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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Muesli com quinoa e trigo sarraceno


Cá em casa, adoramos os pequenos-almoços e de há uns tempos para cá, temos procurado variar o que comemos logo na primeira refeição do dia. Impulsionada pela vontade de variar, decidi começar a fazer o nosso próprio muesli, em vez de comprar. Tem sido uma saborosa aventura, pois podemos juntar cereais, sementes e frutas diferentes em combinações, mais ou menos usuais, mas sempre de acordo com os nossos gostos.

O último que fiz, juntei flocos de quinoa com trigo sarraceno. Delicioso! Já sabem que a quinoa, que é um alimento muito nutritivo, tem sempre um sabor mais herbáceo, mas com a mistura das frutas, acaba por se dissipar. Cá em casa estamos fãs de muesli. E vocês?

terça-feira, 20 de março de 2018

Muesli tropical


Comemora-se, hoje, o Dia Internacional da Felicidade e todos, de uma maneira ou de outra, queremos ser felizes.

Há, quem procure a felicidade nas pequenas coisas do dia-a-dia. Na gargalhada inocente de uma criança, na luz intensa de um dia de céu azul, num passeio à beira-mar de mão dada com alguém especial. Num dia de Inverno, a ver a chuva a cair, no conforto do sofá com um chá quente entre as mãos. Há quem procure a felicidade no sorriso de uma flor, numa árvore nua num dia de nevoeiro, numa fatia de bolo de chocolate servida com um café e uma mesa cheia de amigos. Há quem procure a felicidade num abraço apertado, num beijo demorado, nos sorrisos dos outros, nas páginas de um romance, no brilho das estrelas numa noite de Verão, num filme de amor.

Há quem procure ser feliz todos os dias. Que olhe para a vida com um entusiasmo único, intenso, contagiante, como só assim conseguisse viver. Como só dessa maneira meio louca e inocente conseguisse encontrar um sentido para a vida, para a sua vida. Uma alma vazia, sem cor, sem desejos e sem sonhos morre aos poucos. A fórmula para encontrarmos a felicidade está no modo como olhamos para nós e para os que nos rodeiam. Está no modo como queremos viver. O problema é que muitas vezes não sabemos o que fazer. Desistimos antes de persistir. Ser feliz, não é um presente bonito embrulhado numa caixa glamorosa que nos é entregue pelo correio. A felicidade não chega sem trabalho, sem predisposição.

Para sermos felizes, temos que aprender a saborear os pequenos prazeres da vida. A olhar para as coisas com amor, com predisposição para o bem e agradecer todas as pequenas conquistas com que a vida nos presenteia.

Para sermos felizes, todos os dias, é importante agradecer. Agradecer o amor dos que nos rodeiam, as amizades que vamos conquistando, os dias de sol e de céu azul, a saúde, a possibilidade de vivermos de forma livre e independente, a comida farta que temos na mesa. Podemos ser felizes todos os dias, basta querermos.

Podemos ser felizes com uma taça de muesli servida com iogurte logo pela manhã. Há dias em que a comida é também uma forma de felicidade.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Peito de frango grelhado com cobertura de ananás e abacate


Muito se fala, hoje em dia, de alimentação e de comida saudável. Diabolizam-se uns alimentos e promove-se a inclusão de outros. A verdade, é que a nossa alimentação sempre foi dinâmica. Ao longo dos tempos a inclusão de alimentos novos e o abandono de outros refletiu-se de forma profunda na nossa gastronomia.

Veja-se quando a batata chegou às nossas mesas. Em virtude disso, abandonámos o consumo, por exemplo, da castanha. Para mim, é importante fazermos uma alimentação saudável em prol da nossa saúde, do nosso bem estar. Todos sabemos que há alimentos que devemos comer com parcimónia, principalmente quando são ricos em açúcar, sal e algumas gorduras. Que há pratos que sabem bem em dias de festa e que não são, por hábito, para as refeições do dia-a-dia.

Perante as questões da alimentação, o importante é encontrarmos um ponto de equilíbrio, entre o que gostamos de comer e aquilo que sabemos que é bom para nós. Há coisas que adoro comer. E quando como, sei que só o volto a fazer passado algum tempo. Por exemplo, o Cozido à Portuguesa é para encontros em família. E comemos por ano, talvez, umas três refeições de cozido. Doces conventuais são para dias especiais assim como muitos pecadinhos de boca mais calóricos.

Com o intuito de encontrar o equilíbrio, nas refeições do dia-a-dia, cá em casa, opto por incluir muitos legumes e/ou frutas nos pratos que preparo. Agora no Verão, sabem tão bem!

sábado, 17 de abril de 2010

Morcela com ananás


Para a festa de aniversário do meu cunhado fiz algumas entradinhas, todas muito rápidas e agradáveis. Uma dessas entradas foi morcela com ananás, combinação que me faz lembrar os Açores.

Ingredientes:
150 g de pão
1/2 morcela cozida
2 rodelas de ananás ou de abacaxi
mel e cebolinho q.b.

1. Cortar o pão em pedaços e torrá-los.

2. Cortar as rodelas de ananás em quartos.

3. Cortar a morcela às rodelas e dispô-las em cima do ananás. Barrar com um pouco de mel e levar ao forno a gratinar.

4. Retirar do forno, polvilhar com cebolinho picado e servir com as tostas.

Quem preferir pode retirar a côdea ao pão.

Esta receita é da revista Mulher Moderna na Cozinha nº 10, Março de 2010.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pizas ao domicílio no dia do Pai

No dia do Pai, o projecto Pizas ao Domicílio teve mais uma sessão, desta vez foi em casa dos sogros, com a Tia Dulce, os cunhados Hugo e Cristina e, a priminha Mariana.

A sessão começou com a confusão habitual. Uma mesa cheia. Ora se estende a massa, ora quem é que tem o queijo, onde está o molho de tomate! Cinco pessoas numa cozinha todos envolvidos numa tarefa, é obra.

A primeira piza a ir para o forno foi a da Cristina, que optou por um ingrediente que gosta muito. Na base da piza colocou molho de tomate, depois beringela cortadas às rodelas e por fim queijo mozzarella. Foi a primeira a ir para o forno e consequentemente a primeira a ir para a mesa. Ao servir a Cristina optou por colocar rúcula selvagem.

A segunda piza foi da nossa prima Mariana que teve deste modo uma auspiciosa estreia a fazer pizas. Estendeu a massa, decidiu os ingredientes e a sua disposição. Revelou-se muito à vontade na cozinha. Na escolha dos ingredientes, teve um critério engraçado: "Eu só escolho coisas que sei que gosto".

Começou por colocar molho de tomate, de seguida cogumelos, tomate cereja, ananás de conserva, camarões, bacon às tirinhas, fiambre, azeitonas verdes, queijo mozzarella ralado e queijo parmesão. Quando chegou à mesa foi um sucesso. Muito saborosa.

A terceira piza a sair do forno, foi a piza do sogro Joaquim. Na sua piza colocou molho de tomate, chouriço picante, mortadela com azeitonas verdes, ameixas secas, kiwi cortado às rodelas, queijo da ilha em tirinhas, camarão, tomate cereja, azeitonas verdes, queijo mozzarella ralado e queijo parmesão. Um sucesso. Foi considerada a piza mais saborosa, mas também não poderia ser de outra forma. Ai de quem se atrevesse a fazer uma piza melhor! :)

A quarta piza a ser provada, foi a do Hugo. Na sua piza não usou molho de tomate. Colocou camarões, cogumelos frescos laminados, tomate cereja, bacon às tirinhas, frango desfiado, ananás, rodelas de banana e queijo mozzarella ralado. Chegou à mesa decorada com folhas de rúcula.

Depois de todas as pizas servidas, seguiu-se um sistema de voto em que teríamos que classificar as pizas de 1 a 3 em termos de sabor e de apresentação. De destacar a participação efusiva do meu sogro, cunhado e prima Mariana nesta fase! Apesar do sistema de contagem de votos ter sido "duvidoso" ;), com várias tentativas de favorecimento próprio, o que é certo é que esta piza foi eleita a mais bem apresentada.

A última piza a chegar à mesa foi a minha e a do Ricardo. Não usei molho de tomate. Coloquei na base da piza queijo mozzarella ralado, cogumelos frescos, fatias de beringela, farinheira, queijo camembert, queijo mozzarella ralado e queijo parmesão. Antes de servir coloquei chalota cortada fininha e folhas de rúcula. Desta vez, achei que a minha piza não saiu especial. Faltou-lhe sabores contrastantes.

Foi uma noite muito divertida, uma maneira diferente de reunir a família e comemorar o dia do Pai.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Às vezes basta um simples pretexto ...

Para fazermos pizas não é preciso grandes argumentos ou discursos complicados, na grande maioria das vezes basta um simples pretexto e já estamos a combinar mais uma jantarada com amigos à volta das pizas.

Para fazerem pizas connosco, na sexta-feira, tivemos cá em casa o meu cunhado Hugo e a Cláudia. O Hugo na altura que o projecto Pizas à Quinta decorreu não estava no país e não pôde participar. Mas o que é prometido é devido, finalmente conseguimos marcar uma data e colocar este maravilhoso casalinho na cozinha, com as mãos na massa.

O Hugo optou por uma pizza sem molho de tomate. Colocou salmão fumado, tirinhas de bacon fumado, cogumelos frescos, cebola, ananás e queijo parmigiano reggiano ralado. Uma combinação que resultou muito bem. Para esta piza o Hugo escolheu o nome Simples Pretexto, nome inspirado no seu novo projecto.

Com as sobras de salmão fumado, resolvi fazer uma pequena entrada, que vi num post do blogue Three Fat Ladies e que me deixou muito curiosa, mas que nem fui consultar. Agora, ao escrever este texto é que vi que me faltaram ingredientes. Nuns palitos coloquei uma alcaparra, salmão fumado e outra alcaparra. Repeti a operação até terminar o salmão. Ficou muito agradável, especialmente para quem está familiarizado com o sabor intenso das alcaparras. Mas como é referido na receita original, ainda deve ficar bem melhor. A repetir.


A Cláudia optou por fazer uma piza, diferente da outra participação, mas com alguns ingredientes em comum, dos quais ela adora em pizas. Na base de molho de tomate, colocou atum, pimento verde cortado em cubinhos, cogumelos laminados, ananás e queijo parmigiano reggiano ralado. O nome escolhido para esta pizza foi Pangaluna, palavra usada na zona saloia e que se refere a alguém ingénuo e apaixonado, em homenagem a um projecto muito engraçado que nasceu há poucos dias, uma loja online.


Eu e o Ricardo ficámos responsáveis por uma piza. Também decidi não usar molho de tomate. Coloquei na base da massa queijo mozzarella ralado, rodelas finas de beringela, cogumelos laminados, rodelas de paio de porco preto, talo de aipo cortado, queijo mozzarella ralado, alcaparras e por fim, queijo parmigiano reggiano ralado. Antes de entrar no forno reguei com um fio de azeite.

A pizza foi servida com lâminada de queijo parmigiano reggiano 30 meses.

Acompanhámos as pizas com uma salada de alface, tomate cereja e aipo, temperada individualmente com azeite e/ou vinagre balsâmico.


Para sobremesa, servi laranja, descascada e cortada em meias rodelas, polvilhada com canela.

E assim se passou mais um encontro à volta das pizas com muito boa disposição.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Bolo de Natal



No Natal gosto sempre de fazer um bolo com frutas. Este ano ao vasculhar os meus arquivos de revistas encontrei uma receita que resultou muito bem.


Ingredientes:
4 ovos
350 g de açúcar
300 g de farinha com fermento
220 g de cenoura ralada crua
120 g de nozes e amêndoas picadas
120 g de fruta critalizada aos bocadinhos
120 g de passas de uva
120 g de ananás picado
75 g de coco ralado
2,5 dl de óleo
1 colher de sobremesa de canela
margarina para untar
farinha para polvilhar

1. Bater o açúcar com as gemas até obter um creme fofo e esbranquiçado.

2. Juntar a cenoura ralada e os restantes ingredientes com excepção da farinha. Mexer bem.

3. Acrescentar a farinha e misturar bem.

4. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal. Envolver as claras na massa com cuidado.

5. Levar a cozer em forno pré-aquecido numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha.

6. Antes de retirar do forno verificar a cozedura com um palito.

7. Desenformar depois de arrefecer. Decorar a gosto.

Quando coloquei os frutos secos picados envolvi-os num pouco de farinha, para que não ficassem no fundo. Em termos de temperaturas e tempos de cozedura, a receita original recomenda forno pré-aquecido a 180º C e 40 minutos.

Receita da revista Lusitana nº 25 de Dezembro de 2008.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Piza D&D numa cooperação transatlântica

As quintas-feiras de piza foi uma iniciativa que teve sucesso. E chego a esta conclusão porque, os meus amigos adoraram a ideia e cheguei a ter durante várias semanas todas as quintas-feiras agendadas à volta da piza e, mais haveria se não fosse o travão da balança. Quase todos os que participaram ficaram com vontade de voltar a repetir a experiência, uns mais sortudos até tiveram essa possibilidade. Para além disso, cheguei a receber emails e comentários de leitores que também adoptaram a ideia. Hoje, quando cheguei a casa tinha uma surpresa, à minha espera, na caixa de correio electrónico.

Os meus queridos amigos David e Daniel, que vivem nos EUA, colocaram as mãos na massa e fizeram uma piza super apetitosa, o que me deixou muito orgulhosa.

Preparação da piza

Piza no forno

Piza pronta a comer

Começaram por colocar na base da piza molho de tomate e queijo mozarella ralado e depois colocaram fiambre, ananás, cogumelos brancos, cogumelos portobello, bolas de queijo mozarella fresco, e folhas de manjericão frescas.

David e Daniel, já sei quem vai preparar o jantar na nossa próxima visita a Nova Inglaterra. ;)

Thank you guys!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

4 por 6: Medalhões de pescada com paprica e arroz de ervilhas

Nesta minha segunda contribuição para o 4 por 6, um projecto em que estou a adorar participar, apresento para prato principal Medalhões de pescada com paprica e arroz de ervilhas, para sobremesa irei servir Abacaxi com queijo São Jorge. - Senhoras e senhores, podem-se sentar. A refeição vai ser servida ...


Medalhões de pescada com paprica

Ingredientes:
480 g de medalhões de pescada (5 medalhões descongelados)
1 iogurte natural
1 cebola
sumo de 1 limão
2 colheres de chá mal cheias de paprica
1 colher de café de cominhos
pimenta preta q.b.
sal q.b.
margarina para untar


1. Preparar a marinada: misturar o iogurte com o sumo de limão, a cebola picada ou ralada, os cominhos, a paprica, a pimenta e o sal.

2. Colocar os medalhões num tabuleiro de forno bem untado com margarina. Regar os medalhões com metade da marinada. Virar os medalhões e regar com a marinada restante. Deixar a tomar sabor durante uma hora.

3. Levar os medalhões a assar no forno.

4. Servir os medalhões com arroz de ervilhas.

Fiz um arroz branco solto com ervilhas. Cozi em água temperada de sal 170 g de arroz e 170 g de ervilhas. Depois do arroz cozido escorri.

Servi os medalhões com o arroz de ervilhas e tomate cereja. Salpiquei com cebolinho picado que tinha no frigorifíco. O cebolinho pode ser substituído por outra erva aromática a gosto.

Este ano decidi plantar as minhas ervas aromáticas, pois acredito que fique muito mais barato, especialmente para pessoas como eu que gostam de usar ervas aromáticas frescas. O que me levou a ter as minhas ervas aromáticas não foi só pensar que ficam mais baratas, foi também a facilidade de as obter e, principalmente de as poder usar assim que são colhidas.

Uma embalagem de coentros ou de salsa, os aromas mais procurados, no supermercado não custa menos de EUR 0,75. Quando compro algum ramo ou embalagem acontece que por vezes não a uso toda, guardo-a no frigorífico e se me esqueço passado pouco tempo vai para o lixo. Para mim não há nada melhor do que as ervas apanhadas e servidas no momento, embora tenha consciência que nem sempre é possível, nem fácil.

Sugiro que cultivem em pequenos vasos numa zona iluminada da casa ou na varanda algumas ervas aromáticas. Este ano já semeei manjericão e o tomilho já está a despontar. Tenho já bem crescida e verdinha hortelã e, o pé de alecrim está um pouco tímido, mas lá se tem aguentado. Com o estragão a experiência tem sido mais difícil, mas não desisto.

Já me aconteceu precisar de manjericão fresco, por exemplo, e procurar nos supermercados aqui perto da minha casa e não encontrar, como foi o caso de ontem. Nessas alturas penso sempre que é algo que posso ter em casa e nem dá assim tanto trabalho.


Para sobremesa voltei a escolher fruta.


Abacaxi com queijo São Jorge

Ingredientes:
320 g de abacaxi
120 g de queijo de São Jorge
pimenta preta de moinho q.b.
açúcar em pó
duas a três folhas de hortelã

1. Cortar o abacaxi e o queijo São Jorge em fatias muito fininhas.

2. Intercalar as fatias de abacaxi com o queijo.

3. Polvilhar com pimenta preta e hortelã picada.

4. Decorar com açúcar em pó.


Na receita original a erva aromática usada é a erva cidreira e não a hortelã, como não tinha usei o que havia cá em casa e não ficou nada mal.

O queijo e o abacaxi combinam muito bem. O truque desta sobremesa é cortar as fatias bem finas.


Vamos então às contas:

A receita dos medalhões encontrei-a na revista Saúde à Mesa nº 6, Setembro de 2006 e a da sobremesa foi num folheto promocional do Pingo Doce.