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terça-feira, 18 de março de 2014

À descoberta da nova carta do restaurante Flor de Lis


Se gosto de cozinhar em casa, de passar horas a pensar em receitas, de experimentar ingredientes novos, gosto também muito de ir jantar fora. Por um lado, gosto de conhecer restaurantes, o trabalho dos chefs e de procurar inspirações. Por outro, adoro preparar-me. Escolher uma roupa mais especial, usar sapatos de salto alto, passar rímel e blush. Jantar fora é sinónimo de ocasião especial. Eu pelo menos gosto de a viver assim.

Numa destas sextas-feiras à noite fui, a convite da SANA Hotels, com o Ricardo jantar ao restaurante Flor de Lis, para conhecer a nova carta. Já tinha tido a possibilidade de ali desfrutar de um interessante almoço, no Verão passado. Estava curiosa com o ambiente ao jantar e com o que o chef Patrick Lefeuvre nos iria servir. Cheguei à hora combinada. A música ambiente, os ramos de flores em cima das mesas e as velas, acendidas logo que nos sentámos, davam ao restaurante um ar romântico e acolhedor. Gosto dos espaços que nos fazem sentir bem desde os primeiros momentos.

O Flor de Lis é um restaurante onde a carta acompanha o ritmo das estações. Por isso, nos pratos servidos, foi possível saborear elementos do Inverno misturados com outros a lembrar já os dias bonitos da aguardada Primavera.

Enquanto escolhíamos os vinhos, com a preciosa ajuda do Carlos Janeiro, que nos acompanhou neste jantar, fomo-nos deliciando com as manteigas e os diferentes tipos de pão. Se há combinação que nunca me canso de provar é esta. Adoro manteigas e de pão. De entre as três manteigas servidas, manteiga com sal, de piña colada e asiática, adorei o sabor fresco da mistura de coco e ananás. Em termos de pão, entre a variedade apresentada, sempre que posso escolho o de azeitonas e rendo-me aos encantos do de tomate seco. A primeira entrada servida, foi um pequeno entretém de boca, um carpaccio de novilho com vinagreta de nozes e a segunda, espuma de batata e trufa com entremeada, pleurotus e um chip de batata vitelote, a dar textura a esta entrada feliz. As entradas foram acompanhadas por um vinho branco que me traz sempre recordações de muitos bons momentos passados à mesa, um colheita tardia da Herdade dos Grous de 2010, com uma doçura especial e aromas de pêssego e mel, que nos deixam a sonhar por mais.


Assim que chegou o prato com a entrada, os nossos olhos sorriram. Foie gras caramelizado com recheio de enguia, ananás confitado com especiarias, tártaro de pato fumado e folhas de ouro e bronze. Um prato com uma apresentação muito apelativa. Gostei do caramelizado do foie gras, crocante. O ananás, revelou-se um elemento fresco que criou um agradável contraste de sabores com o foie gras.


O prato de peixe foi peixe-galo com lagostins salteados. A acompanhar um minestrone de legumes e jus de lagostins. O prato parecia obra de um artista. As pinceladas de verde do creme de espinafres dão a ideia de movimento. O prato foi servido com um condimento preparado com azeitonas, pimentos e azeite. O molho de lagostins do minestrone com cenoura, curgete e batata vitelote - crocantes, estava cheio de sabor, que quase apetecia comer à colher, como se de uma sopa se tratasse. O peixe-galo foi acompanhado por um vinho branco Quinta da Lagoalva Talhao I de 2012.


Para limpar o palato e preparar as nossas papilas gustativas para o prato de carne, saboreámos um sorbet de tangerina com espuma de lima.

O prato de carne, terrine de leitão crocante, cromesqui de tupinambo e legumes biológicos. Um prato muito apelativo. Apenas dois pequenos reparos, a crosta da carne de leitão ganharia se estivesse um pouco mais crocante e a folha de couve lombarda fosse estaladiça de maneira a desfazer-se na boca. O vinho servido com a carne foi um tinto do Douro, Vallado de 2011.


A pré-sobremesa foi gelado de chocolate com creme inglês, servido com paus de framboesa e frutos secos. A que se seguiu, creme de queijo, lima e morangos salteados em mel e manjericão.


Jantar fora é uma experiência e tudo contribui para que seja boa ou menos boa, para além da comida, que é sempre o factor chave, existem outros aspectos que complementam, desde a decoração da sala e das mesas, a música ambiente e claro, as pessoas que nos recebem e nos acompanham na refeição. No Flor de Lis, mais uma vez senti que o serviço era de cinco estrelas. Quando janto fora procuro restaurantes que se interessem pela qualidade e origem dos seus produtos. Que procurem trabalhar os pratos de forma inovadora e que surpreendam. O Flor de Lis pela mão do chef Patrick Lefeuvre, está nesse caminho.



Outros olhares sobre este jantar:
- A nova carta de Patrick Lefeuvre no EPIC SANA Lisboa por Raul Lufinha;
- A Primavera / Verão no Restaurante Flor-de-Lis do EPIC SANA Lisboa Hotel por Carlos Janeiro.

7 comentários :

  1. Bem!!! Esse foie gras tem um aspecto!! beijinhos

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  2. Sílvia,
    foi um dos meus pratos preferidos. E o prato ficou muito bonito.
    Um beijinho.

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  3. Foi um prazer sentar-me à vossa mesa. Espero que tenham gostado dos vinhos :)

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  4. Que excelente refeição! Sem dúvida!
    Beijinhos,
    http://sudelicia.blogspot.pt/

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  5. Ai meu deus que vontade de sair e ir comer uma comidinha de autor...

    Cumpts,
    viagemdoceviagem.blogspot.com

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  6. Gostei muito do texto... e das fotografias! E obrigado pelo "outro olhar"... :-)

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  7. Com certeza jantar fora é um dos melhores requintes, mas é claro que o que fazemos em casa por hobby nos deixa muuuuuuito feliz.

    Baby Back Ribs

    Abs

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