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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Pataniscas de curgete

Gosto de traçar objetivos, de escrever listas e, depois, ir vendo se consigo ou, não, cumprir. Traçar objetivos, para mim, é como uma dinâmica de organização. Gosto de colocar no papel algumas coisas que gostaria de fazer, mas sem grandes ansiedades ou stresses. A lista de objetivos é, sempre, uma orientação e, não, uma imposição.

Este Verão, gostava de:
- Fazer uma sardinhada com a família;
- Cuidar do jardim e da horta. Fazer novas sementeiras;
- Ir à praia. O ano passado, fui muito pouco e, sinto que o contacto com o mar, o sol, a areia, e uma ou outra bola de Berlim, só nos fazem bem!
- Visitar o Santuário de Fátima;
- Cozinhar mais com o que a horta me vai dando.

Todos os anos procuro congelar a abundância que a horta me oferece. Apesar de o congelador ser um excelente aliado e, de o usar imenso, este ano, decidi consumir mais coisas da horta assim que as apanho. Nesse sentido, um destes dias, decidi fazer umas pataniscas de curgete. Deixo-vos, hoje, a receita.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Pataniscas de bacalhau com feijão verde

O Verão é a estação da abundância. Um dos meus objectivos este ano era fazer uma horta no campo. Acabei por fazê-la com a minha mãe e, não imaginam o que nos temos divertido, apesar de todo o trabalho. Conseguimos ter alhos, tomate, cebolas, alfaces, couves, acelgas, abóboras, curgetes, pimentos e feijão-verde. A alegria de vermos crescer o que plantamos e depois colhermos, é simplesmente maravilhoso.

Para dar destino ao feijão verde que trouxe da horta, uma das receitas que resolvi preparar, foi umas pataniscas. E que boas que ficaram! Experimentem.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Receita económica: Pataniscas de pota com arroz de feijão


O arroz de feijão ou até de feijoca fez parte de muitas refeições em casa dos meus pais. É daqueles arrozes que fica sempre bom, ou pelo menos eu gosto. Todos os anos os meus pais fazem a sua horta de feijão. Apanham em verde e o que sobra, já bem grado, fica nas feijoeiras para secar. Depois de seco e limpo, a minha mãe guarda o feijão na arca frigorífica dentro de sacos. Assim evita que o feijão seja atacado por algum bichinho guloso.

Quando pensei em fazer pataniscas de pota achei que este seria o acompanhamento perfeito.

Arroz de feijão

Ingredientes:
275 g de arroz carolino
420 g de feijão manteiga em lata
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
9 dl de caldo de peixe ou da cozedura da pota
sal q.b.


1. Levar ao lume um tacho com o azeite e os dentes de alho picados. Deixar frigir um pouco.

2. Acrescentar a cebola picada, deixar refogar até ficar transparente.

3. Juntar o arroz e mexer.

4. Adicionar o caldo de peixe e deixar cozinhar em lume brando. Temperar com sal a gosto.

5. A meio da cozedura do arroz, juntar o feijão cozido e deixar acabar de cozer.



Pataniscas de pota

Ingredientes:
800 g de tentáculos de pota
150 g de farinha sem fermento
1 colher de café de fermento em pó
3 ovos
0,5 dl de cerveja
2 cebolas
1 dente de alho
20 g de salsa
sal e pimenta preta q.b.
óleo de amendoim para fritar q.b.


1. Cozer a pota em água temperada com sal e uma cebola. Assim que estiver cozida, retirar a pota e reservar o caldo.

2. Numa taça bater a farinha com o fermento, os ovos, a cerveja e o sal.

3. Juntar a cebola picada e o dente de alho espremido.

4. Adicionar a pota cortada em pedaços os pequenos e a salsa picada.

5. Colocar um pouco de óleo numa frigideira larga e levar ao lume. Quando o óleo estiver quente, deitar a massa em colheradas e deixar fritar até a parte de baixo estar dourada, voltar e deixar fritar do outro lado.

6. Escorrer as pataniscas em papel absorvente.

7. Servir as pataniscas com o arroz de feijão.


Desenvolvi esta receita para a edição de Março 2013 da revista Saber Viver em que o tema era receitas económicas com produtos do mar. Um molusco que encontramos a um preço acessível é a pota.

Eu adoro pataniscas. Já fiz de bacalhau, de camarão e de atum. A pedido de um amigo, ainda me falta fazer de polvo. Ver se as faço brevemente.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O que leva afinal, na cesta, o Capuchinho Vermelho?


A jovem alta, morena do 3º C, de cintura fina, era conhecida como a menina do Capuchinho Vermelho. Apesar de já ter deixado de andar de tranças e de saias rodadas com folhos, como tanto gostava a sua mãe de a vestir, o que é certo é que continuava a ser conhecida no bairro como a menina do Capuchinho Vermelho. Aquele casaco com capuz, feito pela sua querida avó que ganhava a vida a costurar para fora, era usado nos dias de inverno frios, chuvosos, em que ia para a escola ao fundo da rua. Gostava tanto do seu casaquinho, que em certos dia de verão chegou a ser vista com ele.

A menina do Capuchinho Vermelho vivia em casa dos pais e não gostava de cozinhar. Não gostava de andar entre tachos e panelas, nem entre assados no forno, cozidos ou grelhados. Tinha mais em que pensar, argumentava ela.

A sua mãe desgostosa gostaria que a filha aprendesse e ela nada. A cozinha, dizia ela, é como um lobo mau escondido numa floresta, com olhos e orelhas grandes, e com uma boca ainda maior pronta para me comer. A mãe, preocupada questionava-se onde é que ela ia buscar aquelas ideias. De certeza que só poderiam vir dos livros que lia a toda a hora. Como qualquer adolescente, a Capuchinho Vermelho preferia visitar a sua página no Facebook. Andar de bicicleta. Ir às compras. Namorar com o vizinho do prédio do lado.

Os anos passaram-se e um dia chegou a notícia que a sua avozinha, que vivia no outro lado da cidade estava doente. A menina do Capuchinho Vermelho para ajudar a sua querida avó, decidiu que lhe levaria todos os dias um lanche. Mas para isso era preciso aprender a cozinhar! E assim fez. Falou com as vizinhas, viu programas na televisão, pesquisou na Internet e pediu ajuda à mãe, que se sentia muito feliz com esta mudança da filha. Capuchinho Vermelho aventurou-se na enorme floresta que lhe parecia a cozinha e conseguiu enfrentar o lobo mau que via em cada apetrecho. Para ajudar a sua avozinha aprendeu a fazer sopas, bolos, doces, sumos e pataniscas. Ah! As pataniscas de camarão, eram um dos petiscos preferidos da sua avó.

Pataniscas de camarão


Ingredientes:
550g de camarão com casca
3 ovos
175g de farinha de trigo
1 colher de café de fermento em pó
1 cebola picada
1 dente de alho picado
1dl de caldo de camarão
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de leite
1 raminho de salsa picada
óleo para fritar
sal q.b.
pimenta q.b.


1. Descascar o camarão. Cozer as cabeças e triturar. Coar o caldo. Deixar arrefecer.

2. Numa tigela misturar a farinha, o azeite, sal, pimenta e os ovos. Mexer com uma vara de arames e a pouco e pouco adicionar o caldo de camarão e por fim, o leite. Mexer bem.

3. Incorporar na massa a cebola, a salsa e por fim o camarão cortado em pedaços.

4. Tapar o fundo de uma frigideira com óleo. Quando estiver quente, fritar às colheradas, deixando alourar as pataniscas dos dois lados.

5. Ao tirar as pataniscas da frigideira, deixar escorrer e colocar sobre papel absorvente.

O caldo que sobrou da cozedura das cabeças de camarão pode ser congelado e usado, por exemplo, na confecção de um arroz de peixe ou de marisco. Se verificarem ao fritar que a massa das pataniscas está muito líquida deverão acrescentar um pouco de farinha.


A avó não podia, diziam os médicos, mas uma vez por outra a menina do Capuchinho Vermelho colocava na sua cesta, para acompanhar as pataniscas, uma garrafinha de vinho, de preferência tinto - dizia a avozinha! ;)

Esta história responde ao desafio que a Bélinha Gulosa colocou para festejar o quarto aniversário do seu blogue.

Bélinha, muitos parabéns!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pataniscas de bacalhau


No passado sábado, para o piquenique, resolvi fazer pataniscas de bacalhau. Eu adoro pataniscas e achei que iria combinar muito bem com uma refeição ao ar livre.

Ingredientes:
100 g de farinha
2 ovos
0,5 dl de água
1 cebola
200 g de bacalhau demolhado (usei em posta)
1 raminho de salsa
1/4 de pimento vermelho
Óleo para fritar
Sal e pimenta-preta q.b.


1. Deitar a farinha numa taça, adicionar o sal, a pimenta, os ovos e a água. Mexer muito bem com uma vara de arames até obter um polme liso.

2. Descascar e picar finamente a cebola. Adicionar a cebola ao polme.

3. Limpar o bacalhau de peles e espinhas. Desfiá-lo e juntá-lo ao polme.

4. Picar a salsa e cortar o pimento em cubinhos. Adicionar tudo ao polme e mexer com uma colher de pau. Se necessário rectificar os temperos.

5. Colocar um pouco de óleo numa frigideira larga e levar ao lume. Quando o óleo estiver quente, deitar a massa em colheradas e deixar fritar até a parte de baixo estar dourada, voltar e deixar fritar do outro lado.

6. Escorrer as pataniscas em papel absorvente.


Esta receita dá para quatro pessoas. As pataniscas ficam óptimas, muito saborosas. Esta receita de pataniscas é da publicação da Vaqueiro Finger Food/Brunch.

Outra receita de pataniscas:
- Pataniscas de atum.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

4 por 6: Pataniscas de atum com arroz de tomate e bolinhos de coco e ovos


O 4 por 6 está de volta aos Cinco Quartos de Laranja depois de algumas semanas largas de interregno. Para esta participação apresento para prato principal Pataniscas de atum e arroz de tomate e pimento, para sobremesa uma deliciosa e doce combinação de coco, açúcar e ovos do Chef José Avillez, publicada na colecção Boa Cama Boa Mesa do Expresso no livro Sobremesas. Desejo-vos então: - Bom Apetite!

Pataniscas de atum


Ingredientes:
200 g de farinha de trigo
2 ovos
1,5 dl de água
sal
pimenta
1 cebola
1 cenoura
2 latas de atum
salsa picada
óleo para fritar

1. Deitar a farinha numa taça, abrir uma cavidade ao centro e deitar aí os ovos e a água. Mexer muito bem com uma vara de arames até obter um polme liso.

2. Temperar com sal e pimenta.

3. Descascar e picar a cebola.

4. Descascar e ralar a cenoura.

5. Escorrer o atum e desfazê-lo com a ajuda e um garfo.

6. Adicionar a cebola, a cenoura, a salsa e o atum ao polme. Misturar muito bem com uma colher de pau.

7. Colocar óleo numa frigideira.

8. Quando o óleo estiver quente deita colheradas da massa na frigideira. Espalmar a massa com as costas da colher e deixar alourar de ambos os lados. Depois das pataniscas fritas retirar e deixar a escorrer em papel absorvente.

Foi a primeira vez que fiz pataniscas e não achei nada complicado. Ficaram muito boas.
Para acompanhar as pataniscas proponho um arroz de tomate e pimento.

Arroz de tomate com pimento


Ingredientes:
250 g de arroz carolino
1 tira de pimento vermelho
2 tomates grandes e bem maduros
1 cebola
alho em pó
0,5 dl de azeite
sal

1. Colocar a cebola picado num tacho juntamente com um pouco de alho em pó e o azeite. Levar ao lume e deixar refogar até a cebola ficar transparente. De seguida adicionar os tomates picados, limpos de peles e sementes e, o pimento cortado em pedacinhos.

2. Adicionar o arroz, um pouco de sal e mexer. Ir acrescentando água pouco a pouco até o arroz estar cozido.

Eu gosto do arroz cremoso, portanto este é daqueles pratos ou melhor, acompanhamento que não pode esperar por ninguém, é fazer e servir logo.


Bolinhos de coco e ovos


Ingredientes:
3 ovos
125 de coco
250 g de açúcar
1 colher de sobremesa de farinha

1. Numa taça misturar todos os ingredientes muito bem.

2. Distribuir o preparado por formas, previamente untadas com margarina.

3. Levar ao forno, em banho-maria, a 150ºC durante aproximadamente 15 minutos.

No meu forno tenho sempre o problema de controlar a temperatura, por isso as indicações de cozedura são as indicadas na receita do Chef José Avillez.

Estes bolinhos ficaram bem doces num contraste seco/molhado. Por cima uma camada mais dura, seca, e por baixo ficam húmidos. Uma maravilha.

Os meus, ao contrário da imagem que documenta a receita original, não davam para desenformar, dada a base ter ficado muito agradável, mas húmida, ainda tentei mas não resultou. Fiquei na dúvida se controlei bem o tempo ou não.


Vamos então às contas:


Dicas de poupança: Aproveitar as promoções, mas ter sempre em atenção as datas de validade e o preço por quilo.