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terça-feira, 26 de maio de 2020

Arroz frito com couve-flor e frango


O tempo quente traz a vontade de comidas frescas e coloridas. No dia-a-dia, cozinhar em casa para a família, é uma necessidade e se pudermos fazer esta tarefa de forma prática e, sem sujar muita loiça, isso é excelente.

Para a rubrica Oliveira da Serra resolvi fazer mais uma receita de um tacho só. O resultado foi um prato cheio de cor e sabor, que pode ser feito para dar destino a sobras ou para utilizar alguns legumes que tenhamos no frigorífico. Uma receita prática, colorida e feliz!

sábado, 11 de abril de 2020

Esparguete com bacalhau e legumes no tacho


Em tempo de quarentena, queremos receitas que sejam práticas, saborosas, que nos permitam rentabilizar os ingredientes que temos em casa e que não nos obriguem a sujar muita louça. Concordam?

Mais do que nunca, estou fã de fazer refeições de um "tacho só". Penso que este conceito foi divulgado por Martha Stewart, em 2013, cuja inspiração veio de um prato feito por um cozinheiro italiano, e amplamente replicado desde essa altura. Tornou-se uma técnica revolucionária. A ideia base é juntar todos os ingredientes num tacho e cozinhá-los ao mesmo tempo, poupando-nos tempo. Os ingredientes base são, geralmente, massa, azeite, água, sal e pimenta. Depois podemos fazer mil e uma combinações de acordo com o nosso gosto e o que tivermos em casa. Gostam desta ideia? Vamos cozinhar comida de um tacho só? Alinham neste desafio?

Caso façam, partilhem nas redes sociais, com a hashtag #umapáscoaespecial. Fico a aguardar as vossas versões.

Preparei esta receita para a rubrica Oliveira da Serra. O azeite é dos ingredientes que aconselho a terem sempre em casa!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Biscoitos de azeite com limão e canela


Os preparativos para o Natal já começaram, cá em casa. Compra-se e demolha-se bacalhau. Encomendam-se as couves. Escolhe-se o peru ou o cabrito. Organiza-se a mesa para o jantar da Consoada e para o almoço do Dia de Natal. Decora-se a casa a preceito, com velas e flores.

O Natal é tempo de tradições, de criar memórias, de dar e agradecer. É tempo de passar valores. Uma das minhas memórias, à volta do Natal, está associada ao cheiro doce a canela e limão que invade as nossas cozinhas, nesta altura do ano. Lembro-me, tão bem, de ir para a cozinha ajudar a minha mãe, a preparar alguns doces para servir nestes dias de festa ou para oferecer.

Fazer presentes, em casa, e oferecer é algo tão especial! São presentes únicos, em que podemos envolver a família, principalmente os mais pequenos, ajudando assim a criar laços e a construir memórias.

Há ingredientes, que nesta altura do ano, fazem parte das nossas cozinhas como a farinha, o açúcar, a canela, o gengibre, o limão e o azeite. Azeite para regar o bacalhau com as couves. Há quem não dispense o azeite para os fritos típicos desta quadra festiva. Azeite para fazer presentes de Natal.

O azeite é um ingrediente indispensável nas nossas cozinhas, durante todo o ano, mas, principalmente, agora no Natal. Para a rubrica Oliveira da Serra decidi preparar uns deliciosos biscoitos de azeite com canela e limão. Ficam perfumados, crocantes. Simplesmente irresistíveis! São um excelente presente de Natal, colocados numa caixa bonita.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Bolo de chocolate com azeite


No dia 1 de Novembro, celebra-se o Dia Mundial do Veganismo ( World Vegan Day ). Segundo a Wikipedia, « Veganismo é uma ideologia de vida que procura excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração animal, seja na alimentação, vestuário ou qualquer outro meio. Os veganos não consomem alimentos de origem animal, como carne (incluindo peixes, moluscos e insetos), laticínios, ovos e mel - além de evitar materiais derivados de animais, produtos testados em animais e lugares que usam animais para entretenimento ».

Faço uma alimentação omnívora, de inspiração mediterrânica e atlântica, que inclui carne, peixe, cereais e legumes. No entanto, tento, muitas vezes, fazer refeições sem carne e sem peixe. Como sabem, sou uma defensora do consumo de legumes. Até os costumo incluir nos meus pequenos-almoços.

Para assinalar esta data, a Oliveira da Serra desafiou-me a preparar uma receita. Resolvi fazer um tentador bolo de chocolate com azeite!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Quinoa com couve kale e lascas de bacalhau


Comemora-se, hoje, 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Comer bem, é cada vez mais uma preocupação, num mundo em que os produtos processados estão ao alcance de todos, são muito baratos comparativamente com a comida de verdade, a carne, o peixe, os legumes, e por isso, tornam-se, também, muito apetecíveis quando vamos às compras.

Termos consciência do que comer bem, é meio caminho andado para fazermos as escolhas mais acertadas. Ao escolhermos fazer uma alimentação equilibrada, um dos aspectos a ter em conta, é as gorduras que usamos para cozinhar. Uma das que privilegio, cá em casa, é o azeite. Uso-o para cozinhar, para temperar e até, por vezes, para fritar.

Para cada preparação, podemos escolher um azeite diferente. No mercado encontramos três categorias de azeite à venda: Azeite Virgem Extra, Azeite Virgem e Azeite.

O Azeite Virgem Extra é o sumo puro da azeitona, sem qualquer defeito sensorial ou organolético. Normalmente apresenta uma acidez entre 0 e 0,8%. Esta categoria de azeite deve ser a nossa escolha quando queremos temperar a cru.

Azeite Virgem, é um azeite que não chegou à categoria do Azeite Virgem Extra, por eventualmente apresentar alguns defeitos ligeiros ou ter uma acidez superior a 0,8%. Nesta categoria a acidez não pode ser superior a 2%. Estes azeites são bons para cozinhar.

Azeite - contém azeite refinado e Azeite Virgem, é um azeite que resulta de uma mistura de azeite lampante com Azeite Virgem. O azeite lampante apresenta uma acidez superior a 2% e uma quantidade considerável de defeitos ao nível do cheiro e sabor. Este tipo de azeite só pode ser consumido depois de refinado. Este processo limpa-o de sabores desagradáveis, melhora a cor e baixa a acidez, que será igual ou inferior a 1%. É indicado para fritar. Não o utilizem para temperar a cru.

Devemos escolher o azeite não tanto pela acidez, mas pela qualidade, ou seja, saber se ele é ou não Azeite Virgem Extra.

Neste Dia Mundial da Alimentação, deixo-vos uma receita preparada a convite da Oliveira da Serra. Para temperar, cozinhar ou fritar, o azeite escolhido faz toda a diferença!

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Queques de atum


Setembro é um mês de retornos e recomeços. As aulas já começaram e hoje, há quem, também, recomece o trabalho depois de uns dias de férias. A vida é mesmo assim, faz-se de ciclos. E Setembro assinala a mudança, o regresso às rotinas.

A Oliveira da Serra desafiou-me a preparar uma receita para o regresso à escola com o seu azeite. Uma das coisas com que se preocupam muitas famílias, nesta altura do ano, é o que fazer para os lanches.

As opções mais práticas passam pelas sandes, iogurtes ou uma peça de fruta. Mas podemos tentar variar os lanches dos nossos filhos e o nossos também. Deixo-vos, hoje, a receita de uns deliciosos queques de atum, muito fáceis de fazer e que ficam muito saborosos!


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Berbigão à Bulhão Pato


As comidas de Verão são frescas, leves e, de preferência, rápidas de preparar. Os dias quentes, as idas à praia, os passeios que fazemos, nesta altura do ano, convidam a petiscos deliciosos, mas que não nos ocupem muito tempo na cozinha.

A Oliveira da Serra desafiou-me a preparar uma receita de Verão usando os seus azeites. O azeite é uma das minhas gorduras de eleição para cozinhar e temperar. Associando este ingrediente ao Verão, lembrei-me de um petisco que o meu pai fazia muitas vezes nesta altura do ano. Berbigão à Bulhão Pato. Tão bom!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Musse de chocolate com azeite


O azeite é a alma de tantos dos nossos pratos. Um peixe cozido regado com um azeite, de qualidade, transforma-se. Uma taça de azeite para molhar o pão, antes de começarmos uma refeição, é algo que nos deixa felizes. É ingrediente indispensável na minha cozinha e provavelmente na vossa também. Cresci a ver colocar a garrafa de azeite na mesa.

Mas o azeite não é só tempero. O azeite tem um papel tantas vezes de melhorador. Uma sopa, um assado, um peixe grelhado, uma carne, uns legumes salteados, as saladas, os molhos, a maionese - que tanto gostamos- ficam tão bons quando se usa azeite, esse líquido poderoso e precioso. Nunca me esqueço da primeira vez que estive em Itália. Num dos jantares, uma das colegas italianas rega com um fio de azeite a carne fatiada de uma costeleta de vitela grelhada que partilhávamos. O sabor do azeite na carne, transformou-a. E era maravilhoso! Até à altura não me passava pela cabeça colocar azeite numa carne grelhada. Quando regressei, passei a fazer o mesmo.

Fazer azeite é um processo que requer arte e saber. E por isso, fiquei muito contente quando a Oliveira da Serra me convidou a preparar uma receita com um dos seus azeites, considerado o melhor do mundo, na categoria Frutado Verde Ligeiro, num prestigiado concurso internacional, e que se encontra à venda numa edição especial. Este azeite conjuga diferentes variedades, como a Arbequina, a Cobrançosa e a Picual, revelando na boca uma mistura de aromas verdes que nos surpreende.

E se o azeite é bom na comida, a verdade é que se usa muitas vezes em sobremesas. Tantos são os bolos, os gelados, os pudins, os biscoitos ou as bolachas que têm o azeite como ingrediente. E se juntarmos azeite a uma deliciosa musse de chocolate? Cá em casa, adorámos o resultado final. Simplesmente irresistível!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Salada de quinoa com camarão


As saladas fazem parte das refeições, cá em casa, o ano todo. Para além de serem coloridas e práticas de fazer, são uma forma de comermos mais legumes. Quando a Oliveira da Serra me lançou o desafio de preparar um receita com o seu azeite 1ª Colheita, pensei logo em usá-lo numa salada de modo a poder usufruir de todas as características de um azeite feito com azeitonas jovens. Eu adoro azeite! É a gordura que mais utilizo para temperar nas minhas saladas e pratos.

Partilho convosco, hoje, a receita de uma nutritiva salada com quinoa e miolo de camarão da rubrica Oliveira da Serra.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dip de queijo feta com chips de tortilha


O azeite é daqueles ingredientes que nunca pode faltar, cá em casa. É, sem dúvida, uma das minhas gorduras preferidas para cozinhar ou usar em cru. Por isso, foi com enorme satisfação que aceitei o convite da Oliveira da Serra para preparar uma receita com o seu azeite primeira colheita. Este azeite é feito com as primeiras azeitonas, colhidas ainda jovens e tem um sabor e um aroma equilibrado entre os picantes, os amargos e os frutados.

Em dias de festa, costumamos colocar azeite na mesa para ensopar o pão, mas numa das últimas vezes que reuni amigos cá em casa, decidi fazer uma pasta ou dip de queijo feta com chips de tortilhas que fez as delícias de todos os que provaram. Partilho convosco, hoje, esta receita da rubrica Oliveira da Serra.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Salada de quinoa com frango assado e vinagrete de maçã à antiga


O Verão é a época do ano perfeita para incluirmos saladas nas nossas refeições. Cá em casa adoramos saladas e, nesta altura do ano, fazemos muitas. Muitos dos nossos almoços e jantares são à base de saladas.

As saladas preparam-se num abrir e fechar de olhos. São muito práticas e podem ser feitas com quase tudo o que temos no frigorífico. Hoje em dia, para quem tem pouco tempo, encontram-se sacos com misturas de folhas verdes já lavadas e prontas a usar. Comer saladas é um hábito saudável que deveríamos incluir mais vezes à nossa mesa.

As saladas são uma forma de aumentarmos o consumo de legumes e frutas. São ricas em fibras. Ajudam muitas vezes na perda de peso. Eu gosto de saladas coloridas e com textura. Por isso, junto muitas vezes frutos secos, ou cereais cozidos, para as enriquecer e dar-lhes crocância, que a cada garfada, nos sabe tão bem.

Os temperos que uso nas minhas saladas são quase sempre feitos com azeite e vinagre. Gosto de usar diferentes tipos de vinagre. A salada que partilho convosco, hoje, foi desenvolvida para a rubrica da Oliveira da Serra. Esta marca lançou recentemente uma interessante gama de vinagres de fruta portuguesa.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Salada de peito de pato com amoras e pêssego grelhado


Há ingredientes que nunca faltam na minha despensa. Um desses ingredientes é o vinagre. É um elemento indispensável nas muitas saladas que faço ao longo do ano. Por curiosidade, o termo deriva do francês vinaigre que significa vinho agre ou azedo. E é um produto milenar.

Existem registos da existência do vinagre no antigo Egipto. Na Bíblia, uma das mais conhecidas referências é quando os romanos oferecem a Jesus Cristo uma esponja com vinagre para beber, durante a sua crucificação, de modo a que se revigorasse. Para Hipócrates, pai da medicina, o vinagre tinha propriedades medicinais. Ao longo dos tempos o vinagre foi utilizado na conservação dos alimentos, hábito que ainda hoje prevalece.

O vinagre resulta de duas fermentações. A primeira é uma fermentação alcoólica e a segunda uma fermentação acética. Na fermentação alcoólica dá-se transformação de açúcar em álcool e posteriormente, na fermentação acética, ocorre a transformação desse álcool em ácido acético formando assim o vinagre. Qualquer matéria prima que contenha açúcar pode ser usada para o fabrico de vinagre, como por exemplo, as uvas, a maçã, a batata, a beterraba, a pêra, o figo, entre outras. Um dos primeiros vinagres conhecidos no Médio Oriente é o de tâmaras.

Como sabemos, no Japão e na China, usa-se o vinagre de arroz. Existem diferentes tipos de vinagre dependo do produto ou fruto usado na fermentação alcoólica. Recentemente a Oliveira da Serra fez chegar ao mercado quatro novos vinagres feitos a partir de frutas portuguesas. São eles o vinagre de tomate, o vinagre de maçã, o vinagre de pêra Rocha e o vinagre de figo. Deixo-vos, hoje, uma deliciosa salada de peito de pato com o toque aromático e delicioso do vinagre de figo.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Salada de requeijão com morangos e frutos secos


É tempo de festejar a chegada do Verão. Todos os anos penso numa pequena lista de coisas que gostaria de fazer durante os meses em que a rotina abranda e a vontade de aproveitar o sol e o mar, é mais que muita. Este ano, entre as coisas que quero fazer, conto voltar à universidade, para umas formações de curta duração. Espero fazer mais fotos de frutas e de legumes que me chegam da horta. Gostava de viver um pouco mais a cidade, de ir a exposições, de me levantar cedo num dos fins-de-semana que se aproximam e ir tomar um café numa das esplanadas da Gulbenkian, sítio que tanto adoro e do qual já tenho saudades. Conto retomar as minhas caminhadas dos 10.000 passos, duas vezes por semana, agora que os dias são mais inspiradores. E já estou a fazer uma lista de leituras com sabor a Verão!

Na cozinha, cá em casa, festeja-se o Verão com sumos, gelados, sopas frias e muitas saladas deliciosas. A última que preparei foi para a rubrica da Oliveira da Serra que lançou recentemente quatro novos vinagres feitos com frutas portuguesas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gaspacho Andaluz


Os dias quentes trazem-me à memória as férias grandes da escola, quase intermináveis, passadas na aldeia, onde nasci, no Ribatejo. Nesses verões, o calor era tanto, que depois da hora de almoço, dormia-se a sesta. Fazia-se silêncio. Nas estradas não se ouvia passar um carro a guinchar ou uma mota apressada. O calor era tanto que até o alcatrão parecia começar a derreter. No ar o cheiro ligeiro a substâncias derretidas que vinha das estradas, a fazer lembrar o plástico, o carvão e madeiras resinosas, misturava-se com os aromas da terra seca, que cedia sem forças ao poder do tempo quente.

Às vezes até custava respirar. O vento adormecido, não mexia nem uma palha seca nem agitava as folhas de uma qualquer árvore crescida ao acaso nos quintais das casas. Silêncio e calor. Calor! Fechavam-se as janelas e as portas. Punham-se as ventoinhas a funcionar. Nestes dias de grande calor não se ligava o fogão, nem se faziam brasas. Trazia-se da horta tomate maduro, pepino, abria-se uma lata do que houvesse ou cortavam-se umas fatias de presunto curado na salgadeira, às vezes ainda fresco. O frigorífico era aberto mil e uma vezes, em busca da água fresca.

Ainda, hoje, são assim os dias de grande calor. Não nos impulsionam a ir para a cozinha. Só as comidas frescas e refrescantes nos sabem bem. Por isso, hoje, deixo-vos uma sopa fria de tomate, ou melhor, um gaspacho Andaluz, que preparei para a rubrica da Oliveira da Serra com o novo vinagre de tomate. Uma sopa fria de tomate sabe tão bem em dias de grande calor!

A Oliveira da Serra lançou recentemente um conjunto de quatro novos vinagres de fruta com sabores portugueses. Encontram agora vinagre de tomate, vinagre de figo, vinagre de maçã e vinagre de pêra Rocha.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Salada de frango com arroz integral e vinagre balsâmico


Os dias quentes trazem alegria no ar. Adoro os dias assim, com luz, céu azul. Nesta altura do ano apetece trocar os sapatos fechados pelas sandálias, as calças pelas saias ou vestidos leves, os casacos pelas t-shirts ou blusas coloridas, vaporosas. Que sejam muito bem-vindos estes dias com sabor a Verão. E se apetece mudar o guarda-roupa, o mesmo acontece nos cozinhados.

Assim que os dias quentes chegam, começam a apetecer comidas mais frescas. Cá em casa nesta altura do ano, adoramos saladas. Saladas com muitos verdes, umas vezes com massa, tomate, peixe ou carne. Para temperar azeite e vinagre. Adoro.

Em Abril estive no Peixe em Lisboa para um almoço com o chef Vítor Sobral, a convite da Oliveira da Serra. Entre os vários pratos servidos trouxe-nos para a mesa uma salada que tínhamos apenas que temperar com azeite e vinagre balsâmico. Cá em casa tenho sempre vinagre balsâmico e quando me apercebi que era em spray quis logo experimentar.

As embalagens em spray são muito práticas, permitem controlar de forma mais económica o modo como usamos o produto e ajudam a que o vinagre se espalhe uniformemente num prato ou salada, mantendo o seu sabor característico. Deixo-vos, hoje, uma receita que preparei para a rubrica da Oliveira da Serra com o novo vinagre balsâmico em spray.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Polvo com migas de broa e espinafres


Quando penso em juntar a família à volta da mesa há ingredientes que surgem logo naturalmente, pois sei que toda a gente gosta. Um desses ingredientes é o polvo. Em dias de festa um prato de polvo regado com bom azeite faz sempre sucesso.

O azeite escolhido neste prato é um ingrediente determinante. O que usei, Oliveira da Serra 1ª Colheita, é um azeite feito com as primeiras azeitonas da época colhidas ainda jovens. É um azeite frutado, com um aroma e sabor ligeiramente amargo e picante. Uso-o tanto em cru, para saladas ou para servir na mesa, como em pratos cozinhados.

O polvo é um ingrediente muito versátil, combina com arroz, combina com batatas e combina com broa. Para uma refeição em família nesta Páscoa, deixo-vos uma receita que preparei para a rubrica da Oliveira da Serra, polvo com migas de broa e espinafres regado com um bom azeite.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Uma noite de estrelas portuguesas no Vila Joya


A noite estava fresca. Vesti o casaco de malha e parei para ouvir ao longe o barulho das ondas a fustigar a areia. Inspirei fundo e senti-me feliz. Era a primeira vez que estava num dos mais prestigiados restaurantes portugueses, detentor de duas estrelas Michelin. Mas não era só isso que me fez sorrir e sentir como se houvesse um mundo mágico e eu tivesse a sorte de fazer parte dele. A noite em que fui jantar ao Vila Joya (duas estrelas Michelin), no âmbito do International Gourmet Festival, foi a noite dedicada aos chefs e restaurantes premiados pelo famoso guia Michelin em Portugal.

Antes do jantar, teve lugar a apresentação do azeite da primeira colheita de 2013/2014 da Oliveira da Serra, a que agradeço desde já, a minha ida a tão prestigiado festival, incluindo o respectivo transporte. Para esta apresentação o chef Matteo Ferrantino preparou grissinos e uma focaccia que ensopada no azeite, soube muito bem. Do azeite virgem extra Oliveira da Serra apresentado, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a cor. Um verde intenso, dourado. Quando provei, sobressaiu um aroma frutado com um final de boca ligeiramente picante. Muito bom. Tivemos ainda a possibilidade de experimentar uns bolinhos de azeite, feitos pelo chef Vitor Sobral, preparados com esta primeira colheita. Para finalizar a apresentação foi servido gin com uma esferificação em que o azeite marcava presença.


Já sentados à mesa, sabia que a noite ia ser longa, no menu, contei onze pratos. E como num baile, a dança começou e as entradas vieram aos pares, o que de certa maneira, acelerou o ritmo do serviço, que neste tipo de jantares acaba inevitavelmente por se prolongar noite dentro. Ostra Gillardeau, ponzu e tangerina da Madeira, com uns mini pepinos que nunca tinha visto, por Benôit Sinthon, do restaurante madeirense Il Gallo d'Oro (uma estrela Michelin), abriram-nos o apetite, servida com um vinho Quinta de Camarate branco doce fez-nos sonhar com o mar azul em dias de céu limpo. Polvo, limão e batata decorados com folha de ostra, um prato bonito, do chef luso descendente, George Mendes, foi a segunda entrada. Confesso que tinha imensa curiosidade no trabalho deste chef, que conquistou uma estrela Michelin com o seu Aldea em Nova Iorque. Às vezes colocamos as expectativas tão altas, que quando chega ao momento achamos que afinal faltou qualquer coisa. A acompanhar o polvo, um vinho Cortes de Cima Sauvignon Blanc de 2012.


A segunda dupla de entradas foi atum toro envolvido num crocante de quinoa, com beringela e miso, do talentoso chef Hans Neuner do restaurante Ocean (duas estrelas Michelin), e salmão escocês marinado com caviar imperial do chef Henrique Leis, do restaurante Henrique Leis (uma estrela Michelin). Fiquei rendida ao salmão e ao trabalho deste chef. Ambas as entradas foram acompanhadas por um vinho branco Herdade da Calada Baron de B Reserva 2012.


A abrir os pratos principais, foi a vez do chef Ricardo Costa do restaurante The Yetman (uma estrela Michelin) que nos presenteou com salmonete, vieira, lulas e carpaccio de cozido. Que maravilha. O molho com um toque de champanhe, reforçou a grandiosidade deste prato. Acompanhámos o salmonete com champanhe Dom Pérignon.


Mas para mim, um dos melhores pratos da noite foi o do chef Vincent Farges, do restaurante do Hotel da Fortaleza do Guincho (uma estrela Michelin), pregado selvagem servido num caldo de vitela e champanhe com alcachofras de Jerusalém, avelã e trufa de Alba. Uma brisa de Atlântico vinda do Guincho inundou de sorrisos satisfeitos cada garfada deste prato. A acompanhar, um vinho Pelada de 2003.


O chef Albano Estrela, do restaurante Arcadas em Coimbra, também brilhou nesta noite de estrelas. Fez-nos chegar à mesa um cappuccino de trufas pretas e Sot l'Y Laisse (pedaço de frango do dorso) que nos surpreendeu a cada colherada. Um dos pratos que conseguiu captar os tons românticos de Outono como se de um poema se tratasse, foi o chef Leonel Pereira do restaurante São Gabriel. Fez-nos chegar foie gras cozido em vinho tinto, marmelada de açafrão, cebola caramelizada e couve-flor em diferentes texturas. A mim, fez-me lembrar um passeio pelo campo ao pôr do sol num dia de Outono, em que as parras das videiras se enchem de tons amarelos dourados e grenás. Um prato poema, que provamos e queremos voltar a repetir.

( Fotografia da direita da autoria de Vasco Célio )

Trocando a ordem inicial do menu, os anfitriões da noite, Dieter Koschina e Matteo Ferrantino, confeccionaram sela de corça, uma carne terna e suculenta - que foi a primeira vez que comi - servida com três texturas de salsify, foie gras fresco e azeite esferificado. Um prato digno de deuses. Terminámos os pratos de carne com lebre, fígado de ganso, feijão branco e cogumelos do conhecido chef José Avillez do restaurante Belcanto (uma estrela Michelin) que nos tem surpreendido com várias criações pautadas sempre pela criatividade e inovação. O prato de lebre estava decorado com uma folha de massa tenra em forma de plátano a lembrar uma filhós, numa alusão ao Outono. Exageradamente, a folha enchia o prato. O sabor da lebre estava demasiado apurado para o meu gosto. A acompanhar as carnes um vinho Batuta de 2010.

( Fotografia da esquerda da autoria de Vasco Célio )

A sobremesa veio pela mão do talentoso chef Vitor Matos que nos apresentou uma variação de grandes crus com frutos silvestres e violetas, servido numa original garrafa de vinho do Porto espalmada a fazer de prato. Uma sobremesa colorida, fresca mas que, na minha opinião, não reflecte o brilhante trabalho que já tive a possibilidade de degustar no restaurante Largo do Paço (uma estrela Michelin) na Casa da Calçada em Amarante. A acompanhar a sobremesa, um Porto Pintas Vintage 2007.

( Fotografia da autoria de Vasco Célio )

Antes dos mignardises e do café, foi-nos servido um batido de rúcula e azeite Oliveira da Serra, geladinho, soube mesmo bem.

Este jantar no Vila Joya foi uma festa de estrelas, em que os nossos mais conceituados chefs brilharam, cada um à sua maneira. Um jantar a doze mãos não é uma tarefa fácil, mas Dieter Koschina e os restantes convidados mostraram que merecem muitas estrelas e tornaram esta noite inesquecível e especial. E especial é também este International Gourmet Festival, que desde 2006, tem vindo a promover a alta cozinha.


Outros olhares sobre este jantar:
- Noite portuguesa, noite feliz por Duarte Calvão;
- International Gourmet Festival: A gloriosa noite dos 12 magníficos por Paulo Brilhante.