiro a sair.

5. Usem recipientes transparentes que vos permitam ver rapidamente o que têm no frigorífico. Coloquem etiquetas com a respectiva designação em tudo o que congelarem.

6. Aproveitem todas as partes comestíveis dos alimentos, rama, casca, talos, etc. Guardem as águas de cozedura. Façam sopas, arrozes, compotas, picles, etc.

7. Sobrou? Aproveitou! Identifiquem as datas de confecção. As sobras devem ser consumidas o mais breve possível. Recriem receitas. Transformem. Reutilizem.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

10 Dicas para poupar nas compras do supermercado

Poupar no supermercado ou nas idas às compras para as refeições da família é sempre uma preocupação para muitos de nós, quando se tratar de gerir e gastar o nosso dinheiro.

10 Dicas para poupar nas compras do supermercado:

1. Organizar a despensa e o congelador
Antes de irmos às compras se tivermos a despensa e o congelador organizados conseguimos rapidamente saber o que temos. Em termos de organização, podem até fazer um inventário e colocar na porta da arca congeladora e assim, sempre que colocarem ou retirarem algum alimento, é só irem assinalando.
Saber o que temos facilita-nos imenso a tarefa de escrever a lista de compras.

2. Planear as refeições da semana
Planear as refeições da semana dá-nos a noção de que ingredientes iremos precisar e em que quantidades. Aconselho-vos a escrever o planeamento semanal numa folha ou num caderno, para puderem ir consultando. Por que, não precisamos sempre de estar a fazer planeamentos novos, podemos revisitar planeamentos de semanas anteriores e a partir desses, construir novos. Imaginem que numa semana fiz carne de porco no tacho. Umas semanas depois, posso fazer essa carne e juntar-lhe cenoura e chouriço e já tenho um prato novo, usando o mesmo ingrediente base. Planear o que se come ajuda-nos a organizar as refeições da semana, a rentabilizar a nossa comida, a evitar o desperdício e a pouparmos tempo na cozinha.

3. Fazer uma lista de compras
Uma forma de poupar quando vamos às compras é fazendo uma lista. Antes de fazermos a lista, devemos planear as refeições da semana e fazer um inventário do que iremos precisar. De seguida ver o que temos na despensa, frigorífico e no congelador. De seguida, fazer então a lista.

Fazer o cruzamento com a despensa e o frigorífico é fundamental, pois, por vezes, temos os ingredientes necessários para algumas das receitas, não necessitando de comprar. Ou então, imaginem que no planeamento colocámos fazer uma carne de porco e afinal, temos no congelador, a precisar de destino, carne de frango. Podemos fazer essa substituição no menu semanal e assim retirar o item carne da nossa lista de compras.

A lista de compras ajuda-nos a comprar de forma mais acertiva e apenas aquilo que precisamos. Por vezes temos tendência a comprar ingredientes, por exemplo legumes, a pensar que nos fazem falta e depois acabam esquecidos na caixa do frigorífico. Comprem aquilo que sabem que vão usar. Se não está na lista é porque não precisam.

A lista de compras ajuda-nos a não nos esquecermos de algum ingrediente. Permite-nos poupar tempo e dinheiro. Antes de irem às compras, façam sempre uma lista!

4. Definir o valor que poderá ser gasto
Quanto é que podemos gastar? - costumam fazer esta pergunta? Têm uma noção de quanto gastam mensal ou semanalmente em comida? Façam as contas!

Estabeleçam um plafond e façam a gestão do vosso orçamento de acordo com o que é essencial. A lista de compras ajuda imenso nesta tarefa. Ao analisarem a lista de acordo com o orçamento, podem retirar o súperfulo e até diminuir quantidades. Se ajudar, na ida às compras, levem uma calculadora para terem uma noção do valor daquilo que vão colocando no carrinho de compras. Esta estratégia também nos permite reduzir o desperdício.

5. Comparar preços
Na ida às compras comparem preços, tamanhos e marcas. Tenham atenção ao preço por quilo, por vezes as embalagens são enganadoras. Pode compensar comprar em quantidades grandes. Por vezes, se comprarmos uma peça de carne inteira poderá ficar mais barata do que se comprarmos cortada.

Não se esqueçam que comparar pode ser uma forma de poupar.

6. Optar por marcas próprias
As marcas próprias costumam ser mais baratas e por isso, poderem ser uma boa opção no momento da compra. Experimentem e escolham aquelas que se adequam ao vosso gosto e necessidades. Cada família, deve avaliar o que faz sentido para si.

7. Atenção às promoções e à disposição dos produtos
As promoções são sempre uma tentação. Quando vemos determinados produtos em promoção pensamos logo que vamos poupar. Mas será mesmo assim?

Por vezes as promoções levam-nos a trazer produtos que não queremos ou que nem precisamos. É importante, perceber o que estamos a comprar sempre que optamos por produtos em promoção. Se puderem, comparem o preço dos produtos em promoção com outros da mesma gama. Imaginem, chouriços em promoção da marca X, continuam a ser mais caros do que os da marca própria. Valerá a pena comprar 5 kg de arroz porque está mais barato, quando em casa, toda a gente prefere massa? Para o que costumo cozinhar, qual o produto que faz sentido para mim? Ao responderem, façam as vossas opções.

Consultem os folhetos promocionais dos supermercados. Mas não se esqueçam, olhem para os produtos que compram habitualmente. Não deixem que promoções sejam uma forma de aumentarem a vossa lista de compras.

Nas idas às compras vejam a disposição dos produtos nas prateleiras. Por vezes, os produtos mais baratos estão nas prateleiras mais próximas do chão. Enquanto que nas prateleiras, centrais, aquelas que captam logo o nosso olhar, estão expostas as novidades e os produtos de marca, normalmente mais caros.

8. Produtos sazonais
Os produtos sazonais aparecem nos mercados em abundância e podem ser uma excelente opção quando queremos poupar. Se soubermos o preço de alguns produtos, principalmente aqueles que usamos regularmente, podemos mais facilmente fazer a compração e assim conseguir poupar.

9. Não ir às compras com fome
É importante não irmos às compras com fome ou chateados, nem em dias com muito fluxo de pessoas. Por vezes compramos coisas impulsionados com o entusiasmo do momento e ficamos felizes. Depois passados uns dias, pensamos, mas porque é que eu fui comprar aquilo, afinal nem preciso e gastei dinheiro para nada! Nas idas às compras é importante foco. As emoções, podem levar-nos a colocar, produtos que não estão na lista, como forma de compensação.

10. Produtos em fim de validade
Se for para consumir num curto espaço de tempo, pode valer a pena. Não decidam comprar apenas porque está mais barato. Comprem porque precisam e porque faz sentido tendo em conta as vossas necessidades.

Espero que estas dicas vos ajudem a poupar na próxima ida às compras!

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Como fazer cuscuz?

O cuscuz é feito com sêmola de cereais, principalmente o trigo. A sêmola é amassada à mão com um pouco de água até se transformar em pequenos grãos. E quando falo em cuscuz, refiro-me ao cuscuz marroquino ou do Norte de África e não à massa pérolas cuscus, que costumamos usar, por exemplo, em sopas. Hoje em dia, encontramos facilmente cuscuz à venda nos supermercados.

Como este cuscuz que compramos já foi pré-preparado, é muito fácil fazê-lo em casa e fica pronto num instante. Cuscuz é daqueles ingredientes que procuro ter sempre em casa.

No passado Domingo, o tema do Em Directo da Minha Cozinha, foi receitas com cuscuz para as marmitas da semana e, onde expliquei, como costumo preparar o cuscuz em casa. Viram?

O cuscuz é muito versátil e pode ser usado como acompanhamento ou como ingrediente em alguns pratos. Combina bem com peixe ou carne. Pode ser usado para rechear beringelas, curgete ou batata-doce, por exemplo. Resulta na perfeição em saladas ou em pratos vegetarianos. A verdade é que cuscuz vai bem com quase tudo!

Há várias maneiras de preparar o cuscuz, partilho, hoje, convosco aquela que costumo fazer, cá em casa, usando uma taça e o método de absorção.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

10 dicas para o regresso ao trabalho depois das férias

Durante as férias, as preocupações são menores, as rotinas alteram-se e tornam-se menos rígidas, libertamo-nos do peso dos horários e das obrigações. É tempo de descansar, de passear, de estar com a família ou com os amigos, de jantares até tarde, no fundo, de fazermos aquilo que não conseguimos fazer ao longo do ano. Por isso, o regresso ao trabalho nem sempre é fácil para muitos de nós.

Para que a readaptação à rotina seja feita da melhor forma, há algumas dicas que procuro colocar em prática. Por exemplo:

1. Quando vou de viagem, gosto de regressar a casa um ou dois dias antes de recomeçar a trabalhar. Estes dias permitem-me reorganizar-me, sem pressas, sem correrias. Dão-me tempo.

Antes de regressar ao trabalho gosto de:

2. Lavar e organizar as roupas das férias. Há roupas que só volto a usar no ano seguinte;

3. Abastecer o frigorífico, a despensa e congelador, fazendo previamente a lista de compras. Antes de ir de férias procuro dar destino ao que tenho. Quando regresso é tempo de ir às compras.

4. Planear as refeições da semana. O planeamento facilita-nos tanto a vida. É uma forma de ganharmos tempo.

5. Lavar e cortar alguns legumes e frutas para que fiquem prontos a usar ou a consumir. Antes de ir de férias gosto de deixar o frigorífico limpo. No dia-a-dia, procuro ter, por exemplo, uvas lavadas prontas a consumir, gosto de ter, também, as folhas verdes das saladas lavadas, prontas a usar.

6. Fazer algumas pré-preparações que me facilitem a vida no dia-a-dia como demolhar bacalhau para congelar, cozer e congelar leguminosas, fazer molho de tomate. Divido em doses e congelo. Uso em pratos cozinhados e até em saladas. Tornam-se muito práticas até para os dias em que não sabemos o que preparar. Costumo guardar também a água de cozedura das leguminosas.

7. Fazer a base das sopas da semana, guisar ou assar carne, assar batata-doce, entre outras coisas que me permitam colocar as refeições na mesa sem stress;

8. Pensar nos pequenos-almoços e lanches da semana. Pocuro ter fruta, queijos mini, gelatinas, ovos cozidos, granola, pudim de chia, pão e tostas.

9. Voltar a estabelecer rotinas. Rever a to do list. Sabem que adoro listas. Faço listas sobre o que fazer, do que quero ler, do que quero cozinhar, do que pretendo arrumar, etc;

10. Traçar objetivos. Setembro assemelha-se a Janeiro, é tempo de recomeços!

Gostaram das dicas? Que outras sugestões têm para quem vai regressar ao trabalho, depois das férias?

terça-feira, 20 de julho de 2021

Como fazer águas aromatizadas? - Dicas

Beber mais água é um dos meus grandes desafios, principalmente, agora no Verão. Também têm esta preocupação?

Com o calor, precisamos ainda mais de termos atenção à nossa hidratação. A semana passada, o tema mais pedido para a rubrica Em Directo da Minha Cozinha que tem lugar no Instagram do Cinco Quartos de Laranja, foi o de águas aromatizadas.

Uma das formas que temos, para bebermos mais água, é darmos-lhe sabor. E como podemos aromatizar a nossa água?

Fazer águas aromatizadas, em casa, torna-se muito fácil. Podemos usar:

- Ervas aromáticas: Alecrim, tomilho, hortelã, manjericão, salva, coentros ou salsa;

- Especiarias: Paus de canela, cardamomos, gengibre fresco, cravinhos ou vagem de baunilha;

- Frutas: Bagas e frutos vermelhos (frescos ou congelados), frutas tropicais, citrinos, maçãs, pêssegos ou peras;

- Legumes: Pepino, aipo, funcho ou cenouras;

- Flores: Rosas, flores de citrinos ou violetas. O importante é garantir que são comestíveis e livres de pesticidas;

- Água: Da torneira ou de garrafa. Há quem use água de coco. O importante é que a água esteja fria;

- Recipientes: Jarros ou frascos com tampa. Gosto de usar recipientes com boca larga, pois permitem colocar ou tirar os ingredientes com mais facilidade.

Como fazer?
Coloquem as frutas, os legumes, as especiarias e as ervas aromáticas que escolherem num jarro. Adicionem água fria e mexam. Podem deixar à temperatura ambiente, durante uma a duas horas, e depois guardar, então, no frigorífico. Neste caso é importante que a água esteja bem fria. Se necessário, juntar gelo. Ou assim que prepararem as águas aromatizadas, podem guardar logo no frigorífico.

As frutas e legumes podem ser usados com ou sem casca, podem, cortá-los às rodelas ou em cubos.

Não escolham frutas muito maduras, nem tocadas. As ervas e os legumes devem estar frescos, viçosos.

As águas aromatizadas com citrinos podem ficar ligeiramente amargas, por causa da casca. Caso prefiram, podem retirar-lhes a casca ou, então, passadas 3 a 4 horas, retirá-los da água.

Coar as águas aromatizadas, caso não as consumam num espaço de 24h. Guardar no frigorífico até 3 dias.

Há frutas, legumes e ervas aromáticas que permitem que as infusões sejam mais rápidas do que outras. Há que ter paciência. As águas aromatizadas com citrinos são mais rápidas do que por exemplo as com maçã. As que levarem frutas vermelhas, como por exemplo as framboesas, demoram umas horas e normalmente, ganham o tom da fruta.

Lembrem-se que as águas aromatizadas não são refrigerantes!

Este Verão vamos beber águas aromatizadas?

Receitas de águas aromatizadas:
- Água aromatizada com maçã, cravinho e canela;
- Água aromatizada com limão, lima e hortelã;
- Água aromatizada com laranja, limão e framboesas;
- Água aromatizada com pepino;
- Água aromatizada com morangos, laranja e hortelã;
- Água aromatizada com framboesas, mirtilos e manjericão;
- Água aromatizada com kiwi, abacaxi e hortelã;
- Água aromatizada com maçã e canela.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Como organizar o frigorífico? - 10 dicas

Quem é que ao guardar as compras de frescos, já pensou: - tenho que arrumar o frigorífico! Quem é que já descobriu uma caixa com sopa estragada, que estava atrás da caixa de cenouras e tinha por cima a caixa dos queijos? Quem é que já procurou um determinado ingrediente, que sabiam que estava no frigorífico, e teve imensa dificuladade em o encontrar? Acho que, de uma maneira geral, estas situações já nos aconteceram a todos. Então, por que não pensar em organizar o frigorífico como pensamos em arrumar a casa?

Armazenarmos a comida no frigorífico de forma eficiente é uma excelente estratégia para reduzirmos o desperdício alimentar e assim rentabilizarmos o que compramos. Já nos aconteceu a todos termos que deitar fora embalagens de comida que ficaram esquecidas ou até mesmo ingredientes frescos que se estragaram porque não os vimos ou não os consumimos no tempo devido. De modo a reduzir o desperdício e para uma gestão mais eficaz das nossas compras, é importante revermos o modo como acondicionamos a comida no frigorífico. Um frigorífico organizado também nos facilita a vida na cozinha no dia-a-dia.

Depois de retirarem tudo do frigorífico e de o lavarem, assim como as respectivas prateleiras e gavetas, está pronto a ser organizado. Vamos a isso?

Como organizar o frigorífico? - 10 dicas:
  1. A temperatura do frigorífico deverá rondar os 4ºC, isto é suficientemente frio para que a comida não se estrague e para evitar que as bactérias se desenvolvam. Mas não demasiado frio que os items que tivermos no frigorífico congelem!

  2. Não armazenar a comida quente. É importante arrefecer rapidamente a comida e só depois então colocar no frigorífico. A comida quente irá alterar a temperatura do frigorífico.

  3. Separar a comida cozinhada de ingredientes crus, principalmente peixe ou carne, para evitar contaminações cruzadas. Coloquem o que estiver a descongelar dentro de um recipiente para conter os líquidos que resultem do processo de descongelação.

  4. Organizar a comida no lugar certo do frigorífico ajuda a manter a frescura. As recomendações são para que se coloque na prateleira superior comida que não precisa de ser cozinhada - sobras, as ervas aromáticas dentro de copos com água e tapadas com um saco, as cenoura em água, etc., na prateleira do meio ingredientes como o leite e os ovos, na última prateleira peixe e carne por cozinhar ou a descongelar. Nas gavetas, numa colocar os vegetais e na outra as frutas. Na porta, podem ficar os alimentos resistentes às variações de temperatura inerentes à abertura e fecho do frigorífico. Aqui podem colocar a água, os sumos, os molhos ou outros condimentos, por exemplo. Mais do que saberem o que colocar em cada prateleira, o que realmente importa é terem prateleiras reservadas para categorias de produtos. Facilita imenso em termos de organização.

  5. Não encher demasiado as prateleiras, é crucial que o ar circule, para ajudar a manter a temperatura constante do frigorífico.

  6. Colocar, de preferência, sempre tudo tapado no frigorífico. « Os alimentos que não estão devidamente guardados ou envolvidos secam, ganham e propagam bactérias e transmitem e absorvem odores para e dos restantes alimentos. »

  7. Podem usar caixas transparentes ou produtos organizadores para arrumarem o frigorífico. Caixas onde colocam os iogurtes, ou os queijos por abrir ou os produtos de charcutaria, por exemplo. Até podem escrever na caixa, usando uma caneta própria, por exemplo, "queijos", para ser mais fácil a identificação e assim, a família também saber onde estão alguns items e, ao servirem-se, não os mudarem de sítio.

  8. Guardar a comida em caixas ou recipientes em que seja possível ver o seu conteúdo. Se ajudar, coloquem etiquetas com a indicação do que contêm. Deste modo, assim que abrirem o frigorífico conseguem ter noção do que têm e do que terá que ser consumido mais ou menos rapidamente. Identificar o que cada recipiente contem ajuda a que não caia no esquecimento.

  9. Colocar uma folha de papel abosrvente, de cozinha, dentro dos recipientes pois ajuda a absorver a humidade das frutas e dos legumes guardados, prolongando assim a sua conservação. Outra estratégia para prolongar a vida das frutas e dos legumes, dentro do frigorífico, é usarem caixas indicadas para esse efeito que permitem ajustar o fluxo de ar.

  10. Fazer uma inspecção semanal ao frigorífico. Ver o que tem que ser consumido com maior brevidade, e dar destino às sobras de legumes ou de outros ingredientes que precisem ou que estejam a terminar o prazo de validade.

Com estas dicas, agora arrumar o frigorífico de modo reduzirmos o desperdício alimentar tornou-se mais fácil. Concordam?

sexta-feira, 16 de abril de 2021

10 dicas para escolher e comprar peixe fresco

Quando se fala em comprar peixe fresco, muitas pessoas ficam receosas. Como saber se o peixe é mesmo fresco? E como se amanha? Perante tanta variedade, com formas e tamanhos diferentes, que espécies de peixe escolher?

Na verdade, são precisos, apenas, alguns conhecimentos e confiança para trazermos peixe, sem ser congelado, para casa. Quando comecei a comprar peixe fresco no mercado, para os almoços de domingo, no tempo em que tinha um quintal, lembro-me de ter pedido ajuda aos meus pais.

Para comprar peixe fresco, deixo-vos 10 dicas:
  1. Escolham uma peixaria, mercado ou supermercado. Caso não conheçam ou não queiram procurar, peçam referências aos amigos ou à família. Passem a fazer as compras regularmente nesse estabelecimento. Um espaço de confiança, faz a diferença.

  2. No momento da compra, peçam conselhos. Não tenham receio de perguntar. Com o tempo, serão os próprios vendedores também a aconselhar-vos. Por vezes, até partilham receitas sobre como devemos cozinhar determinado peixe.

  3. Trazer o peixe amanhado para casa é, sempre, muito prático e poupa-nos trabalho. Peçam para vos arranjarem o peixe. Também lhes podem pedir para o cortarem de acordo com as vossas preferências. Se é para cozer, para assar ou para fritar. Se querem em postas, mais ou menos, grossas, ou, em filetes. O corte deve ser adequado à preparação que irão fazer.

    Por exemplo, costumo comprar o salmão inteiro na peixaria e peço para o filetarem. Em casa, corto os filetes em tranches e congelo de acordo com o destino que lhes pretendo dar. A cabeça e a espinha cozo, retiro-lhe a carne e faço salmão à Brás ou, uso para juntar a legumes salteados ou, a uma tarte. Nada se desperdiça!

  4. Quando forem às compras, não se esqueçam de levar um saco térmico para colocarem o peixe e, assim minimizar as variações de temperatura. Quando chegarem a casa, devem acondicionar o peixe no frigorífico ou, no congelador. O peixe fresco, deve ser consumido, de preferência num intervalo de 24 horas.

  5. Caso, guardem o peixe no frigorífico, podem embrulhá-lo num pano húmido e colocar cubos de gelo, para que ajude a prolongar a frescura. Ao congelar, dividam o peixe em porções e, não se esqueçam, de etiquetar os sacos.

  6. Ao escolherem o peixe, tenham atenção à frescura. O peixe deve cheirar a maresia. Há quem diga que o cheiro do peixe fresco faz lembrar o cheiro do pepino.

  7. O peixe fresco deve ter um aspecto firme e resistente. Caso pareça estar mole e flácido, poderá já não estar muito fresco.

  8. A pele e as escamas do peixe devem estar brilhantes, sem cortes. As barbatanas devem apresentar-se direitas e inteiras.

  9. Os olhos devem ser brilhantes, vivos e, nunca ensaguentados ou opacos.

  10. As guelras devem ser de um vermelho vivo, que indica frescura e, não uma cor desmaiada.

Espero que estas dicas vos ajudem na próxima ida às compras!

quinta-feira, 4 de março de 2021

10 dicas para fazerem uma tábua de queijos e enchidos

Que entradas preparar quando recebemos amigos em casa? Como podemos fazer uma refeição prática, para a família, em jeito de petiscos e que não nos obrigue a estar muito tempo na cozinha e que toda a gente adore?

A sugestão que partilho convosco é fazeremos uma tábua de frios. E podemos fazer tábuas de tudo. Nos últimos tempos, tenho partilhado no Instagram do Cinco Quartos de Laranja as tábuas de queijos e enchidos que tenho feito para os almoços de domingo, em tempos de confinamento, cá em casa.

Para quem quer fazer tábuas de queijos e enchidos, deixo-vos algumas dicas:
  1. Coloquem em primeiro lugar os queijos na tábua. A disposição dos queijos irá ajudar na colocação dos restantes ingredientes. Em vez de os juntarem, coloquem-nos em lados opostos para criar um sentido estético mais apelativo.
  2. Cortem os queijos duros em fatias, podem fazê-lo de maneiras diferentes de modo a criar padrões. Podem alternar queijos cortados em fatias com outro cortado em cubos. Podem optar por deixar alguns queijos inteiros, principalmente os de pasta mole. Os queijos azuis podem ser colocados na tábua ligeiramente esboroados.
  3. De seguida coloquem a charcutaria. Podem optar por presunto, salame, paio, etc. Dobrem em quatro e façam os chamados "rios" de salame. Podem fazer rosas de salame. Esteticamente fica muito apelativo. Como se costuma dizer, os olhos também comem e as tábuas vivem da conjugação feliz dos seus elementos.
  4. Caso usem produtos frescos ou em conservas, sequem-nos, em papel absorvente, muito bem antes de os colocarem na tábua.
  5. Coloquem azeitonas, mel, compotas, húmus, em taças. Disponham estes ingredientes juntos de outros que combinem em termos de sabor. Por exemplo, mel e compotas junto aos queijos. Palitos de cenoura ou de pepino, junto ao húmus ou a um molho de iogurte.
  6. Juntem elementos crocantes à vossa tábua, sortido de bolachas, fatias de pão fresco ou torrado, gressinos, etc. Acrescentem frutos secos, nozes, amêndoas, pistácios, por exemplo.
  7. Acrescentem legumes, frutas frescas e/ou secas. Pepino, rabanetes, cenouras, palitos de aipo, são boas opções. Morangos, uvas, framboesas, são frutas que ajudam a dar cor, vida, e que resultam bem.
  8. Acrescentem colheres ou outros utensílios que possam ser necessários. Se colocam taças com compotas, disponham pequenas colheres e facas para retirar os patés ou para cortar algum outro ingrediente como os queijos, por exemplo.
  9. Decorem a tábua com ervas frescas ou flores comestíveis.
  10. Sirvam a tábua e divirtam-se em família!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Como assar castanhas no forno?


As castanhas são sinónimo de Outono. Reconfortantes. Assadas, ganham a minha preferência. Quando passeio pela cidade, nesta altura do ano, raramente resisto ao cheiro que invade as ruas vindo dos carrinhos dos vendedores ambulantes.

Servir castanhas no Dia de São Martinho é uma tradição de Norte a Sul do nosso país. Podemos cozê-las, fritá-las ou assá-las. Há muitas maneiras de as assar. Em casa dos meus pais, usou-se durante anos, uma panela com furos e aproveitava-se as brasas da lareira. Cá em casa, sempre que faço castanhas, asso-as no forno.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Como fazer noodles ou esparguete de curgete?


Noodles de curgete, zoodles ou esparguete de curgete?
São estas as designações, com que muitas das vezes, nos deparamos quando se fala da curgete cortada como se fosse esparguete.

Como fazer noodles ou esparguete de curgete? Que utensílios podemos usar?
Para fazermos os noodles ou esparguete de curgete, partilhei recentemente no Instagram do Cinco Quartos de Laranja um vídeo com os diferentes utensílios que podemos usar.

Podemos fazer o esparguete de curgete de diferentes maneiras. O esparguete de curgete é muito usado em receitas vegetarianas e isentas de glúten. É, também, utilizado por quem procura variar e incluir mais legumes na sua alimentação.

O esparguete de curgete é muito versátil. Podemos cortar a curgete desta forma e usá-la em substituição do esparguete, ou juntá-la a um prato de massa e assim incluirmos mais um legume no nosso prato. Podemos usá-la em sopas, saladas, salteada, entre muitas outras utilizações.

Para cortarmos a curgete em tiras finas a fazer lembrar o esparguete podemos usar um espiralizador. Este utensílio exige, por vezes, um pouco de esforço da nossa parte, mas o resultado final é bom.

Podemos recorrer a um cortador de juliana, é pequeno e por isso não ocupa muito espaço na gaveta da cozinha, e a uma mandolina. Os noodles de curgete feitos com estes cortadores ficam mais finos. Cortar a curgete com a mandolina é mesmo muito rápido. Mas cuidado com os dedos!

A forma mais prática de fazermos noodles é usarmos um cortador eléctrico. Há no mercado várias opções. Há até adaptadores de corte que se colocam nas batedeiras. Há varinhas mágicas que trazem utensílios que permitem cortar em juliana. É importante percebermos se o cortador deixa os noodles de curgete com muita água.

Numa ida às compras, vão ver que encontram os diferentes utensílios de que falo.

Nas minhas pré-preparações costumo fazer noodles de curgete para depois usar nas refeições da semana. Coloco-os numa caixa com papel absorvente e aguentam-se cerca de dois a três dias.

Fazer esparguete ou noodles de curgete é tão fácil!

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Como cozer arroz integral?


O arroz é, talvez, o rei dos cereais e nós, portugueses, somos da Europa, o país que mais consome arroz. Este cereal vai bem com tudo, seja carne, peixe ou vegetais. Seja como prato principal ou acompanhamento. Devemos ter no nosso receituário mais receitas de arroz do que de bacalhau!

A grande maioria das variedades de arroz procede de duas espécies, a Oryza sativa (arroz asiático) e Oryza glaberrima (arroz africano). As muitas variedades de arroz estão classificados pelo tamanho ou formato do grão (grão longo, médio ou curto).

Numa ida ao supermercados encontramos, facilmente, o arroz agulha, o carolino, o vaporizado, o selvagem, o basmati e o integral. Por vezes, encontramos também, o arroz vermelho e o arroz preto.

Se estamos habituados a cozinhar com arroz branco, quando passamos para o integral, possivelmente todos temos experiências menos bem sucedidas. Ou demorou muito a cozer ou, mesmo depois de deixarmos a cozer muito tempo, não ficou com a consistência desejada.

O arroz integral é um arroz ao qual não foi retirada a película protetora durante o processo de branqueamento, por isso, é rico em fibras. Todos os tipos de arroz podem ser encontrados na sua versão integral, com excepção do selvagem.

Como cozer arroz integral?

Um dos primeiros passos, é demolhá-lo, apesar de nas embalagens de arroz não constar esta indicação. É obrigatório fazê-lo? Não. Mas temos vantagens em demolhar o arroz integral.

O Dr. Joel Fuhrman, no livro Comer para Viver, diz-nos « (...) pôr os cereais integrais, como o arroz integral, o trigo mourisco ou a quinoa de molho no dia anterior faz aumentar o seu valor nutricional. Alguns dos fitonutrientes e das vitaminas são activados quando o cereal começa a germinar. Todos eles incluem fenóis quimiopreventivos que inibem o crescimento de células anormais. Demolhá-los durante 24 horas induz o estado inicial de germinação, mas os rebentos não se veem. Faz também com que o tempo de preparação seja mais curto. »

O arroz integral é muito saboroso, com uma textura crocante e fica bem em mil e um pratos. Agora, que o calor chegou, é perfeito para juntar às saladas ou para preparar uma refeição rápida.

Cozer arroz integral

Ingredientes:
300 g de arroz integral
2 l de água
1 tira de alga kombu (opcional)
Sal q.b.


1. Deixar o arroz a demolhar de um dia para o outro, ou umas horas antes de o cozer.

2. Escorrer o arroz e passá-lo por água corrente.

3. Levar uma panela com água ao lume. Quando ferver adicionar o arroz e contar 20 minutos.

4. Quando a água voltar a ferver, adicionar uma pitada de sal e a alga kombu, caso a utilizem.

5. Passados os 20 minutos, escorrer o arroz.

6. Deixar na panela mais 10 minutos tapado.

O tempo de cozedura poderá variar de acordo com o produtor e o tipo de arroz usado. Caso experimentem, depois, digam-me como correu.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Que quantidade de sal usar no pão?


« Pão sem sal » é uma expressão popular usada quando nos referimos a alguém ou, a alguma coisa, que achamos desinteressante, com pouca piada, em que lhe falta algo que lhe dê vida, tempero. O sal é um ingrediente que não pode faltar no pão. Pão sem sal é insosso, insípido. O sal torna o pão mais saboroso, mas tem que ser na quantidade certa.

Em relação ao sal, para terem uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de sal de cozinha não exceda 5 g. Ao fazermos pão, já nos aconteceu, por certo a todos, umas vezes ficar bom, outras mais ou menos e outras ainda, a sentirmos que tinha sal a mais. Como fazermos, então? Como saber a quantidade certa de sal a colocar no nosso pão?

Qual o papel do sal no pão?
O sal actua como um antioxidante na massa, para além de acrescentar sabor, ajuda a acentuar os aromas presentes no pão.

O sal ajuda a desenvolver o glúten e a dar força à massa, tornando-a mais elástica. Ajuda o pão a manter, a aprisionar o dióxido de carbono durante a fermentação, suportando a formação do volume.

Os cristais de sal têm a capacidade de absorver água do seu ambiente, o sal é uma substância higroscópica. O sal contribui para retardar a acção do fermento. Quando o sal e o fermento competem pela água, ganha o sal e a acção do fermento é mais lenta.

Qual a quantidade de sal a usar no pão?
Na preparação do pão é considerado normal usar até 2% em relação à quantidade de farinha usada, dependendo da receita e das preferências pessoais.

A fórmula básica de pão, com que comecei a trabalhar indicava:

Farinha - 100%
Água - 60%
Levedura fresca - 3-4%
Sal - 2%

Ou seja, por exemplo:

Farinha - 500 g
Água - 300 g
Levedura fresca - 15-20g
Sal - 10g
Sendo que a humidade da farinha muda, dependendo até da época do ano, podemos ter que usar mais ou menos para obter a consistência desejada de acordo com a receita do pão que estivermos a fazer.

A legislação portuguesa estabelece o uso de 14 g de sal por 1 Kg de farinha, em termos comerciais. Em casa podemos usar cerca de 7g a 10g de sal por 500g de farinha, dependo do gosto ou das necessidades pessoais.

Pão sem sal não tem sabor. Podemos diminuir e ajustar a quantidade, seguindo as indicações que partilho convosco. Mas lembrem-se que o pão precisa de sal.

Que tipo de sal usar na confecção do pão?
De uma maneira geral, todo o sal é bom, o importante é que os cristais sejam finos para se dissolverem, facilmente, na água ou, na mistura da massa. Caso queiram usar sal grosso, marinho, dissolvam-no previamente num pouco da água reservada para amassar. Ou então, podem sempre triturá-lo.

É importante termos noção que há vários tipos de sal e que alguns têm aditivos. Em relação ao sal, é escolher aquele que poderá acrescentar sabor ao nosso pão, que nos traga alguns benefícios em termos de saúde, e claro,  que o custo seja acessível. 

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Como demolhar bacalhau seco da Noruega?


Demolhar bacalhau parece ser uma tarefa complicada e difícil, mas a verdade, é que é tão fácil fazê-lo em casa. Basta ter em atenção alguns pormenores e começar. Vamos demolhar bacalhau?

Demolhar bacalhau, em casa, tem vantagens. Para além de fazermos a demolha a gosto - mais ou menos tomado do sal - verificamos, ainda, que em média, o bacalhau aumenta cerca de 30% depois da demolha! Se comprarmos 1 kg de bacalhau seco da Noruega, depois da demolha, ficamos com cerca de 1,300 kg. O bacalhau seco, bem curado, depois de demolhado rende, revelando-se uma escolha acertada em termos económicos. E podemos aproveitar todas as partes, desde o rabo ao cachaço, sem esquecer as peles e espinhas e, a água de cozedura. No bacalhau, tudo se aproveita!

Como demolhar bacalhau seco da Noruega?

Antes de demolhar
O bacalhau seco pode ser guardado à temperatura ambiente, mas o ideal é conservar no frigorífico até ao momento da demolha.

Iremos precisar de:
1 bacalhau seco da Noruega cortado em postas
1 recipiente ou caixa com tampa para a demolha
Água fria q.b.
Gelo q.b.

1. Para iniciar a demolha, passar as postas secas de bacalhau por água fria. O objectivo é retirar o excesso de sal do exterior.

2. De seguida, colocar as postas de bacalhau num recipiente, com a pele virada para cima e de preferência, sem as sobrepor, colocar água fria até encher. Caso usem água saída da torneira, adicionem cubos de gelo para que arrefeça rapidamente. Se tiverem possibilidade, coloquem uma rede ou um suporte no fundo para que as postas não fiquem em contacto com o sal que se vai depositando na base do recipiente.


3. O recipiente escolhido deverá ter o dobro do volume do bacalhau a demolhar e é importante que seja fácil de manusear, pois iremos trocar a água várias vezes. Costumo usar um recipiente de plástico, com tampa.

4. Guardar o recipiente no frigorífico. Muitas vezes, devido ao calor o bacalhau poderá adquirir um odor peculiar. Isto significa que a temperatura da água foi inadequada. Para mantermos a água da demolha sempre fria (inferior a 8ºC), guardar o recipiente no frigorífico.

5. Passadas 2 horas retirar toda a água e voltar a cobrir de água, depois disto, é aconselhável mudar a água de 8 em 8 horas.

6. O bacalhau da Noruega é classificado de acordo com o peso. Tempos de demolha por categoria:
  • - Bacalhau corrente (peso entre 0,5 e 1 kg): 36 horas;
  • - Bacalhau crescido (peso entre 1 a 2 kg ): 48 horas;
  • - Bacalhau graúdo (peso entre 2 a 3 kg): 55 horas;
  • - Bacalhau especial (superior a 3 kg): 72 horas.

É importante ter atenção aos tempos de demolha para que as postas de bacalhau não fiquem, por um lado demasiado salgadas ou, por outro, deslavadas, quase sem sabor.

As postas mais finas, com cerca de 1 cm de espessura (abas e rabo) vão demolhar em menos tempo e são estas as primeiras a retirar. Caso queiram, podem fazer a demolha por tipo de posta, em recipientes separados.

7. Para sabermos se o bacalhau está no ponto de sal desejado, há quem prove, retirando uma lasca. Ou então, podemos inserir um palito numa das postas e provar. Este último é o método que utilizo. Nada melhor do que provar para termos o bacalhau demolhado ao nosso gosto!

Depois de demolhado, o bacalhau pode ser confeccionado de imediato ou congelado.

Como aproveitar o bacalhau:
  • - Lombos e postas altas: Para assar no forno, na grelha, cozer ou confitar;
  • - Postas finas: Preparações que não necessitem de lascas grandes. Ideal para usar nas caldeiradas, guisados, gratinados como o bacalhau com natas;
  • - Abas e rabos: Ideais para receitas em que se use o bacalhau desfiado finamente. Bacalhau à Brás, saladas, açordas.

Pescado nas águas frias, num habitat puro e gelado, o bacalhau da Noruega, tem características de sabor e textura que o distinguem. Bem seco e curado, com cor palha, depois de capturado o bacalhau da Noruega é preparado de modo tradicional (até aos 47% de humidade máxima) e as postas mais altas, formam lascas bem definidas depois de cozinhadas. Na escolha do bacalhau, a origem é importante. Nas próximas compras não se esqueçam de incluir na lista o bacalhau seco da Noruega.

terça-feira, 24 de março de 2020

Como fazer ovos cozidos?


Cozer ovos parece ser uma tarefa bastante simples. Toda a gente sabe cozer ovos! A verdade é que confrontados com a prática, por vezes, percebemos que afinal cozer ovos também tem a sua técnica.

Ora ficam cozidos demais! Ora, a gema não fica com a consistência que pretendíamos. Ora não os conseguimos descascar!

Os ovos cozidos são um alimento tão versátil. Podemos usá-los nos pequenos-almoços ou lanches. São óptimos em saladas, sandes ou até em sopas.

Partilho, hoje convosco, três maneiras de cozer ovos. Existem no mercado, máquinas para cozinhar ovos na perfeição, mas para quem não tem, tal como eu, penso que estas dicas vos vão ajudar a fazer os ovos cozidos, perfeitos, para a família.

terça-feira, 17 de março de 2020

Como pré-preparar o frango para as refeições da semana


As pré-preparações para a semana são uma forma de organizarmos as refeições da família. Uma das coisas que podemos fazer previamente, é cozer e rentabilizar um frango.

A carne de frango cozida torna-se versátil e pode ser usada em vários pratos, desde sopas, saladas, sandes, omeletes, arrozes, massas, entre outras preparações.

Cozer um frango é algo prático e relativamente fácil. Precisam de carne de frango, água e alguns temperos. Podem cozer o frango inteiro ou em partes, como as coxas ou os peitos.

Podem aromatizar a água de cozedura da carne ao vosso gosto. Podem, para além dos tradicionais aromáticos - cebola, alho-francês, cenoura e aipo - adicionar uma pitada de paprica ou de açafrão-da-Índia, gengibre, tomilho, folha de louro, etc.

Para saberem se o frango já está cozido, podem usar um termómetro, inserindo-o na parte mais grossa da coxa. Deverá estar no ponto quando atingir os 74 ou 75ºC.

O frango desfiado aguenta-se cerca de 2 a 3 dias no frigorífico. Para desfiar podem fazê-lo à mão ou usando um robot. Depois de desfiado, dividir em porções e guardar em caixas herméticas. Se tiverem uma máquina que feche a vácuo, perfeito.

O congelador é sempre uma boa opção. Normalmente deixo uma porção, no frigorífico, para usar numa ou duas refeições e congelo as restantes.

Aproveitem o caldo de cozedura do frango. Podem usar em sopas, pratos de arroz, guisados, assados, entre outras preparações. Caso não tenham um destino imediato para o caldo, congelem-no.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Como evitar o desperdício alimentar? A lista de compras


Como evitar o desperdício alimentar?
Ao evitarmos o desperdício estamos a poupar e a rentabilizar o nosso dinheiro. Por vezes, basta um pouco de organização e disciplina para o conseguirmos fazer.

Dicas para reaproveitar e poupar:

1. Planear as refeições da semana
Planear o que iremos preparar, ajuda-nos a rentabilizar as nossas compras.
O planeamento das refeições é um método que nos ajuda a preparar as refeições da semana, evitando estar sempre a pensar sobre o que iremos cozinhar. Planear o que iremos preparar, ajuda-nos a rentabilizar as nossas compras.

2. Cozinhar de acordo com as necessidades
Ao cozinharmos para a semana devemos ter em conta o nosso planeamento e ajustar as quantidades às nossas necessidades. Quantas refeições na semana iremos fazer em casa? Para quantos membros da família? - estas são algumas das questões que devemos colocar. Sabendo as nossas necessidades, depois é mais fácil sabermos o que precisamos de preparar.

3. Organizar a despensa
A organização da despensa é fundamental para conseguirmos não desperdiçar. Uma despensa organizada ajuda-nos a identificar os ingredientes que temos, os que estão quase a acabar e os em fim-de-validade.

4. A lista de compras
Por vezes, ao vermos certos produtos nas prateleiras dos supermercados entusiasmamo-nos e trazemo-los para casa, sem termos uma ideia definida sobre como os usar. Fazer uma lista de compras é essencial.

A lista de compras é a orientação, o sentido a seguir. Pode haver um ou outro desvio, mas lembrem-se o que o que escreveram, é aquilo que realmente precisam.

Escrever uma lista do que precisamos é uma forma de poupar, minimiza o impulso de comprar no momento, e ajuda-nos a não desperdiçar.

Para efectuar a lista de compras é importante sabermos o que iremos cozinhar ou como iremos realizar as refeições da semana, por isso ajuda fazermos, previamente, o planeamento das refeições.

Para vos facilitar a elaboração da lista de compras coloquem um quadro - existem uns magnéticos -, por exemplo, na porta do frigorífico, e vão anotando os produtos que fazem falta ou que estão a terminar.

Caso prefiram podem criar a vossa lista de compras no telemóvel usando por exemplo o Google Keep ou o OneNote. Hoje em dia, existem aplicações criadas de raiz a pensar nas listas de compras, que permitem partilhar a lista com a família e assim todos podem ir acrescentando os produtos de que precisam.

Como andamos sempre com o telemóvel, as aplicações podem ser também uma boa ajuda. Caso queiram optar por ter uma aplicação, encontram por exemplo, a Bring, Out Of Milk, Listonic, entre outras. Há cadeias de supermercados que disponibilizam aplicações que permitem aos seus clientes elaborar a lista de compras.

Ter acesso à lista de compras através do telemóvel pode ser a solução para quem se esquece da lista das compras, muitas vezes, em casa. A ida às compras sem a lista, segundo a minha experiência, é sinal de que algo não vai correr bem.

Sejam realistas nas vossas compras. Se tiverem como objectivo incluir mais legumes nas refeições, vejam o que realmente conseguem usar. Não é necessário comprarmos mais do que aquilo que iremos conseguir consumir numa ou duas semanas. Os frescos, por exemplo, tento comprar semanalmente. Caso queiram introduzir novos vegetais, façam-no de forma gradual.

As compras on line podem ser também uma boa alternativa. São até uma excelente forma de nos cingirmos a comprar exactamente aquilo de que precisamos, sem levarmos mais isto ou aquilo por que sim.

4.1 Como organizar a lista de compras?

Uma forma de organizar a lista de compras é identificando categorias. Por exemplo:
  • Vegetais;
  • Frutas;
  • Padaria;
  • Charcutaria;
  • Bebidas;
  • Produtos de higiene e limpeza;
  • Congelados;
  • Laticínios e ovos;
  • Carne e peixe;
  • Cereais e sementes;
  • Enlatados;
  • Especiarias;
  • Condimentos;
  • Outros.

No dia-a-dia, depois é só ir colocando os itens a comprar nas devidas categorias.

Nas minhas idas às compras, sigo quase sempre a mesma dinâmica. Começo nas frutas e vegetais, aproveito e espreito a florista. Depois sigo para a secção de padaria/pastelaria, passo pela zona de charcutaria, secção de bebidas, produtos de limpeza, utilidades, congelados, leite e iogurtes, carne e peixe fresco, e por fim a mercearia. No fundo é seguir, mais ou menos a organização das secções do supermercado, para não andarmos para a frente e para trás. Opto por fazer a mercearia no fim, porque, nos supermercados onde vou, fica perto das caixas de pagamento.

À medida que vou fazendo as compras, com a lista, faço também o controlo do que já comprei. Se a lista estiver em papel, é só ir riscando o que já temos no carrinho de compras.

Cada família deve escolher o método que melhor se adequa às suas dinâmicas. Em papel ou no telemóvel. Partilhada entre todos os membros ou não. Organizada por categorias ou simplesmente uma lista com o nome dos produtos a comprar.

Lembrem-se que a lista ajuda-nos a ser mais eficientes, a não esquecer itens e, no fundo, a não perdermos tanto tempo nas compras.

Uma lista de compras organizada ajuda-nos a não desperdiçar. Permite-nos comprar de acordo com as nossas necessidades. E ao não desperdiçar, estamos a poupar!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Como conservar ervas aromáticas, em azeite, no congelador?


As ervas aromáticas tornam tudo mais saboroso, seja uma sopa, uma massa, um prato de forno, uns ovos mexidos ou até uma salada. O ideal seria termos uma horta e irmos usando à medida que precisamos. Mas, para quem vive num apartamento, nem sempre é possível, apesar de, cá em casa, ter uma pequena horta.

Como podemos ter o sabor das ervas frescas, no dia-a-dia, nos nossos pratos? Como podemos dar destino a algumas ervas que comprámos e sabemos que não vamos utilizar em tempo útil?

Uma das soluções, poderá passar por conservar as ervas aromáticas em azeite, no congelador. Mas como o podemos fazer?

1. Preparar as ervas
O primeiro passo, é lavar as nossas ervas aromáticas, independentemente de onde quer que tenham vindo. Depois de bem lavadas, secar com papel absorvente.


2. Como conservar as ervas aromáticas em azeite
Para este processo iremos precisar de cuvetes de gelo. Escolham, de preferência, formas de gelo com tampa.
  1. Picar as ervas aromáticas, depois de lavadas e secas. Caso queiram, dependendo da escolha das ervas, poderão deixar pedaços inteiros, como as folhas ou pequenos raminhos;
  2. Preencher cerca de 2/3 de cada forma de cubo de gelo com as ervas;
  3. Regar com azeite até encher cada um dos cubos da cuvete. Em vez do azeite, podem optar por água, manteiga sem sal derretida ou óleo de coco;
  4. Tapar. Levar ao congelador.

Depois de congelado, poderemos manter os cubos nas cuvetes. Ou, caso prefiram, podem retirar os cubos de ervas congelados em azeite para um saco de plástico, com fecho hermético ou, para uma caixa. Depois é ir usando.

Consumir as ervas aromáticas congeladas em azeite no prazo de 3 meses.


3. Como escolher as ervas aromáticas
Há ervas aromáticas que resultam melhor congeladas do que outras. Por exemplo, a hortelã e o manjericão, famosas pelo seu aroma e sabor, usadas normalmente frescas, podem ser congeladas, mas por serem ervas que exigem frescura, não são as mais indicadas.

Cebolinho, salsa, coentros, apesar de serem muitas vezes usadas frescas, podem ser conservadas assim, em azeite.

O tomilho, o alecrim e a sálvia, que usamos tantas vezes em assados, estufados ou em pratos de arroz, também podem ser congeladas usando este método. Como têm folhas rijas, resultam muito bem.

A escolha do azeite é também importante. Optem por azeite virgem extra. Este é um azeite de qualidade superior, possui sabor e cheiro intensos a azeitona sã, a sua acidez é igual ou inferior a 0,8% e não apresenta defeitos organolépticos.


4. Vantagens
Com este método podemos ter sempre ervas aromáticas prontas a usar nos nossos cozinhados. Podemos fazer as nossas misturas de ervas ou optar por cubos com apenas uma variedade. A escolha é nossa.

Torna-se muito prático. Podemos usar os cubos de ervas aromáticas em azeite em mil e uma receitas.

Ao preservamos as nossas ervas aromáticas estamos, também, a evitar o desperdício de alimentos nas nossas cozinhas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Como evitar o desperdício alimentar? Organizar a despensa


Como evitar o desperdício alimentar?
As vantagens de não desperdiçarmos alimentos, na nossa cozinha, são grandes. Uma dessas vantagens é, como de uma maneira geral sabemos, conseguirmos poupar e rentabilizar o nosso dinheiro com as compras que fazemos.

Dicas para reaproveitar e poupar:

1. Planear as refeições da semana
O planeamento das refeições é um método que nos ajuda a preparar as refeições da semana, evitando estar sempre a pensar sobre o que iremos cozinhar. Planear o que iremos preparar, ajuda-nos a rentabilizar as nossas compras.

2. Cozinhar de acordo com as necessidades
Ao cozinharmos para a semana devemos ter em conta o nosso planeamento e ajustar as quantidades às nossas necessidades. Quantas refeições na semana iremos fazer em casa? Para quantos membros da família? - estas são algumas das questões que devemos colocar. Sabendo as nossas necessidades, depois é mais fácil sabermos o que precisamos de preparar.

3. Organizar a despensa
Para além do frigorífico e do congelador, a gestão da despensa é fundamental para que consigamos evitar o desperdício alimentar. Mas para uma boa gestão da despensa, é importante que esta esteja organizada.

A mim, ajuda-me ter os ingredientes em recipientes de vidro, com a respectiva indicação do seu conteúdo. Gosto de usar uma caneta e escrever nos frascos, mas caso seja mais fácil ou prático, o uso de etiquetas é também muito eficiente.

Os recipientes fechados ajudam a identificar pragas, como por exemplo as traças, e evitar que se propaguem.

Cá em casa, organizo a despensa por categorias: farinhas, cereais, leguminosas, cereais de pequeno-almoço, enlatados, arroz e massas, especiarias e condimentos, leites, sumos e águas, molhos, frutas e frutos secos. Tenho também reservado uma prateleira para óleos, azeites e vinagres.

Para além dos frascos, tenho umas caixas onde agrupo ingredientes da mesma categoria. Por exemplo, especiarias e condimentos.

Guardo os produtos de limpeza, como os detergentes, etc... num armário separado dos bens alimentares.

As cebolas, os alhos e as batatas têm cestos próprios e estão fora da despensa, protegidos da luz. Não costumo misturar as cebolas com as batatas.

Com a despensa organizada é mais fácil gerirmos o seu conteúdo. No decorrer das semanas, é fundamental fazer regularmente uma "inspecção" à despensa. Colocar os produtos com o prazo de validade mais curto à frente, bem visíveis, para serem os primeiros a ter destino.

Quando sabemos que temos produtos em fim de validade é mais fácil não desperdiçar. Rapidamente pensamos numa receita para os usarmos.

A organização da despensa também nos ajuda a saber quais os produtos que temos e quais os que iremos precisar de comprar.

Uma boa gestão dos nossos stocks é uma ajuda preciosa para evitar o desperdício alimentar.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Como evitar o desperdício alimentar? Cozinhar de acordo com as necessidades


Como evitar o desperdício alimentar?
As vantagens de não desperdiçarmos alimentos, na nossa cozinha, são grandes. Uma dessas vantagens é, como de uma maneira geral sabemos, conseguirmos poupar e rentabilizar o nosso dinheiro com as compras que fazemos.

Dicas para reaproveitar e poupar:

1. Planear as refeições da semana
O planeamento daquilo que vamos cozinhar, tendo em conta a agenda da família e o número de refeições a preparar, é uma forma de ajustarmos as compras às nossas necessidades, evitando o desperdício.

2. Cozinhar de acordo com as necessidades
Ajustem o que cozinham às necessidades da vossa família. Faz sentido fazer uma panela de sopa para a semana, se antecipadamente sabem que vão fazer a grande maioria das refeições fora? Ou que afinal, nessa semana em vez de quatro serão só dois na mesa, aos jantares. Olhem para o vosso planeamento das refeições da semana e cozinhem de acordo com o que definiram. Todas as semanas são diferentes. Não precisamos sempre de cozinhar o mesmo ou as mesmas quantidades. Cada família tem a sua dinâmica.

Podem cozinhar em quantidade e rentabilizar. Podem fazer um prato para o jantar e levar no dia seguinte para o trabalho. Ou podem aproveitar e congelar em doses.

A comida deve ser conservada no frigorífico, mas quando se cozinha em quantidade ou, quando percebemos que não vamos conseguir consumir tudo o que preparámos, o melhor é congelar. O congelador é um bom amigo. Congelar comida feita para comermos, por exemplo, quando num dia chegamos a casa tarde, ou para quando temos menos tempo, é um bom princípio e assim, evitamos desperdiçar comida e dinheiro. Por exemplo, sempre que vou de férias, gosto de deixar comida congelada, para me facilitar a gestão das refeições e das compras, assim que regresso. Voltar às rotinas nem sempre é fácil, e ter alguma comida feita ajuda.

Ao congelar, colocar sempre na embalagem o nome do cozinhado e a data. Assim, conseguimos saber o que temos no congelador e há quanto tempo. Podem até fazer uma lista da comida feita que têm congelada e colocar na porta da arca frigorífica.

Planear e ajustar o que cozinhamos às nossas necessidades são, por um lado, uma forma de poupar e, por outro, ajudam-nos a evitar o desperdício alimentar.


Ler também:
- Meal prep, como começar?
- Meal prep, como cuidar dos nossos alimentos?
- Meal prep, como seleccionar as receitas?
- Frigorífico, o grande aliado das meal prep.