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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Uma visita ao Mercado de Sabores


A quinta edição do Mercado de Sabores do Continente este ano realizou-se em Lisboa e teve como tema a comida de rua, ou street food. Eu fui visitar o espaço logo no primeiro dia, 12 de Setembro, à tarde.


Uma das coisas que me motiva a visitar este tipo de eventos, é, por um lado a comida, a variedade de produtos oriundos de diversas zonas do país, a possibilidade de conhecer os produtores e por outro, as actividades que se realizam, como os workshops e as demonstrações de cozinha dos vários chefs.

A primeira coisa que fiz assim que cheguei foi fazer uma visita pelos expositores. Comecei pela zona da banana da Madeira, passei pelos produtores de dióspiro e romãs, descobri o polvo em azeite na zona das conservas, não resisti a provar as uvas dos diferentes produtores representados, os queijos bons de várias zonas do país, o pão - de Gimonde, de Rio Maior, broa de Avintes - a carne de vaca maturada grelhada. Descobri a carne maturada através da leitura do livro Aventuras da Carne, na altura por cá, era assunto pouco falado, que eu soubesse. Hoje, é interessante ver este tipo de oferta no mercado nacional. Parei também na zona das ervas aromáticas. Adoro usar ervas nos meus cozinhados e foi com agrado que descobri o anis e tive a possibilidade de provar uma folha de stevia, um substituto natural do açúcar. E digo-vos, é mesmo doce. Das Aromáticas Vivas diziam-me enquanto eu provava: "É mais doce do que o açúcar!"


Ao final da tarde assisti ao workshop de ovos moles, um dos ex libris da cidade de Aveiro. Para a preparação dos ovos moles são precisos 5 dl de água, 1 kg de açúcar e 1 kg de gemas. O segredo dos ovos moles está no ponto de açúcar. Mistura-se a água com o açúcar até obter ponto espadana e depois juntam-se as gemas. Dito assim parece fácil, mas quando passamos para a prática, sabemos que a experiência ajuda muito. Para a preparação das hóstias usam farinha, água e um fio de azeite para que a massa não cole. Ali, usaram folhas de hóstia já prontas. Penso que é daquelas coisas que para fazer em casa deve ser mesmo um verdadeiro desafio, por isso ainda nunca me atrevi a experimentar. Depois de pronta a massa é colocada em moldes. A hóstia é ligeiramente molhada e depois é então recheada com os ovos moles. Coloca-se outra hóstia por cima e vai à prensa. De seguida são cortados os ovos moles com as diversas figuras marinhas que tão bem conhecemos.


Durante esta visita assisti também ao processo de fabrico de queijo fresco de forma artesanal. O leite é aquecido e o sal ao ser adicionado é colocado num saco de mousseline para se ir dissolvendo e evitar que se acumule no fundo. O leite é coalhado com a flor de cardo. O líquido preparado com o cardo triturado fica com um tom acastanhado, pronto a usar, depois de coado. Eu tenho um certo fascínio por este processo. Ver se este é o ano em que me aventuro a fazer queijo fresco cá por casa, ou não fosse esse um dos vários desejos que ainda tenho por realizar.


Durante a tarde decorreram várias demonstrações de cozinha realizadas pelos alunos da Escola de Hotelaria de Lisboa e pelo conhecido chef Hélio Loureiro, que apresentou pizzas com ingredientes portugueses.


Passar pelo Mercado de Sabores foi mais uma forma de conhecer o que de bom se produz em Portugal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Mercado de Sabores 2014 em Lisboa


O Mercado de Sabores do Continente está de volta nos dias 12, 13 e 14 de Setembro de 2014, no Meo Arena, em Lisboa. Esta quinta edição é inspirada nos sabores da cidade, nas iguarias e petiscos portugueses, na comida de rua ou street food que encontramos em roullotes ou quiosques, permitindo a todos os visitantes uma viagem gastronómica pelos melhores ingredientes e sabores nacionais.

O evento conta com showcookings, ao longo dos três dias, de vários chefs nacionais, como Justa Nobre, Henrique Sá Pessoa, Kiko Martins, Luís Baena e Hélio Loureiro, que trazem, inspirados nas cores e ambientes das cidades, receitas inovadoras associadas às tradições de várias regiões do país.

O Mercado de Sabores tem uma área de exposição com vários produtores nacionais, pertencentes ao Clube de Produtores do Continente, onde é possível, ver, experimentar e até adquirir, desde frescos, a queijos, enchidos, pão, vinhos e doces regionais. Esta iniciativa é mais uma forma de aproximar os consumidores de quem produz.

Entre as diversas iniciativas programadas destaco a fábrica de queijos, onde os visitantes poderão aprender as várias fases no fabrico de queijo, o workshop de ovos moles, para além de todas as actividades lúdicas pensadas para a família que encontram ao consultar o programa do Mercado de Sabores.

Hoje à tarde, passo pelo Mercado de Sabores. Encontramo-nos lá?

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O campo na cidade e um piquenique para toda a família


No passado dia 21 de Junho de 2014 realizou-se a sexta edição do Mega Pic-Nic do Continente, que este ano voltou à Avenida da Liberdade. A avenida transformou-se numa verdadeira quinta, a Quinta da Selecção onde os produtores e o que melhor se produz em Portugal se juntaram à selecção nacional. Este ano, passaram pelo Mega Pic-Nic cerca de 700 mil visitantes.

Estive presente e no sábado de manhã fiz questão de passear pela Avenida da Liberdade. Para quem cresceu no campo, o contacto com as plantas e animais assume uma dimensão muito especial. Este tipo de iniciativas ajuda a aproximar as pessoas da terra, do modo como se produz. Quando sabemos de onde vem a nossa comida, quando sabemos quem a cultiva, o respeito ainda é maior. Depois das visitas que efectuei, onde fiquei a conhecer alguns dos membros do Clube de Produtores do Continente, sempre que vou às compras, e trago curgetes, alfaces ou ervas aromáticas, é inevitável, lembrar-me das pessoas que conheci e que cultivam estes produtos que estão ali ao nosso dispor. Em cada produto, há um rosto, uma família, postos de trabalho que asseguram que chegue da melhor forma à nossa mesa.


O dia estava bonito, convidativo a um passeio, sem estar demasiado quente. Passear pela avenida foi uma viagem pelo campo, mas em plena cidade. Ao longo do percurso vi, desde os canteiros com ervas aromáticas, as curgetes, as beringelas, os tomateiros em cacho, um campo lindo de girassóis em jeito de labirinto, dentro do qual era possível ver uma colmeia de abelhas, para gáudio dos mais pequenos. Passei por um pequeno olival, encontrei laranjeiras e muitas outras árvores de fruto. Adorei ver os animais, as cabras, as ovelhas tosquiadas e por tosquiar, os porcos até aos imponentes bovinos.


Este ano o espaço estava ainda mais convidativo. Tinha mais sombras e havia vários locais para as famílias se sentarem e piquenicarem. Comparativamente, com o ano passado, foi notória a aposta nas actividades lúdicas para os mais pequenos. Eu, não sendo assim tão pequena, dei por mim, a plantar alfaces e a desejar fazer muitas das várias actividades onde os mais pequenos se podiam divertir, como, atravessar um rio com uma corda, jogar à bola num campo de futebol à séria, carregar a carrinha da fruta, entre muitas mais.


No final da tarde, decorreu o grande concerto de Tony Carreira que atraiu para esta zona da cidade um mar de fãs que sabiam de cor muitas das suas letras.


Domingo de manhã, em Monsanto, tive a oportunidade de participar numa acção de cariz social organizada pelo Continente e pela Câmara Municipal de Lisboa. Dei uma pequena ajuda na distribuição de cinco toneladas de alimentos frescos por vinte e uma instituições de solidariedade social.


Este tipo de iniciativas ajudam a promover a produção nacional, no entanto, cabe-nos a nós, consumidores, fazer a diferença.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Visita a um produtor de ervas aromáticas


Na passada quarta-feira, ao final da tarde, rumei até ao campo. Fui visitar um produtor de ervas aromáticas do Clube de Produtores do Continente, no concelho de Loures. Maria Luísa Carreira e o marido, José Carreira, dedicam-se a produzir ervas aromáticas (salsa, coentros e hortelã) e nabiças para o Continente. Gosto tanto de usar ervas aromáticas nos meus cozinhados. Há receitas em que acho que são mesmo imprescindíveis. O que seria dos pastéis de bacalhau sem a salsa e a açorda alentejana sem os coentros? Ou da canja de galinha, que tanto adoro, sem um raminho de hortelã? De certeza que estes pratos não teriam nem metade do sabor e da graça se lhes retirássemos o encanto e o perfume das ervas aromáticas.

Nesta visita, foi José Carreira quem nos recebeu. A primeira paragem foi numa das plantações de coentros. Um terreno com várias parcelas e em cada uma delas, coentros em diferentes estados de crescimento. Aqui foi-nos explicado que durante o período Primavera/Verão os coentros são produzidos ao ar livre e durante o Outono/Inverno crescem em estufa. No mercado, nunca entram coentros espigados ou a querer espigar.

Dos coentros ao ar livre fomos para a zona das estufas. A primeira em que entrámos foi na da hortelã. E que cheirinho bom. Ali só me lembrava de receitas boas com esta erva. Como estava calor, que bem que sabia ali uma limonada fresca com umas folhas de hortelã rasgadas com as mãos para libertarem todo o seu charme. Metade da estufa já estava ceifada e a restante, mostrava-se verde e pronta a ser colhida. Foi-nos explicado que a hortelã é cortada, mas depois volta a rebentar e a crescer.

A última estufa que visitámos foi a da salsa. Um canteiro enorme, verde, tão viçoso. Esta zona, junto a Lousa, tem tradição no cultivo de ervas aromáticas. As condições do solo, argiloso que ajuda a reter a água, contribuem para manter a aposta dos agricultores neste tipo de produtos hortícolas.


A nossa visita terminou no armazém. As ervas depois de apanhadas são transportadas num carro com frio. Primeiro são lavadas de modo a retirar algumas impurezas, de seguida são feitos os molhinhos e atados com elásticos e por fim, são embaladas nos cones de plástico que tão bem conhecemos. Nenhuma embalagem pode ter menos de 50g. Daqui seguem para o centro de distribuição do Continente na Azambuja e daí para as diferentes lojas. Passam apenas 24h entre as ervas aromáticas serem apanhadas e chegarem ao consumidor final. A preocupação com a qualidade é constante. Antes de entrarem no circuito comercial são retiradas amostras. Todos os membros do Clube de Produtores têm que seguir escrupulosamente as regras, por exemplo da aplicação de produtos químicos para o controlo de pragas. Aqui José Carreira interveio e disse-nos que nas suas plantações só são usados produtos certificados para a agricultura biológica. Fica mais caro mas é mais seguro para si, enquanto produtor e para os consumidores. O representante do Continente, Nuno Pita, que nos acompanhou na visita, explicou-nos que está a ser estudada uma alternativa ao elástico para atar os molhinhos das ervas. No ponto de venda, é importante que as ervas mantenham a frescura e sabe-se que o elástico ao apertar acaba por contribuir para uma menor durabilidade da planta.


Maria Luísa e o marido têm uma exploração agrícola com cerca de seis hectares. Dão emprego a sete pessoas, incluindo elementos da família. Entraram para o Clube de Produtores do Continente logo no ano seguinte a este ter surgido e a satisfação é notória. José Carreira diz-nos que evoluiu imenso. Vira-se para mim e diz, sabe qual é o lema deles: - Cresça connosco! O modo como produzia alterou-se e isso nota-se na qualidade do produto final. A sua empresa cresceu. Percebi que os membros do Clube de Produtores estão certificados segundo normas internacionais. Este produtor vai estar presente no Mega Pic-Nic do Continente no próximo sábado, dia 21 de Junho de 2014, na Avenida da Liberdade.

E antes de virmos embora, ainda houve tempo para apanhar salsa, coentros, hortelã e um bom ramo de nabiças que foi logo usado assim que cheguei a casa. Sabe tão bem ir ao campo!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Um piquenique para festejar em família


No sábado, dia 21 de Junho de 2014, realiza-se na Avenida da Liberdade a partir das 10 horas da manhã, em Lisboa, a sexta edição do Mega Pic-Nic do Continente. Esta edição procura, para além de enaltecer os valores da cultura tradicional, apoiar a selecção nacional de futebol.

A Avenida da Liberdade vai transformar-se numa grande quinta, a Quinta da Selecção, onde os melhores produtores se unem, num orgulho nacional, aos heróis do futebol que representam Portugal no Mundial a decorrer no Brasil.

Esta iniciativa procura recriar o ambiente que se vive no campo com a adrenalina que se sente num jogo de futebol, por isso os visitantes poderão contactar com diferentes elementos que passam pela recriação de explorações agrícolas, frutícolas e pecuárias, com destaque para um campo de estágios com uma mega-horta de 2000 m2. As famílias poderão desfrutar de várias actividades lúdico-pedagógicas de modo a aprenderem o que se faz no campo, desde o cultivo à apanha, passando pela criação de animais. No final do dia, o evento termina com a actuação do conhecido cantor Tony Carreira na Praça dos Restauradores.

O ano passado numa iniciativa inédita, fui madrinha de uma rua, a Rua da Curgete, legume rei de muitos cozinhados cá em casa. Este ano lá estarei novamente, desta vez num quarteirão com muita animação.

No sábado, dia 21 de Junho, não se esqueçam, entrem em campo e festejem a produção nacional no Mega Pic-Nic do Continente. Encontramo-nos lá?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Paixão pela Cozinha, o livro


A minha relação com os livros de cozinha é de paixão. Compro todos os que consigo e que me despertam a atenção. Mas confesso que me sabe ainda melhor ser surpreendida, e quando recebo um livro novo, o meu sorriso é do tamanho do mundo. E foi o que aconteceu quando recebi o livro Paixão pela Cozinha que inclui as melhores receitas dos últimos quatro anos da revista Continente Magazine.

A primeira coisa que fiz foi folhear o livro, ver o tipo de receitas de entre as mais de cem, todas elas acompanhadas com lindas fotos. Confesso que para mim, livros de receitas têm que ter fotografias. As imagens, para além de nos inspirarem, dão-nos uma ideia do resultado final da receita, o que para mim, é fundamental.


O Paixão pela Cozinha encontra-se à venda em todas as lojas Continente por EUR 9,99 e está dividido em seis capítulos: Pão e massas salgadas, Carne, Peixe, Vegetais e acompanhamentos, Doces e Truques e dicas.

E ao receber este livro, fui desafiada pelo Continente a escolher e a testar algumas das receitas. Por isso, uma das primeiras coisas que fiz foi marcar as que queria experimentar cá em casa. A primeira que escolhi fazer foi a focaccia de tomate e alecrim (pág. 12), que resultou na perfeição. A segunda foi polvo na frigideira (pág. 132) que desapareceu dos pratos num abrir e fechar de olhos.


Focaccia de tomate e alecrim


Ingredientes para 8 pessoas:
3 colheres de sopa de folhas de alecrim picadas
1 colher de sopa de folhas inteiras de alecrim
500 g de farinha
1 pacote de levedura instantânea
3 colheres de sopa de azeite
250 ml de água morna
14 tomates cherry partidos ao meio
1 colher de chá de sal grosso


1. Num recipiente, colocar a farinha peneirada, o alecrim picado e a levedura e misturar bem.

2. Adicionar 2 colheres de sopa de azeite e, aos poucos, ir adicionando a água. Envolver tudo.

3. Verter o preparado sobre uma superfície polvilhada com farinha e amassar muito bem.

4. Formar uma bola, em seguida colocar num recipiente coberto e deixar levedar durante uma hora, até duplicar o tamanho.

5. Dispor a massa (com um centímetro de espessura) num tabuleiro rectangular. Com a ajuda dos dedos fazer pequenos orifícios onde se colocarão as metades do tomate cherry. Salpicar com o restante azeite e polvilhar com sal grosso e as folhas de alecrim inteiras. (Deixei levedar durante 30 minutos.)

6. Cozer a focaccia na prateleira central do forno previamente aquecido a 220ºC, durante 15 a 20 minutos, até dourar.

7. Deixar arrefecer antes de servir.


Polvo na frigideira


Ingredientes para 4 pessoas:
300 g de polvo cozido
100 g de cogumelos
2 cebolas
2 batatas grandes
Sumo de 1 limão
1 copo de vinho tinto
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Colorau q.b.
Piripíri q.b.
Sal q.b.
Salsa q.b.


1. Descascar e cozer as batatas em água e sal. Reservar.

2. Numa frigideira com azeite, colocar as cebolas e os alhos picados. Deixar estufar em lume brando.

3. Adicionar o polvo e refrescar com o vinho tinto. Juntar os cogumelos cortados ao meio e as batatas partidas em quartos. Adicionar o colorau, o piripíri e o sumo de limão. Temperar com sal e polvilhar com a salsa picada.


Nesta receita estava curiosa com a combinação do polvo com os cogumelos. Adorei!

Passem por uma loja Continente e descubram este livro, onde vão encontrar estas e outras receitas práticas com ingredientes conhecidos e económicos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Goraz com legumes ao vapor na Yämmi


As minhas experiências com a Yämmi continuam e à medida que vou fazendo receitas diferentes, mais à vontade me sinto com a máquina de cozinhar. Para as sopas, já me deixei de medidas. Coloco os ingredientes e a água, tendo o cuidado de nunca ultrapassar a marca dos dois litros. Nas últimas semanas, temos sopa nova todos os dias.

A primeira vez que usei a Yämmi esqueci-me que poderia ter picado a cebola e o alho para a sopa na própria máquina, sem ser eu com faca e tábua. São estas pequenas maneiras de aproveitar as potencialidades da máquina que se vão ganhando com a prática.

Mas, uma das coisas que me entusiasmou na Yämmi, mais do que fazer massas ou receitas que exijam que se esteja a mexer e a vigiar o ponto, foi a possibilidade de cozinhar a vapor. Era algo que queria experimentar há já algum tempo, por isso foi a minha segunda experiência nesta máquina de cozinhar que tem vindo a conquistar o seu lugar na minha cozinha.

Ingredientes:
1 goraz (aproximadamente 680g)
1/2 limão
2 hastes de alecrim
100 g de floretes de brócolos
200 g de curgete
140 g de abóbora manteiga
0,5 dl de azeite
Sal q.b.


1. Temperar o goraz colocando sal nas guelras. Inserir o alecrim e rodelas de limão na barriga do peixe. Colocar duas rodelas de limão por cima do peixe.

2. Cortar a curgete às rodelas e a abóbora em pequenos cubos.

3. Colocar 1 litro de água no copo da Yämmi. Por cima, ajustar a bandeja de vapor.

4. Dispor o goraz no tabuleiro da bandeja de vapor e no tabuleiro superior os legumes cortados.

5. Programar 40 minutos na velocidade 2 e na temperatura ST.

6. Ao retirar os legumes, polvilhar com um pouco de sal.

7. Colocar o peixe e os legumes numa travessa. Regar com azeite.


O peixe e os legumes ficaram tão bons. Cá em casa, há quem não goste de peixe cozido, mas assim, feito ao vapor teve outro encanto.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A minha primeira experiência com a Yämmi: Sopa de cherovia


Já há algum tempo que tinha pensado em comprar uma máquina de cozinha. Mas tendo em conta os preços elevados, fui sempre adiando essa decisão até que finalmente chegou a Yämmi. Para além de ter um nome apetitoso, chegou ao mercado com um preço acessível. Desconfio que vai ser uma prenda de Natal para muitas pessoas.

Confesso que estava muito curiosa com a máquina. Foi a primeira vez que usei este tipo de máquinas para cozinhar e estava com algumas dúvidas, por exemplo, se me iria ambientar, se iria perceber como é que funcionava, se conseguiria fazer tudo certinho para que a receita resultasse, já que me diziam que tinha que ser tudo muito preciso.

A primeira coisa que fiz foi montar a Yämmi e perceber para que servia cada uma das peças e acessórios. Perdi algum tempo a tentar encontrar o medidor que tapa a tampa do copo, até que descobri que estava ainda na placa de esferovite que protege o equipamento dentro da caixa. Depois de tudo montado e previamente lavado na máquina da louça - tive o cuidado de colocar as borrachas na parte de cima da máquina, para apanharem menos calor - fui ler o manual de instruções e ver como se faziam algumas receitas do livro que acompanha a Yämmi. Uma das coisas que procurei descobrir foi como se fazia um refogado, como se procedia para cozer os alimentos, o que fazer para bater as claras em castelo, como fazer para cozinhar a vapor, como preparar massas. No fundo, procurei perceber o que significam estes três eixos tão importantes para aprender a funcionar com este tipo de máquinas: temperatura, velocidade e tempo.

A primeira receita que decidi fazer foi uma sopa. Como era a primeira vez que ia usar a máquina, a sopa seria uma opção segura. Para esta sopa decidi fazer um refogado para ver como funcionava e correu tudo muito bem. Eu que em relação às máquinas tenho sempre algumas resistências, achei que a Yämmi era muito fácil de usar, muito intuitiva. Enganei-me a primeira vez a colocar o tempo, marquei cinco segundos em vez de cinco minutos, mas como calculam, ao ouvir o sinal sonoro que o programa tinha terminado, rapidamente me apercebi do meu erro e rectifiquei a situação. Noutras receitas, já não me voltei a enganar. O facto de a máquina cumprir a sua função sem ser necessário estarmos ao pé e alertar-nos quando termina, é um descanso. Podemos estar a fazer outras coisas, quando simultaneamente "estamos" a cozinhar.

A Yämmi vem com uma balança, que pesa ao grama. A balança é exterior à máquina, o que nos permite retificar pesos sem grandes preocupações. A minha balança antiga, já foi reformada.

Uma das coisas que tinha algum receio era o barulho. Será que a máquina a cozinhar faria muito barulho. Não. Achei que não faz muito barulho. Houve alturas, principalmente quando me coloco em frente ao computador, que até me esqueci que tinha a máquina a funcionar, não fosse o sinal sonoro que emite quando acaba um programa. Até ao momento a Yämmi satisfez as minhas expectativas, mas as experiências continuam.


Sopa de cherovia com gengibre e rama de funcho

Ingredientes:
300 g de cherovias
160 g de alho-francês sem rama
135 g de cebola
20 g de raiz de gengibre
5 g de rama de funcho
9 dl de água ou caldo de legumes
0,5 dl de azeite
Sal q.b.


Versão Yämmi:

1. Descascar e picar a cebola.

2. Cortar o alho-francês às rodelas. Descascar e picar o gengibre.

3. Colocar a cebola, o alho-francês e o gengibre no copo da Yämmi. Regar com o azeite. Refogar na velocidade 1, durante 5 minutos, à temperatura máxima (ST).

4. Adicionar as cherovias descascadas e cortadas em pequenos cubos e a rama de funcho.

5. Regar com a água ou caldo de legumes. Temperar com sal. Deixar cozinhar durante 25 minutos na velocidade 1 a 100ºC.

6. Triturar durante 3 minutos, progressivamente da velocidade 3 até à velocidade 7.
Versão tradicional:

1. Descascar e picar a cebola.

2. Cortar o alho-francês às rodelas. Descascar e picar o gengibre.

3. Colocar a cebola, o alho-francês e o gengibre numa panela. Regar com o azeite. Refogar até a cebola quebrar.

4. Adicionar as cherovias descascadas e cortadas em pequenos cubos e a rama de funcho.

5. Regar com a água ou caldo de legumes a ferver. Temperar com sal. Deixar cozinhar até os legumes estarem cozidos.

6. Com a ajuda da varinha mágica, reduzir a sopa a puré.


Nesta sopa podem substituir a cherovia por batata. Resulta muito bem servida com um fio de azeite por cima. Cá em casa adorámos esta sopa. Cremosa, a notar-se o ligeiro aroma picante do gengibre e a frescura da rama de funcho. A quantidade de água usada depende, caso se prefira uma sopa mais espessa ou mais líquida.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pato desfiado com chouriço e bulgur em 15 minutos


Há alturas em que o tempo parece que não chega. Há dias que deveriam ter mais de vinte e quatro horas e mesmo assim, penso que ainda me iria faltar tempo. Nestas alturas chego a casa e procuro fazer para o jantar as soluções que me parecem mais rápidas, fáceis e por vezes, nem sempre as mais indicadas ou menos calóricas. Houve uma altura em que dei preferência aos ovos mexidos, umas vezes com salsichas outras com o que tinha à mão, solução a que muitas vezes ainda recorro para sofrimento de alguém cá em casa. Houve outras alturas em que escolhi fazer sandes, cada um fazia a sua com um conjunto de ingredientes disponíveis no frigorífico no momento e as saladas com tudo, que continuam a ser uma opção em qualquer época do ano.

Esta semana fui convidada para visitar a Feira Fácil&Bom, que está a decorrer até domingo, dia 14 de Julho, em várias lojas Continente por todo o país. Esta feira procura dar a provar aos consumidores os produtos desta nova gama de comida que apresenta refeições prontas a comer, desde sopas, arrozes, almôndegas, feijoadas, e outras prontas a cozinhar, como bases de bacalhau, de arrozes, carnes temperadas, entre outras. Nesta minha visita, tive a possibilidade de falar com o responsável pela confecção das degustações na feira no Continente do Colombo, de falar com alguns consumidores e também de provar.


Esta gama de refeições pode ser uma alternativa para quando se tem pouco tempo para estar na cozinha, mas que permite fazer pratos com os sabores tradicionais portugueses, como por exemplo, arroz de pato, de alheira, bacalhau com cebola e francesinhas. Adoro pato, mas só para dois, por vezes abstenho-me de cozer e desfiar o pato. Aproveitei esta oportunidade para trazer e experimentar uma base de pato desfiado da gama Fácil&Bom Pronto-a-Cozinhar. Eis então o prato que confeccionei:

Pato desfiado com chouriço e bulgur



Ingredientes:
1 embalagem de base de pato desfiado Fácil&Bom
175 g de bulgur
60 g de chouriço de carne
15 folhas de hortelã
Pimenta-preta de moinho


1. Cozer o bulgur seguindo as indicações da embalagem. Depois de cozido, escorrer e colocar numa taça.

2. Colocar a base de pato desfiado num tacho com o chouriço cortado às rodelas. Deixar ferver durante aproximadamente cinco minutos.

3. Juntar a base de pato desfiado com chouriço ao bulgur. Temperar com pimenta preta e adicionar as folhas de hortelã rasgadas grosseiramente com as mãos. Mexer.


Acompanhei este prato com uma salada de verdes, tomate, gomos de laranja e nozes picadas grosseiramente. A embalagem sugeria que com esta base se fizesse um arroz de pato, uma lasanha ou uma massa fusilli, mas optei por fazer algo diferente. Adaptei a base aos produtos que tinha em casa e dei-lhe o meu toque pessoal. Preparei o jantar em quinze minutos e gostámos muito do resultado final. O Ricardo ficou tão feliz, por perceber que para dias de jantares apressados, há mais uma alternativa aos famosos ovos mexidos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Celebrar a produção nacional com um piquenique


Este foi um fim-de-semana em que a festa se fez no Terreiro do Paço, em Lisboa, com o Mega Pic-Nic do Continente. Apesar do calor intenso que se fez sentir, as pessoas compareceram neste evento que serviu de montra à produção nacional. Passaram por aqui mais de 650 mil pessoas. Eu também entro nestas estatísticas e no sábado logo pela manhã fui visitar a exposição. Comecei pela Rua da Curgete, que estava muito bem representada. Curgetes lindas e em flor que suscitavam a curiosidade de muitos que por ali passavam. Foi muito bom falar com as pessoas e perceber que algumas nunca tinham visto um pé de curgete ou então, ouvir como utilizam este legume nas suas receitas.

Para além da minha rua, visitei a Rua do Morango acompanhada das respectivas madrinhas, a Cátia e a Margarida do blogue Style It Up, e a Rua do Tomate apadrinhada pelo Roberto do Quiosque do Ken. Como bons padrinhos cada um tentou defender a sua rua e promovê-la junto de quem passava. E falar com as pessoas, trocar ideias, é mesmo algo muito especial para mim. Enquanto estávamos na Rua do Tomate, aprendi logo uma receita que me deixou curiosa e que tenho que experimentar. Basicamente é tomate cortado, sal, cominhos em pó, orégãos secos e por fim bom azeite. Os cominhos devem dar ao tomate um saborzinho exótico e apetitoso. Fresquinha, parece vos bem?

Foi a primeira vez que fui ao Mega Pic-Nic do Continente que já vai na quinta edição e gostei bastante. Para além de ver os produtos, principalmente os frescos, tomate, cebolas, beterrabas, pimentos, curgete, abóboras, entre outros, foi muito interessante ver alguns processos, como por exemplo, apanhar batatas, plantar tomate, ou observar como se faz um cabo de cebolas para pendurar. Neste evento era também possível ver animais, cabras, ovelhas a serem tosquiadas, vacas e bois, porcos e pequenos leitões ainda a mamar.


Esta iniciativa é uma forma de trazer o campo para o meio da cidade e vale mesmo uma visita, pois permite passar um dia diferente em família. Os visitantes, para além de passearem pela exposição e participarem em algumas actividades, podiam assistir à transmissão em directo do programa de televisão da RTP apresentado pelos conhecidos Tânia Ribas de Oliveira e João Baião que animou o recinto toda a tarde. Este Pic-Nic, para as famílias é uma forma de conhecer produtos e produtores, de incentivar o consumo de legumes e frutas produzidos em Portugal. Para os mais pequenos funciona como uma aula ao vivo. Podem contactar com uma realidade cada vez mais distante, ver e tocar nos animais, cheirar as ervas aromáticas, ver um campo de girassóis floridos, ver como crescem as cenouras ou como se plantam as alfaces, no fundo, perceber de onde vem a comida que todos os dias os pais colocam nos pratos.

A noite terminou com o concerto do famoso cantor Tony Carreira no Terreiro do Paço. Desde manhã cedo, que já havia fãs a guardar um lugar bem junto à boca do palco. Foi impossível ficar indiferente perante muitas dezenas de milhar de pessoas a cantarem em uníssono a canção Sonhos de Menino com que iniciou o seu concerto.


No domingo de manhã estive ainda presente numa acção de cariz social organizada pelo Continente e pela Câmara Municipal de Lisboa onde foram oferecidas cinco toneladas de alimentos a quinze instituições particulares de solidariedade social e a cinco juntas de freguesia da cidade de Lisboa. Tive a oportunidade de falar com uma das responsáveis, que me dizia que estes alimentos iam fazer a diferença junto de várias famílias a que dão apoio.


É importante apoiar a produção nacional todos os dias, em todas as nossas idas às compras. Estas iniciativas dão uma ajuda, mas somos nós, consumidores que fazemos a diferença. Apostem no que é nosso e bom!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma ida ao campo apanhar curgetes


Ser madrinha da Rua da Curgete no Mega Pic-Nic do Continente, levou-me a visitar um dos membros do Clube de Produtores do Continente, a Origem do Campo, em Loures.

A visita começou com o João e o Paulo Matias a explicarem o ciclo de produção da curgete, mostraram-nos as flores masculinas e a sua função e que cada planta produz cerca de vinte abóbrinhas. Vimos plantas ainda no início do ciclo de crescimento e depois no fim. A Origem do Campo produz também alfaces, couves, beringelas, pepinos, espinafres entre outros.

Nesta visita acompanharam-me a Margarida do blogue Style It Up, madrinha da Rua do Morango, e o Roberto do Quiosque do Ken, padrinho da Rua do Tomate. A visita foi muito divertida, apanhámos curgetes, não resistimos a sentarmo-nos num dos tratores da quinta usado na lavoura, e claro, sempre com cada um de nós a apresentar as vantagens do seu fruto ou legume, argumentando com ideias de comidinhas boas onde os podemos utilizar.


A curgete, é dos legumes mais versáteis que conheço. Podemos usá-la grelhada, salteada, cozida e até frita. Pode ser usada em sopas, guisados, assados, açordas, doces e em bolos. E as flores, podem ser consumidas em saladas, frittatas, panadas e até em pesto, ideia que tenho que colocar em prática um destes dias. No final ficou a sugestão de fazermos uma salada misturando as ruas dos três padrinhos. Imaginem uma salada de curgete grelhada ou salteada, com tomate, morangos, queijo feta ou mozzarella, umas folhinhas de manjericão e regada com bom azeite. Parece-vos bem? Ora experimentem.

E como a rua mais fabulosa do Mega Pic-Nic do Continente será sem dúvida a da Curgete, deixo-vos algumas receitas com este legume que devem experimentar com carácter de urgência, de tão boas que são:

Amanhã, sábado, passem pela Rua da Curgete no Mega Pic-Nic do Continente no Terreiro do Paço. Lá vos espero.


Ver ainda:
- 30 receitas com curgete.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Um piquenique para toda a família


Realiza-se, sábado, dia 29 de Junho de 2013, no Terreiro do Paço, em Lisboa, a quinta edição do Mega Pic-Nic do Continente. Esta iniciativa procura mostrar o melhor da produção nacional, aproximar as famílias urbanas à agricultura e incentivar o consumo do que é nacional. Neste dia os visitantes podem contactar com diferentes elementos que passam pela recriação de explorações agrícolas, frutícolas e pecuárias, com destaque para uma Mega Horta. Haverá também a possibilidade de aprender a fazer uma horta na varanda, algo que adoraria experimentar. No final do dia, às 20h30 o evento termina com a actuação do conhecido cantor Tony Carreira.

Antecipando o Mega Pic-Nic, no domingo, dia 23 de Junho, realiza-se a Mega Parada Pic-Nic de apoio à produção nacional, com um desfile entre o Terreiro do Paço e o Rossio. O desfile conta com elementos representativos da cultura portuguesa de várias regiões, Caretos, Cabeçudos das Feiras Novas, Fanfarra, campinos e muitos animais - rebanhos de ovelhas, cabras, porcos e bois em parelha. Vai ser um desfile do campo na cidade.

O Mega Pic-Nic estará organizado por ruas com nomes de vegetais e animais. Este ano conta com uma novidade, o Continente convidou alguns bloggers para apadrinharem as ruas. Entre as várias hipóteses, escolhi a Rua da Curgete. O Roberto do Quiosque do Ken, apadrinha a Rua do Tomate e a Cátia e a Margarida do Style It Up, a Rua do Morango. Mas entre o tomate e o morango, está certo que a curgete é rainha. Rainha de muitos cozinhados cá em casa, desde sopas, arrozes, saladas e até em bolos. E a flor de curgete, já experimentaram?

Quem sabe que surpresas irão encontrar nesta rua, com um vegetal tão versátil e usado em tantas das minhas receitas. No sábado, dia 29 de Junho, não se esqueçam de passar pela Rua da Curgete. Estarei à vossa espera!