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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Visita a um produtor de ervas aromáticas


Na passada quarta-feira, ao final da tarde, rumei até ao campo. Fui visitar um produtor de ervas aromáticas do Clube de Produtores do Continente, no concelho de Loures. Maria Luísa Carreira e o marido, José Carreira, dedicam-se a produzir ervas aromáticas (salsa, coentros e hortelã) e nabiças para o Continente. Gosto tanto de usar ervas aromáticas nos meus cozinhados. Há receitas em que acho que são mesmo imprescindíveis. O que seria dos pastéis de bacalhau sem a salsa e a açorda alentejana sem os coentros? Ou da canja de galinha, que tanto adoro, sem um raminho de hortelã? De certeza que estes pratos não teriam nem metade do sabor e da graça se lhes retirássemos o encanto e o perfume das ervas aromáticas.

Nesta visita, foi José Carreira quem nos recebeu. A primeira paragem foi numa das plantações de coentros. Um terreno com várias parcelas e em cada uma delas, coentros em diferentes estados de crescimento. Aqui foi-nos explicado que durante o período Primavera/Verão os coentros são produzidos ao ar livre e durante o Outono/Inverno crescem em estufa. No mercado, nunca entram coentros espigados ou a querer espigar.

Dos coentros ao ar livre fomos para a zona das estufas. A primeira em que entrámos foi na da hortelã. E que cheirinho bom. Ali só me lembrava de receitas boas com esta erva. Como estava calor, que bem que sabia ali uma limonada fresca com umas folhas de hortelã rasgadas com as mãos para libertarem todo o seu charme. Metade da estufa já estava ceifada e a restante, mostrava-se verde e pronta a ser colhida. Foi-nos explicado que a hortelã é cortada, mas depois volta a rebentar e a crescer.

A última estufa que visitámos foi a da salsa. Um canteiro enorme, verde, tão viçoso. Esta zona, junto a Lousa, tem tradição no cultivo de ervas aromáticas. As condições do solo, argiloso que ajuda a reter a água, contribuem para manter a aposta dos agricultores neste tipo de produtos hortícolas.


A nossa visita terminou no armazém. As ervas depois de apanhadas são transportadas num carro com frio. Primeiro são lavadas de modo a retirar algumas impurezas, de seguida são feitos os molhinhos e atados com elásticos e por fim, são embaladas nos cones de plástico que tão bem conhecemos. Nenhuma embalagem pode ter menos de 50g. Daqui seguem para o centro de distribuição do Continente na Azambuja e daí para as diferentes lojas. Passam apenas 24h entre as ervas aromáticas serem apanhadas e chegarem ao consumidor final. A preocupação com a qualidade é constante. Antes de entrarem no circuito comercial são retiradas amostras. Todos os membros do Clube de Produtores têm que seguir escrupulosamente as regras, por exemplo da aplicação de produtos químicos para o controlo de pragas. Aqui José Carreira interveio e disse-nos que nas suas plantações só são usados produtos certificados para a agricultura biológica. Fica mais caro mas é mais seguro para si, enquanto produtor e para os consumidores. O representante do Continente, Nuno Pita, que nos acompanhou na visita, explicou-nos que está a ser estudada uma alternativa ao elástico para atar os molhinhos das ervas. No ponto de venda, é importante que as ervas mantenham a frescura e sabe-se que o elástico ao apertar acaba por contribuir para uma menor durabilidade da planta.


Maria Luísa e o marido têm uma exploração agrícola com cerca de seis hectares. Dão emprego a sete pessoas, incluindo elementos da família. Entraram para o Clube de Produtores do Continente logo no ano seguinte a este ter surgido e a satisfação é notória. José Carreira diz-nos que evoluiu imenso. Vira-se para mim e diz, sabe qual é o lema deles: - Cresça connosco! O modo como produzia alterou-se e isso nota-se na qualidade do produto final. A sua empresa cresceu. Percebi que os membros do Clube de Produtores estão certificados segundo normas internacionais. Este produtor vai estar presente no Mega Pic-Nic do Continente no próximo sábado, dia 21 de Junho de 2014, na Avenida da Liberdade.

E antes de virmos embora, ainda houve tempo para apanhar salsa, coentros, hortelã e um bom ramo de nabiças que foi logo usado assim que cheguei a casa. Sabe tão bem ir ao campo!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Receitas práticas na cozinha do IKEA em Loures


No passado sábado estive na loja do IKEA, em Loures, a cozinhar. Depois de uma breve apresentação sobre o novo sistema METOD aplicado para as cozinhas desta marca, realizei uma apresentação onde demonstrei três receitas muito práticas para fazer em família.

Neste showcooking confeccionei um refresco de flor de sabugueiro com lima e folhas de hortelã. Que servido bem frio, é sempre um verdadeiro sucesso. O prato principal recaiu num risoto de curgete com camarão. Aqui criou-se uma dinâmica muito interessante com o público que estava a assistir. Começaram a fazer questões sobre o tipo de arroz, o tempo de cozedura, sobre o caldo usado, entre muitas mais questões pertinentes. Finalizei a minha apresentação com uma sobremesa que se faz em três tempos, creme de iogurte grego com queijo ricotta servido com compota de mirtilo e de morango. Tão bom! Este contacto com o público, para mim, é sempre muito gratificante.


No próximo sábado rumo ao Porto. Vou estar a cozinhar às 11h na loja IKEA de Matosinhos.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma ida ao campo apanhar curgetes


Ser madrinha da Rua da Curgete no Mega Pic-Nic do Continente, levou-me a visitar um dos membros do Clube de Produtores do Continente, a Origem do Campo, em Loures.

A visita começou com o João e o Paulo Matias a explicarem o ciclo de produção da curgete, mostraram-nos as flores masculinas e a sua função e que cada planta produz cerca de vinte abóbrinhas. Vimos plantas ainda no início do ciclo de crescimento e depois no fim. A Origem do Campo produz também alfaces, couves, beringelas, pepinos, espinafres entre outros.

Nesta visita acompanharam-me a Margarida do blogue Style It Up, madrinha da Rua do Morango, e o Roberto do Quiosque do Ken, padrinho da Rua do Tomate. A visita foi muito divertida, apanhámos curgetes, não resistimos a sentarmo-nos num dos tratores da quinta usado na lavoura, e claro, sempre com cada um de nós a apresentar as vantagens do seu fruto ou legume, argumentando com ideias de comidinhas boas onde os podemos utilizar.


A curgete, é dos legumes mais versáteis que conheço. Podemos usá-la grelhada, salteada, cozida e até frita. Pode ser usada em sopas, guisados, assados, açordas, doces e em bolos. E as flores, podem ser consumidas em saladas, frittatas, panadas e até em pesto, ideia que tenho que colocar em prática um destes dias. No final ficou a sugestão de fazermos uma salada misturando as ruas dos três padrinhos. Imaginem uma salada de curgete grelhada ou salteada, com tomate, morangos, queijo feta ou mozzarella, umas folhinhas de manjericão e regada com bom azeite. Parece-vos bem? Ora experimentem.

E como a rua mais fabulosa do Mega Pic-Nic do Continente será sem dúvida a da Curgete, deixo-vos algumas receitas com este legume que devem experimentar com carácter de urgência, de tão boas que são:

Amanhã, sábado, passem pela Rua da Curgete no Mega Pic-Nic do Continente no Terreiro do Paço. Lá vos espero.


Ver ainda:
- 30 receitas com curgete.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Quinta das Carrafouchas e o restaurante Solar dos Pintor


Que vida magnífica deve ter tido a Condessa de Ega. Ao ver a fachada cor-de-rosa do palacete da Quinta das Carrafouchas, a poucos quilómetros da cidade de Lisboa, no concelho de Loures, penso numa mulher elegante e determinada. A quinta foi outrora propriedade da Condessa, amante de Junot. Hoje é propriedade da família de António Maria, produtor dos vinhos Quinta das Carrafouchas, que amavelmente nos acompanhou na visita à propriedade, num sábado à tarde.

Começamos pela antiga adega, de seguida fomos visitar as vinhas que estão na origem do vinho Quinta das Carrafouchas, que já tinha tido a oportunidade de provar quando estive em Estremoz.


Para além do palácio, a quinta possui ainda outros vestígios do seu passado nobre e luxuoso. Encontramos, fontes rodeadas de painéis de azulejos com diversas alusões à produção e consumo de vinho. António Maria, chamou-me a atenção para um dos painéis, onde estavam representadas garrafas de vinho a refrescar. Em jeito de brincadeira, interrogámo-nos, quem sabe se não saiu daqui o primeiro vinho engarrafado produzido em Portugal. Ninguém diria que apenas a quinze minutos de Lisboa se produz tão bom vinho. Nesta visita fui também acompanhada pela Carla Reis, a simpática autora do blogue Copo de Salto Alto.

Ao andar pela quinta, ao ouvir as explicações da Carla e do António, imaginei a Condessa de Ega a dar um passeio pelo campo, a sentar-se com os amigos ao ar livre e a beber um copo de vinho num dia de verão ao final da tarde, enquanto Junot se preocupava com as movimentações das suas tropas invasoras. Ao ver as ovelhas saloias a pastar tranquilamente, sonhei com queijo fresco do bom. Tive a oportunidade de espreitar diversas minas de água que ligam a quinta. Vi ainda videiras selvagens que crescem em alguns muros, caminhei por uma latada de vinha e bebi água bem fresquinha da fonte por um cocho de cortiça. E que bem que soube!


Depois da visita à quinta fui com os meus anfitriões jantar, a seu convite, ao restaurante que funciona como escritório para António Maria, o Solar dos Pintor que pertence a Luís Pintor, um grande apreciador e profundo conhecedor de vinhos e a sua mulher, Áurea Pintor, que se ocupa da cozinha e das coisas boas que ali se servem. O restaurante possui três salas, uma delas sujeita a reserva para encontros vínicos. E foi nesta sala onde se encontra uma garrafeira muito bem composta que nos sentámos à mesa. A acompanhar-nos ao jantar esteve também o Diogo Rodrigues do blogue airdiogo num copo.

O nosso jantar começou com uma tábua de queijos, pastéis de bacalhau e fatias de chourição. De seguida, serviram-nos um prato habitual da casa, frango frito com pickles e que bom que estava. Depois veio para a mesa burras ou seja bochechas de porco bem temperadas e tão tenrinhas que se comiam com gosto. Vitela em vinho tinto, que estava de fazer inveja à tradicional chanfana, prato da região da Beira Litoral e, por fim, bacalhau com azeite e alho acompanhado com grelos cozidos. A comida servida no Solar dos Pintor é comida tradicional bem feita. Em que se começa a comer e se tem dificuldade em parar.

O jantar foi acompanhado por bons vinhos. Ao longo do jantar vieram para a mesa garrafas da Quinta das Carrafouchas branco de 2010 um vinho fresco, suave, a fazer lembrar um dia de verão, Munda 2006, Grand'Arte 2007, Conde de Vimioso Reserva de 2000, Quinta de Baixo Reserva de 2001, Fonte das Moças de 2005, Quinta das Carrafouchas tinto de 2009 e por fim, uma garrafa de Quinta do Carmo de 2003. Todos eles, impecavelmente servidos à temperatura correcta. Dá gosto beber vinhos assim.


Para sobremesas tivemos pudim de ovos, torta de laranja e uma sobremesa típica da casa, queijadas de Manjoeiras, que são deliciosas. O Solar dos Pintor é um restaurante familiar, em que o preço médio de uma refeição ronda os dez euros. Onde se come e se é recebido muito bem.


O melhor da vida são mesmo as pessoas e os momentos que passamos com elas. As memórias que guardamos. Esta visita à quinta e este maravilhoso jantar foi especial pelas pessoas que dele fizeram parte. O carinho com que fomos recebidos e tratados é inesquecível. Este encontro deixou-me muito boas memórias.

Ao António Maria, à Áurea e Luís Pintor e à Carla Reis aqui fica o meu muito obrigada!


Restaurante Solar dos Pintor
Largo Alfredo Caldeira, 1
Manjoeira
Santo Antão do Tojal
Tel.: 21 974 9011 / 91 476 0487