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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Salada de espinafres com salicórnia, requeijão e nozes


Os dias bonitos de Primavera inspiram-nos a preparar pratos coloridos e felizes. Assim que os dias de calor chegam, cá em casa, começamos logo a pensar em fazer saladas para os nossos almoços ou jantares.

Deixei de colocar sal nas saladas, de há uns anos para cá. As recomendações da Organização Mundial de Saúde indicam que deveríamos consumir 5g de sal por dia. Se começarmos a fazer as contas ao sal que consumimos, desde o pequeno-almoço até ao jantar, verificamos que ultrapassamos, em muito, a recomendação.

O consumo de sal, em excesso, contribui para o desenvolvimento da hipertensão e potencia o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Por isso, é fundamental termos atenção à quantidade de sal que consumimos. O sal pode ser substituído nos nossos pratos por especiarias, ervas aromáticas, sumo de limão ou por salicórnia. Conhecem? A salicórnia é conhecida como os espargos do mar ou como sal verde. Tem na sua composição uma percentagem de sal e é óptima para usar em pratos de carne, peixe ou em saladas. Hoje em dia, já se encontra facilmente à venda nos supermercados.

Relembro, que no próximo sábado, dia 19 de Maio de 2018, às 16h, vou estar no Jumbo de Sintra para um showcooking com o tema "Menos sal, coração mais saudável". A entrada é livre. É só aparecerem. Fica o convite.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Legumes salteados com queijo chèvre e pimentão doce fumado


As ervas e as especiarias fazem parte dos meus cozinhados. Penso que não há prato que eu faça que não leve uma pitada de pimenta-preta, um toque picante de pimenta de caiena, uma colher de paprica, uma folha de louro, um raminho de salsa, umas folhas de hortelã, uns orégãos secos para a salada de tomate ou para o molho da piza. Tenho, na cozinha, uma prateleira cheia de especiarias e ervas secas, sempre à mão de usar. A minha cunhada Cristina, quando me visita, uma das coisas que gosta de fazer é abrir a porta desse armário para sentir o cheirinho bom que de lá sai. Uma erva ou uma especiaria dão alma aos nossos cozinhados.

Há uns tempos atrás estive no renovado Mercado da Ribeira para um jantar organizado pela Margão, com o intuito de apresentar as novas tendências para 2015. Um dos pratos confeccionados para o jantar pelo chef Miguel Castro e Silva foi legumes salteados com queijo e pimentão doce fumado. Gostei tanto do prato que resolvi fazer cá em casa a minha versão.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Salada de quico e queijo com pesto de chocolate


Quando era miúda, sentia que quem tinha quarenta anos, já sabia tudo da vida e no fundo, estava mais perto daquilo que eu pensava que seria ser velho. Na minha família, com quarenta anos, já toda a gente tinha filhos e a vida encaminhada. A visão do mundo muda quando nos colocamos no lugar dos outros. Hoje tenho 41 anos.

O melhor dos quarenta é que nos trazem mais segurança em termos pessoais, nas relações com os outros e na maneira como agimos e reagimos às coisas da vida. Trazem-nos ponderação. Confesso, que gosto de mim, com 41, assim como gostava com 30. Cada década tem um sabor especial.

O pior, é sentir a finitude do tempo. Já não se vai mudar o mundo. É urgente fazer o que se sonha e de preferência agora, não daqui a dois ou três anos. O peso dos quarenta é uma realidade. Se aos vinte se recupera de uma noitada com uma noite bem dormida, aos quarenta talvez sejam precisas duas ou três. Os sinais do tempo a passar por nós começam a fazer-se sentir nestas pequenas coisas. Quando olhamos para os outros e achamos que envelheceram, é sinal que nós também.

As surpresas, é continuar apaixonada pela vida e deixar que esta nos surpreenda. Todos os dias têm coisas boas, cabe-nos a nós ter o espírito afinado para as encontrar.

Não me sinto desiludida aos quarenta. As coisas são o que são. Sinto-me grata com a vida.

Os quarenta trouxeram-me coisas boas. Publiquei o meu primeiro livro, Cozinha para Dias Felizes. Mostraram-me também um caminho. Descobri que sou feliz a cozinhar e a escrever sobre comida. Como é que eu não vi isto antes? É mais que sabido que o caminho que temos que percorrer não é, para muitos, uma recta.

O que se perde aos 40? Talvez um pouco de paciência, principalmente com pessoas ou atitudes que não valem a pena. Aos 40 temos mesmo que distinguir o essencial do acessório, o que é importante manter e lutar, e aquilo que deve seguir o ritmo normal da vida.

Quando olho para trás e penso nos meus 20 anos o recado que daria a mim mesma, é o que hoje também tento passar aos meus alunos. Uma das perguntas que no início de cada ano letivo faço aos meus alunos é, sendo finalistas, quais são os seus sonhos? Que escrevam numa folha três ou quatro sonhos que gostariam de concretizar. A vida sem sonhos não tem piada. E os sonhos que se têm aos 20 podem ser para a vida. Por isso, sonhem. Estudem. Aprendam e acreditem que é possível.

Os 50? Ainda falta tanto tempo! Até lá, espero continuar a experimentar e a testar receitas novas e diferentes, como a que hoje vos trago, uma receita de salada de quico e queijo com pesto de chocolate que desenvolvi para um artigo sobre pratos salgados com chocolate na edição de Abril de 2014 da revista Saber Viver.

[ Este texto foi escrito para participar no desafio lançado pelo blogue Senhoras da Nossa Idade. ]


Salada de quico e queijo com pesto de chocolate

Ingredientes para 4 pessoas:
200 g de quico (mistura de quinoa, lentilhas e cenoura)
200 g de ervilhas
300 g de espargos
200 g de queijo feta
Pesto de chocolate q.b.


1. Cozer o quico em água temperada com sal durante 10 a 12 minutos. Escorrer.

2. Cozer as ervilhas em água temperada com sal. De seguida escorrer.

3. Arranjar os espargos e cortá-los. Levar um tacho com água ao lume com sal. Quando ferver, adicionar os espargos e deixar cozinhar durante 3 minutos. De seguida escorrer.

4. Numa taça colocar o quico cozido, as ervilhas e os espargos já frios. Adicionar o queijo feta cortado em cubos e o pesto de chocolate. Mexer e servir.


Pesto de chocolate

Ingredientes:
20 g de folhas de manjericão
30 g de nozes
30 g de queijo parmesão ralado
1 dente de alho
15 g de chocolate com 70% de cacau
1 dl de azeite
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Colocar todos os ingredientes num copo. Triturar com a varinha mágica.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Panquecas de batata com ovo escalfado e espargos grelhados


Gosto de batatas. Em casa dos meus pais, ainda hoje, não podem faltar batatas. Ora se faz sopa, ou se assam no forno, ora vão para o tacho com carne ou bacalhau, e fritas, são simplesmente viciantes. Na apanha da batata, acompanhei muitas vezes os meus pais ou o Avelino - um antigo empregado da casa, que nos adoptou e hoje tem um lugar na família. Quando falo com a minha mãe por telefone, para além de perguntar pelos avós que ainda me restam, gosto também de saber como vai o Avelino. O Avelino que sempre que vou a Santarém me escolhe os ovos frescos e nunca se esquece de me apanhar um raminho de hortelã, que sabe que eu adoro. É ele que quando chegam as batatas novas da terra, as lava e as deixa a secar para eu escolher as que quero trazer. Pequenos mimos impagáveis!

Hoje deixo-vos uma receita, que desenvolvi para a rubrica Batatas com Sabor. Esta sugestão tanto pode ser para uma refeição ligeira ou para um pequeno-almoço tardio.

Panquecas de batata com ovo escalfado e espargos grelhados

Ingredientes para 4 pessoas:
650 g de batatas para puré
1 ovo grande
125 g de farinha com fermento
30 ml de leite
10 g de salsa picada
300 g de espargos
1 a 2 ovos por pessoa para escalfar
6 colheres de sopa de maionese
2 colheres de sopa de mostarda em grão à antiga
1 dl de óleo de amendoim
Sal e pimenta-preta q.b.
Farinha para polvilhar q.b.


1. Descascar e cortar as batatas em pedaços. Levar ao lume num tacho com água.

2. Depois das batatas cozidas, escorrer e com a ajuda de um passe-vite reduzir a puré. Reservar.

3. Numa taça colocar, a farinha, o ovo, o leite e a salsa picada.

4. Adicionar o puré e envolver muito bem.

5. Com um pouco de farinha nas mãos, moldar pequenas bolinhas com a massa. De seguida espalmar as bolas com as palmas das mãos. Repetir a operação até terminar a massa.

6. Levar 0,5dl de óleo numa frigideira ao lume. Quando estiver quente, adicionar as panquecas e deixar fritar de ambos os lados.

7. Quando necessário, adicionar o restante óleo.

8. À medida que se retiram as panquecas da frigideira, colocá-las num recipiente com papel absorvente, para ficarem bem secas.

9. Arranjar e grelhar os espargos.

10. Levar uma panela com água ao lume. Quando ferver, adicionar uma colher de sopa de vinagre de vinho branco. Com a ajuda de uma colher, fazer um vórtice na água. Baixar o lume para o mínimo, e adicionar os ovos um a um, previamente partidos. Assim, que a gema estiver com a consistência desejada, retirar os ovos com uma escumadeira.

11. Numa taça misturar 6 colheres de sopa de maionese com duas colheres de sopa de mostarda.

12. Servir as panquecas com o ovo escalfado, os espargos grelhados e o molho de maionese e mostarda.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Salada de espargos com camarão para comer e emagrecer


Mais uma semana que termina. Março passou num piscar de olhos. Neste mês houve coisas que me fizeram feliz. Participei em mais um jantar do projecto Endógenos dedicado ao capão. Nunca cozinhei um galo destes e fiquei com vontade de o testar em algumas receitas. Comecei uma nova rubrica com as Batatas de França. As batatas são um dos alimentos que alteraram a história da alimentação. A minha cozinha encheu-se de câmaras e preparei um risoto de camarão com queijo da Beira Baixa para um programa a passar em Abril na SIC Mulher. Foi publicado o artigo acompanhado por três deliciosas receitas de batata que escrevi para a revista Comer e intitulado Batata, o tesouro dos Incas.


Gosto de comer fora. Em Março, jantei no Flor de Lis e tive a possibilidade de ir conhecer o River Lounge num dia bonito de sol. A vista para o Tejo é simplesmente inspiradora. Tive também a oportunidade de ver como se fazem as migas e a açorda alentejana. Fui ao Algarve assistir ao processo de fabrico de queijo de cabra artesanal e descobrir alguns segredos à volta do sal.


Deixo-vos, hoje, uma sugestão repleta de cor, texturas e sabores, inserida na rubrica Para Comer e Emagrecer:

Salada de espargos com camarão com molho de iogurte


Ingredientes para 4 pessoas:
250 g de camarão descascado com cauda
300 g de espargos
150 g de tomate cereja
70 g de folhas de agrião
10 folhas de hortelã
250 g de iogurte natural
30 ml de azeite
20 ml de sumo de limão
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Grelhar o camarão temperado com sal.

2. Arranjar os espargos. Com um descascador de legumes, cortar os espargos em fatias finas.

3. Numa taça juntar os agriões, o tomate cereja cortado ao meio, os espargos cortados, as folhas de hortelã rasgadas com as mãos e o camarão grelhado.

4. Numa taça misturar o iogurte com o azeite, o sumo de limão. Temperar com sal e pimenta-preta a gosto.

5. Regar a salada com o molho, mexer e servir.


Outras receitas Para Comer e Emagrecer:
- Beringela e tomate com bacalhau;
- Creme de couve lombarda;
- Sopa de chuchu com alho-francês;
- Sopa de couve-flor e coentros.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Arroz de espargos com tomate seco


Há alturas em que nas refeições cá de casa procuro fazer pratos sem carne e sem peixe. É uma resolução no sentido de encontrar um equilíbrio na alimentação cá de casa, e que nos sabe muito bem.

Na minha última ida às compras aos supermercados biológicos Brio trouxe arroz da Herdade da Carvalhoso que adoro, tomate seco produzido em Portugal e um molho de espargos. Este foi o resultado.

Ingredientes:
350 g de arroz
1 molho de espargos
30 g de tomate seco
1 cebola
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1,2 l de caldo de legumes
sumo de 1 limão pequeno
sal e pimenta preta q. b.


1. Colocar o tomate seco a demolhar durante pelo menos 15 minutos.

2. Arranjar os espargos e cortá-los aos pedaços, deixando as pontas.

3. Refogar no azeite a cebola e os alhos picados. De seguida adicionar o tomate seco demolhado picado.

4. Acrescentar o arroz, os espargos cortados sem as pontas e o caldo de legumes. Deixar cozer, mexendo de vez em quando, em lume médio.

5. Temperar o arroz com sal e pimenta a gosto.

6. Uns minutos antes de retirar o arroz do lume, adicionar as pontas dos espargos e sumo de um limão pequeno.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Salada de espargos grelhados com ovos de codorniz


Em Março, o Inverno, inquieto, chora gotas de chuva e dá os últimos gritos de agonia metamorfoseados em dias frios e cinzentos. Mas nas entranhas da Terra soam trombetas e a mãe Natureza fica em alerta. Acordam-se as fadas e os duendes adormecidos pela força do Inverno. Os animais preparam-se. Os anjos descem à Terra. No ar sente-se uma energia mágica. Pequenos seres invisíveis tocam nas árvores, passam por todos os jardins e pedaços de terra, pelas florestas e pequenas árvores escondidas e com sons que não conseguimos entender, chamam as cores e os cheiros bons que acompanham cada flor. As amendoeiras enchem-se de branco neve, os pessegueiros de rosa desejo, as ameixoeiras de branco florido e todas as outras árvores de fruto não resistem ao mesmo chamamento. Não há jardim que resista a esta força mágica.

Os ventos empurram as nuvens e o Sol não resiste a espreitar o espetáculo florido que a chegada da Primavera exige. As andorinhas cantam e fazem os ninhos nos beirais das casas. E nos humanos assistimos a esta mudança, com um sorriso de esperança e de renovação.

Março é um mês feliz.

E para festejar a chegada, ontem da Primavera, deixo-vos uma salada colorida e cheia de sabor, com um ingrediente, os espargos que enchem os campos nesta altura.


Ingredientes:
320 g de espargos
125 g de tomate cereja
12 ovos de codorniz
100 g de agrião
50 g de queijo parmesão cortado em lascas

Ingredientes para o molho vinagrete com mostarda:
6 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de sopa de mostarda em grão
sal q.b.


1. Colocar um tacho ao lume com água. Assim que levantar fervura colocar os ovos de codorniz e deixar cozer durante dois minutos.

2. Arranjar e grelhar os espargos.

3. Numa taça colocar os agriões, o tomate cereja cortado ao meio, os ovos de codorniz descascados e cortados ao meio e os espargos. Salpicar com as lascas de queijo.

4. Numa taça emulsionar muito bem o azeite, o vinagre, a mostarda e o sal. Regar a salada com este molho.


Fiz esta salada para a edição de Fevereiro de 2013 da revista Saber Viver.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Uma refeição com Brio para o Dia dos Namorados


Há refeições em que os ingredientes devem ser pensados com cuidado. Uma dessas refeições é no Dia dos Namorados. Aqui escolhem-se ingredientes afrodisíacos, que despertam desejos e convidam ao romance. Mas aliada a esta característica está também a qualidade dos produtos que se escolhe.

Para este dia, os supermercados biológicos Brio convidaram-me a visitar uma das suas lojas e a preparar um prato só com produtos biológicos. A comida é um elemento central na nossa vida e que deve ser pensada com cuidado a cada refeição. É importante escolhermos produtos que tenham crescido sem químicos, que saibam o que é o sol e que tenham tido tempo para apurar todo o seu sabor. Os produtos assim são sempre mais ricos e deliciosos.


Para o Dia dos Namorados aconselho-vos a pensar numa refeição afrodisíaca com produtos biológicos, cheios de sabor.

Peitos de frango panados

Ingredientes:
2 peitos de frango biológico
30 g de pão ralado
20 g de queijo parmesão ralado
2 g de gengibre em pó
1 colher de chá de pimentão doce
0,5 dl de leite
sal e pimenta preta q.b.

1. Abrir os peitos de frangos ao meio. Com um cortador de bolachas em forma de coração marcar a carne e depois cortar com uma tesoura.

2. Numa taça misturar o pão ralado, o queijo, o gengibre e o pimentão doce. Mexer.

3. Temperar os corações de frango com sal e pimenta preta a gosto. Passá-los pelo leite e depois pela mistura de pão ralado.

4. Colocar a carne sobre uma grelha com um tabuleiro por baixo.

5. Levar ao forno pré-aquecido a 220ºC durante aproximadamente 8 minutos.

6. Servir a carne com o arroz de ervas mediterrânicas e espargos.


Quem preferir pode em alternativa, fazer os peitos de frango inteiros, no forno, ou alourá-los numa frigideira com um pouco de azeite.

Arroz de ervas mediterrânicas e espargos


Ingredientes:
160 g de arroz com ervas mediterrânicas
1 molho de espargos
50 g de alho-francês sem rama
1 cebola pequena
1 dente de alho
0,5 dl de azeite
8,5 dl de água dos espargos
sal q.b.


1. Lavar e limpar os espargos. Colocá-los numa taça e regar com água a ferver. Deixar ficar durante 5 minutos. Retirar os espargos e reservar a água.

2. Colocar num tacho o azeite e o alho picado. Levar ao lume e deixar frigir um pouco.

3. Adicionar a cebola picada. Deixar refogar até a cebola quebrar.

4. Juntar o alho-francês cortado em rodelas finas e mexer.

5. Adicionar o arroz e mexer. Regar com o caldo de espargos.

6. Cortar as pontas dos espargos e reservar. Cortar os talos em pequenas rodelas e juntar ao arroz. Temperar com sal e deixar cozinhar em lume brando mexendo de vez em quando.

7. Antes de retirar o arroz do lume, adicionar as pontas dos espargos abertas ao meio.

8. Servir o arroz com os peitos de frango.


O arroz que usei tinha orégãos e só vos digo que fica delicioso. Muito bom! Enquanto cozia, a minha cozinha encheu-se com um cheirinho muito apetitoso. Passem por uma loja Brio e experimentem.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Salmão com batatas novas, espargos e molho de iogurte com aneto


Adoro visitar mercados. Já várias vezes o disse e nunca me canso. Há qualquer coisa de mágico sempre que visito um mercado. As cores dos frutos e legumes chamam-me a atenção e transmitem-me uma energia muito positiva. Sempre que entro num mercado, os meus olhos abrem-se prontos a captar todos os pormenores. Respiro fundo e ando de um lado para o outro. Gosto de ver tudo. Paro em todas as bancas que apresentem legumes diferentes ou frutas apetitosas. Mesmo em viagem, muitas vezes não resisto e compro frutas, pão fresco, sumos e muitas coisas para experimentar no regresso a casa. Por cá, este vício saudável mantém-se. Quase todas as semanas vou ao mercado. Gosto de meter conversa com os vendedores. Muitas vezes, dão-me dicas de como devo cozinhar algumas das coisas que compro e isto é delicioso. Lembro-me que uma vez comprei uma chaputa porque a vendedora me descreveu a receita que fazia em casa e não resisti.

Os mercados aproximam as pessoas. Conquista-se uma confiança, fazem-se laços e no final, todos os vendedores querem que tragamos o melhor que têm para nossa casa. Cuidam de nós e do que comemos.

Associado aos mercados está também o meu gosto por comer legumes. Cá em casa são parte essencial em todas as refeições. Por isso, quando pensei sobre o que iria escrever para o Bla Bla Blog da IKEA, soube de imediato que um dos textos que iria elaborar tinha que ser sobre a minha paixão por mercados e sobre a importância de comer legumes. Convido-vos a ler o texto que escrevi e a saborear a receita que complementa o texto.

Salmão com batatas novas, espargos e molho de iogurte com aneto


Ingredientes:
2 lombos de salmão
2 colheres de sopa de azeite
350g de batatas novas pequenas
300g de espargos
1 iogurte natural
1 raminho de aneto fresco
4 tomates cereja
sal e pimenta preta de moinho


1. Cozer as batatas com a pele. Depois de cozidas, retirar a pele. Reservar.

2. Colocar um tacho com água e sal ao lume. Quando ferver, adicionar os espargos previamente arranjados e deixar cozinhar durante 4 minutos. De seguida, retirar os espargos, passá-los por água fria e deixar a escorrer.

3. Colocar duas colheres de sopa de azeite numa frigideira. Levar ao lume, assim que estiver quente colocar os lombos de salmão temperados com sal e pimenta preta de moinho a gosto. Deixar cozinhar de um lado e depois do outro.

4. Numa taça colocar o iogurte natural, o aneto picado e pimenta preta de moinho a gosto.

5. Num prato colocar batatas, espargos, uma posta de salmão, tomate cereja cortado ao meio. Servir com o molho de iogurte.


Bons cozinhados!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bife de vaca grelhado com puré de abóbora, espargos e redução de vinho do Porto


Janeiro já vai a meio e o que tenho eu feito? Como tenho procurado aproveitar o meu tempo livre?

Em Janeiro houve tempo para dois filmes:
- Real Steel (Puro Aço). Conta-nos a história do reencontro de um pai com o seu filho depois da morte da mãe, num futuro em que a tecnologia criou robots pugilistas;

- Moneyball (Jogada de Risco). A história baseada em factos reais de um treinador que consegue levar a sua equipa a um resultado inesperado.

Houve tempo para visitar a família e ir tomar café, numa manhã de sábado, com uma amiga, falarmos de livros e das coisas boas da vida.

Consegui terminar três livros:
- A Árvore das Palavras de Teolinda Gersão, que adorei ler. Uma escrita poética, musical que me conquistou plenamente;

- A Ilustre Casa de Ramires de Eça de Queiroz. Eça é um dos grandes escritores portugueses e ando a tentar ler mais algumas das suas obras. Neste romance, Eça de Queirós apresenta-nos Gonçalo Ramires, um fidalgo, e as suas ambições políticas. A convite de um amigo, Gonçalo escreve uma novela, que poderá ser uma forma de ser reconhecido e uma ajuda para a sua carreira política;

- 100 food experiences to have before you die de Stephen Downes, um dos livros que estava na minha lista de desejos de 2011, mas que só agora consegui terminar. O autor apresenta-nos 100 experiências de comida que na sua opinião são imperdíveis. Gostei de ler o livro, fiquei a salivar com alguns dos pratos e fiquei cheia de vontade de fazer alguns. No entanto, surpreendeu-me não haver uma única referência à gastronomia portuguesa. Uma das experiências que devemos ter antes de morrer é comer sardinhas, de escabeche ou fritas segundo o autor, e nenhuma referência às nossas maravilhosas sardinhas assadas. O bacalhau também é referido, mas o autor remete as experiências para Espanha ou Itália.

100 food experiences to have before you die terminei-o ontem à tarde, enquanto ouvia a chuva a cair, depois de um delicioso almoço: Bife de vaca grelhado com puré de abóbora e redução de vinho do Porto.


Bife grelhado

Ingredientes:
2 bifes
flor de sal


1. Grelhar os bifes.

2. Depois de grelhados, polvilhar com flor de sal.


Servir os bifes com puré de abóbora com caril, espargos e uma redução de vinho do Porto. Os espargos foram, depois de arranjados, cozidos durante 4 minutos em água a ferver, temperada com sal.


Puré de abóbora com caril

Ingredientes:
500g de abóbora assada ou abóbora cozida (escorrida)
20g de manteiga
1 colher de chá de caril
5 colheres de leite quente
pimenta preta de moinho
sal


1. Colocar todos os ingredientes num robot de cozinha e reduzir a puré.


Redução de vinho do Porto

Ingredientes:
1 haste de alecrim
1 haste de tomilho
1/2 colher de chá de sementes de coentros
1,5dl de vinho do Porto


1. Colocar o tomilho e o alecrim numa frigideira anti-aderente. Levar ao lume, assim que a frigideira estiver quente, deitar o vinho do Porto. Deixar reduzir durante 5 minutos.


As estrelas deste prato são o puré de abóbora com um ligeiro picante do caril e a redução de vinho do Porto, que combinam na perfeição com o bife de vaca grelhado. Os espargos ficam estaladiços e crocantes, ajudam a dar textura e colorido ao prato.

Este é um prato cheio de sabor para um excelente início de semana.

Na vossa opinião, se tentássemos construir uma lista com as 100 experiências gastronómicas da cozinha portuguesa a ter antes de morrer, quais seriam?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Apanhar espargos, a origem de um desejo


A origem do meu desejo de apanhar espargos bravos começou, acredito eu, num texto de Francisco José Viegas publicado na já extinta Grande Reportagem, na sua coluna O Cozinheiro Ideal, que partilho aqui:

«"Estou tão contente por não gostar de espargos", diz uma menina num dos contos de Lewis Carroll. "Se gostasse teria de comê-los", responde o amigo. Os espargos são uma lenda campestre e volto a eles - verdes, colhidos no campo, só em meses de chuva. Eu sei que o leitor mal tem tempo para caminhar, quanto mais ir colhê-los ao campo, embrulhado em botas e mal protegido das intempéries. Nas estradas de província, no Douro ou no Alentejo (de onde vêm os melhores), há quem os venda aos molhinhos, a cinco euros, preço médio na sua época. Juntamente com as azedas do Douro, que crescem nos muros, e as melhores saladas de Primavera exigem (e, dirá o leitor mais afectuoso, as labaças para juntar aos ovos, as beldroegas para a sopa e para a salada, o cardo para a sopa), os espargos são mais do que essa lenda e a sua utilidade; a sua existência cumpre uma mitologia desregrada e saudável, mesmo que saibamos que responde pelo nome asparagus Lenuifolius, o que não nos deve afastar do essencial que é o seu sabor.
      Vamos, pois, aos asparagus Lenuifolius. Lavem-se os espargos do molhinho, verdes e fibrosos, corte-se a parte mais rija do caule e mergulhem-se em água por cinco minutos (podem juntar-se umas gotas de vinagre durante o banho de imersão). A seguir vem o alho, de que devem picar-se três dentes, que deve estar a aquecer numa frigideira (de ferro é preferível, senhores). Juntem-se os espargos quando o alho amarelecer sem queimar, e deixe-se frigir o conjunto enquanto se batem os ovos, com sal, pimenta e mais nenhuma outra invenção - são eles que devem amaciar os espargos, daí a menos de cinco minutos, até ficarem apenas cremosos. É uma benção, desde que o pão com que são comidos seja de boa qualidade. Depois disto, qualquer espargo de lata sabe a salbutamol ou benzofluoranteno. Sabe o que é?»

As crónicas sobre gastronomia de Francisco José Viegas, na Grande Reportagem, fascinavam-me. Adorava as palavras, as receitas, o modo como nos transmitia a sua paixão pela comida. Não sei se continua a escrever sobre gastronomia em alguma publicação nacional - se souberem, avisem-me s.f.f.! - mas eu guardei cuidadosamente as suas crónicas. Com a mudança de casa tive que me desfazer da colecção de revistas da Grande Reportagem, mas as crónicas do Francisco José Viegas dos números em que ele colaborou foram resgatadas e guardadas. Ao reler novamente a crónica sobre os espargos, decidi que seria este ano, o ano em que iria ao campo apanhar espargos. E assim nasceu um desejo, que entretanto foi concretizado pela mão da Cristina Lebre, em Estremoz.


Mas da crónica do escritor Francisco José Viegas surgiu também a vontade de fazer ovos com espargos bravos que tão deliciosamente descreve. Quando visitei o mercado de Estremoz, não resisti e comprei um molho de espargos na banca do senhor Henrique.



Ingredientes:
1 molho de espargos-bravos
6 ovos
3 dentes de alho
sal e pimenta preta de moinho q.b.
manteiga
fatias de pão para servir

1. Lavar os espargos. Retirar parte do caule duro.

2. Escaldar os espargos durante cinco minutos em água a ferver.

3. Picar os dentes de alho.

4. Colocar a manteiga numa frigideira e levar ao lume. Assim que a margarina derreter adicionar os dentes de alho e deixar frigir um pouco, sem que o alho queime.

5. Adicionar os espargos cortados grosseiramente. Deixar cozinhar um pouco.

6. Bater os ovos com sal e pimenta a gosto. Juntar os ovos com os espargos na frigideira. Mexer e deixar cozinhar até os ovos estarem prontos.

7. Servir os ovos mexidos com as fatias de pão.


Uma benção! Os espargos ficam crocantes, estaladiços, proporcionando explosões de sabor. Em relação à receita original apenas substituí o azeite pela manteiga.
Eu já tinha experimentado fazer estes ovos usando um molhinho de espargos de compra e realmente não tem nada a ver. Então com espargos de lata nem se fala!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Salada de espargos com ovo quente

Ontem voltei a ser surpreendida. Por volta da hora de jantar tocaram à campainha. O Ricardo atende e passados uns minutos chega à sala com uma caixa. Dei logo pulinhos de contente ao reconhecer a proveniência da encomenda. Achei que ali deveria haver qualquer coisa para mim! ;)

No Natal recebi dois livros da minha lista de pedidos, Garlic and Sappires: The secret life of a critic in disguise de Ruth Reichl e The sweet life in Paris: Delicious Adventures in the world´s most glorious - and perplexing - city de David Lebovitz, que entretanto já comecei a ler. Para além destes recebi também The Flavour Thesaurus de Niki Segnit.

Um destes dias, assim sem esperar fui surpreendida com o Around My French Table de Dorie Greenspan, que andava cheia de curiosidade e que depois de o abrir correspondeu às minhas expectativas. Tanto que resolvi fazer logo uma das receitas da Dorie, uma salada de espargos com ovos e bacon que resultou muito bem.


Ingredientes:
1 molhinho de espargos
2 ovos grandes à temperatura ambiente (um por pessoa)
nozes ou avelãs tostadas
salada de folhas mista
8 fatias de bacon

1. Colocar uma panela com água e sal ao lume. Quando começar a ferver adicionar os espargos previamente arranjados e deixar cozinhar durante 4 minutos. Retirar e colocar os espargos num recipiente com água fria. Escorrer bem os espargos deixá-los a escorrer sobre papel absorvente.

2. Numa frigideira alourar o bacon.

3. Colocar um recipiente com água ao lume. Quando ferver adicionar os ovos um a um com cuidado para não se partirem. Cozer os ovos durante 6 minutos. Depois colocar os ovos e água fria e descascar.

4. Servir a salada num prato ou em pratos individuais, colocando a mistura de folhas mista, espargos, o bacon cortado em pedaços o ovo aberto e nozes picadas grosseiramente.

5. Servir com o molho vinagrete.

Molho vinagrete:
1 colher de chá de mostarda Dijon
1 colher de sopa de vinagre de framboesa
3 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta q.b.

1. Colocar os ingredientes numa taça e mexer muito bem com uma vara de arames.


A surpresa desta salada para mim foi o ovo. Foi a primeira vez que cozi ovos em que o interior ficasse líquido. É óptimo.

Já agora, ontem dentro da caixa vinha A Homemade life: Stories and recipies from My Kitchen Table de Molly Wizenberg que tinha pedido, e Food From Many Greek Kitchens de Tessa Kiros de que não estava à espera! É tão bom ser agradavelmente surpreendida! :)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Comer, Orar, Amar e uma salada de espargos com ovo, salmão e mozzarella


Nas férias, quando li a obra Comer, Orar, Amar de Elizabeth Gilbert registei no meu moleskine duas citações. Uma sobre a cidade de Lucca, que me deixou a sonhar, com vontade de voltar a Itália e perder-me na sensualidade das ruas, das praças, na história dos edifícios, nas trattorias, nos pratos de pasta e comer dos melhores gelados do mundo.

Diz a autora: «(...) deixo os meus tios a gozarem o resto das férias sem mim e prossigo sozinha até à opulenta Lucca, essa pequena cidade da Toscânia com os seus famosos talhos, onde as peças de carne mais bonitas que vi em toda a Itália são exibidas nas lojas espalhadas pela cidade com a sensualidade a que é difícil resistir. Salsichas de todos os tamanhos e cores imaginárias apresentam-se cheias como pernas de senhoras em meias provocantes, balançando suspensas dos tectos dos talhos. As grandes nádegas dos presuntos pendem das janelas, acenando como prostitutas em Amesterdão. Os frangos mostram-se tão roliços e satisfeitos mesmo depois de mortos que imaginamos que se terão orgulhosamente oferecido para serem sacrificados, depois de em vida terem competido entre si para ver qual deles seria o mais gordo. Mas não é só a carne que é maravilhosa em Lucca; são as castanhas, os pêssegos, e os figos, meu Deus, os figos ...» (p.116)

Depois de ler esta passagem, fiquei a pensar: - eu quero ir a Lucca! Quero descobrir os talhos, contemplar as montras, provar as castanhas, apreciar o cheiro dos pêssegos maduros e sentir o doce dos figos. Acho que me perderia, em Lucca, por uma cesta de figos doces e frescos.

Para além de ficar encantada com as iguarias da cidade de Lucca, registei também um prato que a autora descreve e que também aparece no filme, que fui finalmente ver a semana passada.

«Regressei ao meu apartamento e escalfei dois ovos frescos para o almoço. Descasquei-os e dispu-los num prato ao lado de sete espargos (que eram tão finos e viçosos que não precisavam de ser cozinhados). Pus também algumas azeitonas no prato e quatro pedaços de queijo de cabra que trouxera no dia anterior da fromaggeria ao fundo da rua e duas fatias de salmão rosado e oleoso» (p.79)

Esta combinação de ingredientes não me saiu mais da cabeça. Gostei da simplicidade, dos espargos tenros, do queijo e de como combinou, aparentemente, por acaso, estes ingredientes, como se tudo o que colocasse no prato fosse magnífico. Excelente.

Inspirada nos ingredientes referidos na descrição do almoço de Elizabeth, resolvi fazer uma salada que foi apreciada ao jantar, para os dois, depois de uma ida às compras. As primeiras grandes compras na nova casa, para compor o frigorífico e a despensa.


Ingredientes:
2 ovos cozidos
4 fatias de salmão fumado
6 espargos verdes
azeitonas
tomates berry
queijo mozzarella fresco (em mini bolas)
folhas de manjericão
pimenta preta de moinho
azeite

1. Escaldar os espargos.

2. Cozer os ovos.

3. Por prato, colocar três espargos, um ovo cortado, 2 fatias de salmão fumado, azeitonas, tomate berry, queijinhos mozzarella, folhas de manjericão. Polvilhar com pimenta e regar com um fio de azeite.


Servi esta salada com fatias de pão. Os espargos ficaram crocantes, estaladiços, e deram textura à salada. Huumm, uma delícia.


Em relação ao filme, como na maioria das vezes acontece, achei o romance mais rico, mais intenso. No livro gostei das experiências da autora, em Itália, à volta da comida e que o filme apresenta de forma bastante apelativa. Mas desculpem, apesar de achar o Javier Bardem muito interessante, perfeitamente dentro do prazo e saudável ;), acho que não é o Felipe, o brasileiro cinquentão, charmoso, que conquista Elizabeth, na Indonésia. Ou pelo menos, não é o Felipe que eu imaginei! E o português espanholado que falou nas poucas palavras que proferiu, não ajudou. Não ajudou, mesmo nada! :)

Outras receitas adaptadas de obras literárias:
- Sopa de lentilhas vermelhas;
- Arroz de bacalhau do Francisco José Viegas;
- Morangos com mel.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Salada de espargos com beterraba, requeijão e ovos escalfados


Abril águas mil, assim diz o ditado popular. E seguindo a sabedoria popular, a chuva regressou. Ontem e hoje tem estado a chover. Mas com chuva ou sem chuva uma saladinha é sempre bem-vinda.

Depois de ver alguns episódios do programa de Nigel Slater, Simple Suppers, e de ter começado a ler Em Defesa da Comida, manifesto de um consumidor de Micheal Pollan, as minhas refeições têm-se enchido de vegetais, apesar de manter a carne e o peixe.

Em Simple Suppers, Nigel Slater realça a importância de comer legumes e de cada um os cultivar. Para além de nos apresentar a sua pequena horta, onde vai buscar produtos frescos para cozinhar logo de seguida, cada programa termina mostrando uma horta, a pessoa que a trata e uma refeição cozinhada no local com alguns produtos colhidos.

O conselho que Micheal Pollan nos dá assim que começamos a ler o seu livro é: «Coma comida. Mas não em excesso. Vegetais, sobretudo.»

Como todos sabemos, os vegetais são essenciais para uma alimentação equilibrada. O importante é usar a imaginação e cozinhá-los ou apresentá-los de forma apetitosa.


Ingredientes:
320 g de espargos grelhados
1 beterraba assada ou cozida
2 ovos escalfados
1 requeijão
5 tomates cereja cortados em quatros
2 fatias de presunto
alface
fatias de pão torrado

Vinagreta:
sal
pimenta
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre de framboesa



1. Num prato de servir dispor a alface, o presunto, os espargos, a beterraba cortada em meias luas, o tomate, o requeijão e os ovos. Regar com o molho vinagreta, bastando para isso misturar muito bem todos os ingredientes.

2. Servir com fatias de pão torrado.


Esta salada ficou muito agradável. No entanto, pode ser confeccionada com outros legumes e com outro tipo de queijo. Quando se fala em saladas, o importante é usar a imaginação!


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Risotto de cogumelos e espargos


Há refeições em que não me apetece nem carne nem peixe. Especialmente depois de dias a cometer excessos alimentares. A Páscoa é dada a estes excessos. Para além das refeições serem de festa ainda temos as amêndoas e os ovinhos de chocolate, que são uma tentação. Eu não resisto.

A receita original deste arroz encontra-se no livro Sabores Mediterrânicos - ideias que sabem bem e fazem bem do Pingo Doce. Eu, como sempre, fiz a minha adaptação.

Ingredientes:
2 chalotas
1 dente de alho
1 dl de azeite
1 dl de vinho branco
250 g de arroz para risotto
1 caldo de legumes (usei os novos caldos Knorr)
1 molho de espargos (320 g)
1 embalagem de cogumelos Shiitake frescos (230 g)
170 g de cogumelos brancos
1 L de água de escaldar os espargos
sal
pimenta
queijo parmesão ralado


1. Ferver 1 l de água. Com essa água escaldar, durante aproximadamente 6 a 7 minutos, os espargos. Escorrer e reservar a água.

2. Refogar as chalotas e o alho picados no azeite.

3. Adicionar o arroz e deixar fritar um pouco. De seguida refrescar o arroz com o vinho branco.

4. Adicionar o caldo de legumes e um pouco de água de escaldar os espargos.

5. Cortar os cogumelos e adicionar ao arroz. Temperar com sal e pimenta a gosto.

6. Ir adicionando pouco a pouco a água.

7. Cortar os espargos em pedaços, deixando as pontas.

8. Adicionar os espargos cortados ao arroz e deixar acabar de cozinhar, em lume brando. Sempre que necessário acrescentar um pouco da água dos espargos.

9. Servir o arroz decorado com as pontas dos espargos e polvilhado com queijo parmesão a gosto.


As pontas dos espargos ficam crocantes, agradáveis.

sábado, 21 de março de 2009

Piza à Joe King

Na passada quinta-feira foi dia de piza e como convidados recebemos os meus sogros. Os meus sogros são como pais para mim. Damos-nos todos muito bem e não passa uma semana em que não estejamos pelo menos uma vez juntos.

Como na quinta-feira foi também Dia do Pai, acho que não haveria melhor data para os convidarmos a vir cá a casa colocar as mãos na massa.

A massa e o molho de tomate para as pizas foram feitos da maneira habitual já aqui apresentada. As pizas, cada um fez a sua, como já é da praxe.


A minha sogra colocou na sua piza uma camada de fatias finas de presunto, tomates cereja cortados ao meio, espargos brancos de conserva e azeitonas verdes sem caroço, por fim polvilhou com queijo mozzarella ralado.

A piza foi servida com rúcula selvagem e foi considerada a mais bem apresentada.

Eu coloquei na cobertura um queijo mozzarella fresco cortado às rodelas, bacon cortado em cubos, tiras de presunto, pimento vermelho e pimento verde cortados em tiras, azeitonas pretas às rodelas e azeitonas verdes sem caroço inteiras e quatro quadradinhos de queijo roquefort. Por fim, polvilhei com queijo mozzarella ralado e óregãos secos.

Servi a piza com folhas de manjericão frescas.

Agora os rapazes:

O Ricardo desta vez, mesmo assim, foi mais comedido nas suas pizas 3D. Usou queijo feta, azeitonas pretas, polpa de tomate, salpicão, queijo ricotta, queijo roquefort, queijo mozzarella ralado, meias rodelas de tomate e brócolos.

Mas a revelação da noite foi o meu sogro Joaquim. Surpreendeu-nos a todos, primeiro com o seu à vontade a trabalhar a massa e depois a colocar a cobertura na piza.

Será que andou a treinar durante a semana? - verbalizámos nós em jeito de brincadeira, mas a perceber que tinhamos ali especialista. Mas o melhor ainda estava para vir, a cobertura da piza.


Na sua piza colocou chouriço picante e linguiça às rodelas, gomos de tomate, tomate cereja, tiras de pimento verde, azeitonas pretas às rodelas, azeitonas verdes sem caroço, queijo ricotta, ananás, rabanetes às rodelas e queijo mozzarella ralado.

A sua piza foi considerada a melhor, a mais saborosa de todas e a primeira a acabar. O chouriço picante deu-lhe uma graça que a distinguiu de todas as outras. Quem sabe, sabe.

Durante o jantar decidimos que a sua piza seria designada Piza à Joe King.

O jantar foi acompanhado de um vinho tinto Marquês de Borba de 2006 e para sobremesa fiz uma tarte de maçã em massa folhada.

Uma experiência em família, sem dúvida, a repetir.