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Porto 26 de Setembro 2020
Sábado:
10h00 - 13h30      Workshop Pré-preparações para as Refeições da Semana
 
 
15h00 - 19h00      Workshop Pão para o Dia-a-dia
Inscrições/Vouchers: work@sott.pt   WORK espaço criativo

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Pão de mistura com biga


Pão, feito com uma simplicidade de ingredientes, é alimento universal. Em tempos de pandemia foi notória a procura de farinhas e de levedura, por todos os países. O pão é alimento essencial e faz parte da nossa mesa, a todas as refeições. Como se costuma dizer, « em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão ».

Comecei a fazer pão há uns anos. Confesso que uma das coisas que me fascina é o processo de fazer pão. Aparentemente é tão simples, mas assim que começamos a fazer e a querer saber mais, percebemos que estamos perante um mundo de conhecimento, de técnicas, de processos. Há tanta maneira de fazer pão.

Podemos fazer pão usando dois métodos, o método directo e o método indirecto. Neste último fazemos pão com pré-fermentos. Os pré-fermentos são massas, feitas previamente, com água e farinha. Podem ter ou não, sal, e levedura. Entre os pré-fermentos mais usados temos: poolish, massa pré-fermentada ou massa-velha, biga e o fermento natural. Todos eles são também conhecidos por outros nomes como massa-mãe, crescente, isco, entre outros. No início, quando comecei a fazer pão, o facto de não haver uma designação clara, trouxe-me alguma confusão. Hoje já percebo quando chamam massa-mãe a uma massa que guardamos de uma amassadura para outra. Todos estes fermentos têm como função acrescentar sabor ao nosso pão e caíram em desuso dada a facilidade de utilização do fermento comercial.

Tenho partilhado convosco várias maneiras de fazer pão. Nos últimos dias tenho procurado mostrar como podemos rentabilizar a nossa levedura. Partilho, hoje, convosco mais um pão, desta fez feito com o pré-fermento que se designa por biga. A biga é muito usada pelos padeiros italianos. No início do século XIX, ao deixarem de usar o fermento natural, optando pelo fermento comercial, conseguiram produzir pão de forma mais consistente. Verificaram que o que ganharam em tempo, perderam em sabor. No entanto, para introduzirem no pão os sabores complexos associados aos pães em que os ingredientes podem conversar entre si, desenvolveram a biga. A biga que costumo fazer não é a da receita tradicional.

Os pães feitos com biga ou poolish têm um ingrediente em comum com o pão que é feito com o fermento natural. Esse ingrediente é o tempo!

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Que quantidade de sal usar no pão?


« Pão sem sal » é uma expressão popular usada quando nos referimos a alguém ou, a alguma coisa, que achamos desinteressante, com pouca piada, em que lhe falta algo que lhe dê vida, tempero. O sal é um ingrediente que não pode faltar no pão. Pão sem sal é insosso, insípido. O sal torna o pão mais saboroso, mas tem que ser na quantidade certa.

Em relação ao sal, para terem uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de sal de cozinha não exceda 5 g. Ao fazermos pão, já nos aconteceu, por certo a todos, umas vezes ficar bom, outras mais ou menos e outras ainda, a sentirmos que tinha sal a mais. Como fazermos, então? Como saber a quantidade certa de sal a colocar no nosso pão?

Qual o papel do sal no pão?
O sal actua como um antioxidante na massa, para além de acrescentar sabor, ajuda a acentuar os aromas presentes no pão.

O sal ajuda a desenvolver o glúten e a dar força à massa, tornando-a mais elástica. Ajuda o pão a manter, a aprisionar o dióxido de carbono durante a fermentação, suportando a formação do volume.

Os cristais de sal têm a capacidade de absorver água do seu ambiente, o sal é uma substância higroscópica. O sal contribui para retardar a acção do fermento. Quando o sal e o fermento competem pela água, ganha o sal e a acção do fermento é mais lenta.

Qual a quantidade de sal a usar no pão?
Na preparação do pão é considerado normal usar até 2% em relação à quantidade de farinha usada, dependendo da receita e das preferências pessoais.

A fórmula básica de pão, com que comecei a trabalhar indicava:

Farinha - 100%
Água - 60%
Levedura fresca - 3-4%
Sal - 2%

Ou seja, por exemplo:

Farinha - 500 g
Água - 300 g
Levedura fresca - 15-20g
Sal - 10g
Sendo que a humidade da farinha muda, dependendo até da época do ano, podemos ter que usar mais ou menos para obter a consistência desejada de acordo com a receita do pão que estivermos a fazer.

A legislação portuguesa estabelece o uso de 14 g de sal por 1 Kg de farinha, em termos comerciais. Em casa podemos usar cerca de 7g a 10g de sal por 500g de farinha, dependo do gosto ou das necessidades pessoais.

Pão sem sal não tem sabor. Podemos diminuir e ajustar a quantidade, seguindo as indicações que partilho convosco. Mas lembrem-se que o pão precisa de sal.

Que tipo de sal usar na confecção do pão?
De uma maneira geral, todo o sal é bom, o importante é que os cristais sejam finos para se dissolverem, facilmente, na água ou, na mistura da massa. Caso queiram usar sal grosso, marinho, dissolvam-no previamente num pouco da água reservada para amassar. Ou então, podem sempre triturá-lo.

É importante termos noção que há vários tipos de sal e que alguns têm aditivos. Em relação ao sal, é escolher aquele que poderá acrescentar sabor ao nosso pão, que nos traga alguns benefícios em termos de saúde, e claro,  que o custo seja acessível. 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Pão de trigo com poolish


Fazer pão é, verdadeiramente, mágico. Juntar farinha, sal, água e levedura. Amassar. Dar tempo para que os ingredientes tenham tempo de conversar entre si e voilà, temos pão para partilhar com a família.

Há várias maneiras de fazer pão. O importante, é irmos percebendo as massas e não ter medo de arriscar. Fazer pão é um processo. Vamos aprendendo. Há factores que influenciam o pão e que não dependem de nós, como a temperatura ambiente e a humidade.

O importante no processo de fazer pão é que nos consigamos divertir! Vamos fazer pão?

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Menu semanal #7


Mais uma semana em que vamos cuidar daqueles de quem gostamos. Mais uma semana em que precisamos de escolher ingredientes, ver o que temos na despensa, frigorífico e congelador. Mais uma semana em que queremos variar o que vamos comer e precisamos de ideias para prepararmos as refeições para a semana.

Para quem anda à procura de inspirações para confeccionar os pratos, a colocar na mesa para a família, deixo-vos algumas sugestões:

Ver também menu semanal #6.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Planear as refeições com a ajuda do frigorífico


Numa altura em que estamos mais tempo em casa, com a família, a cozinha ganha mais vida e o frigorífico torna-se, ainda mais, essencial. É aqui que conservamos os alimentos com que iremos preparar as refeições para aqueles de quem gostamos. Por isso, cozinhar é também um acto de cuidar.

No âmbito do projecto Samsung Food Skills estive à conversa com a Joana Paixão Brás, autora do blogue A Mãe é Que Sabe. Agora, mais do que nunca, é importante gerirmos a nossa comida sem desperdícios e planearmos as refeições da semana para a família. Estes foram os temas que acabámos por explorar na nossa conversa.


O Samsung Family Hub é mais do que um frigorífico, permite-nos planear as refeições da semana, possibilitando até a atribuição de tarefas aos diferentes membros da família. Ao planearmos as refeições, conseguimos gerir mais eficientemente a nossa comida, evitando desperdícios. Conseguimos, também, efectuar de forma mais eficaz, a lista de compras.

Para evitarmos desperdiçar ervas aromáticas, mostrei à Joana como as podemos congelar em azeite e depois usá-las na confeção de um prato delicioso para toda a família. Preparámos noodles de curgete com esparguete e camarão. O facto de ter algumas pré-preparações feitas, permitiu-nos confeccionar o nosso almoço rapidamente.



Verificámos, também, que o Family Hub possibilita a visualização de programas de TV enquanto cozinhamos ou, até, monitorizar o que os mais pequenos estão a ver na sala. Uma excelente ajuda para quem tem crianças.

Ter um frigorífico espaçoso, que nos dê confiança, que nos ajude a gerir a nossa comida sem desperdícios é, mais do que nunca, um excelente investimento.


Ver também:
- E se o frigorífico nos ajudasse a organizar as nossas compras?

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Robalo assado no forno com legumes


Cozinhar em casa é um dos primeiros passos para conseguirmos fazer uma alimentação cuidada e equilibrada. Temos, por um lado, a vantagem de escolher os ingredientes e, por outro, podemos optar pelo método de confecção que nos for mais conveniente. Confesso que cá em casa adoramos pratos de forno. São símbolo de conforto.

Mais do nunca, a cozinha passou a ser um refúgio, um local libertador. Cozinhar é uma forma de nos focarmos em algo positivo. É uma forma de transformarmos ingredientes em alimento, em conforto. Cozinhar pode ser quase terapêutico. Pode ser uma forma de encontrar satisfação e de oferecer algo bom àqueles de quem gostamos.

Um destes dias para uma refeição deliciosa, ofereci à família cá de casa, um peixe assado numa cama de legumes. Comida colorida é comida que nos faz felizes.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Frango assado na cocotte


Variarmos a nossa alimentação, é uma das minhas preocupações, cá em casa. "Somos o que comemos", é uma máxima que para mim faz muito sentido e tento, sempre que possível, colocar na mesa pratos diferentes. Vou variando as sopas e alternando os pratos de carne e de peixe, com algumas receitas vegetarianas. Todas as semanas, tento comprar legumes e frutos frescos, para servir ou complementar as nossas refeições.

Um destes fins-de-semana, para um dos nossos almoços, fiz um frango assado no forno. Mesmo em tempo de recolhimento, as receitas práticas, que nos permitam usufruir de uma boa refeição, sem sujarmos muita loiça, são muito bem-vindas. Concordam?

terça-feira, 21 de abril de 2020

Creme de abóbora assada


A necessidade de cozinhar em casa, acentuou-se desde que estamos em recolhimento. Há muitas mais pessoas a divulgar receitas. Há chefes reconhecidos a partilhar dicas, nas redes sociais e, a mostrar como podemos, facilmente, cozinhar em casa. Este regresso à cozinha, só pode ser positivo. Cozinhar o que comemos é tão importante! É o primeiro passo para comermos melhor, para mantermos uma alimentação mais equilibrada e saudável.

E para quem já cozinha ou começa a cozinhar, fazer sopa, é fundamental. Cá em casa, procuramos ter sempre sopa. As sopas são sinal de conforto, de comida que nos aquece o corpo e alma. São uma forma de comermos mais legumes e de ingerirmos mais água. São uma excelente maneira de iniciar uma refeição, pois ajudam a controlar a vontade de comer.

Fazer sopa é, também, uma maneira de cuidarmos da nossa saúde. Podemos usar nas nossas sopas legumes frescos ou assados. Partilho, hoje, convosco uma receita com abóbora assada, uma das coisas que costumo fazer muitas vezes nas minhas pré-preparações.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Menu semanal #6


Em tempos de recolhimento, cozinharmos e rentabilizarmos a nossa comida é, ainda, mais importante. Ao cozinhar sabemos o que colocamos na mesa, podemos controlar a quantidade de gordura usada, aumentar as quantidades de legumes, diminuir o uso do sal. Podemos adaptar receitas ao nosso gosto ou aos ingredientes que temos em casa. Ao cozinhar podemos variar tanto a nossa alimentação.

Para vos ajudar a pensar nas receitas da semana, deixo-vos, hoje, mais algumas sugestões. Espero que gostem!

Ver também menu semanal #5.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Salmão com tomate cereja no forno


Em tempo de quarentena, é ainda mais importante cuidarmos da nossa alimentação. É fundamental cozinharmos com legumes e, irmos alternando os pratos de carne com os de peixe.

Numa altura que as idas às compras são pontuais, é importantes termos alguns produtos congelados que nos ajudem a preparar as refeições, de forma prática. Uma das coisas que gosto de ter, é peixe congelado, nomeadamente lombos de salmão. E uma das marcas que me faz companhia é a Pescanova.

O salmão é um peixe muito versátil, cozinha-se rapidamente e faz sempre sucesso, assim que chega à mesa. Para vos ajudar a cozinhar para a família, deixo-vos uma deliciosa receita que se prepara num instante. Espero que gostem.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Caril de bacalhau


Há pratos que nos fazem viajar. Pela mistura de sabores, pelo aroma das especiarias, pelos sentidos que despertam assim que os provamos.

Um destes dias, demolhei bacalhau e, antes de o arrumar no congelador, decidi dar destino a umas quantas postas. Entre assar no forno, fazer um guisado com batatas, uma massa, a escolha lá acabou por ser feita. O destino a dar às postas de bacalhau demolhado, iria ser no tacho, com caril. E que boa escolha fiz. Foi uma verdadeira viagem de sabores!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Feijoada de polvo


Os dias de chuva convidam a colocar na mesa comidas que nos aqueçam o corpo e a alma. Cá por casa, não costumam faltar as sopas. Sopas que, por vezes, só por si, constituem uma refeição.

A par das sopas, cá em casa, nestes dias mais enublados e frios, adoramos comida de forno ou de tacho. Um destes dias para um dos nossos almoços fiz uma feijoada de polvo. Este, é daqueles pratos, que adoramos e nesta altura sabe tão bem!

terça-feira, 14 de abril de 2020

Sopa de trigo sarraceno com carne e cogumelos


Começamos a contar os dias. Olhamos pela janela e pensamos que queremos voltar à nossa normalidade. Ansiamos pela nossa antiga liberdade. Por podermos sonhar, trabalhar, termos as nossas rotinas e viver sem o peso de ficarmos doentes ou de contaminarmos amigos, familiares ou desconhecidos.

Queremos voltar à nossa normalidade. Juntarmos os amigos e a família, à volta da mesa. Planear as férias. Sentarmo-nos, com tempo, numa esplanada e olharmos quem passa, enquanto tomamos um café e trocamos dois dedos de conversa com o empregado sorridente. Queremos ir às compras. Escolher isto e aquilo. Demorarmo-nos aqui e ali.

Queremos viver sem filas, para ir ao supermercado. Queremos que os nossos filhos voltem à escola e sejam felizes. Queremos voltar ao nosso quotidiano, mas agora temos que ficar em casa.

As nossas casas são o nosso porto seguro, o nosso abrigo. Passaram também a ser o nosso escritório, o nosso ginásio, etc. Agora que estamos em casa, é tempo de olhar para o que temos à nossa volta e transformá-lo, adequá-lo às novas exigências. É importante termos um espaço de trabalho diferente de um de lazer. Escolham uma zona da casa, caso queiram ficar um pouco sozinhos, para tomar um café, em silêncio. Por vezes, também precisamos.

Agora, que estamos em casa, vamos destralhar de vez o closet. Dar a volta aos gagets de cozinha que nunca usámos. E as estantes da sala? Talvez consigamos arranjar espaço onde já não cabia mais nada!

Agora, que estamos em casa, vamos consumir de forma mais sistemática o que temos na despensa, congelador e frigorífico. Dar destino e cozinhar com o que temos em casa pode ser um desafio divertido. Aproveitem e cozinhem com mais legumes. Façam um bolo com um ingrediente que nunca tenham usado.

Para dar destino a umas sobras de carne cozida e de trigo sarraceno, que tinha cá em casa, decidi fazer uma sopa reconfortante. Daquelas, que só por si, podem constituir uma refeição. Agora, que estamos em casa, mais do que nunca, é tempo de rentabilizarmos a nossa comida.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Menu semanal #5


Cozinhar para a família, todas as refeições, durante toda a semana, exige imaginação e criatividade. Exige disponibilidade mental. Por vezes, parece que estamos sempre a fazer o mesmo e novas ideias, são sempre bem-vindas. Para vos ajudar a pensar e a definir os pratos a partilhar com aqueles que vos são mais queridos, deixo-vos, hoje, mais um menu semanal. Espero que gostem das sugestões:

Ver também menu semanal #4.

domingo, 12 de abril de 2020

Votos de uma Páscoa muito doce


A Páscoa este ano é diferente. Sem os abraços e os beijos daqueles de quem gostamos. Sem uma mesa cheia de gargalhadas e conversas cruzadas. Sem passeios de família, ao final da tarde.

Mas, há que manter a fé e a esperança. Há que continuar a celebrar a vida e o amor, mesmo à distância. Temos que encher a nossa casa e os nossos corações com gestos, afectos e pensamentos de gratidão.

Mais do que nunca, é importante sermos resilientes, termos a capacidade de renascer e de nos reinventarmos.

A todos, votos de uma Páscoa muito doce!

sábado, 11 de abril de 2020

Esparguete com bacalhau e legumes no tacho


Em tempo de quarentena, queremos receitas que sejam práticas, saborosas, que nos permitam rentabilizar os ingredientes que temos em casa e que não nos obriguem a sujar muita louça. Concordam?

Mais do que nunca, estou fã de fazer refeições de um "tacho só". Penso que este conceito foi divulgado por Martha Stewart, em 2013, cuja inspiração veio de um prato feito por um cozinheiro italiano, e amplamente replicado desde essa altura. Tornou-se uma técnica revolucionária. A ideia base é juntar todos os ingredientes num tacho e cozinhá-los ao mesmo tempo, poupando-nos tempo. Os ingredientes base são, geralmente, massa, azeite, água, sal e pimenta. Depois podemos fazer mil e uma combinações de acordo com o nosso gosto e o que tivermos em casa. Gostam desta ideia? Vamos cozinhar comida de um tacho só? Alinham neste desafio?

Caso façam, partilhem nas redes sociais, com a hashtag #umapáscoaespecial. Fico a aguardar as vossas versões.

Preparei esta receita para a rubrica Oliveira da Serra. O azeite é dos ingredientes que aconselho a terem sempre em casa!

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Bacalhau cozido com todos


Como cozer bacalhau? É uma das questões que me colocam, muitas vezes. O bacalhau faz parte da mesa dos portugueses, durante todo o ano, especialmente, nas épocas festivas, como a Páscoa. E nesta Sexta-feira Santa, o bacalhau da Noruega é o ingrediente escolhido para muitas das nossas mesas. E é tão fácil cozê-lo.

Como cozer bacalhau?
  1. Levar uma panela com água ao lume;
  2. Aromatizar a água com 1/4 de cebola, um a dois dentes de alho, uns talos de ervas aromáticas - como a salsa, e uma folha de louro. Regar com um fio de azeite;
  3. Quando a água ferver, colocar as postas de bacalhau demolhadas com a pele virada para cima. Tapar a panela;
  4. Desligar o lume. Deixar repousar cerca de 15 minutos.

Ao cozer o bacalhau é importante ter a noção que este não deve ferver.


Um dos pratos tradicionais que vive da qualidade dos seus ingredientes e, que tantas vezes servimos em dias de festa, quando juntamos a família, é o famoso bacalhau com todos. Nesta receita, a cozedura do peixe faz toda a diferença.

Em tempo de quarentena, ficamos em casa, mas isso não quer dizer que não possamos seguir a tradição e, nesta Páscoa, colocarmos na mesa um prato tradicional com o bom bacalhau da Noruega.

O bacalhau da Noruega, é selvagem e nada livremente nas águas frias deste país, nomeadamente no mar de Barents. É um verdadeiro peixe nadador (estima-se que nade cerca de 1.000 km desde o mar de Barents até à desova) e, é por isso que as suas postas são musculadas e carnudas. Ao cozinhar o bacalhau da Noruega, obtemos as lascas bem definidas que nós, portugueses, tanto apreciamos!

Votos de uma Páscoa feliz e com muita saúde!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Folar entrançado de canela


Em tempo de Páscoa fazem-se folares, para oferecer aos afilhados, aos amigos e à família. Mesmo que este ano, os festejos sejam em recolhimento, há que manter as tradições.

A convite da Fermipan e, para que a Páscoa seja mais doce, partilho convosco, hoje, uma receita de folar para mimarem aqueles de que mais gostam nesta quadra festiva. Folar entrançado de canela. Fica tão bom!

Fermipan é um fermento feito à base de leveduras e isento de glúten. É ideal para todo o tipo de massas lêvedas. É um dos ingredientes que procuro ter sempre em casa.

Vamos preparar a Páscoa?


quarta-feira, 8 de abril de 2020

E se o frigorífico nos ajudasse a organizar as nossas compras?


A Samsung convidou-me a participar no projecto Samsung Food Skills. Uma iniciativa inovadora, que envolveu quatro convidados especiais, onde fomos revendo as rotinas familiares, as necessidades comuns em não desperdiçarmos comida e gerirmos o que temos no frigorífico, congelador e despensa.

Um projecto que tenta recuperar e promover algumas competências em torno da preparação da nossa comida, em que a cozinha e o frigorífico se tornam o coração e a alma das nossas casas. Termos um frigorífico que nos dê confiança, que seja espaçoso, que nos ajude a poupar e a gerir de forma mais eficaz as nossas compras, é uma grande mais valia. Cozinhar para a família e rentabilizarmos a nossa comida, é desde sempre uma preocupação. E todos os equipamentos que nos ajudam a ser mais eficientes no cumprimentos dessas tarefas, são uma preciosa ajuda!

E é isso, entre muitas outras coisas boas e úteis, que o Family Hub da Samsung faz.


A primeira convidada deste projecto foi Vera Fernandes, locutora das Manhãs da Comercial, uma voz querida de todos nós. A Vera esteve a cozinhar comigo durante uma manhã. Fizemos uma receita deliciosa, colorida e cheia de vida. Um cuscuz com queijo feta e legumes assados. Querem saber como se assam legumes no forno ou como se faz um cuscuz sem receita, apenas seguindo as proporções? É só acompanharem a nossa conversa.



Enquanto cozinhávamos, fomos explorando as vantagens do Family Hub. Sabem que este novo frigorífico da Samsung nos permite ver o que temos no seu interior sem abrir a porta? E caso nos tenhamos esquecido de fazer a lista de compras, antes de sair de casa, podemos ver o seu interior através do telemóvel? Sabem que nos permite gerir os frescos, os congelados e os ingredientes da despensa pela validade dos produtos? Através do frigorífico podemos sintonizar uma rádio ou ouvir música? Não é fabuloso?!

Samsung Family Hub, um frigorífico inteligente e ajustado às necessidades da vida em família.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Frango com feijão branco em molho de tomate


Desde o final do ano passado que colaboro semanalmente com o programa da RTP, Praça da Alegria, que é gravado, em directo, nos estúdios em Vila Nova de Gaia.

Devido à fase em que estamos a viver, ontem, a participação foi feita, também, a partir da minha cozinha, com a querida Sónia Araújo, em estúdio a cozinhar a mesma receita. E foi um momento descontraído e delicioso. Viram?

A receita que confeccionámos foi frango com feijão branco em molho de tomate, uma sugestão para aproveitar algumas sobras, numa altura em que mais do nunca, devemos rentabilizar a nossa comida. Espero que gostem!

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Menu semanal #4


Em tempo de quarentena, temos que tentar rentabilizar a nossa comida, mais do que nunca. Ao longo das últimas semanas, tenho partilhado convosco propostas de menus semanais. Pré-preparar e planear as nossas refeições é uma forma de poupar. E para vos ajudar, deixo-vos, hoje, mais um menu semanal. Espero que gostem das sugestões:

Ver também menu semanal #3.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Pão de espelta e trigo


Adoro pão! E quando colocamos na mesa, para a família, pão feito por nós, é tão gratificante. Pão é vida, é amor. É alimento primordial.

Em tempos de recolhimento, fazer pão revela-se uma necessidade. Podemos fazer pão de muitas maneiras. Podemos misturar farinhas e fazermos pães únicos e especiais. O pão feito por nós, é sempre especial.

Para fazermos pão precisamos de farinha, água, sal e de levedura, que pode ser fresca ou seca. Aconselho a terem sempre em casa levedura seca de padeiro, que se encontra à venda nos supermercados. Para além de a podermos usar directamente na massa, pois não precisa de ser hidratada previamente, tem uma durabilidade muito maior do que a levedura fresca.

A receita que partilho, hoje, foi desenvolvida a convite da Fermipan. Fermipan é um fermento feito à base de leveduras e isento de glúten. É ideal para todo o tipo de massas lêvedas. Quer façamos pão regularmente ou não, ter uma embalagem de Fermipan à mão ajuda!
Vamos fazer pão?

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Como demolhar bacalhau seco da Noruega?


Demolhar bacalhau parece ser uma tarefa complicada e difícil, mas a verdade, é que é tão fácil fazê-lo em casa. Basta ter em atenção alguns pormenores e começar. Vamos demolhar bacalhau?

Demolhar bacalhau, em casa, tem vantagens. Para além de fazermos a demolha a gosto - mais ou menos tomado do sal - verificamos, ainda, que em média, o bacalhau aumenta cerca de 30% depois da demolha! Se comprarmos 1 kg de bacalhau seco da Noruega, depois da demolha, ficamos com cerca de 1,300 kg. O bacalhau seco, bem curado, depois de demolhado rende, revelando-se uma escolha acertada em termos económicos. E podemos aproveitar todas as partes, desde o rabo ao cachaço, sem esquecer as peles e espinhas e, a água de cozedura. No bacalhau, tudo se aproveita!

Como demolhar bacalhau seco da Noruega?

Antes de demolhar
O bacalhau seco pode ser guardado à temperatura ambiente, mas o ideal é conservar no frigorífico até ao momento da demolha.

Iremos precisar de:
1 bacalhau seco da Noruega cortado em postas
1 recipiente ou caixa com tampa para a demolha
Água fria q.b.
Gelo q.b.

1. Para iniciar a demolha, passar as postas secas de bacalhau por água fria. O objectivo é retirar o excesso de sal do exterior.

2. De seguida, colocar as postas de bacalhau num recipiente, com a pele virada para cima e de preferência, sem as sobrepor, colocar água fria até encher. Caso usem água saída da torneira, adicionem cubos de gelo para que arrefeça rapidamente. Se tiverem possibilidade, coloquem uma rede ou um suporte no fundo para que as postas não fiquem em contacto com o sal que se vai depositando na base do recipiente.


3. O recipiente escolhido deverá ter o dobro do volume do bacalhau a demolhar e é importante que seja fácil de manusear, pois iremos trocar a água várias vezes. Costumo usar um recipiente de plástico, com tampa.

4. Guardar o recipiente no frigorífico. Muitas vezes, devido ao calor o bacalhau poderá adquirir um odor peculiar. Isto significa que a temperatura da água foi inadequada. Para mantermos a água da demolha sempre fria (inferior a 8ºC), guardar o recipiente no frigorífico.

5. Passadas 2 horas retirar toda a água e voltar a cobrir de água, depois disto, é aconselhável mudar a água de 8 em 8 horas.

6. O bacalhau da Noruega é classificado de acordo com o peso. Tempos de demolha por categoria:
  • - Bacalhau corrente (peso entre 0,5 e 1 kg): 36 horas;
  • - Bacalhau crescido (peso entre 1 a 2 kg ): 48 horas;
  • - Bacalhau graúdo (peso entre 2 a 3 kg): 55 horas;
  • - Bacalhau especial (superior a 3 kg): 72 horas.

É importante ter atenção aos tempos de demolha para que as postas de bacalhau não fiquem, por um lado demasiado salgadas ou, por outro, deslavadas, quase sem sabor.

As postas mais finas, com cerca de 1 cm de espessura (abas e rabo) vão demolhar em menos tempo e são estas as primeiras a retirar. Caso queiram, podem fazer a demolha por tipo de posta, em recipientes separados.

7. Para sabermos se o bacalhau está no ponto de sal desejado, há quem prove, retirando uma lasca. Ou então, podemos inserir um palito numa das postas e provar. Este último é o método que utilizo. Nada melhor do que provar para termos o bacalhau demolhado ao nosso gosto!

Depois de demolhado, o bacalhau pode ser confeccionado de imediato ou congelado.

Como aproveitar o bacalhau:
  • - Lombos e postas altas: Para assar no forno, na grelha, cozer ou confitar;
  • - Postas finas: Preparações que não necessitem de lascas grandes. Ideal para usar nas caldeiradas, guisados, gratinados como o bacalhau com natas;
  • - Abas e rabos: Ideais para receitas em que se use o bacalhau desfiado finamente. Bacalhau à Brás, saladas, açordas.

Pescado nas águas frias, num habitat puro e gelado, o bacalhau da Noruega, tem características de sabor e textura que o distinguem. Bem seco e curado, com cor palha, depois de capturado o bacalhau da Noruega é preparado de modo tradicional (até aos 47% de humidade máxima) e as postas mais altas, formam lascas bem definidas depois de cozinhadas. Na escolha do bacalhau, a origem é importante. Nas próximas compras não se esqueçam de incluir na lista o bacalhau seco da Noruega.